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Janelas partidas e tal

28 Maio, 2021

Os liberais caem diversas vezes na armadilha da revolução. De tão focados que ficam com a expectativa de resultados, esquecem que qualquer mudança só se consolida sem acções abruptas. Dificilmente encontramos, no presente, alguém que se oponha à reunificação alemã. Porém, no início dos anos 90, após as exultações de liberdade, muitos trabalhadores do leste deram consigo sem emprego, sem perspectivas e, sobretudo, sem um enquadramento social para um mundo desconhecido. Sim, podiam passar a beber Coca-Cola, mas não creio que bebidas adocicadas fossem suficientes para acalmar a angústia pelo desconhecido. No final, pode afirmar-se que ficaram melhor que antes. Não coloco isso em questão. Contudo, não é por o resultado ser globalmente positivo que devemos esquecer que houve um processo, com vítimas, suicídios, desgraças individuais até se chegar ao desfecho.

Propor privatização disto, daquilo, do raio que parta, é algo que vejo com bons olhos. Contudo, não se esqueçam que há pessoas ao barulho, pessoas com vidas estabelecidas, tal como havia antes da loucura “fecha-tudo” do Covid. Para serem levados a sério terão que abdicar das soluções fast-food da eutanásia, quotas para mulheres ou coolness LGBT/gays pela Palestina. Façam propostas que tenham em conta que há sempre o outro lado da moeda. Acomodem a transição nas propostas. Enquanto não o fizerem pouco interessa a designação que adoptam: estão limitados a brincar às casinhas com as vidas de pessoas e isso exige a máxima seriedade.

12 comentários leave one →
  1. balio permalink
    28 Maio, 2021 17:31

    estão limitados a brincar às casinhas com as vidas de pessoas

    Pois. É aquilo a que se chama engenharia social. Só que, neste caso, feita por liberais.

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  2. Weltenbummler permalink
    28 Maio, 2021 19:04

    milagre social-fascista
    o país não se desenvolve há 25 anos e ordenhado nacional ,mínimo sobe anualmente
    sonham com o fu-turismo
    faz obra públicas quem não sabe criar riqueza

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  3. Leunam permalink
    28 Maio, 2021 20:14

    faz obra públicas quem não sabe criar riqueza”

    Como podem criar riqueza se por TODA A VIDA viveram encostados à família ou a comer à mesa do orçamento?

    Para CRIAR RIQUEZA é preciso pensar, as mais das vezes, primeiro no seu semelhante antes de pensar em si próprio.

    Para criar riqueza é necessário ter ideias sãs, arriscar o futuro próprio, confiando no trabalho.
    Trabalhar muito, assumir muitas responsabilidades, ser JUSTO, IMPARCIAL e sobretudo HONESTO.

    Fazer obras públicas com …o dinheiro dos outros …é facílimo!

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    • 28 Maio, 2021 21:18

      Pregar aos peixinhos rodeados de tubarões…

      O hortelão muito esforçado leva a sua produção para o mercado num carro de mão. Demora duas horas no caminho e chega lá derreado.
      Outro hortelão também muito esforçado comprou um triciclo Vespa, leva o dobro do peso e demora menos de uma hora.

      Quando o Pingo Doce descobre o filão, vai lá e arremata toda a produção de todos os hortelãos escoando a produção no seu belo camião. A metade do preço.

      Ninguém tem coragem para dizer que Portugal e outros países europeus que entraram tarde e sem trunfos o Jogo Europeu, nunca vão passar da cepa torta. Quando alguém levanta a cabeça, vem lá um tubarão e zás!

      O mito urbano do sucesso empresarial baseado na competência, trabalho e honestidade é uma armadilha para papalvos comprarem. Todo o tecido empresarial está impregnado de desonestidade, de salve-se-quem-puder. É precisamente isso que os liberais querem ampliar. É nesse pântano que se sentem mais à vontade.

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      • Zé Manel Tonto permalink
        29 Maio, 2021 01:39

        “Ninguém tem coragem para dizer que Portugal e outros países europeus […] nunca vão passar da cepa torta.”

        Isso talvez fosse verdade, mas os sacanas dos outros países Europeus insistem em fazer Portugal fazer má figura.

        A Suécia do início do século XX, tal como Portugal, tinha milhares de pessoas a emigrar, porque a vida era péssima. O Midwest Americano está cheio de descendentes de Suecos. Alguma coisa fizeram bem feito, e não foi só vender minérios durante a II Guerra Mundial, que Portugal até vendeu aos dois lados, e nem assim.

        A Irlanda sempre foi dos sítios mais pobres da Europa, tão mau ou pior que Portugal. Já há muito que estão no comboio da frente, enquanto que Portugal está quase a cair da última carruagem.

        Dos países que entraram desde 2004, quase todos já passaram Portugal em paridade de poder de compra do salário líquido médio (é fácil quando não se aumenta impostos por tudo e por nada). Alguns até já o salário médio bruto é superior.
        Já ouvi desculpas para todos os gostos. O Chipre é por causa dos bancos, A República Checa é por causa de ter muita indústria. A Polónia é por ter um grande mercado interno, logo ao lado da Alemanha. E de certeza que também há qualquer coisa que faz os outros estarem a deixar Portugal para trás.
        Se calhar cada país identificou o que podia fazer para melhorar, e fez. Portugal acha que a estratégia é mendigar umas massas da Europa.

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  4. Leunam permalink
    28 Maio, 2021 20:59

    VINTE E OITO DE MAIO DE MIL NOVECENTOS E VINTE SEIS

    Estamos ainda pior que então!

    “Muito obrigado” senhoras paladinos da Liberdade!

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  5. 28 Maio, 2021 21:28

    Viva o 25 abril carago, foram todos bem enganados!!!

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  6. voza0db permalink
    28 Maio, 2021 21:56

    Achas que alguém está de facto importado com estes tugas chacinados em nome da “saúde pública”?!

    É evidente que não… Tal como ninguém se importou com “vítimas, suicídios, desgraças individuais” que resultaram da brilhante Tróika!

    Só nos importamos quando algo nos afecta directamente, tudo o resto é treta!

    Daí a “democracia” ser um sub-sistema tão bom para manter a MANADA de escravos boçais dóceis e obedientes.

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  7. carlos rosa permalink
    29 Maio, 2021 01:29

    Esta da final de futebol no Porto diz muito da pouca vergonha que é o Costa (governo).
    Grande besta que se está completamente cagando para os portugueses. Mais, até tem prazer em arruinar Portugal e todos os portugueses. Ele não se sente português.
    Os portugueses que quiserem ir à praia no fim de semana têm que se por a pau com as multas da besta.
    Os ingleses podem andar no Porto e arredores como muito bem entenderem.
    Quem não sabe que hoje vai haver muita confusão e violência na cidade do Porto?
    Das duas equipas inglesas, uma vai ganhar e a outra vai partir para a violência.

    Como é possível não se inundar Portugal com folhetos a denunciar a besta destruidora de Portugal. As redes sociais não chegam. O Povo sofredor não tem Internet.

    Ao que isto havia de chegar!
    É preciso denunciar o Costa em cada caixa de correio das famílias portuguesas.

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  8. lucklucky permalink
    29 Maio, 2021 07:40

    ” soluções fast-food da eutanásia, quotas para mulheres ou coolness LGBT/gays pela Palestina.”

    Como raio alguém e pode intitular liberal com isto.
    Eutanásia mais uma abre a porta a mais assassinos, quota só podem acontecer por lei agressivas e discriminação.a Palestina é uma cultura religiosa totalitária logo anti-liberal.

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  9. Expatriado permalink
    29 Maio, 2021 10:07

    Acham que isto ainda não chegou cá? Está na fase “work in progress”…

    https://www.foxnews.com/opinion/tucker-carlson-scientists-who-no-longer-believe-in-science-is-a-real-problem-for-civilization

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  10. Leunam permalink
    29 Maio, 2021 18:52

    Sr. Carlos Rosa

    Leio e muito aprecio todos os seus escritos; Dão que pensar.
    Hoje destaco:

    “Os ingleses podem andar no Porto e arredores como muito bem entenderem”.

    Comento:

    Depois de 27 de Dezembro de 1703, os navios portugueses deixaram de ser pirateados no mar por ingleses e passou Portugal a ser pirateado cá dentro.

    Desde então os Ingleses consideram que Portugal é o seu quintal das traseiras.

    E os portugueses ficam tão contentinhos que até adotam milhares de termos da sua linguagem de trapos, deselegante e pobre, comparada com a a nossa querida Língua Portuguesa.

    Aos olhos dos ingleses não passamos de uns alarves. E muitos portugueses como alarves se comportam.

    Infelizmente.

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