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Matem o Monstro

12 Janeiro, 2012
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O imoral Projecto de Lei 118/XII sobre a Cópia Privada, apresentado pela deputada do PS e ex-ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, não é condenável apenas pelo nível de extorsão que se propõe fazer a toda a sociedade em nome duma entidade rentista.
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É também condenável por aquilo que representa no alimentar do monstro que tão violentamente tem vindo a esmagar a economia portuguesa.
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Atente-se neste vergonhoso Artº 9º. Comentado:
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Responsáveis pela compensação equitativa
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Compensação Equitativa é o nome que inventaram para que o esbulho pareça justo. Não tem nada de equitativo, nem compensa nada porque não há nada a compensar. Apenas se pretende tirar a uns para dar ao lobby dos amigos da ex-ministra. Deveria chamar-se “Responsáveis pela Expropriação Colectiva”.
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1 – Para efeitos do disposto nos artigos 3o e 4o, são responsáveis pelo pagamento das compensações incidentes sobre equipamentos, aparelhos e suportes, os fabricantes e importadores portugueses destes produtos, desde que estes não se destinem a exportação ou reexportação.
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2 – São solidariamente responsáveis pelo pagamento da remuneração os distribuidores, grossistas e retalhistas, adquirentes sucessivos para venda ao público dos equipamentos, aparelhos e suportes, salvo se provarem que procederam ao respectivo pagamento.
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Repare-se bem na alarvidade desta norma: Solidariamente Responsáveis. Uma loja ao comprar um artigo a um distribuidor, passou a ser solidária com este pelo pagamento que seria devido pelo importador. O que passou pela cabeça dos lobistas da SPA é simples – se o importador não pagar, vamos buscar a outro, culpado ou inocente.
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Isto é tão absurdo que só pode dar para rir. Imagine-se agora que a Loja da Esquina vendeu um disco-rígido em Balurcos de Baixo. Que forma tem o responsável pela Loja da Esquina de saber se o importador pagou imposto por esse disco? E se não pagou, faz o quê? Vai lá o IGAC pedir-lhe o dinheiro, a que propósito?
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Por outro lado, o que acontece se o disco nunca chegar a ser vendido e apodrecer na montra da Loja da Esquina de Balurcos de Baixo? Como é que o importador sabe se foi ou não vendido? E se não foi, mesmo na retorcida lógica dos autores deste aborto legal, porque razão está a pagar um imposto sobre um produto que não foi vendido?
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O que nos vale é que esta aberração nunca passaria no Tribunal Constitucional.
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3 – Para os efeitos do disposto nos números anteriores, os responsáveis pelo pagamento submetem à entidade gestora das compensações e à Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) uma declaração de autoliquidação, no mês subsequente ao termo de cada trimestre de cada ano civil, onde constem os seguintes elementos:
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Leia-se, fabricantes, importadores, distribuidores, grossistas e retalhistas. Big Brother is Watching you. Toda a gente a trabalhar, a consumir tempo e recursos em nome da SPA. O mundo que se lixe, venha a mim o produto do roubo. Cavem a vossa própria sepultura. A conta da bala vai para a família da vítima. Esta gente é fascista.
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a) Número de unidades vendidas no mercado nacional;
b) Preço de venda, líquido de quaisquer descontos de natureza financeira ou comercial constantes das facturas, antes de aplicação de IVA, para o caso dos equipamentos e aparelhos que permitem a reprodução de obras protegidas;
c) Capacidade e características técnicas dos suportes materiais e dispositivos de armazenamento que permitem a reprodução de obras protegidas;

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Estão a imaginar o relatório. As milhares de referências que existem têm que ir todas acompanhadas de referências técnicas. Todas as empresas, comprem software, mudem os ERPs, gastem milhões para satisfazer o capricho dos beneficiários. A SPA quer saber a velocidade das impressoras, o peso, a capacidade dos discos rígidos de todas as câmaras de filmar, a cor das cuecas do realizador dos filmes e uma chapada nas trombas do artista que teve esta ideia.
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d) Número de unidades vendidas, suportes materiais e dispositivos de armazenamento, em regime de isenção, e respectiva capacidade e características técnicas, bem como o respectivo preço de venda;

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Já não basta vender, temos que saber a quem se vende. Porque há artistas que estão isentos e não se pode cobrar a este ser superior. Quem gere tudo isto? Os fabricantes, importadores, distribuidores, grossistas e retalhistas. Organizem-se. E portem-se bem porque não tarda nada, entra-lhes o IGAC mais a ASAE pela porta dentro e obriga-os a apresentar declarações dos compradores que pediram isenção, prova e contra-prova e mais o que lhes der na veneta.
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e) Número de unidades vendidas para países da União Europeia e países terceiros;
f) Valor da remuneração liquidada e a entregar.

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Venha a nós o vosso dinheiro.
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4 – As entidades devedoras e as solidariamente responsáveis devem manter, pelo período de 3 anos, os elementos contabilísticos que comprovem a liquidação, cobrança, entrega e o pagamento da compensação equitativa devida.

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O que está na cabeça dos autores da lei, é um esquema tipo IVA. O importador paga a ‘compensação’, vende ao distribuidor com a taxa incluída, este paga ao importador e por aí fora, o grossista paga ao distribuidor, o retalhista ao grossista e o cliente final ao retalhista. Criaram um novo regime do IVA, só para a SPA, com toda a burocracia associada.
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Esqueceram-se de um detalhe. O retalhista pagou o produto ao grossista com a taxa incluída. Se vende para entidade isenta, a SPA tem que devolver o dinheiro ao retalhista. Vamos ter uma Câmara de Compensações de Direitos de Cópia Privada em Portugal? Que bom.
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5 – Para efeitos do controlo do pagamento da compensação, os responsáveis devem discriminar separadamente o respectivo valor no documento contabilístico, antes da aplicação do IVA, sob pena de se presumir a falta de liquidação e cobrança.

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Todas as lojas, grossistas, distribuidores, importadores e fabricantes têm que mudar os sistemas de fracturação e contabilidade, criar um sistema tipo IVA para tratar disto, com todas as excepções e isenções. Nas palavras da ex-Ministra, vai dinamizar a economia que é um fartote.
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6 – No caso dos responsáveis principais não procederem à liquidação e pagamento da compensação equitativa, incumbe essa obrigação aos distribuidores, grossistas e retalhistas, devendo proceder à discriminação dos valores cobrados na factura, nos termos do número anterior.

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A ImportHard, SA. vende 1000 discos de 2 TB à DiskTribute, SA. A factura seria algo assim:
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Os valores seriam mesmo estes. Para um disco chegar a 120 euros ao retalho, IVA incluído, seria desta ordem de grandeza o preço de importação. A SPA cobraria 3 vezes o valor do IVA.  Por sua vez a DiskTribute, SA vende os mesmos discos a vários retalhistas com 20% de margem. Por uma questão de simplificação, admita-se que vende tudo ao mesmo retalhista, a PayTax, Lda. A factura seria assim:
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Quanto ganhou a DiskTribute, SA neste negocio? Ignorando os custos associados à distribuição, ganhou 10.000 € (diferença entre preço de venda e preço de compra). Liquidou ao Estado 2.300 € de IVA (diferença entre IVA recebido e IVA pago) e ficaria neutro no pagamento de Compensação da Cópia Privada, uma vez que já estava pago pela ImportHard, SA.
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Agora, imagine-se que a ImportHard SA faliu e não entregou à SPA os 92.160 € do Imposto Canavilhas. Ora… diz a lei que quem paga é a DiskTribute que apenas ganhou 10.000 € no negocio e vai ter que pagar 92.160€ à SPA. E se esta não pagar, paga a PayTax, Lda.
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Que se lixem todos, desde que a SPA receba o que julga ser seu por direito divino.
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7 – O pagamento da compensação liquidada nos termos dos números anteriores deve ser efectuado no prazo de 45 dias, após o termo de cada trimestre do ano civil.

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Decorem todos: 15 de Fevereiro, 15 de Maio, 15 de Agosto e 15 de Novembro.
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8 – A entidade gestora das compensações representativa dos titulares de direitos pode solicitar aos responsáveis pelo pagamento da compensação as informações necessárias à comprovação do cumprimento efectivo das obrigações enunciadas, sem prejuízo dos princípios da confidencialidade e sigilo comerciais.
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Que bem. A SPA vai poder enviar notificações às empresas. Prova que pagaste. Prova. Manda. A SPA. Quem? A SPA. Quem? A SPA. LOL. Quem? A SPA. Estes gajos drogam-se mesmo.
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Compreende-se que os autores que mandam na SPA e a ex-Ministra Canavilhas nunca fizeram nada na vida empresarial, não fazem ideia de como funciona uma empresa, dos custos da burocracia, dos recursos desperdiçados com este tipo de alarvidades administrativas. Têm uma concepção do mundo em que apenas importa aquilo que lhes diz directamente respeito, as actividades superiores a que se dedicam. As empresas só existem para lhes pagar impostos.
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Mas não podemos compreender que um governo que está obrigado a dinamizar a economia não comece por desmontar todos estes esquemas intrusivos e destrutivos de valor que abundam na nossa economia – desmontar, nunca criar mais.
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Varrer com todos estes processos, simplificá-los e minimizá-los seria uma das mais nobres obrigações de quem está no Ministério da Economia. Não inventem estratégias novas: limpem os procedimentos anquilosados. Acabem com as declaraçõezinhas, com as obrigações de comunicar minudências, destruam os licenciamentos que só existem para alguém cobrar uma taxa, matem o regime de alvarás. Mudem o conceito: não são as empresas que têm que se escravizar perante as mesquinhas exigências de centenas de organizações rentistas ou eternos inúteis organismos públicos. Copiem a Escandinávia: as organizações do estado só têm valor se em vez de se servirem das empresas, servirem para ajudar o desenvolvimento das empresas. Caso contrário, não prestam.
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Voltemos às leis. Ainda estava a aquentar o escândalo desta pirataria da ex-Ministra e eis que chega outra obra-de-arte do socialismo moderno. O Projecto-Lei 119/XII. Mais uma vez, da deputada Canavilhas.
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Este define “as política pública de apoio e desenvolvimento das actividades cinematográficas e audiovisuais” e tem por objectivo amarrar o Estado a brutais despesas em tempos de crise. Não só o estado: também as empresas privadas que agora têm um “Investimento Directo Mínimo Obrigatório” só pelo facto de terem a lata de existir. O princípio é o mesmo do 118: Pagam muitos o que têm e o que não têm, para os amigos da deputada fazerem a festa. Vão buscar dinheiro onde antes não iam – chamam-lhe ‘alargar o leque de entidades que asseguram o financiamento’ – internet e telemóveis, por exemplo. E a burocracia é, mais uma vez, pornográfica.
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Leia-se. Lá está tudo o que é detestável, burocrático, esmagador, destruidor de valor:
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  • … licenças obrigatórias para vender ou distribuir o que quer que seja que tenha a ver com cinema, com a respectiva taxa;
  • … isenções que obrigarão a criar sistemas para aferir da boa-fé do isento.
  • … portarias obrigatórias para definir ao milímetro as merdinhas todas que o burocrata inventou;
  • … o “sistema de gestão e controlo de bilheteiras” que o estado assegura para sacar uma parte do que todos nós pagamos quando vamos ao cinema;
  • … quantidade de obrigações futuras de legislar e regular;
  • … o registo obrigatório de todos os profissionais do sector, desde o realizador ao moço das mijas. Uma grande merda – ninguém trabalha sem licença, que isto precisa de controle.
  • … taxas avulsas por tudo e principalmente por nada.
  • … taxa de exibição de 4% sobre toda a publicidade – sempre a viver à custa do trabalho e da riqueza alheias – a agora incluem a publicidade na internet, imagine-se a confusão que esta norma vai dar – querem que seja o fornecedor de serviço de internet a pagar as taxas de 4& sobre publicidade feita nos sites.
  • … o trabalho que se impõe sempre a terceiros: paga o anunciante, liquidam os cinemas. Decorem mais uma data: Dia 10 de cada mês.
  • … uma taxa para ser paga pelos operadores de televisão – a que chamam contribuição e incide sobre tudo, incluindo taxas.
  • … taxa sobre operadores de distribuição de serviços de programas televisivos.
  • … taxa a ser paga pelos utilizadores de telemóveis com acesso a serviços de televisão móvel – mais uma data a decorar: 31 de Março.
  • … obrigações de retenção de uma percentagem sobre os bilhetes de cinema, só para os grandes exibidores (2 ou 3 – já escolheram as empresas a roubar) e  já repartiram entre eles, da forma mais adequada a quem quer receber a maior parte do bolo.

Mas como se isto tudo não bastasse, impõe ‘obrigações de investimento’ – uma intolerável intromissão da lei na vontade privada. Impõe que parte das receitas é para gastar naquilo que eles entendem ser o que é bom. Obrigações para todos, com taxas diferentes da aplicação das receitas das empresas. Cada um leva a sua taxa. Até distribuidores têm que passar a investir na produção, pese embora não tenham a mínima vocação para o fazer.
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Mas não se fica por aqui, o absurdo desta proposta. O PL119/XII resolve criar uma nova fiscalidade para o sector, inventando créditos fiscais sobre despesas com a produção equivalente a… 25% dos custos com estúdios, laboratórios, outros prestadores de serviços do sector cinematográfico e audiovisual, aluguer e construção de cenários, guarda-roupa, efeitos especiais, outros bens e serviços indispensáveis à materialização da obra, serviços de hotelaria, restauração, transportes e outras inerentes às deslocações, alojamento e alimentação dos autores, artistas, intérpretes e equipes técnicas, remunerações tributáveis em Portugal, e respectivos encargos sociais, pagas a autores, actores e outros artistas e intérpretes, bem como aos elementos das equipes técnicas.
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Mais uma alínea (das boas) no Código Tributário Português.
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Senhores deputados, não aprovem este lixo legislativo. Acabem com isto, depressa. Só alimentam o monstro, quando necessitamos começar a matá-lo.
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Desmonstrizem Portugal, por favor. Por favor. É urgente.

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40 Comentários leave one →
  1. Paulo permalink
    12 Janeiro, 2012 22:08

    “3 – Para os efeitos do disposto nos números anteriores, os responsáveis pelo pagamento submetem à entidade gestora das compensações e à Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC)…”

    entidade gestora das compensações ????
    Lá vem mais um instituto para dar dinheiro a outros tantos!

  2. Francisco Colaço permalink
    12 Janeiro, 2012 22:11

    Estarei de sobremaneira interessado em apresentar à Sra. Canavilhas uma assessora francesa, muito eficaz nestes casos, a Mme. Guillotine.
    .
    Será que a idiota não percebe que está a dizer aos investidores: ponham o vosso dinheiro noutro lado, por exemplo, na Holanda?

  3. ovigia permalink
    12 Janeiro, 2012 22:23

    grande entrada… pun not intended!

  4. Monti permalink
    12 Janeiro, 2012 22:27

    Assim se comprova uma necessidade fundamental neste país.
    Após três décadas de desvarios como este, que venha a ditadura.
    Uma ditadura esclarecida.
    O difícil e atendendo à numerosa classe das oligarquias partidárias,
    é que sobre gente esclarecida suficiente.

  5. MANEL permalink
    12 Janeiro, 2012 22:34

    Quem é a Canavilhas i.e. o que faz na vida alem disso.Poderá talvez um dia vir a ser julgada

  6. von permalink
    12 Janeiro, 2012 22:42

    Já vi abater deputadas por menos que isto… em filme, claro…

  7. ricardo permalink
    12 Janeiro, 2012 22:43

    Os partidos já não estão a dar. É preciso sacar à má fila.
    Ainda me lembro, no pós 25A, quando se desculpavam da indigência cultural do país com a censura.
    A censura acabou. Ainda hoje estamos à espera das grandes obras primas que estavam nas gavetas.

  8. 12 Janeiro, 2012 22:44

    Isto é extremamente chocante e pornográfico.
    Alguem me sabe dizer qual o real risco de ser aprovado?

    grouchomarx

  9. Zebedeu Flautista permalink
    12 Janeiro, 2012 22:46

    O burro é o contribuinte/consumidor português e estes mercadores de chumbo ainda querem carregar mais a carroça.

  10. Zebedeu Flautista permalink
    12 Janeiro, 2012 23:09

    A artista ( a verdadeira artista) Canavilhas já tem a sua página na Wikipédia ligada à lei.
    .

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Gabriela_Canavilhas

  11. 12 Janeiro, 2012 23:11

    PPC fica em último lugar na popularidade.

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=531305&pn=1

    por acaso, fartei-me de alertar para a necessidade de explicar aos tugas q as medidas impopulares eram CULPA da bancarrota e corrupção da máfia xuxa maçónica.
    então, o gaspar atingia as raias da paranóia.
    fartou-se de dar conferências de imprensa sobre os 6 mil milhões da madeira.
    mas calava-se estranhamente sonre as centenas de milhar de milhões da bancarrota corrupção xuxa.
    agora, aí têm a “recompensa” dos tugas……..intoxicados como é óbvio para máfia maçónica dos media.
    já não percebem q isto é tudo consequência da corrupção xuxialista.
    no blog, tenho mais de uma dúzia de posts sobre a bancarrota xuxa-maçónica-socrática…
    veremos se a coligação ainda recupera……

  12. era mas foice permalink
    12 Janeiro, 2012 23:23

    Pois eu à canavilhas sabia muito bem o que lhe fazia. Se me der um endereço, digo-lhe one me pode encontrar.

  13. certo permalink
    12 Janeiro, 2012 23:58

    e o que é que isso interessa, agora, ó jcd, entre tantos potes e tachos da gente dos aventais ?

  14. certo permalink
    13 Janeiro, 2012 00:04

    Ai, mas é bem o estrebuchar de quem à força pensa, ainda, que é possível distrair a gente de tantas cabeçadas sem vergonha liberais … Pois nãobasta não ser socialista, não dar pelo nome disso, se a mesma máfia italiana deriva, diz-se, da maçonaria que foi de Espanha e nos apanhou a nós, de que maneira, a ver pela geografia de lojas e armazéns iguais .

  15. 13 Janeiro, 2012 01:30

    penso que o Partido Pirata já é o 3º partido na suécia..e já existe noutros países escandinavos. não querem que a malta seja como os suecos ? bora lá imitar. ( e uma boa causa para os “jovens” do be , assim a modos de intervalo na agenda lgtb -::))

  16. confrade permalink
    13 Janeiro, 2012 02:16

    se isto dá dinheiro para o Estado vai ser aprovado … e o Zé Povo sofre mais um bocado. Quanta vezes se disse por aqui , em posts, em comentáios “não há nada a fazer” ?
    Estamos mesmo entregues a bichos, mas a culpa é nossa, da nossa indiferença!

  17. Arlindo da Costa permalink
    13 Janeiro, 2012 04:04

    Claro que a propriedade intelectual tem que ser protegida e remunerada.
    Eu, no meu caso pessoal, não aceitaria que utilizassem a minha marca e os meus comentários sem que fossem liquidados os respectivos direitos de autor e propriedade industrial (Trade Mark).
    Qualquer dia estes «liberais» tugas preconizam a contrafacção de moeda.
    O princípio é o mesmo…

  18. 13 Janeiro, 2012 08:07

    O caminho para a servidão…

  19. uauaua permalink
    13 Janeiro, 2012 09:05

    it’s socialism baby!

  20. anónimo permalink
    13 Janeiro, 2012 10:52

    Bela medida,

    Não percebo por que se estão a queixar. Toda a gente sabe que isto vai ser óptimo para a economia. Óptimo!
    Numa altura em que cada vez mais portugueses compram na Amazon e outras lojas online estrangeiras, nada como este peregrino projecto-lei para convencer ainda mais gente a deixar de comprar nas Fnacs, Wortens e pequeno comércio e a render-se de vez aos tubarões (estrangeiros) do online. O que é óptimo para a economia. Como bem sabe quem estudou, nada é tão bom para a economia de um país como a falência de empresas, o aumento das importações e a diminuição dos impostos pagos no país. Nada! Sobretudo, quando tudo isto é feito em nome de um imposto que não irá para o governo, mas sim para uma organização mafiosa.

    É uma alegria.

  21. 13 Janeiro, 2012 10:53

    Questão de princípio: desde quando é que a SPA representa todas as pessoas com direitos de autor? E os outros?

  22. honni soit qui mal y pense permalink
    13 Janeiro, 2012 14:58

    a Canavilhas nunca teria engenho e arte para articular um qualquer destes artigos …

    a Canavilhas só tem um neurónio …

  23. 13 Janeiro, 2012 16:46

    Atenção que a cabeça do projeto-lei é da Canavilhas, mas todos os partidos, repito, todos os partidos consideraram que era uma boa base de trabalho, que era necessário compensar os artistas, que concordavam com a reflexão sobre tema, etc, etc, pardais ao ninho. Portanto, esta senhora muito bonita (não uso o outro sinónimo, porque com este parece que a estou a elogiar) concebeu a coisa junto dos seus amigos artistas, mas todos os outros partidos mostraram disponibilidade para aprovar esta monstruosidade. Todos!!!! que cambada de gentinha esta, pá…

  24. SlowDriver permalink
    13 Janeiro, 2012 17:57

    há coisas a que chamo ” Crime de Ganância”. e para mim, os autores de Crime de Ganância deviam ser decapitados num pulpito, em praça publica. Caia a lamina e acabava-se com mais um Ganancioso que prejudica os outros para satisfazer a sua ganância.

  25. licas permalink
    13 Janeiro, 2012 18:32

    Canavilhoso – ganancioso.

  26. 15 Janeiro, 2012 19:44

    Belo Post!

  27. Empresário permalink
    16 Janeiro, 2012 10:21

    Obrigado Sr.a Gabriela Canavilhas! Finalmente põe-se ao claro para onde vai o dinheiro inutil dos vossos salários.
    Obrar é a palavra que mais me vem à cabeça! Quando foi da Casa da Música, Casa do Artista, Renovação dos Teatros Nacionais, CCB, … não se lembraram de poupar uns milhõeszinhos NOSSOS.

    Mas agora devo-lhe agradecer por tal nobre e nefasta destruíção do que resta da nossa cultura.

    Obrigado por acabar com os concertos, cinemas, teatros, espectáculos de rua, pois eles vão acabar com a falta de clientes, quer pela crise, quer pelo preços acrescidos. Eu pessoalmente vou ser um deles. Tiram de um lado…

    Obrigado por acabar com os produtores de conteúdo multimédia, os tradutores, e todos aqueles que têm relação com as áreas de multimédia, internet, …
    Obrigado por nos criar um programa de cultura inovadora e que muito deve insultar Camões, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, Gil Vicente e até Fernando Peça.
    Já que falo em Gil Vicente… isto parece o Auto da Barca dos Infernos, a Sr.a fica bem nos papéis todos. Só falta mesmo conduzir o barco…

    Se acha que este tipo de leis vai-lhe pagar os Pianinhos, as suas gravações e CD’s, a senhora deu numa de “Parvo” mais que eu. Se os seus “AMIGOS” não lhe pagam… por que acha que nós o iremos fazer?
    A Sr.a apresenta a solução mais SIMPLES… aquela que os seus “AMIGOS” gostam, mas infelizmente aquela que TOCA a MUITA gente honesta, trabalhadora e acima de tudo… entrepenours.

    Acho engraçado este tipo de mentalidades RETROGADAS e FORA do contexto com o mundo empresarial.
    Se acha que vou declarar os rendimentos de publicidade na internet… feche os olhos e sonhe! Mais depressa dou numa de holandês.
    Ser empresário neste país é ter constantemente que andar a rastejar e trabalhar 120 horas por semana… Estou MUITO cansado desta merda de governação CAPITALISTA e que nada faz para aumentar o capital monetário, intelectual, CÍVICO e CULTURAL deste país.
    Mas Obrigado! Agora vá TOCAR piano para Viena!

  28. 18 Janeiro, 2012 20:12

    Ricardo, relativamente ao comentário de onde se encontram as grandes obras: em todo o lado, é preciso é não se ser um imbecil para se reparar. Não nos devemos esquecer quem é aqui a criminosa, e isso é a nossa mui amável ex-ministra da cultura, que não só apresentou este projecto de lei assim como o 119, onde se taxam mais qualquer material ligado às artes, com o dinheiro a reverter tambem para a SPA. Não há aqui qualquer tentativa de omitir que o propósito desse dinheiro é tudo menos fomentar as artes.

  29. Zé Carioca permalink
    8 Fevereiro, 2012 13:17

    E a ESPANHA aqui tão perto!

  30. simil permalink
    8 Fevereiro, 2012 14:23

    Malévola, é o que se deve dizer da fulana, que se desse a máquina de tiro aos pratos e atirá-la às alturas .

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