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Consumir o stock

12 Abril, 2012

A propósito do sistema de capitalização da Segurança Social, Priscila Rêgo cita a seguinte frase de Vitor Bento:

“os sistemas de capitalização não acumulam produção actual, posta de parte para distribuir no futuro. Acumulam apenas direitos de saque sobre a produção futura.”

A implicação disto seria que, em períodos de declínio demográfico, um sistema de capitalização dá direitos de saque sobre uma produção cada vez menor. Acontece que a afirmação de Vitor Bento só é válida para períodos de estabilidade demográfica. Em períodos de declínio demográfico um sistema de capitalização dá direitos de saque sobre a produção e sobre o próprio stock de capital. Em períodos de declínio demográfico a poupança é negativa, o consumo é superior à produção e o stock de capital pode ser reduzido. Já estamos a observar sinais disso. Parece que querem fechar maternidades.

PS- Neste aspecto a grande vantagem de um sistema de capitalização com contas individuais é que o consumo de capital é gerido de acordo com os interesses de cada um dos interessados, isto é a Maternidade Alfredo da Costa seria rapidamente convertida num lar de terceira idade.

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9 Comentários leave one →
  1. Portela Menos 1 permalink
    12 Abril, 2012 13:19

    Pois…..
    12 Abril, 2012 – 09:01
    «Estamos a fazer a nossa parte sem apoio do Estado», Ricardo Salgado ao Diário Económico
    .
    Despacho n.º 4802/2012. D.R. n.º 69, Série II de 2012-04-05
    Ministério das Finanças – Gabinete da Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças
    Autorização da garantia pessoal do Estado para cumprimento das obrigações de capital e juros no âmbito do empréstimo obrigacionista a emitir pelo Banco Espírito Santo, S. A.
    Por Gabriel Silva | Na categoria Geral | Comentários (2)

  2. joao manuel permalink
    12 Abril, 2012 13:21

    Excelente post. A propósito do fecho da maternidade, qdo aconteceu o mesmo há uns anos atrás com o fecho de hospitais e maternidades no interior, obrigando as populações a deslocar-se a espanha para fazerem um parto, não se ouviu tanta indignação em Lisboa e nos media em geral. Portugal ainda é Lisboa e o resto é paisagem como diz o ditado. Temos pena…..

  3. RCAS permalink
    12 Abril, 2012 13:27

    Calma … Victor bento foi recompensado… chegou ao pote!
    Estes portugas não tem jeito mesmo! quando tem liders empurram-os para fora, quando não os têm, enchem,enchem, enchem, e quando rebentam… já é tarde!
    César o imperador romano é capaz de ter razão: ” que raio de povo é aquele, que não se governa nem se deixa governar”?
    Quanto à segurança social vão-se cordeiramente preparando.. .porque vêm aí mais noticias!
    ainda havemos de chegar ao nivel dos chineses vão ver!

  4. S.Martins permalink
    12 Abril, 2012 13:28

    1 pergunta ao João Miranda… Imagine que amanhã um grupo de informáticos anunciavam a derradeira revolução tecnológica: robots autosuficientes. Robots que podem fazer tudo, automóveis, conduzir automóveis, plantar e colher batatas, gerir um supermercado, varrer uma rua, cozinhar e servir num restaurante, atender clientes a um balcão e resolver as suas necessidades, etc.. Apenas são precisas umas 1.000 pessoas para produzir um exército de robots capazes de substituir o trabalho humano… Agora a pergunta: o que iria ser dos milhares de milhões de pessoas sem ocupação profissional, como iriam aceder a um rendimento, como iriam sobreviver?

  5. JoaoMiranda permalink*
    12 Abril, 2012 13:34

    S.Martins,

    Essa é fácil: não precisam, os robots fazem tudo.

  6. Carlos Novais permalink
    12 Abril, 2012 14:10

    E se os robots forem auto-replicáveis nem sequer esses empregos existirão…
    Mas as pessoas arranjam sempre forma de especializar-se e trocar serviços entre si (arte…design….etc) mesmo que os robots quase tudo façam.

  7. 12 Abril, 2012 16:59

    A pergunta que o cenário do S.Martins obriga a fazer é a seguinte: como se organizava, então, a distribuição da riqueza?

  8. Delfim permalink
    12 Abril, 2012 19:49

    Muito bom post.Nada a acrescentar apenas um pedido de reflexão : Sera que o comum dos Cidadãos da nossa Républica tem noção da importância das questões que levanta? Sinceramente duvido

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  1. O pensamento macroeconómico que ignora o mundo que nos rodeia « O Insurgente

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