Congelar o preço da gasolina
Luís Ferreira Lopes, Editor de Economia da SIC escreve o seguinte:
O problema está em saber que espaço de manobra terá o Estado para ajudar a economia real (empresa e famílias) a curto prazo, num cenário de permanente subida do preço do petróleo e com o cenário dos 150 dólares até ao final do ano, que terá repercussões muito graves na economia portuguesa. Uma coisa é o folclore da picardia político-partidária no parlamento entre Sócrates e Portas ou outro opositor; outra é a realidade sentida pelos consumidores, numa altura em que a Galp vai aumentar de novo o preço do gasóleo e da gasolina, de forma quase inacreditável, sem que o Estado (que ainda tem acções e lugar de chairman na Galp) nada faça para impedir aumentos muito acentuados do preço final do gasóleo e gasolina.
Bem, se o petróleo pode de facto chegar aos 150 dólares, então a política da Galp de subir os preços é totalmente racional. O que é inacreditável é que alguém defenda que o Estado deve impedir “aumentos muito acentuados do preço final do gasóleo e gasolina”. Manter preços da gosolina baixos quando se espera que o preço do petróleo vai subir é totalmente irresponsável e insustentável. É uma política que se limita retardar o inevitável e a atrasar a adaptação da economia a novas condições de escassez de petróleo. Isto devia ser elementar. O governo de Guterres tentou congelar o preço dos combustíveis em condições mais favoráveis que as actuais e o resultado foi o desastre orçamental. Guterres conseguiu manter os preços baixos durante um pequeno período com custos orçamentais elevados. Depois disso, a gasolina voltou aos preços reais de mercado e desta aventura só sobrou uma economia viciada em combustíveis e um enorme défice orçamental. É isso que pelos vistos muita gente deseja para o futuro.

O senado americano copiou Manuel Pinho. Perguntou como é que estavam a formar o preço às petrolíferas.
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Um tipo distrai-se dá um pontapé numa pequena pedra e eis que de lá sai um socialista amante dos planos quinquenais e da felicidade do povo cantante.
Mercado , mas com calminha e aos ziguezagues…
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150 Dólares em Dezembro?
Isso é já em Junho.
Em Dezembro contem com 200 USD
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Em Junho?
“Isso é já em Junho.”
Então aproveite para comprar a 133,35 dólares, que há quem o venda agora. 😉
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Caiu mais uns centavos? Quer comprar a 133,20, para entrega em Julho? Depois é só vender a 150!
Nem sei como o Soros não abre vagas em Portugal para os seus fundos de investimento. Não faltam geniais especuladores a botar faladura nos comentários do Blasfémias! 😉
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5 – anti qq coisa
Acha que o Soros é parvo?
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O tipo compra naquela loja dos sacos vermelhos berrantes lá para os lados do Colombo…
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Figura de parvo anda a fazer o Sr. Silva que noutro dia, pouco depois do “dia perfeito” que teve na Madeira, mandou umas postas de pescada sobre política internacional mas agora está caladinho, como um Silva português, em relação aos Bonzos da Birmânia. http://criticademusica.blogspot.com/
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Congelar preços não resolve, realmente. No actual contexto creio que a pressão dos consumidores seja mais eficaz, seja por comprarem menos, seja por não comprarem à Golpe. Para tornar novamente os seus produtos apetecíveis, a empresa terá que baixar os seus produtos e em vez de lucros milionários passará apenas a ter lucros comparáveis aos da restante economia portuguesa.
Outra forma é, obviamente, racionalizar o consumo como já aqui foi defendido. Mas isso só será possível no longo prazo, quando se desistir de tornar a nossa rede de autoestradas na melhor da Europa e se planear uma rede de transportes públicos eficaz.
Aí num comentário anterior alguém defendia que essa de não termos transportes públicos decentes é argumento gasto. É, de facto, gasto mas nem por isso está desactualizado. Como poderá constatar quem visitar algumas cidades desses países usados para nos compararmos (mas só no que respeita os aumentos de impostos).
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Se os transportes públicos portugueses funcionassem como funcionam em Londres ou em Paris, de certeza que se podia meter portagens para entrar em Lisboa e no Porto e que os aumentos da gosolina não estariam a gerar convulsões (…), porque aí o Estado podia, e devia, subsidiar a manutenção dos preços dos ditos cujos que seriam utilizados pela “esmagadora maioria” da população. Inclusivamente pelos que aqui escrevem e que não prescindem dos seus queridos carrinhos.
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A gasolina tá cara? Não me parece. Até mesmo para pequenas deslocações numa qualquer cidadezinha do interior onde tudo é perto de tudo as pessoas continuam a andar de carro…
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Ecologia para estes senhores é um exoticismo… Tão exótico a longínqua Birmânia e sua exótica, claro, junta militar…
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11 -K…
Pois!
pensa que eu n vejo quando vou à província?
depois vão ao Tallon…
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««porque aí o Estado podia, e devia, subsidiar a manutenção dos preços dos ditos cujos que seriam utilizados pela “esmagadora maioria” da população.»»
O Estado anda a subsidiar os transportes urbanos de Lisboa e Porto há mais de 30 anos com os lindos resultados que se vêem: empresas ineficazes, suburbanização, serviço que nunca é suficiente etc
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12 – queria dizer que é um exoticismo tão exótico como a longinqua Birmânia pela qual a “comunidade internacional” se está liminarmente a borrifar, excepto pessoas que têm coluna vertebral como Bernard Kouchner. Isto é nojento. http://criticademusica.blogspot.com/
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Só que o petróleo que agora circula foi comprado a 64 dólares o barril! É um roubo. Sócrates quer é tapar os buracos e o ISP mais o IVA sobre ele dão muito jeito. Mais tarde ou mais cedo o Zé vai ter o seu “bloqueio da ponte”, mas desta vez com consequências mais graves, muito mais graves. O símbolo da rebelião da altura, que não pagou a portagem o Vara, apareceu tempos depois com uma estranha Licenciatura da Independente e a partir daqui os tachos acumularam-se. Estes artistas hão-de ter um belo enterro. Não levem o povo português ao limite!
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14 – João
é verdade! mas o que se passa emtão com as coisas em Pt?
Porque é que em Londres funcionam genialmente bem de dia e de noite?
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Sobre a rede de transportes em Munique, no Fliscorno:
«[…] toda a área suburbana de Munique está coberta por transportes públicos num raio de 30Km. No nosso contexto, isso significaria que a nossa rede de transportes chegasse a locais como Vila Franca de Xira, Mafra, São João das Lampas, Sintra, Cascais, Palmela e Sesimbra. Isto só para citar algumas localidades a 30 Km em linha recta. Dirão, “mas há comboio para Vila Franca de Xira”. Então e que tal ir de Vila Franca para Mafra. E de Sintra para Cascais? E de Lisboa para São João das Lampas?»
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O Estado hoje ganha mais em ISP por cada litro do que o custo total do litro há bem poucos anos, é esse o problema fundamental. O Estado (melhor dizendo, a tutela que há pouco tempo tinha o traseiro sentado na cadeira da oposição) multiplica o problema. As pessoas como esse editor insistem em fazer de conta que não percebem que neste momento não se pode mexer em nada porque em qualquer coisa que se mexa dá aumento do défice e o défice é a única coisa a que o Governo se pode agarrar. Onde está a pérola Gomes?
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Em Londres estão sempre a pedir novos condutores para os transportes públicos onde lhes pagam 2000 Pounds mensais mais extras. isto é: um condutor londrino pode chegar a ganhar mais de 4.000 euros por mês. Porque eles querem que os transportes funcionem mesmo e funcionem com qualidade.
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Não podem é conduzir aos empurrões e solavancos como cá fazem… senão vão fora!
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Em Londres funciona bem. Mas os preços nada têm a ver com os de cá. Se quisermos bons tranportes públicos temos que pagar mais por eles. Ou não será assim?
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Não se esqueçam que o petróleo que é vendido hoje, só será entregue daqui a uns anos!!!
Se queremos justiça social, os preços de hoje deviam ser actualizados pelos preços aos quais as petrolíferas compraram o petróleo que estão a vender hoje em dia.
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disse vexa 1º que a culpa do preço da gasolina é do governo anterior. de facto assim é porque vexa anda há 3 anos a fazer turismo.
heil führer! os que passam fome te saudam.
PQP
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24 – Balde
o que significa PQP?
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22 –
sim,, mas em Londres a mão de obra vale 4 vezes mais que cá (já lhe disse quando ganham os motoristas. à volta de 3000 pounds/mês) por isso os preços que cá se pagam são os preços justos para um bom serviço de transportes que não existe.
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«Se quisermos bons tranportes públicos temos que pagar mais por eles. Ou não será assim?»
Eventualmente, Anti-comuna. Mas qual é o problema? O bilhete mensal para usar toda a rede de transportes (metro, bus, tram, comboio local – o S-Bahn) num raio de 20Km custa em Munique actualmente 57,70 € (cf Fahrpreise IsarCard Up to 4 circles em MVV). Quem lá vive só usa o automóvel de facto se quiser, o que se nota, e bem, pela inexistência de engarrafamentos à entrada da cidade. Uma webcam da A9 (Munique-Nuremberga) num troço em obras:
http://www.a9-hochbruecke.de/
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Aqui em Portugal, devido à periferia e ao facto dos Portugueses não conhecerem como é lá fora, esgrimem-se argumentos ridículos, como este de se terem de pagar os preços reais, que já é velho, mas escondem-se as diferenças abissais do custo da mão de obra. É como aquela dos professores portugueses ganharem mais que os outros. Não foram buscar a média. Muito menos os de início de carreira. Foram aos salários de final de carreira que em Pt só alguns lá chegam e ao final de 30 anos!!!!
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Bom… agora os deputados e sindicalistas chegam lá, ao topo, sem dar aulas com a história de poderem passar a titulares no exercício de funções de interesse público…
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“Eventualmente, Anti-comuna. Mas qual é o problema?”
O problema é que em Portugal não aceitam pagar mais pelos transportes públicos. Assim só os têm fracos. Ou não os têm mesmo! “É a vida!”
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“Escassez de petróleo”?
“O consórcio formado pela Petrobras, pela Galp Energia e pela Shell, para exploração de petróleo na Bacia de Santos, no Brasil, anunciou uma nova descoberta. Em comunicado, a petrolífera portuguesa revela que «o poço 1-SPS-52A (Bem-te-vi) comprovou a presença de petróleo nos reservatórios do pré-sal na Bacia de Santos».
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“O problema é que em Portugal não aceitam pagar mais pelos transportes públicos.”
Já viu quanto custa um passe intermodal por mês? L1=38.30, L12=46.10, L123=52.50. Atendendo às características e para permitir a comparação, creio que que o L123 é mais semelhante com aquele do MVV que referi. O L123 é apenas 5.2€ mais barato, portanto onde é falha esse seu raciocínio?
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Se o Estado não precisasse de tirar 50% ou mais do que os portugueses produzem durante um ano já não havia razões para os impostos sobre a gasolina ao nível actual.
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Acho simplesmente que o estado não pode propagar o efeito da especulação, utilizando impostos percentuais numa área tão sensivel como a dos combustiveis.
Por cada 5 centimos que aumenta, 1 deve-se ao estado. Do principio do ano até agora, subiu 20 centimos – 4 para o governo.
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O problema não está no ISPP, mas sim no IVA.
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“O L123 é apenas 5.2€ mais barato, portanto onde é falha esse seu raciocínio?”
Referia-me a Londres, por exemplo. 😉
Mas não digo que não existam em cidades europeis transportes mais baratos que em Portugal, mas na generalidade são mais caros. Desde há muito.
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-Expliquem por favor, um dos argumentos utilizados pelos defensores da manutenção das participações do estado nos operadores económicos é a necessidade de intervenção na economia para evitar que os players económicos actuem livremente. Não defendo tal tese, mas o PS defende-a, logo uma vez que governa, não seria esta uma altura para exigir uma diminuição dos lucros da GALP baixando o preço dos combustiveis? Utilizando um racicínio socialista é claro!
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37. Nem mais. Nem fodem nem deixam foder… So they say…
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Pelo que diz o João Miranda, o Estado não pode fazer nada.
Por exemplo cortar nos 60% do preço final que recebe em taxas e impostos, não pode.
Se o João Miranda fosse Governo passava essa margem dos 60% para, sei lá? 100% ou 200%?
São postas destas que aliviam um pouco as dores de ter um governo socialista. Se fosse liberal era bem pior.
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