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Traseiras do Direito

5 Julho, 2008
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Ontem ao fim da tarde as rádios e as TV’s noticiaram que a reunião do Conselho de “justiça” da FPF tinha terminado em balbúrdia sem ter emanado qualquer decisão. Achei normal dentro da disfuncionalidade geral da “justiça” desportiva desde há muitos anos. Hoje, ao levantar-me, venho a descobrir que, afinal, a reunião prosseguiu após o seu encerramento ter sido decretado pelo presidente do órgão e este, juntamente com o vice-presidente, a terem abandonado. E decisões foram tomadas – mais até do que aquelas que estavam agendadas!
A “justiça” desportiva sempre foi muito má: as “traseiras do direito” como lhe chamou Sousa Tavares num momento inspirado. Agora está tudo a ultrapassar os limites do desrazoável que já era. Um dos membros do C’j’ integra outro órgão da Federação pontapeando os mais elementares princípios da organização das pessoas colectivas. Os jornais noticiam quem foi indicado ou está afecto ao clube ‘X’ ou ‘Y’ e, consequentemente, qual o veredicto que já estava ‘cozinhado’. Vi na TV um comunicado a ser lido por um sr. que invocava impedimentos e dissertava sobre processos disciplinares com o ar tautológico de quem não fazia a mínima ideia do que estava a dizer. Rodeavam-no uma série de vultos tentando aparentar um ar mais ou menos grave mas sem conseguirem esconder o aspecto de um bando de vendedores de automóveis a quem, por acaso ou ironia, alguém fez a dação de um curso de direito. Nem em Associações de Estudantes vi actuações juridicamente tão bizarras e interpretações tão tendenciosas de Estatutos e Regimentos. A que depois, externamente, claro, o factor clubístico leva a que pessoas que deveriam ter algum pudor tentem outorgar credibilidade a essas manobras boçais.
Independentemente do desfecho que este caso concreto vier a ter, já é demais!
Questões com a relevância que o futebol – e o desporto em geral – hoje possui não podem estar nas mãos de tunantes como aqueles que integram os órgãos desportivos da Federação e da Liga.
Só vejo uma solução: a criação de um verdadeiro Tribunal do Desporto que funcionará a tempo inteiro e de forma profissionalizada cujos membros serão recrutados de modo higienicamente autónomo de todas as entidades que superintendem à actividade desportiva – por exemplo, através de um concurso que integrará a prestação de provas sujeitas à avaliação de um júri formado por professores das faculdades de direito.
O desporto deverá passar a ser um factor de prestígio do direito em vez daquilo que se tornou: a imagem do seu abandalhamento. E isso só se fará quando os órgãos de jurisdição desportiva tenham entrada pela porta da frente em vez de rastejarem pela dos fundos.

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185 comentários leave one →
  1. 5 Julho, 2008 14:24

    Para os senhores leitores do Mali, da Colômbia ou do Paquistão, que não estão familiarizados com a linguagem escrita adaptada ao futebol, esclarece-se que este texto aparece apenas porque o senhor presidente do FCP foi condenado.

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  2. 5 Julho, 2008 14:27

    Fado encarnadino,

    Estou-me nas tintas para isso – desde que essa decisão tivesse tido a aparência mínima de legalidade. E o que se passou foi tudo menos isso.

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  3. 5 Julho, 2008 14:32

    cooptados através de rconcurso?

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  4. 5 Julho, 2008 14:41

    “Só vejo uma solução: a criação de um verdadeiro Tribunal do Desporto que funcionará a tempo inteiro e de forma profissionalizada cujos membros serão recrutados de modo higienicamente autónomo de todas as entidades que superintendem à actividade desportiva – por exemplo, através de um concurso que integrará a prestação de provas sujeitas à avaliação de um júri formado por professores das faculdades de direito.”

    Eu só vejo outra solução, até para a viabilidade do país: aumento da exigência no ensino de forma a que os portugueses deixem o seu estado de bovinidade permanente que leva a que o futebol seja o fulcro de toda a sua pequenina existência. http://criticademusica.blogspot.com/

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  5. Minhoto permalink
    5 Julho, 2008 14:44

    A solução passa pela criação de um orgão credivel e não por este freak show.
    Enquanto o Boavista não parar para reflectir a sua situação vai continuar a bola de neve, este Braga Junior que não passa de um banana, continua a estratégia da presidência fantoche dando louvor
    e distinção aos verdadeiros responsáveis pela mais que certa extinção do clube. Um clube assim não tem condições para estar na 1ª liga.

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  6. 5 Julho, 2008 14:59

    O senhor CAA, não conseguindo despir a camisola, procura não perceber a evidência:
    O senhor presidente do Conselho de Justiça arranjou um expediente para encerrar a reunião – curiosamente a acta que “comprova” o terminus da mesma tinha de ser ratificada pelos presentes para ser aprovada, o não?! – porque percebeu que as decisões que iriam ser tomadas seriam contra os seus interesses. Com esta manobra o presidente (ou ex-presidente) pretende apenas adiar a decisão sobre este processo por forma a que o F.C. Porto tenha garantida a presença na Liga dos Campeões da próxima época. Tão simples quanto isto. Quem não entende isto está a ser intelectualmente desonesto. Deixemos de ser ingénuos e de atirar areia para os olhos das pessoas.

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  7. Toupeira permalink
    5 Julho, 2008 15:02

    O CAA tem razão em 2 pontos:
    1 – Há disfuncionalidade desportiva geral em Portugal
    Com efeito, nos últimos 25 anos, o desporto deixou de o ser porque 1 clube assumidamente corruptor passou a “manobrar” nos bastidores as provas deportivas onde entrava, de modo a ganhar com ajuda alheia e sem o mérito próprio;

    2 – As “traseiras do Direito” são a face desse modo de estar e actuar no desporto.
    Como se viu ontem pela tentativa de manipulação do funcionamento da reunião por parte do respectivo Presidente(?), as manobras de bastidores eram no sentido de obstar a que o CJ tomasse qualquer decisão que afectasse os que nos últimos 25 anos destruiram a crença dos portugueses na Justiça no Desporto.

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  8. 5 Julho, 2008 15:06

    Vá lá que a reunião de ontem acabou sem ser necessário o Filipe Vieira entrar pela porta dentro.

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  9. Minhoto permalink
    5 Julho, 2008 15:11

    Ó CAA o senhor como presidente e professor de direito, tente á professor Martelo explicar este caso, o Karadas fez uma pergunta pertinente. E na próxima reunião como vai ser? As universidades devem investigar e ensinar, deixando o resto a quem de direito.

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  10. Minhoto permalink
    5 Julho, 2008 15:12

    Presidente da confraria do molho da francesinha obviamente!

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  11. nem estranho não estranhar permalink
    5 Julho, 2008 15:15

    curiosamente a acta que “comprova” o terminus da mesma tinha de ser ratificada pelos presentes para ser aprovada, o não?!

    Isto perguntou o Karadas. A Toupeira secundou e, como não podia deixar de ser, o Minhoto foi a reboque.

    O presidente do CJ da FPF acabou de explicar no Jornal da Tarde da RTP-1 (13h), o que se passou.

    Sobre a questão da acta – como noutras questões o fez – leu simplemente o regimento do CJ: a acta deve ser assinada pelo presidente e o secretário do órgão.

    Gonçalves Pereira mostrou a acta de 3 ou 4 folhas, e viu-se bem pela câmara o que estava a ler na última folha a justificar a razão de a reunião ter terminado, por falta de “serenidade”, às 17.55h.

    Tudo explicadinho, isso e muito mais.

    O resto e o costume das tergiversações encornadas.

    Quanto ao post, touché monsieur CAA.

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  12. Confrade permalink
    5 Julho, 2008 15:16

    que há contra os vendedores de automóveis ?

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  13. Miguel Pessoa Vaz permalink
    5 Julho, 2008 15:18

    O mais ridiculo é como é que um tribunal civil, que tem acesso a todos os dados da investigação, decide que o Sr. Pinto da Costa, e por arrastamento F.C.Porto, não é culpado no famoso caso da ‘fruta’.
    Mas, as tais “comissões da Liga” e “conselhos de Justiça”, que nem sequer ouviram a famosa testemunha-chave(?) do processo, podem condenar o F.C.P. ao que lhe apetecer, apenas motivados por interesses nubelosos de terceiros. ´É rídiculo.

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  14. 5 Julho, 2008 15:24

    Ó amigo “Nem estranho nem Estranhar”:
    O senhor evidencia um total desconhecimento do regimento de uma qualquer reunião (provavelmente nunca participou em nenhuma). É comum em todas as reuniões as actas serem assinadas apenas pelo presidente e pelo secretário, mas estas têm de ser aprovadas pelos outros elementos presentes na reunião. Será que o meu amigo ficou agora esclarecido?

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  15. 5 Julho, 2008 15:25

    Toupeira,

    Deixe as lendas e tente enfrentar a realidade: essa de que o FCP manda nos órgãos do futebol foi chão que já deu uvas. Hoje em dia a verdade quotidianamente comprovada está precisamente no contrário.

    Embora saiba de antemão que a minha exortação, embora piedosa, é vã – que julga que o FCP ganha tudo «com ajuda alheia e sem o mérito próprio» é porque já está para além de qualquer redenção…

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  16. nem estranho não estranhar permalink
    5 Julho, 2008 15:29

    Karadas, ao menos o presidente do CJ explicou (não sou eu, decerto tão leigo quanto você), lendo o regimento do órgão. Citou o artigo.

    Como você será tão leigo como eu, deve pensar que aquilo é uma reunião de condomínio, não?

    Quanto à acta da reunião das 20h as 1.30h que se seguiu, esperamos para vê-la e quem a assina.

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  17. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 15:29

    Acho muito mal que CAA escreva e publique textos, sem prévia consulta ao Fado Alexandrino.

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  18. João permalink
    5 Julho, 2008 15:35

    Sr. Toupeira, vamos ver se entendi:

    Se uma pessoa tentar, através de uma deliberação de um tribunal, anular uma decisão que acabou por perder todo o sentido, então é porque, e passo a citar, uma “tentativa de manipulação do funcionamento da reunião por parte do respectivo Presidente(?), as manobras de bastidores eram no sentido de obstar a que o CJ tomasse qualquer decisão que afectasse os que nos últimos 25 anos destruiram a crença dos portugueses na Justiça no Desporto”? É isto não é?

    Só para ficar registado.

    Não esqueçamos que, pelo menos no caso da fruta, a decisão do CD da Liga é baseada no testemunho de uma pessoa que foi dada como mentirosa num tribuna e pelo telefonema alegadamente em código que foi descodificado por essa mesma testemunha-chave. Será que uma pessoa, na qualidade de presidente de um conselho, que tenta fazer valer esta decisão de um tribunal é porque está comprada e tenta manipular?

    É isto que o sr. afirma?

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  19. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 15:38

    Álvaro, não quer deixar que cada um escolha do fulcro onde quer apoiar a sua alavanca? E já agora,a que barómetro recorre para medir a dimensão da existência de cada um? E o padrão com que compara,é você?

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  20. 5 Julho, 2008 15:42

    CAA e Nem Estranho Não Estranhar:
    Curiosamente não os vejo rebater o meu comentário inicial, o que não deixa de ser esclarecedor quanto à contundência do mesmo.

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  21. GLORIOSO SLB permalink
    5 Julho, 2008 15:44

    Instalou-se uma nova companhia de circo
    na sede da Federação P. de Futebol

    Acabou por se confirmar tudo o que dissemos já há algum tempo a trás sobre o presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol quando aqui traçamos o perfil de cada um dos conselheiros deste organismo.
    Sentindo-se derrotado, António Gonçalves Pereira deixou em evidência os seus propósitos, quando resolveu abandonar a reunião dando por isso motivo a mais uma contestação e sobretudo ganhar tempo para novas palhaçadas que em nada dão credibilidade ao futebol português.
    Ainda não sei o que vai acontecer: se a decisão do CJ vai ser ratificada ou não. O que sei é que vai haver mais circo e sobretudo tempo para que a UEFA não possa tomar qualquer decisão em relação à Liga dos Campeões e a Liga homologar o campeonato, ficando ainda o problema do Boavista por decidir ajudando a matar quem já está moribundo. O clube do Bessa já não tem plantel e não sabendo em que escalão vai jogar, sem dinheiro para escolhas e com muitos problemas para resolver, poderá ser o caminho do fim, aquilo que alguns querem e que serve os propósitos de quem sempre teve a intenção de branquear os negócios ruinosos do clube do Bessa.
    Em relação a Gonçalves Pereira, não deixa de ser curioso que o presidente do CJ, tenha pedido a João Carrajola de Abreu para abandonar a sala dando razão a um protesto do FC Porto e Boavista, esquecendo de que o seu nome também foi vetado pelo Paços de Ferreira. João Carrajola é perito da Comissão do Estatuto do jogador e Gonçalves Pereira, é vereador da Câmara de Gondomar, foi guarda-redes do clube e presidente da AG do Gondomar, o clube mais envolvido no processo “Apito Dourado”.
    Quem tem mais razão para invocar incompatibilidade?

    PS: Há uma coisa que não compreendo. Já por diversas disse aqui que António Gonçalves Pereira foi presidente da Assembleia-geral do Gondomar e atleta do mesmo clube. Os diversos jornais e blogs têm referido a condição de atleta de Gonçalves Pereira, mas só aqui ainda foi referido que ele também foi presidente o órgão máximo do clube, o que é muito mais grave. É verdade, ninguém pode desmentir e é fácil de “checar”, não sei porquê a razão da omissão.

    http://blogdabola.blogspot.com/2008/07/instalou-se-uma-nova-companhia-de-circo.html

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  22. 5 Julho, 2008 15:44

    19 –

    Não, não sou o índice de comparação e até dou larga margem aos vários relativismos culturais, mas diga-me, pf, porque é que o futebol no norte da Europa países mais “contentes” (versus menos deprimidos) que Portugal (seg revista Visão) e mais avançaditos, creio, apesar da relatividade que muito bem exprime, não tem muita importância e as pessoas passam bem sem ele e nem pensar pagar aos jogadores as barbaridades que no sul se pagam?

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  23. 5 Julho, 2008 15:45

    Ó Sr João:
    Então agora as escutas telefónicas são válidas para incriminar a Carolina Salgado, mas já não o são quando se trata de Pinto da Costa. Onde está a coerência?!

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  24. 5 Julho, 2008 15:47

    19 –

    para não falar na corrupção que no sul é crónica (veja-se Itália, por exemplo, para n falarmos em Roménias e por aí fora) e no norte é pouco expressiva, e na Noruega, que n faz parte da UE, como muito bem sabe, inexistente.

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  25. 5 Julho, 2008 15:49

    CAA,

    Não é o desporto em geral. A esgrima, o pentatlo moderno, a natação, o judo, o ténis, etc… têm os seus problemas mas não passa pela cabeça de ninguém este tipo de coisas. Isto acontece porque o pessoal envolvido é, simplesmente, chunga. E é chunga na justiça, na forma como gere, como fala,…As coisas são naturalmente tratadas entre putas e mafiosos. Na verdade, o futebol é as traseiras da sociedade, que tipo de direito esperavas ter?

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  26. portolaw permalink
    5 Julho, 2008 15:52

    Será que o Joãozinho Leal também assinou a segunda acta? Será que a FPF vai pactuar com este PREC no CJ e enviar a decisão para a Liga, expondo-se a óbvios pedidos de indemnização? Será que por acaso vocês pensam que se isto vier a acontecer não está já preparado uma providência cautelar para suspender os efeitos desta merda toda? Será que este clima de guerrilha vai continuar, com o grupo excursionista (ou os “5” em versão Leonor Pinhão) a ser assessorado pelo escritório do Sérvulo Correia & Associados (que no Tribunal Administrativo foi derrotado por completo no caso do Parque da Cidade, no Porto…), que é pago pelo LFV vulgo orelhas?
    só perguntas, mas um doce a quem responder…

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  27. 5 Julho, 2008 15:52

    Está aqui tudo explicadinho, sem fanatismos.
    A lei é dura.
    É uma chatice.

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  28. 5 Julho, 2008 15:55

    Karadas (??),

    «O senhor CAA, não conseguindo despir a camisola, procura não perceber a evidência…»

    Gostaria que essa minha alegada impossibilidade não se converta num anátema para si próprio…

    Apesar de não responder a qualquer urro que venha da rua, neste momento, condescendo:

    1. Não se pode alicerçar uma defesa da legalidade de uma reunião de um órgão administrativo baseando-se numa mera imputação de um processo de intenções ao seu presidente;

    2. Na verdade, se conseguir pensar bem, o presidente tem toda a base para poder alegar o mesmo, em sentido inverso, face a certos membros do órgão em causa – donde o seu argumento anula-se a si mesmo;

    3. Por último e sem querer fazer trabalhar em demasia a sua mente que presumo simples, convido-o a passar os olhos pela lei geral que regula esta matéria, o CPA, designadamente nos seus arts. 48.º nº 2; e no 45.º nº 3 e nº 4 por remissão do art. 50.º;

    4. Aí verificará que a competência para decidir de ‘incidente de suspeição’ ou ‘impedimento’ compete ao “presidente do órgão colegial” – o que não foi consentido pelo membro visado em tom violento e ameaçador;

    5. Donde, a malta que ali estava resolveu ripostar tentando, por sua vez, impedir o presidente como manobra enviesada para poderem decidir sozinhos, i.e. sem serem incomodados pela chatice que é o direito.

    6. Uma fraude à lei, típica de Associação de Estudantes, mas que, enfim, neste contexto nem sequer surpreende.

    Se quiser mais, fica desde já advertido que acabou o ‘pro bono’…

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  29. Anónimo permalink
    5 Julho, 2008 15:56

    O Al Capone não foi.
    Mandou o seu representante.

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  30. 5 Julho, 2008 16:01

    O sr. Portolaw acabou de deixar bem expresso o que os portistas pensam da justiça desportiva: justa se defender os interesses do F.C. Porto; corrupta,e outros adjectivos do género, se decidirem em sentido contrário. Nada que todos nós já não soubéssemos ao ler o que escrevem Miguel Sousa Tavares, Manuel Serrão, Rui Moreira, Guilherme Aguiar, Pôncio Monteiro e outros que tais. Tudo gente impoluta e imparcial. Pois.

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  31. 5 Julho, 2008 16:01

    Ó Karadas, o recurso às escutas telefónicas só é possível quando ao crime é aplicável uma pena de prisão superior a 3 anos.
    PORRA !

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  32. 5 Julho, 2008 16:04

    karadas,

    «Nada que todos nós já não soubéssemos ao ler o que escrevem Miguel Sousa Tavares, Manuel Serrão, Rui Moreira, Guilherme Aguiar, Pôncio Monteiro e outros que tais»

    V. tem carradas de razão! Não há nada como aviltar pessoas que dão os seus NOMES em tudo o que fazem, enquanto V. age aproveitando a camuflagem de um pseudónimo imbecil!!!

    Bravo, continue a dar esses exemplos que tão bem fazem à causa que V. procura apoucar.

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  33. Anónimo permalink
    5 Julho, 2008 16:04

    caa não escrevas mais sobre as mafias da gaia e porto. não emporcalhes cidades de que eu gosto.
    portugal tem graves problemas de miséria. tens a barriga cheia e estomagueira. faz dieta e ginástica

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  34. João permalink
    5 Julho, 2008 16:05

    Álvaro, é como encontrar coerência entre a pena por homícidio com a pena de fuga aos impostos.

    PC é acusado de tentativa de corrupção e a CS é acusada de testemunho falso agravado.

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  35. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 16:06

    Tem Karadas de razão amigo Toupeira.O senhor sozinho faz um arraial Minhoto.

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  36. João permalink
    5 Julho, 2008 16:06

    Aliás, a resposta era para o karadas e não para o Álvaro. Peço desculpa pela confusão.

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  37. 5 Julho, 2008 16:07

    o recurso às escutas telefónicas só é possível quando ao crime é aplicável uma pena de prisão superior a 3 anos.

    Continua a não querer entender a diferença entre valor moral e valor jurídico.
    Se a uma esposa lhe mostarem uma conversa telefónica entre o marido e a loura do 5º Esquerdo em que ele lhe garante que “o alfinete de peito que me fizeste foi de gritos” ela pode não o levar a tribunal, mas de um par de cornos não se livra.

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  38. portolaw permalink
    5 Julho, 2008 16:11

    Sr. Karadas, quanto à explicação jurídica, subscrevo os posts do CAA. Quanto ao resto, o verdadeiro Karadas não se chama Azar? Pois, é o que sente o seu único neurónio ao ver onde calhou… E lave a boca antes de falar dos portistas…

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  39. 5 Julho, 2008 16:12

    CAA:
    Gostei particularmente do seu “o que não foi consentido pelo membro visado em tom violento e ameaçador”. Estas palavras denotam, desde logo, alguns tiques de parcialidade. Ou serei eu que estou a avaliar mal o sentido da sua frase?
    Quer isto dizer que toma por válidas as palavras do presidente, não interessando o que possam dizer os outros conselheiros sobre a matéria. De qualquer forma continua sem refutar o que eu disse no meu primeiro comentário. Sintomático.

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  40. 5 Julho, 2008 16:12

    fado encarnadino.

    «Continua a não querer entender a diferença entre valor moral e valor jurídico.»

    Donde, depreende-se que juridicamente o caso nem sequer é discutível?

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  41. 5 Julho, 2008 16:13

    Compreendo o fado das vitórias morais.
    É uma peninha.

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  42. nem estranho não estranhar permalink
    5 Julho, 2008 16:14

    CAA, o Karadas colocou uma questão inicial que até reputa de… irrefutável.

    Deve ser aquela da “areia aos olhos das pessoas”.

    Ou então aquele penálti de 2004-2005 no Benfica-Estoril, em que o Karadas himself fez meia pirueta em frente para o árbitro Paulo Pereira marcar penálti com o Estoril a ganhar 1-0.

    Karadas de razão.

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  43. 5 Julho, 2008 16:16

    Oh karadas, pobre karadas,

    «De qualquer forma continua sem refutar o que eu disse no meu primeiro comentário. Sintomático.»

    No nº 28, refutei-o, meti-o ao bolso das moedas pequenas, masquei-o, cuspi-o, pisei-o, anulei-o, tudo com muita ternura e a maior das considerações.

    Agora vem dizer-me que não o percebeu??? Deixe lá não se mace nem se canse que não vale a pena…

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  44. nem estranho não estranhar permalink
    5 Julho, 2008 16:16

    Piscoiso, há gente que não sabe ler.
    Remeta-a para a entrevista em que só é preciso ouvir, do presidente do CJ: está no site da RTP e foi no Jornal da Tarde às 13h.

    Ele explicou tudo, citou artigos do regimento.

    Os outros, depois do jantar, não explicaram nada. Deliberaram e resta saber se têm força de Lei, quanto mais da Razão.

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  45. 5 Julho, 2008 16:16

    Fado Alexandrino:
    Essa foi de gritos. Confesso que me ri com prazer. Na mouche!

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  46. portolaw permalink
    5 Julho, 2008 16:17

    E Karadas, acredite numa coisa, se quiser (se não quiser o problema também só é seu…): num tribunal “a sério” já nem aqui estaríamos, e vocês vermelhos já tinham definitamente engolido o melão (ups, devia estar calado!). Como já aqui disse, aquilo de ontem foi um PREC e este país não precisa de tomadas de poder à força.

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  47. Maria do Carmo Rodrigues permalink
    5 Julho, 2008 16:20

    Boa tarde,

    Não ligo muito ao futebol, “sinto-o” apenas pelas relações (e ralações) do meu marido, que é um fanático da Académica. Por isso, antes que me acusem de ser deste ou daquele, digo já que vou apenas dizer o que penso, sem estar, por isso, atrelada a nenhum dos grandes.
    Corrupção foi uma aquisição recente do Sport Lisboa e Benfica. Pelos vistos, os grandes sempre foram beneficiados ao longo das décadas. No fim, acabava por vencer um que reunia duas coisas: sorte e melhor qualidade. Acabou por ser quase sempre o Porto e aqui em Lisboa, percebe-se que aqueles grandes emblemas da 2ª circular já não conseguem controlar a angústia dos seus sócios e acabaram por tecer a teoria da conspiração contra o Porto e os seus dirigentes. Quem está de fora desses clubes acaba a perceber bem essa coisa.
    Assim, o Sr. Vieira, pessoa que desde já admiro, pois tratando-se de um empresário humilde rapidamente se tornou uma das maiores fortunas deste país, ganhou ódios ao Porto e vai daí começou a jogar noutros tabuleiros (diz o meu marido), ou seja, omeçou a colocar os seus amigos nas “traseiras” do futebol, como para aqui já foi dito.
    O que eu pergunto é isto: as chamadas e a descrição daquela senhora foram consideradas fundamentais, mas está PROVADO POR UM TRIBUNAL FORA DO FUTEBOL, que eram falsas e por isso inúteis para condenar Pinto da Costa e, claro, o Porto. MAS ISO NÃO BASTA PARA ANULAR UALQUER DECISÃO DE FORO JUSTICIALISTA DESPORTIVO?
    A justiça cival tem que se vergar à pseudo justiça desportiva, pelos vistos feita por homens colocados pelos interesses dos clubes?????
    Não entendo, ou melhor, percebo que aqui em Lisboa, no que toca ao futebol, o Porto tem que ser abatido de qualquer forma, e isso é vergonhoso. Vencer sim, mas no campo, com honra. Por cá, e diz o meu marido, que já viu o presidente do benfica, num restaurente em Palmela com um árbitro muito conhecido, são todos iguais, só que uns, os do Porto, pelos vistos são mais competentes…
    Irra que esta novela é só para esconder a miséria deste povo e deste país…

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  48. 5 Julho, 2008 16:22

    Portolaw
    Essa é de gritos. Tomadas de poder à força? Não foi isso o que pretendeu fazer o presidente do Conselho de Justiça com atitudes de “quero, posso e mando”?

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  49. portolaw permalink
    5 Julho, 2008 16:25

    Karadas,
    Não, Azar. Decisões essas são contestadas em Tribunal, como serão aquelas que foram tomadas pelo grupo excursionista, ou os novos 5 da Leonor Pinhão. Agora, responde-me se souberes: o teu presidente dumbo anda a pagar a assistência jurídica aos excursionistas. até aí tudo bem, o dinheiro é dele. Mas estará disposto a suportar os pedidos de indemnização que a FPF e a Liga incorrerão? parece-me que não e que aquelas entidades o sabem…

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  50. 5 Julho, 2008 16:29

    Portolaw
    O desespero é grande e é facilmente perceptível: à falta de melhores argumentos, que não possuem, vêm com o “bicho-papão” dos pedidos de indemnização. Está visto que esta decisão tocou-vos profundamente.

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  51. 5 Julho, 2008 16:31

    Maria do Carmo Rodrigues,

    Chapeau!

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  52. 5 Julho, 2008 16:31

    E já agora o que me têm a dizer quanto ao pedido de escusa invocado pelo Paços de Ferreira, relativamente ao presidente do CJ. Tem razão de ser? Não tem? Satisfaçam-me a curiosidade.

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  53. 5 Julho, 2008 16:33

    Donde, depreende-se que juridicamente o caso nem sequer é discutível?

    Não sou jurista mas se a lei assim o determina Dura Lex Sed Lex
    Agora o que acontece é que se o senhor tivesse sido apanhado numa escuta similar (e tenho neste caso a certeza que presumindo o que sei de si tal seria impossível) também não teria a conduta do visado e sairia de cena com a honra possível.
    Por favor não me diga que errei em nenhuma das hipóteses.

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  54. Cristina permalink
    5 Julho, 2008 16:37

    Ao ler estes textos desesperados, só posso concluir que o CAA há muito que ultrapassou o estado geral de bovinidade.
    Entrou em Encefalopatía espongiforme bovina, ou doença de Creutzfeld-Jakob, estado de que não é mais possível sair.

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  55. 5 Julho, 2008 16:56

    Fado Alexandrino, como relata a dona Maria do Carmo Rodrigues muito bem, o presidente do seu (Fado) clube, e da generalidade dos clubes (digo eu), faziam desses pecadilhos uma prática comum. Naturalmente que os do Porto também o fariam, senão ficavam em desvantagem. Querer agora dar lições de moral, fica-lhe mal.
    Por isso, deixemos a Justiça funcionar, que apesar dos tropeções, não pode ser substituida por caceteiros e aldrabões.

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  56. 5 Julho, 2008 16:57

    Caro CAA:
    Como Boavisteiro estou perplexo e triste, mas ainda fico mais ao ler as imbecilidades de alguns comentadores deste blogue. Bem haja por ainda ter paciência para aturar frustados do teclado escondidos atrás do anonimato.
    Abraços.

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  57. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 17:01

    Fado Alexandrino 37:

    ” Se a uma esposa lhe mostarem uma conversa telefónica entre o marido e a loura do 5º Esquerdo em que ele lhe garante que “o alfinete de peito que me fizeste foi de gritos” ela pode não o levar a tribunal, mas de um par de cornos não se livra.”

    O problema é que as escutas não se “mostram”,ouvem-se.Imaginemos que a tal esposa afinal, estava era a ouvir um outro tipo qualquer e não o seu marido, e que a tal loira do 5º Esquerdo , afinal,era o Fado alexandrino!

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  58. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 17:05

    Cristina 54:
    A doença que refere não é a doença das vacas loucas? Está explicado!

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  59. 5 Julho, 2008 17:07

    dazulpintado Diz:
    5 Julho, 2008 às 5:01 pm

    Desculpe, está a baixar o nível para o nível do Madureira, e com esse eu não argumento.
    Passe bem.

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  60. BRJM permalink
    5 Julho, 2008 17:10

    Quando o FCP controlava todo e qualquer orgão desportivo em Portugal, aposto que o CAA não perdia muito tempo da sua vida a propor soluções para o estado das coisas, não é assim…?

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  61. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 17:19

    O senhor até agora ainda não argumentou coisa nenhuma. E já agora, estou a baixar o nível porquê? Por te-lo colocado a si no lugar da Loira do 5º Esquerdo?

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  62. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 17:23

    BRJM 60:
    O FCP não precisa controlar coisa nenhuma. Está entre os 8 melhores da Europa!

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  63. maloud permalink
    5 Julho, 2008 17:28

    Acho que ele não entrou porta dentro, Piscoiso, porque tinha lá os homens de mão.

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  64. 5 Julho, 2008 17:32

    Ele entrou é pela ‘porta fora’ e muito depressinha: até teve de ser a polícia a escoltá-lo até ao automóvel na última assembleia geral dado que alguns sócios queriam um ‘tu cá tu lá’ com a figureta…

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  65. Minhoto permalink
    5 Julho, 2008 17:36

    Ó CAA siga o conselho de um anónimo qq e faça dieta no Povoas que como bom portista deve fazer desconto e já agora faça spining bike como o Augusto Duarte que melhorou as suas performances com a frutaria desde que pratica.

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  66. Minhoto permalink
    5 Julho, 2008 17:49

    Eu acho que o presidente do CJ tem razão no sentido em que depois da sua saida não se pode aprovar nada, mas eu sou um leigo, logo pedia ao CAA que deixa-se a paixão de lado e pedia o favor dado que
    é jurista e explique ( antecipando-se ao professor martelo) se tiver tempo (pois sei que deve ter muitos exames para corrigir) a situação que ocorreu, as praticas dos intervenientes e a sua legalidade de acordo com-sei-lá-bem-o-que-essa-merda-é.

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  67. 5 Julho, 2008 17:52

    minhoto do tejo,

    Vá lá ao comentário nº 28 e leia, se conseguir.

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  68. maloud permalink
    5 Julho, 2008 17:55

    As performances por aqui melhorariam substancialmente sem referências à massa corporal.

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  69. BRJM permalink
    5 Julho, 2008 17:57

    CAA vamos entrar outra vez na discussão de quem tem os piores hooligans? Quer comentar a guarda de honra do Pintinho à entrada do tribunal? Esconda-se durante uns tempos, o silêncio é uma grande arma. Quando não há outras.

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  70. 5 Julho, 2008 18:07

    Nunca fui de me esconder. Não estudei para isso…

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  71. Minhoto permalink
    5 Julho, 2008 18:08

    Já estou mais esclarecido e sim sou minhoto do tejo, do douro, do guadiana, do lima, do minho, do amazonas, do kunene, do kuanza, do amarelo, etc . Sou um minhoto do mundo, universal, não regional e bairrista, consigo ter uma perspectiva que passa a minha rua os outros que nem da soleira da porta de casa enxergam, de certo não têm o sangue dos navegadores a correr nas veias!

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  72. Minhoto permalink
    5 Julho, 2008 18:13

    Regional no sentido pejorativo pois sou a favor da regionalização.

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  73. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 18:14

    Afinal os portugueses não são nada resignados, o que eles são é uns sem vergonha. Querem mais ambição do que um clube que ficou em quarto lugar querer ir à liga dos campeões? E de um outro que ficou em segundo lugar, querer ter entrada directa na mesma liga? E que dizer de um outro ainda, que tendo descido de divisão, quer à viva força manter-se na 1ª liga? A mediocridade do desempenho de uns, e a forma rastejante como outros chegaram ao fim da época passada, não seria razão suficiente para levar os seus sócios e simpatizantes, terem um pouco de vergonha no seu frontespício?

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  74. 5 Julho, 2008 18:23

    As claques são uma zona radical dos adeptos de um clube.
    Obedecem a requisitos legais, que presentemente o Benfica, ao contrário de Porto, Sporting e mais outros, não consegue fazer cumprir, designadamente devido a sinaléticas de inspiração nazi.
    Foram essas claques que deram cabo da última AG do Benfica, ainda que tenham conseguido maneira de contornar a lei para existirem, não já como claques, mas como grupo de sócios “xiribitátá”, para que possam ser subsidiados pelo clube.
    O facto de elementos de uma claque (referido acima), fazerem segurança ao presidente do clube, não é nada de mais.
    Pior seria se tivessem incendiado um autocarro de adeptos do Benfica.

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  75. BRJM permalink
    5 Julho, 2008 18:31

    Pior é quando adeptos de um clube já não têm o discernimento para saber em que questões apoiar o seu clube e toda a gentalha que o rodeia, e em que situações dizer: ‘Este não é o clube que eu quero’
    Porque o sucesso desportivo não apaga tudo o resto que é feito pelos dirigentes, e porque admitir que há má, péssima gente à volta do FCP, não significa condenar o FCP à morte.
    Ainda não ouvi UM adepto do FCP CONSIDERAR a hipótese de isto não ser uma enorme cabala, e CONSIDERAR a hipótese de que é possível haver FCP sem Pinto da Costa e o seu modo Al Caponiano de estar no desporto.
    Um forte abraço ao primeiro adepto do FCP que consiga descolar do rebanho!

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  76. 5 Julho, 2008 18:45

    «Sou um minhoto do mundo, universal, não regional…»

    É mundo a mais para o que aqui se vê. Descanse.

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  77. André permalink
    5 Julho, 2008 18:45

    As únicas coisas que tenho certas para mim são:

    -sendo PC ou não condenado, o que consta das escutas telefónicas e nunca foi desmentido, servem para comprovar (moralmente não juridicamente) as suspeições de corrupção no futebol e os seus intervenientes. existia mesmo um polvo

    -esta pseudo-reunião foi uma embrulhada: um presidente que arranjou uma manobra dilatória para hipotecar a reunião sabe-se lá com que fim, uns vogais que não se ficam e fazem o que for preciso para tramarem o presidente (ainda que ache que têm razão). Mas no meio de tanta embrulhada, onde me parece claro que as pessoas não foram isentas, julgo que nenhum problema de legalidade se levanta. Havia quorum e legitamidade do órgão para suspender o presidente com um processo disciplinar e, em seguida, tomar a decisão por maioria.

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  78. Minhoto permalink
    5 Julho, 2008 18:46

    Bem vou comer uma francezinha ao Atrium perto da Makro que são bem boas. Já lá foi CAA? Recomendo vivamente que se delicie com uma.

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  79. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 18:47

    Afinal o Minhoto é uma enguia, perdão, uma eel, quer dizer uma anguilla anguilla . Visita os rios todos, contorce-se como uma minhoca, e é ranhoso como qualquer anguillioforme. E dos navegadores que o inspiram , coitado, só deve ter o escorbuto.

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  80. 5 Julho, 2008 19:00

    André e quejandos:

    As escutas, à luz deste processo, foram consideradas NULAS por um TRIBUNAL CIVIL! E nem era preciso, bastava pois recorrer à Lei Principal: a CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA!
    Mas mesmo que fossem consideradas, um TRIBUNAL CIVIL ! desmontou as afirmações da ÚNICA! testemunha e PROVOU QUE A MESME MENTIRA GROSSEIRAMENTE.

    Que se saiba, JAMAIS, em 2 anos de escutas, PINTO DA COSTA foi ouvido a escolher árbitros, ao contrário, LUIS FILIPE VIEIRA, na única (e “esquecida”) escuta foi DECLARADAMENTE OUVIDO A ESCOLHER UM DE VÁRIOS ÁRBITROS, mais, demonstrou nessa chamada conhecer muito bem as “características” de cada um deles… ISTO É O QUÊ?

    Assim, esta surreal decisão de um orgão “informal” é um verdadeiro PREC no futebol!

    Querem condenar os clubes do Porto, o Porto Cidade, o Porto Região está a ser humilhada por esta corja, por estes biltres sulistas, elitistas e persecutórios.
    Se já colocaram a muçher de um alto funcionário do benfica a reabrir processos, porque não colocam toda a direcção do benfica a decidir: ao menos eram mais transparentes…

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  81. 5 Julho, 2008 19:02

    É uma pena ver tanto benfiquista a gastar as meninges em alvos errados. Estão convencidos que arredando Pinto da Costa da direcção do Porto (o que jamais conseguirão) o Benfica ficava campeão por artes mágicas.
    Entretanto desviam-se do essencial, que era formar uma boa equipa de futebol, isso sim, que lhes permitiria ganhar qualquer coisinha.
    Manter o discurso negativo da destruição do adversário, em vez de um positivo engrandecimento do clube, é muito pouco inteligente.
    Porque serve aos adversários.

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  82. BRJM permalink
    5 Julho, 2008 19:03

    Claro, a fruta e o café com leite, eram mesmo fruta e café com leite.
    E o JP não era o Jacinto Paixão, era outro qualquer.
    E o Bexiga caiu das escadas.

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  83. 5 Julho, 2008 19:03

    Ao ler estes textos desesperados, só posso concluir que o CAA há muito que ultrapassou o estado geral de bovinidade.
    Entrou em Encefalopatía espongiforme bovina, ou doença de Creutzfeld-Jakob, estado de que não é mais possível sair.

    0000000000

    Isto e coisa que se diga

    por cima quando anda a tirar a lugar ao Georgiou.

    Mamma mia

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  84. 5 Julho, 2008 19:07

    Chiça! Quando li o título deste post julguei que era sobre os “direitos” dos “gays” ao casamento, e assim.
    Ah, bom, não é nada disso. É sobre a bola. Está bem.

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  85. 5 Julho, 2008 19:07

    “Dantes quando se falava de um juíz imaginava-se um tipo com uma toga. Mas agora é diferente. Quando se fala de um juíz imagina-se um tipo com uma toga e o cachecol do seu clube no pescoço”. Ora, nem mais!

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  86. 5 Julho, 2008 19:11

    Terá sido este o motivo pelo qual o presidente do CJ decidiu encerrar a reunião? Deu conta que lhe faltava o cachecol ao pescoço.

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  87. Elephant Hunting permalink
    5 Julho, 2008 19:18

    Já repararam que os pedidos de fruta e do cafezinho em casa de PdC, partiram sempre dos árbitros… pq será?
    Não foi o PdC que tomou a iniciativa de lhes telefonar…

    Levando ao absurdo, de acordo com o que os especialistas de arbitragem avaliaram nada de anormal ou tendencioso ocorreu nos jogos, e se PdC se tivesse negado…
    Recordo aos incautos que nas duas épocas anteriores à ocorrência dos factos, o FCP objectivamente a melhor equipa Portuguesa dos últimos 15 anos, foi pura e simplesmente subtraída em 2 campeonatos nacionais, 1 para o Sporting (Bruno Paixão no seu melhor em Campomaior + 16 penalties para o Jardel) e o outro para o Boavista (o campeonato das 6ªs feiras e com penaltis aos 92 minutos)…
    Recordo que nessa época PdC havia contratado o recentemente despedido ex-treinador do asslb (abreviativo de “cu lisboa e benfica”) José Mourinho!

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  88. 5 Julho, 2008 19:21

    Ó Karadas, está presumir que o juiz do CD da Liga usa o cachecol do Benfica ao pescoço ?

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  89. 5 Julho, 2008 19:23

    Piscoiso:
    Já vi que não apreciou a minha verve humorística.

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  90. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 19:23

    Piscoiso, não seja injusto, os lampiões têm tido sempre a melhor equipa. Quando? Na pré-época!

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  91. BRJM permalink
    5 Julho, 2008 19:25

    Dazulpintado, a qualidade da equipa do FCP prova a inocência do clube? Explique-me lá isso melhor, agora estou curioso! É que não me parece que estejamos aqui a falar da qualidade dos planteis, mas você deve ser some kind of visionário.

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  92. 5 Julho, 2008 19:26

    José Mexia,

    Temos de continuar a remar contra a maré.
    Mesmo com insultos e esforços de enxovalho, é preciso continuar.
    Contra os mitos, os milenarismos, as crenças terceiro-mundistas, os sebastianismos atávicos, as verdades impingidas e que o são porque se tornaram maioria, contra a ilusão geral em que este País está, o comodismo em deixar os outros pensar por nós todos.
    Temos de continuar a lutar contra a estupidez feita dogma insindicável, o ‘é assim porque toda a gente sabe’, o atraso feito moda, o centralismo feito solução sem remédio.
    Temos de continuar, José Mexia, não posso ficar só a esgrimir contra esta hidra…

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  93. portolaw permalink
    5 Julho, 2008 19:38

    ó Azar,

    vocês não querem é deixar que isto siga para os Tribunais, querem que fique pela justiça desportiva (liga/fpf/uefa). O vosso azar é que os da toga não ligam para o cachecol, nem o dos outros nem o que têm ao pescoço. Olhe, veja lá, nem ligam a outros magistrados que utilizam o poder inquisitório e acusatório que possuem para prosseguir intentos privados. Ora veja lá que mauzões para os vermelhinhos, não são?

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  94. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 19:42

    BRJM Diz:
    5 Julho, 2008 às 7:25 pm

    Meu caro, o reconhecimento de que a equipa do FCP é a melhor só lhe fica bem.
    Falar da inocência do FCP faz de si mais do que um visionário, faz de si um verdadeiro premonitor!
    Jogue no euromilhões homem, não desperdice tanto talento!

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  95. 5 Julho, 2008 19:48

    Lá vai Rolex….ja ía tempo, no tempo de Raul Nazare, que ele levava cornos…levava bilhete de comboio para Setubal.

    Ou sera que tambem trazia Rolex? –

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  96. Agapito Dourado permalink
    5 Julho, 2008 20:15

    Esta tentativa de golpe de teatro do presidente do CJ é tão baixa, tão sem-vergonha, que mostra bem o desespero que tomou conta do Polvo. Já não há espaço para grandes encenações, agora arremessam-se, em desespero, os últimos trunfos para cima da mesa. Estamos, portanto, a chegar à parte mais apimentada. Quando o capo deposto deixa de meter medo e as línguas começam a soltar-se. Vamos saber, “oficialmente”, muito dos meandros de vinte e cinco anos de corrupção. Talvez aí alguns dos que aqui, bovinamente (CAA, aquele subtítulo do blog é de uma ironia…), defendem Pinto da Costa e companhia comecem a perceber a figura que andam a fazer.

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  97. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 20:42

    Agapito Dourado 96:
    Por falar em bovinamente, o meu caro Agapito não pode apontar o dedo a ninguém. A forma como já está a salivar, na espectativa utópica de PdC ser condenado, mostra bem a que manada o caro amigo pertence. Mas o seu ruminar não pasa disso, e a baba vai secar-lhe em breve.

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  98. 5 Julho, 2008 20:51

    Portolaw:
    Consta que o juíz do Tribunal do Porto que achincalhou a Carolina Salgado é um indefectível portista e presença assídua no camarote presidencial. É verdade?

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  99. 5 Julho, 2008 20:55

    “4 – A urgência revelada por estes membros do CJ leva a questionar a sua verdadeira motivação, facilmente perceptível, atenta a forma precipitada e atabalhoada com que esta «manobra de diversão» foi artificialmente criada”.

    Este ponto 4, do comunicado do F.C. Porto, é absolutamente delicioso.

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  100. 5 Julho, 2008 21:07

    “20:36 – Apito Final
    João Abreu acusa Gonçalves Pereira de coagir membros do CJ para “obter tese favorável ao FC Porto e ao Boavista”

    O conselheiro João Abreu acusou hoje o presidente do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), António Gonçalves Pereira, de coagir os membros do órgão para “obter uma tese favorável ao FC Porto e Boavista”. Em declarações à Agência Lusa, João Abreu sustentou que Gonçalves Pereira “teve uma actuação insistente e prepotente, tanto para os conselheiros como para os funcionários da FPF”, “desvirtuou o espírito colegial” do CJ e “denegou os princípios da ética”. “Gonçalves Pereira tentou pressionar os conselheiros no sentido de obter uma tese de vencimento favorável ao FC Porto e ao Boavista”, denunciou João Abreu, conselheiro que o presidente do CJ tentou impedir de se pronunciar na reunião de ontem sobre os recursos apresentados pelo presidente do FC Porto, Pinto da Costa, no âmbito do processo Apito Final. João Abreu recordou que as pressões começaram a 16 de Junho, em reunião destinada a discutir a admissão das escutas telefónicas realizadas no âmbito do denominado “caso da fruta”, em que Pinto da Costa é acusado de oferecer o serviço de prostitutas à equipa de arbitragem chefiada por Bruno Paixão, nomeada para o FC Porto-Estrela da Amadora, da época 2003/04”

    E que me dizem das palavras deste conselheiro? Provavelmente deve ser como a Carolina Salgado: não merece credibilidade.

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  101. Elephant Hunting permalink
    5 Julho, 2008 21:22

    Karadas,
    Estas e outras charadas (que ainda estão por parir) já eram previsiveis, esta talvez seja comparável à reabertura do processo da fruta pela Mizé, cabala cabalmente desmontada por um Juiz que não é Portista é antes do SCP e da Académica, aconselho-o vivamente a ler o despacho de arquivo, em qualquer país civilizado o procurador responsável pela acusação no mínimo reformava-se! E mais o Juiz não se serviu das escutas, serviu-se sim, ao contrário do MP dos registos de chamadas do tal dia e respectiva localização e facilmente comprova-se que o testemunho da nova-heroína da republica do Terreiro do Paço mentiu! Numa 1ª fase ao Bagulho isnpector da PJ (amigo do Orelhas, pelo menos é público que foi o Orelhas os apresentou formalmente), numa 2ªfase à Mizé e depois ao Juiz, no entanto e ainda estou para perceber como, o Juiz pensou um pouco e desmanchou a tese da tal heroína!

    As recentes decisões da justiça desportiva e os respectivos meios de prova para atingir os fins, comprovam que o sistema do futebol Português é controlado pelo FCP. A mentira tem perna curta, aguarde serenamente.

    A vontade de abater PdC é muita e as ciladas não são menores, no entanto exige-se que as façam pelo menos como deve ser, pelo que tenho visto, PdC ainda vai celebrar muitos títulos e na AG do próximo ano do asslb, infelizmente o grande sócio do FCP presidente do asslb deverá ser esticado pelas orelhas (infelizmente), ainda assim não será o fim do mundo para ele, PdC concerteza que ainda o nomeará para Dragão de Ouro pelos serviços prestados aquando da sua estadia na 2ª circular!

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  102. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 21:32

    Estes vogais do CJ já não reunem condições de isenção para apreciar seja o que fôr. Já só falta reunirem clandestinamente numa qualquer garagem auto enquanto se calibram uns pneusitos empoeirados.

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  103. 5 Julho, 2008 21:37

    Dazulpintado:
    Essa sua tirada dá vontade de rir. É semelhante aquela do ponto 4 do comunicado do F.C. Porto.

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  104. 5 Julho, 2008 21:39

    Dazulpintado:
    Já agora esclareça-me uma dúvida: porque é que o presidente do CJ entendeu não haver condições para continuar a reunião?

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  105. portolaw permalink
    5 Julho, 2008 21:50

    ó Azar,

    Come lá o melão e espera pela justiça Administrativa. Depois vemos quem coagiu quem. E para a tua informação, que não sabes ler jornais, o Senhor Juiz que considerou a Carolina mentirosa (com elementos constantes do próprio processo enviado pela Mizé Tung) é um excelente jurista, com quem já perdi e ganhei profissionalmente, mas no qual me habituei a ver uma indivíduo íntegro.

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  106. portolaw permalink
    5 Julho, 2008 21:50

    E cuja cor clubística varia entre o negro académico e o verde lagarto

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  107. 5 Julho, 2008 22:00

    Uma vez que não esclareceram a minha dúvida vou tentar eu próprio perceber o que ia na cabeça do Juíz Gonçalves Pereira. Deve ter sido, mais ou menos, isto: “Ai não votam como eu quero? Então não vos deixo votar. Está encerrada a sessão”.

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  108. nem estranho não estranhar permalink
    5 Julho, 2008 22:03

    É preciso fazer um desenho ao Karadas.

    p.s. – se possível recuperar até o penálti que deu o empate ao benfica no jogo com o estoril. Mas até esse as tv’s já perderam o rasto. São uns santos.

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  109. nem estranho não estranhar permalink
    5 Julho, 2008 22:05

    Esta do João Abreu é obra!

    O homem esteve no cerne da questão, levantada a suspeita por dois clubes.

    À viva força quis manter-se na reunião.

    O presidente do CJ explicou tudo na entrevista e decerto a acta indicará todos os pormenores.

    Mas João Abreu, como o vogal que lê comunicados, não explica nada. Diz que o outro queria bater-lhe, não o deixavam jogar à bola e tal.

    Não tarda os coelhos estão todos fora da cartola.

    As orelhas já se vêem…

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  110. nem estranho não estranhar permalink
    5 Julho, 2008 22:07

    O Karadas deve ser daqueles gajos dos ministérios do Rossio que vigiam os blogues e lançam a confusão.

    Ah, espera aí, o benfas contratou uma catrefada de reforços para a área da (des)comunicação social.

    Deve ser isso e ele está a terminar o horário de trabalho.

    Há serviços sujos e gente habituada a eles.

    É uma instituição!

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  111. BRJM permalink
    5 Julho, 2008 22:07

    Dazulpintado, por que razão é mais ridículo acreditar na culpa do que na inocência duma personagem como o PdC? Acredita mesmo no que diz? Punha as mãos no fogo pela integridade daquele homem? Essa arrogância toda tem um prazo, e você tem provavelmente noção disso. Mesmo que não seja condenado, toda a gente já sabe do que o homem é capaz, mesmo sendo isto a ponta do icebergue.

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  112. 5 Julho, 2008 22:08

    Nem Estranho Não Estranhar:
    Não vá por esse caminho. É que relativamente a casos de suspeição, dentro e fora das quatro linhas, a lista do F.C. Porto é incomensuravelmente superior à nossa. Nesse particular, reconheça-se que nós somos uns aprendizes comparativamente convosco.

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  113. luis permalink
    5 Julho, 2008 22:09

    pois mas o presidente do cj so abandonou a reuniao porque as coisas nao estavam a correr de feição aos seu propositos que eram ilibar os corruptos.
    daí passa-se ao fresco para adiar a decisao mais umas semaninhas.
    uma verdadeira palhaçada o que se passou, demosntra o estado do futebol portugues.

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  114. Elephant Hunting permalink
    5 Julho, 2008 22:13

    Naturalmente que o clube do regime está apoiado pelo regime!!
    Ou Sérvulo Correia o consultor júridico do asslb não é membro do Conselho Superior da Magistratura…
    David tb derrotou Golias!

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  115. Eduardo Correia permalink
    5 Julho, 2008 22:14

    “Nunca fui de me esconder. Não estudei para isso…” CAA
    Pois, não. Estudou para dar aulas, escrever no Correio da Manhã, vender-se aos media(baratinho, baratinho) e, ainda, escrever sem “bovinidade” uma carrada de sinónimos.

    “José Mexia,

    Temos de continuar a remar contra a maré.
    Mesmo com insultos e esforços de enxovalho, é preciso continuar.
    Contra os mitos, os milenarismos, as crenças terceiro-mundistas, os sebastianismos atávicos, as verdades impingidas e que o são porque se tornaram maioria, contra a ilusão geral em que este País está, o comodismo em deixar os outros pensar por nós todos.
    Temos de continuar a lutar contra a estupidez feita dogma insindicável, o ‘é assim porque toda a gente sabe’, o atraso feito moda, o centralismo feito solução sem remédio.
    Temos de continuar, José Mexia, não posso ficar só a esgrimir contra esta hidra…” CAA

    Já não estás só.. O Rui Moreira vai conseguir comprar o jornal O Público. Depois, a sapiência da blogosfera, regista os seus caracteres bem pertinho dos grandes colunistas do país Portugal. Descanse, vá até às festas de Rebordosa.

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  116. Pedro permalink
    5 Julho, 2008 22:14

    O sr. CAA é brilhante: põe as cabeçinhas da malta a deitar fumo! Deixo uma questão. O futebol é imagem do país ? Eu por mim ,penso que o estado do país é pior porque não levanta tantas paixões e o pessoal gasta-se no futebol e nas bejecas…Sejam felizes.

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  117. 5 Julho, 2008 22:14

    Agora vão voltar atrás na decisão, depois dar mais umas voltinhas, e por fim concluir que anda tudo de pernas p’ró ar na justiça portuguesa.

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  118. 5 Julho, 2008 22:15

    Nem Estranho Não Estranhar
    O seu comentário nº109 enche-o de ridículo. Acha que o presidente do CJ tem autoridade moral para dar provimento ao pedido de escusa do F.C. Porto e do Boavista, quando não o faz relativamente ao do Paços de Ferreira, sendo que as razões objectivas são idênticas?

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  119. 5 Julho, 2008 22:23

    Este caso dá-me vontade e rir e rir e rir sem parar! A justiça desportiva é uma espécie de assembleia do povo: os tribunais não condenam, mas o povo não descansa enquanto não condenar. Haja paciência para o circo do futebol português.

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  120. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 22:25

    karadas Diz:
    5 Julho, 2008 às 9:39 pm
    Dazulpintado:
    Já agora esclareça-me uma dúvida: porque é que o presidente do CJ entendeu não haver condições para continuar a reunião?

    Dúvidas o meu amigo? O amigo Karadas é um homem cheio de certezas, tem todas as respostas e não precisa de esclarecimentos.Um homem assim, cheio de si mesmo, só cai na real quando vê as suas teses vencidas.Os dias de glória que tanto deseja ainda vão ter que esperar.

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  121. 5 Julho, 2008 22:26

    José Manuel Meirim diz que é fundamental perceber em que momento e de que forma os outros acedem à presidência da reunião.

    Em causa está a instauração de um processo disciplinar a António Gonçalves Pereira quando o órgão de justiça federativo se preparava para decidir na sexta-feira os recursos de Boavista e de Pinto da Costa, presidente do FC Porto, no âmbito do processo Apito Final.

    «É fundamental perceber em que momento e de que forma os outros

    conselheiros) acedem à presidência da reunião», explicou José Manuel Meirim, considerando, todavia, que é importante ter em linha de conta que o CJ tem competência para abrir processo ao seu presidente e suspendê-lo preventivamente, o que aconteceu.

    «Se os tribunais vierem a decidir que, de facto, a reunião do CJ terminou regularmente às 18:00, já haverá alguma dificuldade em sustentar-se a validade dessa segunda reunião», sublinhou.

    Por seu lado, o conselheiro João Abreu acusou o presidente do CJ da FP de coagir os membros do órgão para «obter uma tese favorável ao FC Porto e Boavista».

    Em declarações à Agência Lusa, João Abreu sustentou que Gonçalves Pereira «teve uma actuação insistente e prepotente, tanto para os conselheiros como para os funcionários da FPF», «desvirtuou o espírito colegial» do CJ e «denegou os princípios da ética».

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  122. portolaw permalink
    5 Julho, 2008 22:30

    VERMELHOS E OUTROS ORELHUDOS

    Acabem com a discussão…como se diz aqui para o norte…levem a taça…MAS vamos deixar os senhores das Becas decidir, está bem (e não, becas não é a personagem da Rua Sésamo meninos). Vão lá dar o passeiozinho ao parque eduardo sétimo e desamparem a loja, tá bem?

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  123. Eduardo Correia permalink
    5 Julho, 2008 22:31

    “No nº 28, refutei-o, meti-o ao bolso das moedas pequenas, masquei-o, cuspi-o, pisei-o, anulei-o, tudo com muita ternura e a maior das considerações.” CAA.
    Ó homem, isso significa exactamente…?

    E esta abaixo.. o homem também é jurista. Mas, hoje é um vendido certamente, que pena.

    “O especialista em direito desportivo José Manuel Meirim disse hoje ser fundamental perceber o “momento” e a “forma” da suspensão do presidente do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para clarificar o caso.

    Em causa está a instauração de um processo disciplinar a António Gonçalves Pereira quando o órgão de justiça federativo se preparava para decidir na sexta-feira os recursos de Boavista e de Pinto da Costa, presidente do FC Porto, no âmbito do processo Apito Final.

    “É fundamental perceber em que momento e de que forma os outros (conselheiros) acedem à presidência da reunião”, explicou à agência Lusa José Manuel Meirim, considerando, todavia, que é importante ter em linha de conta que o CJ tem competência para abrir processo ao seu presidente e suspendê-lo preventivamente, o que aconteceu.

    Meirim adiantou que não existem dúvidas sobre essa competência dos restantes membros do CJ, consagrada no regimento, mas advertiu que resta saber “qual a infracção” imputada a Gonçalves Pereira e com base em que artigo se fundamentou a suspensão preventiva e imediata.

    O professor de direito do desporto esclareceu que, ao abrigo do artigo 4 do regimento do CJ, em caso de falta ou impedimento do presidente, assume a presidência o vice-presidente, e que na ausência ou falta de ambos é um vogal indicado pelos restantes membros.

    “É fundamental saber quando é que é formalmente suspenso”, disse ainda Meirim, justificando que é importante nesta matéria perceber a sucessão dos factos da reunião de sexta-feira, que terminou na madrugada de hoje.

    O especialista considerou grave que um órgão colegial abra um processo contra o seu presidente, “o que não deve acontecer muitas vezes em qualquer lugar do país e do mundo” e que o caso denuncia a gravidade de uma situação, à semelhança do que já aconteceu no caso Mateus.

    O professor lamentou a atitude passiva do Governo, lançando fortes críticas aos sucessivos executivos pela inacção em relação à sucessão de casos no futebol português.

    “É a falência do sistema de resolução de conflitos desportivos no futebol perante a omissão, passividade do Estado, deste Governo, do Governo anterior, de todos os governos. Nesta matéria apreciam ver os jogos nas bancadas VIP, ir cumprimentar jogadores famosos e pouco fazem por isto”, criticou.

    À luz da suspensão preventiva e imediata de Gonçalves Pereira, Meirim esclareceu que poderá agora verificar-se um recurso para uma primeira instância (com três membros do actual CJ) e depois para um plenário (com todos os membros do órgão).

    Depois disso, se os conselheiros mantiverem a suspensão, Gonçalves Pereira poderá recorrer para o tribunal administrativo. Meirim disse ainda que também o Boavista e Pinto da Costa “poderão vir a recorrer para os tribunais”, mas sem que isso anule ou revogue as decisões da esfera desportiva.

    O Boavista viu confirmada na madrugada de sábado a despromoção à Liga Vitalia e Pinto da Costa a suspensão por dois anos, decisões que tinham sido tomadas pela Comissão Disciplinar (CD) da Liga Portuguesa de Futebol Profissional a 9 de Maio.

    Uma situação que Gonçalves Pereira não considera legítima, por entender que a reunião do CJ foi encerrada por ele próprio às 18 horas de sexta-feira, antes da apreciação dos recursos do processo Apito Final.

    O presidente do CJ considerou que não havia “condições mínimas legais” para continuar a reunião, depois de os restantes membros se terem oposto à tentativa de impedimento de participação na análise dos recursos do conselheiro João Abreu, através de um despacho exarado por Gonçalves Pereira.

    Pereira abandonou a sala, sendo mais tarde acompanhado pelo vice-presidente, Elísio Amorim, cabendo a votação nos recursos aos restantes cinco membros, que confirmaram, na generalidade, as sentenças proferidas pela CD da Liga de clubes.”

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  124. Minhoto permalink
    5 Julho, 2008 22:35

    http://br.youtube.com/watch?v=DGmcyGyPu-s&feature=related esta é dedicada ao dazulpintado.

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  125. nem estranho não estranhar permalink
    5 Julho, 2008 22:37

    Karadas, 111

    Olhe que não, olhe que não.

    De resto, você admite alguns pecadozitos, nós nem isso.
    Vocês ganham de 15-0, como o major.

    Karadas, 118
    você é mesmo burro, não?

    Devia ficar com o que lhe diz em 120 o dazulpintado.

    Mas adianto-lhe um bocadinho, já que não sabe ler nem se atreve a consultar algum pedacinho de informação – e já todos percebemos o que se passou:
    a esta hora, aliás a última a que lhe falo, não há ainda qualquer “decisão” (entre comas, como disse o presidente do CJ) de que o FC Porto tenha sido notificado.

    A sentença do dia, queira ou não, foi esta, precisamente do presidente do CJ:
    “NÃO DECIDIDO”.

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  126. Eduardo Correia permalink
    5 Julho, 2008 22:41

    Loolada geral, alvíssaras Minhoto.

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  127. nem estranho não estranhar permalink
    5 Julho, 2008 22:41

    Ah, o João Abreu saiu a terreiro.

    Que diz?

    Pois, ninguém o acusou de nada, mas ele vem, à Lusa, acusar o presidente do CJ de querer viciar a votação.

    A João Abreu só foi colocada a questão de ele não poder votar por suspeita de dois clubes contra ele.

    O presidente do CJ disse que trocou e-mails com João Abreu.

    Mas este não demonstra nada, acusa, gratuitamente.

    Tarde e a más horas.

    Mas João Abreu não veio dizer que a decisão está tomada e é oficial, está decidido.

    Pois,
    NÃO DECIDIDO

    é o que é.

    João Abreu é um coelho a sair da toca, mas já se viram as Orelhas há muito.

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  128. 5 Julho, 2008 22:43

    Ó palhaço do Portolow

    E se fosse levaR onde levam as galinhas pretas!

    Quem pensas que és?

    BÁCORO !

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  129. 5 Julho, 2008 22:43

    A culpa é do meu F.C.Porto. Por um único motivo: já devia ter abandonado a Liga e passar a jogar na liga espanhola pois esta não dá pica! Nem o país merece ter um clube com o sucesso do F.C.P.

    Caro CAA: Não percas tempo a responder a energúmenos frustrados.

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  130. 5 Julho, 2008 22:45

    Dr. Abreu Amorim na sua apaixonante envolvência bovina.

    Continue. Mas, não se queixe.

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  131. 5 Julho, 2008 22:56

    Onde é que se meteu o Madail ?
    Anda nos copos ?

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  132. 5 Julho, 2008 23:00

    MATURIDADE

    O desenvolvimento cerebral

    Nunca se compara ao abdominal !

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  133. simon permalink
    5 Julho, 2008 23:01

    Tou a ver a coisa, o Carrajola, como o boneco cagado na tola, apareceu ali duro e bruto de intenção, com mais quatro mariolas, que depois de lhe beberem do tinto, contaram dois mais três, quanto baste pa darem a volta ao baralho contra o Porto, despeitados, vingativos e invejosos.

    São assim os grandes homens. E tá feita justiça, seguindo a paixão clubística, à Benfica e à Sporting, com os mais à cola.

    Como o Seara faria e faria o Ferreira Dias e só Guilherme Aguiar não faria, creio, honrado e nobre, à dragão, valha-me nossa sinhora.

    E jamais sairemos disto, até lá fora, onde o Platini também já disse a ronha dos invejosos, como o demonstrou, mesquinho, c’um catano.

    E sempre haverá gente invejosa, mesquinha e pronta a vingar-se, reles, por cá e lá fora.

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  134. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 23:09

    BRJM Diz:
    5 Julho, 2008 às 10:07 pm
    Porque não experimenta usar os seus argumentos em causa própria?
    E quanto ao que PdC é capaz de fazer ou não, o juíz é o meu amigo.E se lhe dessem corda seria carrasco também!Olhe,porque é que em lugar disso, não vai tomar conta dos coveiros da sua agremiação? Já sei, a sua alegria nesta temporada seria passar de 4º para Lanterna Vermelha, sempre se aproveitava o nome. Mas é preciso que o Paços de Ferreira não se intrometa, tá aver?

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  135. 5 Julho, 2008 23:15

    O Presidente do CJ é tendencioso.
    Os membros do CJ são tendenciosos.
    Mas que órgão é este?
    De uma vez por todas condenem o FCP e o Boavista.
    E não me venham estas sumidades dos professores de direito(CAA) porque o direito é algo que está ao alcance de qualquer “morcom”.

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  136. simon permalink
    5 Julho, 2008 23:18

    Carrajola,
    e ele há nomes mais
    burros, mais tolos, senhora
    das carambolas, ai, vingativo,
    mau, invejoso, só pode ser um patolas,
    pois tá visto, meus, quem por
    desgraça ao vir ao mundo
    tome epíteto assim grasso, tosco, carrajola,
    certo não será muito escorreito,
    bom da tola, pois há-de andar de tarola,
    enquanto, abelhudo na vingança, só pode lembrar a carola.

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  137. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 23:20

    CJ Diz:
    5 Julho, 2008 às 11:15 pm

    CJ, se quer ver as satisfeitas suas pretensões, tem que se pôr de joelhos.

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  138. 5 Julho, 2008 23:24

    Dazulpintado… Dazulborrado

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  139. simon permalink
    5 Julho, 2008 23:24

    O Benfica é tal a maioria PS, PSD, que votava a 60% numa coligação ao centro, em democracia, a lembrar os vampiros de que não nos livraremos nunca, incapazes, ladrões, corruptos, que não toleram a razão nem a verdade dos outros.

    E eles comem tudo, tudo, tudo, e não deixam nada.

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  140. 5 Julho, 2008 23:27

    Ser trolha é qé bô

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  141. 5 Julho, 2008 23:27

    O Porto é o maior

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  142. Anónimo permalink
    5 Julho, 2008 23:28

    os dirigentes do fcp emporcalharam o clube
    pqp

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  143. dazulpintado permalink
    5 Julho, 2008 23:29

    CJ Diz:
    5 Julho, 2008 às 11:24 pm

    CJ, descobri-lhe o ponto forte, foi?

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  144. portolaw permalink
    5 Julho, 2008 23:39

    PC,
    na tua qualidade de galinha preta bem gorda, diz-me lá onde levas, ou como disse o outro “está Calado, Melão”.
    e como já disse, deixem lá os senhores da beca decidir.

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  145. 5 Julho, 2008 23:41

    Vai-se a ver e Carrajola falsificou a acta, que acabava com a frase:

    “Reunião está encerrada até nova data.”

    Carrajola escreveu por baix:

    “A reunião ainda se encontra a decorrer.”

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  146. 5 Julho, 2008 23:45

    Se calhar ainda lá estão.

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  147. mafaldinha permalink
    6 Julho, 2008 00:01

    Vamos ver se eu percebo… o Presidente do CJ, no uso de competência própria, declara impedido um vogal; este vogal diz que não aceita a decisão (????) e quer recorrer da decisão para o pleno (o CJ só tem pleno para aquelas situações em que a decisão é tomada pelo o Presidente, o Relator e um vogal). Instala-se a confusão, insultos e o Presidente encerra a reunião (sim, sim, só o Presidente tem essa competência e, na sua ausência, o vice-presidente) e publica a pauta. Depois do jantar, os amiguinhos voltam, suspendem preventivamente o presidente, instauram processo disciplinar ao mesmo, anulam a deliberação de encerramento, continuam a reunião e decidem os processos… Não consigo perceber…

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  148. Anónimo permalink
    6 Julho, 2008 00:04

    O Sr.Gilberto Madail só aparece para a festa?

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  149. 6 Julho, 2008 00:05

    Acabei de ver o debate na RTPN em que esteve presente o advogado do Paços de Ferreira, Álvaro Braja Júnior e o portista Manuel Queiroz. Tive pena do presidente boavisteiro tamanha foi a tareia que levou do causídico pacense. O homem se tivesse um buraco para se enfiar tinha-se enfiado. Compreendo-o: tentar defender o indefensável não está ao alcance de qualquer um e ele definitivamente não está preparado para estas lides. Manuel Queiroz limitou-se a ser ele próprio: insignificante como lhe é habitual, só lhe faltou levar o cachecol ao pescoço.

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  150. 6 Julho, 2008 00:05

    Genial Portolaw !

    Vou contar-lhe uma coisa:

    Ser génio não é difícil

    Difícil é encontrar quem reconheça isso !

    Kiss my ass !

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  151. portolaw permalink
    6 Julho, 2008 00:06

    Mafaldinha,

    Exacto. Como eu disse, foi mais um PREC neste país, temos de deixar a decisão para os senhores da beca, para porem algum juízo nesta insanidade.

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  152. portolaw permalink
    6 Julho, 2008 00:07

    PC

    Nesse sítio parece-me que não gostes de beijinhos…mas vieste bater ao sítio errado.

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  153. mafaldinha permalink
    6 Julho, 2008 00:14

    Com a quantidade de “mimos” que já li aqui – e alguns com muita graça e elevação – e caso estes fossem ditos “cara a cara”, acham que havia condições para fazer uma sessão séria de análise jurídica de acórdãos? Não me parece… Mas, há quem pense que sim! Talvez porque a sessão em causa não se destinava a discussão séria de coisa alguma!

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  154. mafaldinha permalink
    6 Julho, 2008 00:20

    Mais uma coisa: a verdade (doa a quem doer) é que pertencer a dois órgãos da Federação não tem a mesma gravidade do que ser atleta de um determinado clube. A não ser que… pois claro, o clube é o do Gondomar. Pois claro, o “crime” é esse… E já agora, anunciar antecipadamente o sentido de voto, num artigo do DN, é o quê? Não é nada… Só porque o Relator que o anuncia (sim, sim, o Dr. João Carrajola Abreu) era a favor da utilização das escutas telefónicas num processo disciplinar?

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  155. mafaldinha permalink
    6 Julho, 2008 00:23

    A todos os que estão a favor desta “não decisão”, coloco uma questão: imparcialidade, isenção e equilíbrio diz-vos alguma coisa? É por acaso que o CPC vê na pronúncia (ainda que verbal) do sentido de voto de um juiz um impedimento? É por acaso que a Comissão dos Direitos do Homem deliberou no mesmo sentido?

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  156. dazulpintado permalink
    6 Julho, 2008 00:24

    mafaldinha Diz:
    6 Julho, 2008 às 12:14 am

    “e caso estes fossem ditos “cara a cara”, acham que havia condições para fazer uma sessão séria de análise jurídica de acórdãos?”

    Claro que sim mafaldinha, se antecedido de fausta jantarada, e garrafa e meia de whisky.

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  157. 6 Julho, 2008 00:28

    Mafaldinha:
    Vejo-a falar em imparcialidade, isenção e equilíbrio e penso logo no Gonçalves Pereira. Confesso que fico arrepiado.

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  158. José Barros permalink
    6 Julho, 2008 00:34

    Para aqueles que deliram com tanta unanimidade nas decisões de condenação dos dois clubes da cidade do Porto, lembro o pormenor: os inquéritos do MP quanto aos factos imputados agora ao Boavista foram, todos eles arquivados, – não só por falta de provas, mas porque se considerou que os mesmos não consubstanciavam o tipo legal de coacção. Relativamente a um dos casos do FCP, o juiz de instrução criminal considerou não pronunciar o clube e mandou extrair certidão de modo a permitir a instauração de um inquérito-crime contra a principal testemunha. Pois é. Na justiça “a sério” perdem por goleada, na justiça desportiva sul-americana e terceiro-mundista – quod est demonstrandum – rebolam de satisfação e contentamento.

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  159. 6 Julho, 2008 00:40

    O País acordou ontem estupefacto com mais um episódio pouco edificante da nossa justiça desportiva.

    De há muito que os portugueses se interrogavam sobre o porquê desta estranha delonga do Conselho de Justiça, em decidir dos recursos do Presidente do Porto e do Boavista, no âmbito do conhecido processo do “apito final”.

    Percebemos agora que nem todos os membros do Conselho de Justiça pareciam estar com muita vontade de decidir.

    Já durante a semana a Assembleia Geral da Liga que, também surpreendentemente, continua a ser presidida por Valentim Loureiro, analisara o artigo 51º e o agravamento das penas relativas à corrupção no futebol. Os suspeitos de corrupção, outra vez surpreendentemente, também votaram … Adivinhem como?

    Seria, com a devidas distâncias, muito parecido com pôr arguidos criminais a votar eventuais alterações ao código de processo penal, numa comissão presidida por um deles.

    Agora temos o, ainda surpreendente, caso do Advogado Gonçalves Pereira, Presidente do Conselho de Justiça da Federação. O Vereador da Câmara de Gondomar, presidida por Valentim Loureiro, que defendeu valorosamente as redes do clube da terra que, já agora, esteve na origem de todo o processo Apito Final, depois de dizer que não tomaria posição neste caso, sustenta agora, surpreendentemente, ter todas as condições de isenção para deliberar e exercer o seu voto de qualidade neste Órgão a que passou a presidir depois de algumas, surpreendentes, peripécias.

    Mais ainda, decide unilateral (e, outra vez, surpreendentemente) afastar um dos vogais da deliberação em causa por, vejam lá, entender que este não tinha condições de isenção para deliberar (!!!). Como o dito vogal e seus parceiros do Conselho não foram na coisa e até propuseram a instauração de um processo disciplinar que afastasse o próprio Presidente, então deu rápida e surpreendentemente por terminada a reunião e escapuliu-se com o vice-presidente pela sala fora…

    Não estaria certamente a contar que os restantes cinco membros do Conselho de Justiça continuassem a reunião e deliberassem, por unanimidade, não aceitar os recursos de Pinto da Costa e do Boavista, confirmando as penas dadas pelo Conselho de Disciplina da Liga.

    E com isto fazendo cair também o, mais que surpreendente, expediente usado pela SAD do Porto de aproveitar o recurso do seu Presidente, com o claro propósito de lançar na UEFA aquela ínfima dúvida (ou, melhor dificuldade) necessária para que esta nada decidisse, antes do pronunciamento definitivo da justiça desportiva portuguesa.

    Resta ainda dizer que à luz do direito não há nenhum vício formal nesta decisão unânime dos 5 membros do Conselho de Justiça que, no exercício regular das suas competências, se limitaram a confirmar que houve corrupção consumada, sobre a forma tentada, do Presidente do F.C Porto.

    A única dúvida que agora persiste é se a UEFA aplicará ao FC Porto a sanção que já havia decidido pelos motivos agora confirmados, com efeitos a partir desta época ou só o fará para evitar turbulências com efeitos a partir da próxima época.

    No meio da surpreendente trapalhada, com um desesperado Gonçalves Pereira a apregoar a nulidade das deliberações (não se sabe bem porquê?), assistimos ao ainda surpreendente (ou talvez não..), silêncio dos Presidentes da Federação e da Liga.

    Apesar de todas as “surpreendências” tenhamos confiança naquela sabedoria popular que nos diz que a verdade, como o azeite, vem sempre ao de cima …

    António de Souza-Cardoso

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  160. Eduardo Correia permalink
    6 Julho, 2008 01:01

    Eu acho que os portistas têm, definitivamente, de tirar a mão do queixo e deixar de pensar em defesas “bovinas”.

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  161. JEM permalink
    6 Julho, 2008 01:24

    Vamos supor que o CJ se tem de reunir outra vez para tomar uma decisão.

    Qual vai ser o resultado: 5 contra 2 irão confirmar a punição pelos actos de corrupção de pinto da costa e boavista.

    Logo
    1. Quem é que acham que está a fazer manobras de diversão para evitar que a justiça se cumpra? Quem abandonou a sala ou quem ficou?

    2. Quem é que acham que não é isento e que está ao serviço de um clube – os 2 que não aceitaram a decisão dos outros 5, ou os 5 que tomaram uma decisão que seria tomada de qq se os outros 2 não a tivessem tentado bloquear?

    O CAA deve achar que somos todos saloios e que não vemos o filme todo. TODO: desde o Calheiros, passando pelo caso da fruta, das decisões do TIC do Porto, dos quinhentinhos, das tareias em jornalistas, dos chocolatinhos…

    A máfia que “ganhava” jogos para o FCPorto está a ser desmontada. Para grande vergonha dos desonestos que sempre a apoiaram.

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  162. Elephant Hunting permalink
    6 Julho, 2008 01:44

    JEM,
    a máquina nunca funcionou tão bem como qd o ex-colaborador do asslb (dispensado por Vilarinho e Orelhas, na altura imagine-se Director Desportivo) esteve ao seu leme, de nome José Mourinho!

    Vá dar banho ao cão com essa cantilena… de incompetentes e invejosos estamos fartos!

    Até torço para que o Porto não vá à champions em detrimento do Guimarães, pois, pois, é que o asslb terá qd muito acesso à 3ª pré-eliminatória e naturalmente até pq o jogo será dentro das 4 linhas, será eliminado! Ironia suprema!! Invejosos e incompetentes de merda!

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  163. Confrade permalink
    6 Julho, 2008 02:06

    esta discussão é sobre quê??

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  164. O Aprendiz de Jurista permalink
    6 Julho, 2008 02:20

    Meu caro CAA:

    Não poderia estar mais de acordo com o que escreveu.
    Acrescento apenas: estes doutos senhores deveriam ser inibidos de baptizar as panelas com que cozinham estas petiscadas de orgãos de justiça.
    Todavia pergunta-se: onde anda o Estado? A assobiar para o lado?
    Lembro que estas instituições têm estatuto de utilidade pública e que, talvez, já não o mereçam. Mais, caso o perdessem, talvez, acabasse muito “caldinho”!
    Pelo menos parte do seu financiamento…

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  165. essagora permalink
    6 Julho, 2008 03:32

    Esta gente é louca!

    Perante tamanhos atropelos às regras jurídicas, de decência e de bom senso ainda aparecem a espumar porque a vontade deles não foi satisfeita?

    Caramba, o que será necessário para ficarem satisfeitos? A forca para Pinto da Costa? Será que chega???

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  166. 6 Julho, 2008 07:57

    «membros serão recrutados de modo higienicamente autónomo de todas as entidades que superintendem à actividade desportiva – por exemplo, através de um concurso que integrará a prestação de provas sujeitas à avaliação de um júri formado por professores das faculdades de direito»

    Está-se a candidatar ao cargo de júri?

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  167. Anónimo permalink
    6 Julho, 2008 09:35

    in occulum descansum est

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  168. 6 Julho, 2008 09:37

    Portistas: leiam e tenham vergonha.

    COMO iriam decidir os sete membros do Conselho de Justiça da FPF quanto aos recursos do Boavista e de Pinto da Costa na reunião da passada sexta-feira? Feitas as contas, e atendendo às posições, em contactos informais, com os vários conselheiros, que foram sendo afloradas, a votação daria sempre ou 5-2 ou 4-3 contra as pretensões de panteras e dragões.

    Aí, foi criado, pelos defensores do Boavista e do FC Porto um plano de contingência, a ser espoletado pelo presidente do CJ, Gonçalves Pereira, e que passava pelo pedido de afastamento do conselheiro João Carrajola de Abreu, através de um incidente de suspeição, a propósito de uma alegada incompatibilidade deste, enquanto membro, na FPF, na Comissão do Estatuto e Transferências do Jogador. Se esta variante passasse, os eventuais 4-3 contrários a Boavista e Pinto da Costa seriam transformados num 3-3 onde prevaleceria o voto de qualidade do então presidente do CJ, Gonçalves Pereira, vereador da Câmara de Gondomar e ex-presidente da AG do clube. Dessa forma, o Boavista e Pinto da Costa veriam ser dado provimento aos recursos apresentados, mantendo-se os axadrezados na Liga Sagres e o podendo ainda o FC Porto vir a aproveitar da vitória de Pinto da Costa na UEFA.

    TIRO PELA CULATRA

    Porém, o tiro saiu pela culatra a Gonçalves Pereira, vereador da Câmara de Gondomar, onde Valentim Loureiro é presidente e José Luís Oliveira (um dos principais réus do Apito Dourado), vice, e que nunca se afirmou indisponível para julgar o recurso do Gondomar no Apito Dourado!.

    Enquanto a reunião do CJ decorria no 6º andar do edifício da FPF, Gonçalves Pereira chamou Carrajola de Abreu para lhe solicitar que abandonasse a reunião, atendendo à incompatibilidade de que estava alegadamente ferido. O conselheiro de Setúbal, relator do recurso de Pinto da Costa no FC Porto-Estrela da Amadora, que decidiu, inclusivamente, chamar os dragões ao processo, reagiu de forma indignada ao pedido e exigiu que, nos termos regulamentares, fosse o plenário do CJ a decidir. A votação foi arrasadora para Gonçalves Pereira que perdeu em toda a linha. O CJ não admitia que a deliberação que Gonçalves Pereira já trazia feita passasse. Perante este cenário, o presidente do CJ decidiu dar por encerrados os trabalhos, independentemente dos assuntos que continuavam sobre a mesa. Pediu então ao director jurídico da FPF, João Leal, que elaborasse uma acta até àquele momento, em que dava os trabalhos por findos. Ambos a assinaram, João Leal apenas em cumprimento de um dever administrativo, sem que a sua assinatura o vinculasse ao mérito do que estava escrito.

    Simultaneamente, e ao aperceber-se de que os restantes conselheiros, excepção feita a Costa Amorim, não tinham desmobilizado, Gonçalves Pereira deu ordem aos funcionários federativos que deixassem de secretariar a reunião e abandonassem as instalações. Foi-lhe dito que aqueles funcionários apenas recebiam ordens da FPF e após uma consulta a Gilberto Madail permaneceram na FPF até ao fim dos trabalhos.

    PROCESSO AO PRESIDENTE DO CJ

    Perante a gravidade dos factos em presença, da tentativa musculada de afastar Carrajola de Abreu até à ordem dada aos funcionários da FPF, e tendo em conta que nenhuma razão substancial justificava a interrupção dos trabalhos, os cinco membros do Conselho de Justiça que permaneceram no 6º andar da FPF decidiram prosseguir a sessão, tomando, para tal, as seguintes medidas:

    Instauraram um processo disciplinar ao presidente do CJ, Gonçalves Pereira; e declararam nula a acta por ele assinada que dava por finalizados os trabalhos. O que quer dizer que esta não produzia quaisquer efeitos, era como se nunca tivesse existido.

    Antes deste passo, os conselheiros analisaram todos os pontos das leis e regulamentos, do Estatuto dos Funcionários da Administração Pública ao Código Administrativo e concluíram que nada os impedia de prosseguirem, com total legitimidade deliberativa, a reunião.

    Deveria ter sido Mendes da Silva a assegurar a direcção dos trabalhos, na sequência da suspensão e processo a Gonçalves Pereira, missão que delegou, por questões de saúde, em Álvaro Baptista. Porém, antes de partirem para a matéria de facto, ou seja, os recursos de Pinto da Costa e do Boavista, os conselheiros, excepção feita a Gonçalves Pereira e Costa Amorim, que entretanto também abandonou as instalações, asseguraram-se da blindagem jurídica da sua própria legitimidade…

    De facto, quer os estatutos, quer os regulamentos da FPF dão cobertura plena às decisões entretanto tomadas pelo CJ.

    Uma vez decidido que o recurso do Boavista era improcedente, a única possibilidade que resta ao clube do Bessa é recorrer aos tribunais administrativos, embora, se for tomado em conta o exemplo do Gil Vicente, esse expediente não evite a descida de divisão dos axadrezados. O mesmo se aplica ao FC Porto, que ao não ter recorrido da pena de seis pontos por tentativa de corrupção, depositava no recurso de Pinto da Costa todas as esperanças, invocando o artigo 482 do Código de Processo Penal. Agora, embora para a UEFA ou o TAS nada disso seja relevante, tudo o que Pinto da Costa pode fazer é seguir a via sacra do Gil Vicente. As decisões estão tomadas, em sede desportiva, com plena legitimidade formal e material. O caso desportivo está julgado. Os destinatários dessas decisões podem recorrer para os tribunais administrativos, mas os efeitos transitados desportivos são definitivos, assim determina a lei.

    O QUE SE SEGUE

    A partir de agora, os clubes interessados, Pinto da Costa e a Liga serão notificados do acórdão do CJ. Se a notificação seguir por faxe em tempo útil, será o Paços de Ferreira a integrar o elenco do sorteio da Liga Sagres, na segunda-feira. Caso contrário, o Boavista surgirá, com asterisco, no quadro de concorrentes.

    Espera-se, entretanto, para o dia de hoje, um contacto entre Hermínio Loureiro e Gilberto Madail no sentido de que a Liga tenha em sua posse todos os dados relativos aos participantes nas competições profissionais, assim como se deverá dar por homologada a classificação da Liga, de acordo com a decisões irrecorríveis da madrugada de ontem do CJ.

    Neste momento, atendendo a que a FPF conviveu manifestamente mal com a forma de actuar do Conselho de Justiça a partir do momento em que o juiz Herculano Lima se demitiu da presidência daquele órgão, Gilberto Madail deverá agilizar todos os processos no sentido de dar por concluída a temporada de 2007/08, à imagem do que sucedeu durante a crise do «caso Mateus».

    Aliás, do ponto de vista jurídico estamos perante situações semelhantes em que a sede de recurso passa a estar fora do âmbito desportivo e sem consequências nessa área.

    Da FPF é também esperado para amanhã a comunicação à UEFA (ver caixa) dos desenvolvimentos do caso Pinto da Costa que, uma vez confirmada a suspensão, deixa o FC Porto, que não recorreu da sanção de seis pontos por tentativa de corrupção aplicada pela CD da Liga, sem argumentos para evitar a penalização.

    A UEFA E O TAS

    Perante as decisões do CJ da FPF, a UEFA e o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) vão ser informados – independentemente do que a FPF fizer – já amanhã, por Benfica e V. Guimarães. Poderá suceder que a UEFA decida reapreciar o processo sem que a isso seja instada pelo TAS, de maneira a não ser sujeita a uma eventual vergonha de ser obrigada a rectificar posições. Como a decisão do CJ da FPF, ao contrário do que estava enunciado nos pressupostos do acórdão do Comité de Apelo da UEFA, surgiu em tempo absolutamente útil, será normal que o caso seja imediatamente reapreciado. Aliás, as declarações de Michel Platini sobre a matéria não deixaram dúvidas quanto ao entendimento de Nyon sobre casos que atentem contra a verdade desportiva susceptíveis de contaminar a credibilidade da Liga dos Campeões.

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  169. 6 Julho, 2008 09:38

    Vítor Serpa

    O Conselho de Justiça reuniu-se e percebe-se, agora, mais facilmente, porque não decidiu antes. Se abdicarmos de entrar pelos emaranhados das teias do direito mais torto de que haverá memória em Portugal, percebe-se, sem esforço, que tudo se resumia ao facto de cinco conselheiros, em maioria confortável, decidirem acompanhar a posição da Comissão Disciplinar da Liga e não darem provimento aos recursos do Boavista e do presidente do FC Porto, enquanto dois outros conselheiros, o presidente e o seu vice, entenderem precisamente o contrário e procurarem fazer prevalecer a sua minoritária opinião.

    Sabe-se, também, agora, que não querendo oficializar a sua própria derrota, o presidente do CJ abandonou intempestivamente a reunião, declarando-a terminada e, por essa razão, considera que tudo o que depois se passou e se votou é ilegal.

    A ser assim — e nunca se sabe a que labirintos alguns técnicos de direito são capazes de recorrer — seria legítimo perguntar para que raio haveria de haver um conselho, se o presidente, sempre que estivesse em minoria, poderia, em qualquer momento, fazer terminar a reunião, impedindo que se tomassem toda e qualquer decisão contrária à sua posição? Era óbvio que bastaria um conselheiro, naturalmente, presidente de si próprio, e capaz, por isso, de fazer coincidir, sempre, a vontade do Conselho (ele) com a vontade do seu presidente (também ele).

    Pobre futebol português, que chega a um ponto em que a vergonha consegue passar a fronteira para o lado do nojo.

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  170. 6 Julho, 2008 09:51

    A guerra no Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol é um esplendoroso episódio do pântano em que se movimenta o desporto-rei caseiro.

    Esplendoroso porque a única reacção possível ante tão extraordinários desenvolvimentos só pode ser a gargalhada. Já só o humor nos pode devolver algum encorajamento. Esta é mais uma daquelas manobras que durante anos alimentaram o ‘sistema’, cobrindo-o de um manto de impunidade.

    Sempre no domínio da interpretação de regulamentos habilidosos, sempre procurando soluções formais que cimentassem legitimidades impossíveis à luz dos mais elementares valores de Justiça. Desta vez, quiseram transformar o Conselho de Justiça, um órgão colegial, num espaço onde meramente valesse o regime de ‘presidente do conselho’, ou seja, de voz e voto únicos, transformando os restantes membros em figuras inócuas. Aqui só uma coisa interessa: que a justiça desportiva funcione com equidade e imune a pressões. Ou isso acaba de vez – e a incómoda comissão disciplinar da Liga tem vindo a dar um grande contributo – ou o futebol continuará a ser palco de uma lógica puramente delinquente.

    Espera-se, porém, que sem a impunidade histórica que todos conhecemos e à qual, quer se queira quer não, o ‘Apito Dourado’ deu uma enorme machadada.

    Eduardo Dâmaso, director-adjunto
    Correio da Manhã

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  171. 6 Julho, 2008 10:03

    fernando seara

    O tema da Justiça Desportiva mereceu durante os últimos anos muitas e profundas reflexões por parte dos especialistas, mas poucas vezes ultrapassou o âmbito de Colóquios e Seminários de Direito. Para os agentes desportivos, como para a opinião pública, tudo se confinava a uma discussão de poder, perspectivando-se as decisões em função dos interesses em causa, independentemente de critérios legais, comandos de Direito ou concepções de Justiça. A Justiça Desportiva era a apóstrofe numa construção associativa moldada no tempo de um outro desporto e teimosamente alheia à emergência de regulação que a nova indústria do espectáculo desportivo reclamava incessantemente.

    O País foi alertado para o tema no Caso Gil Vicente/Mateus. Por vez primeira, e às escancaras, o espaço da comunicação social foi dominado por discussões e debates sobre regras, princípios, organização e funcionamento da denominada Justiça Desportiva. Percebeu-se então a importância — e a necessidade — de um sistema jurisdicional independente e credibilizado, alheio às pressões associativas e aos interesses económicos.

    Hoje, o processo Apito Final repristinou, e de forma acentuada, esta discussão. E os velhos paradigmas de uma jurisdição desportiva concebida no contexto associativo e constituída por lógicas de composição dos poderes desabaram com estrondo.

    O resultado da reunião de sexta-feira do Conselho de Justiça, segundo os relatos conhecidos, é, precisamente, a directa repercussão disto mesmo. O caso já possuía antecedentes conhecidos. E preocupantes. O presidente originário deste órgão, o Juiz Conselheiro Herculano Lima, renunciara no final de 2007 ao cargo, na sequência da redução da pena a Valentim Loureiro, tecendo considerações e juízos que punham em causa a isenção do Conselho e a sua capacidade para perseguir disciplinarmente esta natureza de infracções. Depois, a segurança e o à vontade com que os arguidos dos processos disciplinares conexionados com o Apito Final se pronunciaram sobre os resultados previsíveis dos recursos interpostos dos acórdãos condenatórios da Comissão Disciplinar da Liga, parecendo premunir absolvições e arquivamentos. Subentendiam que a «ordem desportiva» poria em devida «ordem» os excessos de voluntarismo da Comissão presidida pelo Dr. Ricardo Costa. A instante utilização do argumento — juridicamente ad absurdum — da inexistência de caso julgado na condenação do Futebol Clube do Porto junto da UEFA (como se o trânsito em julgado existisse aquém de Elvas e desaparecesse além de Badajoz) sugeria a adivinhação de que o Conselho de Justiça daria provimento ao recurso de Pinto da Costa, estendendo os seus efeitos ao Futebol Clube do Porto. Esta a tese à exaustão explorada nestas semanas.

    Esqueceram-se os vaticinadores que o Conselho de Justiça é um órgão plural. E que, pelos vistos, tem uma maioria que resiste e não teme as pressões.

    Do que se lê e ouve sobre os acontecimentos de anteontem não se percebe como o presidente «destitui» o relator de um processo, não admitiu o recurso de uma sua decisão e não acatou a respectiva deliberação revogatória; como encerrou a reunião sem cumprir a ordem de trabalhos, em oposição com a vontade do órgão maioritariamente expressa; como lavrou acta da reunião, sem ter sido assinada ou votada pelos presentes; como abandonou a reunião invocando que a mesma perdeu os requisitos deliberativos apesar de manter o quórum.

    Tudo isto cheira a estratégia impeditiva da apreciação e votação dos acórdãos já relatados e que apontariam para a confirmação das deliberações da Comissão Disciplinar da Liga. O presidente do Conselho de Justiça parece ter agido como o menino dono da bola. Não o deixaram jogar. Foi-se embora com ela debaixo do braço.

    Este episódio é demasiadamente grave para passar em claro. Mas há, desde já, alguns aspectos que importa considerar: o Conselho de Justiça, por expressão maioritária, confirmou as condenações dos arguidos; estas deliberações não poderão deixar de ser apreciadas pela UEFA e permitir que o seu Comité de Apelo repare o agravo, revogue a deliberação de admissão do Futebol Clube do Porto e deixe o recurso interposto junto do TAS sem objecto; o Regimento do Conselho de Justiça, os Estatutos da Federação Portuguesa de Futebol ou a Lei não conferem ao presidente deste órgão qualquer poder especial que converta as suas decisões em prevalentes sobre as deliberações tomadas colegialmente; A recusa de cumprimento da ordem de trabalhos, designadamente do julgamento de recursos de processos disciplinares por parte do presidente de uma instância jurisdicional assume uma extrema gravidade, principalmente compreendendo o exercício de poderes públicos.

    Duas notas finais: uma, de saudação aos cinco vogais do Conselho de Justiça que demonstraram conhecer a sua responsabilidade especial de titulares de um poder do Estado e não temeram exercê-lo. A segunda, para relevar que este caso demonstra ser absolutamente vital para a credibilidade do Desporto que a Justiça Desportiva seja revista e reformada, de cima a baixo, sem tibiezas.

    Fica-nos, enfim, uma mensagem positiva: a lógica do caciquismo e das pressões do poder não se quadra com espíritos independentes e livres. E, felizmente, ainda os há.

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  172. Elephant Hunting permalink
    6 Julho, 2008 10:24

    Karadas,
    Imagino as orgias aí por baixo… que nojo! Atenção à ejaculação precoce… 😉

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  173. nem estranho não estranhar permalink
    6 Julho, 2008 10:51

    Mais um terramoto no futebol português
    Apito Final continua à espera de clarificação. Gilberto Madail tem uma palavra a dizer
    00h07m
    Manuel luís mendes, Rui Miguel Melo e Vítor Santos
    Tudo decidido? Tudo por decidir? Gilberto Madail terá uma palavra decisiva, como líder da FPF, para se perceber quais as decisões do Conselho de Justiça que serão alvo de notificação junto do Boavista e de Pinto da Costa.

    O presidente do CJ, Gonçalves Pereira, entende que a reunião do órgão que lidera encerrou às 17.55 horas de anteontem, conforme acta a que o JN teve acesso, declarando que o encontro que se seguiu não tem suporte legal. Se assim for, os recursos do Apito Final apresentados por Pinto da Costa e Boavista, SAD não foram julgados. Pelo contrário, João Carrajola de Abreu, um dos conselheiros, garante, ao JN, que existia legitimidade para a reunião continuar e acusa Gonçalves Pereira de “querer manter o Boavista na Liga a qualquer preço”.

    Mais um terramoto que abala o futebol português começou a sentir-se há dois dias. E João Carrajola de Abreu esteve no epicentro. O conselheiro recusou abandonar a reunião quando o presidente deu provimento a um pedido de escusa. O ambiente aqueceu e, no exercício das suas competências, como o elemento em causa não abandonou a sala, Gonçalves Pereira deu por encerrada a reunião.

    Os restantes conselheiros, no entanto, alegando a instauração de um processo disciplinar ao presidente, decidiram que os trabalhos prosseguiam, à revelia de Gonçalves Pereira e do seu vice-presidente. Às primeiras horas de sábado, volte-face: o Boavista descia à Liga de Honra, com a ratificação das decisões da Comissão Disciplinar da Liga, e os recursos de Pinto da Costa eram julgados improcedentes.

    Vinte e quatro horas depois de uma noite tão agitada, continua sem se perceber qual das duas decisões será considerada pelos serviços administrativos da Federação, que têm a responsabilidade de notificar os clubes e entidades em causa. Qualquer recurso após essas notificações terá de passar pelo Tribunal Administrativo, isto porque o CJ é a mais alta instância da Justiça desportiva portuguesa.

    Face à gravidade das afirmações de Gonçalves Pereira, já ontem publicadas pelo JN, a FPF não deverá enviar as notificações enquanto a situação não for devidamente clarificada. Essa posição foi revelada ao JN por um elemento de um órgão social federativo, uma vez que, “perante tanta confusão”, não se vai arriscar a avançar com o processo sem saber “se foi respeitada a legalidade”.

    “O que aconteceu”, continua a nossa fonte, “foi demasiado grave para a imagem da FPF”, considerou. “Terão existido duas actas numa só reunião? Ou duas reuniões tendo uma terminado e a outra sido clandestina, por que não foi previamente convocada? Quem fala verdade? Enquanto tudo não for respondido e averiguado, a notificação não deve seguir”, conclui a nossa fonte.

    Acusações graves

    Gonçalves Pereira garante ter “todas condições para continuar e para marcar nova reunião do CJ, após as águas serenarem”. Mas as acusações de João Abreu são muito graves: “Fui pressionado pelo doutor Gonçalves Pereira, para mudar de opinião e votar contra as escutas. Ele queria reduzir o CJ a seis elementos, para, com voto de qualidade, decidir os recursos para o lado que quisesse”. A guerra no CJ está definitivamente instalada. Falta saber o que pensa Madail. Ontem, manteve-se incontactável. Mas terá de falar…

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  174. 6 Julho, 2008 11:02

    É como se estivessem a dar a volta à pista numa falsa partida.

    Sonhar é à borla

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  175. Luís permalink
    6 Julho, 2008 11:43

    PALERMO, PALERMO:

    Elísio Amorim, deputado do PS pelo círculo de Aveiro, foi um dos principais organizadores do jantar que um grupo de deputados ofereceu a Pinto da Costa na Assembleia da República no passado mês de Maio. É também o vice-presidente do CJ da Liga e abandonou a reunião do dito CJ quando percebeu que Pinto da Costa iria ser suspenso por dois anos. Naturalmente.
    Se isto é assim agora, com todos os holofotes e com toda a “perseguição”, imaginem como era antes. O sr. Vieira ainda tem muito que aprender.

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  176. 6 Julho, 2008 11:48

    Nã, se pensam que é desta vez, que há legalidade e correm com os mafiosos, tirem o cavalinho de chuva….a esta hora estão os PSs a tratar do assunto

    Tudo a bem do Norte

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  177. H2O permalink
    6 Julho, 2008 11:51

    Luis,

    Nao diga que …
    MANUEL VILARINHO RECONHECE
    PROMISCUIDADE ENTRE BENFICA E O PSD

    A promiscuidade entre o Benfica, o PSD e o Governo ficaram bem patentes nas declarações que Manuel Vilarinho e outros dirigentes do clube da Luz prestaram na semana passada numa reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia da República, com os deputados socialistas a mostrarem-se particularmente exigentes na obtenção de esclarecimentos.
    Embora tenham sido revelados alguns aspectos dos contactos e das questões tratadas entre os dirigentes do clube e os responsáveis do PSD, ficam ainda algumas questões por esclarecer claramente, designadamente o grau de eventual favorecimento de que o clube terá beneficiado. Já em funções, o Governo surpreendeu tudo e todos ao aceitar acções do clube como garantia de pagamento de juros da dívida fiscal.
    “Naturalmente que foi aflorada a questão fiscal”, disse Manuel Vilarinho, reportando-se às duas reuniões que teve com Durão Barroso durante a campanha eleitoral. Fica por esclarecer, no entanto, os termos e a extensão em que a questão foi aflorada, embora o que foi dito indicie uma situação de tratamento de preferência relativamente ao contribuinte específico Benfica.
    Manuel Vilarinho revelou que “a questão que o PSD ajudou a resolver foi a do estádio”. Ora, não parece possível resolver uma questão sem resolver a outra, já que, sem que a situação fiscal estivesse regularizada, o Benfica não poderia ter acesso às ajudas do Estado para a construção do novo estádio.
    O apoio ao PSD do presidente do Benfica, pessoal e institucional, durante a campanha eleitoral foi amplamente divulgado e as declarações que produziu durante um jantar de apoio da Durão Barroso não deixam margem para dúvidas: apelou directamente ao voto no PSD, pois “aqueles senhores tinham resolvida uma questão ao Benfica”.
    De referir que entre os elementos da direcção do Benfica que acompanharam Manuel Vilarinho estava também um deputado do PSD, Henrique Chaves, vice-presidente da Assembleia Geral do clube.

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  178. 6 Julho, 2008 11:53

    A Justiça desportiva? Apenas?
    Acrescente-se para quem não sabe que este caso tem origem no facto de Lisboa e em especial o Benfica, projecto falhado e perdedor, querer destruir o FCPorto.
    Já Luís Filipe Vieira o disse aos sócios:
    Não interessam títulos. Interessa controlar os órgãos do futebol. Lembram-se?

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  179. 6 Julho, 2008 12:45

    O problema disto é que já nem os tribunais civis parecem dar garantias de isenção quando um dos chamados três grandes está em causa.

    É bom não esquecer que os maiores responsáveis pela miséria putrefacta a que chegámos são precisamente esses três clubes que meio país, incluindo juízes e políticos, idolatra…

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  180. Aires permalink
    6 Julho, 2008 13:05

    180 comentarios sobre mafiosos, vou ali e já volto
    a luta continua
    abraço amigos

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  181. 6 Julho, 2008 13:50

    Tanto encornado a rabiar!!

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  182. ... permalink
    6 Julho, 2008 16:03

    “O País acordou ontem estupefacto com mais um episódio pouco edificante da nossa justiça desportiva.”

    Oh sim, deve haver mesmo quem nem tenha dormido à conta da pouca edificação do episódio…

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  183. Toupeira permalink
    6 Julho, 2008 17:09

    Caro João

    Obviamente que V. Exª não será da área juridica, pois, se o fosse, não estaria a querer misturar alhos com bugalhos. O despacho de arquivamento do TIC vale o que vale neste momento, ou seja, nada. É passivel de recurso, não transitou em julgado e, pelo que se diz, o MºPº irá interpor tal recurso. Explicar-lhe qual a relevancia, a diferença entre as decisões proferidas pelos Tribunais comuns e as os Tribunais desportivos parece-me trabalho de Hércules pelo que deixo o mesmo a cargo do CAA (que talvez propositadamente, tem escondido tal facto), o qual além de professor na área, terá maior capacidad de o convencer por ambos professrem a mesma fé clubistica.

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  184. francisco permalink
    6 Julho, 2008 18:58

    chulos do futebol 180 – libertação dos refens das FARC 31

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  185. 7 Julho, 2008 19:28

    André (no posto 77)
    E pode ter mais algumas coisas certas para si:

    1. A Carolina Salgado mentiu. Por despeito ou por dinheiro, mentiu e tudo o que vem no seu livro não tem qualquer credibilidade. Aliás, para a levar a sério, ela devia ter sido levada a tribunal por causa do episódio do vereador Bexiga, ou não?
    2. Um dos membros do CJ da FPF era o relator do inquérito que levou a condenação, em primeira instância de PdC, do Boavista e de todos os outros árbitros. Que sentido faz que ele esteja presente no julgamento do recurso da decisão que resultou do seu próprio trabalho. Não seria julgar em causa própria?
    3. A reunião do Cj foi encerrada pelo seu presidente. Que legitimidade têm os restantes membros para a reabrirem?

    Diga-me, onde é que, desde o início este processo tem alguma coisa bem feita
    3. A promiscuidade entre dirigentes e árbitros não é exclusiva do FCP e do Boavista. Ele existe em todo o futebol. Ou você também acredita que esses são uns santinhos?
    4.

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