Ai Obama, onde estás?
5 Novembro, 2008
Rússia vai enviar mísseis para Kaliningrado para responder ao escudo antimíssil americano
Presidente afegão anuncia morte de 40 civis em ataque das forças internacionais
Vitória de Obama não impede queda de quase de 2% em Wall Street
Nota: Se Obama tivesse perdido, o título seria “Derrota de Obama causa queda de Wall Street”
107 comentários
leave one →

Parece aqueles ressabiados do fóculporto, vociferando contra outra capa de SLB nos principais desportivos nacionais…Sabe que o futuro presidente só vai assumir funções em 20 de Janeiro certo?
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O importante é que Obama é o protagonista
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O seu amigo Bush ainda vai a tempo de fazer muito estrago até lá.
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Se Obama tivesse perdido, os títulos seriam:
Rússia já não envia mísseis para Kaliningrado.
Presidente afegão anuncia nascimento de 40 crianças fruto do relacionamento com as forças internacionais.
Morreu uma velhinha atropelada em Wall Street.
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Hoje de manhã a notícia foi: Bolsas asiáticas reagem positivamente à vitória de Obama; bolsas europeias no vermelho por causa do anúncio de maus resultados das empresas. É hilariante.
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As americanas é tomada de mais valias 🙂
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O João Miranda voltou à infência: “ai o Obama era assim tão bom, é, ai é? Porque é que ele não faz a paz no mundo e não nos faz mais ricos, heim, heim? Digam lá, digam lá!”
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No mercado das ideias, o especulador Miranda está com Wall Street, em queda.
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Uii se o Ricardo Araújo Pereira pega nesta personagem bio-tecnológica…Era um fartote de rir com o anafado mental!
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A esquerda, imprensa incluída, que goze bem estes dois meses de lua-de-mel com o Obama, até à tomada de posse. Depois, como as palavras, por si só, não mudam a realidade, a relação é capaz de se tornar mais amarga…
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A debate no Parlamento está interessante. O PM disse agora que os depósitos do Estado estão garantidos, assim como os dos depositantes individuais. Quem garante os depósitos do Estado?
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«Nota: Se Obama tivesse perdido, o título seria “Derrota de Obama causa queda de Wall Street”»
Já como ganhou, imputa-lhe o JM todos os males do mundo. Está visto, sim Senhor.
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É pá tive uma avaria no carro.
Ai Obama, onde estás?
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«Nota: Se Obama tivesse perdido, o título seria “Derrota de Obama causa queda de Wall Street”»
Pensava que o Miranda, como bem nos demonstrou com o problema da (in)segurança estival, só trabalhava com a realidade, de preferência com base em estudos e análises estatísticas com gráficos a acompanhar. Afinal o homem também adere à especulação subjectiva, que denunciou de forma tão aguerrida! E esta hein?
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É altura de JM se assumir. Ou é um brincalhão, ou é um hipócrita com bias mental.
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Para Joao Miranda:
A velocidade a que hoje está a postar é reveladora da sua tremenda azia. Posta textos curtos em série, seguidinhos, para que a malta nao tenha tempo de os comentar. Ao ter as caixas vazias, cumpre-se o seu exercício onânico: ter A SENSAÇAO de proferir verdades insofismáveis. PARECE que a malta nem tem argumentos a opôr a tamanha argúcia.
Caso contrário, por que razao nao se acalma, toma um copo de água, e depois escreve tudo de uma forma clara e estruturada, em vez de andar a soltar estes eguichos de má bílis? Arrume o assunto em dois ou três posts, nao estejam a lançar farpas de mau perder.
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Se a eleição era dos americanos, porque razão está o Miranda tão preocupado (como foi bem apontado em 16.) com a vitória de Obama?
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Coff… Não é que o raio do preto ainda nem tomou posse e já é culpado destas desgraças todas?
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A Rússia já está a fazer a intimidação de Obama…Começam cedo a testar as águas. Se outros condidatos usam a mesma táctica para ver até onde vai Obama isto ainda vai acabar mal e Obama terá de partir algumas cabeças…
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http://noticias.sapo.pt/info/artigo/894706.html
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O mau perder desta gente…como se o Obama já fosse o presidente!
O que não faltam no mundo são JM’s, falam, falam, falam e nada!
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o João Miranda gostava que o mundo fosse tão liberal, tão liberal, que o melhor era ser destruído todo, implodido pelo Bin Laden ou na versão democrática pelo Bush, para poder dizer que assim é que era: em paz e sossego, e livre. até de homens, como o Miranda
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Sofia Ventura
“Já como ganhou, imputa-lhe o JM todos os males do mundo. Está visto, sim Senhor.”
Não era isto que acontecia (acontece) com o Bush? Todo o mal do mundo vem das suas mãos? A ironia do JM desmonta bem essa fixação.
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Ó Miranda
Como é que se chama o equivalente ao Miguel Bombarda, no Porto ???
E que tal uma terapiazianha de sono ???
A biotecnologia pode esperar se é que não está em repouso !!! Com esta actividade ???
E nós no Blasfémias descansávamos
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Ai Obama, onde estás?
Uhhh!!!huuuuuu!!!
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Interessante tantos que preferem a “Paz” de Saddam e dos Taliban. Explica muito porque tivemos décadas de Paz Salazarenta e se não tivesse havido a Guerra nas Colónias talvez ainda estivessémos com algum Delfim político..
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Cuidado com as emoções. Está a começar a perder credibilidade e… reputação.
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“Nota: Se Obama tivesse perdido, o título seria “Derrota de Obama causa queda de Wall Street””
Alguns dos blasfemos do Blasfémias procuram rebater ou ignorar críticas racionais através de comentários decalcados do futurismo. Detalhes que não interessam a quem tem pela política um interesse meramente emocional e de facção.
🙂
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Uii se o Ricardo Araújo Pereira pega nesta personagem bio-tecnológica…Era um fartote de rir com o anafado mental!
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Isso é que ele quer, projeção nacional e internacional
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Ele quer ser o Obama lá no bairro
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A sua segunda tarefa será estancar a crise que afecta o país, lá para Janeiro.
A sua primeira tarefa será a desparatização da Casa Branca da mosca neo-con
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“Interessante tantos que preferem a “Paz” de Saddam e dos Taliban.”
Sim, como os americanos. Afinal quem apoiou a tomada do poder por estes movimentos senão Reagan, Bush pai (que era director da CIA) entre outros? Esses é que preferiram a paz de Saddam e dos taliban.
PS- Se fosse americano, o JM já estava no lugar que merece: no olho da rua; afinal a Sarinha é contra toda a investigação genética (quem não souber pesquise por Sarah Palin+ mosca, o Público tinha um vídeo, mas não o encontro). Mas o que esperar de alguém que diz que os dinossauros e os humanos coabitaram?
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O Bush está em gestão corrente até Janeiro. As pressões anti-mísseis, agora, só podem pessionar Obama. Lembro-lhes que a América nunca foi tão enxovalhada como com o pacifista Carter. É que pombas, sejam de que cor forem, não lutam com falcões.
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Há alturas em que não concordo consigo, mas admito que o seu raciocínio tem fundamento. Neste caso, acredite, não é o caso que o mundo esteja todo errado e você tenha visto a luz. O seu caso não tem fundamento. Você não tem razão. Sim, o Obama não vai alterar nada de fundamental, mas as pessoas não são estúpidas. Vêem o facto dele ser negro, e vêem o facto dos americanos parecerem ter finalmente reconhecido a estupidez crónica do último presidente o que, isso sim, provocava genuina preocupação intelectual à europa. Vá, guarde a viola. Não tem razão.
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Ó Miranda, porra
Vamos aturar isto até Janeiro ??
É um massacre
Pareces o Honório Novo do PCP: “Está tudo mal”
E a biotecnologia ???
Como é que é tratada com todo esse frenezim ???
Já sei, passou para segundo lugar
O Primeiro, agora é o Hussein
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Já só nos faltava um episódio do National Geographic.
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O JM é duma indigência metal aflitiva. Será que não tem mais nada para fazer que fazer figuras destas?
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Causa queda, muita boa!
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Hehehehe, realmente já chateia. Epa, JM já sabemos que isto foi muito marketing, muita gente mas afinal aonde não é ? As pessoas querem acreditar nalguém, não é mau que assim o seja. As democracias não funcionam assim ? Confiar em alguém ? Oiça atentamente os dois discursos, o da derrota, e o da vitória. Dois excelentes discursos, mas repare no primeiro, da derrota, o comportamento da audiência, por sinal bem pequena, que McCain teve que mandar calar ao assobiarem à referência de Obama. E oiça a multidão de milhares e milhares de pessoas, completamente caladas a ouvirem Obama a elogiar McCain. Nem quando referiu a Palin se ouviu um assobio. Isso foi um momento notável, uma enorme multidão a ouvir o seu novo líder.
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Para quem não teve oportunidade de assistir aos dois momentos referidos no comentário anterior, aqui vão os dois videos:
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Já agora, o Obama só toma posse em Janeiro.
A diarreia mental do JM deve ser dirigida ao seu mentor espiritual, o Bush. Ele é que é responsável pela queda de WStreet, dos misseis russos, dos ataques americanos no Paquistão.
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caro senhor… trate esse trauma, que assim ainda arranja uma depressão…
relaxe descontraia…
vida é feita destes “contratempos” para si…
tire umas ferias
a ver se volta com melhor animus…
abraço
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Correcção:
McCain:
Obama
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Caro João,
Há maneiras mais subtis de provocar comentários a um Post!
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O “Neo-Messias”podia era convidar o delegado de propaganda da Intel pró grupo dele: isso é que era obra.
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À beira da apoplexia, este Miranda. Para além disso, perdeu toda e qualquer noçao do ridículo que lhe restasse…
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é só idiotas a comentar
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e há algo de compulsivo nestes comentadores. nenhum deles gosta do miranda, daquilo que ele posta, das ideias do homem e no entanto não lhe largam o rabo e mal sai um post lá vêem comentar como se não houvesse amanhã. mas há amanhã, um amanhã glorioso para estes papagaios que nem sabem ler. esse amanhã é o obama. amén
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16 & 46
Já experimentou olhar-se ao espelho?
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48
Assino por baixo.
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Caro Osborne, que estória é essa de gostar do Miranda ? Se vc gosta, bom proveito. Eu não gosto nem deixo de gostar.
Usufruo de liberdade de expressão. Não gosta ? Não leia.
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Eu o JM até o compreendo, mas o tipo que escreve isto:
«é impossível retirar qualquer lição ou mensagem deste resultado»
http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2008/11/margens-mnimas.html
dá mesmo vontade de rir !
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they’ve been banished to the wilderness.
Krugman
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A eleição de Obama foi mais mais uma questão de racismo que racionalismo. Ao Obama os parabéns e melhor sorte ao governar a América que a vitória “de mierda” que teve. Com várias vezes o orçamento de MCain, um apoio maciço dos media e a intimidação na rua ganha com apenas 3%. É muito pouco..para tanta benesse.
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“no entanto não lhe largam o rabo”
Está encontrada a razão dos posts do JM. Ele faz tudo para que nós não lhe larguemos o rabo…
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Caro João Miranda,
As bolsas subiram durante a última semana porque já sabiam que Obama ia ganhar! Como o mercado é muito inteligente e tudo sabe as bolsas hoje começaram a cair outra vez…E pergunta o João Miranda (que é quase, quase tão inteligente como o seu querido mercado): porquê? E respondo-lhe eu: porque os mercados tiveram a noção que até dia 20 de Janeiro ainda vão ter que aturar Bush.
Abraço e continue a escrever. O João apesar de não ser divertido consegue divertir.
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Decididamente os liberais americanos não têm nada a ver com o “liberal” JM.
Vejamos os resultados da votação dos liberais:
Obama – 89%
McCain- 10%
in: http://edition.cnn.com/ELECTION/2008/results/polls/#USP00p1
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New song in paradise
Yes We can
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Que eu saiba o presidente até Janeiro continua a ser aquele imbecil que você tanto idolatra. Bush, Bush, onde estás?
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estou a recordar o discurso de McCain de ontem, após os resultados e comparo a DIGNIDADE do dito com os (que nome ainda não vos chaamaram?) ELEFANTES do Blasfémias! … nomeadamente JMiranda, um tarefeiro, desde a madrugada de ontem que não tem sossego!
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Enfim.
A tragédia! O drama! O horror!
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Os mercados asiáticos devem ser muito estúpidos, pois não incorporaram a vitória esperada do Obama, abrindo hoje a perder.
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Você diz essas coisas por ignorância ou faz-se de ignorante mesmo? Confesso que ainda não percebi.
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Há qualquer coisa de absurdo em querer atacar-se a vitória de Obama a qualquer custo… Será assim tão difícil perceber que Obama soube ler os sinais de mudança que os EUA (O Mundo) exigia?… Nem santo, nem profeta – mas também: nem fraco, nem artificial. Obama – depois de Kennedy, o Presidente de Todas as Esperanças.
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“… resultados da votação dos liberais:
Obama – 89%
McCain- 10%”
O que é espantoso é que 10% dos que se consideram “liberals” tenham votado McCain !!… O que mostra que a auto-classificação tem os seus limites !!
Aparentemente o restante 1% votou pelos outros cndidatos, incluindo o “libertarian” Ron Paul.
Os “liberals” americanos correspondem à “esquerda” europeia. Sendo que a grande maioria se aproxima sobretudo das ideias das esquerdas moderadas e modernas europeias.
Os “liberais” no sentido europeu da palavra, mais à direita no espectro politico-partidario, incluem-se normalmente nos “conservatives”. Os “neo-conservadores” são apenas uma das componentes.
Os liberais tipo “libertarians”, que são uma referencia para muitos dos liberais europeus mais doutrinais e radicais, são uma corrente com escasso peso eleitoral.
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Só espero que o Bush deixe umas prendas tão apetitosas ao escolhido como as que lhe deixou o Clinton…
De resto o que e o Obama? Apenas o produto da máquina politica mais corrupta dos Estados Unidos: o aparelho do partido Democrático de Chicago. Mas até pode ser que consiga elevar-se às circunstâncias. E de qualquer modo os Estados Unidos são uma grande nação que já sobreviveram a muito pior que um socialista de pacotilha (mesmo com um congresso e senado à sua medida). Em 2010 estes vão novamente a votos e então se verá.
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95% dos “negros” (13% do eleitorado) votou Obama e 55% dos “brancos” (74% do eleitorado) votou McCain.
O factor racial acabou mesmo por pesar nos resultados finais !!
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Caro Fernando S, o Ron Paul não foi votado de certeza. Deve estar a confundir com o Bob Barr, que esse sim correu pelo Libertarian Party.
Pedro Oliveira, por falar em socialismo, já se apercebeu do que está a ocorrer nos EUA com a actual administração? A conta já vai nos trillions de USD! E suponho que a pandilha Cheney/Rumsfeld nada tenha de corrupto (e.g. Halliburton no Iraque…).
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E parece que 77% dos judeus americanos também preferiram o “messias”.
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No Seixal http://pauloedsonc.blogspot.com/, o psd continua abaixo de zero.
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Caro Rxc, Obrigado pela correcção.
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Aleluia …i have a dream…the people in Portugal….have a first minister with balls…not tomatos…
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O Miranda é um anti-americano primário.
No entanto… quem financiou a campanha do Obama?
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Rxc,
Ron Paul constava dos boletins de alguns condados do estado do Montana e do Louisiana e teve alguns milhares de votos, (creio que 1% no Montana).
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Caro Rxc, que me tenha apercebido, nem o Dick Cheney, nem o Donald Rumsfeld eram candidatos nestas eleições. O escolhido pode ter convencido alguns ingénuos que eles eram candidatos. Pois se o homem até centrou a sua campanha no GWB – que também não era candidato.
Como disse, tenho esperança que o Obama se consiga elevar ao alto cargo para que foi eleito, mas na verdade prefiro esperar sentado. Um socialista, vindo que uma máquina de corrupção como o partido democrático de Chicago, e sem um programa definido excepto ‘mudança’ não dá grandes esperanças à partida. É mais realista esperar que nem ele nem a speaker Pelosi e o seu congresso democrata façam demasiados estragos nos próximos 4 anos. Ainda bem que a crise económica não vai permitir implementar a maioria dos planos extravagantes do escolhido.
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Gabriel Silva, Obrigado pela precisão. Bem me parecia ter lido algo sobre uma pequena votação no Ron Paul. Mas admito que o Rxc possa ter razão quanto ao candidato oficial do tal “Libertarian Party”.
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Sim, Bob Barr era o candidato do Libertarian Party, e havia ainda Chuck Baldwin do Constitutional Party, com uma plataforma (como eles dizem) semelhante e que RP apoiou.
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Os “liberals” americanos correspondem à “esquerda” europeia. Sendo que a grande maioria se aproxima sobretudo das ideias das esquerdas moderadas e modernas europeias.
Os “liberais” no sentido europeu da palavra, mais à direita no espectro politico-partidario, incluem-se normalmente nos “conservatives”. Os “neo-conservadores” são apenas uma das componentes.
Os liberais tipo “libertarians”, que são uma referencia para muitos dos liberais europeus mais doutrinais e radicais, são uma corrente com escasso peso eleitoral.
Yep, o Piscoiso acabou de dar um trambolhão assustador na sua reputação. Espero que invente uma rápida desculpa de que foi uma tia a postar e não ele.
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Não percebi a jogada do Ron Paul. Tanto entusiasmo, tanta entrevista, tanta campanha, tanto vídeo, tanta convicção, tanta ‘revolution’… e depois nem se candidata a nível nacional? Não percebo.
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Na ânsia de falar mal do João Miranda (que, qual Lucky Luke, por vezes tem a pena mais rápida que o pensamento), alguns (muitos?) dos “comentadores” nem sequer lêem o que ele escreve e acabam a dar-lhe razão.
Obama foi levado ao colo pela comunicação social e por uma certa esquerda acrítica, que o transformaram numa figura mítica. Figura essa que, com duas simples palavras (“mudança” e “podemos”) e sem sequer um programa, resolverá todos os problemas da América, incluíndo aqueles que só uma parte dos “não-americanos” vê como problemas.
Como figura mítica que o fizeram, não tem defeitos e a sua eleição só pode trazer coisas boas. Todo o “bom” será “por causa” do Obama e todo o “mau” será “apesar” do Obama.
Foi apenas isto que o João Miranda quis dizer. Mas, na linha do “quem não votar Obama é racista”, apontar a parcialidade despropositada e infantil dos media passou a ser “politicamente incorrecto” e indicador de “ressabiamento”.
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O mais patético da vitória de Obama é que apesar de todo o apio e suporte dos media tradicionais (com a excepção da Fox News, WSJ e poucos mais) é só ter conseguido 52% do voto popular.
Mesmo firmas de polling tradicionalmente sérias, como a Gallup, alinharam no coro geral ao darem uma vantagem de 10% a 12% ao escolhido. Já não falo nos liberais da CNN, CBS, NBC, NYT, WP, LAT etc, etc, etc…
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Conclusão da bem pensante esquerda: 48% dos americanos são racistas. Esses só ficariam satisfeitos com uma vitória à norte coreana.
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80
“Apoio” é a tradução de “support” para Português. Apoio e suporte são coisas diferentes.
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O sr. Obama ainda não assumiu funções e já clamam pela sus presença.
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Caros Pedro Oliveira, L. Machados e outros que tais:
Ligue a televisao, compre os jornais. Caso já o tenham feito, entao nao perceberam nada do que se está a passar. Ou entao, nem querem acreditar.
Em todo o caso, acostumem-se: Bush passa à história como o presidente da mediocridade, da infâmia, da incompetência e os resultados destas eleiçoes reflectem essa mesma realidade. Aliás, a sombra do asqueroso reinado de Bush foi um lastro que McCain teve que arrastar ao longo da sua campanha e que, juntamente com a escolha infeliz de Sarah Palin, acabou por lhe restar qualquer possibilidade de eleiçao. Tenho pena disso, porque o debate ideológico teria sido mais enriquecedor, caso McCain nao estivesse sempre ocupado em arranjar maneira de descalçar a bota “Bush”. McCain foi um excelente candidato, com uma estratégia partidária completamente falhada. Aquela Palin convenceu muita gente indecisa, outrora da opiniao que McCain seria muito diferente de Bush, que os que o rodeiam conduziriam aos mesmo erros do passado. Pior: nao soube reconhecer a quota parte de culpa republicana na crise do sistema financeiro.
O desejo de mudança nasceu no seio dos votantes e o seu rosto é Obama. Nao me diga que o record de 75 % de gente a votar foi por se terem mobilizado os rednecks….
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“Os “liberals” americanos correspondem à “esquerda” europeia. Sendo que a grande maioria se aproxima sobretudo das ideias das esquerdas moderadas e modernas europeias.
Os “liberais” no sentido europeu da palavra, mais à direita no espectro politico-partidario, incluem-se normalmente nos “conservatives”. Os “neo-conservadores” são apenas uma das componentes. – Fernando S
Ponha aí um link a sustentar isso.
No Reino Unido, por exemplo, os “liberal democrats” situam-se entre os conservadores e os trabalhistas, com 63 deputados nos Comuns e 12 no Parlamento Europeu.
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Mas é certo que em França houve um partido Droite libérale-chrétienne (DLC), desaparecido em 2003, onde talvez encaixasse o JM.
Finou-se.
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Ó meu caro iluminado joãozinho, o Obama já foi empossado como presidente? já detem ospoderes presidenciais?
tudo isso acontece porque o BUSH que tanto idolatra (quase tipo messias) ainda está sentado na cadeira da sala oval na casa branca.
E por mais irónico que seja o Secretário da Defesa, na governação de Obama vai ser um republicano (agora critique os republicanos pelas politicas militares).
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Está aqui um cartoon que retrata este post do JM. Até acertou nas trombas do mal-disposto.
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O JM, desde a confirmação da eleição de Obama como o novo Presidente, postou:
– O facto de ter sido eleito uma pessoa mulata como Presidente dos USA, perderá o seu significado que actualmente detém quando um negro for eleito pela primeira vez;
– Que os factores, na opinião dele, que levaram á eleição de Obama não são objectivos, mas sim, subjectivos de acordo com as leituras que os eleitores fizeram da mensagem da palavra “Hope” e da palavra “Change”;
– Que Obama tem pela frente um desafio enorme para manter viva a “chama” que levou à sua eleição, baseada no ponto anterior;
– Perguntou se o programa eleitoral de Obama é passível de ser realizado, tomando em consideração a discordancia do que é prometido (para quem não sabe, é um refinamento da velha questão Butter ou Bombs);
– Comentou que em Portugal que as diferenças entre os partidos politicos portugueses são cosméticas, isto tomando em consideração o facto de um bloquista e um social democrata apoiarem Obama;
– Que a maior parte dos comentadores, neste tema, demonstra um fanatismo e irracionalismo próprio de discussões de futebol ou de religião. O acefalismo da maior parte dos comentários deste post vem confirmar isto.
– E o último de hoje, e presente no qual insiro este comentário, sobre de que forma é que seriam escritas certas noticias se outro tivesse ganho.
Nada de especial. Se lerem a direito, e o JM não alinha em dinamicas de escrita “pós-modernistas”, é basicamente isto o que ele escreveu. Agora às reacções de algumas das pessoas a isto é que é uma coisa espantosa… Eu até acho que o Blasfémias deve começar a cobrar pelo efeito terapeutico que deve ter junto de certas pessoas, relativamente à libertação de tanta raiva e mau-estar. Não acreditam? vejam algumas das respostas em anexo:
Prof CVT:
“Este tipo sempre se julgou engraçado. (…) sem nada saber de nada, decidiu opinar – estupidamente, claro.”
Jofer:
“JM para você a vitória de Obama, é pior que chupar um limão daqueles bem ácidos e que dão uma valente azia…”
Goodfeeling:
“JM para a presidencia dos USA em 2012,já! parece que na verdade é ele o novo messias. Pelo menos, na sua cabecinha tem sempre razão.”
Especialista (em má educação ao que parece):
“fodei-vos! o mau perder é feio! falta de substância no discurso? depois do bush até um surdo-mudo analfabeto tem mais substância no discurso. caraculu!”
Jose Manuel Santos Ferreira:
“Grande dor ò Miranda
Agora são só palpites ???
Por que non te callas ????”
Gothica
“Eu deixei de ler este blog porque me põe doente. João Miranda em particular.
Vir aqui foi um acto de masoquismo.
Mas de vez em quando as pessoas realmente inteligentes (e não cerebralmente formatadas para determinada velocidade e RAM, como é o caso do João Miranda), tentam procurar mudanças nas pessoas que conheceram há uns anos para ver se aprenderam alguma coisa. (..) Não me dou com gente mentalmente doente e por isso não volto aqui. Porque me põe de facto doente. Da alma. Coisa que possivelmente nem sabe o que é.”
Ricardo Geurra
“Ó Miranda, habitue-se!
É mesmo caso para dizer: é a DEMOCRACIA, estúpido!”
Vou ali e já venho
“Mas (mais uma vez) vindo de quem vem seria de esperar algo minimamente inteligente?”
“Já que nasceu mais feio que a média, gostava de se saber mais inteligente, mas não JM.”
Barraca Obama
“(…) Com os meus conhecimentos nesta área direi que o JM está a projectar nos outros a sua própria realidade, ao mesmo tempo que a tenta negar. Um verdadeiro case study. Como um alcoólico em negação ou um homossexual não assumido…”
RVB
“acho que ir para a passadeira do solinca não lhe faria mal. aumentaria o amor próprio e diminuiria o seu rancor”
Rxcorreia
“É altura de JM se assumir. Ou é um brincalhão, ou é um hipócrita com bias mental.”
Jose Manuel Santos Ferreira (esta é hilariante, sobretudo no final; é como convidar o dono da casa a sair para ficarmos á vontade)
“Ó Miranda
Como é que se chama o equivalente ao Miguel Bombarda, no Porto ???
E que tal uma terapiazianha de sono ???
A biotecnologia pode esperar se é que não está em repouso !!! Com esta actividade ???
E nós no Blasfémias descansávamos”
Barraca Obama (cúmulo do mau gosto)
“Está encontrada a razão dos posts do JM. Ele faz tudo para que nós não lhe larguemos o rabo…”
Com isto tudo, a maior parte das pessoas acaba sempre por dar razão a JM; encaram isto como uma oportunidade de ataque pessoal, visto provavelmente não terem capacidade ou interesse para debaterem as ideias propostas (embora existam excepções na lista acima). E quando se trata do JMiranda, o “ad hominem” é praticado até à exaustão, sendo quase irrelevante o quer que seja que ele escreva.
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«Não era isto que acontecia (acontece) com o Bush? Todo o mal do mundo vem das suas mãos? A ironia do JM desmonta bem essa fixação.»
Não, desmonta mal.
O amigo Bush exerce o poder executivo (com uma série de decisões a que não dá, sequer, para usar o eufemismo “duvidosas”) há OITO ANOS. O Obama, ainda NÃO TOMOU POSSE.
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PLoureiro o primeiro apóstolo do messias JM.
Tudo o que o Jm postou até agora é “Nada de especial” é inócuo…
“Se lerem a direito, e o JM não alinha em dinamicas de escrita “pós-modernistas”.
O pior é quando se lê nas entrelinhas.
O JM é já conhecido pelas suas humoristas correlações entre factos não não se correlacionam.
“E quando se trata do JMiranda, o “ad hominem” é praticado até à exaustão, sendo quase irrelevante o quer que seja que ele escreva.” Ainda bem que é irrelevante, mal estavamos se as teorias do JM fossem relevantes para a sociedade portuguesa, ou quiçá , mundial.
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Comentário do Osborne às 8.43h:
«é só idiotas a comentar»
(sem resposta)
Comentário do Osborne, às 8.48h:
«e há algo de compulsivo nestes comentadores. (…)»
I rest my case.
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«A eleição de Obama foi mais mais uma questão de racismo que racionalismo.»
Eu acho que sim, que 62 % dos americanos são racistas. Mais, eu acho mesmo que não há democratas nos EUA e, portanto, esses 62% de votos iam todos, direitinhos, para o partido republicano.
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Barack Hussein Obama, reparem bem, ele é dos nossos, céguinhos!
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E que dizer do caro PLoureiro, arvorado em provedor do Blasfémias ?
Devia saber que as tentativas de hierarquização na net
são ridículas.
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“O facto de ter sido eleito uma pessoa mulata como Presidente dos USA, perderá o seu significado que actualmente detém quando um negro for eleito pela primeira vez;”
perderá o seu significado quando um mexicano for eleito pela primeira vez. Os americanos tratam Obama como negro, quem somos nós para discordar.
” Que os factores, na opinião dele, que levaram á eleição de Obama não são objectivos, mas sim, subjectivos de acordo com as leituras que os eleitores fizeram da mensagem da palavra “Hope” e da palavra “Change”;”
A promoção de politicos é hoje como a venda de detergentes. Obama arranjou um melhor slogan. contúdo de ideias era igualà de mccain. JM nunca falou da objectividade do discurso de mccain.fala sempre da parte que lhe interessa (deve ser giro ler os papers dele em Biotecnologia ou lá o que é)
” Que Obama tem pela frente um desafio enorme para manter viva a “chama” que levou à sua eleição, baseada no ponto anterior; ”
verdade, mas aplicável a qualquer candidato. Só o PSL é que não precisou de manter a “chama ” viva porque não foi eleito.
“- Perguntou se o programa eleitoral de Obama é passível de ser realizado, tomando em consideração a discordancia do que é prometido (para quem não sabe, é um refinamento da velha questão Butter ou Bombs);”
Deveria também ter perguntado se o programa de Mccain era realizavel.foi mais um post tendencioso.
“- Comentou que em Portugal que as diferenças entre os partidos politicos portugueses são cosméticas, isto tomando em consideração o facto de um bloquista e um social democrata apoiarem Obama;”
deveria ter perguntado se um democrata e republicano também não apoiariam o Paulo Portas. A politica é cosmética em todo o lado, até em PORTUGAL
“- Que a maior parte dos comentadores, neste tema, demonstra um fanatismo e irracionalismo próprio de discussões de futebol ou de religião. O acefalismo da maior parte dos comentários deste post vem confirmar isto.”
o jm DEMONSTRA UM FANATISMO E IRRACIONALISMO contra Obama, já que nunca questiona o outro lado (mccain e palin). Quando deveria questionar a outra metade, para demosntrar insenção, nunca o fez. Mais fanatismo e irracionalismo, não conheço.
” E o último de hoje, e presente no qual insiro este comentário, sobre de que forma é que seriam escritas certas noticias se outro tivesse ganho.”
Seriam escritas da mesma forma. O Bush AINDA é presidente do States.
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PLoureiro, excelente comentário, resume toda a caixa de comentários.
Nem quero acreditar que o piscoiso, armado em bobo da corte no blasfemias não sabia uma coia tão bãsica como que “liberals” tem um significado oposto no mundo saxónico e no mundo não saxónico. incrível!
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PLoureiro, excelente comentário, resume toda a caixa de comentários.
Nem quero acreditar que o piscoiso, armado em bobo da corte no blasfemias não sabia uma coia tão bãsica como que “liberals” tem um significado oposto no mundo saxónico e no mundo não saxónico. incrível!
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Anónimo 1 6 Novembro, 2008 às 11:27 am – apóstolo do messias n.º2
É pena é que o Ploureiro não tenha feito critica fundamentada ou com algum argumento às postas do JM. foi mais na onda: o JM disse, está bem, nem discuto.
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“Nem quero acreditar que o piscoiso, armado em bobo da corte no blasfemias não sabia uma coia tão bãsica como que “liberals” tem um significado oposto no mundo saxónico e no mundo não saxónico. incrível!”
Aquilo que vc pensa, ou deixa de pensar a meu respeito, dispenso, porque não o conheço a si, nem vc me conhece.
Interessante seria explicar à turba essa “coia tão bãsica” para si, sobre os opostos conceitos “liberals”
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teste
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Piscoiso (85. e 86.),
Parto do principio de que não contesta que os « liberals » americanos não correspondem aos « liberais » europeus e que estes estão geralmente mais à direita do que aqueles no espectro político e ideológico.
Um link ? Por exemplo : http://fr.wikipedia.org/wiki/Liberalisme
Onde se diz, páginas tantas (sorry pelo francês mas é o que tenho mais à mão) :
“…le terme « libéralisme » recouvre aussi des réalités diverses selon les pays et leur histoire politique.
• Aux États-Unis, on appelle « liberals » des progressistes, à peu près équivalents aux sociaux-démocrates européens mais en moins étatistes, ce qui les place à la gauche voire à l’extrême gauche : l’accent est mis sur la liberté de mœurs et l’égalité en droits (notamment sur le plan racial). Par contrecoup, les adversaires de l’État ont créé le terme « libertarian » (dont une des formes les plus radicales est l’anarcho-capitalisme).
• En Europe, au contraire, le qualificatif « libéral » sert la plupart du temps à désigner une personne favorable au libéralisme économique, sans nécessairement faire référence à la philosophie libérale. »
De notar que, muito embora os « liberals » se situem à esquerda no espectro político americano, apoiando e votando no Partido Democrático (e votando esmagadoramente em Barack Obama), aderem com mais convicção à economia de mercado e são menos intervencionistas do que a esquerda europeia dita “social-democrata” e “socialista. Isto tem certamente algo a ver com o facto de, ao contrário dos “liberals”, esta importante área da esquerda europeia ser a herdeira politica e ideológica de movimentos e partidos de inspiração marxista.
Dito isto, é verdade que, tanto os “liberals” americanos como os “liberais” europeus se sub-dividem em muitas correntes, com as suas especificidades.
Os “liberais” europeus, ou pelo menos todos aqueles que utilizam a palavra “liberal”, vão de sectores nacionalistas de extrema direita a áreas centristas e de centro-esquerda passando por uma vasta zona de direita e centro-direita .
O caso que refere, o dos “Liberal Democrats” ingleses, é precisamente um exemplo de um partido centrista. Outros existem no continente e integram no Parlamento Europeu um grupo parlamentar muito heterogéneo, onde têm cabimento outros partidos de centro e centro esquerda de inspiração “democrata-cristã”, “radical”, “republicana”, “liberal social ”, etc. Apesar de usarem o termo “liberal”, esta área tende a aliar-se politicamente com partidos de esquerda e centro-esquerda e a defender políticas de cariz fortemente “social” e por isso mais intervencionistas na economia.
Mas, a verdade é que na Europa a maior parte das pessoas e das organizações que se reclamam abertamente do “liberalismo”, e em particular do “liberalismo económico”, defendendo o livre funcionamento dos mercados e opondo-se às políticas mais intervencionistas propostas e aplicadas pelas esquerdas “socialistas”, colocam-se e são colocadas políticamente à direita do espectro político.
Também aqui existe uma grande variedade de situações. Uma parte dos “liberais” não se reconhece nem adere aos principais partidos de direita e centro-direita. São independentes ou integram organizações que se auto-proclamam “liberais”. Estas organizações têm por vezes uma real influência intelectual em certos meios mas têm um peso eleitoral insignificante ou nulo. Uma outra parte dos “liberais” prefere integrar alguns dos principais partidos de direita e centro-direita, conseguindo ter alguma influência, maior ou menor consoante os momentos e as circunstâncias. Mas permanecendo quase sempre relativamente minoritários perante outras componentes mais “conservadoras” e “sociais”. O que é mais ou menos indiscutível é que os “liberais”, embora com críticas e reservas, tendem normalmente a votar pelos candidatos dos partidos de direita e centro-direita.
O outro caso concreto que refere, a “Droite libérale-chrétienne” (DLC), pode ser incluído nesta grande área politicamente mais à direita do “liberalismo” europeu. Trata-se de um pequeno partido criado por um antigo ministro de um governo de direita, Charles Millon, que podemos classificar como “liberal conservador” : “liberal” na economia ; “conservador” nas questões ditas de sociedade. É apenas uma pequena corrente entre muitas, nem sequer das mais representativas.
Fala no JM. Não sou nem pretendo ser especialista em “JM”. Reparei que há muitos por aqui !… Mas é evidente que ele não tem nada a ver com os “liberals” americanos. Pelo que a posição crítica relativamente a Barack Obama não é nenhuma surpresa. Vejo-o mais na área mais doutrinal e intransigente (não é pejorativo !) do “liberalismo” europeu. Por isso também não me parece que possa ser, como sugere, aparentado ao “liberalismo conservador” da “Droite libérale-chrétienne”.
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Oh JM, o Obama já é presidente?
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«95% dos “negros” (13% do eleitorado) votou Obama e 55% dos “brancos” (74% do eleitorado) votou McCain.
O factor racial acabou mesmo por pesar nos resultados finais !!»
Nas sondagens à boca das urnas, a CNN demonstrou que das pessoas que achavam que a raça importava, 54% votaram Obama. Das que não achavam que fosse importante, 55% votaram Obama.
Das pessoas que achavam que a idade importava, salvo erro, mais de 70% votaram Obama.
O factor “raça” não teve grande peso. Não tanto como o que se lhe quer atribuir.
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«Mas, a verdade é que na Europa a maior parte das pessoas e das organizações que se reclamam abertamente do “liberalismo”, e em particular do “liberalismo económico”, defendendo o livre funcionamento dos mercados e opondo-se às políticas mais intervencionistas propostas e aplicadas pelas esquerdas “socialistas”, colocam-se e são colocadas políticamente à direita do espectro político.»
Pessoalmente, tenho muita dificuldade em aceitar o “mero” liberalismo económico como liberalismo (político). Questões económicas e perspectivas puramente economicistas, mesmo que de outras questões, não fazem de uma pessoa um “liberal”, politicamente falando. Existe todo um outro espectro de questões que não podem ser reconduzidas e limitadas por uma perspectiva economicista. Infelizmente, em Portugal não há assim tantos “liberais”, no sentido que estou a descrever, quanto isso. O João Miranda e a generalidade do Insurgente, por exemplo, encaixam nos “liberais” com perspectivas puramente economicistas. Mas o Liberalismo tem séculos de existência e não remonta a nada que se pareça com a economia. Aqui no Blasfémias, quem melhor representa isso, creio ser o CAA. Não se pode ser “liberal”, sem esse liberalismo original.
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JLS : “O factor “raça” não teve grande peso.”
Por sinal, eu não disse que teve “grande” peso. Apenas que “pesou”, que esteve presente.
E esteve presente onde menos se esperava. Ou pelo menos, onde muitos dos “anti-racistas de serviço” não viram e não veem.
Quando 95% de dos afro-americanos votam num candidato que, bem ou mal, foi largamente apresentado e reclamado como sendo “negro” !!… Não é “querer atribuir” … é um facto objectivo !!
Quanto às sondagens referidas (que não conheço), o que as pessoas respondem depende do modo como a pergunta é feita e do significado que atribuem à resposta. Ou seja, é bastante subjectivo. Como é obvio, tirando uma minoria, onde se incluem naturalmente os “racistas sem complexo nem vergonha”, a maioria das pessoas não iria responder “sim” a uma pergunta do género “a raça dos candidatos foi importante no seu voto ?”
A verdade é que foi perfeitamente visível a forte mobilização dos afro-americanos a favor de Obama. A esmagadora maioria dos que se expressaram, e foram muitos, não esconderam o orgulho e a satisfação pela eleição de um candidato “negro”, o primeiro na história dos EUA.
De resto, a vontade de eleger um candidato “negro” terá sido também importante noutros grupos étnicos, incluindo o “branco”, fazendo com que eleitores que normalmente teriam votado pelo candidato Republicano acabassem por votar Obama. Claro que o contrário também terá acontecido mas certamente com menos peso.
O facto de constatar objectivamente a presença do factor “raça” na votação não significa que atribua qualquer significado “racista” ao facto de os afro-americanos terem votado esmagadoramente por Obama, pelo candidato “negro”. A natureza humana é feita assim e não é um mal em si. Muitas pessoas tendem a identificar-se e a apoiar aqueles que sentem como estando mais próximos, que reconhecem como sendo um dos seus. Ainda mais sabendo-se que os “negros” americanos têm um passado histórico não muito distante durante o qual foram discriminados e humilhados. É perfeitamente natural que se mobilizem e se batam para vêr um dos seus no mais alto cargo de uma grande nação como a dos Estados Unidos da América. É natural que se emocionem e que sintam um grande orgulho por isso.
Do mesmo modo que não atribuiria um significado racista anti-“negro” a uma eventual vitória de McCain sobre Obama. Seria simplesmente a vitória de um Republicano sobre um Democrata.
Quem quiz à partida fazer um processo de intenções “racista” ao maior grupo étnico que compõe o eleitorado americano, isto é, aos “brancos” (74% do eleitorado), foram sobretudo os apoiantes e simpatizantes de Obama. Nos EUA e no resto do mundo. Para quém, o único factor que poderia fazer com que Obama não ganhasse era precisamente o … racial ! Falou-se no tal “efeito Braddley” (erradamente, de resto), e por ai fora !… Deste ponto de vista, ainda bem que o Obama ganhou porque senão imagine-se o que não se estaria agora a dizer sobre o racismo dos americanos. Tanto mais que 55% dos “brancos” acabou mesmo por votar pelo candidato Republicano … “branco” ! Ou seja, a América seria ou não racista consoante o resultado final das eleições !
A vitória de Obama teve pelo menos o condão de mostrar que, ao contrário do que muitos dadores de lições de politicamente correcto insinuaram, o eleitorado “branco” americano não é mais racista do que outros e pode muito bem contribuir para a eleição de um candidato pertencente a uma das principais minorias étnicas do país.
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JLS : « … tenho muita dificuldade em aceitar o “mero” liberalismo económico como liberalismo (político). […] Questões económicas e perspectivas puramente economicistas, mesmo que de outras questões, não fazem de uma pessoa um “liberal”, politicamente falando. Existe todo um outro espectro de questões que não podem ser reconduzidas e limitadas por uma perspectiva economicista. […] … o Liberalismo tem séculos de existência e não remonta a nada que se pareça com a economia.”
Claro que o “liberalismo” não se resume apenas ao “liberalismo económico”. Diz respeito a todas as esferas da vida social. Incluindo a política (o “liberalismo político”). Incluindo as questões ditas morais e de sociedade. É um todo coerente. Por isso se fala por vezes de uma “filosofia” ou de uma “doutrina” “liberais”. Os “liberais” sempre defenderam as liberdades políticas, a democracia pluralista, uma sociedade aberta, o Estado de Direito, as liberdades individuais. Poucas doutrinas alternativas podem gabar-se do mesmo. Algumas das mais influentes na época contemporânea nasceram e afirmaram-se inicialmente com modelos políticos autoritários. É nomeadamente o caso da “social-democracia” e do “socialismo” modernos, descendentes de ideologias e organizações de inspiração marxista. E que levaram o seu tempo a integrar a democracia política e o Estado de Direito.
Mas, dito isto, não há “liberalismo” sem liberdade económica, sem “liberalismo económico”. Por isso é que as “meras” liberdades políticas não são suficientes para se falar de “liberalismo”. Uma parte importante das “esquerdas” modernas assimilou plenamente o “liberalismo político” mas não é considerada nem se considera “liberal”. De resto, para estes sectores os termos “liberal” e “liberalismo” têm normalmente uma conotação pejorativa. Os “liberais” não defendem apenas as liberdades políticas e a democracia pluralista (“burguesa”, diziam então os seus detractores). Defendem igualmente as liberdades económicas, uma economia de mercado livre. O “liberal” é necessáriamente um defensor do “liberalismo económico”.
O “liberalismo” nasceu com a defesa da liberdade, das liberdades dos indivíduos. Em todas as esferas. As liberdades económicas, a liberdade de iniciativa e comércio, sempre fizeram históricamente parte importante do “liberalismo”. Adam Smith é seguramente um dos principais fundadores e representantes do “liberalismo” moderno. A sua obra é um exemplo da tese fundamental do “liberalismo” que considera que as liberdades em geral são inseparáveis das liberdades económicas.
“Economicismo” é pensar que apenas contam as “questões económicas” ou que tudo se resume à economia.
Os “liberais” não são à partida nem mais nem menos “economicistas” do que outros. Primeiro porque não se interessam apenas pelas “questões económicas”. Segundo porque, mesmo quando tratam das ditas “questões económicas” as consideram num quadro que está muito para além da economia. Não há mercado em abstrato, fora de uma sociedade concreta constituída por indivíduos, grupos, instituições, organizações, regras e direito, Estado. Por exemplo, dois autores modernos muito frequentemente conotados com o dito “liberalismo económico”, Ludwig Von Mises e Friedrich Von Hayek, escreveram duas obras monumentais com os seguintes títulos : “A Acção Humana – Um Tratado sobre a Economia” e “ Direito, Legislação e Liberdade : Vol 1 : Regras e ordem ; Vol 2 : A miragem da justiça social ; Vol 3 : A ordem política de um povo livre.”
Seja como for, defender uma maior liberdade na economia não é nem mais nem menos “economicista” do que defender o contrário, isto é, uma maior intervenção do Estado na economia.
Mas pior do que o “economicismo” ainda é a perspectiva “anti-económica”, ou seja, pensar que se podem tratar os principais problemas da condição humana, e não apenas os ditos “economicos”, ignorando ou indo contra os princípios básicos de gestão de recursos escassos perante necessidades e aspirações concorrentes e ilimitadas.
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