Consenso em Ciência (anos 30)
Eugenia é o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente. Nos anos 30 era uma disciplina popular. As suas conclusões eram consensuais: engenharia social, esterilizações em massa, barreiras à imigração e proibição dos casamentos mistos. Era necessário proteger as raças que à luz da ciência eram consideradas superiores das raças que eram consideradas inferiores. A eugenia era apoiada pelas elites bem pensantes da época: H. G. Wells, Woodrow Wilson, Theodore Roosevelt, Emile Zola, George Bernard Shaw, John Maynard Keynes, Margaret Sanger, Winston Churchill. Foi aplicada na maior parte dos países ocidentais, sobretudo nos que lideravam a investigação científica: Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Suécia. Os cépticos eram muito raros.
(post a propósito deste comentário.)

O (que e’ mau) tem a caracteri’stica C.
Logo, tudo o que tenha a caracteri’stica C e’ mau. Acho que o nome disto e’ “fala’cia”.
Ja’ agora, na~o continua a haver um consenso sobre a eugenia, mas em sentido oposto? Os consensos com que o JM concorda sa~o melhores que os outros?
Na~o e’ por nada, mas o JM consegue melhor que isto.
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Miudezas e passatempos.
Bom dia.
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para schopenhauer a verdade percorre 3 fase: ridicularizada, fortemente contrariada, aceite como prova
Manuela e o psd estão na 2ª fase
é necessário dar por terminado o gulag só-cretino
o nariz de pinoquio permite-lhe saltar à vara
nunca imaginei alguém com tanta insensibilidade social
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JM, o consenso, em sim, não é bom nem é mau. O que o JM tem a fazer, em vez de ciclicamente vir indignar-se contra o consenso, é argumentar, fazer cálculos, apresentar factos científicos, etc, que rebatam o que os seus “pares” (?) dizem. O resto é conversa fiada. O titulo do livro do Chesterton é “Eugenics and other evils”, não é “Consensus and other evils”…
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Caro Pfig,
Vejo que a sua pressa em rebater o post o levou a atribuir-me posições que eu não defendo no post nem em lado nenhum. Chama-se “homem de palha”.
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O João Miranda está muito mal informado sobre o Eugenismo. O Eugenismo nunca foi consensual entre os cientístas, e nos anos 30 estava já em completo declínio (durou muito pouco). O problema é que se tornou popular entre alguns políticos apesar do fraco suporte científico. Ainda assim nunca foram implementadas políticas eugenistas no Reino Unido (o post de JM está factualmente errado), nos EUA apenas em alguns estados, e na Alemanha apenas durante o período Nazi, resta infelizmente a Suécia (a que JM chama a “maior parte dos países ocidentais”)
Vale a pena ler o que escrevem os historiadores que se dedicam ao assunto, que estão mais bem informados do que o João Miranda (consta que não se limitam à wikipédia). Leia-se por exemplo de Pauline M. H. Mazumdar “‘Reform’ eugenics and the decline of Mendelism” (2002) Trends in Genetics Vol 18 n°1 (disponível em PDF aqui)
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A Suécia implementou politicas eugénicas? É por isso que estão tão mal…
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O eugenismo é uma doutrina fundada em 1883 por Francis Galton, primo de Darwin, e tinha por objectivo “melhorar a raça” (entenda-se, raça superior)estimulando a reprodução dos indivíduos mais dotados (entenda-se, inventores, dirigentes, etc.) e desencorajando a dos menos aptos.
O próprio Darwin, em “The Descent of Man” defendeu que há uma hierarquia das raças, umas inferiores (Aficanos, Asiáticos…), outras superiores (Europeus) e dava razão a Galton.
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A minha tia Eugénia, que Deus tem, estudou isso no Mein Kampf.
Coitada, morreu de cancro no útero.
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Quem criticou abertamente a Eugenia foi a Igreja Católica. Essa é uma das principais razões porque a Eugenia não avançou mais na Europa. Outra mais prosaíca é porque o Estado em muitos países ainda não tinha dimensão para tal.
Revista Nature 1933
nature 132, 540-540 (07 October 1933) | doi:10.1038/132540a0
The Eugenic Problem in Great Britain
Scientific men generally, we think, will view with approval the sterilisation laws of Zurich; if obvious mental defectives were sterilised in England, it would be a great benefit, and it would in some degree diminish the numbers of the ‘social problem group’, but it would not solve the great eugenic problem which confronts the country. Mental defect is not a clearly defined factor or ‘gene’ but a damage of infinitely graded character.
http://www.nature.com/nature/journal/v132/n3336/abs/132540a0.html
Revista Nature tem uma directoria de cerca de 300 artigos sobre Eugenismo. É ver como a preponderância das datas ocorre nos anos 20 e 30.
http://www.nature.com/search/executeSearch?sp-q-9=NATURE%2C+NEWS&sp-q=eugenic&sp-c=100&sp-x-9=cat&sp-s=0&submit=go&sp-a=sp1001702d&sp-sfvl-field=subject%7Cujournal&sp-x-1=ujournal&sp-p-1=phrase&sp-p=all
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JM, a sua resposta no n. 5 julgo que se chama “atirar areia para os olhos”. ou assim.
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«Os cépticos eram muito raros.»
Além do Chesterton, já mencionado, tenho sérias dúvidas sobre o apoio de G. Bernard Shaw à causa do eugenismo. E para que pensa o João Miranda que Aldous Huxley, em 1932, publicou “The brave new world”? Terá sido para defender a engenharia social ou para qualquer outra coisa?
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E eu que vim aqui parar hoje porque estava farta de blogues, coisas e sítios onde não se pode conversar.
“Quem criticou abertamente a Eugenia foi a Igreja Católica. Essa é uma das principais razões porque a Eugenia não avançou mais na Europa.”
Uma das razões porque não avançou abertamente, minha cara ou caro.
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