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TGV-ML

23 Junho, 2009

Porque será que o Bloco de Esquerda apoia o TGV, projecto que beneficia o “grande capital monopolista” e é anti-ecológico?
E porque ataca todos os que se lhe opõem?

61 comentários leave one →
  1. tonibler's avatar
    23 Junho, 2009 12:16

    Deve ter atingido o estatuto de partido grande. Agora em vez de vender silêncio, já vende apoios

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  2. baladupovo's avatar
    baladupovo permalink
    23 Junho, 2009 12:34

    CIÚMES
    Os senhores que estão contra o Ps ficam todos empertigados e incomodados quando algum elemento de outro partido que não é do PS dá um parece favorável e apoia os projectos do Ps.

    Ficam logos amuados e vêm logo fazer queixinhas – “bota-abaixo”.

    o Psd e o Cds estão sempre de acordo, parecem um parzinho de namorados, quando se zangam fazem logo as pazes outra vez…mandam umas farpas para o ar só para enganar o povo, mas estão sempre prontinhos para o “leva-me contigo”.

    PSD E CDS…SEMPRE PRONTINHOS PARA LIXAR O POBRE
    SEMPRE JUNTINHOS COMO DUAS PUTINHAS…
    OS RICAÇOS SEMPRE PRONTINHOS PARA ASSALTAR O PODER

    http://www.youtube.com/watch?v=IUFqiyH3UF0

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  3. Piscoiso's avatar
    23 Junho, 2009 12:40

    Ainda não percebi a ligação entre o TGV e um espectro político-partidário.
    É como dizer que a Mercedes é de direita e a Renault é de esquerda.

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  4. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2009 12:41

    A minha sugestão é que façam o tgv só a partir de Evora – Madrid

    e o Braga – Galiza

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  5. Desconhecida's avatar
    Ulf Cegrell permalink
    23 Junho, 2009 12:45

    ««Ainda não percebi a ligação entre o TGV e um espectro político-partidário.»»

    É o espectro daqueles que gostam de gastar o dinheiro dos outros, os que sabem que para sair da crise temos de gastar o que não temos, os “inteligentes”.

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  6. Basico's avatar
    Basico permalink
    23 Junho, 2009 12:48

    Ja ouviu falar do “Caines”? O nosso primeiro já, aliás, é o unico economista de quem ele ouviu falar.
    Pena que as teorias economicas do “Caines” nao se apliquem a economias sem autonomia no que diz respeito a politica cambial, monetária ou fiscal, mais isso sao pormenores.
    O que interessa mesmo é: já ouviu falar do “Caines”?

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  7. Desconhecida's avatar
    Laranjada Ovarense permalink
    23 Junho, 2009 12:51

    E a “million dollar question” é: … Quem financia o Berloque?
    Se os outros sabemos que são todos corruptos, e como tal justificam logo à partida o financiamento partidário, de onde tiram o guito os anjinhos papudos do Berloque?

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  8. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2009 12:55

    Outra ideia era fazer apenas Evora- Madrid
    e depois ligar Evora à serra da estrela e estava feito

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  9. PauloMorais's avatar
    PauloMorais permalink
    23 Junho, 2009 13:00

    Mas alguém nos diz uma razão (uma só, uminha!) pela qual o BE defende o TGV?

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  10. Desconhecida's avatar
    José permalink
    23 Junho, 2009 13:05

    O TGV e as grandes obras públicas são a Assistência Social dos ricos capitalistas

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  11. Desconhecida's avatar
    José permalink
    23 Junho, 2009 13:06

    O BE defende o TGV por causa da língua de caines

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  12. Piscoiso's avatar
    23 Junho, 2009 13:13

    Isto é tudo déjà-vu, aquando da construção das primeiras auto-estradas.
    Vejam lá que não se pode andar a pé numa auto-estrada.

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  13. fado alexandrino's avatar
    23 Junho, 2009 13:39

    É verdade, mas o Bloco de Esquerda não quer que se saiba assim com tanto estardalhaço, também não quer que se saiba que não é contra as touradas e também (alguns) não querem, que se ponha aqueles emblemas com foice e martelo atrás da foto do Grande Líder.

    Em suma o que Louça queria era continuar a ser um alegre rapazito fumando umas ganzas e lançando uns bitaites e ao mesmo tempo chegar no Mercedes de Adjunto do Primeiro-Ministro.

    Vai ser difícil.

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  14. Basico's avatar
    Basico permalink
    23 Junho, 2009 13:46

    E facil fazer obra quando sao os outros a pagar.

    Eu, se o BPP me emprestasse dinheiro, tambem poderia vir de porsche para o trabalho todos os dias. Faria um figurao junto dos meus colegas que nao perceberiam porque é que eu havia sucedido na vida, e eles nao.
    Tudo estaria bem até ao dia em que tivesse de comecar a repagar o capital, e nao somente os juros.
    Portugal é assim, desde que entramos na europa que a nossa divida nao para de aumentar, sem que mostremos qualquer crescimento economico de relevo (nao é a toa que temos vindo a perder lugar e agora estamos confortavelmente na cauda da europa). Todo o investimento tem tido pouco ou nenhum retorno.
    Um dia irá ser necessário comecar a repagar o capital dos emprestimos que andamos a fazer…

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  15. Portela menos um's avatar
    Portela menos um permalink
    23 Junho, 2009 13:51

    (…) Em suma o que Louça queria era continuar a ser um alegre rapazito fumando umas ganzas e lançando uns bitaites e ao mesmo tempo chegar no Mercedes de Adjunto do Primeiro-Ministro (…)

    finalmente um argumento arrasador contra o Bloco de Esquerda!

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  16. J.S. Teixeira's avatar
    J.S. Teixeira permalink
    23 Junho, 2009 13:57

    PS e PSD lideram isolados a tabela de partidos com mais casos de corrupção autárquica. Veja o artigo no blogue O Flamingo.

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  17. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    23 Junho, 2009 14:01

    O Bloco de Esquerda gosta do Betão, tal como PS. Estranho quando o Dr.Cavaco era apelidado de Fascista pelos mesmo fartavam-se de protestar contra o Betão cavaquista que ainda assim beneficiava mais pessoas por Kilometro/dia.
    Foi assim que nasceu a “Paixão” pela “Educação” de Guterres como contraponto ao Betão Cavaquista.
    O desespero é tanto que a Esquerda passou a ter uma desmusurada paixão pelo betão para obras de luxo como TGV.

    Não há maneira de meterem na cabeça que a maior parte das obras públicas já estão feitas, o narcisismo é tanto que a Vaidade do Regime os leva.

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  18. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    23 Junho, 2009 14:12

    Quanto à primeira pergunta, é o Paulo Morais que tem de explicar por que é que o TGV beneficia o “grande capital monopolista e é anti-ecológico”. O Paulo Morais é que o diz, não o BE.

    Quanto à segunda questão, é fácil: Se o BE apoia o TGV, “ataca”, obviamente”, os que se lhe opôem. Não é suposto ser assim?

    O lukiluki, diz que “a maior parte das obras públicas já estão feitas”, o que é fantástico. Não se importa de explicar quais as que faltam fazer, para terminarmos de vez com as obras públicas em Portugal? E ó lukiluki, já agora, um tgv de betão é capaz de ser um pouco lento, não? 😉

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  19. Portela menos um's avatar
    Portela menos um permalink
    23 Junho, 2009 14:20

    #18
    Paulo Morais está a dormir sobre o assunto!

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  20. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2009 14:31

    tgv ml, deve ser a versão aprovada pela manuela leite.

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  21. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2009 14:32

    Piscoiso disse
    23 Junho, 2009 às 12:40 pm
    Ainda não percebi a ligação entre o TGV e um espectro político-partidário.

    É estranho que um projecto ruinoso para o país e que beneficia apenas o grande complexo bancário-construtor seja do agrado do Bloco de Esquerda. É estranho que grandes projectos como o TGV resvalam para a corrupção a toda a hora, vide suspeitas ou mesmo detenções aos principais fabricantes, como a Alstom ou a Siemens, um pouco por todo o lado, é estranho que estas coisas sejam do agrado do Bloco de Esquerda.

    A única explicação que encontro é que o Bloco de Esquerda procura a ruína do país, pois é apenas com a miséria e desemprego que um partido como este cresce.

    Prosecutors probe Alstom for contract corruption
    The source spoke after The Wall Street Journal newspaper reported evidence that the company had “paid hundreds of million dollars in bribes to win contracts in Asia and South America between 1995 and 2003.”
    http://findarticles.com/p/articles/mi_kmafp/is_200805/ai_n25387733/?tag=content;col1

    German prosecutors charge ex-Siemens manager, 2 others in corruption case
    erman prosecutors have charged a former top-ranking Siemens AG manager with breach of trust for his alleged role in a widespread corruption scandal at the Munich-based industrial conglomerate, an official said Saturday.
    Evidence began to surface in 2007 and the company has since acknowledged dubious payments to secure business around the world of up to €1.3 billion ($1.82 billion).
    Siemens said in December it had spent some €2.5 billion in total in dealing with the corruption scandal
    http://blog.taragana.com/n/german-prosecutors-charge-ex-siemens-manager-2-others-in-corruption-case-80740/

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  22. Desconhecida's avatar
    José permalink
    23 Junho, 2009 14:33

    O que é o “grande capital monopolista”? O PCP também se farta de falar nesta língua de cainessa e afinal ficamos sempre na mesma.

    Serão o banco e empresas financeiras de Ricardo Espírito Santo, o tal grande capital monopolista? Mas… sendo grande capital, monopólio é que não é. Se o fosse, não iriam gastar milhões com a publicidade do CR7 ou 9 ou lá o que é ( o gajo pára perto, é o meu palpite. um dia destes chega à 4L).
    Será o Belmiro que se farta de perder concursos para o Estado monopolista das comunicações?

    Será o homem das cortiças que tem caído a pique nas cotações de bolsa?

    Será o coleccionador Berardo que vive lá fora com rendimentos da especulação cá dentro?

    Será Refer do Estado, e portanto um capitalismo monopolista de Estado? Será a Siemens? E a concorrência da Alsthom não chega para lhe tirar o monopólio?

    Não sei bem. E gostava de saber.

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  23. Desconhecida's avatar
    José permalink
    23 Junho, 2009 14:35

    Siemens? Corrupção? Estados envolvidos?

    Deus queira…

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  24. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    23 Junho, 2009 14:44

    Provavelmente ainda há uma rua para se fazer algures que beneficie uns milhares de pessoas, não mais 😀
    O valor astronómico por pessoa/dia do investimento no TGV não passa sequer o crivo de Obra Pública típica.

    As Obras acabaram. O sucesso do capitalismo em produzir coisas implica que se atinge uma saturação.
    Essa é uma das razões da presente crise. Basta olhar para a industria automóvel. Uma parte receio certamente outra porque não é necessário investir num carro.

    Existirá sempre construção mas a sua a dimensão e impacto será muito menor. Na Europa do Pós Guerra teve de se construir muito, estava tudo destruído, foi o período dourado do crescimento mas ao fim de 30-40 anos começou a estagnação. Já não é preciso construir muito mais, haverá manutenção, mas nunca será outra vez uma das bases de crescimento. Juntar a estagnação da natalidade, outro dos factores. Como a economia Europeia não é flexível muitas das grandes empresas europeias de hoje são aquelas que nasceram no início do Séc. XX.

    Ainda ninguém lidou bem com isto. Os EUA sempre tiveram na vanguarda tecnológica, logo tiveram sempre as revolução da tecnologia para crescer, por outro lado têm uma taxa de nascimento significativa.

    Tirando novas tecnologias que mudem as Casas e Estradas fazendo com que uma nova Construção compensem o investimento, não há razão para construir.

    Claro também pode ir para a Moda. As pessoas mudam de carro/casa como mudam de roupa mas a moda só existe para quem tem recursos em excesso.

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  25. Miguel Madeira's avatar
    23 Junho, 2009 14:48

    Porque é que o TGV é anti-ecológico? A mim parece-me que o TGV é mais ecológico que o camião ou o automóvel (confesso que não sei se será mais ou menos que o avião).

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  26. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    23 Junho, 2009 15:03

    Alguém quer comentar a teoria do lukiluki no 24 sobre o fim das obras? Eu não consigo escrever e rir ao mesmo tempo, começa-me a sair tudo trohsrtrfedjtw .

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  27. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2009 15:06

    o be defende o tgv por causa dos negros , pás. parece que têm de vir muitos e assim engrossam as minotias de coitadinhos que eles adoram defender. questão de aumento público alvo , quem sabe alguns ficam por cá e depois até votam neles?

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  28. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2009 15:09

    bem , 24 , talvez entretanto haja um big terramoto e se tenha de construir outra vez..

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  29. rb's avatar
    23 Junho, 2009 15:17

    Mas alguém nos diz uma razão (uma só, uminha!) pela qual o BE defende o TGV?

    As mesmas pelas quais o PS o defende. Já agora também as mesmas pela quais o PSD defendia, só que agora, por razões de mero oportunismo eleitoral, deixou de defender.

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  30. Paulo Nunes's avatar
    Paulo Nunes permalink
    23 Junho, 2009 15:22

    #24

    O melhor mesmo é então um estado socialista, em que todos são iguais (menos os dirigentes, claro) e não há incentivos para se fazer e produzir nada.

    Mas esperem aí, se não se fizer nem se produzir nada, como é que as pessoas vivem? Há, já sei! de apoios sociais que vêm … bem, não interessa.

    A questão não é o fazer ou deixar de fazer. A questão é o que é que se faz.

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  31. Desconhecida's avatar
    Paulo Morais permalink
    23 Junho, 2009 15:28

    #29 Então diga uma, por favor. Só uma que se possa defender sem vergonha.

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  32. Desconhecida's avatar
    Tribunus permalink
    23 Junho, 2009 15:31

    O bloque è uma assocação de….ia a fugir-me a lingua para outro sitio! apresenta-se unido como uma roccha, mas não passa de uma associação de vários partidecos, que pretendem mostrar que estão unidos! olhem para os gajos e veem que não são cachorros da mesma cadela…….

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  33. Portela menos um's avatar
    Portela menos um permalink
    23 Junho, 2009 15:43

    uma razão para não ser contra o TGV:
    o facto do Blasfémias e do G28 ser contra!

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  34. Desconhecida's avatar
    Kolchak permalink
    23 Junho, 2009 15:44

    Com este apoio do Bloco a Sócrates; Ferreira Leite não só será Primeira-Ministra de Portugal, como sempre tenho defendido: sê-lo-á e com maioria absoluta!
    Obrigado Bloco de Esquerda. Portugal agradece!

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  35. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2009 15:53

    Em teoria o Bloco arrisca-se a perder eleitores, pelo menos os inteligentes que sabem quem engorda com o TGV. Bancos e construtoras e ex. ou futuros governantes que estão nos quadros destes consórcios.

    Agora a dúvida natural: Haverá votantes inteligentes no Bloco ? Provavelmente não, daí o apoio do Bloco ao TGV.

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  36. rb's avatar
    23 Junho, 2009 16:18

    Paulo Morais,

    O João Miranda, com a eterna ironia que o caracteriza, já disse várias, remeto-o para lá.

    Já agora, aquando da construção das primeiras linhas férroviárias no sec. XIX, salvo erro, que desencadearam a revolução industria, devia haver, haveria certamente, muitos cépticos à cerca da utilidade de tal investimento. Hoje, toda a gente ri-se deles.

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  37. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    23 Junho, 2009 16:40

    “Já agora, aquando da construção das primeiras linhas férroviárias no sec. XIX, salvo erro, que desencadearam a revolução industria, devia haver, haveria certamente, muitos cépticos à cerca da utilidade de tal investimento. Hoje, toda a gente ri-se deles.”

    As primeiras linhas ferroviárias eram privadas. Não tenho problema nenhum que alguém faça um TGV privado.

    “O melhor mesmo é então um estado socialista, em que todos são iguais (menos os dirigentes, claro) e não há incentivos para se fazer e produzir nada.”

    Eu não disse que parará tudo, que haja uma ou outra obra para fazer. Mas o impacto da construção na economia será muito mais reduzido – a não ser quando a tecnologia evoluir o suficiente para a maioria das pessoas justificarem gastar dinheiro numa nova casa do que qualquer muito outras coisas. Por isso o crescimento com Base nas obras acabou até que haja evolução tecnológica que o justifique outra vez.

    “Porque é que o TGV é anti-ecológico? A mim parece-me que o TGV é mais ecológico que o camião ou o automóvel (confesso que não sei se será mais ou menos que o avião).”

    O que é que quer dizer “Ecológico”?

    Segundo já existe uma linha de comboio não?

    terceiro usando as definições standard:
    http://www.newscientist.com/article/dn17260-train-can-be-worse-for-climate-than-plane.html?DCMP=OTC-
    rss&nsref=online-news

    “Crisscrossing the US with a rail network, however, creates a different problem. More than half of the life-cycle emissions from rail come not from the engines’ exhausts, but infrastructure development, such as station building and track laying, and providing power to stations, lit parking lots and escalators.
    Any government considering expanding its rail network should take into account the emissions it will generate in doing so, Chester says. Setting up a public transportation system that only a small proportion of the population uses could generate more emissions than it cuts, he adds – especially if trains and buses are not well connected.”

    “We find that total life-cycle energy inputs and greenhouse gas emissions contribute an additional 63% for onroad, 155% for rail, and 31% for air systems over vehicle tailpipe operation.”

    Click to access erl9_2_024008.pdf

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  38. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    23 Junho, 2009 16:45

    .
    Ecologias, TGV´s= já alguem se pronunciou sobre os efeitos campos electromagneticos produzidos por altas voltagens sobre a Saúde dos passageiros ? É que há muitos estudos sobre cabos de alta tensão junto às casas etc …… Aliás a questão de decidir na proxima legislatura o TGV não passa por pormenores destes, mas por outros determinantes incontrolàveis e incontornàveis pelo Estado Português engolido a fundo pela actual Deflação/Depressão Mundial.
    .
    O PS perdeu as eleições por três razões: Repressão Fiscal, Impostos e Desemprego.
    .
    O PS tem a arma atómica na mão para ganhar as eleições: amnistia fiscal completa de todas as dividas ao Estado ou anteriores ao final do Governo de Santana Lopes ou inferiores a 500.000€,
    .
    a crise é uma batata: tanto é pretexto para fazer isto como o contrário. Por isso não vale nada como argumento para não baixar impostos, recusar perdões etc.
    .
    Mas o sinal eleitoral determinante seria reconquistar novamente os Portugueses. Provar que é verdade que quere estar com eles, ao lado dos Cidadãos. Os que elegm e lhe fugiram talvez para sempre.
    .
    Aceitar que sob a sua Governação continue a repressão fiscal iniciada pelo PSD quando Governo (e surgindo aos olhos dos eleitores como copiada por Socrates) é apenas ter o designio de resultado eleitoral do Labour e doutros Soc/SocDem´s nas ultimas eleições Inglesas. Ou mesmo piores. Se quere um bom resultado tem de perceber o que se está a acontecer em Portugal. O PS e outros Partidos.
    .

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  39. Desconhecida's avatar
    Amonino permalink
    23 Junho, 2009 16:48

    .
    Errata, Onde se lê “ultimas eleições Inglesas” deve ler-se “ultimas eleições Europeias”.
    .

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  40. fado alexandrino's avatar
    23 Junho, 2009 17:10

    Eu não sei se o TGV é ecológico ou não.
    Apenas sei que mais um-autarca-um quer o TGV a passar bem longe.

    A Junta de Freguesia de Bucelas, concelho de Loures, não aceita o traçado aprovado para o troço da rede de alta velocidade (TGV) compreendido entre Lisboa e o Norte de Vila Franca de Xira. Afirmando que foi ignorada uma proposta alternativa que apresentou e que o percurso previsto na declaração de impacte ambiental (DIA) terá “graves impactes” na povoação de Vila de Rei e em “importantes” áreas de vinha de região demarcada, a autarquia exige uma audiência urgente com o secretário de Estado do Ambiente e pretende reunir-se também com os grupos parlamentares.

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  41. Desconhecida's avatar
    Kolchak permalink
    23 Junho, 2009 17:47

    O TGV não é ecológico: é ideológico.

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  42. rb's avatar
    23 Junho, 2009 17:54

    “As primeiras linhas ferroviárias eram privadas. Não tenho problema nenhum que alguém faça um TGV privado.”

    Como é que sabe que eram privadas (não havia linhas férreas públicas?) e que relevância essas privadas (se realmente existiram) tiveram para o desenvolvimento das economias e nações?

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  43. Piscoiso's avatar
    23 Junho, 2009 17:56

    #43.
    É claro que o TGV tem impacto ambiental. Quando começou a ser construído em França, foi uma guerra do camandro, que em última análise foi conseguir aumentar as indemnizações pelos terrenos ocupados. Depois das contas bancárias recheadas, esqueceram-se da ecologia.

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  44. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2009 18:01

    Proponho um referendo em simultâneo com um peditório, perdão, OPV, a venda de 4,000,000 de acções a 4000€ cada, que totalizariam os 15 mil milhões que com alguma sorte serão suficientes para a aventura, os juros e derrapagens.

    Pergunta do referendo: «Você quer com o TGV em Portugal»

    1) Não, dispenso esta obra faraónica para encher bolsos de construtoras e bancos

    2) Sim, [x] Subscrevo [1] Acção / Banco[ xpto] / Cheque Nº[6969696] / Valor [4,000€] À Ordem: [Tuga Grande Velocidade, Sociedade Exploração Alta Velocidade rumo ao Buraco, SA}

    * Os abstencionistas são forçados a subscrever uma acção com penalização de 50% no preço base, podendo ser penhorados e/ou bens ordenados para esse fim

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  45. e-ko's avatar
    23 Junho, 2009 19:12

    ó pá, foi sempre a mesma sega rega, para se fazer alguma coisa có pelo burgo. e acaba sempre por ser uma questão de politiquice.

    já ouviram falar do Fontes Pereira de Melo? é que foi ele que avançou com as primeiras linhas numa parceria privados ingleses/públicos do reino e ao que parece o dinheiro era pouco e tiveram de continuar só com os públicos do reino, porque os ingleses deram à sola… http://pt.wikipedia.org/wiki/Cronologia_do_Caminho-de-ferro_em_Portugal

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  46. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    23 Junho, 2009 19:23

    “The railway system of Great Britain, the principal territory of the United Kingdom, is the oldest in the world. The system was originally built as a patchwork of local rail links operated by small private railway companies. These isolated links developed during the railway boom of the 1840s into a national network, although still run by dozens of competing companies. Over the course of the 19th and early 20th centuries these amalgamated or were bought by competitors until only a handful of larger companies remained (see railway mania). The entire network was brought under government control during the First World War, and a number of advantages of amalgamation and planning were revealed. However, the government resisted calls for the nationalisation of the network. In 1923, almost all the remaining companies were grouped into the “big four”, the Great Western Railway, the London and North Eastern Railway, the London, Midland and Scottish Railway and the Southern Railway. The “Big Four” were joint-stock public companies and they continued to run the railway system until 31 December 1947.”

    http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_rail_transport_in_Great_Britain

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  47. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    23 Junho, 2009 19:28

    “A good example of the ineffectiveness of the government during this era is how the railroad companies dealt with an increasingly problematic time standardization issue. This was done by the creation and use of time zones that was implemented, not by the federal government, but by the railroads. Before 1883, noon occurred almost twelve minutes apart between Boston and Manhattan, a distance of less than 250 miles (400 km). This was due to each local area setting a clock so that noon was when the sun was at its highest in the sky. Understandably, this caused a great deal of confusion and problems once high speed and long distance travel occurred. This clock regulation was spurned by the railroad companies. Since rail stations prominently displayed clocks, for the use of passengers, freight, rail workers and as a public courtesy, they became the providers and keepers of the local time. In 1882 the American Society of Civil Engineers and the American Association for Advancement of Science joined to push time zone standardization, saying that “mistakes in the hour of the day are frequent”[12], and need to be addressed. In 1883, without government oversight or regulation, the rail companies, working in tandem, were able to set, enforce, and most importantly, get public buy in, for the use of set time zones and the use of a centralized time. [13]”

    http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_rail_transport_in_North_America

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  48. Basico's avatar
    Basico permalink
    23 Junho, 2009 21:11

    Se fosse um bom negocio, os privados faziam-o com fundos proprios.

    As pontes parecem ser um bom negocio, os tipos que tem as concessoes de lisboa nao parecem ter problemas em investir nesse negocio. (os australianos quando venderam a posicao no consorcio que gere a vasco da gama disseram que tinham uma rentabilidade de 15%, mais de 10% acima do seu custo de financiamento o que nao e nada mau para um investimento sem risco – todas as perdas sao sempre suportadas pelo estado como sabemos por experiencia da lusoponte).

    As barregens parecem ser um bom negocio, a edp nunca se absteve de construir uma quando surgiu a possibilidade.

    As eolicas parecem ser um bom negocio (mesma logica)

    Haviam uns privados interessados em construir uma central nuclear (mesma logica)

    Ha uns quantos consorcios interessados em construir e gerir o novo aeroporto (mesma logica)

    A infraestrutura para os telemoveis parece ter sido um bom negocio.

    O porto de sines parece ser um bom negocio.

    So pro TGV e que nao se ve nenhum privado interessado em assumir o risco do investimento. porque sera?

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  49. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    23 Junho, 2009 22:06

    “As eolicas parecem ser um bom negocio (mesma logica)”

    Com subsídios pagos por nós apenas.

    “Ha uns quantos consorcios interessados em construir e gerir o novo aeroporto (mesma logica)”

    Só dando a ANA que é de todos nós.

    “So pro TGV e que nao se ve nenhum privado interessado em assumir o risco do investimento. porque sera?”

    O TGV é um investimento de Vaidade.

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  50. Desconhecida's avatar
    Anónimo permalink
    23 Junho, 2009 22:41

    A mim parece-me que investimento público não significa necessariamente TGV…Parece que anda tudo a ver passar os comboios.

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  51. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    23 Junho, 2009 23:44

    37
    Estou a alucinar ou o lukiluki diz que a actividade da construçao vai-se extinguir, quando acabarem “uma ou outra obra” (nao se sabe quais…)? Inclusive casas, que parece que vão deixar de se construir, ate aparecer nova tecnologia (casas voadoras?). Luki, tu fazes alguma ideia, minima, do impacto económico que tem a actividade da construçao, pública e privada, no mundo? Tens alguma noçao do que falas? E quanto aos transportes, falando agora só no investimento público, imaginas tu o que seria este país (qualquer país do mndo), sem investimento público em infra-estruturas?

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  52. Basico's avatar
    Basico permalink
    23 Junho, 2009 23:57

    Por estranho que pareca (eles sao mais burros que os portugueses, e claro) em inglaterra deixaram-se de construir estradas ha ja alguns anos.

    Obviamente o facto de nao se desenvolverem projectos faraonicos nao significa que deixe de haver construcao, e necessario manter o que ha (no que diz respeito a estradas) e continuar a construir casas (assumindo que a populacao esta a crescer, o que nao e o caso em portugal) ou que por qualquer outra razao continuava a haver procura.

    Ja agora, uma idea pra malta do capacete das obras, e que tal direccionarem estes fundos que nao tem fim para a reabilitacao urbana? ja viram o desastre que sao as cidades portuguesas, os bairros historicos?
    Pelo menos sabiamos que o investimento ficava todo em portugal, ao contrario do tgv que vai direitinho pro consorcio que faz os comboios, para os tipos que fazem os carris, ate a mao de obra se calhar vai ser estrangeira.

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  53. e-ko's avatar
    24 Junho, 2009 00:31

    os investimentos para a reabilitação urbana (que deveriam ser maioritariamente privados, mas parece que os privados andam todos à espera da mama do ESTADO) não impedem que se invista com uma visão um pouco menos curta em transportes colectivos, porque a mama do petróleo barato está a acabar.

    em relação ao UK, convém saber que, desde o tacherismo, os transportes colectivos públicos e em particular os comboios, passaram a ser geridos por empresas privadas e pouco a pouco foi o caos que se instalou, sem investimentos de manutenção, quanto mais os de médio e longo prazo… não vale a pena seguir os maus exemplos, sob pretexto de liberalismo económico, que já não convencem ninguém que tenha dois dedos de testa, quanto mais quem tem cinco ou sete…

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  54. Portugal dos Pequeninos's avatar
    Portugal dos Pequeninos permalink
    24 Junho, 2009 02:00

    Dai-me 1 razão sustentada para ser contra o Tgv?

    É ou não é uma reforma estruturante?

    Origina criação de emprego ou não?

    É bom para a Economia portuguesa ou não?

    Contribui para a redução da dependência de produtos petrolíferos ou não?

    Foi anunciado em 2003 pelo anterior governo ou não?

    Tempo é dinheiro ou não?

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  55. Desconhecida's avatar
    Anonino permalink
    24 Junho, 2009 03:18

    #54, além doutras relevantes (pode tb perguntar aos periféricos europeus “pobretanas”, Suecia-Noruega-Dinamarca-Irlanda etc, ou Balticos-Checos_polacos etc), por exemplo:
    .
    “In Beijing recently, ‘comunist’ Premier Wen Jiabo made it quite clear that China intends fully to achieve 8% growth in GDP this year. Not next year; not two years hence, but this year…’09; the year of the Ox… this year.
    .
    Interestingly, Mr. Wen made it clear that not only was the government intent upon force feeding liquidity into the nation’s banks, but was also prepared to make material cuts in income taxes, across the board to sponsor such growth.
    .
    Wen made it clear that the only way he can see Chinese economic growth returning to the not-so-long-ago-lost halcyon days of 9% growth almost relentlessly shall REQUIRE MORE THAN SIMPLE RESERVE INJECTIONS.
    .
    Mr. Wen said that it is his intention to turn China from an export driven society to a consumer driven one instead. He know that liquidity alone will not suffice to do what Beijing needs the economy to do; hence Mr. Wen will begin this new era of growing consumer demand by cutting corporate and personal income taxes.
    .
    According to The China Daily, Mr. Wen said, in the simplest of terms, that it is Beijing’s intention to spur the economy forward by “boosting domestic demand through residential tax cuts, in addition to the levy reduction for companies.”
    .
    Mr. Wen’s proposed “residential” tax cuts INCLUDE STRONG TAX CUTS on securities transactions; tax cuts on property sales; smaller taxes on exports and an end to a number of “administrative charges” on various goods and services.
    .
    At a time when American law makers on the Left are debating the possibilities of taxing stock transactions, the Chinese are moving to end them!”.
    .
    O mundo reaal em reajustamento planetário é este, sem sonhos.

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  56. Desconhecida's avatar
    Kolchak permalink
    24 Junho, 2009 07:57

    PDP:

    «Dai-me 1 razão sustentada para ser contra o Tgv?»

    – Não temos dinheiro.

    É ou não é uma reforma estruturante?

    – Não. As reformas estruturantes a fazer; não se fizeram em mais de 35 anos

    Origina criação de emprego ou não?

    – Sim. Como os Estádios do Euro-2004; o CCB ou a Casa da Música fomentaram a criação de emprego. O pior é o custo (apenas previsto) brutal de um TGV num País endividadíssimo.

    É bom para a Economia portuguesa ou não?

    – Não. Na situação actual da economia do País poderá ser fatal.

    Contribui para a redução da dependência de produtos petrolíferos ou não?

    – Talvez sim. Não tenho dados para tomar posição.

    Foi anunciado em 2003 pelo anterior governo ou não?

    – Sim. Cinco anos depois, o contexto nacional é completamente diferente (o endividamento externo equivale a 100% do PIB !!!) e o contexto internacional nem se fala.

    Tempo é dinheiro ou não?

    – Sim. É esse o grande Problema: NÃO TEMOS DINHEIRO!

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  57. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    24 Junho, 2009 11:25

    “Estou a alucinar ou o lukiluki diz que a actividade da construçao vai-se extinguir, quando acabarem “uma ou outra obra” (nao se sabe quais…)? Inclusive casas, que parece que vão deixar de se construir, ate aparecer nova tecnologia (casas voadoras?). Luki, tu fazes alguma ideia, minima, do impacto económico que tem a actividade da construçao, pública e privada, no mundo? Tens alguma noçao do que falas? E quanto aos transportes, falando agora só no investimento público, imaginas tu o que seria este país (qualquer país do mndo), sem investimento público em infra-estruturas?”

    Não se vai extinguir, vai perder a sua importância de maneira abrupta, mas ainda há muito para construir em África. Em Portugal já há mais casas do que famílias. A taxa de natalidade esté negativa, logo existirão ainda mais casas vagas. Certamente algumas deverão ser deitadas abaixo por obsolescência. Enquanto há 30-50 anos se dava grandes movimentos migratórios da província para a cidade implicando uma grande necessidade de construção isso já não se passa. Resta o turismo, com o nosso clima ainda há alguma coisa que se pode fazer.

    “ate aparecer nova tecnologia (casas voadoras?)”

    Pergunte a si próprio. O que o fará mudar de sua casa? Qual a urgência? Vale a pena mudar ou é preferível gastar(ou poupar) noutras coisas? Muitos portugueses talvez quisessem mudar para uma vivenda – e muitos já têm fugido das cidades- ou uma casa enérgicamente eficiente na qual o custo de investimento não destruísse essa eventual poupança mas não é um gasto essencial na maioria dos casos e o facto de o Estado retirar enormes rendimentos ás famílias não ajuda.

    “imaginas tu o que seria este país (qualquer país do mndo), sem investimento público em infra-estruturas?”

    Não é bom ter mais tempo livre? Neste momento sem as demasiadas regras que gerem a economia e a inflexibilidade de políticos, leis, empresas e pessoas talvez muitas já pudessem escolher ter semanas de trabalho de 4 dias ou mais tempo de férias. Ganhando para o que produzem obviamente. A criatividade e invenção terão muito mais importância no futuro, porque as eficièncias na construção e produção destroiem muitos empregos nessas áreas.

    “Mr. Wen’s proposed “residential” tax cuts INCLUDE STRONG TAX CUTS on securities transactions; tax cuts on property sales; smaller taxes on exports and an end to a number of “administrative charges” on various goods and services.”

    Pois os Chineses percebem a coisa. Infelizmente o Ocidente foi contaminado estruturalmente pelo Romântismo o que dá no Estatismo Dirigista.

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  58. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    24 Junho, 2009 17:01

    luckiluci, a construção de casas só abrandou, recentemente, por causa da crise do crédito. Deixe isso passar a vai ver. E essa do “mais tempo livre” já a li em escritos de há quarenta anos, coisas engraçadissimas onde se dizia que no ano 2000 as máquinas fariam tudo e só trabalhariamos para aí duas horas por semana ;). Não te fies nisso. E não, o problema da falta de tempo livre não é o Estado nem os impostos. Não me parece bom é essa cena de acabarem muitos empregos. Não é bom, não senhor. A não ser que inventem uma tecnologia que nos permita viver do ar. Já não digo nada. E os chineses sabem muito, ó se sabem.

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  59. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    24 Junho, 2009 18:24

    E a crise do crédito aconteceu porquê? As casas começaram a baixar de preço. E começaram a baixar de preço coisa que os génios não acreditavam que fosse possível porquê? Porque o mercado estava e está saturado.
    Por isso as contas saíram furadas.

    “Não me parece bom é essa cena de acabarem muitos empregos.”

    É isso que que dizer mais tempo livre 🙂 e sim lembro-me do exagero das máquinas fazerem tudo. Mas não quer dizer
    que o trabalho não diminua. É isso que tem sucedido. Inventamos é outras coisas para fazer que mascaram a diminuição.

    Primeiro há muito mais gente a competir: Para usar um exemplo, uma parte dos chineses deixaram de trabalhar em industrias ineficientes, deixaram trabalhar 14 horas/dia para produzir uns kilos de arroz. Por definição a eficência a produzir implica necessáriamente menos trabalho para produzir a mesma quantidade.

    Por exemplo a Easyjet transporta 6000 pessoas por funcionário e a Rynair quase 10000. A TAP transporta 600 por funcionário. Os preços vieram por aí abaixo. Numa economia flexível trabalhar-se ia menos -mantendo assim o nível de emprego – ganhando obviamente menos mas como os preços também descem comparativamente temos o mesmo poder de compra com mais tempo livre e mais qualidade de vida.

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  60. Desconhecida's avatar
    caramelo permalink
    24 Junho, 2009 22:31

    lukiluki, a crise do crédito imobiliário teve inicio com o crédito hipotecário de alto risco nos states, é uma história comprida. O que aoontece neste momento é que os bancos aprenderam a lição, daí que dificultem cada vez mais o crédito para a habitação, emprestando não só a cada vez menos pessoas, como, quando emprestam, já não o fazem a 100% mais uns chouriços, como faziam dantes alegremente, e ainda por cima, espertos, avaliam abaixo do preço normal do mercado, o que tem como efeito que as imobiliárias e construtores sejam obrigadas a baixar os preços, se querem vender, e que muitas casas fiquem por vender, entendeste? O excesso de oferta é provocada pela crise e não o contrário.

    E o trabalho diminuiu mas é o c. Qual tempo livre? e agora inventamos trabalhos para ocupar o tempo livre? nunca tinha lido essa. Os chineses agora trabalham menos? Isso é o que tu pensas.. como é que achas que os gajos invadem o resto do mundo com merdas de plástico? A trabalhar da nove as cinco?

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  61. stingbite's avatar
    stingbite permalink
    30 Junho, 2009 01:46

    Bloco de Esquerda tem um papel importante no país. Não se desvalorize. No entanto, deu aqui o maior tiro no pé (assim como o PCP) ao acreditar que pode ser governo em minoria. O eleitorado quer do BE quer do PCP esperam que estes se afastem da megalomania pimba do PS (volto à minha expressão preferida: “querem papinha na mesa”).
    A única explicação plausível e coerente que posso encontrar é que ambos os partidos desejam tão fortemente a derrota do PS que tudo fazem para favorecer uma eventual vitória do PSD.

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