BA / Iberia: fusão relançada?
Após as duas empresas terem encetado conversações em Julho de 2008 que entretanto foram ficando em “banho-maria”, volta-se agora a falar de uma possível fusão da British Airways (BA) com a Iberia. As negociações foram-se arrastando muito por força de um “buraco” no fundo de pensões da BA, mas a crise prolongada que se vive no transporte aéreo praticamente desde o 11 de Setembro – que afectou fundamentalmente as companhias tradicionais, as chamadas legacy carriers – vai forçar uma inevitável consolidação que pode, no limite, levar ao desaparecimento da TAP.
Consolidação que vem ocorrendo gradualmente e que se iniciou há cerca de 10 anos na Europa com a fusão entre a Air France e a holandesa KLM. Na América do Norte, onde as Low Cost vêm desde a década de 80 ganhando consistentemente quota de mercado (mais de 30% actualmente), o 11 de Setembro representou uma enorme “machadada” nos balanços e atirou as principais Legacy (US Airways, United Airlines, Delta, Northwest e Air Canada) para a falência. Quando dela reemergiram, debateram-se com a escalada dos preços do petróleo, que lhes voltou a colocar rapidamente a exploração no vermelho, mas constituiu um argumento para sensibilizar os reguladores para a necessidade de fusões. As principais, envolvendo grandes companhias, debutaram em Abril de 2001, quando a American Airlines absorveu a histórica e eternamente falida TWA. Seguiram-se em 2005 a fusão da America West com a US Airways, mantendo o nome desta última e, em Outubro de 2008, a absorção da Northwest pela Delta, criando uma mega-transportadora que é, a grande distância, a maior do mundo. De uma forma recorrente, vem-se falando de uma hipotética fusão da United com a Continental Airlines (a mais equilibrada das Legacy), que teria uma dimensão equiparável à da Delta.
A crise financeira voltou a degradar ainda mais as condições de exploração das transportadoras, com o movimento nas rotas transatlânticas a sofrer forte quebra, afectando sobretudo a British Airways, a empresa com mais tráfego no Atlântico Norte. Este será o principal factor a acelerar o projecto de fusão com a Iberia que, associado a um acordo de code-sharing tripartido com a American Airlines (pendente da aprovação dos reguladores), permitirá uma enorme racionalização de capacidade nas rotas do Atlântico Norte. Isto conduzirá a uma reafectação de parte da frota de longo curso da BA/Iberia para os mercados do Extremo Oriente e da América Latina que vêm denotando maior dinamismo e consolidará a posição de Madrid como o principal hub europeu para as rotas do Atlântico Sul.
Mercado óbvio a atacar: o Brasil, onde as 2 empresas têm uma fraca presença e principalmente toda a costa do Nordeste, para onde a TAP tem uma quase exclusividade nos voos a partir da Europa. Um ano de dumping conjugado com um volumoso feeding de passageiros de toda a Europa via Madrid, é quanto basta para pôr a TAP fora do mercado.
Mesmo sem este contexto, o novo aeroporto de Lisboa já era um investimento injustificável. Com a TAP amanhã absorvida ou liquidada, quem utilizará o “mamute negro” de Alcochete?

O problema não se põe, porque o aeroporto de Alcochete, pura e simplesmente, nem vai existir nos próximos 50 anos.
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Isento,
Deus o ouça!
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ganda teoria. lá teremos que ir apanhar o airbus a madrid e o tgv vai ser um sucesso.
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as opções “TAP + uma Operadora aéra brasileira”, ou “TAP + Lufthansa”, por exemplo, têm asas para voar?
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ganda teoria. lá teremos que ir apanhar o airbus a madrid e o tgv vai ser um sucesso.
A TAP já devia ter sido extinta e criado um shuttle para Madrid como Barcelona o faz e olhe que até tem TGV.
Já agora é o maior shuttle do Mundo em frequências.
Isto se o mercado funcionasse e não houvesse essa balela (bem cara) da companhia de bandeira.
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Portela Menos 1,
TAP + operadora brasileira – fazível, mas sem dimensão nem estrutura de custos para competir com a BA/Iberia;
TAP + Lufthansa – uma hipótese competitiva, se a Lufthansa adquirisse a TAP; mas aquela estará mais interessada em consolidar com a escandinava SAS e em disputar a Alitalia à Air France/KLM. E ser-lhe-ia muito mais fácil fazer o “feeding” de passageiros através dos seus hubs de Frankfurt, Munich, Viena e eventualmente Milão se vier a adquirir a Alitalia, porque muito mais centrais.
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Não se preocupe que a TAP irá ser entregue à Lufthansa que se encarregará de dar cabo do hub de Madrid. É que a Lufthansa está em muito melhor situação financeira que a BA/IB.
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Será que o nosso líder ainda não pensou num túnel para o Brasil com uma linha de TGV? Assim até íamos de transporte eléctrico, era mais um impulso às renováveis e talvez nos sobrasse, por cá, um bocadinho de espaço livre de autoestradas…
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#7 – oxalá que sim, apesar das aeromoças serem umas trombudas, pelo menos fazem manutenção às camionetas.
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O Desfalque financeiro do Fundo de Pensões da BA, é de 3000 milhões de Libras. É muito dinheiro.
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Tiro no barco de 4 canos, foi ao fundo
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A propósito de bom senso, quando é que vamos tratar do “assunto Espanha” e partir aquela merda toda?
Nuno
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ESTOU FARTO DE PAGAR PREJUIZOS,E VER AQUELA MALTA A ABANCAR COM BONS ORDENADOS E DEMAIS MORDOMIAS.
JÁ VARIAS VEZES FUI MALTRATADO POR AQUELA MARALHA.
SE SE FIZEREM AS CONTAS AOS PREJIOZOS DE 1980 ATE AGORA É DE POR OS CABELOS EM PÉ.
VENHA ALGUEM QUE ARRUME A CASA.
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