“Sem defenestrar ninguém” *
Ontem foi o 1.º de Dezembro e os reis espanhóis andavam por cá, encerrou-se uma insípida Cimeira Ibero-Americana e festejou-se a entrada em vigor do Tratado de Lisboa na sua cidade.
A Cimeira só me fez concluir sobre a sua total desnecessidade – um encontro de empresários é mais útil do que aquela gala provinciana. Claro que, desta vez, a coisa foi mais higiénica dada a ausência do chefe da ditadura monárquica cubana e do aspirante a tiranete venezuelano.
O novo tratado europeu incitou o fado portuguesinho feito de gemidos acerca do fim da Pátria e da traição a não se sabe bem o quê.
Mas o dia de ontem foi elucidativo – sem a UE, estaríamos condenados a concertar o nosso futuro com gente do calibre da que esteve na Cimeira.
Ainda bem que nos deixam estar na Europa.

“O novo tratado europeu incitou o fado portuguesinho feito de gemidos acerca do fim da Pátria e da traição a não se sabe bem o quê.”
O CAA precisa certamente de ir ao oftalmologista por não ver bem.Então a Pátria dos politicamente correctos e socialistas entregou como entregou o ex-ultramar por os Portugueses andarem em ambientes estranhos ao seu habitat e agora não acham estranho nacionalizarem às centenas de milhar aqueles que livres do pesadelo branco deveriam estar a dar lições de desenvolvimento, de bom governo em vez de virem, pobres, batwer à porta dos ex-colonizadores a sacarem o “seu”?Por nossa conta?Sem serem precisos?Condenando agora o indigenato branco a um imposto especial de palhota para os sustentar?
Não vê traição? De certeza?
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“Ainda bem que nos deixam estar na Europa”. De acordo, mas até quando? Não acha que um dia o contribuinte alemão vai dizer basta?
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-é do manicómio?
-por causa das escutas mudamos de telemóvel
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Assim como um gajo do Arkansas diz que é americano, não me faz mossa nenhuma, eu português, dizer que sou Europeu.
Só é pena este português ainda não ter a protecção da Europa, que o gajo do Arkansas tem da América.
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Ainda bem que nos deixam estar na Europa.
E depois ainda diz que os provincianos são os outros…
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A Cimeira serviu para o Sócrates apresentar o novo modelo do Magalhães.
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«Ainda bem que nos deixam estar na Europa», proclama CAA.
Auto-achincalhamento, digo eu. Absoluta falta de ambição demonstrada na defesa desavergonhada do “direito à esmola”.
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Ó Eduardo, explique lá qual era a alternativa, para votar em si… desde que mude o visual.
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Meu caro amigo Doutor Carlos de Abreu Amorim:
«[…] ditadura monárquica cubana.»
Como diz…?
No mundo ocidental não conheço o que sejam «ditaduras monárquicas». Conheço sim, várias «ditaduras republicanas» como Cuba ou a Bielorrússia, por exemplo!
Como sabe, a Monarquia Portuguesa deriva da Monarquia Visigoda. Que eu saiba, os reis visigodos começaram por ser eleitos; a hereditariedade foi muito ulterior aos primeiros monarcas de Toledo e surgiu, apenas, devido à necessidade de evitar conflitos sangrentos entre os vários Partidos que se formavam. Uma das grandes vantagens da Monarquia é, precisamente, que o Rei não tem Partido…!
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Há 27 anos onde estava este moçoilo ????
Rechunchudo e anafado a emborcar biberões
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António Lemos Soares,
Cuba é uma ditadura e das ferozes. O seu regime está centralizado na imagem de um líder tido como predestinado: Fidel Castro. Este governou e destruiu o seu país, exercendo um poder autocrático, fulanizado e de culto da sua própria personalidade.
Guindou membros da sua família aos postos mais elevados da hierarquia pública.
Adoeceu.
O regime, para poder permanecer, teve de ir buscar um herdeiro – um familiar próximo por via da consanguinidade, ou seja, um irmão. A sustentabilidade do regime ficou a dever-se à sua continuação pela linha colateral…
Outro exemplo: a transmissão do poder por linha recta geracional na Coreia do Norte.
Haverá melhor definição da lógica essencial da monarquia?
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Meu caro amigo Doutor Carlos de Abreu Amorim:
Desculpar-me-á, mas «a lógica essencial da monarquia» não é a consaguinidade.
A «lógica essencial da monarquia» é a continuidade histórica de um Povo desde a sua fundação. Poder-lhe-ia dar variadíssimos exemplos que demonstram a minha posição. Apenas lhe darei alguns, que sei que conhece bem:
a)- A Monarquia Visigoda era electiva;
b) – A antiga Monarquia da Polónia também era electiva;
c) – Há uma velha lenda que se conta no Minho, que diz que o Sr. D. Afonso Henriques não era filho de D. Henrique e de Dona Teresa, mas sim descendia do fidelíssimo Egas Moniz (que por isso foi a Leão com uma corda ao pescoço prostrar-se diante do Rei de Leão, para salvar a honra do próprio filho!);
d) – Os Reis de Portugal eram aclamados em Cortes (repare, por exemplo, que em 1385, D. Beatriz é que tinha a seu favor a legitimidade dinástica como descendente de D. Fernando, mas as Cortes de Coimbra preferiram o Mestre de Aviz);
e) – D. Sancho II era o legítimo Rei de Portugal, foi afastado pelas ordens do Reino que colocaram no Trono D. Afonso III.
f)- Etc., etc., etc.
Estas esparsas notas servem apenas para afirmar, que a legitimidade dinástica numa Monarquia é, tão-só, uma mera indicação a seguir e nada mais. Quem deve decidir é o soberano: o Povo!
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a bovinidade não deu pelo aniversário da morte do carneiro.
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Porque é que nos EUA só se elegem governadores, deputados e senadores e prefeitos ricos ? e depois dizem os pequeno-burgueses que isto não é a ditadura da burguesia ? vocês brincam com a desgraça dos jovens que têm um curso superior e ganham uma miséria no “call center” !
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António,
«Desculpar-me-á, mas «a lógica essencial da monarquia» não é a consaguinidade.»
Pois não, deve ser apenas coincidência…
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António,
a tese em c) é do final dos anos 60 do séc. passado:
«Esta é uma hipótese muito difundida pelo país para contradizer o milagre, sendo aceite por muita gente. Tem origem num artigo de Santana Dionísio, escrito n “O Primeiro de Janeiro” de 12 de Janeiro de 1969, onde o autor sugere que o príncipe deficiente foi eliminado, tendo sido substituído por um filho saudável e robusto de Egas Moniz. O suposto milagre de Cárquere teria sido apenas uma invenção ardilosa para encobrir este facto. Esta versão foi suavizada, falando-se actualmente de uma troca de crianças, ficando D. Egas Moniz com uma criança enfermiça e o Conde D. Henrique com uma outra forte e saudável.
Esta hipótese não está documentada nem tem atrás de si qualquer tradição. Nem parece consistente. A honestidade e a honradez de Egas Moniz e do Conde D. Henrique não são compatíveis com a troca de crianças e muito menos com o infanticídio. Além disso, como explicar a inexistência de reivindicações de poder por parte de outros filhos do Conde D. Henrique e o silêncio de D. Teresa na batalha de S. Mamede, sabendo que o responsável da revolta não era filho do casal?»
http://canastrodeletras.blogspot.com/2009/05/o-milagre-de-carquere-facto-historico.html
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Pelo menos esteve cá a Shakira, que é gira. E foi o melhor da cimeira, pudessemos estar em cima dela ou abaixo e era uma alegria. Sempre deu para sonhar e esquecer a enfadonha colecção de matronas dos dois ou três sexos, tipo presidentas ou first ladies, muito pouco first.
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Sem a UE e sem o Euro há muito que o FMI nos teria obrigado a arrepiar caminho, quer dizer, não chegaríamos, como vamos provàvelmente chegar, ao descalabro total ou à pedinchice total. E podíamos à mesma concertar o nosso futuro com os senhores da UE – estes não falam só entre eles nem nos compram por 12 o que podem comprar fora da União por 10.
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CAA,
o meu amigo tem uma visão muito pouco peri-ocular do fenómeno político chamado monarquia. Parte da premissa falsa que a momnarquia é uma ditadura. Bebeu isso nas sebentas republicanas e assanhadas da 1a República, certamente. Mas ainda vai a tempo de corrigir o erro de paralaxe sobre um sistema que governa e bem, muitos dos países mais desenvolvidos da Europa.
Descobrirá, com arporiado estudo histórico, que a monarquia sempre teve mecanismos de auto-regulação implpícitos, no caso de deflagarar dentro dela um sistema autocrático e autoritário.
Meu caro, só por espírito de boutade ou vontade expressionista de caricatura é possível comparar as Coreias e as Cubas com o espírito de liberade da monarquia. Passe no entanto a comparação, mas não assente a sua reflexão sobre o fenomeno monárquico nela, porque este é mais antigo e complexo, e tem uma estrutura provada pelos tempos, que se estende com adaptação crescente e contínua até aos dias de hoje,
Ver a monarquia como um fóssil inadpatºavel e contra.evolucinºario, não faz justiça a esse sistema que se tem sabido adpatar, com constante aggiornamento, sem prescindir do essencial da Tradição
sem a qual há apena s gerações espontãneas absurdas.
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Ups, o meu secretário pede desculpa pelos vários erros ortográficos. Diz que são uma consequência das benevolências erráticas do Torre de Coelheiros com que eu o mimo.
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Meu caro amigo Doutor Carlos de Abreu de Amorim:
Se reparar bem, eu utilizo a expressão «lenda» quando dou o exemplo c).
O que eu pretendi demonstrar foi que, na Monarquia Portuguesa, a mera legitimidade dinástica foi imensas vezes ultrapassada, pelo superior interesse da Nação. Como desde muito cedo se disse: «Regnum non est propter regem, sed rex propter regnum».
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CAA. A opinião que mostras sobre a Monarquia, só prova que és um perfeito asno; além de grande ignorante.
Dedicate ao estudo em vez de acumulares gorduras que te estão a obstruír o cérebro.
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CAA continua a pensar que precisamos “concertar”, é o pânico da Elite… Precisamos sempre de algo externo que nos salve de nós próprios. Precisamos de um professor que nos diga como nos comportar e como fazer. Tivemos o Professor Salazar e agora temos o Professor UE. Em qualquer dos casos o resultado é sempre desastroso porque CAA não entende que pertencermos a um Clube é apenas um alibí para não sermos adultos.
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Caro Lucklucky,
É exactamente isso. A passagem onde CAA afirma que «ainda bem que nos deixam estar na Europa» reflecte, antes de mais, a assumida incapacidade de resolvermos os nossos problemas por nós mesmos esperando que algum anjo protector nos surja pela frente para amparar a nossa queda. Mais significa que a nossa ambição está apenas ao nível do “tolerem-nos, não nos expulsem”. E, se de todo em todo, não puder deixar de ser, “digam-nos lá o que temos de fazer para continuar a pertencer ao clube”. Degradante.
E não vale a pena esgrimir o argumento que ou é isto ou é a América Latina de Chávez e Lula. O tempo da autarcia salazarista acabou. De vez. Persiste a sabedoria popular quando nos aconselha a “não pôr todos os ovos no mesmo cesto”.
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Se não fosse o Ps nem na Europa estavamos!
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o unico ditador presente foi o rei de espanha.
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