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Citação:

23 Abril, 2010

…..deixar cair a Grécia seria mesmo a melhor solução para todos. Não apenas para a zona euro, mas também para os gregos. Pelo contrário, se o plano de ajuda financeira fôr para a frente, será o primeiro de muitos. Infelizmente.

Ricardo Arroja, no Portugal Contemporâneo

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32 comentários leave one →
  1. 23 Abril, 2010 18:04

    Não!
    Temos que ser uns para os outros, hoje ajudamos a Grécia, amanhã somos nós.
    Parece que ainda há dúvidas na plateia.

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  2. Anónimo permalink
    23 Abril, 2010 18:05

    e o contrário também poderia ser verdade. primeiro ia a grécia, depois a irlanda, a itália, portugal, espanha e por aí além, até ficar a comunidade alemã e de seguida reiniciava-se o processo de re-adesão com distribuição de mais fundos estruturais. por mim, bora nessa.

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  3. Baba de Caracol permalink
    23 Abril, 2010 18:13

    O Arroja tem a mania do “non sense”.

    Aturo-o

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  4. Que dirige um partido?! Quem será? Não conheço nenhum desonesto... permalink
    23 Abril, 2010 18:26

    O arguido indicado como o «médico do Ferrari», pelas testemunhas e vítimas, revelou que tinha sido envolvido no processo «por saber muito sobre políticos, magistrados, pessoas influentes, jornalistas e até donos de órgãos de comunicação social envolvidos em consumos de drogas».

    «Um dos maiores dealers de cocaína de Portugal era meu paciente e contou-me muita coisa. Eu era um alvo a abater e foi o próprio que me disse. Quatro dias antes de sair a primeira notícia a referir o meu nome ele avisou-me», afirmou.

    Ferreira Diniz acrescentou ainda que, apesar de ter sido chamado a tribunal como testemunha, o «seu paciente está em parte incerta», fugiu do país, «ajudado por quem dirigia e dirige um partido político em Portugal».
    TVI24

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  5. António Coelho permalink
    23 Abril, 2010 18:26

    O problema, infelizmente, é muito mais complicado.Não se resolve com “caridadezinha” nem dando mais alcool ao alcoólico para que ele fique calmo e nos deixe dormir descansado. Impõe-se um mudar de vida que não agrada a ninguém nem é paradigma de nenhum partido politico da área do poder.Não é simplesmente possível continuar a viver acima das possibilidades. Temos de conseguir produzir riqueza para de seguida a distribuirmos criteriosamente.Assim estamos a pedir emprestado e a pagar os juros respectivos para angariarmos o dinheiro necessário à manutenção dos direitos adquiridos.É um caminho sem retorno que nos levará a quase todos à desgraça. Nunca a todos porque os ricos e os poderosos arranjarão sempre maneira de abandonarem o barco a tempo…

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  6. Anónimo permalink
    23 Abril, 2010 18:39

    Um rotundo disparate.

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  7. JJ Pereira permalink
    23 Abril, 2010 18:43

    Crónica de um descalabro anunciado…

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  8. 23 Abril, 2010 18:59

    A ajuda de Portugal à Grécia não é mais do que uma sequela da rábula da Deu-la-Deu Martins, como muito bem lembrou, há dias, o Prof. João Duque no ‘Diário Económico’ e no seu blogue – [aqui]

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  9. Almerindo Ximenes permalink
    23 Abril, 2010 19:48

    Concordo em absoluto.

    Também deixar cair este governo de merda seria a melhor coisa que podia acontecer.

    A salvação só virá depois das ruínas!!!!!!!!

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  10. 23 Abril, 2010 20:10

    E do João Miranda, não há nada p’ra ler?

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  11. Tuga preto permalink
    23 Abril, 2010 20:59

    Enfim está a chegar a altura de nós tugas pretos sermos uma mais valia para os tugas brancos.Somos peritos em pedir ajuda internacional, fazer pedidos de perdão de dívidas e a parte das balantadas há-de seguir-se…

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  12. Tuga preto permalink
    23 Abril, 2010 21:02

    E como está quase concluido o demorado e complicado(estes burocratas brancos)casamento entre pessoas do mesmo sexo estamos com prontidão e poder de ponta que falta a tanto branquelas comedor de asas de franfo…

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  13. anti-comuna permalink
    23 Abril, 2010 21:37

    Se a Grécia estoirar, nós vamos a seguir.

    Acabaram-se as brincadeiras. Vai chegar a hora da verdade de Portugal:

    Playing The Contagion II: Goldman Recommends Betting On Contagion Risk In Portuguese, Spanish And Italian Banks

    Earlier we pointed out the surge in CDS on a variety of PIIGS banks, mostly in Portugal and Spain. Now we know why: Goldman’s Charles Himmelberg has just reiterrated his call for Long CDS on local banks in Portugal, Spain and Italy, hedged by selling Main (iTraxx) protection. It is our view that as accounts plough into this trade and as bank spreads blow out, it will only accelerate the funding complexities, the bank runs and the inevitable collapse of the financial systems in all of the other imparied peripheral countries, ultimately leading to the collapse of the EMU. Will Goldman be accused next of destroying Europe? Stay tuned. ”

    In http://www.zerohedge.com/article/playing-contagion-ii-goldman-recommends-betting-contagion-risk-portuguese-spanish-and-italia

    Acabaram-se as teorias e os paleios, de quem fala dos problemas que acontecem ao longe e dos outros. Começou a nossa vez de sermos degolados.

    anti-comuna

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  14. jose silva permalink
    23 Abril, 2010 22:01

    Anti-comuna,

    Isto é preocupante !

    « bank runs» ?!?!

    WTF !?!

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  15. anti-comuna permalink
    23 Abril, 2010 22:11

    Eles prevêm que aconteça em Portugal e Espanha, o mesmo que na Grécia. Isto é: fuga de capitais. O governo também não ajuda, ao taxar ainda mais as mais-valias aos residentes em Portugal quando devia fazer ao contrário.

    Eles prevêm que o sistema financeiro ibérico estoire. O português é mais saudável mas o espanhol é superperigoso e pode transmitir risco sitémico ao nosso, que pode colapsar se um dos grandes espanhois cpm presença em Portugal estoirar.

    E a CMVM já começou a receber os primeiros comunicados de shorts legítimos. Só que deve haver muito naked short.

    “Em cumprimento do disposto no Artigo 3º do Regulamento 4/2008 da Comissão do Mercado de
    Valores Mobiliários), vimos informar que, em resultado da venda a descoberto, em 22 de Abril de
    2010, pela Marshall Wace LLP (“Sociedade Gestora”), actuando como sociedade gestora dos
    fundos abaixo descriminados (os “Fundos”), de acções do Banco Comercial Português, S.A., (a
    “Companhia”) representativas de 0,046% do capital social, os referidos Fundos passaram a deter
    uma posição a descoberto relevante de 0,257% no capital social da Companhia.”

    In http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/IDR28081.pdf

    “Em cumprimento do disposto no Artigo 2º do Regulamento 4/2008 da CMVM, vem o Banco Comercial Português informar ter recebido hoje uma comunicação da PCE Investors Limited, Sociedade Gestora do Fundo de Investimentos Abaco Financials Master Fund, referindo ter vendido a descoberto 12.869.699 acções do BCP correspondentes a 0,2741% do capital social do Banco.”

    In http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/IDR28079.pdf

    Eu hoje vi vendas agressivas de acções da banca portuguesa. De um modo agressivo e pouco habitual para as andanças portuguesas.

    Vamos começar a ser atacados por todo o lado.

    Os nossos políticos não fazem ideia do que para aí vem.

    Vamos ver no que isto dá.

    anti-comuna

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  16. Anónimo permalink
    23 Abril, 2010 22:19

    Se fosse o pai Arroja a dizê-lo seria um grande disparate, mais um dos muitos que escreve. Como é o filho, então não passa de um pequeno disparate, ou um disparatezinho.

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  17. anti-comuna permalink
    23 Abril, 2010 22:23

    O Ulrich dá uma excelente sugestão ao poder político. Um novo PEC, o PEC II, e executar o actual já.

    “O presidente executivo do BPI considera que o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) apresentado pelo Governo “é bom”, não sendo este o momento “para o discutir, mas para o executar”. E que Portugal deve ter a humildade de, “se for preciso, fazer o PEC II”.

    “Considero que é um bom programa, adequado às circunstâncias, que procura distribuir o esforço de forma equilibrada. É um esforço que Portugal tem que fazer e é tão grande que tem de implicar o contributo de vários milhões de portugueses”, defendeu Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, esta tarde, durante a conferência de impensa de apresentados dos resultados do banco no primeiro trimestre deste ano.

    “O programa é bom e o cenário macroeconómico é credível”, insistiu Ulrich. “Mas o mundo que nos observa não são ET, são os nossos credores”, observou. “E se o mundo está mais nervoso, temos que ter a humildade de estar preparados para actuar com mais força se necessário. Não podemos meter a cabeça na areia”, alertou.

    “Mas se eles [os credores] decidirem não emprestar a Portugal, não quer dizer que sejam malvados. Mas assim não podemos executar o programa de vida. Então ter-se-á que fazer o PEC II”, enfatizou o presidente executivo do BPI, que considera que este não é o momento para “estar a discutir mais o PEC, mas para o executar”.

    “O que temos de dizer ao mundo é que vamos executá-lo com grande rigor e disciplina e, se for preciso, fazemos mais. Mal se note que o programa não está a ser suficiente, há que reforçar as medidas, seja pelo lado das receitas seja pelo lado das despesas”, frisou.

    “Não devemos estar a fazer comparações, mas a fazer o trabalho de casa e a ser verdadeiramente credíveis”, concluiu Ulrich.”

    In http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=421603

    Continuo a pensar que o Cavaco devia chamar o Pinócrates e o PPC à sua residència oficial e exigir um pacto, para cortar ainda mais na despesa pública. Por exemplo, um programa plurianual de corte nos salários da função pública. Com os primeiros anos mais leves, e nos últimos mais pesados.

    Hoje ficamos a saber pelo Banco de Portugal que o consumo privado está novamente em alta. É boa altura para aplicar medidas mais dolorosas, sem sacrificar demasiado a arrecadção de receitas fiscais por parte do EStado.

    Está na altura de liderar a coisa em vez de ir a reboque dos acontecimentos. Parece que está tudo á espera que seja o outro a dar ideias e iniciativas. Glup!

    O ministro das finanças devia pedir à CMVM, cautelas especiais com os nakedshorts sobre as cotadas portuguesas, para que estes ataques não destruam as empresas e as estrangulem. As nossas cotadas estão um bocado endividadas e podem colapsar se lá fora sentirem que serão incapazes de pagar dívida e lhes cortarem os financiamentos. E se as cotações se afundarem, pior ainda.

    Está na altura de nos preparamos todos para a guerra que aí se avizinha. Vai ser infernal, quase como na Grécia.

    anti-comuna

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  18. Licas permalink
    23 Abril, 2010 22:47

    NÃO ADMIRA A BABOSEIRA DO MÁRIO LINO EM FACE DO MENINO DE OIRO QUE SE SEGUE ,36 ANOS DE IDADE, A PROMRTER SER UM PADRINHO EM PONTO GRANDE.
    PORÉM O EX-STALINISTA AINDA NÃO LHE
    MINISTROU A DOSE FUTEBOL-GRAVIDEZES-GINÁSIO E, POR CONSEGUINTE, O RAPAZINHO NA A.R. *BORROU-SE* (BORREGAR É DE TROPA) QUANDO SE ESTAVA QUASE A REVELAR O EMBRÓGLIO DA COMPRA DA T.V.I., CALANDO-SE COBARDEMENTE.
    E FOI DE TAL MANEIRA PATÉTICO O EPISÓDIO QUE OS PRÓPRIOS CAMARADAS
    TIVERAM QUE SACRIFICÁ-LO, DECLARANDO
    (PELO GUARDA RICARDO?) QUE NÃO APROVAVAM A ATITUDE: o GANG TREMEU !!!

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  19. anti-comuna permalink
    23 Abril, 2010 23:01

    Penso que os ataques aos ibéricos vão ser fáceis de concretizar. Contra a Itália, eu sinceramente desconheço como os gajos se defendem dos ataques do exterior. No passado não se safaram lá muito bem e chegaram a cair de joelhos, na década de 70, aos USA.

    O principal problema será quando eles atacarem a França. Não tenhamos dúvidas nenhumas, o alvo deles é destruir o Euro e tentar com que os alemães fujam da Zona €uro. Como os bancos franceses estão bastante expostos à dívida do sul da europa, a banca francesa poderá tremer bastante, que dará a desculpa ideal para atacarem depois a França.

    Se eles forem bem sucedidos no ataque à França, se conseguirem chegar lá, depois é uma questão de tempo que a Zona euro desapareça e a própria UE continue como a conhecemos hoje. Talvez voltemos à antiga CEE ou nem isso.

    Mas agora é importantes para eles que consigam derrubar a ibéria, porque depois, é mais fácil comandar os ataques à Itália e à França, já que como um dominó, vai tudo para cima da potencial vítima. E aqui o ataque final será a França.

    Os governos da UE deveriam investigar bem os shorts e quem detém a dívida europeia. Saber quem a anda a vender e comprar. E saber se não existe uma pool de bancos de investimentos e hedgefunds, que concertados estão a ganhar bastante com estes ataques. Tudo indica que isto é bem concertado, mesmo com autoridades governamentais.

    Se os mercados mundiais estiverem entretidos em desbastar a Europa, os problemas graves americanos e ingleses passarão ao lado e até ganharão bastante com a implosão da Europa. Se a Europa conseguir se aguentar e conseguir dominar melhor a finança mundial, a começar com melhor regulação, os países anglosaxónicos terão enormes dificuldades em se manterem como “capitais das finanças mundiais”.

    É claro que, quando a Alemanha começou a pensar em lixar os ingleses e fazer de Frankfurt a grande praça ocidental da dívida mundial, começou a mexer com bastantes interesses económicos e políticos. Quando ainda por cima, meia dúzia de bancos americanos têm um poder económico equivalente a 10 PIBs mundiais… Portanto, eles têm um poder económico incrível. E capaz de fazerem mexer as percepções dos agentes económicos, com as suas alocações de capitais e posições.

    Estamos a viver tempos históricos. E os americanos estão a dar tudo por tudo para destruir o euro e a UE.

    São os nossos tradicionais aliados, não são? lolololololol

    anti-comuna

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  20. anti-comuna permalink
    23 Abril, 2010 23:36

    Como eles podem lixar a banca espanhola?

    “No quedaba otro remedio. La estrategia de la banca para disimular la mora y atenuar el esfuerzo de provisiones pasaba por comprar los inmuebles antes del impago. Esta tendencia se ha relajado mucho en los últimos trimestres, aunque las cifras cosechadas en apenas dos años dan vértigo. Según los balances públicos, la banca podría acoger a toda la ciudad de Valencia con los activos adjudicados a cambio de la deuda.

    “Creemos que la exposición a los activos inmobiliarios adquiridos continúa siendo un riesgo clave”, comenta Nomura en un informe de banca española. “El Banco de España cuantificó recientemente la exposición a 60.000 millones de euros, lo que elevaría el ratio de mora hasta el 8,6%. En este momento, está en el 5,3%”.

    In http://www.invertia.com/canales2/canal.asp?idcanal=841

    O artigo todo vale a pena ver, para se ver como a banca espanhola está a tentar evitar mostrar que tem uma rentabilidade mais baixa, do que é aquela que é apresentada aos seus investidores. É de realçar que com estas manipulações contabilisticas, a banca espanhola surge sempre entre a mais rentável do mundo, em especial o duo dinâmico: BBVA e SANtander.

    Um eventual colapso da banca espnhola vai logo pôr pressão directa sobre o nosso sistema financeiro, já que ela tem uma importante quota de mercado. O governo espanhol, para salvar a banca espanhola, vai precisar de aumentar a dívida pública para niveis quase semelhantes aos nossos.

    Esta pecha da banca espanhola, que esconde os seus incumprimentos (em Portugal a nossa banca não chega a tanto), terá um profundo impacto sobre os PIGS. Que passarão a serem desconfiados, por tudo e por todos. É claro que seremos afectados indirectamente, quando passaremos a ser conhecidos pelo grupo dos mentirosos e vigaristas. Se os gajos analisarem com cuidado as Contas Públicas portuguesas, pior ainda.

    Os nossos governantes em vez de negarem a realidade, que tanto o fizeram, durante anos, deviam meditar bem no que está acontecer. Vai ser um vendaval, que até nos vamos arrepiar todos. Mas todos mesmos. Não se julgue que alguém vai escapar. Poucos escaparão ao vendaval. Pobres e ricos, sector privado e público, tudo a eito.

    A sociedade portuguesa que meta na cabeça, que só sairemos deste imbróglio, por sorte e por esforço nosso. Se as circunstãncias são aterradoras, se não fizermos nada para evitar levarmos com o vendaval, é certo que seremos arruinados.

    Cada qual que medite. Isto é uma guerra económica, em que somos quem defende e, tal como a França antes de ser invadida pelos nazis, só temos calhambeques para fazer frente aos panzer nazis.

    Todos nós vamos ser postos à prova. Se começarmos a duvidar que seremos capazes de aguentar fazer parte do euro e se alguém por acaso, com importantes cargos, disser que existe a possobilidade de fazermos um default, como os gregos, logo acabam-se os financiamentos baratos. Aí só emprestará quem for optimista ou for um insider. Porque ninguém é maluco para nos emprestar para ganhar 5 ou 6% ao ano e levar com um corte de 20 ou 30% no capital.

    Corram para os bunkers. Está a chegar a hora da verdade.

    anti-comuna

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  21. anti-comuna permalink
    23 Abril, 2010 23:57

    Porque sai do euro não é opção.

    Ao contrário da generalidade os casos que o Ricardo Arroja leu no livro, a dívida privada é bastante superior ao do próprio Estado. Como é uma dívida denominada em euros, se Portugal sair do euro leva logo com duas chapadas: a nova moeda seria desvalorizada, talvez em 50% (salários, poder de compra, etc.). O que equivalia a que a actual dívida duplicasse. Ainda por cima as taxas de juro subiriam imenso. Ou seja, os particulares teria dívidas duplicadas com taxas de juro talvez duplicadas.

    O Estado poderia fazer um default. Claro, ninguém vai declarar guerra a Portugal por dizermos que não pagamos as dívidas todas. Mas os particulares seriam executados. Pela banca, pelos credores, etc. As empresas eram liquidadas, etc. O nosso próprio sistema financeiro era capaz de falir também.

    A Grécia anda a brincar com o fogo. Ao fazer chantagem com os seus credores, quando ainda por cima tem relutância em fazer reformas estruturais (quase não as faz, e limita-se a aplicar mais impostos, porque no resto, quase não toca), pode levar com uma expulsão do euro. Os alemães têm medo de lhes dar dinheiro e depois verem a Grécia a dizer: não pagamos.

    Mas se a grécia for empurrada para fora do euro, aí leva com as consequências de ter uma produtividade muito baixa, dívidas a duplicar e sem estrutura produtiva para conseguir aguentar o serviço da dívida. A sua banca está quase falida. Com a saída do euro, tirando os fretes e o turismo, pouco mais pode fazer. Ainda por cima é um país macrocéfalo, o que é ainda pior.

    É claro que estamos a pagar a azelhice e a mentalidade deles. Que é ainda mais parasita que a nossa. Mas nós não podemos cometer os mesmos erros deles. Não basta dizer que não somos iguais. Temos que o mostrar. Mas com estas élites e com estes políticos, é sonhar alto.

    Em todo o caso, o nosso povo é diferente do grego. É mais inteligente e mais culto, no sentido de cultura da dureza da vida. É mais fácil o nosso povo aguentar sacrificios que os gregos. Neste caso é uma vantagem. (A Koreia do Sul safou-se precisamente pelo espirito sacrificio do seu povo, que chegou a vender ouro para emprestar/dar ao Estado e pagar as dívidas.)

    Mas as nossas élites são fracas, o mundo académico muito fraco e mais dado a decorar livros que aprender mesmo como funcionam os mercados e as economias, políticos que são um nojo, e uma mentalidade parasita, que mais se parece com a grega que verdadeiramente a portuguesa.

    Até digo mais. Era exportar as nossas élites para a grécia, que ficavam muito bem. lololololol

    anti-comuna

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  22. Gabriel Silva permalink*
    24 Abril, 2010 00:03

    «quase não as faz, e limita-se a aplicar mais impostos, porque no resto, quase não toca»

    nisso é como cá.
    Até decidem esbanjar mais.

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  23. anti-comuna permalink
    24 Abril, 2010 00:06

    Caro Gabriel, mas nós vamos ter um TGV. E eles não. ehehheehh

    anti-comuna

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  24. cenários permalink
    24 Abril, 2010 02:09

    Pelos vistos hoje é dia de pintar cenários.
    Em Portugal tem sido um fartote. Cenários e mais cenários.
    A chatice é que andamos há longo tempo à espera de realizações.

    J.

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  25. lucklucky permalink
    24 Abril, 2010 07:16

    Pobre anti-comuna a cada semana muda a cantoria, é dos ventos, só não mudam as conspirações. Eu já lhe disse várias vezes que estamos na bancarrota, e não só nós, por acção do social.ismo… agora parece que já está a entrar na cabeça dura a realidade, mas a coisa vem embrulhada no habitual eurocentrismo esquizofrénico de que todos estão atrás de nós.

    Explique-me lá qual a razão lógica, ponderada para alguém comprar dívida/emprestar dinheiro a um Governo como o Português? ou ao Governo Grego? ou ao Governo do Reino Unido? Não estou a falar de 6 ou 7% de juro, coisa que você chama ataque contra o Euro, estou a falar de emprestar tout court.

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  26. Licas permalink
    24 Abril, 2010 08:15

    ANTI-COMUNA COMEU UNS CARAPAUS DE ESCABECHE QUE JÁ NÃO ESTAVAM MUITO
    BONS, E DEU NISTO : UM PESADELO ANTI-IANQUE . . .
    ESPERO QUE LHE PASSE . . .

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  27. Anónimo permalink
    24 Abril, 2010 10:58

    #27 – “COMEU UNS CARAPAUS DE ESCABECHE QUE JÁ NÃO ESTAVAM MUITO BONS…”

    se calhar era do vinagre que azedou entretanto. se os comeres na véspera o risco é menor e se puseres uma peruca loira anula o efeito.

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  28. Licas permalink
    24 Abril, 2010 11:29

    anónimo e anti-comuna É O MESMO RATO DO LARGO ?

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  29. anti-comuna permalink
    24 Abril, 2010 12:39

    “Explique-me lá qual a razão lógica, ponderada para alguém comprar dívida/emprestar dinheiro a um Governo como o Português?”

    A mesma lógica dos que compraram dívida dos países nórdicos, na década de 79, 80 e 90, e foi paga toda a dívida e até reduzida para valores impensáveis então.

    Caro lucklucky, conhece ocaso ainda mais famoso da Noruega?

    Mas, pronto, quando a ideologia lhe tolde a capacidade de análise e raciocini, Vc. espeta-se ao comprido. ehhehehehheh

    anti-comuna

    PM “anónimo e anti-comuna É O MESMO RATO DO LARGO ?”

    Sim, esse mesmo. lololololol

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  30. jose silva permalink
    24 Abril, 2010 16:16

    Anti-comuna,

    Ainda só li os seus comentários até ao nº 20 e este post será histórico ! Vou guardar o link e republica-lo.

    Bravo pela sua análise ! Parabéns pela sua capacidade de compreender o que se está a passar e partilhar com os leitores !

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  31. anti-comuna permalink
    24 Abril, 2010 21:18

    Esteve para ser Portugal. Os gregos meteram-se à nossa frente. Foi a nossa sorte. ehehheh

    Mas nós vamos ter que fazer pela vida, para não sermos corridos da Zona €uro. Agora eles metem “problemas de crescimento” na acusação contra os gregos. Mas o problema dos gregos nunca foi de falta de crescimento. Foi é crescimento assente em despesa pública e dinheiros alheios e crédito fácil. Em suma, crescimento sem aumentos de produtividade.

    Ora Portugal tem uma problema de produtividade. Um problema e peras. Que dando aumentos salariais bem acima dos aumentos de produtividade mais inflação, só arruina ainda mais Portugal. Os socialistas não percebem este problema. Aliás, os socialistas são os maiores mentecaptos sobre questões económicas, que existem em Portugal. Os socialistas são a escola de pensamento económico mais estúpida da Europa.

    Se os alemães começarem a pegar com os países com falta de produtividade, Portugal também começa a ser atacado. O que vai dar ainda mais problemas para nos safarmos dentro do euro.

    Em Portugal os debates públicos andam demasiado mornos sobre estes assuntos que estão a atravaessar a Europa e o mundo. Típico de sociedades onde as élites são fracas. Preferem debater questões de lana caprina, como hooligans da bola e seus actos em praças públicas, em vez de debaterem estes problemas fundamentais da Europa. Depois queixam-se que nada corre bem.

    Leiam e meditem:

    Exigencia de la Unión Socialcristiana (CSU)

    El partido gubernamental alemán exige que Grecia abandone el euro

    Berlín.- La gubernamental Unión Socialcristiana (CSU) de Baviera, partido hermanado con la Unión Cristianodemócrata (CDU) que dirige la canciller federal, Angela Merkel, ha exigido que Grecia abandone la Unión Monetaria Europea ante la crisis financiera del país mediterráneo.

    “Grecia no tiene solo un problema de liquidez, sino también de crecimiento y estructural”, asegura Hans-Peter Friedrich, miembro de la ejecutiva de la CSU, en declaraciones adelantadas por el semanario “Der Spiegel”.

    Por ese motivo, las autoridades de Atenas “deben estudiar seriamente la posibilidad de abandonar el espacio del euro”, afirma Friedrich, quien subraya que ese posible paso “no puede ser declarado tabú”.”

    In http://www.elmundo.es/mundodinero/2010/04/24/economia/1272096074.html

    Ás tantas as nossas élites comportam-se como os coelhos, face a um potente foque de luz nos olhos. Ficam paralisados. As nossas élites, perante as ameaças exteriores, simplesmente calam-se. Não sabem o que fazer, dizer e agir.

    Como diria o outro. Tantos treinadores de bancada…

    anti-comuna

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