A PT e o “Interesse Público” *.
As relações de vizinhança são sempre complexas e psicologicamente intrigantes. São um teste à nossa natureza social. Até certo ponto, poderemos dizer que não escolhemos os nossos vizinhos, tal como, em parte, também não escolhemos a nossa família. No entanto, quer sejam simpáticos ou não, quer sejam incomodativos ou discretos, teremos sempre, de algum modo, que (con)viver com os vizinhos. No mínimo, pressupor a sua existência.
As relações luso-espanholas reflectem também alguns traços típicos das relações de vizinhança. Neste caso, uma vizinhança geográfica e politicamente inultrapassável, na extremidade atlântica do condomínio europeu. Oscilamos entre, por um lado, a simpatia e a atracção por “nuestros hermanos” e, por outro, a desconfiança típica do “de Espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos”.
Esta semana, tivemos dois confrontos luso-espanhóis. Um, no campo futebolístico, saldou-se por uma derrota portuguesa (previsível e justa). Outro, no plano empresarial e a propósito da tentativa de aquisição, pela Telefónica, dos activos brasileiros da PT, acabou por ser influenciado por um factor externo ao jogo (do mercado): a “golden share” que o Estado português vai mantendo naquela empresa. Foi uma espécie de intervenção do árbitro no desenrolar da contenda. O problema (para a equipa favorecida e para o governo português) é que não só o jogo ainda não terminou, como, previsivelmente, o árbitro mudará no decurso da próxima semana (aguarda-se o Acórdão do Tribunal de Justiça da União sobre a admissibilidade das “participações douradas”).
Dificilmente a posição do governo português poderá significar, a médio prazo, um ganho para o interesse público nacional. Desde logo, essa posição contrariou a vontade (mais recente) dos accionistas da PT. Além disso, a manutenção de empresas ditas de “bandeira”, nas mãos do capital nacional, é inconsequente. Não só o dinheiro não tem cor (leia-se, nacionalidade), como, no caso concreto, a preservação da PT em mãos portuguesas tem significado tudo menos o “interesse público” – a não ser que este se confunda com a promiscuidade que tem existido entre aquela empresa e algumas conveniências político – partidárias. É típico de estados centralistas e pouco sensíveis à autonomia privada, a defesa de empresas “nacionais”, apelando ao “interesse público”. A validade deste tipo de argumento é, por exemplo, a mesma daquele outro da defesa da “coesão nacional”, para se impedir a regionalização. Ou seja e para além da demagogia, nenhuma!
* in Grande Porto ( http://www.grandeportoonline.com/catalog/welcome.do ) , ed. 2. Julho. 2010
A pouca vergonha continua!
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=433155
Vara “tem direito”(???) a receber mais de 200 mil?
miseráveis.
os tais da bomba atómica no BCP
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Tem !!!!!!!!!
É assim que está no contrato que assinou com o BCP.
Se você fizer um contrato de trabalho com a sua entidade patronal, também o quer ver cumprido NÉ ?
O que você diz, parece mais justiça de Castela ….da, para ela !
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…
PMF em 4 Julho, 2010
«… tal como, em parte, também não escolhemos a nossa família.»
Cuidado! Se, nos tempos que correm, dificilmente escolhemos a nossa descendência à qual apenas podemos garantir o nome já que a educação apenas pode ser dada mas sem garantia que seja bem ou mal recebida, a ascendência só é possível conhecer quando chegamos ao mundo. A nossa razão diz-nos que é uma impossibilidade.
Nuno
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Ó #2:
E quem assinou o contrato por parte do BCP?
Não foram os amigalhaços da corrupção, dos negócios escuros na CGD, do crédito de favor a esse antro de raivas e ódios chamado Berardo?
Isso é um contrato legal?
E as actividades criminosas em que o vara tá envolvido, tb fazem parte do contrato?
E o mau nome que deu ao BCP com essas actividades, tb está no contrato?
Pois, é tudo a roubar.
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#3 Nuno (supra):
Não percebi!
De acordo quanto à educação (se bem que ainda podemos ir lutando e fazendo qualquer coisinha); totalmente de acordo quanto à ascendência. Mas, no fundo, referia-me a outros laços familiares, ou seja, até nem pensava tanto na família restrita (também nessa), mas na consanguinidade mais ampla….
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O Armando Vara, tanto quanto eu saiba, ainda não foi declarado culpado por nenhum tribunal (só na imprensa).Mantém, por conseguinte, todos os seus direitos, tal como qualquer um de nós.
O “Justiça de Fafe” deveria mudar o nome para “Justiceiro de Fafe”, assim ao género do faroeste.
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Jogar com cartas marcadas de antemão é sempre muito mais fácil… mesmo que isso vá contra o interesse público.
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Ó # 4
Não interessa quem assinou.
O que interessa é que está com assinatura válida e é para cumprir.
Estas coisas, não se fazem à medida dos Fafes…
Há aqui 2 partes e ambas são válidas.
Se há ou não amigalhaços, isso, são outros quinhentos e a Opus sabe o que faz ! Ou não ?
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Ó # 8
Tá-se mesmo a ver de que massa és feito!?…
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Vendam mas é o cancro da CP e do resto dos combóios aos xinas, eles metem cá os TGV’s deles à borla e exploram a coisa sem um tostão dos impostos. Aproveitem a oportunidade para despacharem elefantes brancos’
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Aqui sim é de vender sem hesitações. ‘Revolucionem’ e globalizem-se
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O puto que se diz filho do Cristiano Ronaldo, também não escolheu a família…
… mas que teve sorte, lá isso teve!…
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#6 Eleitor disse
4 Julho, 2010 às 10:29 am
O Armando Vara, tanto quanto eu saiba, ainda não foi declarado culpado por nenhum tribunal
Pois não. Nem vai ser. E não deixa de ser culpado por isso.
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O Vara em qualquer empresa, com os sctos que praticou a começar por enganar ( ou terá sido outra coisa?) a inspectora da judiciaria, era para ser despedido com justa causa, dados os elevados prejuizos que deu ao bom nome do BCP!
ou será tudo a mesma canalha?
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