Imbecilidades
25 Fevereiro, 2011
Sempre pensei que a imposição legal de limites máximos à velocidade de circulação de veículos se justificava com a segurança (não tanto do condutor, mas sobretudo a dos outros utilizadores da estrada). Afinal, estava enganado: aqui ao lado decidiram reduzir a velocidade máxima nas auto-estradas para 110 km/h, para reduzir o consumo de petróleo.
24 comentários
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Mas então, as renováveis de lá não compensam?
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Até me assustei. Pensei que era cá, afinal é aqui ao lado. Safa!…
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Cá não é preciso, já começaram a distribuir os carros elétricos…
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Ainda vão proibir o consumo de petróleo.
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Zapateros e Socratinos, as mesmas lutas, as mesmas tontices.
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Como? Os 120 kms das auto-estradas portuguesas foram decididos como limite provisório exactamente pela mesma razão há muitos anos.
henrique pereira dos sanos
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Por cá, podem decidir o que quiserem, pois, nesta terra de leis-da-treta, vai uma longa distância entre o PROIBIR e o IMPEDIR.
No que toca ao caso em apreço, basta ir a 120 km/h numa autoestrada qualquer, ver quantos nos ultrapassam (muitas vezes a ‘velocidade de avião’) e tentar saber quantos, desses, foram multados – ou simplesmente ‘interpelados’. O número deve oscilar entre zero e zero-vírgula-zero…
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Carros electricos ?
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Então acabaram com o 2 do Areeiro/P Chile/M Moniz, os impecaveis trolleys silenciosos e sem carris em Coimbra, fizeram o mesmo no Porto e agora são novidades ?
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E os biocombustiveis ? Já ninguém se lembra do caso Ericeira, creio que JF recuperava oleos para os veiculos publicos economizarem no combustivel, e caiu o céu e a trindade por parte do Governo que PROIBIU a bem do PETROLEO ?
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Agora quais são as desculpas ??? Toca a aumentar a gasolina e o gasoleo que assim entram mais Impostos para o Estado, a vida e o dia a dia dos Cidadãos que se live à força em ‘austeridade sem quaisquer resultados garantidos’ e ‘aumentos fiscais a FP, Empregados e Empregadores’. E pelo que vê desde de 2008 resultados nenhuns ??
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Expliquem-se que ninguém já percebe nada disto. Isto não pode continuar quer pela parte da Situação quer da Oposição.
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A verdade é que os equimamentos rodoviários que circulam nas auto-estradas são muito mais seguros do que o petróleo, mais precisamente o seu preço…
Uma medida economicamente eficiente, segundo os padrões que ensinam nas melhores escolas de gestão.
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É estranho que se estranhe isso.
Há uns 40 anos (1º choque do petróleo) que os EUA puseram limites de velocidade com a única justificação do menor consumo. A posteriori, verificaram pelas estatísticas uma grande redução nos acidentes graves. Só depois é que veio o dois em um: redução de acidentes graves e redução de consumo.
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Não saiu a frase final, que é esta:
Afinal onde é que está a imbecilidade, ou quem é que é imbecil?
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Podemos discutir se os novos limites são correctos ou não. Podemos discutir se a lei é aplicada ou não. Mas, na realidade, não é imbecilidade nenhuma, porque o consumo de energia é proporcional ao cubo da velocidade.
Assim, uma redução de 10% na velocidade traduz-se numa redução da potência necessária para a manter que é superior a 25%.
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Caro(a) Medina Ribeiro, não sendo eu Engenheiro, não me parece que seja bem assim. Julgo que a função consumo de um automóvel é inicialmente decrescente com o aumento da velocidade, atingindo um mínimo quando atinge o declive 0. A partir daí começa a ser crescente com a velocidade. Resta saber a que velocidade o consumo é mínimo…mas julgo que rondará os 90 km/h. Sinceramente, não creio que entre 110 e 120km/h haja substancial diferença de consumo na maioria dos automóveis. Contudo, como há alguma margem de tolerância para que as autoridades apliquem multas, podemos estar a falar de reduções de 150 para 140 km/h, onde o efeito no consumo já será relevante.
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Convém lembrar que os limites de velocidade foram adoptados, entre nós, como medida de poupança de combustível. Vieram para ficar, em nome da segurança (argumento posterior).
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A redução da velocidade não é de 10%. É só de 8,3%…
De resto e considerando a fiscalidade que incide nos combustíveis, a medida é uma ingerência na vida das pessoas manifestamente desproporcionada. Por outro lado, mesmo que a relação entre a velocidade e o consumo seja em teoria a que refere, há outros factores a influenciar o consumo de combustível tão ou mais relevantes. Ou então é o carro que uso que desconhece as leis da física: garanto-lhe que gasta mais, por quilómetro, a 20 km hora do que a 120.
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Ainda bem que não é cá. Gosto de andar a 200 no meu carrão comprado a crédito.
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A medida será para aplicar a ministros
em excesso de velocidade?
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CL,
A comparação com os 20 km/h é pouco informativa. Experimente ir a 80 km/h na autoestrada, com a mesma mudança que utilizaria aos 120 km/h, e veja o consumo por quilómetro.
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há um facto insofismável: menor velocidade reduz o consumo. tudo o resto é discutível.
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há anos que não passo dos 100 ( só se estiver atrasada , o que é raro ) para em lugar de um depósito gastar só meio…e , por exemplo , para ir a Coimbra , saio em Leiria e ic2 o resto do caminho que demoro apenas mais 15 minutos. é de senso comum e não preciso de nenhuma lei que me faça poupar tostões : dinheiro é tempo , no sec. XXI. e tenho mais que fazer que contribuir sem necessidade prós cofres do estado . é um incentivo do melhor para andar moderado.
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Só no seio dos blasfemos não há imbecis. Só inteligentes e vistas escanadas. Ainda há esperança para a nação!
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Reducir la velocidad supondrá un ahorro de 1.400 millones de euros al año
http://www.cotizalia.com/ultima-hora/2011/02/reducir-velocidad-supondra-ahorro-millones-euros-20110225-370120.html
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A medida espanhola é uma prova de que “quem tem cu tem medo”. Reduzem a velocidade para 110Km/h, o que em auto-estrada é pouco, mesmo para mim que não aprecio grandes velocidades.
Mas porque é que munca foram tomadas medidas para reduzir as potências e correspondentes cilindradas obscenas de alguns carros? Os construtores não deixam, é? Os alemães, sem limite de velocidade em muitas auto-estradas, também não deixam?
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Umas reflexões.
1 – Onde se consome a maior parte da gasolina? A andar a 120, ou nos
engarrafamentos? Para os que acreditam que é nos engarrafamentos,
os 110 fazem pouco sentido.
2- Quanto custa o tempo extra perdido por se ir a 11o, em vez de 120?
Será que compensa, mesmo? Para justificar o TGV, saíram-se
com 50 euros por hora… (questão de coerência).
3- Quantos dos que são defensores dos 120, cumprem realmente os 120?
Da minha vivência, quase ninguém admite que cumpre o limite, e menos
serão os que o cumprem. É daquelas coisas que fica bem dizer que se faz. Ou seja
faz como ele diz, e não como ele faz…
Portanto, a medida serve para: entalar mais quem cumpre, fazer boa figura, e sacar
umas multas. Da minha parte, dispenso-a: eu cumpro (as mais das vezes ando a 100,
e é porque tenho um carro velho), não tenho pretensões de ser santo de café, e também
porque já dei que chegasse.
NMO a melhor medida para poupar gasolina em andamento é evitar acelerações bruscas
(incluindo corridas de semáforo, e ultrapassagens à tuga).
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