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Tempo de falarmos um pouco de “corte de cabelo”. E não de “resgate”

1 Abril, 2011
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Em Portugal discute-se, sem ponderação e com muito pouco cuidado em ser verdadeiro, se o país deve, ou não, pedir ajuda internacional. José Sócrates jura que nunca o fará, e talvez não tenha de fazê-lo apenas porque deixará antes de ser primeiro-ministro. Pedro Passos Coelho garante que também deseja que o país não peça ajuda, mas não demoniza o FMI. O verdadeiro dilema está, no entanto, um pouco para além desta discussão. Está no que não tem sido dito pelos políticos mas que alguns economistas começam a defender: Portugal, tal como a Grécia e talvez a Irlanda, nunca conseguirá pagar os empréstimos que está a pedir e, por cada nova tranche que recebe, coloca mais peso na imensa carga de juros que já tem de suportar. O que significa que, com ajuda ou sem ajuda, apenas estamos a comprometer ainda mais o futuro.

Aqui há uns meses, num momento de sensatez e sinceridade, o ministro das Finanças admitiu que contrair empréstimos com os juros acima de sete por cento era “insustentável”. Acontece que os juros estão bem acima dessa fasquia há várias semanas, não se prevê que desçam, e, mesmo assim, o mesmo ministro jura que não precisamos de ajuda. Isto quando pedir ajuda significaria que as taxas a que iremos contrair os empréstimos de que necessitamos nos próximos meses seriam uns três pontos percentuais mais baixas. Luis Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), calculou esta semana que só este diferencial de juros custará ao país três mil milhões de euros nos próximos cinco anos. Uma enormidade que, só por si, imporá mais austeridade.

De resto o problema reside exactamente no ciclo infernal da austeridade: é que se esta é indispensável hoje, a sua eternização não permite que se acenda a mais ténue das luzes ao fundo deste túnel (ou deste buraco) onde anos de gestão irresponsável nos meteram. Ao contrário do que defende o guru do dr. Mário Soares, Paul Krugman, o nosso problema não é ter de adoptar uma política de austeridade (não nos resta outra alternativa quando gastamos, todos os anos, mais dez por cento do que aquilo que produzimos), é adoptarmos políticas de austeridade sem fim à vista.

Portugal é uma economia pequena muito dependente do exterior, muito diferente da economia americana que Krugman conhece bem. Sem austeridade, o Estado e os portugueses continuariam a fazer o que fizeram nos últimos dez, quinze anos: importar desvairadamente para satisfazer os desejos de consumo de uma população que, sobretudo após a adesão ao euro, acreditou poder gastar com a liberalidade de um novo-rico europeu. Como, entretanto, Portugal foi perdendo competitividade (em dez anos, mesmo com as diferenças salariais, ficámos 21 por cento menos competitivos na comparação com a Alemanha), as nossas exportações perderam quota nos mercados internacionais, substituídas por produtos vindos dos países do Leste e do Extremo Oriente. Com uma situação destas adoptar as políticas defendidas pelo PCP e pelo Bloco, numa adaptação provinciana de Krugman, apenas aumentaria a dimensão do buraco em que estamos, pois aumentaria mais o endividamento e faria diminuir ainda mais a competitividade externa do sector produtivo.

 

 

Mas uma coisa é dizer que não podemos deixar de passar por uma cura de emagrecimento, outra condenar o país a um regime de pão e água sem fim à vista. O que o Governo tem feito PEC atrás de PEC tem sido apenas apertar o cinto sem mudar de hábitos – ora, como sabem todos os que algum dia fizeram dieta, sem mudanças de hábitos a gordurinha regressa com a maior das facilidades. Os credores externos, como se tem visto, também não são capazes de impor – via Fundo Europeu e FMI – mais do que uma dieta louca e sem perspectivas. É por isso que os resgates grego e irlandês não aliviaram a pressão nos mercados da dívida.

Há uma semana, na sequência da demissão do Governo, o Wall Street Journal escrevia em editorial que Portugal “necessita de reformas, não de austeridade”. Só que as reformas defendidas por aquele jornal, se não iludiam alguma austeridade – pois será sempre necessário diminuir as despesas do Estado –, passavam, sobretudo, por criar um ambiente mais favorável à criação de riqueza e ao crescimento. Ora isso não acontece criando novas taxas encapotadas como a que pretende “subsidiar” os futuros despedimentos, antes fazendo diminuir todas as contribuições e impostos que penalizam a criação de postos de trabalho. Ou diminuindo o IRC, aproximando a sua taxa da praticada pela Irlanda, por exemplo, para conseguir atrair investimentos estrangeiros.

Infelizmente, ou talvez não, nunca se conseguirá cortar o suficiente nas despesas, e suficientemente depressa, para conseguir acertar as contas do défice, pagar os juros, começar a amortizar nos nossos gigantescos empréstimos (públicos e privados) e ainda inverter a tendência para continuar a aumentar impostos. Por isso, se queremos ter margem para introduzir reformas pró-crescimento, temos, como defende o Wall Street Journal, de reestruturar a dívida. Para muitos economistas a nossa situação é tal que teremos sempre que fazê-lo, com ou sem reformas – é ler, por exemplo, a entrevista a este jornal, na quarta-feira, de Barry Eichengreen, um ex-consultor do FMI considerado pela The Economistcomo um dos cinco economistas com ideias mais importantes para a pós-crise. Na sua opinião “usar dinheiro do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira e do FMI para’adocicar’ o acordo com os detentores de obrigações, de modo a fazer esta reestruturação da forma mais ordeira possível, seria melhor do que outro empréstimo de resgate, como os empréstimos iniciais à Grécia e à Irlanda, que negam a necessidade de reestruturação”. Rogoff tem defendido o mesmo.

 

 

Mesmo assim falar de reestruturação da dívida continua a ser falar de um tabu. Nenhum político nem nenhum banqueiro quer sequer tocar no assunto. E se se percebe a aversão dos banqueiros – reestruturar a dívida significa deixar de pagar, ou pagar mais tarde, aquilo que devemos –, a aversão dos políticos só se compreende por estes, aqui como em Bruxelas ou em Atenas, se terem especializado em negar a realidade para, julgam eles, não assustarem “os mercados”.

Na gíria dos economistas estas operações de reestruturação têm o curioso nome de “haircut” (corte de cabelo) e significam que os credores assumem como perdida parte dos empréstimos que fizeram. Na prática isso significa, como se escrevia num papper do think tank inglês Open Europe, uma transferência de parte dos custos da austeridade portuguesa dos já muito penalizados cidadãos nacionais para os credores, enviando-lhes também a mensagem de que devem ser mais prudentes quando financiam países estruturalmente deficitários como o nosso. Há muita justiça neste raciocínio, pelo que se pergunta: porque não de discute mais abertamente o cenário de uma reestruturação da dívida, única forma de a nossa economia recuperar algum espaço de respiração?

Julgo que por uma razão psicológica – reestruturar a dívida implica uma bancarrota parcial, e desde 1890 que Portugal não se vê em tal situação – e por o tema desagradar aos nossos credores, com a Espanha e a Alemanha à cabeça. Porém, se este “corte de cabelo” for trabalhado em conjunto com a Irlanda e a Grécia, que já estão a pedir a renegociação das condições dos respectivos resgates, Portugal conseguiria evitar o pior dos problemas, uma reacção muito negativa dos mercados. De resto, depois do que se passou esta semana, é difícil imaginar o que de pior nos poderá acontecer. Mau, mau será ir ao mercado durante o mês de Abril continuando a não olhar ao preço insustentável do dinheiro e fazendo apenas juras de que não necessitamos nem de ajuda, nem sequer de um amparo. Já chega de adiar soluções e tornar cada vez mais difícil uma saída sustentada da crise. Já basta, e cito uma imagem do diário espanhol ABC, de continuar a conduzir pela faixa errada da auto-estrada jurando que todos os outros é que estão enganados.

Jornalista (este artigo foi escrito ontem antes da intervenção do Presidente da Rrepública)

 

PS1. Há coisas que não consigo compreender. E uma delas é a declaração de Pedro Passos Coelho de que não pediu nem vai pedir uma auditoria às contas públicas. Parece que o faz a pedido do Presidente da República e do presidente da Comissão Europeia. Parece que não querem mais sarilhos e temem as consequências para o país de revelar os segredos comprometedores que todos desconfiamos terem sido varridos para baixo dos tapetes do poder (o que nos leva a perguntar o que é que Cavaco e Barroso conhecem que nós desconhecemos). O que devia acontecer era precisamente o contrário: uma auditoria independente às contas públicas a realizar antes das eleições, até para votarmos sabendo aquilo a que vamos. Nunca hei-de perceber porque se receia a transparência e se duvida da inteligência dos eleitores, preferindo que votem na obscuridade. Minando a sua confiança.

PS2. Nem sei como classificar o desejo do PS e do Bloco de manter secretos os relatórios que a Unidade Técnica de Apoio Orçamental do Parlamento mantenha secretas as análises que realizar até às eleições. Intenção obscena?

 

47 comentários leave one →
  1. Golp(ada) permalink
    1 Abril, 2011 20:38

    Retirado do: http://citadino.blogspot.com/
    Thomas Edison disse:
    “Se a nossa nação pode emitir uma obrigação de um dólar, também pode emitir uma nota de um dólar. O que torna a obrigação válida, também torna a nota válida. A diferença entre a obrigação e a nota é que a obrigação permite ao corretor arrecadar o dobro do valor da obrigação mais 20%, enquanto a nota não dá dinheiro a ganhar a ninguém excepto àqueles que contribuem de alguma forma útil para a sociedade. É absurdo afirmar que o nosso país pode emitir 30 milhões de obrigações e não pode emitir 30 milhões de notas. Ambas são promessas de pagamento, mas uma engorda os usurários e a outra ajuda as pessoas.”

    O dinheiro que o governo português está a pedir “emprestado” ao cartel bancário internacional, a que eufemisticamente chamam “mercados”, e sobre o qual o povo terá de pagar juros usurários durante anos, não é mais nem menos do que o crédito da nação (a produção de riqueza da nação somada ao poder do governo de cobrar impostos), crédito que, obviamente, a nação já possuía à partida ou as obrigações não teriam valor nenhum.

    E, coisa espantosa, o Banco Central Europeu, que está proibido pelos próprios estatutos de emprestar aos Estados da Zona Euro, empresta dinheiro a 1% de juros ao cartel bancário internacional (os famosos “mercados”) que, por sua vez, empresta esse dinheiro aos Estados Nacionais a 6, 7 e 8% de juros
    Uma pesquisa no Google é elucidativa:
    .

    .
    Basta ir ao blogue e ver:
    http://citadino.blogspot.com/

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  2. tina permalink
    1 Abril, 2011 20:57

    A União Europeia, na forma de Merkel, tentou usar Portugal como o muro de Berlim, ou seja, o primeiro país europeu em sérias dificuldades que conseguiria enfrentar a crise sozinho. Quantas vezes Olli Rhein disse que Portugal não precisaria de ajuda? O que acontece é que a UE borra-se de medo que outros países se seguirão. É essa a realidade e era esse o entendimento entre Merkel e Sócrates. Foram ao ponto de exigir medidas muito duras, tais como congelar as reformas. Achavam que porventura isso dava melhor aspecto para a recuperação económina do que aumentar O IVA, por exemplo. Os socialistas portugueses estavam todos prontos a alinhar com isso. Bem, não funcionou com a oposição portuguesesa, que se opôs. Muito mau para os planos de Merkel e Olli Rhein, que Portugal se impôs contra o seu jogo.
    .
    Eles tratam-nos como estúpidos e os socialistas, estúpidos como são , sentem-se confortáveis com isso.

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  3. tina permalink
    1 Abril, 2011 21:04

    E é por isso que Merkel disse que estava muito grata a Sócrates. A não ser que fosse por qualquer outra coisa que ele lhe tenha feito e a gente não sabe.

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  4. 1 Abril, 2011 21:08

    Tina,
    ainda mantém troca de cartas com Olli Rhein?

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  5. Pintas permalink
    1 Abril, 2011 21:10

    Oh Zé Manel, obsceno está o teu português. Revê outra vez o que escreveste no post script 2! (Manter mantenha?) Balhamedeus…

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  6. tina permalink
    1 Abril, 2011 21:12

    Mantenho sim. O escritório dele respondeu-me a dizer que era a Eurostat que tratava dessas coisas e que esta estava em cima do assunto. Qual não foi a minha agradável surpresa ao verificar que na verdade estavam!…

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  7. 1 Abril, 2011 21:40

    Isto foi dito agora mesmo por uma senhora na SICN: “se houvesse uma alternativa ao PS, que não há”. Chegámos ao fundo da fossa. É escandaloso, como as pessoas reduzem o mínimo denominador comum a José Sócrates e ainda pensam haver pior.

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  8. Arlindo da Costa permalink
    1 Abril, 2011 21:43

    Oxalá que os que cantam loas e excelcitudes ao FMI (aqui e noutras montras e palcos) que sejam despedidos pelo patrão e se forem funcionários públicos que tenham uma redução salarial na ordem dos 50%, só para começar.
    Vejam o que o FMI está fazem à Grécia e aos parvos dos gregos!:
    http://twitter.com/PedroMoreira

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  9. tina permalink
    1 Abril, 2011 21:44

    JP, essa senhora não pensa, é simplesmente meretriz de algum socialista.

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  10. Arlindo da Costa permalink
    1 Abril, 2011 21:45

    http://twitter.com/PedroMoreiraTVI#

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  11. JFP permalink
    1 Abril, 2011 22:17

    D. Tina,
    Já uma vez lhe disse que o seu comportamento, despudoradamente grosseiro, arrastaria à presunção de estarmos em presença de uma galdéria. Considerou que a insultei, expliquei-lhe que não e sugeri-lhe que criticasse com toda a sua força, só que, se não de forma elegante (que admito possa ser-lhe impossível), pelo menos de uma forma educada.
    Compreendo que me diga que não é única malcriada no conjunto dos comentadores, mas que diabo, eu gostaria de poder acreditar que você é uma senhora. E deixe-me ser sincero, os seus comentários são em regra tão pobrezinhos que, enfeitados com as grosserias que gosta de usar, ficam com pinderiquice apropriada à identificação que escolheu.
    Já pensou alguma vez na baixeza que é insultar alguém, cobardemente escondida no anonimato.

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  12. José Pinto Basto permalink
    1 Abril, 2011 22:19

    Artigo interessante a focar aquilo que já “vi” há largos anos e escrevi, aqui, há um mês, (as dívidas que nunca figuram nas contas, nem no princípio nem no fim das mesmas.)
    A Tina tem razão, Merkel usa Portugal como uma “montra”e aponta aos seus: “é isto que vocês querem para a Alemanha?…

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  13. Golp(ada) permalink
    1 Abril, 2011 22:33

    Manuela Moura Guedes diz no CM o que suspeito hà muito.
    Sondagens a dar 30% ao PS, só podem estar marteladas.

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  14. Arlindo da Costa permalink
    1 Abril, 2011 22:45

    O que MMG diz, tem tanta credibilidade, como tem esse pasquim de trolhas.
    Nenhuma.
    De facto a MMG há muito tempo que não regula da cachimónia.
    Deve ser do botox…

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  15. tric permalink
    1 Abril, 2011 22:49

    fonix, nunca mais saimos do Euro!!?? ta a demorar…se se desvalorizar a moeda em 20 a 30% pedimos perdão da divida nessa ordem, pedimos não, exigimos!! e reestrutura-se a restante divida e é se quizerem ser pagos…como se faz isto, com uma revolução…

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  16. tric permalink
    1 Abril, 2011 22:54

    Revolução não, fonix..!!! Pronunciamento militar!

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  17. anti-comuna permalink
    1 Abril, 2011 23:10

    Se houvesse um haircut das dívidas de Portugal, Grécia e Irlanda, todo o sistema financeiro europeu ruiria. lolololololol
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    Se houver um haircut da dívida portuguesa, os juros a pagar em Portugal nos próximos 20 anos, mesmo dentro do euro, seriam sempre bastante elevados.
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    Quem fala em haircuts anda a ver navios. Pensa que basta dar um corte aos investidores e já está. lolololololol
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    Mas há outro erro de análise profundo. os juros actuais não são incomportáveis. Até entrarmos no aéreo Portugal paga estes juros e mais altos até. Poucos é que estudam estas coisas. E, no entanto, Portugal lá foi pagando os juros.
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    .
    O ponto é outro. O ponto é que ninguém tem coragem para tomar verdadeiras decisões que cortem na despesa. Se um governo cortar na despesa, não agravar os impostos (ou apenas mudar as suas componentes, sem agravamento global da carga fiscal) e preconizar superavites orçamentais, os juros começarão a cair. Devagar mas cairão. Mas é mesmo preciso alguém com coragem para cortar na despesa e cumprir orçamentos superavitários reais. Porque, quedas no PIB devido a cortes na despesa são apenas conjunturais e apenas melhoram as perspectivas do crescimento económico futuro. O erro que aconteceu na Grécia. O caso irlandês é diferente porque a sua banca está na falência.
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    O sistema actual não pode comportar haircuts. Nu futuro próximo até seria desejável, mesmo que os juros subissem. Aliás, já estão a subir por causa disso mesmo.
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    É possível fugir aos haircuts? Claro que é. Fazer como fizeram na escandinávia há duas décadas atrás e ter contas superavitárias. Não é preciso inventar o ovo de colombo. basta imitar o próprio salazar, há cerca de 80 anos atrás. Não há é ninguém em Portugal que diga assim: nós não queremos défices de 3%, queremos um superávite de 3%. E viam os juros a cair. Assim…
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    .
    Volto a repetir: esta situação deveria levar alguém em Portugal a dizer, Basta de défices! Queremos superávites orçamentais!
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    Mas quem o diz? Meia dúzia de gatos pingados, sem qualquer poder de decisão. E até nem é preciso ir a Coimbra perceber que é isto que falta em Portugal. Uma mentalidade que defenda superávites orçamentais.

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  18. anti-comuna permalink
    1 Abril, 2011 23:13

    Aliás, não há nada mais burro que um devedor ameaçar não pagar as dívidas. lololololol
    .
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    E há quem o queira discutir em Portugal! lololololol
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    É preciso mesmo ser burro para não perceber estas coisas. ahahahahh

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  19. Arlindo da Costa permalink
    1 Abril, 2011 23:34

    Uma vez que a União Europeia, actualmente, é uma treta pegada, onde não existe efectivamente união e solidariedade, Portugal tem que ter uma estratégia radical de forma a arrastar a Espanha para o barulho, e esta por sua vez, deverá arrastar consigo, a Itália, a Belgica, a França e a própria Alemanha.
    A adminstração da moeda única europeia – ao contrário dos EUA, da China, do Brasil, da Austrália, da Suiça,etc. – é uma verdadeira CAGADA!
    Ou a Europa, no seu conjunto, resolve a situação para todos, pois ninguém está livre desta lógica irracional dos mercados (manipulados por quem quer destruir a moeda única) ou então os países que estão na corda bamba, devem patrioticamente fazer rebentar a corda e rebentar de vez com esta treta que se chama União Europeia.
    Nem mais Comissão Europeia. Nem mais Parlamento. Nem mais Dias Europeus da Melancia. Nem mais Dias Europeus Sem Cuecas. Nem mais Tretas.
    Rebentar com esta treta toda é o caminho.
    É preciso dizer aos boches, aos francius, aos bifes, aos mafiosos, aos nórdicos, que estamos todos no mesmo barco.
    Se é para ir ao fundo, então que vamos todos alegremente e em babélica folia!

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  20. tric permalink
    1 Abril, 2011 23:43

    mas há alguma coisa para discutir!!?? não há dinheiro e o tempo não para…

    “Se houvesse um haircut das dívidas de Portugal, Grécia e Irlanda, todo o sistema financeiro europeu ruiria. ”

    tenho pena do sistema financeiro europeu, que é uma coisa doida…é tão bom,tão bom, que permitiu que acontecesse o que aconteceu…

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  21. anti-comuna permalink
    1 Abril, 2011 23:45

    “Se é para ir ao fundo, então que vamos todos alegremente e em babélica folia!”
    .
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    Fie-se na virgem. hehehehh
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    Um país como Portugal, que tem uma televisão pública que mama mais de 230 milhões de euros por ano e ninguém lhe toca… Como é possível um país quase a falir e em vez de cortar nestes luxos, prefere ir às pensões dos velhinhos que menos recebem?
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    Este é apenas um exemplo de que há muito por onde cortar. O que não há é vontade política, isso sim. Porque, se o país tivesse dirigentes políticos capazes, já há muito eu via nos jornais: vamos acabar com os défices e ter orçamentos superavitários. Mas há longos meses que andamos nisto: défice para aqui, défice para acolá, etc.
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    Mas o pior é as vigarices que se andou a fazer em Portugal. Porque isso, meus amigos, por muito que se queixe o Cavaco dos ratings da Fitch, não há nada pior que um país mentir a todo o mundo, incluindo os seus investidores.
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    Esta semana a “nata” dos nossos economistas discutiu tudo e mais alguma coisa, mas nenhum disse assim: vamos ter orçamentos superavitários. Vamos gastar menos do que cobramos. Nenhum! Da esquerda à direita, do mundo académico até ao empresarial. Mas andam a discutir o sexo dos anjos. Se o governo pode ou não pedir ajuda ao FMI! lolololol Claro que não pode. Este governo não tem legitmidade política (e tão pouco vontade, ainda por cima) para pedir ajuda ao FMI. Não tem legitmidade política e tão pouco constitucional. Por muito que a oposição se queixe.
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    Mas enfim, até a oposição cai nas armadilhas dos vigaristas Sócrates e Teixeira dos Santos.
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    Não há para aí uma petição a pedir orçamentos superavitários para eu assinar? glup!

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  22. anti-comuna permalink
    1 Abril, 2011 23:48

    “tenho pena do sistema financeiro europeu, que é uma coisa doida…é tão bom,tão bom, que permitiu que acontecesse o que aconteceu…”
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    Meu amigo, se Portugal desse um haircut na dívida, a nossa banca falia e seria um BPN a multiplicar várias vezes. Está a ver a Irlanda?
    .
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    Lá está. Esta gente pensa que deixando falir toda a banca, nós nos salvariamos. lololololol
    .
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    O mundo deixou que a banca tomasse conta da monetarização da economia e agora queixam-se que ela deveria salvar o mundo e não o faz. lololololo

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  23. Qlido permalink
    2 Abril, 2011 00:16

    O Sr.Arlindo ainda não compreendeu que o que se passa na Grécia não é culpa do FMI, é culpa dos líderes gregos que levaram o país à bancarota. E Portugal também vai ficar na merda, e não será culpa do FMI ou do PSD, será culpa do seu chefe, que duplicou a dívida pública portuguesa em meia duzia de anos, e iludiu um país vigarizando tudo e todos.

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  24. lucklucky permalink
    2 Abril, 2011 00:25

    O Português não sabe fazer contas. É burro .
    E não quer saber fazer. O que é Pior.
    Depois como não entende nada, tem como único recurso ser clubista.
    E elogia os tipos que o estão a endividar.

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  25. Arlindo da Costa permalink
    2 Abril, 2011 00:32

    Para mim, Arlindo da Costa, os politicos gregos (por acaso eram todos da direita) que aldrabaram e puseram o país na bancarrota e o povo a «pão e água», deviam ser todos arrastados para julgamento e devia ser aplicada o código penal chinês;
    Em Portugal, com efeitos retroactivos pelo menos a duas décadas atrás!) todos os governantes, ex-governantes, autarcas, ex-autarcas, gestores públicos, ex-gestores públicos; administradores bancários e ex-administradores bancários que fizeram as trapaças e os saques que diariamente assistimos; todos eles e com as provas devidamente recolhidas deviam ser julgados e penetenciados pelo código penal chinês.

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  26. Arlindo da Costa permalink
    2 Abril, 2011 00:43

    O que está em marcha é um «golpe de estado» contitucional e uma manobra eleitoral (não é por acaso que a oposição queria provocar a todo o custo eleições) para «branquear» estas últimas duas décadas e para ocuparem determinados «lugares» com vista «desinchar» algumas anomalias/cambalachos que andam de Pilatos para Caifás ou marinar na (in)justiça portuguesa.
    Não se esqueçam que houve várias e grandiosas fraudes bancárias e fiscais, os processos «submersíveis» de corrupção, e todos andam numa «boa» e muitos vão à missa do domingo, de manhã, e à tarde vão dar umas tacadas de golfe…
    Há de facto uma «urgência» em trepar e chegar a alguns sítios…
    Pois sabem que o povo é «sereno» e para os próximos dez anos já arranjaram um bode expiatório para justificar os anteriores e os próximos saques e roubos.
    Quem não se lembra da poeira para os olhos com o «processo» Casa Pia, o processo mais vergonhoso da história portuguesa?

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  27. certo permalink
    2 Abril, 2011 01:08

    “E até nem é preciso ir a Coimbra perceber que é isto que falta em Portugal. Uma mentalidade que defenda superávites orçamentais.”

    O que fazem as famílias, em sua casa, maioria, se não têm mais a quem pedir e põem de parte o roubar, oh, poupam e, sem se darem mais luxos, cortam onde é possível, por sobreviverem e ajuntarem um quinhão.

    Sim, mas a contra-maré, que nas empresas públicas, nos institutos mais instituições, mesmo deficitários, à maneira dos chefes partidários, não se poupa nada, gasta-se é como ainda hoje ouvi em bons Mercedes e Audis e BMWs para a boyada amiga de co-directores.

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  28. 2 Abril, 2011 01:11

    O roubo descarado dos bolsos dos portugueses continua guiado pela MAFIA COM EXPERIÊNCIA NA MAÇONARIA DO LARGO DO RATO.
    Em vez de questiúnculas de disfarce, atente-se nisto:

    FESTA DE “INAUGURAÇÃO” DA CRIL.
    Os 3,5 Km que faltavam para concluir a CRIL vão ser inaugurados em abril.
    A FESTA CUSTA 100 MIL EUROS!!!

    http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=15658

    A obra, péssimo projecto e medíocre execução, custava 110 milhões.

    Mas VAI CUSTAR 180 MILHÕES.
    Só uma questão se pode colocar.
    O que faz o abécula do Sr. Dr. Pinto Monteiro no seu pomposo cargo de PGR???
    Ele sabe o que é peculato?
    prevaricação?
    Gestão danosa?
    Participação económica em negócio?
    AH!…Não sabe.
    Pois vá tirar a licenciatura de Direito………..

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  29. 2 Abril, 2011 01:23

    “Aliás, não há nada mais burro que um devedor ameaçar não pagar as dívidas. lololololol”

    Se um devedor está a pedir um novo empréstimo, é burrice ameaçar não o pagar; se está a tentar renogociar as condições de um empréstimo já contraído, pode ser uma boa estratégia dizer “o pá, isto tal como está não vou conseguir pagar; agora, se mudarmos este prazo e esta taxa, devo conseguir”. Nunca ouviu dizer “se deves 100 mil contos, tens um problema; se deves 10o milhões de contos, o teu banco tem um problema”?

    Aliás, quando o anti-comuna diz “Se houvesse um haircut das dívidas de Portugal, Grécia e Irlanda, todo o sistema financeiro europeu ruiria”, acaba implicitamente por reconhecer que eles estão tão nas nossas mãos como nós nas deles.

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  30. Leme permalink
    2 Abril, 2011 02:44

    Eu lameto é haver tantos Arlindos com e sem Costas que, sem terem mais que a 4ª classe ou o ensino bãsico, estejam a deixar-se enganar e fiquem convencidos que a rataria ladra dos socialistas tem sequer a mínima capacidade para salvar este Povo Português quando, em boa verdade, é gente que, sem saber o que está a fazer, vai sabendo como encher bem a peida de tudo o que é a riqueza dos outros. Não há outro castigo possível para essa ladronagem que não seja a morte e com muito sofrimento. Depois de mortos já não chateiam mais.
    O que é curioso é que todos ou a maioria dos países europeus estão a ser lesados e muito por todos estes cabrões, socialistas tanto cá como em todos os países onde há esgotos – que é onde essa escumalha gosta de viver -, e ninguém trata de exterminar esses patifes Se calhar, é tudo causado pelo “politicamente correcto”!

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  31. tina permalink
    2 Abril, 2011 07:42

    JP,
    .
    Você é um bocado lento por isso eu explico. A senhora insultou todos quando disse que não havia ninguém melhor do que o PS. Também o fez de forma cobarde porque não disse na cara das pessoas. É a sorte dos jornalistas, escondem-se por detrás da câmara ou do papel. Mas eu respondi – e tive o cuidado de usar uma palavra elegante – e sinto-me aliviada. O que eu acho é que se não gosta dos meus comentários então deixe de os ler. É lógico, claro, mas como disse você parece um bocado lento.

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  32. lucklucky permalink
    2 Abril, 2011 08:02

    Quem foi a senhora Tina?

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  33. tina permalink
    2 Abril, 2011 08:43

    Lucklucky, não sei, o JP é que viu na SICN.
    .
    JP, enganei-me, o meu último comentário é dirigido a JFP e não a si.
    .
    JFP, o meu último comentário é dirigido a si e não a JP.

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  34. JFP permalink
    2 Abril, 2011 08:48

    D. Tina

    Agradeço a sua resposta, visto ficar sem dúvidas àcerca de si e da forma como se alivia.
    Passe muito bem

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  35. 2 Abril, 2011 09:04

    Infelizmente para nós, qualquer “receita” decalcada de outra solução tentado ou testada noutro país, irá esbarrar com a nossa classe politica acomodada aos lugares que ocupam. O facto de se querer esconder dos portugueses a real situação do país nada tem a ver com mercados, agências de rating ou eleições, mas sim com a falta de coragem e de isenção politica que se vive neste país, uma auditoria às contas públicas, pode trazer a lume, negociatas, entre partidos e governo, para que determinadas medidas, sejam pensadas, apresentadas, mas nunca aprovadas. Depois do teatro que Sócrates fez sobre o PEC IV, e a vitimização que continua a fazer, os políticos já entraram em campanha e até Junho, a guerra será sobre descalçar a bota do ónus da culpa da crise politica, o país esse fica mais uma vez adiado para o futuro governo se vir queixar do anterior, ou não caso os portugueses mantenham a fé na publicidade Sócrates e sua trupe de palhaços. Ontem mesmo publiquei no meu blogue, um artigo sobre o FMI na Grécia e a sua Receita “http://des-governo.blogspot.com/2011/04/o-fmi-na-grecia.html”, onde claramente o que está a ser feito lá não difere muito do famigerado PEC IV. Que diga-se em Junho estará novamente na mesa sob a forma de programa de governo, seja qual for o resultado das eleições. Ajuda externa, de Marte ou de outra galáxia, tem de acontecer, pagar 9% de juro e estar em recessão só agrava o buraco.

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  36. lucklucky permalink
    2 Abril, 2011 11:43

    “Mas uma coisa é dizer que não podemos deixar de passar por uma cura de emagrecimento, outra condenar o país a um regime de pão e água sem fim à vista. O que o Governo tem feito PEC atrás de PEC tem sido apenas apertar o cinto sem mudar de hábitos – ora, como sabem todos os que algum dia fizeram dieta, sem mudanças de hábitos a gordurinha regressa com a maior das facilidades. Os credores externos, como se tem visto, também não são capazes de impor – via Fundo Europeu e FMI – mais do que uma dieta louca e sem perspectivas. É por isso que os resgates grego e irlandês não aliviaram a pressão nos mercados da dívida.”
    .
    Este parágrafo é um desastre total.
    Para começar de lógica.
    Depois ainda não percebeu que os anos de dívida acabaram.
    A Grécia tem mais de 130% de divida publica. Ainda está aumentar mais a dívida uma vez que tem défice e JMF admira-se que os mercados estejam chateados?!
    Se há países que só produzem para viver a “pão e água” é isso que devem ter.
    Grécia está a viver do dinheiro dos outros.
    E Portugal também.
    O Estado pede emprestado 20% do que gasta, todos os anos. Que acha que vai acontecer nos mercados se se reduzir para 15 ou 10%. Nada, continuamos a aumentar a dívida.
    Percebe essa simples coisa: “aumentar a dívida”
    Só quando não tivermos défice.

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  37. tina permalink
    2 Abril, 2011 12:38

    O JFP pretende indignar-se com as minhas maneiras mas depois é o maior ordinarão. Pessoa assim falsa e boçal só pode ser socialista.

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  38. Francisco Colaço permalink
    2 Abril, 2011 14:18

    Tina,
    .
    Os socialistas são neste momento os perfis de patinho com um alvo pintado que se vêem nas feiras. Derrubá-los é um prazer e podemos levar o ursinho de peluche para casa.

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  39. tina permalink
    2 Abril, 2011 14:19

    É interessante observar que “socialista” se tornou uma palavra suja.

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  40. tina permalink
    2 Abril, 2011 14:21

    Francisco, great minds think alike! Postei o meu comentário antes de ver o seu.

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  41. anti-comuna permalink
    2 Abril, 2011 17:25

    “Aliás, quando o anti-comuna diz “Se houvesse um haircut das dívidas de Portugal, Grécia e Irlanda, todo o sistema financeiro europeu ruiria”, acaba implicitamente por reconhecer que eles estão tão nas nossas mãos como nós nas deles.”
    .
    .
    Aqui é que se engana. Eles sofreriam mas safar-se-iam, nós seriamos como a Argentina. Que de haircut em haircut, o povo vive na miséria e as élites no luxo.
    .
    .
    Pense lá outra vez nas consequências de um haircut tuga e diga-me quem iria sofrer mais. Os alemães ou os portugueses?

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  42. Vadinho Nascimento permalink
    2 Abril, 2011 20:59

    Com vontade de mostrar serviço
    Os alunos bem comportados da EU
    Transformaram-se em moços de serviço
    Tendo em vista qualquer coisa
    Um cargo em Bruxelas ou uma gorjeta daquelas!
    Não se importaram de encalacrar Portugal
    A Europa era agora a nossa pátria afinal
    E não demonstrar lealdade à pátria
    É, agora e sempre imoral.
    Mas de que adianta o aluno ser bem comportado
    Se quando chega ao exame demonstra que não percebe nada do riscado?
    Chumbo grosso e ponto final.
    Cabe agora a um coelho resolver a situação.
    Mas como?
    Deve o coelho ser arrogante e mal-educado. Deve ameaçar que Portugal sai do euro sem pagar nada a ninguém. Se quiserem até podem bombardear o Pais, não temos medo, não pagamos.
    Com esta estratégia a chanceler elabora um plano de recuperação levezinho para Portugal. Dá ordens para o banco central Europeu imprimir/ criar uns euros para salvar o nosso pais ( basta que imprima apenas dez por cento dos euros que imprimiu para safar os grandes da Europa ).
    A única estratégia, é mesmo esta, o coelho chega a Bruxelas e dispara logo: Ó chancelerina se queres que Portugal continue no euro faz-me um like

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  43. JFP permalink
    3 Abril, 2011 11:18

    D. Tina

    Foi você que disse que se aliviava a chamar prostituta a uma senhora que não conhece, e apenas por ter emitido uma opinião política,ainda que incorrecta a seu juízo. Eu disse tão só, ter ficado a conhecer a forma como você se aliviava. Onde é que está aqui a boçalidade? Foi um acto seu falhado: você ao ler o que escrevi, instintivamente percebeu o nível moral que tinha exibido.

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  44. Francisco Colaço permalink
    3 Abril, 2011 18:11

    Vadinho Nascimento,
    .
    No dia em que Portugal sair do Euro, o seu salário passa a valer menos 30%. Assim mesmo.
    .
    Porque é que aqui em Portugal ninguém defende orçamentos sãos (superavitários), acabar com serviços que o Estado não deve providenciar, acabar com duplicações de serviços no Estado e Institutos, e mandar os respectivos desfuncionários públicos tratar da sua vidinha noutro lado? Não me parece que seja por pena dos funcionários.

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  45. Francisco Colaço permalink
    3 Abril, 2011 18:14

    Tina,
    .
    Não responda à xuxalice vigente. Veja que eles nem sabiam escrever bem o meu nome! Veja lá se me importei. Deu para mandar mais uns tiros aos patos.
    .
    Ainda estou à espera do ursinho de peluche, mas parece que os fundos para o comprar estão dependentes do próximo leilão de dívida.

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