já não é mau
Na avaliação do sentido de voto numas eleições que escolham um governo, um liberal não deve esperar encontrar programas «liberais» nos partidos políticos. O liberalismo não é uma filosofia de governo e do estado, mas uma filosofia sobre o governo e o estado. Não explica como se deve governar, mas o que os governantes não devem fazer no governo. A soberania e o seu exercício, mesmo em democracia, são sempre limitadores da liberdade individual e, por isso, não servem para criar um mundo ideal onde a coacção pública não exista. O liberalismo é, assim, uma filosofia política que nos explica por que razão a sociedade deve conter o poder do governo e a actuação dos governantes. Esses limites são impostos por uma ordem jurídica constitucional que garanta, ao máximo, os direitos, liberdades e garantias individuais, que crie «checks and balances» que auto-limitem os órgãos de soberania, e, no dia a dia, por uma sociedade constituída por indivíduos (mais do que por «cidadãos») conscientes dos seus direitos face ao estado e ao governo. Deste modo, como várias vezes já o escrevi, na política partidária e de governo e do estado o máximo a que podem ascender as pretensões liberais é a de se casarem harmoniosamente com o conservadorismo político, esse sim uma doutrina de governo e do estado. Em Portugal, as ideias liberais têm vindo a fazer o seu caminho. Hoje encontramo-las, em doses maiores ou menores e sempre limitadas por quantidades consideráveis de estatismo conservador, nos programas do CDS e do PSD. Há meia dúzia de anos isto seria impensável. Se elas, ou algumas delas, num país há muito subjugado por um estatismo asfixiante, forem tidas em conta num futuro governo, já não é mau.

Por mim, estou ilucidado e já a atenho decidida, que voto no Garcia Pereira, professor de Direito do Trabalho, desde há muito, único que a sabe toda, de gastos, de roubos e da dívida, que, sem cumplicidades na mesma, tem o remédio para a dita.
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A verdade é que no tempo de Vasco Gonçalves o peso do Estado na sociedade e na economia não ultrapassava os 25%…
Com os programas da «direita» que têm sido implementados nas últimas 3 décadas (com o contributo da «troika» doméstica já vamos a cinquenta e tal por cento).
Mas há quem insista que a culpa é do Sócrates!
É como aqueles que a partir de 1976 condenavam e criticavam as empresas públicas e nacionalizadas, mas que invariavelmente «administravam» essas empresas. E normalmente era gente do PSD.
Gosto muito da Primavera e também gosto muito dos «liberais» tugas…
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Errata: onde se lê “por uma sociedade constituída por indivíduos (menos do que por «cidadãos») conscientes dos seus direitos face ao estado e ao governo” deve ler-se “por uma sociedade constituída por indivíduos (mais do que por «cidadãos») conscientes dos seus direitos face ao estado e ao governo”
Certo?
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e…
como ficará o sentido de voto, logo, após o debate louçã/passos?
sem a estaleca que a prática do debate parlamentar tem dado a sócrates, prevejo que passos será uma pera doce para o padre louçã…
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“Se elas, ou algumas delas, num país há muito subjugado por um estatismo asfixiante, forem tidas em conta num futuro governo, já não é mau.”
.
Sim, seria bom que tal sucedesse. Mas nada está garantido porque o governo, qualquer governo, depois de alcandorado no poder, quase sempre envereda irresistivelmente por um estatismo totalitário. É uma fatalidade com que devemos contar.
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Tem toda a razão, Eduardo. Muito obrigado.
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O liberalismo económico é viável numa sociedade de concorrência perfeita. Onde existem monopólios e oligopólios o Estado tem de assumir um papel de regulador ou então o mercado livre desaparece.
Sou muito céptico em relação ao liberalismo português. Ou é tão radical que destruiria em pouco tempo a economia de mercado e levaria a fortes explosões sociais ou então é um liberalismo assimétrico que convive pacificamente com a concessão de rendas quase perpétuas, subsídios e outros choques fiscais, e que cria relações económico-sociais desequilibradas. Qualquer um dos dois não é benéfico, na minha opinião, para este país. Aguarda-se pela terceira via.
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Caros Amigos,
Acabei de ler e assinar a petição online: «»
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=
Pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar.
Subscreve a petição e divulga-a pelos teus contactos.
Obrigado,
A.Marques
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TRINTA MIL MILHOES DE EUROS
____________ DE JUROS A PAGAR __________
__QUANRO NOS FICA , POR AGORA O SÓCRATES.
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Arlindo da Costa
Posted 17 Maio, 2011 at 14:42 | Permalink
A verdade é que no tempo de Vasco Gonçalves o peso do Estado na sociedade e na economia não ultrapassava os 25%…
____________________
Mas nós temos que aturar este Arlindo da Costa
a invocar tempos , felizmente, passados ?
Quer ele um novo, igualzinho, Vasco Gonçalves? É MUITO SIMPLES
promova o chefe dos Peles Vermelhas, GENONIMO
(MAS QUE SECA!!!)
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Licas:
Os apoiantes do PSD são todos muitos «liberais», mas como acontece com o «Licas», todos, ou são funcionários públicos, ou vivem à custa do Estado, isto é da «iniciativa privada» dos contribuintes totós.
Eu é que vos topo à distância.
«Liberais» destes, há montes deles nas repartições públicas!
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_____Não , OBRIGADO: PCTP, MRPP.
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Arlindo da Costa
Posted 17 Maio, 2011 at 17:30 | Permalink
Licas:
Os apoiantes do PSD são todos muitos «liberais», mas como acontece com o «Licas», todos, ou são funcionários públicos, ou vivem à custa do Estado, isto é da «iniciativa privada» dos contribuintes totós.
Eu é que vos topo à distância.
«Liberais» destes, há montes deles nas repartições públicas!
______________________-
Olhe cá, excemento! Para começar a ter alguma credibilidade
comece por atacar a CORRUPÇÃO de que o Amado Líder e a fonte e o garante.
DEPOIS,
Faça como eu, que zurzo tanto no Armando Vara, Penedos,Jorge Coelho
COMO Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Isaltino Morais
NÃO ESQUECENDO
Paulo Portas
É ASSIM QUE SE TORNA___________ UM HOMENZINHO
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licas,
O senhor não se enerve que ainda estraga mais o teclado.
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Se não me engano o «Licas» é um delicioso peluche….
Muito «sensível», né?
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António Parente,
Está a confundir liberalismo com anarco-capitalismo. São coisas diferentes.
Ao ler o seu comentário, a ideia com que fico é que diz que não podemos ter anarco-capitalismo, pelo que precisamos da 3ª via… o liberalismo.
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Para haver Liberalismo são necessários dois pressupostos
__1__Concorrência pura entre as agentes económicos (Estado excluído)
__2__Uma Economia robusta.
Se este item falhar, para salvaguarda de evitar MONSTRUOSAS
SITUAÇÕES HUMANAS é indispensável existr o tal Estado Social
que é tão mais penoso para os contribuintes cidadãos quanto mais
frágil for a Economia do país.
(Isto digo eu , que sou um ignorante . . .).
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Centrista,
Eu não confundo. O que me está a dizer é que o liberalismo mais radical tem de ser tutelado pelo Estado (polícias, tribunais, etc.) para ser viável. E porquê? Porque se apoia numa concepção darwinista da sociedade em que há uma selecção natural de acordo com determinados parâmetros: tradição, poder, herança, esperteza, inteligência. O problema é quando os perdedores chegam a um extremo em que percebem que não têm nada a perder e empregam a força física para obrigar os outros a partilhar a riqueza produzida. Dá sempre chatices.
p.s. – o meu comentário pretende ser “filosofia barata”, nada mais.
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António Parente
“o liberalismo mais radical tem de ser tutelado pelo Estado (polícias, tribunais, etc.) para ser viável.”
O liberalismo pressupõe a existência de polícias e tribunais. Mais uma vez, aquilo que está a descrever não é “liberalismo radical”, é anarquismo.
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Licas,
O liberalismo não depende de uma economia robusta. Pelo contrário (na ausência de petróleo), uma economia robusta depende de liberalismo.
Por outro lado, o liberalismo aceita a existência de um Estado Social (a chamada “safety net”), que proteja os cidadãos… até porque essa safety net é condição essecial para assegurar a LIBERDADE dos cidadãos. É certo que alguns liberais mais radicais discordarão de mim – mas não são a maioria.
Quanto à concorrência pura entre agentes económicos, esse tb não é um pressuposto, mas uma consequência do liberalismo. O liberalismo é contra o chamado “capitalismo de Estado” tão apreciado pelos socialistas, e que passa pelo proteccionismo de “empresas do regime” específicas (PT, EDP, Galp, BES, Mota-Engil, Brisa, BCP, etc.)
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Centrista, o post que lemos, pelo que pude apreciar, distingue liberalismo como filosofia sobre governo de filosofia de governo. Nesta última categoria, incluir-se-á o liberalismo económico sobre o qual fala nos seus comentários. Estarei a ver as coisas mal e no fundo não há distinções?
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Centrista, o post que lemos, pelo que pude apreciar, distingue liberalismo como filosofia sobre governo de filosofia de governo. Nesta última categoria, incluir-se-á o liberalismo económico sobre o qual fala nos seus comentários. Estarei a ver as coisas mal e no fundo não há quaisquer distinções?
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Caro Centrista
É capaz de ter razão. Provavelmente, para mim o liberalismo radical é equivalente a anarquismo e talvez por isso eu me considere democrata-cristão numas coisas, conservador noutras e liberal nas restantes. Três em um, parece-me bem.
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Centrista e António Parente,
Meus caros, o sistema monetário como está apresentado neste momento, é absolutamente incompatível com a bem-dita sustentabilidade que nós precisamos. O socialismo é óptimo, mas vê-se no que tem dado, com os sistema ditatoriais a surgirem devido ao excesso de controlo. O capitalismo foi um óptimo sistema para criar abundância, mas é péssimo a gerir recursos, e está a levar-nos à beira de catástrofes ecológicas e de desperdício de recursos (conceito peak oil, e faltas de água previstas para 2050). O que é que estes sistema socioeconómicos têm em comum? São apenas linhas de navegação para a gestão da sociedade, sem qualquer referência física do mundo natural.
A terceira via, há-de surgir naturalmente quando nos depararmos com estes problemas que enumerei, porque os recursos não são infinitos, ou seja, a gestão destes recursos é vital à nossa sobrevivência. E como os recursos estão distribuídos de forma assimétrica pelo planeta, as nações terão de colaborar, para elaborar uma gestão mais científica da sociedade. E não, não falo dos tecnocratas, mas de um conceito que está agora a emergir. Mas veremos com o tempo, se vamos continuar a fugir aos verdadeiros problemas.
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