Sem razão
Segundo o Público, o «PSD e o CDS-PP acusaram hoje a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) de “extravasar as suas competências” no parecer sobre a proposta do Governo sobre videovigilância, num comportamento “manifestamente atentatório do Estado de Direito democrático“».
O parecer foi emitido pela Comissão a pedido do Ministério da Administração Interna. A audição da Comissão é, aliás, obrigatória, nos termos da Lei de Protecção de dados (artigo 22.º) sempre que estejam em preparação alterações legislativas sobre o assunto.
A CNPD tem sido, ao longo dos anos, um instrumento importante na protecção dos cidadãos, emitindo pareceres e decisões normalmente bem fundamentados e tendo sempre em conta o princípio básico previsto na Lei: O tratamento de dados pessoais deve processar-se de forma transparente e no estrito respeito pela reserva da vida privada, bem como pelos direitos, liberdades e garantias fundamentais.
É, por isso, absurdo que os os partidos do Governo, descontentes com o conteúdo do parecer, venham agora defender que “esta actuação [a emissão de parecer solicitado pelo MAI] é uma actuação totalmente descabida em Estado de Direito democrático” e de – eles sim descabidos – ataques quase ad hominem do tipo «“Veio a CNPD, através de uma funcionária administrativa em representação da comissão propriamente dita, fazer oposição política a um membro do Governo por um lado e, por outro, tentar condicionar a acção da Assembleia da República em matéria legislativa“», quando a Comissão nada mais fez do que o seu dever.
A Comissão foi criada para que as decisões sobre dados que afectam os cidadãos não ficassem dependentes de critérios de oportunidade política dos líderes do momento, princípio que a nova lei vem por em causa, ao criar um regime excepcional que atribui ao Governo poderes que até aqui lhe estavam – e bem – vedados. Não percebo como é que, por afirmar esta evidência (de forma contida, até), se pode acusar a CNPD de actuação descabida num Estado de Direito Democrático. Descabido num Estado de Direito Democrático é ter, sobre tão relevantes matérias, uma posição na oposição e outra no Governo.

Se for para a CNPD servir como “bota carimbo” do que o poder politico propõe reduza-se esta a um funcionário em part-time. Para haver maior brevidade e facilidade de métodos potencialmente invasivos da esfera privada do cidadão então altere-se a Constituição. Até lá cumpra-se a lei.
.
Já que se fala em dados e privacidade do cidadão fica aqui um post interessante do Daniel Oliveira.
http://arrastao.org/2417972.html
GostarGostar
Este governo neo-comunista até já quer pôr videovigilância à entrada das nossas portas!
Qualquer dia vai pôr sensores electrónicos nos quartos de cama para poder cobrar a respectiva taxa de fornicação!
GostarGostar
“manifestamente atentatório do Estado de Direito democrático“».
.
Sempre, sempre, a invocação da democracia para legitimar o totalitarismo.
A democracia serve para limpar o rabo a tudo.
Já os antigos faraós, senhores feudais, reis absolutos, conquistadores, etc., se escudavam numa suposta origem divina dos seus cargos.
Com o advento das repúblicas nasceu, ou renasceu, oportunisticamente, a ideia patusca da democracia, uma nova deusa, reinventada para legitimar todas as arbitrariedades dos novos sátrapas. Tudo como na antiguidade, afinal. NADA MUDOU !…
GostarGostar
Para tomar decisões desta natureza não existe qualquer coisa com o nome de tribunal ou algo do género?
.
Gosto particularmente de pessoas que passam a vida a advogar o emagrecimento do Estado mas quando se fala de algo em concreto – como a inutilidade da CNPD – acham logo que por aí não.
GostarGostar
Arlindo pá!!! não te preocupes pá!!! no teu caso não cobram nada já que nem sais nem entras das duas coisas pá!!!
E mais te digo pá!!! Isso são brincadeiras de crianças pá!!!
GostarGostar
ah grande carlos loureiro, chapelada!
GostarGostar
oh Pinto, parece-me que és “da Costa”, só um criminoso imbecil com esse nome pode achar que a CNPD é inutil. Deves ser mais um que vê a TVI e come tudo o que os jornais do PSD dizem
GostarGostar