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A velha questão da “morte do mensageiro”.

7 Dezembro, 2011
by
Ann Pettifor, diretora do grupo britânico de análise económica PRIME [Policy Research in Macroeconomics], argumenta que a ameaça de descida de notações da Standard & Poor’sreflete apenas a recusa dos políticos em reparar o deteriorado sistema bancário global”.  Segundo ela (Ann Pettifor), os políticos europeus:

“Recusam-se determinadamente a focar as soluções para a crise num sistema bancário que não funciona. Foram convencidos de que o sistema financeiro não deve ser melhorado; não deve ser tributado; e acima de tudo, não deve ter de enfrentar a ira dos mecanismos de mercado. Em compensação, os contribuintes da zona euro devem garantir todas as perdas dos bancos privados, que emprestaram a famílias, empresas e governos da UE.

A fim de financiar a recuperação do sistema bancário privado, a UE recorre a uma cultura de poupança e austeridade:

Mas, como a Standard & Poor’s vê tão claramente como qualquer menino no meio da multidão, a “austeridade’” não tem substância económica. A austeridade está a destruir o investimento e o emprego, e, portanto, os rendimentos. Sem emprego, os indivíduos, as famílias, as empresas e os governos ficam privados de dinheiro. Sem rendimentos do trabalho, os governos não podem cobrar impostos e os bancos não podem cobrar o pagamento das dívidas. Assim, os bancos enfrentam falências e aumentam os défices orçamentais. Não é complicado”.

Artigo completo  de Ann Petifor, aqui. Via Guardian  

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35 comentários leave one →
  1. Arlindo da Costa permalink
    7 Dezembro, 2011 20:00

    Na verdade o SISTEMA BANCÁRIO mundial – E POR CONTÁGIO O SISTEMA BANCÁRIO NACIONAL FALIDO! tem sido e é o verdadeiro CANCRO das economias.
    Um cancro que tem de ser estripado. Quanto antes! E meter atrás das grades os seus «gestores» e feiticeiros da inginharia financeira.

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  2. Grunho permalink
    7 Dezembro, 2011 20:06

    Oh Arlindo, não me lixes.
    Este é o resultado do “porreiro, pá”

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  3. Zebedeu Flautista permalink
    7 Dezembro, 2011 20:11

    Os banqueiros são vitimas da sociedade. São um produto do meio social envolvente. Siga-se a cura defendida pela Drª Ann Pettifor mas não se diabolize os banqueiros. Podem ser muito úteis na agricultura,pescas,minas,etc.

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  4. anti-comuna permalink
    7 Dezembro, 2011 20:38

    Caro PMF, e os americanos e os ingleses resolveram esse problema que agora usam para atacar a Europa? Faço-lhe esta pergunta, porque me dá a impressão que também está a cair na figura do Calimero de alguns por aí. 😉 Sem falar que têm que vir os tradutores explicar aquilo que cabia à S&P explicar, que deu outras explicações muito bizarras. Enfim.
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    Como sair da crise. Inovar nos métodos de produção têxteis. Esta notícia é mesmo interessante. Daqui até a um projecto comercial viável, vai um passo enorme, mas se calhar bem possível nos próximos anos.
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    “Projecto da UMinho vence Grande Prémio BES Inovação
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    Tecnologia Nanocor não polui, não exige sal e poupa 70 por cento de água
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    A aplicação de nanopartículas de sílico coloridas para tingir tecidos, criada por uma equipa da Universidade do Minho (UMinho), venceu a sétima edição do Grande Prémio BES Inovação, atribuído hoje, em Lisboa. A tecnologia, chamada Nanocor, é uma revolução na indústria têxtil mundial. Não polui, não exige sal e poupa 70 por cento da água no processo. Além disso, a cor fica mais intensa, uniforme e sólida à lavagem ou atrito. O promotor do conceito é Jaime Rocha Gomes, professor catedrático de Engenharia Têxtil da instituição.
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    As vantagens deste projecto deverão sentir-se dentro de uma década. A aplicação põe assim fim à deposição de corantes nos efluentes, que são de difícil eliminação e bloqueiam a luz à fauna e flora. Em certas zonas do globo, os governos estão mesmo a fechar indústrias de tingimento por falta de abastecimento de água e pela salinização excessiva dos rios e solos envolventes, que impede a agricultura.
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    “Este prémio vai divulgar o Nanocor e permitir avaliar a sua viabilidade económica. Vamos registar a patente internacional e ajudar a empresa Ecoticket, ‘spin-off’ da UMinho, a melhorar a tecnologia”, referiu Rocha Gomes. Na empresa estão também César Martins, João Gomes, Adriana Duarte e Sandra Sampaio.
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    As nanopartículas coloridas aplicam-se a todas as fibras naturais, incluindo o cabelo. A equipa publicou na revista internacional «Coloration Technology» resultados de experiências em que se conseguem várias cores e com resistência às lavagens com champô. Evitam-se assim os corantes que podem ser potencialmente alérgicos e, a prazo, cancerígenos.”
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    in http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52109&op=all
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    Esta potencial aplicação das nanotecnologias tem mesmo um potencial fantástico. Só em custos, deve poupar de caraças. (Vai depender dos custos das nanopartículas e sua capacidade de massificar a sua produção.) Por outro lado, a qualidade do produto vai ser aumentada bastante, já que não deve precisar dos convencionais fixadores (que muitas empresas “poupam” mas fazem com que os produtos desbotem muito rapidamente) do sal e da água na tinturaria. Se este projecto for mesmo eficaz como o anunciado e conseguirem produzir as tais nanoparticulas a custo competitivo face aos tradicionais métodos de tingimento, não apenas irá mudar a nossa industria têxtil, como até poderá Portugal exportar para todo o mundo este produto. Isso é que era.
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    Vamos ver se eles andam da perna e metem mesmo o produto no mercado. As potencialidades financeiras deste novo produto… Olaálá!

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  5. anti-comuna permalink
    7 Dezembro, 2011 21:03

    Como sair da crise. Ganhar prémios internacionais para potenciar o marketing dos vinhos tugas. Meter 2 nos dez melhores, não é apenas fantástico, como uma visibilidade para os vinhos tugas excelentes. Ainda por cima com duas abordagens. Um usando a velhinha cepa Touriga Nacional, outro, o mais comercial Chardonnay. Podendo abarcar mais mercados. Excelente.
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    “Dois Vinhos portugueses entre os 10 melhores do mundo
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    Na lista anual publicada pela prestigiada revista norte-americana Wine Enthusiast, Portugal conseguiu colocar cinco vinhos entre os 100 melhores do mundo, dois dos quais estão mesmo entre os primeiros 10 melhores vinhos.
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    Depois de uma no particularmente positivo para o mercado vinícola português, com vários prémios arrecadados pelos produtores portugueses e elogios tecidos na imprensa internacional, a lista da Wine Enthusiast vem confirmar a qualidade dos vinhos nacionais.
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    Este ano, Portugal consegue inscrever dois vinhos na lista do Top10: o Fiuza Ikon Chardonnay Trincadeira das Pratas 2008 (um branco do Tejo) e o Casa de Santar Touriga Nacional 2007 (vinho tinto do Dão).
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    Depois, em 22º lugar surge o alentejano Rúbrica branco 2009, do projeto pessoal de Luís Duarte, em 29º o duriense DFJ Escada 2007, de José Neiva, em 39º o Casa Cadaval Padre Pedro Reserva 2007, do Tejo, todos eles colocados na primeira parte da tabela.
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    Com os cem vinhos mais interessantes do ano a Wine Enthusiast pretende destacar os melhores vinhos premium do mundo, um segmento entre os vinhos de preço mais acessível, consumidos no dia-a-dia, e os vinhos de coleção.”
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    in http://www.boasnoticias.pt/noticias_Dois-Vinhos-portugueses-entre-os-10-melhores-do-mundo_9175.html
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    Os tugas fizeram uma revolução na produção. Agora ganham prémios por tudo o quanto é lado. Mas se soubessem vender melhor o nosso vinho…
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    Mas melhor isto que nada. Os concorrentes tugas, como os australianos, estão todos a guinchar com perdas de quotas de mercado. Poderão os portugueses aproveitar estes problemas alheios para subirem mais na cadeia de valor e vender bem caro no exterior? Isso é que era.

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  6. tina permalink
    7 Dezembro, 2011 21:51

    Esta jornalista está supostamente a interpretar o que Standard and Poor´s acha, mas nunca em nenhuma parte esta agência disse o que achava. No fim, vai-se a ver e é uma interpretação completamente oposta à verdadeira.

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  7. Zebedeu Flautista permalink
    7 Dezembro, 2011 22:18

    Entretanto a técnica do “kick the can down the road” vai aprimorando. Os “gurus” da finança já não devem andar a pensar muito diferente do Sócrates em que pagar a divida é ideia de crianças, mas se puder rebentar tudo com outras crianças melhor.
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    http://www.bloomberg.com/news/2011-11-09/financial-alchemy-undercuts-capital-regime-as-european-banks-redefine-risk.html

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  8. certo permalink
    7 Dezembro, 2011 22:26

    Está certo, cada cabeça sua sentença, cada um é senhor da sua opinião, mas a liberdade vem primeiro e essa da Ann Pettifor devia ser ensinada na escola, como assim na catequese, por repetir a lição do berço, servida com o leite materno, através da infância, ao gosto do primordial .

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  9. Zebedeu Flautista permalink
    7 Dezembro, 2011 22:47

    Desde o subprime sucessivas bolhas tem rebentado e a recessão que é inevitável e se tornará depressão ao continuar com politicas assentes somente na austeridade vai continuar a diminuir os valores dos activos no mundo. Existe a mesma quantidade de massa monetária no mundo ou até menos na Europa com a desalavancagem mas o valor dos activos agregado é menor. A riqueza global é menor. No entanto a divida não é reduzida de modo nenhum, pelo contrário vai continuar a aumentar em relação aos activos até rebentar tudo. Siga para bingo.

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  10. Francisco Colaço permalink
    8 Dezembro, 2011 00:09

    Zedebeu Flautista,
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    Se esta situação misérrima contribuir para que nos encontremos pela primeira vez na história num lugar de produtor, em vez de comerciante, teremos ganho o dia.
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    A verdade é que é impossível manter o nosso nível de vida, considerando as mesmas façanhas que nos levaram a este buraco (porque é que buraco se escreve com «u» se «u» não é fechado?) Podemos ignorar as críticas do Arlindo da Costa, e o seu passado de comando, tentando arregimentar as caquéticas e balofas tropas abrileiras para uma revolução joanina. O Arlindo, conquanto bem intencionado, não tem argumentos sustentáveis, do que aliás me surpreendo, pois já se mostrou capaz de emitir tais argumentos.
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    Suponho que as saudades do Pinóquio lhe têm pesado no discernimento.
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    O Portela é inteligente, mas tal como uma bússula, aponta sempre para o SEU norte, nunca para o caminho que se deve seguir. Apontam chatices, nunca soluções. A Fé dos Homens, que suponho feminino ou feminil, não descola de apontar os problemas que estamos carecas de saber. Não apontou porém solução nenhuma. A esquerda tem destes cromos, e uma vez que atingem o poder, as pessoas acabam por descobrir com alguma surpresa que não se comem princípios nem as utopias abrigam quem quer que seja da tempestade.
    .
    É por isso que acho que estamos no bom caminho, mau grado achar que o Pedro Passos Coelho se está a portar como um ignóbil pusilânime e desnorteado, à la Guterres, apenas um pouco menos incompetente (e o quanto baste para ser mensurável) que o anterior chefe do executivo (perdão, do pelotão de execução do país), o Salafrário. Quando os portugueses se estiverem homericamentre a borrifar para o Estado e se forem safando, Portugal será de novo um grande país. O importante será então dizer ao mesmo Estado «ó meu amigo, não te damos de novo os nossos impostos para torrares com os amigos. Se os queres, deves mostrar que os sabes gerir em transparência e honestidade». O José Sócrates vendeu o país e a sua soberania, e estamos e estaremos por muito tempo a pagar os desmandos desses senhores que, aliás, enriqueceram desmesuradamente.
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    E quem não concordar e propalar aos ventos todos que o Engenheiro Sócrates é um covarde e um ladrão, é um pobre iludido, um ladrão interessado e embolsado ou é família do José Sócrates. De dois pode abdicar, eu considerarei o terceiro.

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  11. Francisco Colaço permalink
    8 Dezembro, 2011 00:11

    Não fico num lugar onde esteja «à espera de aprovação».

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  12. Carlos Dias permalink
    8 Dezembro, 2011 01:15

    ” Assim, os bancos enfrentam falências”.
    Já???
    Esperem para ver.

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  13. Carlos Dias permalink
    8 Dezembro, 2011 01:21

    Caro AC,
    Enquanto não houver investimento ( que se veja) estrangeiro em Portugal -que levante um fluxo maciço de fornecedores- não haverá pequenas e medias empresas que nos valham.
    A começar é por aí – veja-se a Autoeuropa…

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  14. Nuno permalink
    8 Dezembro, 2011 02:11

    Pois, pois…

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  15. 8 Dezembro, 2011 03:25

    Caro Anti-comuna, supra:

    eu não opinei, apenas chamei a atenção para a opinião de outros (neste caso, de outra) e publiqui o respectivo texto!
    Por isso, sinceramente, não sei responder à sua questão, pelo menos, em termos definitivos.

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  16. JCA permalink
    8 Dezembro, 2011 06:36

    .
    O que é que querem ? Tirar da fome (mesmo da fome( um bilião de xeinas e quase outros tantos da India mais um valentes milhões das africas etc sem emitir as correspondentes notas e moedas necessárias ??? É claro que debt and credit do sistema bancário com que se quiz resolver isto deu o berro. Teve mais olhos que barriga sem perceber que se esticou muito para além das suas capacidades. Enquanto o ‘pau ia e vinha’ naturalmente tiveram os lucros. Esta ´´e a buble que os Europeus ou ainda não viram, ou não lhes interessou ainda ver ou não querem ver.
    .
    Entretanto a União Europeia e a Zona Euro estão ‘condenadas’ a manterem-se. Se implodissem os efeitos colaterias a nivel outros continentes eram facilmente solucionaveis, o continente europeu era devorado pelos outros continentes e os grandes perdedores seriam …. vejam lá …. a Alemanha e a França que seriam ‘arrasados’ como se tivesse havido outra guerra mundial dentro da Europa.
    .
    Por conseguinte é porem pernas a caminho para resolver tudo antes do fim deste ano de 2011 o que tem sido adiado desde 2008 por fantasias de crises e austeridades que estão a dar o resultado deste 2011. Note-se que não tem nada a ver com esquerdas ou Direitas. Está acima e além disso.
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    Se não for resolvido é assunto arrumado a partir de 01.JAN.2012: o declino imparavel da União Europeia e da Zona Euro será um facto irremediavel. o resto são teorias e fantasias académicas de analistas teóricos totalmente desajustados com a globalização que é PRÁTICA e NÃO AS TEORIAS em que a Europa, e especialemente Portugal, adoram.
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  17. Ricciardi permalink
    8 Dezembro, 2011 07:44

    O Post é corretissimo. Se é certo que o caminho é a inovação, a marca, a diferenciação, enfim, a geração de valor, não é menos certo que a austeridade (intensiva) em nada vai ajudar a esse desiderato. Se é certo que precisamos de exportar mais valor, também é certo que precisamos de empresas que se dediquem ao mercado interno substituindo importações. Não se pode destruir o emprego de hoje com uma suposição de que se criará trabalho num futuro incerto. O desemprego não é sustentável hoje. As pessoas precisam de comer hoje; amanha estão mortas. A vida não é um assunto de experiencias radicais. Nunca algo funcionou em economia através de extremismos. Sejam eles quais forem, de esquerda ou de direita.
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    E depois, não compreendo uma coisa. Em que é que a austeridade (intensiva) ajuda a geração de valor nas empresas?
    O mérito dos empresários é independente das contas do estado. O mérito, mas não a capacidade de endividamento das empresas para investir. Neste sentido, assistimos a inumeros exemplos de sucesso e que o AC tem vindo a escrever, acerca de ideias e empresarios de sucesso. E estes são-no com as contas públicas de rastos, sem financiamento, com moeda sobrevalorizada. Mas são-no em quantidade insuficiente. É preciso mais. Muitissimo mais.
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    Muito mais exportação de valor. Mas não haverá financiamento disponivel sem que se resolva o endividamento de estado de forma simples e mais prolongada no TEMPO atraves do BCE. No entanto a democratização da austeridade (em absoluto contraciclo) por essa europa fora irá provavelmente resultar numa quebra de consumo nos paises de destino das nossas exportações.
    .
    E portanto a batalha para equilibrar o defice externo tem que depender da nossa capacidade em substituir importações. É a unica variavel que podemos controlar. E há várias formas de o fazer…
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    Rb

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  18. 8 Dezembro, 2011 08:48

    Finalmente, os adeptos dos planos de austeridade começam a perceber o buraco em que nos metemos, Pelo menos, aqui no Blasfémias.

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  19. tina permalink
    8 Dezembro, 2011 09:49

    “Finalmente, os adeptos dos planos de austeridade começam a perceber o buraco em que nos metemos, Pelo menos, aqui no Blasfémias.”
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    Pois é. Temos de voltar à era Sócrates em que tanto investimento público gerou crescimentos económicos nunca antes vistos.

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  20. tina permalink
    8 Dezembro, 2011 09:52

    Agora se percebe a atitude despesista de Sócrates. Ele no fundo pensava que nunca teríamos de pagar a dívida. E sendo assim, toca a duplicar a dívida de Portugal. Estávamos mesmo a ser governados por um louco, do que nos livrámos!…

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  21. 8 Dezembro, 2011 11:10

    Errado, tina. A política dos governos Sócrates mais não foi do que o outro lado da mesma moeda. Não se esqueça de como ele elogiou essa aberração chamada “Tratado de Lisboa”. Temos que ir para além da propaganda e dos horizontes da nossa paróquia…

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  22. Pi-Erre permalink
    8 Dezembro, 2011 11:20

    “Estávamos mesmo a ser governados por um louco, do que nos livrámos!…”
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    Livrámos ?!… Vamos a ver, vamos a ver… O gajo ainda está vivo !

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  23. Tiradentes permalink
    8 Dezembro, 2011 11:21

    Está bem Trinta e três……. um louco paranóico bipolar.
    Assenta muito melhor às caracteristicas por vc explicitadas.

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  24. anti-comuna permalink
    8 Dezembro, 2011 12:06

    Caro PMF, o título do seu artigo diz tudo, não é?

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  25. anti-comuna permalink
    8 Dezembro, 2011 12:07

    Quanto aos pessimistas do costume, parece que ainda não perceberam muito bem o problema económico e financeiro, mas com tempo vão ir lá…

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  26. Buiça permalink
    8 Dezembro, 2011 13:27

    Percebe-se bem a quem interessa confundir o esforço de austeridade necessário em Governos que devem mais do que os seus contribuintes conseguem pagar, com as dificuldades de Bancos que emprestaram a zero por 30 anos e não conseguem “rolar” o dinheiro que pediram emprestado para o fazer porque ninguém confia neles.
    Os mesmos bancos que tiveram lucros de Biliões e Billiões de euros nos últimos anos e que agora não querem gastá-los a resolverem os seus problemas de capital. Cada accionista guardou o seu e deixou o “calote” no balanço do banco.

    O objectivo de quem confunde o Orçamento dos Estados com os crimes de gestão bancária é apenas um: convencer o BCE a imprimir dinheiro. Algo equivalente a dizer que o euro que cada um tem no bolso vale agora meio euro para fazer de conta que há mais em circulação e os bancos possam camuflar mais uns meses as suas asneiras até à distribuição do próximo bónus.
    E depois logo se pensa noutra coisa.
    Entregues à bicharada, estamos.
    Quando conseguirem finalmente o objectivo, o voto de cada Europeu vai valer menos do que um marco entre as guerras.
    Vai doer a nacionalização ou deixar caír alguns bancos. Mas é o único caminho. Dobrar a parada numa batota não traz de volta a confiança perdida.

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  27. anti-comuna permalink
    8 Dezembro, 2011 13:40

    Caro PMF, quando estamos a ser avaliados (seja em casa, na escola ou até nas nossas capacidades de honrar os compromissos), leia-se, pagar as dívidas), é bom que o sejamos com os mesmos critérios com que os nossos concorrentes o são. (E estamos sempre a competir com alguém, seja em casa, na escola ou no acesso ao crédito). Se não o formos, estamos a ser injustiçados. E é esse o problema das agências de rating americamas. (Sem falar na profunda teia de interesses e corrupção no sistema americano, que vai desde ligações directas entre as agências de rating e os especuladores como até entre as autoridades políticas e os especuladores, como no caso da informação fornedida aos especuladores americanos por parte do antigo sec. do Estado do Tesouro, quando em público a informação prestada era o oposto, dando oportunidade a um grupo ganhar dinheiro ás custas de todos os outros.)
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    Caro PMF, sugiro que dê uma vista de olhos a este artigo:
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    http://newsandinsight.thomsonreuters.com/Securities/Insight/2011/12_-_December/MF_Global_and_the_great_Wall_St_re-hypothecation_scandal/
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    Algumas pérolas que lá vêm:
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    “(Business Law Currents) A legal loophole in international brokerage regulations means that few, if any, clients of MF Global are likely to get their money back. Although details of the drama are still unfolding, it appears that MF Global and some of its Wall Street counterparts have been actively and aggressively circumventing U.S. securities rules at the expense (quite literally) of their clients. ”
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    “Sadly, the truth is likely to be that MF Global took advantage of an asymmetry in brokerage borrowing rules that allow firms to legally use client money to buy assets in their own name – a legal loophole that may mean that MF Global clients never get their money back.”
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    “Backed by the European Financial Stability Facility (EFSF), it was a clever bet (at least in theory) that certain Eurozone bonds would remain default free whilst yields would continue to grow. Ultimately, however, it proved to be MF Global’s downfall as margin calls and its high level of leverage sucked out capital from the firm.”
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    “Keen to get in on the action, U.S. prime brokers have been making judicious use of European subsidiaries. Because re-hypothecation is so profitable for prime brokers, many prime brokerage agreements provide for a U.S. client’s assets to be transferred to the prime broker’s UK subsidiary to circumvent U.S. rehypothecation rules. ”
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    “As well as collateral risk, re-hypothecation creates significant counterparty risk and its off-balance sheet treatment contains many hidden nasties. Even without circumventing U.S. limits on re-hypothecation, the off-balance sheet treatment means that the amount of leverage (gearing) and systemic risk created in the system by re-hypothecation is staggering. ”
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    “With weak collateral rules and a level of leverage that would make Archimedes tremble, firms have been piling into re-hypothecation activity with startling abandon. A review of filings reveals a staggering level of activity in what may be the world’s largest ever credit bubble.

    Engaging in hyper-hypothecation have been Goldman Sachs ($28.17 billion re-hypothecated in 2011), Canadian Imperial Bank of Commerce (re-pledged $72 billion in client assets), Royal Bank of Canada (re-pledged $53.8 billion of $126.7 billion available for re-pledging), Oppenheimer Holdings ($15.3 million), Credit Suisse (CHF 332 billion), Knight Capital Group ($1.17 billion),Interactive Brokers ($14.5 billion), Wells Fargo ($19.6 billion), JP Morgan($546.2 billion) and Morgan Stanley ($410 billion).

    Nor is lending confined to between banks. Intra-bank re-hypothecation is also possible as evidenced by filings from Wells Fargo. According to disclosures from Wachovia Preferred Funding Corp, its parent, Wells Fargo, acts as collateral custodian and has the right to re-hypothecate and use around $170 million of assets posted as collateral.”
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    É ler o raio do artigo para perceber melhor a coisa. É claro que o estoiro da MF Global veio demonstrar várias coisas. Uma é que a exposição inglesa e americana à dívida europeia é maior do que é estimado. (E de nada vale fazer stress tests ou até mesmo auditorias das autoridades reguladoras, pois estas são enganadas (e deixm-se enganar, como se viu no caso da MF Global) pelo que os bancos e especuladores decidem mostrar. Mas que muito risco está escondido dos livros. A segunda, é que sem o BCE a garantir que não haverá default de nenuma dívida, estes especuladores americanos estão em perigo de falirem. Terceiro, as agências de rating não usam os mesmos critérios para os europeus que usam para os ingleses e americanos.
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    .
    O problema das agências de rating em nos dizerem que a europa está com problemas assim como o seu sistema financeiro não é grave. (Até porque são pró-ciclicas e raramente se antecipam ao próprio mercado, mostrando que não têm papel nenhum a desempenhar, ao contrário para que são contratadas. São mais “médicos a fazer autópsias que a fazer prevenção.”) O que está errado é que as agências de rating não usam os mesmos critérios na análise feta aos vários concorrentes do mercados. A uns chega ao cúmulo de querer participarem e influenciarem nas próprias decisões a tomar. (Como neste caso, em relação à Europa embora não seja inédito.)
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    E quando alguém acha que as agências de rating estão a cumprir o seu papel, das duas uma. Ou está a leste dos meandros da corrupção na área ou acredita mesmo nelas, porque acha que elas previnem alguma coisa. (para mais, após a vergonhosa actuação delas na atribuição de ratings máximos aos famosos CDO dos seus compinchas de Wall Street.)
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    As agências de rating não se limitam a seguir o mercado como estão ao serviço de parte do mercado. E isso é que é grave. Não é o problema delas dizerem que a banca europeai está em maus lençois, mas em fechar os olhos à americana e inglesa, que deverá estar em piores lençois, mesmo com a Reserva Federal a cobrir os seus rros, á custa dos demais agentes económicos e cidadãos.
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    .
    E a verdade é esta. A banca americana está em muito pior estado que a europeia. A europeia está dependente da dívida soberana europeia, mas a americana da dívida soberana europeia, da dívida americana, e das hipotecas americanas, por exemplo. E a banca americana cada vez mais tem “falhas legais” para os tentar proteger. Como a de terem preferência nas suas apostas especulativas face aos depósitos dos bancos a retalho.
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    O que me custa é a enorme ingenuidade de muitos, nestes assuntos. Uns são mesmo calimeros. Outros não compreendem bem o que está aqui em jogo. Nestas coisas, todos nós temos as nossas ingenuidades, mas há que procurar saber melhor sobre os assuntos e não meramente bater palmas em nos está a fazer uma guerra danada, para acabar com um eventual rival ao dólar.

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  28. afédoshomens permalink
    8 Dezembro, 2011 13:44

    ui,ui: o euro em rally

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  29. anti-comuna permalink
    8 Dezembro, 2011 14:00

    Isto mostra mesmo ao ponto que chegou o sistema financeiro americano. Note-se que este personagem é mesmo poderoso e há poucos meses atrás chegou a ser tido como o novo sec. de Estado do Tesouro americano:
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    “NEW YORK (CNNMoney) — Jon Corzine, the former chief executive officer of the bankrupt broker MF Global, apologized for his firm’s failure Thursday and told a House committee that he doesn’t know where the missing money went.
    .
    “I simply do not know where the money is, or why the accounts have not been reconciled to date,” said Corzine, in prepared testimony to the House Agriculture Committee on Thursday.”
    .
    in http://money.cnn.com/2011/12/08/news/companies/corzine_mf_global/index.htm?iid=Lead
    .
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    Isto mostra algumas coisas. Primeiro, que o sistema está todos corrupto. Segundo, que nem os principais responsáveis pelos investimentos sabem o risco que correram, que correm e até onde pára o dinheiro desaparecido.
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    Claro que as agências de rating sacodem sempre a água do capote, dizendo que não são perfeitos e capazes de ver tudo. Mas já são pró-activas contra a Europa. Curioso, não é?

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  30. JCA permalink
    8 Dezembro, 2011 16:01

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    “European banks’ loans exceed their deposits, so they rely on wholesale funds-short-term bills, longer-term bonds or loans from other banks-to bridge the gap. But investors are becoming warier of lending to banks that have euro-zone bonds on their books and that can no longer rely on the backing of governments with borrowing troubles of their own. Long-term bond issues have become scarce and American money-market funds, hitherto buyers of short-term bank bills, are running scared.
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    “Banks are frantically shedding assets both to raise cash and to ration their capital in order to meet European Union minimum capital-adequacy targets. “What this really means is that banks, following road map policy, are calling in loans, creating this deliberate depression (whether it qualifies as a recession or not — since the financial sector makes money on the bailout and quantative easing that is pumped to the financial sector alone.).
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    The fact is that the euro and the domestic US dollar (which must be viewed separatey from the expatriate dollar that remains the world’s reserve currency and circulates on an entirely different loop than the domestic US dollar. The two money supplies (Euro and domestic American dollar) are being contracted in tandem — to conceal that is happening from those used to gauging the health of one currency by its relationship to the other.” But businesses and householders at home will also soon be hurt by scarcer credit and rising interest rates, as the banks’ higher funding costs are passed on.”.
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    A Banca tem de aceitar para GANHAR MUITO MAIS DINHEIRO que o “debt and credit system”, o “bank virtual money creation” etc tradicionais não tiveram condições para responder à saída da fome (fome mesmo, não é em vez dum bife comer só arroz, é andar a comer ervas, ou restos do lixo etc e mesmo assim morrer de fome) de biliões de seres humanos (xeinas, inianos etc etc).
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    Portanto a Banca Ocidental tem de se render às evidências. Por muito humanitarismo para lutar contra a Pobreza embora não prescindindo dos grossos lucros de juros etc, essa ‘aventura’ acabou. E acabou com a própria Banca tradicionalista sob a direção irrealista de banqueiros que não perceberam que o Tempo estava a ultrapassá-los.
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    A emissão de notas e moedas tem de ser real. As impressoras têm de começar a disparar toneladas de moeda porque o ‘dinheiro de guarda livros’ criado pelos Bancos estoirou. E essa coisa do panico da inflação é um complexo da II Guerra (ou um pretexto retorico ?) que os alemães e os franceses nunca se libertaram apesar do plano Marshal (e não só ….) tivessem sido a salvação.
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    Aceitando isto a Banca passa a ganhar o dobro, as Economias reacendem-se, o Emprego dispara etc. Mais juros jorram para os cofres bancários.
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    A não ser assim serão os ‘grandes’ da Europa a cairem, a Alemanha, a França, a Italia e a Espanha. Os mais pequenos (abaixo de 12 milhoes de habitantes) é secundário. Qualquer ‘meia duzia de tostões’ à escala da big finance mundial (de foradaEuropa) resolverm o problema. É cagativo. Foi o que o eixo franco-alemão não viu em 2008 optando por arrogancias nacionalistas em ‘União Europeia’ que por efeito de ‘boomerang’ os entalaram em 2011 …
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    Sobre o Socrates, independentemente de perfis pessoais que desagradem, a verdade que releva; que ‘inside information’ dispunha, ou dispõe, que outros estã na ignorância ???? Só pergunto ….
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    Declaração de interesse: por feitio nunca fui filiado em Partidos embora não seja contra a sua existência, aliás fundamental para Democracia. Só quando pertencer defenderei as ‘damas’ do que eventualmente venha a pertencer.
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  31. anti-comuna permalink
    8 Dezembro, 2011 17:21

    “A emissão de notas e moedas tem de ser real. As impressoras têm de começar a disparar toneladas de moeda porque o ‘dinheiro de guarda livros’ criado pelos Bancos estoirou. E essa coisa do panico da inflação é um complexo da II Guerra (ou um pretexto retorico ?) que os alemães e os franceses nunca se libertaram apesar do plano Marshal (e não só ….) tivessem sido a salvação.”
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    Então ponha os olhos nisto e medite na coisa:
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    “U.S. consumer borrowing rose in October to the highest level in two years, propelled by gains in non-revolving debt like auto and student loans.
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    Credit increased by $7.65 billion to $2.46 trillion, the most since October 2009, Federal Reserve figures showed Wednesday in Washington. The advance was in line with the median forecast of economists surveyed by Bloomberg News that projected a $7-billion gain.”
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    in http://www.freep.com/article/20111208/BUSINESS07/112080555/Consumer-credit-hits-2-year-high
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    Ou seja, Vc. contradi-ze a uma velocidade maluca. Por um lado, queixa-se dos bancos:
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    “A Banca tem de aceitar para GANHAR MUITO MAIS DINHEIRO que o “debt and credit system”, o “bank virtual money creation” etc tradicionais não tiveram condições para responder à saída da fome (fome mesmo, não é em vez dum bife comer só arroz, é andar a comer ervas, ou restos do lixo etc e mesmo assim morrer de fome) de biliões de seres humanos (xeinas, inianos etc etc).”
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    Mas defende que se crie moeda para salvar os bancos e os governos. ehehhe
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    Está certo. Leu a noticia? Os americanos já estão outra vez na onda consumista e crediticia? Podem não ter aumentos de poder compra, corroídos quer pela inflação, quer pelo alto desemprego (que agora fazem como na antiga URSS, manipulando as estatisticas para enganar o Zé Povinho) e até pelas perdas nas hipotecas, mas o amigo quer que nós façamos como eles e voltemos aos velhos hábitos de antigamente. lolololol
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    Está certo, caro JCA. É assim, se estiver entalado, desentale-se. É o que a banca devia ter feito e não o fez. Nos américos, a austeridade a sério não foi evitada, foi apenas adiada. Aliás, o mesmo se passou na Islândia, tido como modelo ideal para muitos:
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    “In the boom years, tens of thousands of Icelanders took out mortgages. When the krona went into a tailspin that saw it lose up to 70 percent of its value against the euro, many Icelanders were suddenly no longer able make their mortgage payments. Since the banks had hedged their loans against inflation, the mortgages became more expensive the more the currency was devalued, while the wages and salaries of those who had taken them out remained constant.
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    Today, the rate of indebtedness of private households in Iceland amounts to a staggering 225 percent of available income (see sidebar graphic). In absolute terms, this means that each household must pay off a loan that exceeds two years of income. In contrast, the rate of indebtedness for German households is 95 percent.”
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    Ler o resto aqui http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,802285,00.html
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    O Esado salvou-se mas o povo está desgraçado, que está com dívidas enormes, pois a coroa islandesa deu de tal forma um estoiro, que a malta endividada vai ficar acorrentada à dívida quase toda a vida. (À Pinócrates.)
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    O que é que os islandeses agora querem? Olhem vejam lá bem o quê: aderir ao Euro. ehehheh
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    Vc. quer ver as notas a rolar para evitar a austeridade mas no fundo está é adiar as dores dos ajustamentos. E até americanos já voltaram aos velhos hábitos de consumir com mais dívida, mesmo estando a ter quedas no nível de vida. Ou seja, os oligarcas safaram-se bem mas o povo está outra vez na mesma rota que o levará a sofrer mais tarde, uma forte correcção nas suas vidas.
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    Enfim. Esta malta continua crente que o dinheiro criado do nada trás riqueza, mas só se for mesmo aos bancos, pois os demais…

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  32. Ricciardi permalink
    9 Dezembro, 2011 06:42

    Caro Ac,

    Imprimir dinheiro e continuar com os planos de austeridade são opções que podem (e devem) ser aplicadas em simultaneo. A impressão de massa não é a solução a prazo, mas daria a curto/médio prazo sossego aos paises para poderem implementar a tal austeridade. E é isso, o refinamciamento e financiamento da economia (empresarial), que interessa agora garantir. Sem isso a economia não crescerá mais. Se se mantiver este estado de coisas as empresas nao tem por onde crescer. Não tem. Não há milagres. Democratiza a austeridade sem garantir financiamento ao tecido empresarial e este colapsa a prazo. E se não crescem os estados nao cobram receitas. Se nao cobram receitas não conseguem pagar as dividas. É pena a europa nao ver isto. Repare, as nossas exportações tem vindo a crescer, mas adivinha-se (a continuar assim) que deixe de crescer em breve. A espanha, a frança irão tomar medidas de austeridade. O consumo irá baixar (como em portugal). Ora se o consumo lá baixa e são dois mercados que representam cerca de 40% das nossas exportações, quer dizer que seremos afectados. E muito. E se as nossas exportações forem afetadas, meu caro, é um desastre nacional.
    .
    Este caminho que se está a seguir é o caminho mais rapido para fazer colapsar as economias deficitarias comercialmente. E, sem intervenção do BCE, será o caminho directo ao abandono do EURO. Não por opção ou vontade, mas porque a situação economica assim obrigará.
    .
    As opções são para ser usadas sem constrangimentos ideologicos. Odeio conversas dualistas. A favor de Keynes, contra Keynes. A maior parte das pessoas nem percebe a teoria de keynes e abominam-na sem a conhecer. E Keynes tem razões que aplicadas em determinadas situações são boas. Mas não são boas sempre. E as escolas libertárias tem razões boas e bons argiumentos se aplicados numa conjuntura certa.
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    O que eu acho é que cada escola de pensamento defende as suas teses independentemente de tudo o que os rodeia. Fazem-me parecer aqueles evangelicos que, por ir contra a sua ideologia religiosa deixam que o filho morra por nao permitirem uma transfusão de sangue.
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    Rb

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  33. anti-comuna permalink
    9 Dezembro, 2011 11:49

    Caro RB, retive apenas isto das suas palavras:
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    “E se não crescem os estados nao cobram receitas.”
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    Dito de outra forma, imprimir toda a vida, pois o Estado precisa de receitas e há que sacrificar tudo e todos em nome do Estado.
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    Se o Estado não fosse gigante (o tal que Vc. diz ser sinal civilizacional superior, mas enfim) e não andasse dependente da droga estimuladora contínua, nunca teriamos chegado a este ponto.
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    Antes de nos metermos em encrencas destas, há que pensar nas coisas como deve ser. Ou seja, antes de nos metermos em dívidas e gastos acima do que podemos, há que pensar se as coisas correrem mal. E não estar sempre na fezada que “os preços só podem subir”.
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    Mas deixe lá que o seu defeito é compartilhado por muita e boa gente. Infelizmente não é caso único.

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  34. Ricciardi permalink
    9 Dezembro, 2011 17:40

    Ac,
    V.Exa. não percebe o que se escreve e retira frases descontextualizadas para ganhar um ponto. Pronto, fique lá com a bicicleta. Discutir com uma mente bloqueada, dogmatica ou ideologica é inútil.
    .
    Da próxima, far-lhe-ei um desenho.
    .
    Rb

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