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Estado da Nação – 2

4 Julho, 2012

Os portugueses sentem-se perdidos. Desiludidos com Passos Coelho, não vêem na oposição uma alternativa credível e de Cavaco Silva já não esperam qualquer solução.
No meu artigo semanal do Correio da Manhã

23 comentários leave one →
  1. the lost horizon permalink
    4 Julho, 2012 06:59

    Sr Morais tenha calma porque há novos dados da situação mundial, que são animadores. Senão veja.
    .
    Em 10.06.2006, o sr Paulo Skaf presidente do FIESP (Fderação das Indústrias de São Paulo -Brasil), declarava numa entrevista, “que cada vaca francesa recebia por dia 2 dolares e que o PNUD registava então que, 2 mil milhões de pessoas, no mundo, viviam com menos de 1 dolar por dia”.
    .
    O sr Desmond Tuto, em 25 de Junho de 2012 deu uma entrevista ao jornal Público, com novos dados; “mil milhões de pessoas, vivem com menos de 1 dolar por dia”.

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  2. Trinta e três permalink
    4 Julho, 2012 07:43

    É, de facto, um bom diagnóstico da situação. Com a agravante do estado atual, mais propício à abstenção do que a qualquer outra iniciativa cívica, beneficiar os do costume. Assim sendo, não são só as condições (materiais) de vida dos portugueses que estão em causa. É, também, a própria democracia.

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  3. 4 Julho, 2012 07:59

    “Os portugueses sentem-se perdidos”

    Mas poderão sempre confiar em… SUPERGRASS! http://lishbuna.blogspot.pt/2012/07/curso-num-ano-nao-e-de-todo-vulgar.html

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  4. 4 Julho, 2012 08:16

    Democracia é um xarope para a tosse.

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  5. piscoiso permalink
    4 Julho, 2012 08:25

    Meu caro, ainda que não acredite nas alternativas aos que estão no poder, é isso a essência da democracia, a alternância.
    A palavra “alternância” é mesmo bonita.

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  6. pedro permalink
    4 Julho, 2012 08:46

    DR Paulo Morais: Agora está este governo e tal como o sr faz ,temos de o alertar para o mau que está a fazer. Em contraponto, temos de indicar o que ele deve corrigir ,se necessário, mande-lhe recortes dos seus artigos,temos de recomendar-lhe que está na hora de pôr o Sr relvas na rua e cumprir aquilo que prometeu : cortar nas ppp,cortar nos institutos,cortar nos observatórios que não observam nada,parece que são mais de 100,cortar nas fundações ,algumas alçapões de fuga ao fisco,cortar nas frotas do estado (mais de 20000 viaturas)etc.Com as poupanças fazer um investimento em coisas simples ,tais como: incentivo ás pescas,incentivo à pequena indústria,incentivo à florestação, descer o IVA do turismo, captar com remessas de emigrantes com juros e benefícios a quem invista. E, claro se o Governo o chamar para uma pasta deve responder pronto e caso ele não o respeitasse, no dia seguinte batia como a porta .

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  7. A C da Silveira permalink
    4 Julho, 2012 08:49

    Artiguinhos como este, que começam a surgir nos media portugueses, podiam perfeitamente ter sido escritos em 1926, uns meses antes do 28 de Maio.
    Será que a esperança, embora escondida , dos portugueses seja o advento de um novo Salazar? Os becos sem saída, normalmente é no que dão!
    Na 1ª Républica, o partido do Afonso Costa antepassado da actual esquerda portuguesa, demorou 16 anos a destruir o país de 1910 a 1926; o facto de o PS tambem ter demorado 16 anos, de 1995 a 2011, a destruir o país desta vez, não passa de uma infeliz coincidencia, e se calhar o Salazar que agora nos calhou em sorte , não veio das Beiras, veio da Europa, e chama-se troika.

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  8. aremandus permalink
    4 Julho, 2012 08:51

    Dr. Paulo Morais,
    tremendo ao acertar na mouche: o prof. Martelo é o actual Presidente Sombra!
    e o governo,com a excepção de paulo macedo é um bando de estarolas a exercer o tirocínio de governantes,com a sebenta na mão, aterrados com a realidade que não está nada a ser simpática com o que estudaram nas sebosas sebentas neo-liberais

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  9. aremandus permalink
    4 Julho, 2012 08:53

    «o facto de o PS tambem ter demorado 16 anos, de 1995 a 2011, a destruir o país»
    de facto os perigosos xuxalistas santana lopes e durão barrosos deram muita mama a mamar!

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  10. pedro permalink
    4 Julho, 2012 09:13

    Aremandus : estas direitas que nos governaram também não são famosas mas os socialistas com a tara de distribuir o dinheiro dos outros , foram determinantes na falência do país. Este ano, mesmo que não pagassemos juros e amortização da dívida faltam -nos 4000 milhões de euros ,diga lá,mesmo repudiando a dívida , cenário académico que coloco , como é que o sr faz.Agradeço a sua solução e a de muitos seguros e louçãs.E, digo-lhe que nesta hora difícel acredito mais depressa no partido comunista Português que nessse seguros e louçâs .

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  11. XisPto permalink
    4 Julho, 2012 09:14

    Bem observado pelo A C da Silveira o significado de “artiginhos como estes”. Sem a UE e o acordo com a troika estaríamos provavelmente à espera de um golpe de estado e soluções “musculadas” para a dívida, para as greves nos transportes públicos pela revogação de decisões legítimas de governos democráticos, etc, etc, etc. E não foi só a “direita católica e reaccionária” que o desejou. A “esquerda esclarecida” (António Sérgio) também teve ilusões sobre a solução. Depois foi o que se sabe. Mas o artigo é perfeitamente legítimo, só faltam as conclusões políticas evidentes: existe uma lacuna de representação política do eleitorado que se vê “obrigado” e escolher entre o mal menor (“alternância democrática”, dizem algumas almas) porque não existe um partido eleitoral que aceite a economia de mercado regulada (não o capitalismo de estado rendista actual), europeísta, liberal na economia e nos costumes, reformador determinado, implacável com a corrupção, etc, etc, etc

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  12. javitudo permalink
    4 Julho, 2012 09:15

    É claro o estado da nação é muito mau e não vai ser a maioria dos portugueses que o melhora. As decisões vêm do alto, a maior parte delas já está prevista, só que não estamos sequer na lista de prioridades. A prioridade é Ormuz.
    Se quiserem saber alguma coisa do que vai acontecer observem as tendências em Espanha. Até ver, isto é até os povos acordarem, quem decide considera Espanha e Portugal o mesmo sítio. Uma manif aqui e ali, mas o sono é profundo para já. O futuro vem aí, não vai ser assim tão mau, nem tão bom como desejaríamos, aguardem.

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  13. Marão permalink
    4 Julho, 2012 09:16

    Carta aberta ao Estado da Nação do PS e ao estado de todos os partidos (1)

    -Sociedade Portuguesa hoje
    Analfabetismo funcional; in(cultura)/ignorância; apatia cívica/irresponsabilidade; ilusão/aparato/ostentação; irracionalidade/inversão de valores; indigência mental/anestesia colectiva; ensino postiço e inconsequente; autoridade tolhida e envergonhada; justiça sinuosa e selectiva; responsabilidades diluídas e baralhadas; mediocridades perfiladas e promovidas; capacidades trituradas e proscritas; sofisma institucionalizado.

    -Quês e porquês
    Maleita atávica e condicionamento manipulado pelos poderes instalados; negligência paralisante no dever de participação; vício embriagante na desculpa cómoda do dedo acusador sempre em riste. Culpar D. Sebastião, o padeiro da esquina ou dirigentes de ocasião é nossa mestria e sina nossa. Culpados somos todos nós, acomodados na obsessão estéril de celestiais direitos. Também é com a nossa apatia pelos valores de intervenção e cidadania, que somos conduzidos repetidamente para o conhecido pantanal. Os nossos governantes são o reflexo e extensão da gente que somos, mas valha a verdade em escala cujo grau de refinamento, incapacidade e subversão de interesses colectivos ultrapassa os limites da decência. Que qualquer governante em vez de esbracejar governe e em vez de iludir assente, invertendo essa carga em desequilíbrio e remetendo para as calendas a política de feirola de contrafeitos.

    -Receituário extraviado
    Cabe cultivar que ao cidadão comum não deve competir apenas votar ciclicamente em deputados acorrentados pela disciplina partidária. Na sociedade como nos bancos da escola, acautelar conceitos/aulas de civismo e cidadania, o que é liberdade, democracia, educação e compostura. A televisão pública como veículo que molda, não pode servir só para futebol, novelas e propaganda oficial. Não basta compor a rama, é preciso cavar a terra e aconchegar os tomates. Por hora o circo ameaça continuar, mas que o tempo (grande mestre) se encarregue de nos despertar enquanto é tempo. A nós, suporte colectivo de tragédias e façanhas, competirá sobretudo intervir responsável e interessadamente no que a todos diz respeito, não concedendo carta branca ao desbarato para o traçado do caminho, ao círculo restrito de políticos abengalados.

    Nota: Este escrito já tem uns anitos.

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  14. Marão permalink
    4 Julho, 2012 09:18

    Carta aberta ao Estado da Nação do PS e ao estado de todos os partidos (2)

    – Sistema eleitoral que contemple conjugação com círculos uninominais
    – 99 a 180 deputados no máximo, e acabar com os votos em manada na AR.
    – Ninguém deve poder concorrer fora do distrito ou concelho onde resida ou exerça actividade regular pelo menos nos últimos três anos. Válido para autarquias.
    – Todos os eleitos pelo menos para os mais altos cargos poderem ser considerados, só seriam reconhecidos com bom comportamento moral e cívico, por obrigatórios testes de apuramento de efectiva idade adulta e comprovada sanidade mental.
    – Acabar com o exclusivo das ditaduras partidárias (onde os medíocres afastam os melhores para sobrevivência indigente) na participação e representação política do País, deixando espaço para iniciativas da sociedade civil que contemple participação e representação efectiva, nomeadamente, na AR.
    – Assim, considerar representação política fora da alçada dos partidos, nomeadamente, no parlamento, começando por contemplar o direito a assento por inerência a representantes de organizações sindicais, patronais e outras não estatais com expressão efectiva na sociedade, e ainda por profissões como operários, engenheiros, médicos, professores, jornalistas, trabalhadores, empresários …………….
    – Da obediência aos partidos só entraria gente por eleição mas com ligação efectiva ao eleitor. Regra dos 3 x 33 = 99 deputados. 1/3 Por inerência para autarcas, 1/3 ainda por inerência aos grupos e profissões atrás assinalados e, finalmente, 1/3 para eleitos em nome dos acantonamentos partidários.
    – Deixar uma cota ainda que residual para representação dos considerados analfabetos estruturais à antiga, que se ainda existirem, facilmente podem provar que muito frequentemente possuem mais cultura geral e conhecimentos de vida de que muitos doutores novos que por aí passeiam a ignorância.
    -Reformular o conceito de abstenção, não a confundindo com insondáveis razões de ausência nas urnas. Criar um campo (X) para esse efeito em cada boletim de voto. Esta intransmissível, pessoal e inconfundível opção merece e deve exigir a dignidade de voto validamente expresso. Uma civilizada, consciente e ponderada escolha não pode ser obrigada a ficar na rua em vala comum de incertos. Os nossos deputados, na Assembleia da República, apesar da aviltante disciplina partidária a que se submetem, para se abster tem que marcar presença. Quero lá uma cruzinha para me abster, querendo.

    Nota: Este escrito já tem uns anitos

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  15. aremandus permalink
    4 Julho, 2012 09:30

    pedro:
    «-What works? -Nothing Works!»

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  16. Francisco Colaço permalink
    4 Julho, 2012 09:32

    piscoiso,
    .
    A palavra “alternância” é mesmo bonita.
    .
    Aposto uma mudança rasa do seu sentido estético caso a esquerda trauliteira estivesse no poder.

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  17. Francisco Colaço permalink
    4 Julho, 2012 09:39

    Marão,
    .
    Regra dos 3 x 33 = 99 deputados. 1/3 Por inerência para autarcas, 1/3 ainda por inerência aos grupos e profissões atrás assinalados e, finalmente, 1/3 para eleitos em nome dos acantonamentos partidários.
    .
    Pela sua regra, em vez de o povo votar e escrutinar directamente os deputados, em vez disso passa a votar indirectamente, esperando que calhe numa dita inerência (e que tinta a formação das inerências iria verter!). Democracia no seu melhor!

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  18. carlos moreira permalink
    4 Julho, 2012 10:44

    já ontem falei da merda que é esta malfadada alternancia que leva ao dito no post inicial .
    As condições para criação de um novo partido ou de uma imposição exterior estão aí.
    O que vai sair na rifa vamos ver

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  19. Fredo permalink
    4 Julho, 2012 11:06

    é isso a essência da democracia, a alternância.

    Por cá, estamos essencialmente condenados ao alterne.

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  20. piscoiso permalink
    4 Julho, 2012 11:07

    Ó Colaço(at 09:32),
    Trauliteiros há à esquerda, à direita, no centro ou nos extremos, no Sri-Lanka ou na Covilhã.

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  21. Marão permalink
    4 Julho, 2012 12:37

    Ó Colaço, explique-nos então onde é que o Povo começa e onde é que ele acaba. Cá por mim não descortino melhor fonte que os eleitos pelas autarquias e por profissões que a maioria dos cidadãos exerce. Para quem pretenda continuar a entregar Portugal a políticos de carreira na obediência partidária que nunca trabalharam na vida, então deixe-se ficar assim que é um descanso.

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  22. JCA permalink
    4 Julho, 2012 22:03

    .
    =A Europa surge perplexa sobre o estado da nação:
    .
    Le premier ministre portugais conseille aux jeunes de partir
    http://www.lefigaro.fr/conjoncture/2012/07/04/20002-20120704ARTFIG00611-le-premier-ministre-portugais-conseille-aux-jeunes-de-partir.php
    .
    =A Espanha sabe-a toda. Com amnistias é que se ataca a Crise e o Empobrecimento. O resto são treta e ‘bons alunos’. Mais uma:
    .
    -INFORME SOBRE DIVERSAS CUESTIONES RELATIVAS AL PROCEDIMIENTO DE REGULARIZACIÓN DERIVADO DE LA PRESENTACIÓN DE LA DECLARACIÓN TRIBUTARIA ESPECIAL

    Click to access 0f61fac8ce87ec06a3c5722342c1a95d.pdf

    .
    =Tanta guerra ‘verde’ e antipoluição com complicadissimos estudos erudito/cientificos e esta tão simples varre-se para baixo do tapete na Tugalandia:
    .

    Los Angeles City Council OKs Plasic Bag Ban
    http://www.enn.com/top_stories/article/44611
    .

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  23. 8 Julho, 2012 21:23

    Esperem mais 70 anos e o assunto “Portugal” estará resolvido!
    Leiam e analisem as estatísticas e não se esqueçam que em Portugal houve nos últimos 200 anos uma “revolução” (em média) a cada 40 anos.

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