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O tal Canal…*

1 Setembro, 2012
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Estamos em semana de avaliação.

Tal como um estudante em época de exames, Portugal deveria sentir-se expectante (já nem digo nervoso, pois isso dependerá, em concreto, da personalidade de cada estudante). Na realidade, esta é uma das semanas mais importantes para o país. Está em curso a 5ª avaliação da “troika”. Avaliação esta que não só será a última antes da elaboração do Orçamento para 2013, como irá deparar com a já assumida derrapagem orçamental, ocorrida este ano.

Com efeito, já foi noticiado que Vítor Gaspar, logo à chegada da “troika”, informou os avaliadores de que o desvio orçamental ronda 1,2 mil milhões de Euros (acabando o défice por estimar-se em 5,3% do PIB). É verdade que o exame também compromete, neste caso, os examinadores – ou seja, a viabilidade das políticas económicas e financeiras que são professadas pelas Instituições nossas credoras. Importa não esquecer que, pura e simplesmente, tal derrapagem resulta da quebra de receita fiscal, refletora dos efeitos de contração económica produzidos pela execução rigorosa dessas políticas. No entanto, enquanto aguardamos pelo resultado da dita avaliação, o panorama mediático parece não querer salientar muito o facto de que esta semana, parafraseando Sérgio Godinho, será a primeira do resto da nossa vida (da vida do Estado, pelo menos). Ligamos a televisão e o que é que nos aparece? Notícias sobre a própria televisão, ou seja, sobre a privatização da RTP, sobre a entrevista de António Borges e, em particular, sobre a possibilidade de o canal generalista público ser concessionado a uma empresa privada.

Ora, o debate sobre a RTP e a forma de, pelo menos, serem atenuados os elevados gastos dos contribuintes, com a televisão pública, parece sistematicamente desfocado. Este debate não deveria começar e acabar na própria RTP (ela mesmo, empresa pública, também concessionária do canal de televisão). Ele deveria centrar-se prioritariamente no conceito de serviço público televisivo que queremos e de que necessitamos. Devemos determinar, desde logo, qual o tipo de conteúdos televisivos que servem esse serviço público, para, então, partirmos para a consideração de qual será a melhor forma (o melhor instrumento) de os concretizar. E nesta consideração, não poderão faltar os objetivos de descentralização e de expressão das especificidades regionais/nacionais. Por exemplo, seria um “crime de lesa descentralização” (e, portanto, de “lesa serviço público”) não se explorarem mais e melhor os recursos “não lisboetas” de que a RTP atual já dispõe (como os do Monte da Virgem). Seja pela RTP concessionada, pública ou privada, ou por quem quer que seja que possa assegurar o serviço público em causa.

* Grande Porto, ed. 31.09.2012

29 comentários leave one →
  1. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    1 Setembro, 2012 04:17

    SERVIÇO PÚBLICO DE TELEVISÃO
    NÃO, OBRIGADO

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  2. Nuno's avatar
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    1 Setembro, 2012 04:18

    .
    Curiosamente, ou talvez não, ninguém apresenta uma definição do que entende por “serviço público”.
    Provavelmente têm algum modelo que querem seguir como, por exemplo, a BBC. Certo é que está toda a gente a ‘olhar’ para a caixinha mágica como o faziam à data do seu aparecimento. Hoje, quem quer notícias, tem o mundo inteiro a enviá-las podendo cada um sabê-las e comparar os conteúdos — sendo verdade que há a barreira da língua e, também, nem todos têm posses para adquirir o equipamento que transmita a informação de outros países.
    As notícias nacionais? Meu Deus, essas são postas no ar também — e talvez até melhor — pelas outras estações!
    E o “serviço público” o que é? É mostrar museus? Peças de teatro? Cinema e telenivelas portuguesas? (Ainda por cima com a muito duvidosa qualidade do que é produzido…) Ensinar boas maneiras para as crianças — e os paizinhos… e os professores… — se saberem comportar devidamente e não serem ordinários a e falar rasca e como burgessos — e tão só porque ensinar a escrever por esse meio não é fácil.
    Parece que o que se pretende, como resulta claro, é assacar responsabilidades a quem governa que, que se saiba, nunca assumiu claramente esse encargo embora esteja a alimentar estupidamente, e com muito, mas mesmo muito dinheiro da população esse anafado elefante branco.
    Então vamos lá a saber o que é o “serviço p’ublico”?
    Isto é ridículo num país que tem tanta coisa de grande e prioritária importância com que se preocupar.
    .

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  3. Eleutério Viegas's avatar
    Eleutério Viegas permalink
    1 Setembro, 2012 06:14

    Não é preciso serviço público nenhum… Muito menos aquele que tem gasto a massa que nos têm sacado.

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  4. Rui Baptista's avatar
    Rui Baptista permalink
    1 Setembro, 2012 07:09

    Arrasem isso tudo mas salvem o meu quintal 🙂

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  5. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 08:16

    “1,2 mil milhões de Euros (acabando o défice por estimar-se em 5,3% do PIB).”

    não é +- esta a dívida do monstro monstruoso e horrendo de nome rtp/rdp?

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  6. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 08:28

    caro senhor:

    NÃO QUEREMOS SERVIÇO PÚBLICO DE TELEVISÃO!

    Dá para entender ou é necessário um desenho?

    a internet com os seus milhões de documentários em todos os idiomas (especialmente no youtube), grandes concertos ao vivo, óperas, aulas de idiomas, etc, etc, etc, já nos presta o serviço público que necessitamos. E gratuitamente (ou quase).

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  7. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 08:31

    se a constituição impôe um serviço público de televisão acabe-se com a constituição. Ou faça-se um golpe de Estado. NÃO AO SERVIÇO PÚBLICO DE TELEVISÃO!

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  8. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 08:37

    os defensores do serviço auto-proclamado público, que dá pelo nome de rpt/rdp (e que é de facto público para nos extorquir milhões) não estarão na lista do comentário ao post (desactualizada e só até à letra M? e tb na lista que não aparece da maçonaria feminina?):

    http://casadasaranhas.wordpress.com/2012/07/19/a-maconaria-em-portugal-uma-historia-de-corrupcao-e-conspiracao/

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  9. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 09:19

    uma verdade nuniana:

    Nuno Gomes
    Agosto 30, 2012
    Antes de mais deixem-me dizer que, felizmente, não sou maçon, nem politico, nem nada do género. Só não percebo a tão forte instabilidade entre algumas pessoas a publicação desta lista e do artigio (ainda que não bem escrito). Todas as pessoas que estejam atentas decifram facilmente estes nomes, ou pelo menos quase todos, é uma questão de informação. Sempre foi assim, por um lado manda a Opus Dei (constituida por tantos e ilustres religiosos respeitados por todo o povo português (os mesmos que violam meninos/as)) e por outro lado manda a Maçonaria (constituida por reconhecidos diplomatas, catedráticos e politicos (que tambem violam meninos/as). Não percam tempo a tentar saber se são bons ou se são maus. São os responsaveis por estarmos, nós os comuns, no estado em que estamos…

    http://casadasaranhas.wordpress.com/2012/07/19/a-maconaria-em-portugal-uma-historia-de-corrupcao-e-conspiracao/

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  10. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 09:21

    outra verdade:

    “O objectivo nunca foi tornar Portugal um país decente para se viver e para haver prosperidade, tal como acontece na Suiça ou na Holanda onde certamente devem de haver também maçons. O objectivo é extorquir o máximo possível para o bem pessoal. Isto tem que acabar. !!!”

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  11. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 09:27

    “90% da Assembleia da República é maçom, que muitos deles são Administradores de várias empresas que têm negócios com o Estado, que muitas das leis aprovadas são confusas propositadamente para que ninguém as perceba e são definidas por escritórios de advogados com elementos maçons, que a Justiça não seja nunca capaz de condenar em prisão efectiva ninguém, sim porque Portugal é um país completo de anjinhos, que se tenha sabido há tão pouco tempo que o Tribunal Constitucional seja constituído por elementos ligados aos partidos políticos e logo maçons, etc.. Há muito por onde escrever… Onde está o problema? Está no simples facto de haver defesa de interesses entre todos. O princípio é tão simples quanto: Nenhum maçom condena outro maçom, porque a Maçonaria não deixa de ser uma Irmandade, independentemente da orientação política ou loja maçónica. Se estão todos em todo o lado, especialmente nos órgãos principais que legislam este país, então todos concordam que o esquema está mais que bem montado.”http://casadasaranhas.wordpress.com/2012/07/19/a-maconaria-em-portugal-uma-historia-de-corrupcao-e-conspiracao/

    espero bem que 90% dos deputados não sejam maçons, mas mesmo que 45% o sejam já está o auto-proclamado “sistema democrático” totalmente pervertido.

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  12. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 09:54

    pelos vistos na ditadura familiar angolana tb são os maçons que tudo controlam e sugam (fazem portanto sentido estes laços que por cá tanto se exaltam com a ditadura pseudo-comunista mas seguramente fascista e que os alemães mto bem condenaram):


    Miguel Barros
    Agosto 30, 2012
    Só mais um pequeno apontamento: é idiótico (pq não chega a ser falacioso) dizer que a maçonaria é benéfica pq foram maçons que fez isto e aquilo (sns, escloas, etc…).

    Ora bem, para por o Estado a fazer o que quer que seja é necessário, em primeiro lugar, estar no poder. Tendo em conta que aparentemente o país está dominado pela maçonaria desde o sec. XVIII (o século de viragem da nossa decadência enquanto nação), seria natural que fizessem tudo.

    Por outro lado, dar de comer ao povo é sempre uma excelente forma de manter o poder. Enquanto o adormeço com dádivas que eles próprios pagam (como o sns), posso dirigir com mais avontade o poder e a fazenda de uma nação inteira na manutenção dos meus interesses ou do meu grupo e da Ordem que imponho ou pretendo impor ao Ocidente com os meus amiguinhos d’aquém e d’além fronteiras. Isto é do senso comum.

    Pegando no que já li aqui, posso dar como exemplos desta imoralidade, quer o regime do MPLA em Angola, quer o regime que nos foi imposto a seguir ao 25/4: enquanto o povo se encanta, a maçonaria trata dos seus assuntos.”

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  13. Grunho's avatar
    Grunho permalink
    1 Setembro, 2012 10:02

    Pois.
    Acabem com o serviço público.
    Entreguem esse dinheiro aos amigos do Relvas.

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  14. Bad Behavior's avatar
    1 Setembro, 2012 10:08

    Neste assunto que tanta tinta faz correr, há elementos que para mim são ÓBVIOS… e que de tão óbvios que são, é natural que muita gente os queira esconder, chamando a atenção para falácias, clichés e outros choradinhos (risos). Cá está o maior de todos:
    1 – Em Portugal, nunca tivemos um serviço público de televisão com tanta qualidade quanto hoje.
    O problema é que 95% deste serviço público não está na RTP. Sou assinante de um operador de cabo e tenho acesso a melhor informação sobre temas mundiais (CNN, BBC), nacionais (Sic Notícias), documentários de grande qualidade sobre vários temas (National Geographic, Canal História, Odisséia, e muitos outros); temos ainda canais específicos de música clássica, moda, programas infantis, culinária, clássicos do cinema, séries de ficção de reconhecida qualidade e carregadas de prémios… etc, etc, etc. E estes canais investem nos seus conteúdos muito mais dinheiro do que aquilo que a RTP tem para investir nos seus (o pouco que lhe sobra depois de pagar salários, dívidas e juros de mais dívidas). Neste contexto, suspeito que se a RTP desaparecesse amanhã, uma quantidade significativa de espectadores não ia sentir falta.
    2 – A Constituição está desactualizada.
    Esta é uma coisa que a Constituição portuguesa e a americana possuem em comum. Os americanos debatem-se com um grave problema com armas de fogo simplesmente porque na altura em que a Constituição foi escrita, a América era uma nação jovem e (por inúmeras razões que não vou agora explicar) realmente fazia sentido garantir aos cidadãos o direito a ter armas de fogo. Ora, em pleno século XX, esta garantia já não fazia sentido. O problema é que o assunto nunca foi realmente resolvido e os americanos nunca conseguiram resolver este problema. O resultado está à vista: tiroteios diários (cá só chegam a notícia dos maiores). Em Portugal, o caso é semelhante: temos uma constituição que impõe ao Estado um dever que também já não faz sentido. E mais: naquela altura, NUNCA ninguém conseguiria prever os avanços tecnológicos (TV por cabo com centenas de canais, internet, etc…) que tornariam a “obrigação” do Estado totalmente obsoleta (como o direito de um americano a eventualmente vir a defender-se dos ingleses, índios, piratas, ursos e outros). E aqui surge a pergunta: não devíamos considerar alterar a Constituição? Esta pergunta é uma óbvia ironia porque sabemos que o PS jamais irá nesta conversa. Em Portugal, como sabemos, a Constituição é um fim em si mesmo e é a realidade mundial quem se tem que vergar perante a nossa Constituição. É o século XXI (e o futuro) quem se tem de vergar diante de 1976. Note-se que estamos a ler na Imprensa que a Alemanha possivelmente irá ter que actualizar a sua Constituição – caso contrário, sofreremos todos por tabela e como! Estão a ver a ironia?
    3 – Faz sentido ter hoje uma RTP a custar milhões?
    Não. E dá vontade de rir quando ouvimos a argumentação contrária que sistematicamente engana nos números (ena, temos lucro!), ignora a realidade sob qualquer ponto de vista, defende interesses discutíveis ou simplesmente puxa glórias passadas na expectativa de que estas paguem dívidas vencidas.
    4 – Faz sentido a garantia de um serviço público de TV?
    Ele já existe, quer o Estado queira, quer não (com ou sem a sua garantia). O mercado das telecomunicações em Portugal é moderno e desenvolvido o suficiente para que qualquer consumidor possa ter a qualidade que deseja e que necessita. Informação, cultura e entretenimento: está tudo disponível na TV ou no PC.
    5 – “Sou uma pessoa urbana, culta e não passo sem a RTP”.
    Olhe que não! Você certamente possui TV por cabo e assiste outros canais. O seu consumo de RTP2 é muito ocasional.
    6 – “E o que será da D. Albertina, da D. Ermelinda e da D. Lucília, em Vale da Burra, que não têm TV por cabo e não podem ver a ARTE?”
    Estão felizes e contentes a ver a Sic e a TVI…. e não põem os olhos na RTP2 desde os idos do Big Show Sic. Talvez sintam alguma falta do Malato.
    (Risos)

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  15. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 10:16

    questões pertinentes:

    ” Mata-Maçons
    Agosto 31, 2012

    Hoje em dia o secretismo da Maçonaria é fundamental para as suas actividades de corrupção (Exemplo: As obras públicas que o estado paga a duas e três vezes o custo inicial previsto, sem ter qualquer responsabilidade na causa dos desvios).

    A sua divulgação é um acto de coragem e de serviço à comunidade.

    Será que vamos saber que os Juízes que safaram certo politico pedófilo pertencem à mesma congregação que o pedófilo que safaram?

    Será que vamos ver que certos magistrados que arquivaram casos de corrupção também são membros da mesma congregação que os corruptos que investigaram.” http://casadasaranhas.wordpress.com/2012/07/19/a-maconaria-em-portugal-uma-historia-de-corrupcao-e-conspiracao/

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  16. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 10:42

    “Para quem quiser saber algo mais sobre esta seita assustadora deve ler “Eu fui maçom” de Maurice Caillet.” (idem)

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  17. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 10:52

    “1 – Em Portugal, nunca tivemos um serviço público de televisão com tanta qualidade quanto hoje.
    O problema é que 95% deste serviço público não está na RTP. Sou assinante de um operador de cabo e tenho acesso a melhor informação sobre temas mundiais (CNN, BBC), nacionais (Sic Notícias), documentários de grande qualidade sobre vários temas (National Geographic, Canal História, Odisséia, e muitos outros); temos ainda canais específicos de música clássica, moda, programas infantis, culinária, clássicos do cinema, séries de ficção de reconhecida qualidade e carregadas de prémios… etc, etc, etc. E estes canais investem nos seus conteúdos muito mais dinheiro do que aquilo que a RTP tem para investir nos seus (o pouco que lhe sobra depois de pagar salários, dívidas e juros de mais dívidas).”

    ESTÁ tudo no youtube (e mto mais pois há produtores que descarregam imeditamente no youtube e arquivos históricos nomeadamente c os filmes e interpretações dos grandes músicos russos já lá estão disponíveis para o público em geral e não podem ser retransmitidos pelas televisões – excepto se pagarem os direitos aos donos dos arquivos que os descarregaram para serem visualizados exclusivamente no youtube) pq os produtores resolveram descarregar no youtube pq oerceberam que daqui a uns anos o que não estiver lá “não existe”. Eu já não vejo tv há anos e não sinto falta dela. Claro que quando via eram esses canais que falou(mais o Mezzo que antes se chamava Muzzik) a quem a rtp tem de pagar para retransmitir e traduzir, coisa que eu dispenso, de todo, até pq as traduções da rtp são más, mas quem necessitar encontra no youtube em português do Brasil e emlhor traduzido para o português que as da rtp.

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  18. trill's avatar
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    1 Setembro, 2012 11:06

    mais revelações:

    Roberto
    Agosto 31, 2012
    É bom saber alguns nomes mas do que nos serve se a verdadeira natureza da organização não é descodificada?
    Quando se começar a falar sobre essa descodificação aí sim as orelhas deles arrebitam logo. A maioria destes maçons vive na escuridão, apenas uma pequena percentagem sabe de facto qual é o propósito da organização.
    A natureza da sua obra não é arranjar tachos ou negociatas, e todos os maçons que usam a maçonaria para esse efeito nunca irão muito longe na organização, não é com esses que temos de nos preocupar.
    Nas lojas maçónicas que optaram pelo rito escocês (33º degree) lá no topo todos eles veneram lucifer, a quem carinhosamente lhe chamam “dear deity”. Veneram lúcifer porque de acordo com a teoria deles, Deus mantinha o homem ignorante, preso e não muito diferente de todos os outros animais, ao dar a provar a maça, lúcifer libertou o homem para adquirir o conhecimento de modo a também ele poder ser um deus. O conhecimento trouxe o fogo e o fogo trouxe a civilização, da qual eles se julgam os senhores e nós os profanos.
    Isto é o que eles ensinam na escolas maçónicas por esse mundo fora meus senhores, não têm nada a haver com tachos e partidos politicos. Não se fazem rituais em altares, onde se jura fidelidade total para se poder fazer um negócio, para isso existe a subornação, bem mais simples e sem fazer figuras tristes. O assunto é bem mais sério.
    Mas a revelação não é feita a todos os maçons, a escolha é selectiva no que toca á iluminação espiritual, à grande revelação por assim dizer, até lá todos eles são mantidos ocupados, seja em fundações, instituições sociais, todas essas coisas onde pode ter um tacho, aí sim, os tachos. Todas estas organizações servem para fazer circular o dinheiro que cada loja adquire, onde existe inclusivamente um livro oficial de contas para que tudo não falhe e não possa haver desvios de fundos por parte dos irmãos.
    São os obreiros do mundo unificado que estão a construir, e todas as instituições internacionais estão no mesmo patamar que as nossas. A loja do luxemburgo por exemplo alberga juizes do tribunal europeu de justiça e contas, loja com muito poder na europa. As italianas estão infestadas com malta da máfia que já percebeu como se ganha dinheiro á custa da EUSR. São apenas alguns exemplos de que lá fora é pior ou igual aqui.
    Um assunto que lá fora os maçons odeiam é ouvir falar em Dougal Watt, auditor do tribunal europeu de contas que se deparou com a verdadeira teia maçónica a operar no tribunal, comissão e parlamento europeu. Actualmente encontra-se em parte incerta, porque será? Vale a pena googlar.
    http://www.dgsi.pt/jsta.nsf/35fbbbf22e1bb1e680256f8e003ea931/03259faaca96ae26802576b20042f85e?OpenDocument&ExpandSection=1

    (ibidem)

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  19. JDGF's avatar
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    1 Setembro, 2012 11:10

    Primeiro, como se infere, a questão do serviço público (audiovisual) divide os portugueses. Tal facto, tem sido usado para manobras de diversão. Quer queiramos quer não (continua a existir uma Lei Fundamental), no imediato (e é disso que estamos a tratar), temos de arranjar capacidades para gerar consensos (a política é ‘isto’) sobre o que será (ou deverá ser) o serviço público no sector audiovisual. O passado – susceptível de múltiplas interpretações – deverá servir e fornecer dados para desenhar o futuro. Não para dar lugar a exorcismos ou começar uma discussão sobre o sexo dos anjos.
    O ‘post’ é oportuno em termos de programação e objectivos ao colocar a questão do serviço público na descentralização. Infelizmente, em termos de sustentabilidade (financeira, esta é a praga do memento!), esta sugestão é um desastre. Basta olhar para as TV’s regionais de Espanha.
    A descentralização da produção poderá sugerir, à primeira vista, um maior (e melhor) ‘pluralismo’ de conteúdos. Mas, hoje, com a evolução tecnológica, o elevado fluxo de informação e as múltiplas variedades de contextos culturais essa não será uma ‘verdade’ incontestável. Na realidade, hoje, a descentralização não é sinónimo de acessibilidade, nem sequer de qualidade. E uma das funções do ‘serviço público’ (temos de começar a defenir) será melhorar (garantir) a acessibilidade de todos os portugueses aos múltiplos conteúdos (que já estão disponíveis para alguns) .
    Não é preciso ‘inventar a pólvora’

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  20. pedro's avatar
    pedro permalink
    1 Setembro, 2012 11:17

    faz algum sentido defender aquela esbanjadora de recursos que é a rtp/rdp. Aquilo não dá lucro, agora custa 140 de taxas , mais 80 milhões o que dá: 220 milhões de euros. O governo pode não ter abordado bem o assunto mas o problema estrutural existe e é interessante, a dita esquerda, ser a primeira a defender uma empresa que paga ordenados obscenos e dá mordomias ,como 57 carros distribuidos , e o povo que a dita esquerda defende anda de transportes públicos !Passos entenda-se com o portas e até pode ficar um canal no estado ,mas por favor faça qualquer coisa. Agora serviço público ,com malato,mendes, só se for na trilogia da democaracia orgânica:fado,futebol e fátima.Isto não pode continuar nós estamos afogados em impostos para pagar coisas destas!

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  21. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    1 Setembro, 2012 12:54

    Pois. Há uma lei fundamental que consagra um serviço público de televisão.
    Para cumprir esse desiderato existe o canal AR (Assembleia da República), que pode ser ampliado para AR-Gov-etc, com informação dessas instituições públicas ao cidadão que tem TV e não tem net.
    Se quiserem até podem lá pôr alguns enlatados, tipo “Yes Minister”.
    Os Monty Python também têm bom material.

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  22. pedro's avatar
    pedro permalink
    1 Setembro, 2012 13:18

    ironia sempre é melhor que insultos!

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  23. JCA's avatar
    JCA permalink
    1 Setembro, 2012 14:18

    .
    Bom façamos um ponto de ordem à mesa:
    .
    1) Sobre uma das Maçonarias, quiçá uma parte dela, venham para cima da mesa as ‘mazelas e pecados’ doutras gentes mais ou menos com partes discretas quiçá também com partes secretas, quiçá bem longe doutras essas sim blindadamente secretas. É assim, todos os agrupamentos etico-religiosos buscam um òmega, a força financeira para terem meios para agirem nas sociedades. ‘Folleow the mnoey’, e ponto final. Assunto arrumado nos cafés espalhados por estas nossas urbes fora.
    .
    Vamos ao OE’2013. A governação que está a ser seguida, entre tantas possiveis mesmo com troika, só daria alguns resultados em 2018/2020. Aliás até lá vai piorar e muito a partir do fim de 2012. É obvio, falemos claro. Está ‘escrito’ que a continuação de ‘finanças&economias’ na cabeça de ilusionistas e malabiristas não se vai a lado nenhum. Apenas espetaculo.
    .
    Na minha humildade e ‘ignorancia’ alerto:
    .
    o OE 2013 para haver imediato sucesso para os Portugueses, reacender a criação de riqueza e começar a resolver o EMPOBRECIMENTO-FALENCIA-DESEMPREGO nos cornos do toiro respeitando todos os acordos da Troika, é simplicissimo:
    .
    quasi só um paragrafo: corte TRANSVERSAL de 4% em todas as despesas do Estado. Em cada 100€ são uns miseraveis 4€,
    .
    ou seja por exemplo na rubrica vencimentos quem ganha 1000 mes sofre uma redução de 40€. Reduzir este 4€ em cada 100 nas despesas fixas de qualquer departamento ou empresa publica, qualquer dona de casa sem o titulo de ‘famoso gestor’ faz isso a cagar.
    .
    Reclamam ? Então na vão pagar mais com essa mixordia de aumentos de impostos diretos e indiretos que os ilusionistas malabiristas andam a anuniciar no palco ?
    .
    Claro tem outros custos, os ilusionistas e malabiristas sem quaisquer resultados para apresentarem enm quaisquer dos anos anteriores ou atual perdem o ‘prestigio e a categoria’ porque são arrumados para o canto com a simplicidade.
    .
    Dizia Leonardo da Vinci (quiçá um maçon ou iluminado) a simplicidade é a sofisticação máxima. E anda por aí tanta elite a esvoaçar perdida academicamente em teorias e fantasias ‘criativas’ no meio dos neurónios da cabeçorra …
    .
    Mas é claro se a ideia é prolongar a crise numa psy-op de ‘terrorismo financeiro’ para mudar meia duzia de de essenciais de direitos civilizacionais de qualquer nascido mesmo fora de berços de ouro ….. é outro sonho, outra fantasia.
    .
    Vamos lá arrumar esta coisa duma vez por todas. Já poluiram com mau cheiro. Mas se querem apostar na putrefação arrisquem. Ele há fantasias para tudo. Mas são ignorantes, desconhecem por onde e o que andam a semear.
    .
    Sobre o federalismo da União Europeia não é tema para Portugal. Não vale a pena pronunciarmos-nos, os ‘fortes’ do centro europeu encarregar-se-à do destruir em duas penadas. É só deixá-los pousar.
    .
    Como até agora nunca me posicionei para Poder nem me interessei por ele, por agora fico-me com mais este ‘um suponhamos’.
    .

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  24. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    1 Setembro, 2012 19:01

    .
    Mas, afinal. contimua toda a gente a escrever muito mas sem explicar o que se pretende ou o que é o “serviço publico”…
    .

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  25. pedro's avatar
    pedro permalink
    2 Setembro, 2012 12:25

    Nuno: no correio da manhã de hoje,dia 02 set 2012 ,está lá explicado uma concepção de serviço público e de televisão que concordo ,da autoria de Eduardo Cintra Torres. Devia ir para administrador da rtp/rdp,deixo aqui o desafio ao governo.
    p.s. pág 44

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  26. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    2 Setembro, 2012 18:44

    .
    pedro
    Posted 2 Setembro, 2012 at 12:25 | Permalink
    *****
    As perguntas que fiz não foram aos governantes. Foram colocadas, muito simples e directamente, aos ilustres comentadores — e comentaristas — que se estão a apresentar neste blog e que, pelos vistos e como de costumes, aos costumes dizem nada.
    Bem, de facto, tanta compreensão e intreligência não é para todos.
    Pena é que não se esforcem para entender que há quem, como eu, que não possua essas capacidades com o se grau de desenvolvimento e que, por isso, “também” não faça a mais mínima do que é o tar “serviço público”.
    Já todos sabemos que esse “seviço” não interessa a ninguém, Agora, discrepar sobre o que aparentemente se desconhece é não só aleivoso como revela a pobre ignorância em que esse país está mergulhado.
    É lamentável…
    .

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  27. BorNot2B's avatar
    2 Setembro, 2012 19:37

    Com tanta gente a pedir a extinção da TV pública, eu ficava gratíssimo se me dessem alguns exemplos de países que a não tenham.

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  28. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    2 Setembro, 2012 20:09

    O serviço público deve ser uma filosofia, princípios, elevação do espírito, procura da qualidade, não é um cestinho de compras.
    Ontem a RTP2 fez serviço público das 21 horas até às 2 da manhã de hoje. Cinema não comercial.
    Quem vê as novelas dos outros canais não gosta, mas o Estado, através doa seus canais de “serviço público” tem obrigação de elevar o nível.
    Quem não gostar, terá sempre o Schwarzenegger à sua disposição.

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  29. BorNot2B's avatar
    2 Setembro, 2012 20:57

    @ Bad Behavior — Tens muita gracinha!
    Quando se discutem “alhos” falas de “bugalhos”… A verdadeira questão é se Portugal pode ou não prescindir dum serviço público de televisão, rádio ( e/ou outras plataformas multimédia), realizado à margem da “lógica” do privado.
    Já te falei disso aqui: https://blasfemias.net/2012/08/28/um-marco-historico/ (Posted 30 Agosto, 2012 at 21:05). Não estou a afirmar que a solução actual seja boa ou sustentável. Se não é – e estamos de acordo com isso – “dar a volta ao prejuízo” é outro assunto…
    Como és o tal jovem “moderno” que desconsidera as opiniões das pessoas com mais de cinquenta anos (segundo já afirmaste), talvez sejas a pessoa ideal para dar alguns exemplos de países sem TV pública (faz uma listagem, é melhor…).
    Ah, vê lá se entendes de vez que a discussão gira em torno da difusão em “canal aberto”…
    P.S.: Aproveito para dizer que em meu entender e mesmo descontando “Preços certos” e similares, a RTP1 e 2 (talvez complementando-se…) apresentam hoje a melhor programação em canal aberto, e também a mais “decente”, não passando por exemplo, obscenidades como esta: http://www.tvi.iol.pt/videos/13690067

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