TSU na terra das Marias
30 Setembro, 2012
Este post do Joaquim sobre medidas como a TSU num país de cultura feminina é muito bem apanhado. A ideia leva-me a pensar que se calhar gastar dinheiro no ensino universitário em Portugal é deitar dinheiro ao lixo.
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PS- Claro que o post será visto como um insulto num país em que o uso de um sistema para entender a cultura terá uma leitura pessoalizada.
13 comentários
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Caro JM, este texto também está castiço: http://portugalcontemporaneo.blogspot.pt/2012/09/a-cultura-do-lago.html
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Alguns agora estão a descobrir a “cultura arabe” (ou genética, segundo outros) na P. Ibérica e como ela pode afectar a política, a sociedade, a cultura e até a economia. E agora já começam a descobrir que o Norte e Centro de Portugal são diferentes do resto do Sul de Portugal. Aquilo que já há uns anos defendi aqui e alguns, mais uma vez, me chamaram maluco. Agora já começam a chegar lá. Alguns até já começam a reler o Orlando Ribeiro. Um dia destes, até o Basílio Teles vão ler. ehehhhehehh
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Um dia destes, a Independência do Norte e Centro de Portugal será a única rota possível para tirar parte do país da crise. Mesmo que Lisboa não tenha sido o último reduto “arabe”, como alguns andam para aí a escrever. (É impressionante o quanto se desconhece a própria História da P. Ibérica. Impressionante. Até em questões básicas de História de Portugal e de Espanha, esta gente comete cada erro, meu deus. Tudo a ver navios.)
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Paul Krugman: “A austeridade foi demasiado longe”
O economista critica os defensores da austeridade, dizendo que estes se esqueceram das pessoas. Espanhóis e gregos “estão certos” ao protestar contra mais austeridade. “Os verdadeiros intervenientes irracionais” são os políticos que exigem cada vez mais sacrifícios.
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Ah, mas a culpa da crise é dos Algarvios agora? Eu sei que o Cavaco é uma piada como presidente, mas poupem-me tanta parvoíce.
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CDS e PSD arrasam declarações de António Borges (Renascença)
António Pires de Lima não poupa o consultor do Governo para as privatizações. O empresário e dirigente do CDS, sem querer gravar declarações, disse à Renascença que as palavras de Borges são “tão infelizes” e “tão arrogantes”, que “nem merecem comentários”.
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A austeridade do Estado é uma causa (do défice), a austeridade dos privados é uma consequència (do défice). Logo, quem parece irracional é quem não sabe distinguir causas de efeitos, Paul Krugman e carneirada.
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o gajo que tem um poder de decisão em interesses estratégicos dos portugueses, chama ignorantes aos empresários portugueses…não se demite!!??
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é o moedas..é o passos..é o borges…tudo no mesmo sentido, os portugueses não estão ao nível deles…quem é que são estes gajos!!??
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os liberalismo…afinal é tal e qual o comunismo…é piegas…ignorantes…
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Aquilo que o Joaquim descreve pateticamente como “cultura masculina” e “cultura feminina” é na verdade algo completamente diferente que ele ignora. É na verdade a diferença entre uma fé cega e infundada na pureza e infalibilidade de modelos e “sistemas” em contraste com a constatação de que o mundo é, na verdade, bem diferente desses modelos e “sistemas” que estão a descrever. Essa gente que crê na infalibilidade dos modelos, como um fanático religioso crê na infalibilidade dos seus textos religiosos, ignora por completo a existência de factores que influenciam esses modelos puros apesar de não serem contabilizados no modelo, que na terminologia técnica são chamados de variáveis estranhas ou variáveis parasitas. Para essa gente que vive refém na sua própria torre de marfim, é o mundo que se deve ajustar aos seus modelos e não o contrário, e quem discordar disso, ou estiver plenamente ciente de que os modelos são um disparate, então só pode ser ignorante e estúpido.
Este problema é já a imagem de marca dos crentes na doutrina neoliberal. Acreditam cegamente nos seus modelos, nas suas causas e efeitos, na pureza da mão invisivel e de todos os efeitos pressupostos de uma economia de mercado que é livre, mas esquecem-se de constatar que esses modelos são baseados em hipóteses que geralmente não se verificam e não contabilizam factores externos, convenientemente omitidos da análise. Com isto perdem a noção até do significado do termo “economia”, e chegam ao extremo de perder por completo o que constitui uma economia saudável, e o que deve estar ao serviço de quê. E depois os outros é que são ignorantes e estúpidos.
Este texto, que se resume a um boneco de palha montado, e mal montado, para tentar insultar os críticos do ataque de estupidez que afligiu António Borges e o governo, não é mais do que uma rejeição de se pensar nas propostas e nos modelos. É uma reacção irracional a uma rejeição imprevista de uma medida que, no papel ou no matlab, parecia ser perfeita. Mas enquanto essa gente, na infalibilidade da sua posição na torre de marfim, ataca esta reacção mais que natural por ser estupida e ignorante, nem sequer se dá conta que esta mesma reacção não é nada mais do que consequências naturais da sua proposta, cuja previsão só não foi possível por terem remetido factores intervenientes no seu modelo como sendo variaveis estranhas ou parasitas.
Logo, é motivo para perguntar: afinal quem é que é o ignorante?
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as privatizações deviam ser imediatamente suspensas é que está em causa o interesse nacional !!?? uma gente que ataca os portugueses, chamando-os de piegas… ignorantes…
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Aqueles que não se cansam de lançar fatwas sobre os “modelos” dos “neoliberais” deveriam ter presente que os “estimuladores”/”crescimentistas” são, eles próprios, os modeladores por excelência (e respectiva tralha “multiplicadora”).
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então está na altura de usar uma teoria culturalista de desenvolvimento e por a dona de casa de pensamento concreto do prof Medina na governança :).
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Os únicos estudos feitos com modelos que foram publicados até ao momento indicam que a alteração da TSU aumentaria o desemprego. António Borges não tem modelos. Apenas pede fé no que ele diz, na sua autoridade.
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