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os meus votos para 2013

31 Dezembro, 2012
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Que o orçamento de estado que entra em vigor daqui a pouco não destrua o resto da já quase inexistente poupança dos portugueses. É que sem poupança não há economia e sem economia não existem finanças públicas ou privadas. Infelizmente, tenho dúvidas que não seja isso mesmo que vá acontecer.

59 comentários leave one →
  1. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    31 Dezembro, 2012 20:19

    “Que o orçamento de estado que entra em vigor daqui a pouco não destrua o resto da já quase inexistente poupança dos portugueses.”
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    Uma boutade à Arur. O Rui sabia que a taxa de poupança dos portugueses está no valor mais alto dos últimos anos, em que duplicou nos último quatro?
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    Com certeza que não. A escola Artur também lhe assenta como uma luva, caro Rui.
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    Bom ano para si e para o seu amigo Artur. ehheheheheh
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    PM O Rui tem que aprender a estudar os dados antes de mandar bitaites: “Efetivamente, a taxa de poupança das famílias aumentou para 11,2%, mais 1,1 pontos percentuais (p.p.) que o observado no ano acabado no 2º trimestre, determinado sobretudo pela forte redução do consumo. ” In http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESdest_boui=133396020&DESTAQUESmodo=2

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  2. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    31 Dezembro, 2012 20:20

    anti-comuna,
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    Você vice na estratosfera!
    Um bom 2013 para si também.

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  3. Duarte's avatar
    Duarte permalink
    31 Dezembro, 2012 20:29

    Bom Ano

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  4. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    31 Dezembro, 2012 20:31

    “Você vice na estratosfera!”
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    Para a próxima, não debite asneiras. Fica mal escrever deste tipo de asneiras, de alguém que axige aos governantes um rigor que a si lhe falta.
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    Um Próspero Ano Novo e poupe bastante. 😉

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  5. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    31 Dezembro, 2012 20:41

    anti-comuna,
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    Com papas e bolos se enganam os tolos. E com estatísticas, já agora, também, uma das maneiras infalíveis de aldrabar ingénuos, como você bem devia saber desde o governo do seu amigo Sócrates.
    Bom ano para si e veja se se acalma, que bem vai precisar nos próximos 365 dias. E, se pelas paragens por onde anda ainda vir o Pai Natal, no qual certamente acredita e põe a sua fé todos os dias 24 de Dezembo antes de se ir deitar, peça-lhe para o trazer de novo à terra.
    Cumprimentos e relaxe. Daqui por um ano cá estaremos (espero) para vermos quem é o asneirento.

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  6. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    31 Dezembro, 2012 20:46

    “Com papas e bolos se enganam os tolos. E com estatísticas, já agora, também, uma das maneiras infalíveis de aldrabar ingénuos, como você bem devia saber desde o governo do seu amigo Sócrates.”
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    Vc. está a acudar o INE de manipulação estatística? Ou Vc. vive num eterno estado de negação? Tenha cuidado com a dissonância cognitiva. Eu bebo bagaço para me manter lúcido. Se calhar pode ser uma boa sugestão para si. ehhehehehh

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  7. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    31 Dezembro, 2012 20:58

    anti-comuna, meu caro,
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    O que é que o facto das poupanças terem aumentado 1,1% no terceiro trimestre do ano em relação ao segundo tem a ver com o efectivo estado miserável em que o estado português deixou a poupança dos portugueses e das empresas portuguesas nos últimos anos? Você tem alguma dúvida quanto ao facto das peasoas não terem dinheiro em Portugal? Acha que têm? Muito, pouco, algum, ou pensa que o estado lho levou quase todo nos últimos anos? Por outro lado, ainda que o estado das economias pessoais e empresariais dos portugueses se tenha tornado excelente no último trimestre, como você e o Pai Natal parecem acreditar, o que tem isso a ver com a situação das poupanças para 2013 a que o post alude? Acha que o “enorme aumento de impostos” as vai facilitar, ainda que, como na Albânia de antigamente, o nosso consumo interno baixe a níveis ainda mais terceiro-mundistas? É isto que faz de si um anti-Artur Baptista da Silva, a fazer lembrar a velha Emmanuele, a anti-virgem, que também tinha a mania que não era ingénua e sabia muito?
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    Tome lá uns canecos à saúde de nós todos – que bem vamos precisar -, e ponha-se fino para 2013.
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    Abs.,

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  8. Xico Cabaço's avatar
    Xico Cabaço permalink
    31 Dezembro, 2012 21:00

    Anti-comuna, atira-te do alto da tua imbecilidade.

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  9. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    31 Dezembro, 2012 21:48

    “O que é que o facto das poupanças terem aumentado 1,1% no terceiro trimestre do ano em relação ao segundo tem a ver com o efectivo estado miserável em que o estado português deixou a poupança dos portugueses e das empresas portuguesas nos últimos anos?”
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    Umas bordoadas à antiga, era o que o Rui bem precisava. Leu o documento ou continua a debitar asneiras à Artur?
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    Se a si lhe custa a admitir que mete água, que além da água que mete, é incapaz de ser humilde e esperto para saber consultar fontes, merecia umas bordoadas à antiga, com uma “cinco olhinhos”. ehehheheh
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    Vá, antes de debitar asneiras, consulte os documentos e só depois escreva as suas asneiras do costume.
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    Se um filho meu cotinuasse a teimar sem estudar os documentos, ficava de castigo durante quinze dias, sem beber tinto ou branco, sem comer pataniscas de bacalhau e sem beber uma cevadinha. Ah! E claro, com as mãozinhas quentes, da cinco olhinhos. ehehehehh

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  10. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    31 Dezembro, 2012 22:01

    A. C. eles não sabem mas arriscam.
    Você sabe, a ignorância é atrevida
    Tenha um 2013 à maneira!

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  11. paranoiasnfm's avatar
    paranoiasnfm permalink
    31 Dezembro, 2012 22:11

    Claro que é isso que vai acontecer.

    Bom 2013, dentro daquilo que nos possibilitarem.

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  12. javitudo's avatar
    javitudo permalink
    31 Dezembro, 2012 22:19

    2013 à porta
    “Los militares se convierten en el árbitro de la transición venezolana”

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  13. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    31 Dezembro, 2012 22:33

    Pois

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  14. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    31 Dezembro, 2012 22:41

    anti-comuna,
    .
    Vc. começa a roçar a estupidez boçal prórpia dos antigos abrantes do velho Corporações socrático. Se hoje não fosse véspera de Ano Novo mandava-o para a puta que o pariu, que é para onde deve ir a canalha malcriada, que precisa de rever a educação. A sua argumentação tem sido de truz (os «documentos»!!!) e por isso deixou de haver conversa possóvel. Sendo véspere de um novo ano, desejo-lhe que se divirta e que tenha um bom 2013.

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  15. Fenris's avatar
    Fenris permalink
    31 Dezembro, 2012 22:47

    Entra aqui um gajo para ler que o orçamento maravilha e que o Gaspar e um profeta nao reconhecido.
    Perdi tempo…

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  16. LR's avatar
    31 Dezembro, 2012 23:31

    Caros Rui e Anti-Comuna,
    .
    Easy, guys!
    Vocês são os espíritos mais brilhantes que por aqui escrevem e comentam. De um debate entre vocês, só pode nascer a luz, nunca o rancor.
    Um Bom 2013 para ambos.

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  17. anti-praticos's avatar
    anti-praticos permalink
    31 Dezembro, 2012 23:41

    Caro Rui A, bnão se chateie com ele, ele inventa mil e uma teorias da conspiração, fala em liberais estupidos e idiotas
    Mas o que nosso anti-comuna tem vergonha é de mostrar que é de esquerda.É um keynesiano de esquerda que defende veja-se lá bem, mais impostos para reanimar o estado!
    Ele tem vergonha da sua identidade.É um cobardolas

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  18. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    1 Janeiro, 2013 01:24

    Caro LR, sem rancor nenhum.
    .
    .
    Abraço.

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  19. pctpmrpp's avatar
    pctpmrpp permalink
    1 Janeiro, 2013 01:38

    Por favor acalmem-se os dois. Eu gosto de ler ambos, e analisando factos, os dados do INE afirmam a diminuição da dívida das famílias e das empresas, o aumento da dívida do estado, e o aumento da poupança das famílias, dados são dados e não entendo como alguém pode rebater iss,. é um facto que as poupanças das famílias tem aumentado nestes últimos anos, se calhar tem haver com este clima de incerteza. já agora, queria agradecer ao anti-comuna pela dica de compra de dívida a 6 meses e 1 ano de portugal, pois ganhei dinheiro 10%, e quem me alertou para isso foi ele, aqui vai para 1 ano. Boas entradas e um bom 2013.

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  20. oɥɿəoɔ șoșșɐɗ's avatar
    oɥɿəoɔ șoșșɐɗ permalink
    1 Janeiro, 2013 03:56

    Olha, afinal enganei-me.
    E eu que pensava que todos os blasfemos me compreendiam.
    Parece que vou ter que me esforçar mais para conquistar também o Rui A.

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  21. Me's avatar
    1 Janeiro, 2013 05:01

    je je…. , será um bom ano para o ps , que vai gozar da folga que o gaspar arranjar…ser governado por asnos que nem percebem que estão a fazer a cama para os burros é desesperante. e como é que há gente que ainda acha que precisa de governo é que não percebo. cada vez mais concordo com a coisa : hay gobierno ? soy contra !

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  22. Monti's avatar
    Monti permalink
    1 Janeiro, 2013 08:55

    AntiC
    Nem parece seu.
    Será que as “poupanças” não foram delapidadas
    pelas Administrações do Bloco Central,
    levadas ao refinamento por Sócrates?
    Desculpa de S: os aplausos da plebe.

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  23. ricciardi's avatar
    ricciardi permalink
    1 Janeiro, 2013 10:41

    Caro Ac,
    .
    A taxa de incumprimento subiu a um ritmo cinco vezes superior à taxa de poupança.
    .
    A taxa de poupança é essencial se produzida por acrescimo de riqueza. Se for produzida pelos motivos presentes (medo, fuga mercado capitais) vale de pouco. Vale de pouco porque a poupanca é canalizada para nada. Nem o investimento privado cresceu, pelo contrario; nem a divida privada diminuiu, pelo contrario. A poupanca privada resulta, essencialmente, do facto de 1) nao haver confianca para investir, 2) medo de consumir devido a antecipacao de futuro pior. Se o 2) resultou numa diminuicao das importacoes, o que seria bom se houvesse substituicao das mesmas por valor nacional, tambem nao deixa de ser verdade de que resultou tambem numa diminuicao da producao nacional. Que gerou desemprego, falencias, incumprimento generalizado que, nem numa decada se consegue resolver.
    .
    Rb

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  24. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    1 Janeiro, 2013 11:48

    “A taxa de poupança é essencial se produzida por acrescimo de riqueza. Se for produzida pelos motivos presentes (medo, fuga mercado capitais) vale de pouco. Vale de pouco porque a poupanca é canalizada para nada. Nem o investimento privado cresceu, pelo contrario; nem a divida privada diminuiu, pelo contrario. ”
    .
    .
    A poupança sobe ou desce, não apenas pelas rentabilidades (tese mais em voga) mas também pelos motivos que apontou. Mas parea haver investimento há que haver poupança, que a soma da poupança interna e externa. Se a externa é apresentada sob a forma de um défice na Balança Corrente e de Capitais e este é eliminado, quer dizer que, ou o Investimento está a cair ou este cai mas sobe também a poupança interna. Se o Portugal atingiu um excedente na sua Balança Corrente é porque a poupança está a subir e o investimento a cair. Verdade de La Palice, que parece que é dificil de entender.
    .
    .
    Depois Vc. diz que vale pouco porquê? Quem é que lhe garantiu que a poupança só é boa quando justificada quando pela taxa de rentabilidade? Já ouviu falar no Paradoxo Feldstein-Horioka? E no erro de acreditar que a poupança depende essencialmente das taxas de juro? E das rentabilidades?
    .
    .
    Mesmo se atendermos apenas à tese que a poupança depende da rentabilidade, entõa Portugal vive precisamente sob esse ambiente com excepção do Estado, já que as taxas de juro internas subiram e geraram rendimentos, que antes eram pagos aos estrangeiro (via défice da Balança de Pagamentos) e aumentaram o rendimento disponível (sobretudo das familias), contribuindo para o ciclo virtuoso de, mais Poupança, menos consumo e menos défice orçamental e melhor investimento.
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    .
    Essa de se pensar que a poupança só é boa quando por motivos dos diferenciais da rentabilidade é o populismo mais atroz que poderia acontecer em Portugal. Foi o que ocorreu na América Latina durante anos, muito conhecido por Peronismo. Não, a poupança é sempre boa e quem vive a pensar que pode sobreviver com poupança importada (via défice da Balança Corrente e de Capitais) via mais rentabilidades é porque não lê o suficiente para compreender a armadilha desse pensamento. (Sem falar em problemas ligados a armadilhas de liquidez, solvência e alavancagem, consumo sob a aparência de investimento, etc.)
    .
    .
    Mas se são as crenças e as fezadas que movem as ideias e não os factos, tudo é possível. Até acreditar-se que a poupança depende essencialmente da rentabilidade dos capitais e do espirito muito frio e racional dos agentes económicos, como se estes fossem computadores e não animais. ehehehehheh

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  25. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    1 Janeiro, 2013 12:08

    Eu não lhe respondi a isto, mas acho que devo:
    .
    .
    “o 2) resultou numa diminuicao das importacoes, o que seria bom se houvesse substituicao das mesmas por valor nacional, tambem nao deixa de ser verdade de que resultou tambem numa diminuicao da producao nacional. Que gerou desemprego, falencias, incumprimento generalizado que, nem numa decada se consegue resolver.”
    .
    .
    Em primeiro lugar, parece que Vc. é daqueles que ainda não compreendeu o que é um credit crunch. Como parece que não sabe, tem que entender primeiro o que é um credit crunch e só depois pensar como conseguiria aumentar o PIB sem liquidez para sequer manter o nível anterior de transacções. Logo, de PIB.
    .
    .
    Por outro lado, Vc. continua obcecado com o PIB trimestral e anual quando devia estar era preocupado com a tendência de crescimento desse mesmo PIB e como a elevar. Dito de outra forma, está de novo a cair no mesmo erro do Peronismo, que hoje parece que tomou conta do mundo ocidental.
    .
    .
    De que vale dar prioridade ao nível de produção de um ano, se sacrifica os anos vindouros? Não foi isso que ocorreu no Japão, nas duas últimas décadas? De que vale tentar evitar a quebra da produção num ano ou dois, se depois essa mesma produçao fica encalhada, quando antes pela própria limpeza dos agentes económicos insolventes, potenciou o crescimento da produção ao longo do tempo? O que é melhor? Crescer 10% a produção durante uma década, mesmo com recessões pelo meio, ou crescer apenas 2 ou 3%, mas evitando uma quebra da produção?
    .
    .
    Só se deve evitar a quebra da produção em situações extremas, em que os tais agentes económicos, irracionais como é verficável por qualquer pessoa sensata, entram em pânico ou numa tendência pessimista de tal forma aguda, que justifica, sob determinadas condições, intervenções pontuais quer sob a forma das políticas monetárias ou até mesmo nas políticas fiscais e orçamentais. Fora isso, quanto mais intervenções houver, menor a o crescimento da produção.
    .
    .
    Vc. faz-me lembrar, até determinado ponto, os investidores mais preocupados com os resultados trimestrais seguintes do que com os resultados anuais dos próximos cinco anos. De tal forma preocupado com o imediato, está disposto a sacrificar o futuro para obter a recompensa imediata. Neste caso, em vez dos lucros por acção trimestrais, Vc. trocou pelo níve ld e actividade económica do ano seguinte. Quando devia era preocupar-se com a produção para daqui a 5 ou 10 anos. Ou mais.
    .
    .
    Infelizmente, a procura pelos resultados imediatos está a matar as economias ocidentais. Infelizmente. Tal como cairam nesse erro os japoneses, que de uma economia forte e de elevado crescimento, se tornou numa em quase crise permanente.

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  26. Xico Cabaço's avatar
    Xico Cabaço permalink
    1 Janeiro, 2013 12:33

    Obrei!

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  27. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    1 Janeiro, 2013 13:32

    Eu tenho a impressão que a vasta maioria dos comentadores ainda não compreenderam o que é um credit crunch. E como não o compreendem, também depois não compreendem as eventuais soluções para o solucionar.
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    Um credit crunch não é apenas uma fenómeno de desconfiança sobre os agentes económicos pelos próprios agentes. É mesmo a desconfiança pela percepção do risco de perda mas também pela perda efectiva quando ocorrem as insolvências. Que depois gera uma escassez de meios de transacção económica, mais conhecido pelo dinheiro. Mas não a falta de dinheiro em si. (Quando e sobretudo as autoridades monetárias injectam liquidez nas economias.)
    .
    .
    Quando Portugal vivia com 12% do seu PIB sob a form de crédito externo e este desaparece, automáticamente o PIB terá que cair por falta dessa mesma liquidez que foi cortada do exterior. E enquanto em Portugal não se convencerem que a queda do PIB era inevitável, também continuarão a bater em ceguinhos. Podem até encontrar bodes expiatórios no governo, nos bancos ou até mesmo no D. Afonso Henriques, para essa quebra, mas ela deve-se efectivamente à falta de liquidez. À falta de dinheiro.
    .
    .
    O dinheiro é um meio de pagamento de uma economia. E anda quase sempre a par do próprio PIB. Se lhe cortam o dinheiro, o PIB cai automáticamente. A menos que se crie… Dinheiro. (Solução preconizada pelos tais ditos keynesianos.) Ora, se em Portugal não se pode criar dinheiro e ela escasseie, automáticamente o PIB cai. E entra em depressão. Foi o que ocorreu, independentemente do que se diga e pense sobre tal.
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    Para que o ajustamento seja rápido, a solução é consumir menos (logo um PIB menor, sobretudo numa economia em que depende quase 2/3 do consumo, seja ele privado ou público) e poupar mais. Claro que ao conumir menos, o PIB cai. É outra verdade de La Palice, mas que parece que em Portugal não se sabe isto. E se o PIB cai, caem também as receitas estatais e sobe a despesa estatal. Outra verdade de La Palice. Então, quando falta dinheiro na economia, para manter o nível de transacções, entra-se numa profunda recessão, agravada pela insolvência estatal (e por isso não pode o Estado evitar a quebra pois está a gerar mais risco de insolvência) e dos próprios agentes económicas, desde familias, empresas, instituições sem fins lucartivos, sem falar no próprio Estado. Mas como a economia como um todo vive uma insolvência, o próprio Estado se não corta o défice orçamental – quando o poderia aumentar, numa situação normal – a economia entra numa esperirald epresiva. Como ocorreu na Grécia, em que os governos tinham relutância em cortar na despesa e no défice orçamental, mas que ainda gerava mais desconfiança na economia, e novo afundamento. Tanto na procura interna, como até entre os que poderiam financiar o défice na Balança Corrente grega: os investidores internacionais.
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    Num credit crunch, a velocidade do dinheiro costuma cair. Ou seja, os meios de pagamento ausentam-se da actividade económica e procuram refúgios tidos como seguros. Isso automáticamente gera uma queda da actividade económica. Uma queda do PIB, do consumo e até do investimento. Se as autoridades monetárias usarem a impressão monetária para evitar esta quebra da actividade económica e injectando liquidez na economia, para tentar obrigar esse dinheiro sob refúgio e financiar a normal actividade económica, na prática não o conseguem porque, caem no erro, de pensarem que o consumo e o investimento dependem sobretudo das taxas de juro, das rentabilidades actuais e potenciais, quando o problema da insolvência é que mantém vivo o credit crunch. Dito de outra forma, podem imprimir à vontade mas nunca convencerão quem tem dinheiro a emprestar a quem mostra sinais de ser incapaz de pagar o devido. Ou dito ainda mais de uma forma corriqueira. Ninguém empresta para levar depois um calote, já que isso implica uma perda do seu próprio poder de compra no futuro.
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    Mas como também neste mundo se convencionou que o ser humano é uma máquina e que toma sempre boas decisões, racionais e como uma máquina de calcular, dominando todas as variáveis do problema, convencionou-se que basta manipular taxas de juro e fazer declarações politico-propagandistas que a crise acabou, para gerar confiança entre os agentes económicos. Esta forma de ver o mundo está a desgaraçar países e sociedades inteiras e a baixar as tendências de crescimento do produto. Doi famoso PIB.
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    Ora, ninguém no seu perfeito juízo pode tomar decisões crente que domina todas as variáveis do futuro. Como ninguém é capaz de o fazer, como ninguém domina toda a informação, como ninguém consegue prever os riscos que incorre quando toma determinadas decisões, logo é normal que ocorram períodos de elevada desconfiança geral, em que quem tem dinheiro não o propicia facilmente e que quem precisa dele, para os seus investimentos, tenha dificuldades em atrair a poupança alheia. Daí que o credit crunch sobrevive mesmo quando os governos injectam montões de liquidez. Até à altura em que a confiança volta e, quase sempre, gera um periodo inflacionista. E nova crise seguinte.
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    .
    Portugal, com o seu credit crunch, numa situação em que efectivamente tem uma moeda que é quase igual ao padrão-ouro, teria mesmo que ter o seu PIB em queda, logo que a sua liquidez que vinha do estrangeiro é cortada. E se tivermos em conta que cerca de 2/3 da sua procura interna é consumo logo, num credit crunch, a poupança terá que ganhar espaço ao consumo, gerando uma queda do PIB automática. E esta queda do PIB inevitável, só poderá ser amortecida com a geração de poupanças rumo ao exterior, primeiro pela via das exportações, depois pela vida de excedentes na sua Balança Corrente. Portanto, quem julga que a queda do consumo se deve apenas à política fiscal e orçamental, mostra que percebe pouco de como realmente funciona uma economia, ainda por cima com uma moeda semelhante ao antigo Padrão-Ouro. E qualquer pessoa honesta, mesmo honesta, mas que entenda disto, sabe perfeitamente que a queda do PIB era inevitável. Independentemente do que faria o governo. Do que fariam as próprias autoridades monetárias europeias, que determinam efectivamente como funciona este novo Padrão-Ouro, chamado euro.
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    .
    E das duas, uma. Quem defende o Padrão-Ouro mas não entende a queda do PIB actual, é porque ele próprio é incapaz de perceber mesmo o que é eo que significa o próprio Padrão-Ouro. E, mais curioso, é incapaz de entender que o PIB cairia sempre, até pela falência dos insolventes e do desaparecimento de poupança. E com a queda do PIB, mais défice orçamental, menos receitas fiscais, mais despesa pública, agravando já ainda mais a situação insustentável de uma economia à beira da insolvência. Portanto, os que criticam a queda do PIB mas defendem o Padrão-Ouro, só mostram que não sabem mesmo e a sério como funciona realmente um Padrão-Ouro e como este pode ser perigoso, sob determinadas circunstâncias. Circunstâncias essas que ocorreram em Portugal, que vive efectivamente sob uma Padrão-Ouro mas melhorado e diferente. Porque, sob um Padrão-Ouro, uma política fiscal é sempre recessiva quando tenta evitar a insolvência, que não pode ser evitada pela política monetária. Pela criação de dinheiro por parte dos bancos centrais. Infelizmente há gente que fala demasiado sem saber mesmo do que fala quando defende o Padrão-Ouro.
    .
    .
    Quando se vive num credit crunch, ele pode ser aplacado de forma quase natural. Deixar os insolventes falir. Mas isso implica uma subida do risco de credito e de novas insolvências no curto prazo, gerando ainda uma queda maior do PIB que meramente o desaparecimento de conusmo futuro, sob a forma de poupança, que desapareceu com a queda do próprio insolvente. Ou seja, se deixarmos os insolventes falir, como é necessário, também implica aceitar que parte dos solventes também acabem por serem infectados pelos insolventes e falirem também. E isso implica sempre, mas sempre, uma queda do PIB. Quem defender a falência dos insolventes também tem que assumir uma forte queda do PIB. E será maior quanto maior o nível de insolventes entre os agentes económicos. (Ou nos Balanços, consoante a perspectiva de cada um.)
    .
    .
    Mas se se tentar evitar a falência dos insolventes, através de políticas monetárias – sobretudo para impedir contágios aos solventes – na prática evita-se que os insolventes quebrem mas que continuem a transmitir insegurança aos solventes. Ou seja, ao salvarem-se os insolventes, estes continuam a infectar os solventes gerando uma desconfiança generalizada, mantendo o credit crunch vivo. Dito de outra forma, enquanto os Balanços não forem limpos e expurgados dos activos tóxicos, o credit crunch continua, mesmo com excesso de liquidez promovida pelas autoridades monetárias. Como ocorre actualmente no Japão, nos USA e até no RU.
    .
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    Entre uma solução e outra, há o meio termo. Ou seja, há que deixar insolventes falir e, dentro do possível, evitar que os solventes também estoirem infectados pelos insolventes e, ao mesmo tempo, evitar uma queda do PIB ao máximo. E para evitar que o bebé seja deitado fora com a água do banho, é preciso deixar os insolventes falir e aumentar a solvência da economia, em termos agregados, com uma maior poupança e menor consumo, mesmo que acabe por implicar ainda uma maior queda do PIB. Se num curtissimo prazo, o PIB cai, com uma poupança maior – e uma poupança maior efectuado por quase todos, desde o próprio Estado às próprias empersas -, logo que os rendimentos gerados por essa poupança ajudem os solventes e a subir o grau de de solvência geral da economia subam assim como a sua confiança, a economia estabiliza mais rapidamente. Mas isso implica que o Estado poupe. E poupa como? tendo menores défices orçamentais, mesmo que à custa de menos despesa e maior tributação fiscal. O que o Estado transmite ao consumo e aos agentes económicos, é uma necessidade imperiosa de poupar, que, não apenas o Estado em si poupe mais, como faz com que os demais agentes económicos poupem mais. E, mesmo gerando uma queda maior no consumo e no PIB no curto prazo, a médio e longo prazo, esta solvência maior pela subida da produção e um aumento dos rendimentos pela via das remunerações das poupanças, irão gerar a confiança necessária para retomar à normalidade a actividade económica. E o fim do… Próprio credit crunch.
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    Portanto, Portugal ainda vive sob um credit crunch mas que o está a debelar, não apenas pela limpeza de Balanços – quebra dos insolventes – mas pelo aumento dos capitais próprios das empresas, de uma melhoria da situação liquida de todos os agentes económicos, tanto das empresas como até das familias, como um aumento dos rendimentos gerados por um consumo menor mas uma poupança maior. Em detrimento dos rendimentos do trabalho. E com esta limpeza dos insolventes mas uma melhoria geral da solvência da economia, onde também o Estado combate as suas neecssidades liquidas de financimento, a confiança começa a melhorar, entre os agentes económicos. E bem patente em Portugal, na confiança cada vez maior dos agentes económicos no seu sistema financeiro, que é o intermediário e principal rosto do risco de insolvência de uma dada economia, pela sua natureza especial entre os agentes económicos.
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    É evidente que entender o que é um credit crunch e como o debelar é importante. Mas numa sociedade e país em que as elites vivem das suas próprias percepções pessoais – uma espécie de parapsicólogos especiais – e não dos factos e de como estes é que nos devem orientar, compreender o que se está a passar na economia portuguesa é quase como pedir um novo milagre de Fátima. Quando alguém vive das suas teorias pessoais, dos seus formatos mentais e até dos seus interesses pessoais, é evidente que é incapaz de entender o mecanismo que realmente domina o processo económico português. Quando se até nem um credit crunch se entende, o que o gerou como se elimina este problema grave, é evidente que irão berrar imenso, tal como ovelhas perdidas no meio de um grupo de lobos.
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    Qualquer pessoa que tome decisões de investimento em mercados de capitais sabe que o maior inimigo dela é a sua própria cabeça, os seus medos e as suas euforias, as suas crenças pessoais, as suas formatações pessoais e, ainda pior ainda, e é veneno para o decisor, a incapacidade de compreender os factos ou nem sequer os ter em conta nas suas tomadas de decisão. Há demasiada gente que acredita demasiado nos seus cérebros, nas suas percepções pessoais e nas suas crenças pessoais. E como não são humildes, também nunca conseguirão entender os factos dos fenómenos que ocorrem diante dos seus olhos.

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  28. Hawk's avatar
    Hawk permalink
    1 Janeiro, 2013 17:34

    A-Comuna,
    Se pôr em causa a sua elaborada explicação, atrevo-me a perguntar do alto da minha ignorância: porque é que o Estado não passa ao lado da eventual poupança privada e utiliza ele próprio a sua poupança no investimento e no consumo social devidamente orientado? Por sua, do Estado, poupança entendo um vasto alargamento do crédito mediante, entre outros meios, a criação de moeda escritural (dispensando o recurso à impressora da Casa da Moeda) e contornando assim eventuais restrições comunitárias. Não era isso o que o Keynes defendia quando falava do “pump-priming”?

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  29. anti-praticos's avatar
    anti-praticos permalink
    1 Janeiro, 2013 17:54

    “e num curtissimo prazo, o PIB cai, com uma poupança maior – e uma poupança maior efectuado por quase todos, desde o próprio Estado às próprias empersas -, logo que os rendimentos gerados por essa poupança ajudem os solventes e a subir o grau de de solvência geral da economia subam assim como a sua confiança, a economia estabiliza mais rapidamente. Mas isso implica que o Estado poupe. E poupa como? tendo menores défices orçamentais, mesmo que à custa de menos despesa e maior tributação fiscal. O que o Estado transmite ao consumo e aos agentes económicos, é uma necessidade imperiosa de poupar, que, não apenas o Estado em si poupe mais, como faz com que os demais agentes económicos poupem mais. E, mesmo gerando uma queda maior no consumo e no PIB no curto prazo, a médio e longo prazo, esta solvência maior pela subida da produção e um aumento dos rendimentos pela via das remunerações das poupanças, irão gerar a confiança” necessária para retomar à normalidade a actividade económica. E o fim do… Próprio credit crunch.”

    Caro Anti-Comuna, pelo menos da minha parte, não questiono a necessidade de diminuir o défice do estado, nem de um ajuste.Não questiono a existência do credit crunch
    A questão não é a nivel económico, mas é uma questão muito superior a isso.O senhor, bem como outros, ainda não falaram de uma coisa: dos principios filosóficos de liberdade e de propriedade privada.Sim, porque a nossa vida em sociedade é regulada pelo Estado de Direito
    Falemos de Liberdade.Imagine, que tenho um trabalho , que ganho rendimento dessse trabalho, do qual eu posso tomar com ele um vasto rol de decisões, seja poupando ou consumindo.
    Falemos de Propriedade Publica e Propriedade Privada.Propriedade publica é enfim, a policia, os tribunais, o sector da Defesa, hospitais ,etc.
    Já o Privado, são as familias e são as Empresas.
    O caro Anti-Comuna, sabe que nos paises comunistas não havia sector privado.Apenas o Público.As nossas vidas eram feitas no seio do Sector Público, e este ditava as formas de viver da sociedade
    Só que, anti-comuna, mais do que a Sociedade,existem os individuos.Que são livres de tomar as suas próprias decisões.São Livres
    .
    Continuando, as pessoas e as empresas tomam as suas decisões tendo em vista, a obtenção de ganhos.A vida é uma escada.Eu trabalho, para viver,para mim, e não para o Estado.Quanto menos impostos taxarem os meus rendimentos, quer directa, quer indirectamente, melhor para mim.Porque asim ganho mais, porque assim tenho mais dinheiro nos meus bolsos.Porque assim vivo melhor.
    .
    Assim sendo, o que é que ganho em ter que pagar mais e mais impostos? O que é que o Estado tem haver com a minha vida,e com as dos outros.Porque é que eu, como outros cidadãos, somos obrigados a pagar impostos ao Estado, quando o Estado é que deve servir os seus cidadãos?
    Quem é o AntiC-omuna, ou o Vitor Gaspar, para me virem arrotar postas de bacalhau sobre a minha vida e o meu trabalho?
    Aonde é que está escrito, que nós Sector Privado, temos que submeter-nos ao poder expoliatório do Estado?
    Uma coisa, anti-comuna, é a Rtp, a CGD, a Segurança Social Publica, os organismos, e demais chulos do Estado.Outra são os Privados

    O Sector Privado, depende apenas de si, Anti-Comuna, não do Públicos.São dois sectores económicos separados um do outro.Dois destinos.Numa sociedade capitalistas, estes não se misturam
    Porque não antes, privatizar todo o Sector do Estado, deixando só policia e defesa, e despedir funcionários publicos? Eu não preciso de um grande Estado e Gordo para nadaPARA NADA!

    Não há nenhuma alternativa á escravização fiscal dos cidadãos mesmo,e ao Socialismo?
    O keynesianismo é que insistia em aumentar impostos aos cidadãos para diminuir os défices.Foi assim que Sócrates Fez.E pelos vistos, alguns sentem-se contentes por isso
    .

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  30. Jose Silva's avatar
    Jose Silva permalink
    1 Janeiro, 2013 18:08

    Bem vindo AC.
    Obrigado pela lição sobre Credit Cruch.
    Fique por cá mais tempo.

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  31. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    1 Janeiro, 2013 19:03

    “Se pôr em causa a sua elaborada explicação, atrevo-me a perguntar do alto da minha ignorância: porque é que o Estado não passa ao lado da eventual poupança privada e utiliza ele próprio a sua poupança no investimento e no consumo social devidamente orientado?”
    .
    .
    Que poupança? O EStado está ainda mais falido que o resto da economia. Logo, se anunciasse mais gastos, o risco de insolvência subiam e não obteriam os efeitos pretendidos. Como aconeceu no Japão, que construiram taanto para puxar pela economia, que até ficou conhecido o fenómeno como “bridges to nowhere”.

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  32. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    1 Janeiro, 2013 19:04

    “Obrigado pela lição sobre Credit Cruch.”
    .
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    Obrigado pelo eu pelo seu cumprimento. Bom Ano Novo.

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  33. neotonto's avatar
    neotonto permalink
    1 Janeiro, 2013 19:13

    Entao, concluindo Japao ou Grecia?
    Ja vamos ver. Ja vamos ver.A Historia po vezes nos ensina que tampouco podemos descartar as terceiras vias…

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  34. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    1 Janeiro, 2013 20:04

    « E qualquer pessoa honesta, mesmo honesta, mas que entenda disto, sabe perfeitamente que a queda do PIB era inevitável.»
    .
    A queda do PiB é inevitável. O ritmo de queda actual e a dimensão da mesma é que pode ser diferente. E porquê?
    .
    Porque o consumo tem, digamos, duas componentes: 1) consumo de importações e 2) consumo de produção nacional. Cortar o consumo de 1) sem prejudicar a 2) originaria uma queda bem menor do PiB. Do PiB e, sobretudo, do desemprego. Na pratica se vc consumir produção nacional a poupança mantem-se estavel, já que o que vc gasta é proveito de alguém dentro de portas e converge tudo para contas bancárias. O que aconteceu com as politicas actuais foi um retrocesso economico sob a aparencia virtuosa de recuar para avançar. É o atingir objectivos nominais sem ter em conta que o custo para o fazer está a ser maior do que não ter feito rigorosamente nada. Nem sou eu que digo isso. É o FMI. Por cada euro aplicado na austeridade não correspondeu o mesmo euro de consolidação. Mesmo antecipando que isso pudesse acontecer, o nosso gaspar subestimou o coeficiente nos desmultiplicadores. A tombo foi, pois, maior do que o que devia ter sido. E é isto que se discute. Já todos estamos fartos de saber banalidades dos efeitos da falta de crédito.
    .
    E não é preciso ir muito longe. A produção industrial nacional cai paulatinamente, o endividamento cresce ao mesmissimo ritmo do tempo de socrates (oh Deus, ao mesmo ritmo), os activos sobre o exterior descem numa proporção superior aos passivos sobre o exterior.
    .
    Bom, temos uma coisa que parece ser boa e que enche os corações mais distraidos. As Yields das bonds portuguesas tem vindo a baixar. Ora, este movimento é comum a todos os paises intervencionados. A propria Grécia tambem tem taxas muitissimo menores agora. A razão para isto são duas: boa procura para titulos que o BCE em Agosto prometeu segurar ilimitadamente. Foi isto, e em muito menor grau a determinação publica do governo, que empurrou as yields para baixo. Aliás, a determinação foi patente, pese embora os resultados terem sido sempre muito inferiores ao projectado. O que até podia vir a descredilibizar o governo dentro em breve. Pois um governo que projecta um obectivo e nao o cumpre não pode ser levado demasiado tempo a sério… excepto se por trás desta aparente coisada estar um BCE e, tambem, uma Merkel que precisava de publicitar bons exemplos, mesmo nao sendo.
    .
    Porque, meu caro, somos nós todos, investidores enfim, que compram bonds. Eu não acredito num governo pelos discursos que faz. Ou pelas intenções que promove. De boas intenções está o inferno cheio. Eu não compro bonds portuguesas pelos lindos olhos do gaspar ou do ppc. Isso é quando a economia está beme ha um historico bom de cumprimento dos objectivos. Nesta fase comprasse bonds se tiver confiança de que o BCE está por trás a actuar. E se ainda por cima tem uma taxa porreira, pois é um negocio das arabias. O facto das bonds portugueses terem tido a melhor rentabilidade das UE não abona, pois, nada a nosso favor.
    .
    Ora, na aldeia global ninguém quer propriamente saber das fezadas de ppc. Até bocejam quando ouvem falar de coisas bonitas para o país. Querem é saber se o dinheiro que investem pode ou não correr risco. Neste momento não correm risco algum. Até às eleições alemãs não correm risco absolutamente algum.
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    Eu acho graça quando imaginam que os mercados estão a reagir aos discursos de ppc. Não estão. Os mercados reagem sempre pela negativa. Quer dizer, reagiriam logo se ppc dissesse o que apregoam os comunistas. Agora dizendo ppc alguma coisa ou nao dizendo nada não altera o perfil dos investidores porque eles só acreditam em coisas palpaveis. As promessas só são acolhidas pelo povo quando vai a votos.
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    Mas é uma pena muito grande ter a certeza absoluta que este esforço tremendo não foi efectuado da melhor forma. Nem estamos a conseguir substituir importações por produção nacional, nem estaremos economicamente melhor no fim do programa. Estaremos, isso sim, a cumprir financeiramente o programa, de forma puramente nominal e não consigo vislumbrar indicadores que me permitam ter confiança.
    .
    Se excluirmos o periodo da crise de 2008, as exportações tem vindo a crescer a um ritmo insuficiente, mas aceitavel. O tempo de governação de Socrates inciou essas txas de crescimento das exportações que se consubstanciou ainda durante o prime8iro ano de governo de PPC. Não podemos dizer que o crescimento das exportações se devem ao governo de PPC. Não se poe um país a exportar num ano, evidentemente. Foi um processo que ele apanhou e que não prejudicou. Mas podia ter feito mais coisas para ajudar as empresas, nomeadamente descer impostos para quem exporte e ter promovido, como Socrates fez, um incremento maior em I&D direcionado para os sectores de exportação por excelencia de portugal. Foi assim que se consegui alterar a industria de calçado em portugal. Neste aspecto Socrates fez bem. Nas exportações e no I&D.
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    Mas o ritmo de crescimento das exportações está a abrandar, como se calculava. Temo que se manifeste maior redução do crescimento num ano de 2013 aonde TODOS os paises vão fazer baixar os seus consumos internos (as nossas exportações). O crecimento do PiB dos paises nossos clientes foi de 0.5%, com ponderação em função da quantidade vendida. Estima-se que o crescimento do PiB em 2013 dos paises nossos clientes seja igual a zero ou negativo. Isso não é coisa boa para as nossas exportações. Pode ser aquelas 20 empresas portuguesas responaveis por 80% das nossas exportações tenham um bom ano. Um carro novo da autoeuropa, ou mais refinação da galp ou que se consiga manter o ritmo de voos da TAP.
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    Rb

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  35. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    1 Janeiro, 2013 21:19

    Bom caro Ricciardi, o seu problema é ideológico. Sempre o foi, desde que há anos anda para aqui a perorar. E é tão político, que se prova por isto aqui:
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    ” As Yields das bonds portuguesas tem vindo a baixar. Ora, este movimento é comum a todos os paises intervencionados. A propria Grécia tambem tem taxas muitissimo menores agora. A razão para isto são duas: boa procura para titulos que o BCE em Agosto prometeu segurar ilimitadamente. ”
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    Mas quer prova maior da selectividade dos factos para pintar as suas próprias fezadas? O crash das obrigações portuguesas ocorreu em Janeiro, onde nesse mesmo Portugal atingiu o pico das suas taxas de juro. E porquê? Por isto aqui: http://www.businessweek.com/news/2012-01-16/portugal-to-be-cut-from-citigroup-european-bond-index-on-rating.html
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    Desde o sell off de Janeiro, coisa tipicamente normal no funcionamento dos mercados, mas para quem entenda deles e não de política, as taxas de juro estiveram sempre em queda sustentadamente. Desde Janeiro de 2012 e ainda corriam enormes dúvidas em muita gente se o próprio euro sobreviveria. No entanto, até que o BCE dá a entender que protegerá os emissores de dívida a entrar nos mercados (note bem e pense bem nisto aqui), já as taxas de juro portuguesas estão a cair há quase seis meses. Só mesmo VXC. é selectivo e escolhe uma data em que as taxas de juro portuguesas já estão a cair há muito. Qualquer pessoamedianemente informada e com traquejo destas coisas sabe que é após os sell offs (ou crashes) que os activos recuperam. E foi o que ocorreu. Mas cada um pode escolher os factos que melhor convém. Mas para o mercado, é Janeiro que marca o inicio do bull market nas obrigações portuguesas. Não Agosto.
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    Infelizmente há muita gente que acha que os investidores são assim tão ignorantes e que se deixam apanhar pela propaganda políticas dos que vivem em eterno estadod e negação. E no entanto, os mercados movem-se.
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    .
    Quanto às exportações, o amigo também precisa de arejar a cabeça dos entalados ideológicos mentais:
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    “). O aumento expressivo da quota de mercado das exportações portuguesas (de 6 por cento em 2012 e cerca de 4
    por cento em 2011) refl ete inter alia um esforço acrescido de procura de novos mercados por parte das empresas portuguesas de bens transacionáveis, num quadro em que o ajustamento da procura interna é percebido pelos agentes residentes como permanente. Neste âmbito, é ainda de referir a continuada diminuição dos custos unitários do trabalho relativos que já corrigiu a apreciação real acumulada desde o início da participação na área do euro .”
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    In http://www.bportugal.pt/pt-PT/EstudosEconomicos/Publicacoes/BoletimEconomico/Publicacoes/bol_outono12_p.pdf
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    .
    Vc. até poderia prometer o mar e o mundo, com as suas teorias. Mas não fazem qualquer espécie de aderência da realidade. Vc. está com a cabeça cheia de ideologia. Mas não consegue fazer uma boa análise da realidade económica e só promete fezadas. Tretas. Política e propaganda. Não chega para mim.

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  36. anti-praticos's avatar
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    1 Janeiro, 2013 21:29

    “No entanto, até que o BCE dá a entender que protegerá os emissores de dívida a entrar nos mercados (note bem e pense bem nisto aqui), já as taxas de juro portuguesas estão a cair há quase seis meses.”
    Modere a palvra “cair”.Caiu umas vezes, mas também aumentou outras quantas.

    “Vc. até poderia prometer o mar e o mundo, com as suas teorias. Mas não fazem qualquer espécie de aderência da realidade. Vc. está com a cabeça cheia de ideologia. Mas não consegue fazer uma boa análise da realidade económica e só promete fezadas. Tretas. Política e propaganda. Não chega para mim.”
    Meu caro, quando você e o gasparov também fazem apologia das vantagens de pagar impostos ao estado, também estão a ser ideológicos.Apoiam o Estado Social(ista).
    Na verdade, quando apoiamos uma solução para um problema, isso é ideologia

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  37. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    1 Janeiro, 2013 21:39

    O Ricciradi que analise bem esta noticia:
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    “Investir na dívida portuguesa gerou retorno de 57% em 2012
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    Prestação das obrigações do tesouro portuguesas foi a melhor entre a dívida pública europeia, com um retorno que quase duplicou o obtido pela dívida irlandesa, que surge em segundo lugar no “ranking” elaborado pela Bloomberg.
    Num ano em que muitos apostavam ser negro para a dívida portuguesa, já que as expectativas mais negativas davam como inevitável um perdão semelhante ao oferecido à Grécia, o desempenho das obrigações soberanas portuguesas surge como o melhor da Europa.
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    De acordo com o “ranking” elaborado pela Bloomberg, com base no índice calculado em conjunto com a EFFAS, a dívida portuguesa gerou um retorno de 57,1% desde o início de 2012. Trata-se do melhor desempenho da dívida portuguesa desde pelo menos 1994 e terá sido também o mais forte em 2012 entres os países desenvolvidos. A Irlanda surge em segundo lugar, com um retorno de 29,3%, seguindo-se a Itália (+20,75%), a Bélgica (+16,6%) e a Áustria (10,5%).”
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    in http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/taxas_de_juro___credito/detalhe/investir_na_divida_portuguesa_gerou_retorno_de_57_em_2012.html
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    Por aqui dá para ver, que entre o que os mercados ajuizam e as fezadas políticas de cada um, existe um fosse enorme, cheio de coros de lamentações. Os mercados ditaram as suas sentenças. E se foram eles que levaram a que os portugueses entrassem na situação de falta de liquidez, provocada pela falta de credibilidade portuguesas, também são eles, agora, que estão a dizer-nos: Portugal está no bom caminho.
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    Se politicamente alguns se comportam hoje como antes o Governo de Sócrates, que se recusava a admitir que os mercados lhe ditavam a falência da sua governação, isso é um problema político. Não económico. Porque os mercados estão a aprovar o que estão a fazer os portugueses, tão desprezado por uma certa elite, que se julga sempre melhor e mais capaz que os seus concidadãos.
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    Boas Festas para si.

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  38. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    1 Janeiro, 2013 21:49

    Para os que andam agora surpreendidos com a convergência dos yields dos países intervencionados ou em maior risco de tal, se procurassem alguma boa informação, descobriam o porquê. Que pouco tem a ver com o BCE, embora ajudado por este e pelos acordos conseguidos e que ajudam a sua nova tajectória nos seus custos de financiamento.
    .
    http://www.lisboncouncil.net//index.php?option=com_downloads&id=723
    .
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    Mas quem vê o mundo apenas pelo jogo da política, da luta ideológica e das suas fezadas e crenças pessoais, é claro que só mesmo o Governador do BCE poderia fazer tal milagre. Mas como se pode ver pelo documento anterior, eppur si mueve.

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  39. anti-praticos's avatar
    anti-praticos permalink
    1 Janeiro, 2013 21:51

    Se politicamente alguns se comportam hoje como antes o Governo de Sócrates, que se recusava a admitir que os mercados lhe ditavam a falência da sua governação, isso é um problema político. Não económico. P”
    Mas você era um apoiante do pec IV
    Mas o sócrates fez exatamente as mesmas coisas que este governo.Aumentos brutais de impostos e ausência de reformas.
    O mal de Sócrates era a politica económica, que é igual á deste governo.E não se votou no PSD para fazer o mesmo que Sócrates fazia

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  40. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    1 Janeiro, 2013 22:28

    Mais grave é diabolizar o consumo de forma agregada sem distinguir aquilo que provem de importações e de produção interna.
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    Quer dizer, quando se reduz o consumo por via da redução de importações (através de redução do rendimento disponivel das familias), existem três inconvenientes: 1) insatisfação, maior desemprego, redução do PiB.
    Mas quando se reduz o consumo da produção nacional, àqueles inconvenientes soma-se um outro com efeitos lapidares: 2) delapidação dos activos com manutenção dos passivos inerentes.
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    Ou seja, grande parte das pessoas que investiram o seu dinheiro num negócio estão a falir. Isto tem um nome- sacanagem e irresponsabilidade. São milhares de milhoes de euros deitados para o lixo. O esforço de uma vida deitado fora. São investimentos em hoteis, cinemas, padarias, fabricas de brinquedos e de bolachas, etc. Grande parte desse dinheiro pedido emprestado. Emprestimos que contribuem para o defice externo do país e que agora não geram qualquer riqueza. É um monumental desperdicio de dinheiro que o governo obriga os privados a incorrer para conciçliar o inconciliavel: ajustar o orçamento ao mesmo tempo e ao mesmo ritmo que pretende ajustar o defice externo.
    .
    Agora, vejamos, eu suponho que as exportações portuguesas contribuem para a empregabilidade total em cerca de 20%. Não estou certo disto, mas penso que sim (se não for corrijam-me). Anyway, partindo desse pressuposto isso quer dizer que 80% do emprego está nos negócios que produzem para o mercado interno e os negócios que vendem importações. O acrescimo de emprego que o crescimento das exportações geraram no ultimo ano foi de 1% do total de emprego. Isto é, as empresas exportadoras aumentaram os postos de trabalho naquela ordem de grandeza. Isso quer dizer que, a continuar assim, as exportações teriam crescer a taxas impossiveis para absorver os 25% de desempregados que temos ou, se quiserem, o acrescimo de 15% de novos desempregados que este esquema de consolidação gerou. O mesmo é dizer que para recuperar empregabilidade anterior as exportações nunca vão ser suficientes até ao fim das vidas dos actuais desempregados. Isto é, para recuperar emprego as pessoas terão que criar, novamente, os seus negociozinhos de hoteis, cinemas, padarias, fabricas de brinquedos etc, em suma, o país só se vê livre do excesso de desemprego se se dinamizar os negócios internos ligados à produção interna, sem prescindir, obviamente, com a ajuda do sector exportador.
    .
    O mesmo é dizer que o governo, que é responsavel por ladidar os activos dos empresarios portugueses que actuam no mercado interno, vai fazer inversão de marcha, mais cedo ou mais tarde, para tentar segurar socialmente o país e dominar o acrescimo de despesas sociais que o desemprego está a originar, quer na seg social, quer no ministerio dos subsidios. Pena é que no entretanto se tenha deitado ao lixo tanto dinheiro dos privados. Esta ‘distração’ custou ao país muitos milhares de milhoes de euros.
    .
    A resposta do governo não podia ter sido pior. Ao invés de negociar um regime transitório dentro da UE, acabrunhou-se no seu orgulho bera. O governo preparou um orçamento para 2013 que poderá estar na origem do descalabro economico-social do país. Não só aumenta ainda mais os impostos para compensar os desvios que não soube antecipar, como não ataca a despesa publica de forma coerente e antecipavel pelos agentes e, essencialmente, cortes estaveis e duradouros. Eu ainda nao sei quantos FP’s o estado tem e quantos tem a mais e em que serviços. A redução de freguesias é vergonhosa porque peca por defeito. Ao invés de desencentivar o consumo de importações, incentivando a produção nacional, vai novamente diminuir o rendimento disponivel das familias para que estas deixem de vez de comprar apenas e somente aquilo que devém para a sua sobrevivencia. O resultado será um crise ainda maior. Mais falencias, mais incumprimento à banca, menos impostos cobrados e, finalmente, cereja em cima do bolo, a necessidade de mais medidas de austeridade.
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    Não existe limite. O céu é o limite. A poupança cresce, não porque cresce a riqueza, mas sim porque cresce a insegurança no futuro. O endividamento cresce ao mesmo ritmo anterior.
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    No livro do RA, ele deu um indicador interessante. A produção de peixe diminui de quase 400 toneladas para 198 e passamos a importar 60% do peixe que comemos. Deu ainda outro exemplo do tempo de Salazar. A ideia que equilibrou as contas publicas foi a de promover o negócio nacional e fortalece-lo. O negocio para exportação e o negócio para o mercado interno. Subiu as pautas aduaneiras nos produtos que o país podia produzir. E o país reagiu empreendendo e obtendo txas de crecimento de 7% ao ano.
    .
    Só com um crescimento dessa ordem de grandeza é que Portugal pode sonhar em pagar o endividamento externo que têm. Crescimentos na ordem dos 1%, que é o que as melhores estimativas apontam para a proxima decada, não chegam para nada. E o que o governo tem feito.?Promover o encerramento das empresas e rezar muito que, num golpe palaciano venha alguem de fora, uma multinacional qualquer, que nos vá salvar da nossa incompetencia. Ora, o investimento estrangeiro é bom e essencial, mas não pode ser encarado pelos nossos politicos como sendo a arma de ataque aos nossos problemas. O governo tem de governar com os portugueses e tratar em simultaneo muito bem os investidores estrageiros.
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    Rb

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  41. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    1 Janeiro, 2013 23:09

    “Quer dizer, quando se reduz o consumo por via da redução de importações (através de redução do rendimento disponivel das familias), existem três inconvenientes: 1) insatisfação, maior desemprego, redução do PiB.”
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    Vc. continua a debitar a alta velocidade e sem atentar aos factos. O consumo está em queda mas o rendimento disponível das familias subiu, segundo os últimos dados publicados pelo INE.
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    Vc. continua a construir um mundo baseado nas suas percepções sensoriais e não nos factos. Tenho pena, mas factos devem traduzir as opiniões da realidade e não manipular a realidade para se ajustar às suas teorias. Percepção sensorial e outras coisas do género não deviam fazer parte deste tipo de debates.
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    “No livro do RA, ele deu um indicador interessante. A produção de peixe diminui de quase 400 toneladas para 198 e passamos a importar 60% do peixe que comemos. Deu ainda outro exemplo do tempo de Salazar. ”
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    Pois é. O salazar agora é a amostra de uma grande parte da Direita. Mas o que deviam ter aprendido com ele, fecham os olhos. Escolhem as más políticas dele como exemplo. Mas as boas, fazem de conta que não existiram.
    .
    ,.
    Lamento desapontá-lo. O salazarisamo morreu e está bem enterrado. E Portugal está a conseguir melhores resultados do que com ideias malucas, retrógradas e completamente desenquadradas do mundo em que vivemos. Mas se acha que o Saalzar devia ressuscitar, faça um partido com badeiras salazaristas. E se calhar defendendo o retorno da PIDE e tudo, não?
    .
    .
    Ele há cada coisa. Deus nos livre dos saudosistas…

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  42. anti-praticos's avatar
    anti-praticos permalink
    1 Janeiro, 2013 23:17

    Lamento desapontá-lo. O salazarisamo morreu e está bem enterrado. E Portugal está a conseguir melhores resultados do que com ideias malucas, retrógradas e completamente desenquadradas do mundo em que vivemos. Mas se acha que o Saalzar devia ressuscitar, faça um partido com badeiras salazaristas. E se calhar defendendo o retorno da PIDE e tudo, não?

    Pois não anti-comuna.Não existe o salazarismo,mas subiram ao poder uns cunhalistas..Da forma como aumentam impostos e não reduzem estado..
    Não temos a extrema-direita, mas temos a extrema-esquerda, que é uns graus pior..
    Enfim anti, isto é dar razão á lili caneças: “Estar Vivo é o contrário de estar morto”

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  43. ohoh's avatar
    ohoh permalink
    1 Janeiro, 2013 23:41

    Comentário do anti-comuna em 2011:
    Desconfio que, assim não vai chegar ao fim, este governo. Está a cometer os mesmos erros do Pinócrates. Mas há uma diferença. Reconhecer a cópia é muito mais rápido que identificar o original.
    As medidas efectivas que está a tomar são mais do mesmo: rapar o bolso dos portugueses, não tocar no funcionalismo público e no Estado.
    TIREM-ME DESTE FILME!”

    O nosso Dr Jeklyl e mr hyde.O dr Anti e o Mr Comuna ahahah

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  44. ohoh's avatar
    ohoh permalink
    1 Janeiro, 2013 23:42

    Desmascaradinho ehehehe

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  45. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    2 Janeiro, 2013 00:19

    “As medidas efectivas que está a tomar são mais do mesmo: rapar o bolso dos portugueses, não tocar no funcionalismo público e no Estado.”
    .
    .
    Desmascaradinho? Olhe leia e reconheça:
    .
    “A despesa da Administração Central e da Segurança Social até novembro registou uma variação homóloga de -1,9%, invertendo-se o comportamento observado desde agosto. Para esta inflexão contribuiu, sobretudo, a medida de suspensão do subsídio de Natal, com reflexo nas despesas com pessoal (pessoal em efetividade de funções) e nas transferências (pensionistas).
    .
    Por sua vez, a despesa primária decresceu 3,5%, que compara favoravelmente com -0,8% até outubro. De referir que, apesar de a despesa ter decrescido, as variações homólogas registadas encontramse ainda influenciadas pela despesa associada à regularização de dívidas do Serviço Nacional de Saúde relativa a anos anteriores. Excluindo este efeito, as taxas de variação que se obteriam seriam de -4,1% e -6%, respetivamente, para janeiro a novembro e novembro.
    .
    As despesas com o pessoal diminuíram 18,4% (-13,7% até outubro), refletindo o efeito decorrente da medida de suspensão dos subsídios de férias e de Natal, bem como a evolução do número de funcionários. De salientar que a variação homóloga mensal foi de -47,1%, resultado que compara com -6,1% em outubro. ”
    .
    in http://www.dgo.pt/execucaoorcamental/SintesedaExecucaoOrcamentalMensal/2012/Dezembro/1212-SinteseExecucaoOrcamental.pdf
    .
    .
    Está a ver? Os factos mudaram e a minha opinião também. Sigo factos não os deturpo para condizer com a minha opinião. Começaram um bocado atabalhoados, mas logo acertaram o passo e bem.
    .
    .
    Claro que deve doer a muita gente. Mas quem disse que não ia doer? E no entanto, move-se.

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  46. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    2 Janeiro, 2013 00:38

    estou enganado ou o AC nunca por aqui se referiu ao desemprego, a caminho dos 20% ? 0u cerca de 1.300.000 de humanos sem emprego são um efeito colateral ?

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  47. ohoh's avatar
    ohoh permalink
    2 Janeiro, 2013 00:38

    “Está a ver? Os factos mudaram e a minha opinião também. Sigo factos não os deturpo para condizer com a minha opinião. Começaram um bocado atabalhoados, mas logo acertaram o passo e bem.”
    Estou a ver..l que não obstante isso, a verdade é que raparam o bolso.
    Que pelos vistos, agora o Anti-Comuna, mudou mesmo de opinião, passaando a gostar que lhe rapassem o bolsoQue o psd e passos coedlho mentiram-nos em eleições,e , não obstante esse pormenor, implementam o mesmo que o Eng.fez
    .
    Já eu não noto a necessidade de pagar tantos impostos,sem receber nada em troca e não vejo a autoridade da Burocracia Estatista para interferirem nos meus rendimentos, é algo que me chateia.Não existe o estado, existe o sector publico e o sector privado
    E o Público não tem de interferir nas minhas liberdade e nas dos outros cidadãos.

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  48. ohoh's avatar
    ohoh permalink
    2 Janeiro, 2013 00:39

    Alguém , já não me recordo quem, disse me que vc era muito volatil…

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  49. ohoh's avatar
    ohoh permalink
    2 Janeiro, 2013 00:43

    “Claro que deve doer a muita gente. Mas quem disse que não ia doer? E no entanto, move-se.”
    Dói a uns.A outros nem por isso
    Dói ao sector privado, basicamente, como assim será em 2013.E, no entanto, a reforma municipal , mantém as coisas na mesma, a RTP não é privatizada, não se despedem funcionários publicos.

    Quando se trata do privado, é logo rapido, mas quando é o estado a fazer… que lentidão nossa senhora.

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  50. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    2 Janeiro, 2013 00:51

    “estou enganado ou o AC nunca por aqui se referiu ao desemprego, a caminho dos 20% ?”
    .
    .
    Não chega lá. Se não atingiu o pico, deve estar lá perto. Felizmente. Sim, são as vítimas colaterais de um sistema errado, que durou demasiados anos. Mas felizmente a eocnomia portuguesa está a mudar.

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  51. ohoh's avatar
    ohoh permalink
    2 Janeiro, 2013 00:53

    É isto que acontecerá, amigo Anti-Comuna.Leia

    1) No fim do mês levantai o salário em notas. Deixai ficar no banco exactamente o suficiente para as contas que são pagas via transferência bancária autorizada. Prestação da casa, energia, água, etc

    2) Das notas que levareis para casa dividi em envelopes: alimentação, combustível, lazer, etc

    3) O que vos for possível (se for) poupar, comprai lingotes, libras, etc de ouro ou guardai as notas num local seguro e, se for possível, noutra moeda que não o euro – dólares australianos, coroas norueguesas ou dólares canadianos;

    4) Qualquer compra seja onde for recusai factura;

    5) Se vos for possível encostai o carro e passai a ir para o trabalho de bicicleta;

    6) Pesquisai agricultura hidropónica e trocai com os vizinhos e amigos. Tomates, salsa, etc

    7) Ver quem tem família que produza alheiras, chouriços, azeite, queijos e carne para troca. Comprai peixe, tanto quanto possível, directo aos pescadores, em notas e sem factura;

    8) Acrescentai a esta lista nos comentários

    Mais isto:
    Recusai-vos a pagar. Recusai pedir facturas nos restaurantes, nos mecânicos, nos cabeleireiros ou ao canalizador que faz um pequeno serviço em vossa casa. Trocai alheiras por vinho, maçãs por batatas, assistência informática por serviços sexuais. Qualquer coisa serve. Parti os cartões de crédito e passai a pagar tudo em notas, moedas e lingotes de 2,5g de ouro.

    Em 2013 é do mais elementar patriotismo e dignidade individual recusar sustentar os proxenetas que nos pastoreiam. Um bom ano de fuga fiscal em 2013 é o que vos desejo. Abracinhos.

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  52. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    2 Janeiro, 2013 00:55

    “Estou a ver..l que não obstante isso, a verdade é que raparam o bolso.”
    .
    .
    Claro. Se o funcionalismo público tinha salários bem acima da média do privado, porque mereciam essa benesse que conduziu Portugal ao estado a que chegou?
    .
    .
    “Alguém , já não me recordo quem, disse me que vc era muito volatil…”
    .
    .
    É como o bagaço mas ainda menos que a gasolina.
    .
    .
    “não se despedem funcionários publicos”
    .
    Já reparei que o meu amigo tem problemas graves de leitura. Recomendo-lhe vivamente que reaprenda a ler. Em especial isto:
    .
    “As despesas com o pessoal diminuíram 18,4% (-13,7% até outubro), refletindo o efeito decorrente da medida de suspensão dos subsídios de férias e de Natal, bem como a evolução do número de funcionários. ”
    .
    .
    Dizem até que a redução chegou aos 3% no número de funcionários públicos. Se calhar ainda é pouco, mas tenho fé, note bem, tenho fé, que atinjam os 10 a 15% na Legislatura. ehehehheheh

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  53. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    2 Janeiro, 2013 00:57

    “. Parti os cartões de crédito e passai a pagar tudo em notas, moedas e lingotes de 2,5g de ouro.”
    .
    .
    Vc. não gosta de bagaço, mas deve gostar de algo ainda mais volátil. Paga com lingotes de ouro? ahahhaahhaha
    .
    .
    Agora me vou, que eu não estou para perder o comboio das Sete.

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  54. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    2 Janeiro, 2013 01:00

    (…) são as vítimas colaterais de um sistema errado, que durou demasiados anos (…)
    .
    ou seja, como sobe desemprego em toda a Europa e como os USA estão a caminho dos 2 dígitos, pergunto – just in case – que sistema está errado?

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  55. ohoh's avatar
    ohoh permalink
    2 Janeiro, 2013 01:16

    “Claro. Se o funcionalismo público tinha salários bem acima da média do privado, porque mereciam essa benesse que conduziu Portugal ao estado a que chegou?”

    As despesas com o pessoal diminuíram 18,4% (-13,7% até outubro), refletindo o efeito decorrente da medida de suspensão dos subsídios de férias e de Natal, bem como a evolução do número de funcionários. ”
    Dizem até que a redução chegou aos 3% no número de funcionários públicos. Se calhar ainda é pouco, mas tenho fé, note bem, tenho fé, que atinjam os 10 a 15% na Legislatura. ehehehheheh”
    .
    Velho truque esse meu caro.Eu não disse reduzir o subsidio, mas falei em despedir, sabe pelo menos o que é isso? Meter no olho da rua.
    Ora, qual foi a parte de Despedir que você não percebeu?

    “Já reparei que o meu amigo tem problemas graves de leitura. Recomendo-lhe vivamente que reaprenda a ler. Em especial isto:”
    .
    E eu já reparei, como demonstrei ali acima, que você nem ler uma letra sabe.Recomendo-lhe vivamente que aprenda o abcedário, ai numa rua, ou na escola

    Agora me vou, que eu não estou para perder o comboio das Sete.
    .
    Estou a ver.O trabalho de escravo fiscal do Estado, dá-lhe muito prazer sexual ahahaha.Paga mais, anti, lindo menino…
    Mas a verdade é esta anti-comuna.Há uma realidade que as suas palavras não disfarçam.
    Na prática, o PS e o PSD são iguais.Sócrates e Passsos coelho são a mesma coisa.Teixeirov e Gasparov também pouco se diferenciam.
    Não é por uns peanuts de despesa que a conclusão muda.Na prática, no geral, a politica exonomica é a mesma.
    Pior, este governo é igual ao pcp e be.E voce não pode disfarçar isso!
    Um governo liberal,não tem a Assunção Cristas no poder nem o Leal da Costa a secretario de estado
    Não aumentaria impostos.
    Simplesmente você agora gosta de sexo anal, e quer obrigar outros a te-lo.

    Vá embora,Deixe-nos.Vá para longe.Como o Rui A disse para a p.. que o pariu

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  56. ohoh's avatar
    ohoh permalink
    2 Janeiro, 2013 01:57

    Vc. não gosta de bagaço, mas deve gostar de algo ainda mais volátil. Paga com lingotes de ouro? ahahhaahhaha”
    Nunca paguei, mas sabe que há uma primeira vez para tudo.

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  57. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    2 Janeiro, 2013 11:48

    Caro ohoh, dá mesmo vontade de fazer tudo aquilo que referiu em cima. No entanto, dada a imensa divida que temos, teremos de arranjar massa para a pagar e depois, sim, depois pensamos numa economia alternativa.
    .
    Ora bem, existe em Portugal como na Europa, um mercado negro assustador. O mercado negro é constituido pelo 1) mercado paralelo (que nao passa facturas), pelos 2) negócios ilicitos (jogo, prostituição e droga), e pela 3) offshorização fiscal.
    .
    Em Portugal o mercado 1) representa cerca de 25% do PiB. O mercado 2) representa cerca de 10% do PiB. E o mercado 3) representa outros 10%. Isto dá um total de 45% do PiB. Na europa, estima-se que o total do mercado negro represente cerca de 30%, apenas porque o mercado 1) é menor. Ou seja, poderia este mercado render em impostos cerca de 20 mil milhoes de euros por ano em Portugal.
    .
    Portanto, a ir buscar algum dinheiro é aqui. A este mercado que não paga um tusto. E ha formas rápidas de o fazer, nomeadamente através do cruzamento entre os depositos efectuados num ano versus declarações de IRS. De forma agregada.
    .
    No entanto, para implementar essas formas de atacar o problema deve o governo baixar drásticamente as TAXAS de impostos. Não se pretende que o estado tenha mais dinheiro do que a conta. Se vai alargar a base tributária, as taxas de imposto tem de baixar. Aliás, é uma forma de convidar as pessoas a pagar imposto.
    .
    A Europa tem um PiB de cerca de 13 trilioes de usd. Ora, 30% deste valor são cerca de 3,9 trilioes de usd que não pagam nada. É exatcatmente devido a esta fuga que as taxas não podem descer. Pelo contrario sobem mais do que o que deviam ao ponto de serem a causa para novas crises sucessivas.
    .
    Rb

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  58. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    2 Janeiro, 2013 11:56

    Mas os governos não fazem nada disto. Ao inves de atacar o problema do mercado negro (e nao estou a dizer para lhe fazer frente policial), dizia, o governo está a subir taxas de imposto sobre a mesma base tributaria. Ora, devia ser o inverso. Devia alargar-se a base e diminuir as taxas de imposto.
    .
    Mas, enfim, cada governo tem um prazo de vida. De quatro anos. E os partidos que lá o puseram tem de aproveitar esse periodo para ganhar umas massas ou fazer umas massas para os seus boys. Quem vier a seguir que feche a porta. Aliás, a lógica vai de patas para o ar. Quanto pior se deixar o país, mais possibilidade tem que o proximo governo não tenha exito para, pois, se voltar ao poder.
    .
    Não vale a pena. Isto está entregue à bicharada. A julgar pelas alternativas ao poder, só se nos oferecem jotas e carreiristas de partidos. É indiferente, assim, quem nos governe. Estão moldados desde a sua meninice para serem fieis acolitos do partido e da ideologia.
    .
    Rb

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  59. ohoh's avatar
    ohoh permalink
    2 Janeiro, 2013 22:12

    Ricciardi, mas onde é que se vai arranjar massa para a divida? Aonde é que se vai arranjar massa para o défice, com a queda de receitas’?
    Há aqui uns quantos, entre os quais, o nosso amigo ali de ncima que nao vou mencionar o nome, que dize”ah, os impostos são para diminuir a queda das receitas).Bom, mas é coincidencia que desde que o orçamento do ano pasado entrou em vigor, que a queda tenha-se acentuado bastante face ao ano anterior.
    Há que juntar 2+2 para dar 4..

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