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Saída do euro

27 Março, 2013

De entre os defensores da saída do euro só levo a sério aqueles que se derem ao trabalho de explicar o que acontecerá:

– aos salários reais

– ao preço de bens importados como gasolina, computadores e automóveis

– ao valor real dos depósitos bancários

– às várias dívidas que actualmente estão denominadas em euros

-aos bancos e a outras empresas dependentes da dívida

Dos que não se derem ao trabalho de explicar, concluo que ou não estão a sério quando defendem a saída do euro, ou estão a sério mas não fazem a mínima ideia de quais são as consequências.

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29 comentários leave one →
  1. 27 Março, 2013 12:51

    Despedimentos na função pública, já! http://lishbuna.blogspot.pt/2013/03/blog-post_4634.html
    Reconfigurar o memorando, já! http://lishbuna.blogspot.pt/2013/03/blog-post_27.html

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  2. A C da Silveira permalink
    27 Março, 2013 13:03

    É perguntar ao prof João Ferreira do Amaral, que ele parece que sabe exactamente como é que vai ser. E por aquilo que o ouvi dizer na televisão, a coisa vai ser, ou seria, uma pera doce. Custava uns pequenos sacrificios, coisa pouca, diz ele!

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  3. 27 Março, 2013 13:06

    Ora então, o iluminado João Miranda que anteceda, nos prepare para entender explicações doutros, e nos informe, s.f.f. sobre uma hipotética saída do euro.
    E se quiser, também sobre as consequênciasum duma saída da UE.

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  4. JPBM permalink
    27 Março, 2013 13:30

    Assim com muita utopia e absurdo à mistura só nacionalizando a GALP, EDP, PT, ANA e a Banca

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  5. Cfe permalink
    27 Março, 2013 13:39

    “Dos que não se derem ao trabalho de explicar, concluo que ou não estão a sério quando defendem a saída do euro, ou estão a sério mas não fazem a mínima ideia de quais são as consequências.”

    Esse tipo de pergunta só é honesta se se levar em conta ao que o Euro está a fazer e fará a economia portuguesa.
    É como despertar o medo nas pessoas para dizer: “vê o que querem fazer?”
    .
    Sei de cor e salteado o que acontece nessa questão porque minha família sentiu seus efeitos no Brasil de Sarney e Collor. Aliás basta analisar o caso da Argentina. Não é nem será tudo flores, será um período muito difícil mas no entanto a luz ao fundo do túnel surgirá com muito mais rapidez do que agora onde o Euro conduz um eterno rolar ladeira a baixo.

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  6. tric permalink
    27 Março, 2013 13:40

    bye, bye euro…você deve pensar que a nova moeda é o Euro…hoje já nem temos dinheiro para comprar carros. nem carros…os salarios caem a pique…os depositos bancários na zona euro são alvo de assaltos, como o que aconteceu no Chipre e se prepara para alastrar a toda a Zona Euro…etc etc…realmente o Euro…

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  7. Zé da Póvoa permalink
    27 Março, 2013 13:49

    Naturalmente que a mudança não pode ser feita de um dia para o outro. Quantos anos foram precisos para passar do Escudo para o Euro? Terá que ser ao longo de 3 a 5 anos, depois de devidamente negociada, sendo certo que os nossos negociadores têm de ser pessoas sérias e íntegras que não estejam engajados a interesses exteriores. Por isso, Gaspar, Borges e Moedas estão fora de causa.

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  8. Portela Menos 1 permalink
    27 Março, 2013 13:54

    JMiranda a querer “conversar” com JFAmaral. É muita pretenção.

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  9. Cfe permalink
    27 Março, 2013 13:58

    Numa frase o Ricardo Araujo Pereira resumiu o pensamento do João Miranda:

    “A miséria previsível é a preferida de toda gente.”

    É preferível ficar no Euro e continuar da maneira que está do que tentar um novo caminho, aliás já trilhado e que não era como este.

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  10. piscoiso permalink
    27 Março, 2013 14:00

    Sair do euro, uma ova.
    Quero continuar a percorrer a Europa com a mesma moeda no bolso,
    sem calculadora nem cambistas.

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  11. Pffff ! permalink
    27 Março, 2013 14:11

    Ora, ora, ora…

    Os ingleses, que nunca foram burros, não entraram na tanga do euro e lá continuam com a £ a funcionar à maneira…
    Já os portugas (parolos como sempre e onde me incluo) engoliram com a conversa do bochechas, todas as tretas da Europa rica, onde um desempregado da UE ganhava mais que um soviético a trabalhar !
    Ora aí está o resultado e nem foi preciso esperar sentado.
    “Abençoados polhíticos portugueses”

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  12. piscoiso permalink
    27 Março, 2013 14:17

    Os ingleses vivem numa ilha.
    O escudo? Admito na Madeira.

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  13. 1berto permalink
    27 Março, 2013 14:48

    Ainda não saímos do euro mas…
    o que aconteceu aos salários reais?
    o consumo de gasolina aumentou? os computadores vendem-se mais? os carros estão a bater records de vendas?
    qual o valor real dos depósitos bancários? (o do Soares dos Santos não conta)
    será que as minhas dívidas vão aumentar ou diminuir se sair do euro?
    Não sei se a saída do euro seria a solução ideal mas permanecer no euro também não está a correr nada bem.
    Em que ficamos?

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  14. Bruno permalink
    27 Março, 2013 14:54

    JM o seu texto faz o mesmo sentido mudando “saida do” por “continuidade no”.

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  15. Ricciardi permalink
    27 Março, 2013 14:57

    1º Salários – Nominalmente os mesmos.
    2º Preços de produtos importado – Aumentam.
    3º Divida em Euros – A arrecadação de 230 mil milhoes em depositos bancários daria para pagar a divida externa privada. As dividas do estado são automaticamente redenominadas na nova moeda.
    .
    Os salários mantem-se nominalmente ao mesmo nível. Podem comprar menos cenisses estrangeiras. Podem comprar as mesmas cenisses de produção nacional. No fundo, o encarecimento da produtos estrangeiro motivaria a sua substituição por empreendedores nacionais.
    .
    Carros, ipads, gasolina ficariam mais caros. Menor consumo de estrangeirices, em suma. Seria bom motivo para investir aceleradamente na substituição de fontes energéticas: para a nuclear, gas xistoso etc. A importação de carros seria aberta a carros indianos e chineses cujo custo é, de facto, compatível com o rendimento das famílias. Um carro indiano pode custar cerca de 2 a 3 mil euros. As marcas europeias, de carros, de electronica etc, que quisessem vender em Portugal teriam de abrir fábricas em território portugues como acontecia antes da adesão à UE, beneficiando o emprego directo e os negócios indirectos subsidiarios.
    .
    Por outro lado o turismo dispararia; as exportações tornar-se-iam mais competitivas.
    .
    A balança externa do país superavitar-se-ia de imediato. Bolachas francesas, ou chocolate suiço seriam substituidos por bolachas Maria e Chocolate nacional.
    .
    Velhas marcas, que desapareceram, reapareceriam a médio-prazo. O investimento estrangeiro dispararia.
    .
    Rb

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  16. Pffff ! permalink
    27 Março, 2013 15:19

    Os ingleses da ilha, dizem ::

    Os do “CONTENENTE” que se lixem !
    Com pronuncia de Oxford claro está !

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  17. A C da Silveira permalink
    27 Março, 2013 15:46

    A saída do euro parece ter mais adeptos do que eu imaginaria. São tão engraçados estes entusiastas do novo escudo.
    Os caros sabem quanto valia um dolar, uma libra, um marco alemão, um ff, ou até uma peseta em Abril de 1974? e sabem quanto valiam em 2001? Só que essa desvalorização que demorou 25 anos, com a saída do euro demoraria apenas um ano ou dois.
    Antes de dizerem asneiras como os srs Ricciardi, 1berto ou Cfe, ( a Argentina, que há dez anos não se consegue financiar no estrangeiro, é um belo exemplo, não haja dúvidas) vão-se informar. A saída de Portugal do euro, e subsquentemente da UE, teria efeitos devastadores para os portugueses.

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  18. PiErre permalink
    27 Março, 2013 15:57

    O que acontecerá?! Depende. Podiamos voltar ao padrão ouro, por exemplo.
    Mas para isso é preciso tomates. Coisa que já não há, nos políticos e nos economistas da “treta & fraude” que invadiram o país.

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  19. javitudo permalink
    27 Março, 2013 15:58

    Já fui apoiante da UE. Quem manda quer a sua extinção. Os trastes de hoje substituíram gente de bem. Não se pode confiar em nenhum político da UE nem dos fantoches que só aparentemente governam países a caminho de se tornarem protectorados com o nosso. Com alternância nos enganam, com os futebóis e euromilhões.
    http://www.globalresearch.ca/globalism-and-the-new-world-order-the-emerging-global-village/2167
    Os poderes que vão travar os bielderbergers não nos vão salvar a nós.
    “Como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, Rússia e China compartilham a responsabilidade de salvaguardar a paz mundial. Eles também são parceiros estratégicos, vizinhos e amigos.
    ‘Nunca inimigos, para sempre amigos. Então, disse o presidente chinês, Xi Jinping, quando ele falou no Instituto de Moscou de Relações Internacionais sábado, um dia após a realização de uma cúpula de sete horas Kremlin com o seu homólogo Vladimir Putin hospedagem:
    “A relação entre a Rússia ea China é o mais próximo eo melhor de todos os dois poderes. Ele serve os interesses fundamentais dos dois países. Além disso, reforça a paz mundial e salvaguarda o equilíbrio de poder global”.

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  20. Ricciardi permalink
    27 Março, 2013 16:04

    Admito, caro AC Silveira, que os socialistas prefiram uma moeda socializante, completamente distante da dinamica económica de cada país, aonde os interesses e circusntancias económicas de um país especifico mais pujante se socializa pelos restantes. Foi o PEG que Argentina tinha com o US dolar que colocou aquele país a viver acima das suas possibilidades e redundou numa crise profunda.
    .
    Afinal de contas, o que se propõe não são desvalorizações competitivas. É simplesmente deixar a cotação da moeda fluir de acordo com a balança externa de cada país. E não podia ser outra forma, ao sairmos do EURO integrariamos o sistema TARGET 2 do BCE que gere as outras divisas europeias não aderentes ao EUro e que lhes confere liquidez. Esse sistema não permite desvalorizações competitivas. Para começar não permite que a reposição da competitividade se processe numa desvalolrização superiror a 15%. Toda e qualquer desvalorização subsequente tem de ter em conta a real situação da balança externa do país.
    .
    Isso obrigar-nos-ia a viver de acoro com as nossas possiblidades orçamentais, mas permitia que a recuperação via exportações e turismo se fizesse rápidamente.
    .
    Rb

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  21. Economista permalink
    27 Março, 2013 16:19

    @Ricciardi: Disse tudo!
    “A arrecadação de 230 mil milhões de depósitos privados daria para….”

    É claro, quem defende a saída do Euro defende o roubo da propriedade privada.

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  22. Duarte permalink
    27 Março, 2013 16:26

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  23. Ricciardi permalink
    27 Março, 2013 16:27

    Economista, roubo é abduzir as poupanças das pessoas. Roubo é onerar, via impostos, o património das pessoas. Roubo é subtrair salário às pessoas. Roubo é pagarmos cerca de 12 mil milhoes em energia importada por ano e não mexer uma palha para lograr obter produção nacional substituta da mesma. Roubo é permitir que os rendeiros se instalem e mantenham preços incomportaveis para os rendimentos das familias e empresas. Roubo é taxar as importações de materias-primas (IVA) necessárias ao processo de fabrico para manter um chusma de serviços desproporcionados com a riqueza produzida.
    .
    Rb

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  24. Duarte permalink
    27 Março, 2013 16:29

    O post anterior é para celebrar o regresso do Sócrates que vai dar respostas a todas a nossas angustias.

    Este é para ver um estudo serio sobre o impacto da saída do euro

    Crescimento
    Emprego
    Diminuição da divida publica
    Soberania

    Impacto da inflação minimo em tres anos.

    http://russeurope.hypotheses.org/987

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  25. Wall Streeter permalink
    27 Março, 2013 18:14

    O JM continua a apostar na demagogia fácil.
    Sem sequer sustentar a argumentação nas perdas significativas já registadas desde 2010 (com a manutenção no euro…) que são já próximas do valor percentual das perdas totais estimadas para um cenário de saída controlada do euro, porponho-lhe o seguinte exercício:

    Quais foram os acréscimos que a passagem automática do escudo ao euro registou

    – nos salários reais?

    – no preço de bens importados como gasolina, computadores e automóveis?

    – no valor real dos depósitos bancários?

    – nas várias dívidas que actualmente estão denominadas em euros?

    – nos bancos e a outras empresas dependentes da dívida?

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  26. vivendipt permalink
    27 Março, 2013 18:32

    Há quem fale que em democracia há sempre alternativas. Mas onde é que está mesmo a democracia e as alternativas na Europa?

    Seguem alguns excertos referentes ao artigo do pravda, que foi recententemente publicado aqui no Viriatos, para tentarmos dissecar a União Europeia de hoje:

    “Não existe unidade em lado nenhum, incluindo na política.”

    “Para além dos opostos “trabalhadores do norte” e os “ preguiçosos irresponsáveis do sul”, existem outros conflitos, como o de países credores vs países devedores, assim como contradições entre líderes.”

    “A Alemanha é acusada de usurpar o poder”.

    “o Reino Unido levantou a questão de sair da UE”.

    “A França está a enviar unilateralmente tropas para o Mali e vai fornecer armas aos terroristas sírios.”

    “Também não existe nem paz nem sossego a nível nacional. Os nacionalistas tornaram-se ativos em todas as direções desde a extrema esquerda até à extrema direita.”

    “Em Portugal, os protestantes cantam a música revolucionária “Grândola”.”

    “Espanha está a dividir-se em movimentos separatistas”.

    “Na Grécia os Nazis subiram ao Parlamento”.

    “E em França a “Frente Nacional” de extrema direita de Marine Le Pen está em crescimento”.

    “Em Itália, nas eleições parlamentares temos o “príncipe palhaço” o comediante Beppe Grillo que garantiu uns sensacionais 25% dos votos.”

    “Na Alemanha, um novo partido, “Alternativa para a Alemanha”, foi criado clamando a dissolução da área do euro e a criação de pequenas alianças com “alguns países com economias ricas”, ou seja, Áustria, Finlândia e a Holanda.”

    Um retrato simplista mas que permite uma ideia clara da realidade.

    Uma Europa que se deixou capturar pelo pior do socialismo, onde os tentáculos socialistas mais horripilantes como, o despesismo, a burocracia, a corrupção, os banksters foram utilizados para manipular de forma agressiva e profunda toda a estrutura sócio-económica e política dos países europeus.

    Mas os socialistas incapazes de assumirem as suas falhas arranjaram um bode expiatório, simples mas muito eficaz, para se libertarem da responsabilidade, apresentando como desculpa aos erros cometidos das suas políticas falhadas a palavra “neo-liberal”. Palavra essa que é repetida e repetida até à exaustão com uma missão muito simples, a sociedade não se pode dar ao trabalho de questionar e procurar a origem das políticas.

    Mas tal como nos anos 90 assistimos na Europa ao colapso do comunismo (socialismo levado ao extremo), assistimos agora a um colapso do socialismo fabiano ao desastre keynesiano, mas desta vez de uma forma mais dissimulada e imperceptível para a sociedade.

    Um socialismo que está em processo de auto-destruição porque entrou em rota de colisão com a mesma democracia que promoveu durante todos estes anos com políticas irresponsáveis, sendo os políticos mais demagogos os grandes responsáveis pelo desastre.

    Temos agora uma sociedade que cada vez menos se revê em políticos e partidos e já começa a procurar alternativas. Numa primeira fase as pessoas ainda estão confusas pois todo um modo de vida foi posto em causa e há muito milhões de europeus que saíram fortemente prejudicados com a derrocada socialista mas uma melhor alternativa pode e deve ser encontrada.

    E onde está a melhor alternativa para a sociedade?

    Na verdade económica, que é mesmo que, gastar menos daquilo que se produz, poupar e produzir para que possa haver investimento, não inflacionar e manipular juros, não desvalorizar a moeda, não proteger os interesses de grupos próximos ao poder, um sistema bancário que não crie dinheiro a partir do nada, desregular as burocracias, um peso do estado na economia diminuto, descentralização do poder, não invadir outros países, livre mercado…

    E neste momento quem está a tentar ser o obreiro da verdade económica?

    O €.

    http://viriatosdaeconomia.blogspot.com/2013/03/a-uniao-europa-ja-nao-e-uma-democracia.html

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  27. Carlos Dias permalink
    27 Março, 2013 20:19

    Os defensores do escudo só falta dizerem que com ele cria também o Salazar e tudo voltaria a ser como dantes.

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  28. Buiça permalink
    27 Março, 2013 23:59

    Este defensor do euro só suspeita que é capaz de saír um pouco mais caro do que impostos sobre os depósitos bancários…

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  1. Consequência da saída do euro | O Insurgente

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