Ui, fogueira com ele
Típico defensor da “liberdade de expressão, democracia e progresso”O João Miguel Tavares escreveu um texto intitulado “A vergonha do aborto gratuito”. Independentemente do conteúdo, basta o título para iniciar o processo: poucos – mas existem – tentarão rebater a argumentação; os restantes gritarão, batendo no peito com a soca, vociferando a ferocidade do “fássismo” moderno. Até na arte do ad hominem há diferenças no pré- e no pós-troika: antes bastava o “fásssista”; agora é necessário evidenciar que o autor de tamanha blasfémia à seita do politicamente correcto é também ignorante, bruto, indigno e ao serviço de uma força oculta ultraneoliberal-ultraneoconservadora-fascizante cujo objectivo é a destruição da sociedade e da civilização através do comentário, provavelmente através de profissão obtida horizontalmente ao serviço do inimigo internacional.
Independentemente do teor do artigo, que não vou comentar (já aqui disse o que tinha a dizer sobre o assunto), expresso desde já a minha empatia para mais um deglutido pela liberdade de expressão em países enamorados pela autofagia comunista e/ou maluqueira das redes sociais.

Acho imensa piada ao posts cujo autor se limita a despachar o leitor para o que alguém escreveu. Ou seja, o autor não escreve, neste caso até diz que já escreveu, envia o leitor para o que alguém escreveu.
Eu não vou.
Vá vocemecê.
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Eles andem aí…
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Muito bem: forniquem-se uns aos outros, à vossa custa, mas os acidentes ficam por conta dos sinistrados.
Como no mais da vidinha.
Se fosse um ligeiro ou pesado, ligava-se para o OK tele seguro – e já está!
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Para mim a Liberdade é o conceito supremo.
Claro que não gosto de pagar para outro terem liberdade, aliás não gosto de pagar nada para os outros.
Neste assunto há duas opiniões.
A de JMT e a da “namoradinha” de Portugal a Câncio.
No entanto ambos falam um bocadinho sem estarem dentro de problema.
É que nenhum deles nunca abortou e ambos por impossibilidades técnicas.
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Destaco a frase:
“Há oito anos, uma mulher que abortava podia ir parar à prisão. Hoje, ela tem os mesmos privilégios de quem deu à luz. Será assim tão difícil encontrarmos um meio termo?”
É preciso fazer um desenho?
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Hoje uma mulher com 10 semanas tem os mesmo privilégios de quem deu à luz, e uma com 10 semanas e um dia é uma criminosa que vai para a prisão. E a ciência nem sabe ao certo se um feto tem 10 semanas ou 10 semanas e um dia.
É a lei do mais-ou-menos-não-sei-bem-mas-por-aí-as-imagens-já-não-chocam-mas-quero-algo-sem-pensar-se-faz-sentido
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Pois é. Há anos (bastantes) o snob era um qualquer alfacinha com alguns escudos (ou reais) na carteira ter uma amante espanhola.
Hoje o ‘moderno’ é surfar num blog sobre o revisionismo espanhol (p. exº. das leis sobre o ‘aborto’).
Afinal, existe latente uma ‘atração’ ibérica pronta a funcionar…
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pois ,não se percebe pq as senhoras com rendimentos não pagam taxas moderadoras . isso devia seguir os critérios dos outros procedimentos médicos e mais nada : quem tem dinheiro paga , quem não tem é isento.
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Já se ouve o rosnar no covil da esquerdalha. É uma violência moral, um terrorismo social e uma espiral despesista obrigar o contribuinte a pagar a morte de um ser humano só devido à pulhice de uns incontinentes sexuais
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Portanto:
Porque não concordo com Vitor Cunha, sou certamente alguém que pensa que ele é “ignorante, bruto, indigno e ao serviço de uma força oculta ultraneoliberal-ultraneoconservadora-fascizante.”
Porque o Vitor Cunha não concorda comigo, sou certamente uma vítima dos “países enamorados pela autofagia comunista e/ou maluqueira das redes sociais.”
Todos os debates no Blasfémias começam com o apport “o que eu acho que acham de mim”/ “o que eu acho que é a “esquerda”,sendo que a “esquerda” são todos aqueles que não concordam com o Vitor Cunha ou a Helena Matos, que nutre igual simpatia por estas construções.
E assim se desorienta o “debate”. É natural como a sua sede que ninguém tenha paciência para o ter nestes moldes.
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