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Fariseus estatais

25 Março, 2014

Não se pode fazer um post sobre educação sem se obter tiradas demonstrativas de falta dela por professores. Não me afecta (cada um sabe de si e da imagem que quer projectar para o mundo, em particular para os encarregados de educação); no entanto, revela o princípio de funcionamento da função pública: nenhum professor do privado, com hipótese real de perder emprego, sujeitando-se a ter trabalho mediante escolha pelos encarregados de educação, seria apanhado em texto a tratar como imbecil alguém de quem discorda. É uma questão de marketing.

Há muito bons professores no ensino público: com 86% dos estudantes (básico e secundário), não poderia ser de outra forma. Há é excesso de zelo oriundo de conforto contratual por uma micro-minoria que apenas contribui para se interpretar a árvore como sendo a floresta.

43 comentários leave one →
  1. 25 Março, 2014 10:05

    “…texto a tratar como imbecil alguém de quem discorda.”(?)
    Link, please.

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  2. JDGF permalink
    25 Março, 2014 10:21

    O que aparece como sendo um factor ‘realmente’ funcionante é a “hipótese real de perder emprego“.
    Ou como a ‘flexibilização’ também deveria chegar aos raciocínios. Com ou sem ‘justa causa’!

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  3. Caetano permalink
    25 Março, 2014 11:32

    Indigna-se particularmente com os professores ou foram apenas estes que lhe chamaram imbecil?

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    • vitorcunha permalink*
      25 Março, 2014 11:49

      Indigno-me com a incapacidade dos portugueses que comentam para a compreensão de textos. Algo está a falhar: a) a escola; b) o DNA; c) a relação entre ímpeto de resposta e funcionalismo público.

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      • 25 Março, 2014 13:05

        Para além de ser funcionário público é escardalho. Ainda que pareça tautologia, no grupo dos professores, esse facto faz com que sejam o maior grupo de apoio dos xuxas.

        Portanto, sempre que se fala em gastos estatais eles têm de defender porque lá acham que os gastos são bons para a corporação. Incluindo os candeeiros Siza Vieira. A Festa Escolar foi uma boa festa.

        Basta prometerem-lhes aumentos insustentáveis para votarem logo nessa mentira que serve de cenoura.
        E andam a toque de caixa do PCP pelo mesmíssimo motivo.

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  4. 25 Março, 2014 12:39

    Este post, com todo o respeito, enferma de um erro.
    Não há professores de público e de privado.
    Há professores e depois há professores que de momento não exercem a sua profissão e estão nos vários sindicatos controlados pelo PCP.
    São muitos e até, eventualmente, podiam ser mais úteis na escola, digo eu.

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    • 25 Março, 2014 13:06

      Não. Ainda há professores do privado, apesar do Ministério tudo fazer para levar essas escolas à falência com a ajuda dos sindicatos.

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      • vitorcunha permalink*
        25 Março, 2014 13:12

        O ministério é o grande culpado. Uma entidade gigante de planeamento central com todos os problemas que isso coloca. O próprio ministério funciona como sindicato da oligarquia autárquica.

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      • 25 Março, 2014 17:22

        Pois é. Nesse aspecto estou com v.s o ME é um órgão totalitário. O mais doutrinário que temos. Tenho pó a essa coisa.

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  5. Lucio Gomes permalink
    25 Março, 2014 12:44

    Há aqui uma pura verdade: nas redes sociais, nos blogues e nas manifestações nota-se que ou a classe professora é muito mal educado e mal formada, ou os seus representantes públicos fazem por dar má imagem.

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    • 25 Março, 2014 13:09

      Os profs são maus profs. Apenas isto. Não sabem sequer falar nem escrever. E isso tenderá a ser cada vez pior. Os jornalistas, por exemplo, também não sabem falar nem escrever porque andaram nas mesmas escolas.

      A degradação do ensino é obra abrilista mas, convenhamos, tem conseguido ultrapassar-se no analfabetismo militante e na grunhice geral.

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      • 25 Março, 2014 18:39

        Talvez melhorasse um pouco a imagem dos prof. se o Mário os proibisse de ir a concursos de cultura geral na TV

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  6. 25 Março, 2014 12:49

    Caro Vitor
    Má educação existe em todos os grupos profissionais. O professorado é o maior grupo profissional do país. Logo, má educação é coisa que abunda também por lá sobretudo quando é fácil recorrer ao anonimato para insultar. O melhor mesmo é fazer como eu: não lhes dar importância.Continue a fazer o excelente trabalho que aqui realiza.

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  7. Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    25 Março, 2014 12:52

    Se eu fosse professor sentir-me-ia envergonhado por ser representado por alguém como o Mário Nogueira: há décadas que não entra numa escola senão para armar as confusões do costume, é funcionário de um partido politico totalitário e anti-democrático, e ainda por cima tem uma agenda politica pessoal.

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  8. 25 Março, 2014 12:57

    Uma das razões que explica a crescente má educação dos professores, sobretudo no recurso frequente ao insulto a quem ousa fazer uma crítica, é o contacto diário, durante muitos anos, com crianças e adolescentes malcriados. Há uma espécie de contágio na linguagem e na forma como muitos professores são incapazes de resistir às frustrações, dando nota de uma mimese com as crianças e adolescentes caprichosos que abundam nas escolas. O facto de os professores aceitarem ser dirigidos e representados pelo “homem do bigode”, o tal que usa de uma linguagem cheia de agressividade contra os ministros da educação que vão passando enquanto ele fica ad eternum, também pode explicar o recurso a crescente má educação no grupo profissional dos docentes.

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    • vitorcunha permalink*
      25 Março, 2014 13:02

      Deixe-me só acrescentar que não tenho qualquer má experiência pessoal, pelo contrário, só óptima, na escola frequentada pelo meu. Também que acredito mesmo no que está no post, que se trata de uma pequena minoria.

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  9. 25 Março, 2014 12:58

    Corrijo:
    Uma das razões que explica a crescente má educação dos professores, sobretudo no recurso frequente ao insulto a quem ousa fazer uma crítica, é o contacto diário, durante muitos anos, com crianças e adolescentes malcriados. Há uma espécie de contágio na linguagem e na forma como muitos professores são incapazes de resistir às frustrações, dando nota de uma mimese com as crianças e adolescentes caprichosos que abundam nas escolas. O facto de os professores aceitarem ser dirigidos e representados pelo “homem do bigode”, o tal que usa de uma linguagem cheia de agressividade contra os ministros da educação que vão passando enquanto ele fica ad eternum, também pode explicar a crescente má educação no grupo profissional dos docentes.

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  10. 25 Março, 2014 12:59

    Ele escreve nos jornais e também alberga outros desgraçados que me bloquearam o Cocanha.

    É assim. Mais valia blogar com nick e publicamente andar com uma saca de batatas enfiada pela cabeça abaixo.

    ahahahahahah

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  11. 25 Março, 2014 13:01

    Subscrevo, INTEGRALMENTE, o comentário do comentador RAMIRO MARQUES feito no blog Blasfémias, 25 Março, 2014 12:52.

    ««Má educação existe em todos os grupos profissionais. O professorado é o maior grupo profissional do país. Logo, má educação é coisa que abunda também por lá sobretudo quando é fácil recorrer ao anonimato para insultar. O melhor mesmo é fazer como eu: não lhes dar importância. Continue a fazer o excelente trabalho que aqui realiza.»»

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  12. 25 Março, 2014 13:01

    Uma coisa é ser-se professor, outra é ser-se funcionário público. Infelizmente, como a maioria dos profs vive do Estado, o facto de serem funcionários públicos está sempre em primeiro lugar.

    E detestam os que não são. Têm mesmo desprezo e o sindicato dos comunas existe para os discriminar porque esses é que são os traidores, vendidos ao patronato.

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  13. 25 Março, 2014 14:09

    Estou a ver:
    Os profs mal educados são de esquerda, sindicalizados e funcionários públicos.
    Jacobinos e grunhos.

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    • vitorcunha permalink*
      25 Março, 2014 14:15

      É ao contrário. Esquerda sindicalizada jacobina grunha tem professores.

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      • piscoiso permalink
        25 Março, 2014 14:33

        Continuo a ver:
        Presume-se que a direita não tem grunhos nem sindicalizados.
        Jacobinos às vezes.
        Professores terá. São os bons.

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    • basto_eu permalink
      25 Março, 2014 14:59

      Você não está a ver nada, só vê com um olho, é cumócamões…tenho filhos, são professores, não são mal educados, não são de esquerda, não são sindicalizados e são funcionários públicos por inerência. Ah, já me esquecia, também não são jacobinos nem grunhos, embora já tenham levado com alguns em cima.

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    • 25 Março, 2014 17:25

      Primeiro: não há direita em Portugal. Segundo- se houvesse não seriam grunhos a menos que fossem de extrema-direita. Um defeito beto é acharem que dizer palavras feias dá mau aspecto, mas fazerem sacanices a outrem, desde que com punhos de renda, até dá curriculo.

      Aquele cretino do Nogueira Leite que faz parte dos ornitorrincos não diz palavras feias mas já fez a maior peixeirada na blogo, com o Pedro Picoito.

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  14. manuel permalink
    25 Março, 2014 14:13

    Afinal onde está o moinho de vento? Vou arranjar um capacete para o VC. As ideias são bombas e às vezes acontecem acidentes de trabalho.

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  15. lucklucky permalink
    25 Março, 2014 15:26

    O Vitor Cunha está enganado.
    Não há Professores no Estado.

    Esse tipos que o chateiam , não são Professores, São Funcionários, Parte essencial da Nomenclatura do Kremlin da 5 de Outubro.

    Um Professor tem autonomia, capacidade de decisão. Um Professor pode ensinar coisas diferentes.

    Na Escola Totalitária – dita Publica na propaganda do regime- não existem Professores.

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    • 25 Março, 2014 17:27

      Pois é isso mesmo. Acredite- prof do Estado é funcionário que até se está marimbando para o resultado do que faz. Apenas vive a comparar ordenados em Portugal com ordenados em países ricos.

      Como todo o funcionário do estado, esta malta não sabe o valor do dinheiro. Por cá, são vitalícios e o pânico é poderem deixar de o ser porque não sabem fazer mais nada na vida.

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    • 25 Março, 2014 17:29

      Por cá, não pode, Nem no particular porque o totalistarismo é mesmo a impossibilidade de escapar à doutrina e cartilha única imposta pelo aparelho.

      Para haver escola livre disto não pode ter paralelismo pedagógico. Matam a liberdade de ensino assim.

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  16. Tiradentes permalink
    25 Março, 2014 15:34

    Eu não vim preparado para responder a isto.

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  17. Portela Menos 1 permalink
    25 Março, 2014 20:07

    vitorcunha, era preferível dizer que não posso comentar mais.

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  18. Portela Menos 1 permalink
    25 Março, 2014 20:10

    … e colocar os comentários ofensivos e off-topic que escrevi nos últimos 2 dias, inclusivé em outros posts que não os seus.

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    • vitorcunha permalink*
      25 Março, 2014 20:19

      Chega de ruído. Tenho sido bastante benevolente consigo. A minha lógica é à prova de bala: aprovo o que me apetecer, rejeito o que me apetecer. Se tiver algo a dizer sobre o assunto, passa.

      Da próxima vez que lhe encontrar um comentário sobre política de comentários, uma vez que é a 20ª vez que lhe digo que os comentários são sobre os posts, vai irreversivelmente para a lista de spam.

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  19. 26 Março, 2014 13:36

    Posso educadamente perguntar, Vítor Cunha, qual a sua profissão? bem, poder já foi, mas agradecia resposta.

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    • vitorcunha permalink*
      26 Março, 2014 13:43

      Sou professor do ensino básico mas não colocado. Antes fui astronauta não colocado.

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      • 26 Março, 2014 13:47

        Ah, o Arcebispo de Beja, já andava desconfiado.

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      • vitorcunha permalink*
        26 Março, 2014 14:42

        Agora pergunto eu e, por cortesia, não me deverá ser negado: porque tiraram o Palavrossavrvs Rex do Aventar?

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      • 26 Março, 2014 14:45

        Não irei cometer a deselegância de contar em público um feito alheio. Acho que ter sido uma decisão unânime chega perfeitamente.

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      • vitorcunha permalink*
        26 Março, 2014 14:47

        Talvez se o homem propriamente dito aparecer por aí e autorizar?

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      • 26 Março, 2014 16:14

        aahhahaha Essa pergunta é macaca. Mal vi que ele tinha entrado por corporativismo disse-lhe que não ia durar muito,

        Sanearam-no, como é óbvio. É para aprender “:O))))))))))

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  20. 26 Março, 2014 14:37

    Entre sujeito e predicado não se coloca vírgula
    ——————
    À parte isso, algum destes “profissionais” já explicou qual o critério para um aluno ser incluído nas NEE?
    É que é um tanto estranho andarem professores a dar aula em casa de alunos com essa classificação sem terem formação especial para lidar, por exemplo, com casos de trissomia.

    Não é? Eu conheço professora que deu aulas assim e não lhe calhou nenhuma deficiência maior que fraco QI. Ela até é semi-comuna mas fez as contas a quanto custava ao Estado essas aulas privadas.

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