Merkel 1 – 0 Parapsicólogo da Sociologia da Segurança no Trabalho Robótico
5 Novembro, 2014
Merkel diz que países como Portugal tendem a oferecer licenciaturas em áreas que beneficiariam de cursos vocacionais, mais directos, curtos, e orientados ao mercado laboral.
Uma série de licenciados que encaixam no perfil apontado passarão o dia a explicar que Portugal não tem licenciados a mais, que juram ter sido o que ouviram Merkel dizer. QED.
39 comentários
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criaram-se centenas de curso de papel e lápis que não servem nem para limpar sarjetas.
todo o bimbo queria ser doutor
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…e todo o bimbo que não conseguiu ser doutor ainda hoje não disfarça o estado doloroso subjectivo da articulação do cotovelo.
Foi uma espiral de doutorice que apanhou o país por completo desde que as Escolas Comerciais e Industriais foram fechadas pos óbvia inconstitucionalidade.
O resultado está aí: o mecanico da minha moto ganha à hora mais do que eu.
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Boa previsão, já começaram:
http://expresso.sapo.pt/sera-que-merkel-enunciou-um-disparate-que-tera-implicacao-positiva-no-humor-dos-portugueses
Mais direto e curto do que as atuais licenciaturas (3 anos), só se extinguirmos as Universidades…
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De facto, de acordo com Bolonha, são Bacharelatos que em Portugal foram “equiparados” a Licenciaturas. O que aliás parece não ter incomodado quase ninguém naquela época. As estatísticas ficaram óptimas!
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Bolonha á Portuguesa é só mais uma das alarvidades que constam da pesada herança do filósofo e, neste caso, do seu ministro Gago. Uma calamidade que custa ao país milhões e tornou Portugal num país de ignorantes funcionais licenciados (eu só pergunto, licenciados para fazer o quê?) ou de Mestres… Em engenharia, a tal “licenciatura” nem sequer é em engenharia, mas em “ciências de engenharia”. Uma bestialidade sem paralelo no mundo em que os animais pensam. Merkel está certíssima. Soube hoje por um amigo que estão a recrutar condutores de empilhador para a Arábia Saudita a 2500 euros por mês mais casa e viagens pagas duas vezes por ano. Tem que saber inglês básico (imagino que inglês técnico também dê…)
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Basta vir de Merkel e logo: 1) critica-se; 2) já não se ouve; 3) fala-se abundantemente. Podia-se era aproveitar a oportunidade para ir ver como está organizado o sistema escolar alemão, na vertente destinada a seguir para o ensino superior, na vertente profissional, etc. Ver como eles fazem, quem são as pessoas que estão na indústria e nas grandes marcas de sucesso, etc. Mas não. Nada disso interessa, e muito menos tocar sequer no desagradável assunto do 25 de Abril de 1974 e do brilhante plano de destruição de escolas industriais por ele trazido, para dar lugar a uma classe uniforme, formada em igualdade nos liceus. O resultado está à vista – um mercado inundado de amadores em tudo o que são especialidades e uma “cultura” nos mestrados e doutorados que em alguns casos dá medo, para não dizer vergonha.
Portugal tornou-se um país grosseiro, praticamente irreversível.
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Ou o seu caso, como vem de Merkel, nem se ouve, apoia-se, aplaude-se, e depois defende-se. A minha experiência na universidade, diz.me que esta geração está cheia de talento, e por isso é que a senhora Merkel se sente tão ameaçada. Não fossem os preguiçosos do sul, começar a produzir e a serem pagos como os perfeitos teutões.
E os idiotas aplaudem. Traiem o próprio país, mas aplaudem….
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QED 2.
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Se não consegue absorver os licenciados que produz e ainda tem de os exportar, tem licenciados a mais…
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Não consegue absorver os licenciados porque o nosso governo de direita tem medo do conhecimento como o diabo da cruz
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eheheh…. este tipo é precioso a comentar.
Por favor não o enxotem.
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O ocamareiro tem uma licenciatura em…?
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Também era um excelente oportunidade para ir ver como é que com tantos milhares de milhões de euros [dos alemães] gastos a fundo perdido no nosso país, chegámos a este ponto cultural e a este resultado. Mas é capaz de se tornar tão desagradável como a lei do enriquecimento ilícito que está e estará sempre em algumas gavetas.
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Alguém tem um link com o discurso da senhora ?
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merkel não disse só q temos lic a mais
tb disse q temos técnico profissionais a menos
mas, claro, como foi a angela q falou
as redações dos media ultrapassaram logo pela esquerda o estado novo
e toca de FAZER CENSURA DESCARADA
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Excelente pergunta. É que muitas vezes as coisas vêm de uma agência qualquer.
Por acaso gostava de ver uma tradução integral como deve ser.
🙂
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já há muito tempo que se sabe q há licenciados a mais em Portugal
e q se devia investir no ensino técnico profissional
há TRINTA ANOS q a OCDE anda a dizer isto.
e todos os governos reconhecem
fruto da ilusão/intoxicação igualitária do 25 abril:
TODOS DOUTORES
NADA DE TÉCNICOS
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A regra de ouro para muitos licenciados em Portugal terem sequer esperança no emprego, é omitirem o curso no curriculum. Toda a gente sabe disto, menos alguns partidos – se calhar arranjam-se de outras maneiras, a la PT.
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Quem quiser perceber por que razão um país pára para discutir uma afirmação da senhora Merkel sobre licenciados, ela está aqui:
«As principais associações de juízes e procuradores espanholas apresentaram hoje em conjunto um pacote de oito medidas contra a corrupção como resposta à situação de “máximo alarme” que se vive sobre este assunto em Espanha.»
Nós andamos a procrastinar e a assobiar para o ar.
É uma reforma!
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Alguém sabe quantos são os licenciados desempregados, ou a fazer coisas que não têm nada a ver com a licenciatura que fizeram? Só a partir daqui é que se pode falar sériamente deste assunto.
Nos países mais desenvolvidos, como é o caso da Alemanha, antes de se falar em fazer licenciaturas, fala-se em fazer cursos profissionais de media duração com saída no mercado de trabalho.
Era disso que a chanceler alemã estava a falar, mas os que destruíram as Escolas Comerciais e Industriais em Portugal, só ouviram a parte que lhes interessa.
Moro numa cidade de província onde existia uma excelente Escola Comercial e Industrial com um corpo docente ao nível das aulas práticas, os chamados mestres, de altìssima qualidade de onde saíam jovens bem preparados para começarem a trabalhar. Alguns tiveram a hipótese de continuar a estudar e entraram nos então chamados Institutos Industrial ou Comercial.
Hoje, muitos dos Empresários desta cidade são pessoas que saíram dessa escola; já os doutores e engenheiros são, salvo raras excepções, funcionários publicos.
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Quem ouve estas alimárias fica convencido que há milhares de licenciados parados porque não querem trabalhar noutra coisa e, simultaneamente, há uma procura enorme de não licenciados.
E os não licenciados que não têm trabalho e que têm de emigrar? Estão a mais?
Há alguém que recuse trabalho por ser demasiado qualificado? Quem?
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Inteligente jo: os licenciados desempregados são licenciados em quê? antes de sabermos isso, não podemos ter uma discussão séria. Há actualmente uma grande procura de licenciados em programação de eventos; esses têm o futuro assegurado, nem que seja a servir às mesas dos cafés, ou em caixa do LIDL, não precisam de emigrar.
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Licenciados em praticamente todas as licenciaturas, tirando as de pacotilha que dão directas para boys das jotas.
Só os boys ou (bois) das jotas não reparam nisso.
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Pois tem. Tem paletes de licenciados em cursos sem matemática que não servem para nada. E há anos , 15 pelo menos , que os patrões do norte se queixam da falta de operários especializadas , daqueles que ganham bem mais que as resmas de arquitectos . têm de meter na cabeça que o que dá nos filmes e na publicidade é ficção , a gente não pode seguir as modas no que diz respeito à paparuca 🙂 temos de ser o que faz falta e não o que queremos a maior parte das vezes , temos pena mas é a vida.
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Se os donos das empresas pensassem menos em retirar lucros e mais em investir em formação não tinham estes problemas.
Ma para estes liberais a formação deve ser dada pelos outros.
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Que saudades da URSS, seu URSS.
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Tem toda a razão, jo. Que mania a dos empresários quererem fazer investimentos lucrativos. Eles deviam era criar empresas à medida das competências dos licenciados desempregados ou para dar formação aos não-licenciados. Os lucros que se lixem.
A ideia de criar empresas para produzir bens e/ou fornecer serviços que os consumidores precisem e estejam dispostos a pagar é tão séc. XIX.
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Tem razão a Merkel e o Vitor Cunha. Precisamos, urgentemente, de mais gente a saber falar russo.
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A malta licencia-se à maluca. Correm, estouvadinhos de todo, rumo aos deleites de uma rapidinha à “bolognesa”.
A Merka tem razão: Bachelor-Abschluss é prós teutões. Os escuritos do sul devem regressar à base e fazer o percurso de novo.
Desta vez sem aldrabar…
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“Merkel diz que países como Portugal tendem a oferecer licenciaturas em áreas que beneficiariam de cursos vocacionais, mais directos, curtos, e orientados ao mercado laboral.
Uma série de licenciados que encaixam no perfil apontado passarão o dia a explicar que Portugal não tem licenciados a mais, que juram ter sido o que ouviram Merkel dizer. QED”
\ {conjunto de pais que tem filhos com licenciatura e concordam com o que a Merkel não disse}
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Acho piada, que os comentários não reproduzam os números, as taxas: média europeia de licenciados, média alemã de licenciados, média portuguesa de licenciados, e, digamos, a média irlandesa de licenciados. Alguém faz o favorzinho???
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Mas que ponta de gaita é a “taxa média europeia de licenciados”?
Espero que seja algo para comparar com a população média. Parece que o Luxemburgo está muito abaixo nessa estatística, a da média de habitantes por país.
Vocês nem conseguem perceber as borradas que dizem.
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De acordo com dados do gabinete de estatísticas europeu, em 2013, 25,3% da população da União Europeia entre os 15 e os 64 anos tinha completado estudos superiores, enquanto a percentagem portuguesa era de 17,6% e a alemã de 25,1%.
Na cabeça da lista encontrava-se a Irlanda, com 36,3% da população entre os 15 e os 64 anos licenciada, seguindo-se o Reino Unido com 35,7%, estando a Roménia (com 13,9%) e a Itália (com 14,4%) no final da lista.
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von,
Se alguém lhe perguntar se o von gasta dinheiro a mais em pastilhas elásticas, o von necessita de saber quanto cada português/europeu gasta em média em pastilhas elásticas?
Ou, em vez disso, necessita de avaliar a sua necessidade de consumir pastilhas elásticas, o rombo que o consumo de pastilhas elásticas faz no seu orçamento e em que outras coisas poderia gastar esse dinheiro?
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Portugal tem licenciados a menos.
Não só é dos países onde tirar uma licenciatura mais vale a pena (em termos de rendimento esperado do investimento em educação – incluindo salários não auferidos), como os licenciados, ao contrário do que se diz por aí têm taxas de desemprego muito inferiores às dos não licenciados. E isto inclui mesmo licenciaturas em áreas pouco empregáveis (antropologia, sociologia, etc…)
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Isto não é um palpite vindo do nada: são os dados empíricos obtidos pelo Banco de Portugal: http://esquerda-republicana.blogspot.pt/2007/05/h-licenciados-menos.html
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Wow! Os gajos percebem mesmo da coisa. Vai-se a ver e até percebem de supervisão bancária. Os sociólogos.
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jvgama,
Os dentistas ganham mais do que os serralheiros. Quer isso dizer que há mais falta de dentistas do que de serralheiros?
O problema não é com os “dados empíricos”. O problema é com a falta de capacidade para os entender e a pretensão de lhes atribuir um significado que não tem. O que até não surpreende, considerando a referência que o jvgama indicou.
Quando há desemprego entre licenciados, muitos licenciados a exercerem funções que não exigem formação académica superior ou que não têm nada a ver com a sua área e muitos licenciados a emigrarem, isso quer dizer que a licenciatura não serve de nada a boa parte deles.
Quer isto dizer que há licenciados a mais? Não necessariamente, uma vez que pode haver excesso de licenciados numa área e falta noutra.
Mas o de que não há a mínima dúvida é de que há excesso de formação de licenciados em algumas áreas (mesmo que os licenciados nessas áreas que trabalham recebam salários acima da média dos trabalhadores) e falta de formação de técnicos em várias áreas.
E, pelo que li, foi isto que Angela Merkel disse.
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Dizia-me uma amiga espanhola “em Portugal qualquer mierda é dotor”.
Para mim o problema não é haver muitos licenciados, o problema é saírem da universidade sem saberem fazer a ponta dum corno. Nem todos têm possibilidades de estagiar num rancho folclórico.
A maioría dos pais estão se cagando se os filhos aprendem muito ou pouco, o que querem é que tragam de lá o tal papelito que confirme que o rebento já se pode tratar por dótor.
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