Mas qual liberdade?
Às vezes fico impressionado como há tanta gente que parece desconhecer o país onde vive. Num zapping vejo uns pais na tv a reclamar que lhes querem «tirar a liberdade de escolha de escola», ou limitar «liberdade de educação» ou «liberdade de escolha de projecto educativo»
Mas qual liberdade pensam que existe na educação? Nenhuma. Acaso acham que temos uma Constituição liberal que permita tal coisa? Tenham juízo. Temos, como deviam saber de cor e salteado, uma Constituição socializante que impõe como tarefa do Estado criar as escolas necessárias para a população, toda. «Ah, tá mal». Está sim senhor. «Devia ser assim ou assado». Devia sim senhor. Mas para isso mudem a Constituição.
Já era tempo. Agora, não vivam é iludidos de que temos um sistema de liberdade, quando vivemos ainda os resquicios da herança salazarista e de todos os demais estatismos socializantes que viam (e vêem) na educação compulsiva e estatal a melhor forma de controle e conformação dos cidadãos. Não vale a pena é andar a reclamar para meia dúzia aquilo que os demais não tem. E que ainda para mais viola a Constituição. Então mudem-na faz favor.

Certo e errado.
Certo que temos a comunada a ler a Constituição e a ignorar que já não vai ‘a caminho do socialismo’; certo ainda porque ainda lá tem todo o lixo ideológico do MFA/Partidos.
Errado porque assim como muitos lutaram contra o salazarismo também se luta contra a comunada que lhe quer tomar o lugar.
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está um bocadinho enganado.
No preambulo está lá, preto no branco, foice no martelo que
A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista
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Certo é que não é artigo constitucional como creio já ter sido
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Mudem-na ou tenham juizinho e deixem-se disso ?
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nada de novo debaixo do sol. tanta volta para ir parar ao mesmo : só os ricos podem mandar os filhos prós jesuítas et al. e só eles continuam a ter alguma liberdade para exigir aos filhos que aprendam 🙂
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Eu sei qual é a liberdade de muita gente!!!
É viver à custa dos outros!!!
Trabalhar? Tá quieto, preto!
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Mas quem é a “muita gente” que “vive à custa dos outros” em vez de “trabalhar” como um “preto” ?!…
Só se forem muitos daqueles que vivem à conta e à sombra do Estado sem que os cidadãos e contribuintes tirem o devido beneficio por isso !…
Como muitos funcionários colocados no gigantesco e burocrático Ministério da Educação e nas abandalhadas e ineficientes escolas estatais !!
Pelo menos as escolas privadas contratualizadas pelo Estado são pagas (e não “subsidiadas”) para prestarem um serviço publico de ensino que custa menos aos contribuintes e tem mais qualidade do que o estatal !!
Por isso é que quem pode escolher prefere pôr as suas crianças no privado e não no estatal !
Por isso é que os que vivem à mama da educação estatal não querem que que as pessoas possam escolher as escolas dos seus filhos.
Porque sabem que quando as escolas estatais estivessem às moscas seria muito mais dificil de justificar que se mantivessem abertas com o enorme numero de funcionários que para elas e nelas trabalham e com as muitas negociatas publico-privadas que com elas se fazem !!
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O primeiro a viver à custa dos outros, neste caso, chama-se Mário Nogueira. E se fosse também trabalhar um dia que fosse?
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Por acaso, aconstituiçao obriga o estado a ptovidenciar ensino obrigatorio gratuito ao aluno, mesmo que esta decida por uma escola privada ou cooperativa. Está lá. Mas a constituicao so interessa quando lhes convem…
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E o cheque ensino? Ficou perdido?
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“educação compulsiva e estatal”. Esta é a questão basilar sobre a liberdade de escolha. Mas que eu saiba só alguns ciganos escapam ao compulsivo e felizmente muitos mais, com posses, escapam à educação estatal.
De qualquer modo a liberdade de escolha em matéria educativa já não se coloca nos termos em que se colocava no século XIX, ainda sob influência de filosofias como a do bom selvagem de Rousseau.
A educação passou a ter uma função utilitarista e a ser o principal factor de mobilidade social, por isso, falar em abstracto sobre liberdade de escolha como se estivessemos no século XIX é uma espécie de mito urbano, como subentende este meu post: http://marques-mendes.blogspot.pt/2016/05/mitos-urbanos-sobre-escolha-e.html
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“Mas para isso mudem a Constituição”.
É isso mesmo e nada mais há a dizer. Só que, como há muito se viu, temos uma direita cobarde.
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Tá-se mesmo a ver que você é um daqueles desiludidos da direita tipo Bagão Félix ou Ferreira Leite! Como quer mudar a Constituição coma exigência dos 2/3???
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onde é que a constituição proíbe o ensino privado, cooperativo ou em regime de associação ?
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A Constituição só mudará quando aparecer aqui um Francisco Franco Bahamonde capaz de pôr esta MERDA na ordem.
Já tarda!
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Ah liberal!
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