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congelem-se!

14 Maio, 2016
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1276715642733O Diário de Notícias, órgão oficial do geringoncismo, acaba de lançar o mote: as rendas no centro de Lisboa estão a preços especulativos e afastam, por isso, os jovens que lá gostariam de viver. Duas constatações imediatas: esta pouca vergonha só acontece em Portugal, porque, se formos a Londres, Paris ou Madrid, os jovens, em começo de carreira, já têm bons empregos que lhes permitem pagar as rendas que lhes são pedidas por proprietários cheios de consciência social e amor ao próximo. Assim, quando um problema desta gravidade é detectado, o que deve ser feito? O governo deve intervir, de imediato. E, neste caso, a solução é tão evidente, que há apenas há uma saída: congelar as rendas das grandes cidades portuguesas, começando por Lisboa e Porto, de preferência com efeitos retroactivos. Quem tinha razão era o Doutor Salazar, esse grande social-democrata, sempre preocupado com os mais pobres e necessitados.

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21 comentários leave one →
  1. 14 Maio, 2016 10:40

    Qual é solução em Londres?

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    • 14 Maio, 2016 20:36

      Ser preto, ou pintar a cara de preto; ser minoria, ou refugiado e ter casa à borla, com nº de quartos por nº de filhos em bairro de luxo londrino.

      É esta a solução. Depois recebe subsídio e nem precisa de pagar nada. Nos casos em que a casa não é dada, pode deixar de pagar, porque ao fim de um ano, ainda ninguém conseguiu despejar os pretos que ocuparam a habitação. Há sempre ONG capaz de levar o caso a Tribunal Internacional e o tribunal, para desocupar a casa, vai ter de pedir à assistência social para lhes darem outra à borla.

      Não estou a fazer rábula. Estou a dar exemplos conhecidos de perto.

      Se for branco, vive em casa partilhada sendo jovem. Nos subúrbios vivem a maior parte dos ingleses da pequena e até média burguesia que trabalha.

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  2. 14 Maio, 2016 10:41

    Russos a especular no imobiliário?

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  3. Filipe Duque permalink
    14 Maio, 2016 11:05

    Quando vi a caricatura antes de ler o texto pensei tratar-se de Álvaro Cunhal, depois Salazar, e ocorreu-me ainda Eduardo Lourenço. A culpa não é do desenhador, confundo sempre um bocado a fisionomia destas figuras, e entre Salazar e Lourenço até a voz. E há uns anos vi uma figura numa tasca em Lisboa que me deixou na dúvida se Salazar estava mesmo morto ou tinha apenas emagrecido. Suponho que isto me aconteça por ser demasiado jovem.
    Quanto ao post e ao artigo no DN, pois é.

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  4. Bolota permalink
    14 Maio, 2016 11:36

    rui.a

    Nos tempos do Salazar tambem havia justiceiros destes:

    http://www.rtp.pt/noticias/pais/ha-indicios-de-favorecimento-ao-juiz-carlos-alexandre_v918460

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    • licas permalink
      14 Maio, 2016 13:48

      Não deviam os ração para porcos-suínos “bater” no Salazento
      que afinal “promoveu” os Estalinistas a heróis da Democracia
      __________Feito espantoso que só, em toda a Europa,
      o Tuga imbecil lhe deu completo aval.

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  5. manuel branco permalink
    14 Maio, 2016 12:07

    li o artigo e limita-se a fazer uma constatação. mais, atribui em boa parte o aumento das rendas à escassez de casas, tal o número das que são arrendadas a turistas. é normal cá e lá fora e muito preferível a meter um casal de jagunços que se esquece de pagar a renda e que deixa a casa em pandemónio. para quem viva na zona histórica de lisboa e tenha casa para renda parece ser a melhor opção. alfama, o bairro inteiro, parece ter-se tornado num imenso aparthotel. o pessoal do fado que vá ganir para o lumiar.

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  6. 14 Maio, 2016 12:12

    “social-democrata” (ironia do Rui A ) o carago, esse Sal azar.
    E por que não “democrata” não compreendido ?

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  7. bintoito permalink
    14 Maio, 2016 12:18

    Há um segredo. Multiplicar pobres e necessitados para exercer a caridade vestida a preceito

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  8. 14 Maio, 2016 13:34

    > “há apenas há uma saída: congelar as rendas das grandes cidades portuguesas, começando por Lisboa e Porto, de preferência com efeitos retroactivos. Quem tinha razão era o Doutor Salazar, esse grande social-democrata, sempre preocupado com os mais pobres e necessitados”.

    Um equívoco comum está ímplicito no exposto por rui a.: atribuir a Salazar o “congelamento das rendas” e decerto também à habitual “Pesada Herança” do Estado Novo da “Longa Noite Facista”…

    O facto é que o “congelamento das rendas” foi instituído pela 1ª República, sempre preocupada “com os mais pobres e necessitados”, parafraseando rui a.

    Vide: 1 • https://blasfemias.net/2015/09/17/e-apenas-um-pequeno-esclarecimento/ 2 • https://is.gd/RJqXdR

    É sabido que Salazar tem as costas muito largas. E dá muito jeito atribuir-lhe os atributos que os tributadores não querem assumir – porque o tributo é Pesadíssimo…

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    • 14 Maio, 2016 20:39

      Sim. fez bem em corrigir porque o Salazar tem sempre costas largas e dizer que é como o Salazar já se tornou um meme.

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  9. Arlindo da Costa permalink
    14 Maio, 2016 14:57

    Sempre fui fã desta faceta socialista do Prof. Salazar.
    Há quem diga que foi o único socialista português, tirando o António Costa, claro.

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    • Manuel permalink
      14 Maio, 2016 17:31

      Salazar foi um conservador apoiado na doutrina social da igreja, mas acima de tudo foi um pragmático e um conhecedor profundo da nossa terra.

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      • Carlos Alberto Ilharco permalink
        14 Maio, 2016 20:00

        Se ele tivesse conhecido o “Ultramar” como conhecia o jardim de São Bento e Santa Comba Dão, as coisas teriam corrido um bocadinho melhor.
        Foi pena ter as vistas tão curtas.

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      • 14 Maio, 2016 20:04

        Hiper-conservador. Sem mundo(nem o mundo tuga “além-mar” conhecia). Beatão de facto servindo-se da Igreja Católica. Pragmático à sua dimensão intelectual, cultural e qb cívica. Cultivador e incentivador da censura. A “nossa terra” retrocedia, retrocedia, enquanto outros países (incluindo no território europeu) evoluíam globalmente. Teimoso. Botas.
        Etc., etc.
        Devia ter deixado o governo em meados da década de 1940 — teria saído em grande.
        “Acima de tudo”, responsável por muito atraso de Portugal.

        …E por que não para lhe tentarem safar a imagem e estabelecer paralelismos dalgumas decisões de então e na actualidade, um “social-democrata”, quiçá um “democrata” incompreendido ?

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  10. 14 Maio, 2016 20:05

    Meu comentário acima para Manuel.

    E de acordo com Carlos Ilharco.

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  11. Kubo permalink
    15 Maio, 2016 02:42

    >>> «Se ele tivesse conhecido o “Ultramar”» — «Foi pena ter as vistas tão curtas».

    D. João II e o Infante D. Henrique também não conheceram o Ultramar…

    Ser ‘Caixeiro Viajante’ à Mário Soares é tido por muito moderno e de vistas largas… Muito viajados eram também Costa Gomes, Melo Antunes e Almeida Santos… E foram muito visionários… Exemplo exemplar: de Melo Antunes fica a esperteza da necedade típica das elites abrilinas [muito viajadas…], disfarçada na pomposidade da intelectualidade inchada do vácuo viajante — Qualifica a Descolonização como: “O maior feito dos portugueses desde as Descobertas” …

    Nada como ser um piloto ou hospedeira duma companhia aérea para ter ‘vistas largas’ na condução de um Estado…

    Ser mundano não é ser Estadista.

    Fernando Pessoa detectou as vistas (e as vertigens…) das viagens…:

    • «Viajar? Para viajar basta existir.»
    • «Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo? Só a fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir.»
    • «A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.»

    >>> “Devia ter deixado o governo em meados da década de 1940 — teria saído em grande. “Acima de tudo”, responsável por muito atraso de Portugal”.

    O mantra habitual incrustado nos manuais escolares da estória para totós. Só falta dizer que o atraso era tanto (tanto…) que não havia telemóveis para as viagens viajarem…

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    • Carlos Alberto Ilharco permalink
      16 Maio, 2016 00:50

      Salazar nunca quis desenvolver as colónias e fez tudo o que podia (e podia muito) para evitar o natural desenvolvimento e no caso de Moçambique até dificultando a emigração para lá.
      E depois desatou aos gritos “Para Angola e em força”.
      Era tarde.
      E era muito cedo para os milhares que morreram sem culpa nenhuma.

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