Tiago Brandão Rodrigues e a confiança no mundo de António Costa
António Costa apressou-se a afirmar que mantém a confiança no ministro da educação. Directamente da Colômbia, que é para todo o mundo ouvir no caso de o querer – e que felizmente não quer -, sem qualquer pudor por demonstrar que gere um país de faz-de-conta com petizes que sonham com estetoscópios e três turnos de vinte e quatro horas semanais providenciados pelo Estado, lá balbuciou sobre a miséria do governo como de uma virtude se tratasse. É relevante que o primeiro-ministro mantenha a confiança no ministro da educação: alguém haveria de existir, além do sinistro Nogueira e da sua clientela, que manifestasse confiança no homem. E quem é o homem?
Tiago Brandão Rodrigues descreve-se como um executor de ordens superiores. “[…]Houve sempre uma comunicação muito oleada, muito fértil, com eles todos [Governo, PS e seu grupo parlamentar], para que as medidas não sejam única e exclusivamente do ministro da Educação, mas para que sejam medidas que o ministro põe em prática, com base nas decisões tomadas e que foram inscritas no Programa de Governo” (Visão, 4 de Setembro de 2016). “Rigoroso, exigente, convicto do que diz e do que pensa, focado”, é considerado por quem o conhece como possuidor de “um ego gigantesco” e uma “arrogância” criticável. (Observador, 19 de Maio de 2016). Com afirmações de pleno vácuo – “os sindicatos, naturalmente, fazem parte da solução e não do problema” (Visão, 4 de Setembro de 2016) – e outras de pleno terror – “[…] logo na primeira semana, fui a um comício do Guterres nas escadas monumentais, com a música do Vangelis. Cavaco estava a sair e senti que houve uma lufada de ar fresco” (i, 14 de Setembro de 2015), o alvo da confiança de Costa no estrangeiro é um indivíduo que acha bem que se emigre (no caso dele) – “Acabei por ir basicamente por opção. As coisas correram bem em Madrid. Gostava de estar lá. Estive também nos EUA, em Dallas. Sempre tive muitas inquietações relativamente a ir, a vivenciar outras culturas e sorver o que tinham para me dar, pelo que me fui deixando estar”. (i, 14 de Setembro de 2015) – mas que acha muito mal quando são os outros a emigrar – “É desesperante ver como muitos dos pilares da nossa sociedade, principalmente nos últimos dois, três anos, foram decepados e muitos deles estão moribundos. Alguns dos nichos de actividade da sociedade portuguesa estão moribundos, o que fez com que houvesse outra vez uma emigração massiva de quadros qualificados. E aqui entramos na questão da confiança. São pessoas com uma massa crítica enorme. Isto é muito fácil de entender. Se temos 100 pessoas de alturas diferentes e eliminarmos os mais altos, a média baixa. Na massa crítica e no conhecimento técnico e académico, acontece exactamente a mesma coisa. Se os mais qualificados zarparem, os que ficam são pessoas com qualidade, mas a nossa média de capacidade técnica claramente vai baixar. E isso está a acontecer. E quem zarpa vai com algum grau de desespero, falta de confiança total no país, com um grau de desilusão muito alicerçado e com uma auto-estima muito baixa que, curiosamente, na maior dos casos volta a receber um aumento quando chegam aos sítios de acolhimento”. (i, 14 de Setembro de 2015).
Se António Costa mantém a confiança num indivíduo que, de acordo com as próprias palavras, mantém no ministério os mais baixos, deixando cair os mais altos, isso diz mais sobre Costa do que sobre Brandão Rodrigues. O ministro “rigoroso” (Observador, 19 de Maio de 2016) que eliminou os exames em prol de “valorizar as competências transversais, o papel das artes, o papel do desporto” (comissão da educação, ciência e cultura, 13 de Janeiro de 2016) é uma sinédoque para isto tudo: mais um palerma sem noção da sua função de carrasco.

O gajo da “educação” é mesmo mais um palerma. O pior é que o palerma principal é o porcalhão preto e obeso.
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Da Esquerda
A má sendo a Polícia
Mais os Juízes tarados
Ficará uma delícia
Para todos implicados:
Combater a corrupção
Fica fora de opção.
No Brasil o Lava-Jato,
Como cá o Marquês,
Tudo dinheiro putrefacto
Desse Mundo Português:
Andam a culpar a Lei
Isto é tudo o que sei.
É a Direita raivosa!
Ardil sempre manifesto
Dessa gentinha manhosa
Em clamoroso protesto
Vão virando o bico ao prego
Felizmente não sou cego. . .
licas fecit
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Dramático será se Costa mantiver a confiança nele próprio até que alguém lha tire.
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Uma tropa fandanga abaixo de cão.
Com o beneplácito do “compère” de Belém…
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A lei
Rangel, dou-te razão, pá
A Lei é um empecilho
Boa chatice, olá:
Não é boa para o “milho”
Só serve para atrasar,
Uma coisa a arrasar.
Cerceia-me a liberdade,
Atrapalha os negócios,
Até chega à maldade
De escutar os nossos sócios:
A tal que isto chegou
Eu adversário sou.
Saís-te um Juiz e tal
Mas só no Carnaval
licas fecit
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Excelente retrato do palerma.
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Este tipo é uma espécie de raquel varela com barba…
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É risível estas telenovelas sobre os putativos não-licenciados.
Não tendes outro assunto para começar energicamente uma nova semana de trabalho?
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Está como a Martins que diz que o caso está fechado ? Quem é ela julga que é para fechar casos de policia ?
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Atenção que eu faço presunção de não-licenciabilidade para todos. Até prova em contrário, todos são licenciados.
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