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A inexplicável Vendeia

6 Fevereiro, 2017

Chegaram os dias da “inexplicável Vendeia”, essas revoltas que os revolucionários nunca compreendem e sempre procuraram esquecer: como pode o povo revoltar-se contra as revoluções feitas em seu nome? Nas últimas décadas as lideranças da Europa e dos Estados Unidos produziram toneladas de legislação para, diziam, promover a igualdade, combater a discriminação, todas as formas de fobia e, obviamente, o machismo e o racismo. Assim que umas leis eram postas em prática logo outras mais perfeitas as vinham completar. A multiplicação das leis era acompanhada pela divisão dos crimes em grupos, subgrupos, alíneas… Mas todo este edifício de leis, comissões e programas foi feito a pensar num modelo em que o homem, branco, católico, conservador encarnava o papel do machista, do racista, do reaccionário… Quando o agressor é outro e sobretudo quando o agressor vem dos grupos que os libertadores do povo têm como seus protegidos (e potenciais futuros eleitores) então o que antes tinha de ser imediatamente denunciado passa a ser prontamente silenciado. E assim ignoram-se agora as agressões praticadas por refugiados/emigrantes muçulmanos na Suécia (Uppsala, Malmo, Nordstan) tal como se ignorou durante anos e anos o que estava a acontecer nos bairros periféricos de França, quer com a radicalização dos muçulmanos, quer com a violência dos bandos de jovens de que são exemplos os acontecimentos deste ano em Juvisy (não, não foi notícia por cá) ou as reviravoltas oficiais para que não sejam conhecidos os números das viaturas incendiadas nas datas festivas naquele país.

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10 comentários leave one →
  1. 6 Fevereiro, 2017 20:01

    O poder corrompe, quem se deixa corromper.
    O Salazar nunca se deixou corromper.
    Mas a Esquerda que tomou o poder nos países livres, ocidentais, corrompeu-se e de que maneira.
    Até porque a Esquerda não tem estaleca para saber governar. Enquanto há dinheiro nos cofres do Estado vão fazendo figura, mas como não sabem pôr as nações a trabalhar, a produzir riqueza, acaba-se o dinheiro e pronto, lá têm que vir os reaccionários de Direita produzir riqueza enquanto a Esquerda fica à espera de outra oportunidade para assaltar o poder. Foi o que o António Costa fez com o diabo que tinha à mão.
    A crise instalou-se.
    E agora não há fartura de dinheiro para o Costinha fazer mais festa. Vai passar a andar à rasca, mas como tem a mania que é desenrascado vai tirando de um lado e pondo noutro e vai enganando a Comissão Europeia com as contas do Estado. O problema é que não há desenrasque possível quando uma nação não está mobilizada para o investimento. E os empresários a sério não podem acreditar no Costa nem no Jerónimo nem na Catarina porque eles são todos pelo Função Pública e contra o empreendedorismo privado, como ainda hoje disse em Aveiro a Catarina quando falava no transporte privado de pessoas. Segundo ela, os privados cortam nas condições do serviço de transporte para terem lucros. Visão curta de quem não percebe nada do que fala. Não sabe que coisa é trabalho nem sabe que coisa é ser competente ou ser um estafermo de um gestor público que só anda nas empresas públicas para sacar um alto vencimento do Estado sem se preocupar com a gestão eficiente da empresa. Razão porque a generalidade das empresas públicas dão prejuízo e a Catarina tem lá na sua mioleira que assim é que tem de ser.
    Não vai ser fácil desfazer a mentalidade dominadora, até porque a comunicação social está quase toda a favor do Status Quo; é mais cómodo estar do lado do poder. Mas não há outro caminho senão aquele que começa a desenhar-se com programas governamentais como os de Trump ou Marine Le Pen.
    Muitos estão a estranhar, mas vão ter que entranhar.

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    • JMS permalink
      6 Fevereiro, 2017 22:42

      Pior que o Costa só mesmo o Marcelo que, em nome dos afectos e das selfies, nos evergonha todos os dias e, pior ainda, quase de hora a hora.

      Acho que merecíamos melhor sorte, mesmo assim… ou talvez não.

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  2. Euro2cent permalink
    6 Fevereiro, 2017 20:25

    > datas festivas naquele país.

    Bah, também um país que comemora a revolução francesa tem o que merece – ladrões e assassinos.

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  3. 6 Fevereiro, 2017 20:40

    isto é muito , muito simples : andamos aqui a penar , recortes daqui , impostos dacolá , quem tem trabalho nunca trabalhou tanto nem nunca ganhou tão pouco e olhamos para cima e vemos os nababos como se nada fosse , a falar de milhares como se fossem tostões , vemo-los a enriquecer , a engordar , felizes , sorridentes nas tvs e claro , queremos faze-los pagar . nos usa já está , na itália quase , e na frança veremos.

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  4. Anónimo permalink
    6 Fevereiro, 2017 22:14

    Nos EUA CNN, Washington Post, New York Times, e outros, ditam a moda.

    Por cá papagueia-se anti-Trumpismo, e suma ignorância, de todas as formas e feitios inimagináveis.
    Todos conseguem estar a “noticiar” durante horas sobre movimentos de passsageiros refugiados ou emigrantes sem utilizar a palavra islão, islamamita, muçulmano. Nem ao de leve. Porquê ?.

    Meter a cabeça na areia, a solução para uma realidade que não se quer constatar.

    PS.- Paulo Portas é dos poucos que percebe o que se passa.

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  5. Arlindo da Costa permalink
    7 Fevereiro, 2017 16:27

    Já tinha saudades da Vendeia.

    Belos tempos esses. Ao contrário dos actuais onde proliferam ignaras consciências.

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  6. 8 Fevereiro, 2017 22:54

    Li o original no Observador. Artigo repleto de preconceitos e populismos.

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