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Do tempo de Salazar

13 Junho, 2017

Não é por acaso que em 2017 acabámos a viver em êxtase patriótico o Festival da Eurovisão, mais os jogos da selecção. O cinema português deixou de querer ser novo e faz remakes dos velhos sucessos que não tinham mensagem e que por isso mesmo até foram banidos da RTP nos idos de 1974. O fado foi recuperado e o pimba está mainstream: esgotadas as fanfarras militares do MFA, a democracia não foi capaz de criar um imaginário próprio. Não conseguimos ser mais do que uma versão acanalhada do Portugal “Pátio das cantigas” que fomos no Estado Novo. Com uma agravante: onde estava a “Canção de Lisboa” mais as marchas criadas por Leitão de Barros estão agora clones vários de Quim Barreiros trauteando “Quero cheirar teu bacalhau, Maria”. O pimba faz agora parte da Política do Espírito devidamente transfigurada em festivais populares e multiculturais.

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6 comentários leave one →
  1. Albert Virella permalink
    13 Junho, 2017 12:01

    Exmª Senhora Dona Helena Matos

    Resumirei aquilo que gostaria de dizer afirmando que Camões, só com um olho, via muito melhor do que a H.M., que cont«inua obcedada como os seus oponentes, que tanto vitupera.

    Além de admitir que as modas repetem-se ciclicamente, também tem que perceber que a sociedade portuguesa, vista globalmente, não é a mesmo de 1073, nem de 1980 ou de 2000. Portanhto este choro permnente sobre leite derramado, que tenta justificar picando os olhos de quem hoje está vivo e activo, é um exercício prórpio de taxidermista. TENTE ACTUALIZAR-SE, para que os que não são do seu clube restrito, consigam ler o que escrve sem se indisporem com enjoos desnecessários.

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  2. 13 Junho, 2017 12:46

    “É disso que o meu povo gosta”. Ou seja, a maioria da populaça-NADA. E o que têm feito sucessivos governos (exceptuando uns dois ex-ministros da Cultura e não mais do que dois, três ex-secretários de estado) para colocar a contemporaneidade e a qualidade em destaque na vida tuga ?
    Mas a HMatos terá de conhecer melhor o mundo de quem não gosta de tudo o que lhe colocam para consumir e, por que não compreender a sério, sem nostalgias, a excelente e promissora juventude ?

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  3. Arlindo da Costa permalink
    13 Junho, 2017 16:11

    Salazar está morto e enterrado.

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    • 13 Junho, 2017 16:26

      …parece que o Salazar e a sua herança ainda mexe nas cabecinhas de muita gente “democrata” com acesso à comunicação social (bloggers e comentadores incluídos) que em certos fóruns mas nunca na pantalha televisiva sempre que podem cravam como um lacrau a marca salazarista.

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      • Manuel permalink
        13 Junho, 2017 16:37

        A nossa idiossincrasia é que não muda. O analfabetismo do início da república(76,1%) deve andar perto da iliteracia dos dias de hoje. Como diz o comentador, ” só dança quem anda na roda”: Acabou o Santo António, siga para o São João e São Pedro. Ligo a televisão por cabo e só se fala de Pedro Guerra e Ricardo j. Marques!?

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  4. 13 Junho, 2017 23:12

    Manuel,

    Por o que de quando em quando me apercebo, está na calha uma geração (hoje entre os 7 e os 12 anos) sujeita ao facilitismo, à não-exigência, à adulação simples de “heróis” questionáveis, à bovinização, à veneração de irrelevâncias, massacrada via futebol,mais futebol e ainda mais futebol nas tv’s, em casa, nas escolas e não só. Os pais têm muita culpa. Oxalá aprendam por si a destacar e a apreciar o que é bom do muito mau.

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