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Portugal Arrisca Tragédia com Sismos

27 Novembro, 2017

Há 20 anos que especialistas dizem o mesmo: Portugal vai ser atingido por um sismo. Não sabem prever se vai ser já amanhã, para o ano que vem ou daqui uns anos mais. Sabem apenas que este fenómeno é cíclico e pelas contas feitas ao de 1755, a previsão aponta para o ano de 2018. Mário Lopes, investigador especialista em engenharia sísmica do Instituto Superior Técnico (leia aqui a entrevista completa) já perdeu esperança nos Governos para impedir a tragédia.  Nada de novo num Estado que não protege seus cidadãos senão seus próprios interesses. Mas quanto nos vai custar em vidas esta irresponsabilidade grotesca dos governos? Muitos milhares.

Mário Lopes é peremptório: não se sabe quando, nem com que intensidade, nem tão pouco as consequências de um próximo sismo, mas uma certeza prevalece. Vai ser certamente trágico. Receia a repetição de 1755 porque mesmo que seja de menor intensidade provocará muitas mais mortes porque as zonas de risco estão mais povoadas. Não é preciso um sismo como de 1755 para termos 10 000 a 20 000 vítimas. Factos.

Segundo o mesmo, bastaria o respeito pelo actual regulamento para minimizar os danos. Embora obsoleto com mais de 30 anos, ser aplicado já era bom. Hoje quem não tem consciência pode aldrabar o projecto sem ver consequências. Sabem que fazendo bem ou mal um edifício, é vendido  na mesma.  Mas o maior problema reside nos edifícios reabilitados.  Porque a legislação técnica  prevê que um edifício anterior a 1958, que tinha um grau de  protecção zero na resistência sísmica, não lhe seja aplicada legislação posterior de reabilitação à construção original. Assim, fazem apenas um “peeling” nos edifícios antigos – o que é perfeitamente legal –  que continuam com protecção sísmica igual a  zero. Nesta realidade estão 40% dos edifícios construídos antes de 1960. 

Mário Lopes fez uma proposta ligada aos seguros para que as companhias fizessem seguros indexados à componente de risco sísmico ( nos Açores, por exemplo, está indexado ao crédito habitação). Assim, as pessoas através dos seguros iriam ver o risco da sua construção e isso iria influenciar o mercado valorizando, obviamente, as melhores. Porém, quando isso foi discutido com um governo mandaram-no calar porque isso iria desvalorizar os prédios piores, mostrando uma insensibilidade pela vida humana em detrimento do mercado imobiliário. Depois em 2012 propôs que o reforço sísmico fosse obrigatório em edifícios a partir de certo valor e dimensão. Foi rejeitado.

Os alertas de Mário foram sempre atendidos mas na prática deitados ao lixo. E foram bastantes. O primeiro ocorreu com a governação de  Guterres onde enviou documentação a todos os grupos parlamentares. Mas nada aconteceu. Mais tarde só CDS pegou no dossier e fez um Projecto de Resolução entregue na AR, mas não chegou a ser votado porque acabou a legislatura. Seguiu-se posteriormente o  PCP que pela mão de Miguel Tiago, mudou apenas  o preâmbulo do projecto do CDS – o que prova que o projecto era bom – e o leva a discussão. Demorou 2 anos a ser discutido. Entrou em 2006 na AR mas só foi a votação em 2008 onde todos votaram a favor excepto PS. Foi chumbado. Mário Lopes, mesmo assim, não desistiu e em 2010 volta a pressionar a AR. Com PS  em minoria, é aprovado. Finalmente. O projecto aprovado previa entre outros que o reforço sísmico passasse a ser obrigatório na reabilitação urbana. Mas ironicamente a sua NÃO APLICAÇÃO foi feita pelos mesmos que o aprovaram. Em suma, ficou tudo EXACTAMENTE na mesma.

O poder político devia dar o exemplo ao preocupar-se com os edifícios públicos. Mas o Estado que temos que não se preocupa sequer com os cidadãos foi a correr reforçar a AR assim que lhes foi dito que a parede da sala de sessões colapsaria em caso de sismo. São estes que nos governam:  preocupados com sua pele mas ignorando os restantes 10 milhões de seres humanos desprotegidos e à sua sorte.

Mário Lopes não tem dúvidas que assim que houver uma tragédia sísmica o poder politico vai dizer “que não é altura da caça às bruxas” para evitar que se apurem as responsabilidades (tal e qual como em Pedrógão, lembram-se?). Porém os sismos não matam. O que mata são as construções mal feitas. Segundo este, mesmo com limitações económicas, se tomássemos precauções, mesmo com sismo forte haveria 10 vezes menos estragos e menos vítimas.

Há 20 anos que este especialista diz o mesmo mas sem resultados. Sem decisões politicas para implementar a prevenção, tudo fica igual, ou seja sem protecção. E na situação actual, se formos atingidos por um sismo forte de grandes dimensões, não há  protecção civil que nos valha. Será uma catástrofe. Porque é na prevenção que salvamos vidas. 

Enquanto os governos viverem em negação assobiando para o lado como o fizeram com a prevenção INEXISTENTE para fogos florestais, e nós fingirmos que não nos importamos com isso, a tragédia que foi vivida com incêndios em Pedrógão e 15 de Outubro, multiplicar-se-à brutalmente à custa de vidas inocentes que irão sucumbir nas mãos criminosas de quem nos governa. 

O que está disposto a fazer para mudar isto?

 

 

 

 

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75 comentários leave one →
  1. 27 Novembro, 2017 13:25

    Com sorte (…) pode ser que caia o parlamento com todos lá dentro.
    O que posso fazer para mudar isto? Votar no CDS, ou no PCP, os únicos que tentaram fazer algo?
    O que se pode fazer num país onde ambulâncias e carros de bombeiros são multados por passar Via Verde para apagar fogos? Onde pessoas que tudo perderam vão pagar IMI de casas queimadas? Onde os milhões da solidariedade desapareceram? E tenho a certeza que o desgraçado que colocou aquele vídeo no youtube com tudo a arder em volta e por cima dele, vai receber a multa por não ter pago portagem.
    Nos hospitais morre-se de legionella, morre-se à espera de cirurgias. Nas escolas come-se carne podre e morrem crianças com E. Colli (que estranha coincidência). Agora e só agora o governo reparou na seca.
    O que se pode fazer é uma agremiação que contrate uns snipers e mate este governo antes que nos mate a nós.

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  2. 27 Novembro, 2017 14:25

    Tal como o comentador AB, lembrei-me imediatamente de colocar um bitaite sobre os deputados “da nação”. E sobre o PM e o PR — desde que o sismo ocorra (previsivelmente na área de Lisboa) com eles safos (e safados que são) dentro da Assembleia, do Palácio de Belém e de São Bento, o maralhal que se desenrasque, né ?
    Os políticos tugas não têm talento, objectivos nem tempo para estudar dossiers desse tipo. Fazem fé que catástrofes, tragédias, não acontecerão. Desprezam as pessoas. Governam só para amanhã.
    Bem, parecem estar preocupados com o clima, espero que não por modismo mas (talvez) porque o alerta tem surgido de fora-para-dentro nos foruns internacionais, há alertas incontestáveis, organizações tugas e outras informam São Bento e Belém, há outras informações na comunicação social, caso contrário pensariam só no caso poluidor próximo de Coimbra

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    • sam permalink
      27 Novembro, 2017 19:21

      “desde que o sismo ocorra (previsivelmente na área de Lisboa)”

      Mude-se o Instituto de Sismologia para o Porto e a coisa fica resolvida.

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  3. Manuel permalink
    27 Novembro, 2017 14:25

    Penso que a Cristina anda muito ambiciosa e escreve para um país utópico. Penso que uma recomendação básica e ao alcançe de todos é o máximo que se pode fazer.Se cada um de nós tiver um rádio, uma lanterna e uma garrafa de água à mão já se pode dar por feliz.

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  4. colono permalink
    27 Novembro, 2017 14:29

    ” –Depois dos incêndios, só me faltava mais um “Marques de Pomba”l!…
    — Cabrita… nomeia rapidamente uma uma Comissão de Estudo Sismico”…

    Mais esta… vou para India!

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  5. 27 Novembro, 2017 14:30

    Outra “coisa”: Portugal tem sido atingido por sismos, alguns violentos. Nenhuma novidade. Mas, o que fizeram os ministérios dos sucessivos governos (desde o de Salazar e Caetano) para impor regras nas construções das casas e outros edifícios não oficiais — se é que todos os do Estado foram erigidos anti-sismo ?…

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  6. Procópio permalink
    27 Novembro, 2017 15:08

    Eu já tenho a lanterna e o termo com água fresca. Sismo já há todos os dias com a geringonça. Os pneus furados dão para hoje, amanhã logo se vê. O tuga anda atraído pelas 6ª feiras negras, não tota nada e a aximage está pronta para a próxima vigarice.
    Há um sismo certo que está para acontecer, é os alemães proibirem o draghi de mandar mais dinheiro para o sem tino estafar a comprar votos fáceis. O outro, o grande, pode ser solução para muitos males. Nesse dia não vai haver aventais que cheguem, nem filósofos para explicar a tragédia, nem amigos a mandar fotocópias.
    Abraçar o xuxialismo é habituar-se à ideia, um dia a terra treme.
    Ninguém vai viver para sempre. Pena é se não chego a ver o benfica ganhar o penta, o porto ganhar o campeonato e o sporting chegar à taça dos campeões. Isso é que me dói!

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  7. PiErre permalink
    27 Novembro, 2017 15:38

    Dez mil a vinte mil vítimas? Ora, ora, isso não é nada comparado com os dez milhões de vítimas que estamos a sofrer com o(s) governo(s) que temos.

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    • Cristina Miranda permalink
      27 Novembro, 2017 15:41

      Ah! Ah! Ah!

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    • 27 Novembro, 2017 17:52

      Aos dez milhões tem de subtrair os seis que são, segundo o defunto Medina Carreira, o Partido do Estado. Esses, funcionários sicofantes, empresários alapados, subsidiados compulsivos e reformados sem qualquer adjectivo, estão exultantes.

      Até que lhes falhe o guito. Nesse dia serão eles os primeiros a voltar-se contra a voz do dono e a afiar as facas.

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      • colono permalink
        28 Novembro, 2017 11:36

        Ja agora aos seis milhões benfiquistas!

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  8. maria costa permalink
    27 Novembro, 2017 15:59

    Os prédios antigos tem proteção antissísmica -o sistema gaiola.

    Conheço um caso do início dos anos 90:
    – um imóvel do século XIX é intervencionado;
    – é-lhe concedido um subsídio de reabilitação pago pela CML, depois de inspeção prévia;
    – as estruturas de tabique são retiradas para fazer nova planta;
    – as estruturas de gaiola, nas ‘paredes mestras’ são também retiradas;
    – o prédio começa a inclinar-se em várias direções: as portas não fecham, há fisgas no fundo ou cimo de portas; os lintéis não estão retos; os vidros estalam nos caixilhos -por deformação de madeiras.
    -Finalizadas as obras -que têm outros problemas de segurança- não houve vistoria/inspeção, mas os documentos dela existem …

    Querem a morada? É que como esta há centenas!

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    • Manuel permalink
      27 Novembro, 2017 16:04

      A situação na baixa de Lisboa agravou-se com a transformação dos andares para alojamento local, há uma apetência pelos espaços amplos.Felizmente já estou longe.

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      • 27 Novembro, 2017 16:30

        Exacto: tem sido um abuso abrir espaços dentro de andares e não só, muito antes do alojamento local.

        Bem, então não desejo que venha a Lisboa nesses momentos…

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    • 27 Novembro, 2017 17:56

      Errado maria costa. Apenas os prédios da baixa pombalina têm esse sistema. Os restantes não.

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      • maria costa permalink
        28 Novembro, 2017 16:53

        Errado, caro: o mais antigo conhecido, anterior a 1755, está na Ajuda.
        Há prédios com estrutura gaiola em Santa Apolónia -este de que falei e outro que vi remodelar recentemente e que é do Séc. XVIII.
        Já vi também na Graça -prédio demolido.

        Aliás veja em portais de imobiliário vários apartamentos em que não retiraram as estruturas, que são mostradas.

        O Pombal não inventou nada.

        Tente falar com mestres construtores antigos -há ainda alguns em Portugal vivos. Embora a tradição passe por via masculina, viver com avós, tios-avós e primos avós a conversar, aprende-se e está-se mais atento no quotidiano

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      • 29 Novembro, 2017 19:05

        maria costa não duvido desses exemplos que lhe foram relatados por via familiar e de outros. E de facto não terá sido O Marquês de Pombal o inventor, pois nem sequer era mestre de obras, era um governante e a sua especialidade era mandar cortar cabeças. Mas foram os engenheiros por ele contratados que aproveitaram o saber da construção naval e o aplicaram aos edifícios que foram construídos depois de 1755. Todos esses exemplos que menciona, como esse do Séc. XVIII, se tinha a gaiola com propriedades anti-sísmicas, foi erigido com recurso às práticas utilizadas DEPOIS do terremoto. Poderiam existir outras estruturas anteriores com inclusão de peças de madeira, como o tabique e similares, mas o sistema de gaiola Pombalina com propriedades anti-sísmicas só após 1755. Se tiver dúvidas consulte este artigo do Núcleo de Engenharia Sísmica e Dinâmica de Estruturas do LNEC.

        http://www-ext.lnec.pt/LNEC/DE/NESDE/divulgacao/gaiol_const_sism.html

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      • maria costa permalink
        2 Dezembro, 2017 15:45

        Com todo o respeito pelos eng. do LNEC, eles não são historiadores. O sistema de estruturas de madeira para reforço de edifícios, existe, no edificado antes de 1755.

        Estas estruturas de madeira não são vulgares na construção dos sul de Portugal, que usa tijolos e cúpulas. Por isso os fornos de pão, no norte eram feitos por alentejanos. E já vi enormes vãos cobertos por um telhado, assente numa intrincada estrutura de madeiramentos. esta técnica
        é típica do norte de Portugal (e da Europa). Um dia no Ribatejo, e perante o meu assombro, o maioral disse que o edifício tinha sido feito por ‘galegos’ que é o nome que no Ribatejo se dá aos portugueses a norte da lezíria. Eles não tinham técnicos para tal.

        Não esqueça que mesmo na Maçonaria especulativa a Arte da carpintaria precede a da cantaria.

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      • 2 Dezembro, 2017 16:43

        Os Engºs do LNEC não são historiadores, e você é? É que tirando as suas referências aos seus “avós, tios-avós e primos avós ” não existe em parte alguma sustentação ao que diz. Acho que continua a fazer confusão com as construções que usam madeira na sua estrutura e a invenção da chamada “gaiola Pombalina” que está bem definida no tempo e não existem dúvidas nenhumas a esse respeito por mais que você ache o contrário. Volto a dizer, estruturas em madeira sempre houve, aliás os prédios mais antigos do mundo são em madeira e foram feitos na China, ainda existem, mas a gaiola pombalina só após o sismo. Tal como eu disse antes e repito:

        “Poderiam existir outras estruturas anteriores com inclusão de peças de madeira, como o tabique e similares, mas o sistema de gaiola Pombalina com propriedades anti-sísmicas só após 1755.”

        Nem vou comentar os telhados assentes em vãos e a referência à Maçonaria. Se quer ter razão à força e atirar alhos para cima de bugalhos vai mesmo ficar a falar sozinha…

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  9. 27 Novembro, 2017 16:26

    Uma pergunta “a quem de direito”: o que têm feito os governos para preparar psicologicamente as pessoas quando sentirem (e livrarem-se) dum sismo ? Têm receio de pegar “o touro pelos cornos”, de assustar o maralhal, aconselhando só o refúgio debaixo de mesas, não utilizar elevadores, mais lanterna, água, rádio, telemóvel carregado, fuga para espaços sem prédios, etc. ?

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  10. Rui permalink
    27 Novembro, 2017 17:54

    Óptimo artigo e chamada de atenção.
    A estrutura de todos os edifícios com 3 ou mais pisos em zonas sísmicas deveria ser obrigatoriamente fiscalizadas de 10 em 10 ou de 15 em 15 anos.
    Deveria ser facultada informação básica (repetidamente) à população de cada município sobre o que fazer em caso de cada catástrofe. Portugal tem diversos orgãos de comunicação social que custam centenas de milhões ano aos contribuintes e não é divulgada informação básica à população sobre o que fazer em caso de sismo, incêndios, cheias etc. (Esta medida por exemplo teria um custo zero para o contribuinte). temos telejornais tão longo porque não incluir em cada um uma peça de 2 ou 3 minutos com estas recomendações?

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    • Cristina Miranda permalink
      27 Novembro, 2017 18:17

      Exatamente. Prevenção.

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    • Tiro ao Alvo permalink
      28 Novembro, 2017 21:48

      “temos telejornais tão longo porque não incluir em cada um uma peça de 2 ou 3 minutos com estas recomendações?”
      Não temos essas peças, mas temos “tempos de antena” super-educativos.

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  11. Sigmund Vienna permalink
    27 Novembro, 2017 18:08

    Sendo um tema sem dúvida preocupante, isto não é uma questão essencialmente nacional, pois o Norte do país não está em zona sísmica, além do seu solo granítico, que impede ou amortece a propagação das ondas sísmicas.

    Deveria, pois, ser um problema da responsabilidade essencial das zonas potencialmente perigosas, como Lisboa.

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  12. Monti permalink
    27 Novembro, 2017 18:23

    «discutido com um governo mandaram-no calar»
    Filosofia-cultura Bloco Central instalada, tal como a ‘bovinidade’ invocada no Blas.
    João Cravinho, não mandou embora da JAE, o general Garcia dos Santos (seu colega no Técnico) que tinha convidado para a limpar? E depois, como ia fluir o dinheiro para a tesouraria do PS?
    De um recente ex-deputado PSD, perante a deixa de que fossem as universidades a estudar e apresentar alguns projectos aos ministros: estradas-auto-estradas / caminhos de ferro / aeroportos…Pois, mas assim, poderiam não satisfazer devidamente certos interesses.
    ‘Fabricados’ como são, gabinetes ministeriais & gabinetes externos privados, ao sabor de que interesses? senão com % para as máquinas partidárias e facilidades futuras de emprego?
    Que o País é pequeno e a Oportunidade o seu profeta.

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  13. Aventino permalink
    27 Novembro, 2017 18:29

    Não me perguntem como soube. Digo-vos de fonte segura que está previsto um grande
    terramoto para as 5,07 horas do dia 19 de Março do ano 2397, cujo epicentro será
    a 8 km a sudeste da aldeia de Tenhamjúizo, concelho de Nãosejamgeringonços.

    Não peçam demais à vida, aceitem o que ela vos dá.

    D. Cristina; desculpe a ousadia, desta vez a menina foi um pouquinho… avoila!
    Não desista nunca!

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    • 27 Novembro, 2017 18:40

      Caro “Aventino”: você come trampa às colheres ou levar na bilha encolhe o cérebro?

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      • 27 Novembro, 2017 20:13

        Aventino,
        Já não lhe interessa com quê, qualquer coisinha serve para aparecer ?

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      • Aventino permalink
        27 Novembro, 2017 20:35

        Façam fila à porta do infarmed, preencham a papelada, acedam ao funcionalismo e vão para o Porto. Aí pouco treme.
        Os cagões tremem, logo vem aí terramoto.
        Abaixo de Coimbra, ressalvando Leiria tudo treme de medo.
        Tenho outra profecia para divulgar mas vocês não merecem.
        Sejam dinâmicos e criativos e não batam palmas nos funerais.
        Ou é nervoso miudinho ?

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      • 27 Novembro, 2017 21:14

        ó Aventino,
        vc. não conhece de todo os perigos e os tremeliques a Norte e nas áreas de Coimbra !…
        Cá vai uma profecia: em finais de 2019, o AC-DC, desgostoso por não ser mais uma espécie de PM, atira-se ao Mondego. Salvam-no. Apanha o ALFA, chega ao Porto, atira-se ao Douro. Novamente salvo. Vai para Vigo e numa noite é pescado numa rede de apanha da pescada-ó-freguês-coisa-linda !

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      • Aventino permalink
        28 Novembro, 2017 11:57

        Já te mudaram hoje a fralda?

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  14. Castrol permalink
    27 Novembro, 2017 18:40

    À semelhança do que se passou para a floresta, proponho seja criada mais uma empresa pública para tratar da problemática dos sismos.

    Tal como na nova empresa pública que vai gerir as florestas, os resultados serão nulos ou medíocres, mas sempre se consegue mais umas dezenas de empregos para aos Boys da JS, pois a vida não está fácil…

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  15. André Miguel permalink
    27 Novembro, 2017 19:17

    Arrisca? Eu acho mais que certa. Só não sabemos quando, mas o focus group para gerir a imagem depois disso já deve estar criado algures.

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  16. carlos alberto ilharco permalink
    27 Novembro, 2017 19:29

    Prever um sismo para 2018, é obra.
    Havia outro que previa coisas ainda piores que era Portugal desaparecer e durante dezenas de anos andou a mostrar os gráficos nas TV’s.
    Já desapareceu e nós ainda por cá andamos.
    Em 2019 ou 20 ou 21 certamente que Mário Lopes ira corrigir as previsões e explicar porque não aconteceu.
    Especialistas em catastróficas previsões, existem aos milhares,
    Uns até prevêem o fim do Mundo.
    Estou a ver aqui a capa do Expresso Revista de Maio de 2013 em que o especialista João Ferreira do Amaral previa a saída de Portugal do Euro.
    Gostava imenso de saber a previsão dele sobre terramotos.

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    • 27 Novembro, 2017 20:05

      Caro carlos alberto ignaro: o Prof Mário Lopes NÃO é um sismologista. Mas é a maior autoridade do país sobre o comportamento de edifícios e outras estruturas erigidas pelo homem durante um sismo. Ele baseia o que diz em previsões de especialistas em sismos. E não é preciso ser especialista para saber que são ocorrências cíclicas que derivam do movimento constante das placas tectónicas. E qualquer pessoa minimamente informada sabe que a grande Lisboa e o sul do país está numa zona de forte actividade sísmica com alta probabilidade de sismos catastróficos. O sismo acontecer não é uma possibilidade é uma certeza. E por haver gente idiota como você é que os nossos políticos se têm borrifado para o assunto.

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      • carlos alberto ilharco permalink
        27 Novembro, 2017 21:47

        Caro anónimo.
        Eu considero muito o senhor professor que aliás nem conhecia.
        E sim eu sei que vai haver um sismo.
        Olhe para não ir mais longe hoje já houve um abalo no Parlamento.
        Aposto que o caro anónimo também percebo muito de sismos, do que não percebe é de civilidade.
        Não confunda com civilização.
        Por vezes a má educação vem associada à ignorância.

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    • Cristina Miranda permalink
      28 Novembro, 2017 17:09

      O seu comentário é tão parvo que não merece resposta. Não se brinca com coisas sérias. Ninguém AFIRMOU q seria em 2018. Vá LER em vez de dar só atenção ao título.

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  17. Kapagrillos permalink
    27 Novembro, 2017 19:30

    Ora cá está uma preocupação que não partilho com a D.Cristina.

    Esteja descansada.

    O PESO DO ESTADO é tanto, com tendência a aumentar ainda mais, que qualquer sismo, mesmo superior ao de 1755, apenas conseguirá uma tremideira.

    Se o nosso PM estiver sentado na capital ao lado do Ministro Cabrita, então a inércia desta massa manterá a salvo toda a região.

    Nem tudo é mau.

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  18. Leunam permalink
    27 Novembro, 2017 19:41

    Cristina

    Meus parabéns por mais um excelente texto.
    Muito do que tinha para falar sobre este assunto já está comentado, e bem, pelos Srs. comentadores acima.

    Lembro apenas:

    a) Há inúmeros filmes e vídeos que mostram a forma como os japoneses ensinam, desde os bancos das escolas, os cidadãos a resistir a sismos. Será difícil copiar e difundir?
    Em todas as as Escolas de todos os níveis deviam ser dados Cursos teóricos e práticos sobre SEGURANÇA (individual e colectiva).

    b) Qualquer instalação de gás ao domicílio está obrigada a ser inspeccionada de 5 em 5 anos. Não seria possível complementar esta inspecção com pessoas habilitadas e credenciadas para avaliar o risco de incêndio e sísmico da habitação e do edifício em que ela se insere e fazer as recomendações razoáveis adequadas?
    Para que é que serve a Taxa Municipal de Protecção Civil que ainda no passado mês tive de pagar?
    Quando necessitei dos serviços de Bombeiros para me abrirem a porta de entrada de casa porque a fechadura ficou bloqueada, apareceram-me 4 bombeiros e 4 polícias (oito homens) e tive de pagar cerca de 90€ por 5 minutos de trabalho, ao qual não fui autorizado a assistir!!!!.

    c) Por causa da “moda” do Alojamento Local, muitas paredes têm sido deitadas abaixo. Conheço um edifício de apenas 3 pisos e 9 habitações em regime de Condomínio onde se demoliram, à força de marreta, 3 paredes em 3 apartamentos.
    Foi comunicado à Câmara Municipal por um condómino e quem é que veio ver as “obras”?:
    a Polícia Municipal…
    Pergunta-se: tem a Polícia Municipal habilitações adequadas para dar um parecer sobre a estabilidade do edifício?

    d) Falta de água no País:
    O que é que o Governo e as Autarquias já planearam em termos de interligações entre rios, cisternas, dessalinização da água do mar, controlo de consumos em campos de Futebol, campos de Golf e controlo de perdas e roturas?
    Porquê regar os jardins municipais e lavar as ruas das cidades com água tratada?

    e) Para terminar:
    Já se esqueceram da trapalhada que foi a construção das 2 torres do Instituto Superior Técnico em que o Presidente da Câmara Municipal afirmou que não tinha tido conhecimento de que se iam construir e constou que se iniciaram os trabalhos sem as licenças camarárias devidas?
    Belo exemplo, dado numa Escola de Eng. Civis…

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    • 27 Novembro, 2017 20:06

      Subscreveria muito do que escreveu, mas, pouco “consumo” de água para regar relvas de estádios de futebol ? Leunman assistiria a uma violenta revolta popular em quase todo o país, se as relvas secas ou quase, inviabilizassem o consumo semanal de futebol !

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    • carlos alberto ilharco permalink
      27 Novembro, 2017 21:56

      A fiscalização de 5 em 5 anos é obrigatório mas ninguém a fiscaliza.
      As próprias fornecedores de gás continuam a fornecê-lo sem se preocuparem com isso.
      Portanto um condómino pode estar até à eternidade sem ser fiscalizado.
      Não é necessária licença nenhuma para obras interiores desde que não toque em paredes mestras.

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    • Cristina Miranda permalink
      28 Novembro, 2017 17:06

      Muito bom comentário. No fundo é isto: se não temos 1 Estado que nos proteja, temos de ensinar as pessoas a protegerem-se e EXIGIR a quem constrói edifícios a APLICAÇÃO da lei pela segurança de todos. Quando nós cidadãos aprendermos a exigir, tudo melhora. Porque o mercado depende de quem compra. Imagine se os clientes começam a rejeitar casas sem protecção contra sismos que alternativa resta ao mercado imobiliário se não começar a aplicar a lei para não perder clientes?

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  19. 27 Novembro, 2017 19:47

    Previsões de sismos….

    Quando pensamos que já vimos tudo por estes lados, surge esta… previsão de sismos!

    Lindo!!!!

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    • Cristina Miranda permalink
      28 Novembro, 2017 17:02

      Tu mesmo assim não me resistes. Pareces uma sombra que anda por todo o lado onde publico… Muito interessante.

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  20. Francisco permalink
    27 Novembro, 2017 19:49

    Parece-me injusto culpabilizar alguém pelos riscos naturais que todos vivemos. Desculpe a meu desastroso sincronismo temporal, mas curiosamente até o movimento da placa tectónica, também converge o seu movimento em direcção ao centro da europa…

    Creio que a generalização crescente dos perigos, promovidos hoje em Portugal pelos referenciados órgãos de notícias, ainda não atingiu a qualidade harmoniosa da cadência rítmica exigida na patinagem sincronizada no gelo. Infelizmente, a nota técnica tem penalizado os “acrobatas”, e espero que não atinjam a nota máxima.

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  21. 27 Novembro, 2017 20:23

    Hoje, o PPassosCoelho esteve excelente na ARepública !

    Reparei mais uma vez nas diferenças como o AC-DC e o PPCoelho falam. O chefe da geringonça, coitadinho se comparado…

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    • José da Costa permalink
      27 Novembro, 2017 20:59

      O Passos Coelho na oposição,
      faz mais por Portugal que o Costa no governo.

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      • 27 Novembro, 2017 21:18

        …Escreva coisa semelhante mas em código, senão surgem uma série de comentários do abelindobolotacoiso…

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      • 27 Novembro, 2017 21:59

        Pois faz.
        Especialmente uma coisa.
        Desaparecer!

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  22. Procópio permalink
    27 Novembro, 2017 22:55

    Isso das preocupações com os sismos é um grande exagero. Os sismos respeitam o xuxialismo mesmo quando ele não se dá ao respeito.
    Os sismos só acontecem com a direita!
    Olhem para o grande líder, para o cabrita, para o santos silva, para o césar e sintam a infável sensação de conforto, de confiança.
    Foi pena o nº 1 ter desandado, coitado, mas também não se pode ter tudo.
    As garinas adoram sismos na cama e rezam para que volte depressa.
    Está tudo a correr bem mas a vida está cara.

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  23. Paulo Valente permalink
    28 Novembro, 2017 00:04

    Cara Cristina Miranda
    A menina é formada em engenharia civil, sismografia ou estatística?
    Deixe lá, é óbvio que não tem formação em nenhuma dessas áreas. Então o Eng. Mário Lopes disse que irá haver um sismo de grande magnitude no próximo ano? Aconselho-a a colocar a pergunta directamente ao Eng. Mário Lopes. Ou melhor ainda, envie-lhe primeiro uma cópia deste seu artigo, que é para ele saber qual o nível da sua ignorância.
    E sim, é verdade que quando um edifício antigo é reabilitado, não é necessário fazer a verificação de segurança aos sismos. Essa foi uma decisão do governo de Passos Coelho (ver Lei n.º 32/2012, Diário da República n.º 157/2012, Série I de 2012-08-14). À época, vários investigadores do LNEC e praticamente todos os professores catedráticos de engenharia estrutural das várias universidades portuguesas apelaram ao presidente da república, Cavaco Silva, para que não promulgasse a lei, por considerarem que se estava a permitir uma situação demasiado perigosa. Os argumentos do governo e ao que sei do presidente da república foram coincidentes: a obrigação da verificação da segurança sísmica tornaria a reabilitação demasiado cara e pouco atractiva para os investidores.
    Da moralidade ou imoralidade das decisões de Passos Coelho e de Cavaco Silva, poderá a Cristina Miranda decidir.

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    • 28 Novembro, 2017 00:37

      Caro Paulo Valente… o artigo da Cristina é baseado no que o Prof Mário Lopes disse na referida entrevista. Você não é formado em artes circenses no entanto isso não o impede de fazer figura de palhaço, pois não? Caso contrário não sugeria à Cristina enviar uma cópia daquilo que o próprio disse, pois não? E quanto ao que diz… se tivesse realmente lido o artigo em vez de vomitar azedume esquerdalho, teria percebido que o Prof Mário Lopes alerta o estado há mais de 20 anos. Desde o tempo do Guterres. Sabe? Aquele Engº que não sabia fazer contas e que foi um dos coveiros deste país e que agora é marionete nas ONU…

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      • Paulo Valente permalink
        28 Novembro, 2017 03:07

        Caro Ludwig Trinity, o Prof. Mário Lopes não disse aquilo que a Cristina diz que ele disse sobre um sismo semelhante ao de 1755 ocorrer em 2018.
        Sim, o Prof. Mário Lopes e outros engenheiros alertam o estado há mais de 20 anos. Alertam o estado para o facto de os edifícios de contrução anterior a 1958 não terem sido calculados para resistirem a sismos. E isso acontece porque só nesse ano entrou em vigor um regulamento que obrigava a esse cálculo.
        Mas o que o Prof. Mário Lopes também diz é que:
        “A legislação sobre reabilitação urbana é exatamente o reflexo disto. Quando a legislação foi discutida em 2012 e se abriram exceções ao regime jurídico da reabilitação urbana, fomos ouvidos pela Assembleia da República e propusemos que o reforço sísmico passasse a ser obrigatório em obras a partir de um certo valor ou de uma certa dimensão.
        O Governo rejeitou isso. As obras continuam a ser feitas sem reforço sísmico nos edifícios antigos para poupar dinheiro. Nitidamente estimular a reabilitação urbana, mesmo que seja mal feita e seja só um peeling aos edifícios, pondo em risco a vida das pessoas. Isto é feito deliberadamente. Os governos sabem o que estão a fazer e sabem que vai morrer gente por causa disso. E fazem-no.
        A lei 32/2012 diz muito claramente que numa obra de reabilitação urbana não é preciso respeitar a legislação posterior à construção original. Para qualquer edifício cuja construção original seja anterior a 1958, como a legislação tinha grau zero de exigência de proteção sísmica, pode continuar a ser zero.”
        E meu caro, não se trata de azedume esquerdalho. Trata-se de azedume de engenheiro civil.

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      • Paulo Valente permalink
        28 Novembro, 2017 03:19

        O Prof. Mário Lopes e outros engenheiros alerta também os governos há mais de 20 anos, para o facto de não haver uma fiscalização da construção. Mas isso compreende-se, é o funcionamento típico da economia de mercado, do laissez faire. O problema é que neste tipo de assunto, o mercado não elimina aqueles que produzem um mau produto, dado que o produto pode nunca vir a mostrar o quão mau é durante dezenas de anos. No dia em que um abalo sísmico fizer o prédio mau ruir, o seu projectista, o seu construtor e o seu promotor já estarão reformados há muito.

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      • 28 Novembro, 2017 13:42

        Muito bem.
        É assim que se cala um periquito.

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      • 28 Novembro, 2017 13:59

        Então estamos de acordo Engº Paulo Valente. Quanto à previsão de 2018 é meramente académica. Baseia-se na lei das probabilidades e são os próprios sismólogos que as determinam. Mas como todos sabemos a lei das probabilidades é extremamente falível no caso dos sismos. E são os próprios sismólogos a admiti-lo. Mas no que às estruturas diz respeito concordo com tudo o que disse pois é a pura verdade.

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    • Cristina Miranda permalink
      28 Novembro, 2017 16:56

      O seu comentário pouco elegante revela que ao ler o texto não abriu io link que lá deixei da entrevista ao Engº Mário Lopes pela RTP. Se o tivesse feito veria que este artigo é TODO ele com base no que lá foi dito. É o que acontece quando só se lê os títulos. Podia ter dado sua opinião de outra forma sem ofender, sabia?

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  24. Arlindo da Costa permalink
    28 Novembro, 2017 04:55

    Sismos? Tenho que avisar já Sua Excelência, o nosso Primeiro-Ministro!

    Não vá o Diabo (Passos Coelho) tecê-las!!!!!

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  25. carlos alberto ilharco permalink
    28 Novembro, 2017 16:52

    Este foi o melhor post da autora.
    Outros aproveitaram para nos ensinar.
    Fiquei a saber que os sismos não matam.
    O que mata são os prédios que desabam por causa do sismo.
    Mata os que estão lá dentro e até os que vão a passar na rua.
    Prédios com mau feitio.
    Não se faz.

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    • Cristina Miranda permalink
      28 Novembro, 2017 17:10

      Reitero: és um pobre idiota.

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      • carlos alberto ilharco permalink
        28 Novembro, 2017 19:05

        Não era para si, a não ser que use e assim penso que faz nicks falsos.
        Por isso não percebo as suas dores.
        Serão menstruais?
        Já se tinha notado que não é a educação o seu forte.
        Lastimo que neste blog que primava pela elegância a deixem escrever.
        Com essa idade já não tem emenda.
        Passe bem.

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      • Cristina Miranda permalink
        29 Novembro, 2017 11:27

        Se o comentário não era pra mim, peço desculpa, pois entendi que sim. Agora deixe lá a vitimização de lado porque é legítimo defender-me de comentários menos elegantes, ou não? Tenho de me calar mesmo q sejam incorrectos comigo, é isso? Quanto à sua opinião sobre mim, deve estar a confundir-me. Não sou mal educada com.ninguém. Respondo sim à letra daqueles q me tentam ridicularizar. Sou do Norte. Não sou mulher pra comer e calar. Respondo de acordo com as circunstâncias.

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      • carlos alberto ilharco permalink
        29 Novembro, 2017 15:06

        Obrigado.
        Foi imprudente, acontece.
        E sim por vezes perde as estribeiras e excede-se.
        Como sabe ou devia saber, nunca devemos descer ao nível de quem nos insulta, estão no seu habitat e por isso arriscamo-nos a perder.
        Não leve a mal mas a senhora parece aquele ser da mitologia, até à cintura é uma Câncio à moda do Porto, para baixo é um Henrique Medina de saias.
        As versões originais são más, as cópias dificilmente as melhoram
        Melhores cumprimentos.

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      • 29 Novembro, 2017 19:23

        carlos alberto ilharco você é aquilo a que na internet se designa por “attention whore”. O que numa tradução livre corresponde a uma “puta de atenção”. Ou seja prostitui-se em troca de atenção. Só que neste caso não é o corpo que prostitui mas sim o bom senso e a lógica. Assim, diz propositadamente as maiores alarvidades, mesmo sabendo que o são, em troca de receber atenção. Mesmo que negativa. Nada o deprime mais do que não receber feedback ao que escreve e exulta quando lhe respondem mesmo que seja a insultá-lo. No entanto, como como qualquer puta que se preza, gosta de dar a entender que é uma pessoa normal, por isso até se entretém a dar lições de moral e civilidade a outros, quando passa o dia a abrir as pernas à conversa agressiva e insultuosa.

        Não é meu hábito frequentar prostíbulos, por isso não contribuo para essa actividade. Como tal… perdeu o cliente.

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  26. Luis permalink
    29 Novembro, 2017 04:06

    Nao e necessario ir buscar um sismo. Sempre que ha NAO negativo forte, e as depressoes passam no Golfo de Cadis, o mar faz das suas na costa algarvia. Decadas atras levou a armacao da Abobora, povoacao que ate tinha comercio. Em 1995 ou 1996 engoliu a peninsula em frente a Cacela Velha, que foi depois refeita por ordem do Ministerio do Ambiente. Em 2010 ou 2011, ja nao me recordo bem, o mar levou o que estava construido na ilha barreira em frente a Fuzeta. Se recuarmos no tempo, encontraremos outros exemplos. Santo Antonio de Arenilha, na foz do Guadiana, tera sido levada pela ondas. Sera uma questao de tempo ate que se de uma desgraca nas ilhas barreiras da Ria Formosa.

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  27. 29 Novembro, 2017 16:12

    Um sismo que destrua Lisboa deve ser a única forma de conseguir descentralizar.
    Tenho de confessar que não gosto de Lisboa. Tive que lá viver uns anos, no paraíso terreno que era Chelas, quando ainda havia aquela favela pegada ao bairro. No autocarro para a Baixa havia sempre uns grupos de putos que se divertiam a fazer a vida negra a todos, e quem protestasse via logo uma dúzia de ponta-e-mola apontadas – e não era bluff. Do Rossio para o Camões era uma salganhada de gente, carros, pedintes, putos da cola, e tudo a caír de podre – e depois ardeu. E tínhamos o Tolan para desanuviar as vistas. Aquilo estava tão podre que para uma visita de Estado ao Teatro Nacional de S. Carlos cobriram a praça toda com papel de parede – a sério. Quando começou a descascar era uma javardice.
    À volta para Chelas sweet home, já escuro, era pior que um filme do Indiana Jones.
    Agora, com as maluquices do Costa e do Medina, mais os turistas, não se pode ir à Baixa sem levar a marmita e um camelback. A coisa passou do 8 ao 80 sem parar na casa de partida.
    Francamente, houve muitos fins-de-semana em que desejei que os russos se enganassem e despejassem um ICBM naquilo. Não desejo assim tanto mal à humanidade, mas pelo menos era uma boa desculpa para não voltar a pôr lá os pés.
    Agora que já não tenho que lá pôr os pés lamentaria muito que fosse tudo abaixo, mas duma coisa tenho a certeza: os escombros continuariam a pagar IMI.

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