Quem paga o resto?
2 Dezembro, 2017
A Câmara Municipal de Lisboa já anunciou que irá contribuir com 5 milhões de euros para a organização do festival da Eurovisão. Um festival cuja organização foi atribuída a Lisboa sem qualquer tipo de concurso (ao contrário do que aconteceu em todos os outros países que a organizaram). Os últimos festivais da Eurovisão custaram entre 30 e 50 milhões de Euros a organizar. Fica a questão: se a Câmara Municipal de Lisboa paga 5 milhões de Euros, quem paga o resto da fantochada centralista? Não é difícil de adivinhar: será o mesmo palerma do costume.
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Os outros foram pindéricos. Podemos fazer muito melhor!
Além disso, 70 ou 120 milhões não é nada em relação ao que podemos ganhar em prestígio capitalizável em alegria.
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Obviamente esse tipo de festival com transmissão para praticamente toda a Europa e para outros continentes, não podia ser cartão de visita para o Porto ou Braga, ou Faro ou Caldas da Rainha, neste caso alguma indecência em barro com 40 centímetros televisionada colocaria em causa a afabilidade tuga. Portanto, a capital capitaliza e m’ai nada ! Em troca, o governo geringonço manipula um lobby para o festival 2019 da canção tuga efectuar-se no Coliseu do Porto ou no Teatro-Circo em Braga.
Quem paga a factura para além das receitas oriundas da transmissão televisiva, dos sponsors do festival e dos tais 5 milhões camarários ? — claro, pago também eu embora mande o dito festival bugiar.
A propósito de Câmara de Lisboa, vidé o jornal “i” de hoje, ordenados catitas, carago !
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Num post do VCunha colocado anteontem sobre o falecimento do Zé Pedro, manifestei o meu sentimento por uma morte esperada: um X para o Zé.
Nesse post surgiu ontem um comentário de Óscar Máximo que coloca muitas causas: “país em crise de valores para haver tamanha comoção pela morte dum ‘tipo porreiro’.
Este não é (para mim) o momento para dissecar a importância da música e letras dos Xutos, porquê o grupo que mais público tinha, quanto ganhou e deu a ganhar, onde começou e acabou o “espírito” punk rendido à massaroca e a esquemas que movem a sociedade (e a política partidária) tuga, porque à excepção do Rock in Rio brasileiro não actuaram para públicos exclusivamente estrangeiros, a ausência em livros estrangeiros sobre o rock e o punk, porquê as condecorações dadas pelo JSampaio, etc., etc.
Ontem, uma declaração patética do ministro da Cultura sobre a “evolução da música electrónica” devida ao Zé e aos Xutos, mais o MCThomaz anunciando que “já se está a pensar numa grande festa para o ano” para homenagear o Zé Pedro, mais o desfile de governantes e doutros políticos, revelam que de facto há crise de valores com muita ignorância e oportunismo.
Na música lusa há autores e intérpretes muito melhores, históricos e fundamentais do que os Xutos. Quando morrerem claro que não terão multidões nas exéquias, mas…quais serão os comportamentos de políticos, líderes partidários, do governo e do PR de então ?
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Pois é somos assim . Mais vale cair em graça do que ser engraçado . Em pleno acordo com o post .
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O destino dos tugas, serem palermas.
Mas vai haver muita festa com luzinhas e tudo, vai.
“Acabada a festa, desarma o trono”
A festa dura enquanto o tio draghi mandar foguetes.
Decisão de reduzir tamanho do QE não foi unânime, diz Draghi 26/10/2017- 12h17min
Lá chegará o dia.
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Lá vem um aumento da taxa do audiovisual sobre semáforos e escadas comuns. E eu que nem vejo esse eurocirco há décadas.
Portugal, para bem da economia, devia perder certos eventos. Festivais, Expos, campeonatos internacionais de futebol, são sempre apresentados como rentáveis e promotores do turismo, mas,
– tem-se visto que são rentáveis para alguns e um buraco financeiro para o país
– pensava que já não queriam mais turistas
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A minha pergunta não é “quem paga o resto ? “.
Como lisboeta, a minha pergunta é “quem paga os 5 milhões e o resto ?”
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A pergunta é um bocadinho retórica.
Eu não sei, mas com tanta gente inteligente e informada que por aqui há, basta irem ver quem pagou nos outros países.
Não deve ser muito diferente do que vai acontecer por aqui, não acham?
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A inconstitucional gaiense taxa de protecao civil paga uma parte
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Aposto que se fosse no Cartaxo já não havia crise da pinderiquice ser paga também pelo Porto…
Não há pachorra com o atavismo bairrista
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Portugal é uma cidade e o resto bairros. E vai tudo para a cidade.
Lisboa foi dotada de inúmeras belezas. O resto do país apenas tem o valor das suas gentes para contrapor.
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É assim em toda a parte. Na Suécia é estocolmoe o resto é paisagem
A que título devia ser feito no Porto? Porquê? só existe Porto e Lisboa?
Isto é atavismo bairrista cretino.
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Zazie,
Bastava que não fosse Lisboa para suscitar esgares de admiração por parte da parte dos portugueses que ainda não foi contaminada com fumos plúmbeos das tintas das paredes das sedes partidárias. Tal é a regra que nunca admitiu excepção, que a regra é duplamente confirmada.
Sendo Portugal um país excepcional, nada se excepciona, senão a excepção. A excepção, no que toca a Lisboa é tão regularmente excepcional que nem excepcionalmente se verá uma excepção.
É esta a regra do convento xuxa-lisbonês. O gentílico, introduzido pelo João Pimentel, assenta-vos que nem uma luva. Peçam a vossa independência e fiquem todos lisboneses. Todos os portugueses ficam a ganhar.
Direi que depois da indepenência da Lishbua o QI médio português aumentará entre seis e dez pontos, mas posso estar ligeiramente errado.
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O Me,dina dá 5 milhões, o 100tino outros 5, o dux pantominorum mais 5 (claro, pedidos emprestadados à banca) (+ 1 calote pró rol) o Xico Contribuinte entra com o resto dividido por 48 meses na factura da luz
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Não sejam forretas.
A gente morre e fica tudo aqui!
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Arlindo da Costa,
Sinta-se convidado a experimentar.
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Arlindo aproveite e diga isso aos professores, aos médicos, aos juízes, aos polícias, e restantes aparachiques. …Os meus impostos diretos e os indirectos agradecem
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