O meu pai
20 Março, 2018
O meu pai já não está connosco. Esteve setenta e seis anos, partiu há nove e deixou saudades para os setenta seguintes. Enquanto cá esteve, nunca assaltou bancos, nunca desviou aviões, nunca tomou de assalto navios, não violou ninguém, não espancou ninguém e bastava um aniversário para lhe fazer soltar uma ou muitas lágrimas. A mãe dele morrera aos trinta e sete, na altura em que ele já partia pedra, mais novo do que é agora o meu filho.
Pelo que vejo, era um quadradão.

18 comentários
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Isto de lembrar o “dia do Pai”, embora ladrão, não me parece coisa de revolucionária. Será um aburguesamento?
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A burguesia, unida, jamais será vencida! Foice.
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água Morta, salobra, pantanosa putrefacta. Joana, vai dar banho ao cão…
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Esta tipa é um bicho. São como os animais: o pai e a família. Mataram um jovem e ficaram sem remorsos ou até orgulhosos: cobardes.
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quem não é revolucionário morre sem cheta
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Tão bom!
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Apenas nojo.
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vitor, tipas desse género sujam as páginas do blog.
Por agora há 50% de abstencionistas que não ligam nem a fufas nem aos seus desmandos. Pensam que não há-de ser nada e já está a ser.
Diariamente assiste-se à avalanche de notícias ridículas programadas sobre os encantos da kapital, as celebrações de qualquer efeméride desportiva com a presença sempre dos mesmos e um chorrilho de mentiras sobre sondagens e estatísticas avulsas.
Os nossos presstitutos podem não dispôr dos meios da Cambridge Analytica, mas temos que lhes render homenagem: com uma mistura bem doseada de telenovelas, futebóis, julgamentos na praça pública, crimes de faca e alguidar, inundações, velhinhas a morder cães, incêndios eviolações, conseguem distrair o pagode. Fazê-lo pensar que da geringonça só para o cemitério, o melhor é não fazer ondas. A análise de dados de comportamento dos tugas está a correr pelo melhor: direciona a propaganda de modo a arrebanhar os eleitores, fomenta consumidores de banha de cobra, silencia os jogos sucessivos de corrupção aos mais altos níveis e escamoteia o facto do sítio se estar a tornar um narcoestado. Toneladas de pó a entrar por todo o lado e os esgotos da kapital a ressumar alcalóides recreativos.
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um nojo.
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A esganiçada “esqueceu-se” de dizer que a “liberdade” do Santa Maria foi um assassínio, de que o fdp disse, ainda há pouco na casa de putas que já foi convento “é a vida”.
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Ora, ora, quem é que já não matou um tipo inocente porque não concordava com opções políticas ou não assaltou um banco para dar o dinheiro ao povo, mas depois não reconsiderou e ficou com a massa porque dava jeito?
São coisas banais e do dia-a-dia.
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Faltou, na dedicatória, dizer que a ensinou a “perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro”.
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Isso não foi a gémea?
Confesso que não sei, são tantas bojardas que já nem sei qual foi a ave rara que disse uma coisa ou outra…
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O meu Pai a mim ensinou-me que mais vale ser “pobre mas honrado” do que de esquerda…
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Espero bem que a Joana siga o exemplo do seu assaltante pai e, ensine os seus filhos a serem assaltantes de bancos, a desviar aviões e a matar gente que esteja dentro de barcos e, no fim lhes metam (aos seus filhos) um balázio nas fuças.
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Post de mau gosto. Enfim…
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Sinhor Cunha, a quem é que agradeço um “cunha” ??
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A esta digo o mesmo que disse ao lindinho tosta: não apareças por Marco de Canaveses, pois podes ficar a saber com quantos paus se faz uma fogueira.
E não te apoquentes amigo Colaço, de fogueiras percebem eles, e de poda também, mesmo em tempo de chuva, que eles são uns valentões com a força dos outros.
E sabes mais amigo Colaço, quase que escrevia coçalo, nós, os liberais, prezamos a liberdade dos outros por contraposição a os outros também prezarem a nossa liberdade. Mas tenho a certeza que estes bloquinhos fdp’s (fanáticos dos popós) não precisam da nossa liberdade para nada, nem para escolher qual o programa de governação (as eleições não são para primeiro minsitro, quando não são eles os eleitos) pois o povo é quem mais ordena, desde que ordene que são eles quem manda no povo.
Bate palmas povo, assobia povo, dá a pata povo, rosna povo, busca povo, ferra povo, não comas povo, não bebas povo, morre povo: pois para estares aqui sem comer e sem beber mais vale morrer.
“Santa Liberdade”, o que percebe de santidade uma ateia? de liberdade temos a certeza que percebe, Cuba, Venezuela, China, Rússia, Angola, Síria, Turquia, Crimeia (?) é só escolher.
Menina mortágua, o que tu precisavas era de um jugo, de um arado e de uma carroça, e até ficavas a saber andar de mota com rodas quadradas, só para combinar.
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