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Legislar para matar

1 Junho, 2018

Começo por dizer que sou sensível ao sofrimento profundo. Que o conheço porque o senti. Que sei o que é perder toda a esperança e deixar de ver luz. E que de facto confirmo que a vontade de morrer é algo extremamente sedutor quando nada, mas nada mais temos a perder. A morte, naquele momento, parece a salvação a que nos agarramos com toda a força porque estamos fartos, fartos da dor e queremos partir. Sobretudo se somos crentes e acreditamos na vida além da morte. Isso dá-nos alento para prosseguir no nosso objectivo. Mas morrer é irreversível e dou por mim a pensar, vezes sem conta, no que teria perdido se o tivesse feito. Sim, há gente que precisa de ajuda e é urgente resolver essa questão. Mas será legalizando a morte provocada? Vamos reflectir.

Em primeiro lugar não se tratam estes temas sérios e irreversíveis de forma brejeira, num circuito fechado entre deputados e muito menos à pressa. Nenhum partido político colocou a eutanásia no seu programa eleitoral. Logo nenhum está legitimado para o legislar. Se vivemos em democracia como tanto gostam de lembrar não podem agir como pequenos ditadores assumindo ser essa a vontade da sociedade. Não foi dado voz aos cidadãos, não houve debates públicos de esclarecimento sobre as propostas apresentadas, nenhuma televisão fez reportagens sobre o tema ou entrevistas com os proponentes, como raio se atrevem a levar algo para aprovação com o desconhecimento total da população sobre o que é ou não proposto? Quando não se debate o assunto em público surgem dúvidas, receios, medos e são todas legítimas. Quem disser o contrário é desonesto.

Porque o direito a morrer já existe. Todos podemos recusar – sem eutanásia legalizada – tratamentos ou pedir para desligarem as máquinas de suporte à vida. Todos. Assim como, de forma individual, qualquer um pode pôr termo à vida sem consequências para quem fica. Curiosamente, o suicídio individual que não passa ele próprio de um acto de alguém que quer pôr termo ao sofrimento prolongado, é criticado, é condenado social e politicamente. Quem não se lembra das polémicas à volta de Passos Coelho a quem apontavam o aumento de suicídios em Portugal? Ora se é um direito individual que põe termo ao sofrimento de cada um, porque se critica? O acto só é aceitável se for com aval do Estado, é isso?

Ironicamente enquanto à pressa se tenta aprovar a eutanásia em Portugal, as notícias dão-nos conta que há um desinvestimento colossal no SNS que põe em perigo tratamentos oncológicos e 70 000 pessoas sem cuidados paliativos, reduzindo a esperança a quem quer viver! Não é um paradoxo haver uma preocupação desmedida pela morte provocada e um desleixo completo por quem quer viver, faz sentido? Isto para não falar das recentes descobertas científicas que põem termo à dor crónica e que ninguém parece interessado em divulgar, porquê?

Por outro lado, é preciso compreender que não existe liberdade absoluta em sociedade. Isso é anarquia. É viver no caos. Porque as liberdades de uns vão condicionar a liberdade a outros. Por isso, a única liberdade absoluta é aquela que temos em privado. Aquela que podemos dispor como nos apetece, sem restrições. Mas em colectivo, tem de haver ordem. Tem de haver regras. Porque estamos em interacção com outros e esse convívio só é saudável se houver limites. Ora, quando queremos legalizar a morte provocada por terceiros (sem ser por nós), abrimos uma espécie de Caixa de Pandora que atinge todos por igual e cujo resultado só o podemos efectivamente ver na prática. Mas, tratando-se da legalização da morte e sendo ela irreversível, pode ser fatal para toda uma sociedade. Aqui, não se ganha liberdade, perde-se.

É estranho queremos avançar rapidamente sobre esta matéria tão complexa sem sequer querer ouvir quem já a tem em prática como é o caso da Bélgica e Holanda. Curiosamente esteve cá um desses mentores holandeses, o especialista Theo Boer, professor universitário de ética na Holanda e que testemunhou que apesar da lei ser só para casos excepcionais em determinadas situações, viu essa especificidade ser ultrapassada fazendo disparar as mortes não justificadas onde se incluem os dementes. E que hoje pretende-se alargar o direito já existente a pessoas com 75 anos que já não queiram viver! É o terror sobre os idosos em marcha.

Ademais, ninguém olhará da mesma maneira para os médicos e enfermeiros. Quando entrarmos num hospital com diagnóstico grave, jamais nos vamos livrar do medo sem saber se aqueles profissionais que nos calharam na rifa são pró-eutanasia e vão dar tudo por tudo para nos ligar à vida. A desconfiança vai reinar porque todos sabemos que num país com cultura corrupta muitos receberão dinheiro para fazer sumir à luz da lei. Não vale a pena fingir que isso não é possível. Sabemos que sim. Perguntem aos idosos holandeses que migram para lares na Alemanha, por medo.

Esta lei é a antítese da liberdade individual porque coloca na mão do Estado, corrupto, mentiroso, pouco transparente, a nossa tão preciosa vida, dando-lhe poder de decidir sobre ela. Assim, não tardará o dia em que vamos ter de deixar escrito que não autorizamos que nos matem em caso de perda de consciência num acidente, doença grave ou velhice.

Eutanásia é um retrocesso civilizacional. É o assumir do fracasso como sociedade que se demite de proteger, ajudar e cuidar numa era onde a ciência nunca foi tão evoluída e capaz das mais espectaculares descobertas. Porque retirar a esperança às pessoas? É também sinal de hipocrisia quando se criminaliza a prática nos cães a que chamam evolução para a legalizar nos humanos. Não faz qualquer sentido.

Recordo aqui que no AltaDefinição Cristina Caras Lindas contava que quis morrer depois de uma doença terrível que a pôs de coma e quando acordou só mexia a cabeça. Graças à equipa de médicos e enfermeiros extraordinários, que não desistiram, a quem ela agradece emocionada a vida que recuperou, diz-se hoje uma mulher muito feliz por poder usufruir do neto maravilhoso, que entretanto a vida lhe deu e que adora. Caso para perguntar: e se tivesses sido eutanasiada, Cristina?

Não precisa de responder, nós sabemos a resposta.

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34 comentários leave one →
  1. JgMenos permalink
    1 Junho, 2018 09:55

    Entre cães e pessoas se mede o progressismo luso.

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  2. 1 Junho, 2018 10:00

    Aplausos D. Cristina Miranda, sempre bem!

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  3. PiErre permalink
    1 Junho, 2018 10:47

    Há mais investigações científicas:

    https://www.nature.com/news/2006/060703/full/news060703-5.html#

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  4. 1 Junho, 2018 10:57

    1- O que eles querem legislar é uma questão álgica que dizem que a farmacologia ainda não resolve. Pode vir a resolver mas ter ordem para matar é mais rápido e eficiente

    2- Já assisti, em internamento em hospital ao tal sofrimento em estado de doença terminal. Nos casos em questão, nenhuma dessas pessoas tinha capacidade sequer para se pronunciar pois apenas gritava e gemia com dores nos intervalos da morfina. Quem dava autorização para aumento da dose eram os filhso. Era um caso previsto pelos projectos-lei com a diferença que nessas situações ninguém está em condições para passar por burocracias de juntas médicas ou assinar o que quer que seja.

    3- Sei, por andar a viver esse mundo dos hospitais que os velhos são despachados, caso não tenho familiar a vigiar tudo, como eu tenho feito. E, mesmo ficando no hospital até às 11 e tantas da noite, fora da lei, para vigiar, iam matando a minha familiar e deliberadamente.

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    • adelaide permalink
      1 Junho, 2018 13:36

      Zazie,
      Também testemunhei a tentativa de “despachar” um familiar idoso e que esteve em coma 3 dias. Ao fim do primeiro dia sugeriram desligar o suporte de vida afirmando que, na remota hipótese de acordar, ficaria em estado vegetativo. Perante a nossa recusa e vigilância (estava sempre alguém da família) recuaram. Mas, nas 5 semanas que esteve no hospital era frequente a alusão ao alívio do sofrimento, salientando o trabalho que iria dar. Passados 2 meses fazia a sua vida normal, incluindo conduzir. Viveu mais quase 5 anos, sempre independente. Dão trabalho, pois sim, mas nós também já demos.

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      • 1 Junho, 2018 16:46

        Pois é. No caso da minha familiar, da última vez o médico que até é o mais atencioso olhou para ela e disse que estava em coma. Sem sonda nem oxigénio, nem soro.

        Foi aí que a enfermeira que estava com ela lhe responde: “é um coma com mutio apetite, o pequeno-almoço já foi todo”.

        Ele ficou atrapalhado e lá emendou- “é uma resistente, é uma resistente e engana”

        ehehehe

        Mas uma senhora nova que ia lá às vizitas contou que o pai teve um avc e a primeira coisa que o médico lhe pergunta é se queria o pai deficiente para o resto da vida. Isto antes de iniciar qualquer tratamento.

        Ela respondeu que queria o pai vivo e perguntou a que propósito vinha a pergunta. O médico ficou meio atrapalhado e balbuciou que há muitas pessoas que preferem o inverso.

        O pai recuperou de tal modo que ainda faz a sua vida normal e trabalha.

        Dar trabalho é uma coisa. Eu costumo dizer que cumprir o dever liberta. É uma forma de salvarmos a alma e os velhos confrontam-nos com essa possibildiade de rendenção.

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  5. 1 Junho, 2018 10:59

    Não entra. Vou tentar mais uma vez que passe o resto do texto

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  6. 1 Junho, 2018 11:01

    Não passa. Vou cortar o texto a ver se este comentário entra

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  7. 1 Junho, 2018 11:02

    Não entra.

    Aqui vai de novo com mais um corte a ver se passa.

    È estranho este problema técnico

    4- Foi aprovado o criminoso Testamento Vital que o Estado publicita enviando emails para os cidadãos e a Associação de Alzheimer se encarrega de sessões para fazerem assinar pelos velhos já em início de demência, mais essa forma de “autorizar morte” num simples caso de doença em que seja preciso alimentar por sonda. Á minha familiar um médico não queria mesmo colocar a sonda e foi só depois de eu lhe berrar “va de retro” que foi obrigado a praticar esse acto médico contra vontade e sem haver sequer Testamento Vital algum com zero de autorização para o não fazer.

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  8. 1 Junho, 2018 11:03

    Passou. E agora o resto:

    Outros 2 garantiram que ia ficar em estado vegetativo com essa sonda. Passado uma semana de estar em casa, ela própria a arrancou e começou a comer. até agora. Foi em Maio do ano passado. Tem agora 98 anos e alzheimer e mais problemas decorrentes. Pelo meio esteve fina ao ponto de sentada ainda se alimentar sozinha e arrumar tudo na caixinha transparente, colocada na mesinha ao lado do sofá.

    Estava em estado ideal para ser aprovado o abate com critério científico.

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  9. Mario Figueiredo permalink
    1 Junho, 2018 11:05

    Desculpem-me, mas estou emocionado com o abraço sentido entre Pedro Sanchez e Pablo Iglésias e as declarações de Iglesias dizendo que está disposto a fazer parte deste novo governo de Espanha.

    Já estou a ler as cartas de felicitações da família socialista ao PSOE e ao Podemos. Gostaria que a festa fosse na mansão de 600 mil euros do Iglésias. Mas penso que ainda está em remodelação e só ficará habitável após aí uns 200 mil euros em mobília e decoração.

    O que é que isto tem a ver com a eutanásia? Tudo.

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  10. 1 Junho, 2018 11:07

    Isso de termos de deixar escrito que não autorizamos que nos matem tem muita piada. É uma piada pythoniana e tem o equivalente já previsto para quem não queira que lhe saquem os órgãos em estando na situação ideal para serem sacados

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  11. Artista Português permalink
    1 Junho, 2018 11:45

    Bravo Cristina! Sempre bem, sempre objectiva e sempre lúcida. Os herdeiros legítimos do Dr. Joseph Mengele não lhe perdoam e não vão desistir. quem sabe se não seria bom promover desde já um referendo sobre o tema, em lugar de o fazer sobre a hora e a quente.

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  12. 1 Junho, 2018 11:45

    «Ademais, ninguém olhará da mesma maneira para os médicos e enfermeiros. Quando entrarmos num hospital com diagnóstico grave, jamais nos vamos livrar do medo sem saber se aqueles profissionais que nos calharam na rifa são pró-eutanasia e vão dar tudo por tudo para nos ligar à vida. »

    Pois é. Não olhamos nós nem passam eles a tr os mesmos valores em relação a algo que deixou de ser considerado um crime.

    E a própria sociedade muda de valores. Como mudou em relação à condenação moral de alguém abortar.

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  13. 1 Junho, 2018 11:46

    E é esta tirada de sentido moral o mais perigoso e a justificação para o tal natural plano inclinado.

    A isto se chama jaacobinismo. Como ainda ontem o José do Portadaloja muito bem definiu- o jacobinismo é mesmo a tendência do abuso de se legislar o que fazia parte da tradição sem estar inscrito na lei.

    O jacobinismo é a prepotência da ditadura da lei em nome de uma maioria que não é nada nem precisa de ser tida ou achada ou sequer mostrar que os costumes estão ultprassados e existem casos prementes em manifestação de exigência pública para que tudo seja alterado.

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  14. 1 Junho, 2018 12:01

    Por último

    A lógica de mais esta legislação parece-me ser da mesmísima ordem da do Testamento Vital aprovado e para se conjugar com o mesmo.

    Casos em que previamente se assinou o tal testamento, recusando reanimação ou alimentação artificial, se estiverem com doença, podem complementá-lo com pedido de matança em vez de sofrerem com esse deixar morrer à fome, à sede e até deixar de respirar.

    Por outro,

    Não sei se algum dos palermas eleitos que é contra, se lembrou de perguntar aos militantes a favor se já tinham eles prórpios assinado o Testamento Vital que também aprovaram e defendem como excelente meio do mesmo.

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  15. 1 Junho, 2018 12:20

    E a manha desta malta é que é sempre casuística e em plano inclinado.

    A ideia é fazerem o mesmo qeu fizeram com a patranha de aprovarem o casamento para parzinhos de fufas e rabetas.

    Primeiro era só para eles- adultos e livres e nada tinha a ver com crianças ou família.

    A seguir a casuística mostrou a incompatibilidade entre a noção legal de casal e a proibição desse casal adoptar.

    Agora vai na barriga de auguer para o mesmo que era só uam figura de estilo e por amor entre 2 pessoas

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  16. 1 Junho, 2018 12:22

    Neste caso a manha conjuga Testamento Vital antecipado com situação de matar sem doer

    Se já assinou o Testamento e existe a permissão legal de matarem sem dor, a que título os médicos o não irão fazer a quem já tinha dito que nem queria ser salvo?

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  17. Andre Miguel permalink
    1 Junho, 2018 14:25

    Quando discuto com amigos este tema e vêm com o argumento da liberdade individual, respondo sempre: “precisamente por ser uma escolha individual não me peças para contribuir para isso com os meus impostos, vai a uma clínica privada e paga tu todas as despesas inclusive a cápsula de cianeto. Eu pago impostos para a vida, não para a morte.”
    Respondem que sou um cínico.

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    • Raghnar permalink
      1 Junho, 2018 16:00

      Isso, e se é uma questão de “liberdade individual” deveria ser de acesso universal e incondicional, não faz sentido a questão do “sofrimento”.

      Não é, como bem sabem eles…

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    • 1 Junho, 2018 16:38

      É proibir médicos de salvarem vidas e serem obrigados a matar.

      Muito rapiadamente podem dizer que é inconstitucional permitir que uma pessoa não seja reanimada nem alimentada por seu desejo de deixar morrer e impedi-la de ser morta de forma indolor por ainda não ter o tal sofrimento extremo ou estar em estádio terminal de doença.

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      • André Miguel permalink
        1 Junho, 2018 22:30

        Exactamente.
        Sempre certíssima nos seus comentários, que tenho lido em vários blogues, sobre a matéria.

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  18. 1 Junho, 2018 19:49

    A belga que quis morrer aos 24 anos… por estar deprimida
    Outro caso-fronteira na Bélgica é o de “Laura”. O nome é fictício, a história real. “Laura” sofria de uma depressão profunda, confessava ter pensamentos suicidas desde a infância, tentou pôr termo à vida inúmeras vezes e, apesar de ser acompanhada por um psiquiatra desde os 21 anos, quis morrer. E os médicos que avaliaram o seu caso clínico concederam-lhe o direito à morte por eutanásia.

    “Não vejo a morte como sendo uma escolha. Se eu tivesse uma escolha, eu escolheria uma vida suportável. Já tentei de tudo, sem sucesso”, contou “Laura”, em junho do ano passado, ao jornal belga De Morgen.

    O professor da Faculdade de Medicina Vrije Universiteit de Bruxelas, Jan Bernheim, falou com o Observador na altura. Bernheim, que é também investigador no End of Life Care Research Group da Universidade de Ghent, não foi um dos médicos que avaliou a condição de “Laura”, mas foi consultado por um dos médicos que o fez. “Fiz uma sugestão ao Dr. Thienpont, que talvez faça ‘Laura’ reconsiderar a decisão que tomou. Pelo menos por mais um tempo. Os meus estudos levam-me a crer que, em pacientes que sofrem de uma doença psiquiátrica irreversível ou quase irreversível, a mera possibilidade da eutanásia, a promessa de que a eutanásia será considerada, onde e quando for necessária, tem prevenido os suicídios e as tentativas de suicídio, sobretudo as mais violentas, ao contrário do que acontece com pacientes a eutanásia foi rejeitada”, explicou.

    “Laura” não reconsiderou. Tinha 24 anos.

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  19. Arlindo da Costa permalink
    1 Junho, 2018 20:56

    Ó Dra. Cristina, eu não tinha nenhuma predisposição para rir, mas você levou a melhor.

    Obrigado. E um bom fim de semana para si.

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  20. maria permalink
    3 Junho, 2018 20:40

    Cristina, pela consideração que me merece e pela estima que lhe tenho através do que escreve e eu leio com muito agrado concordando com tudo, tomo a liberdade de lhe fazer-lhe um pedido.

    Estive há pouco a ver vários vídeos extraordinários (e vou continuar, porque há imensos sobre o tema) espanhóis sobre a “Ideologia do Género” sendo os conferencistas professores universitários, psicólogos, investigadores, etc., que, destruíndo magistralmente a tal ‘ideologia do género’ que mais não é do que uma lavagem gigantesca ao cérebro das populações. Um dos quais, excepcional, inclusivamente demonstrando que até a própria gramática nos países tem vindo a ser adulterada transformando os adjectivos tidos como aceites e nlormais desde sempre, tudo com o mesmo fim maléfico. O mesmo tem vindo a ser feito por cá através dos programas escolares, tendo a educação nas escolas uma participação activa deplorável e mesmo criminosa, desde a pré-primária até à Universidade. Claro que quem tem a culpa toda desta tragédia é o Mnistério da Educação do qual emanam todas as regras e normas educativas e naturalmente o/s próprio/ governo/s que legislam e apoiam incondicionalmente os programas que lá são elaborados.

    Estes vídeos excepcionais põem a nu a verdade sobre a intoxicação permanente que se está a levar a efeito em todos países do mundo com a participação vergonhosa de toda a comunicação social falada e escrita, dos actores e realizadores cinematográficos e teatrais, dos documentários televisivos, dos historiadores de esquerda, dos políticos de esquerda e da extrema esquerda, dos movimentos feministas e de homossexuais, etc., com a participação encapotada de todos os governos de todas democracias. Trata-se de um escândalo a nível mundial (sabe-se perfeitamente de onde partem todas estas normas destrutivas que são adoptadas pelas democacias e quem as estabelece e ordena) que está a destruir a humanidade, adulterando a relação saudável entre os dois sexos, homem+mulher (e não dos ‘géneros’, como a esquerda quer que os dois sexos sejam conhecidos, deturpação torpe da gramática, que também é demolida de um modo soberbo e totalmente correcto) tal como eles sempre foram/são conhecidos desde que o mundo é mundo.

    A Cristina, que tem cultura e vastos conhecimentos da sociedade em que estamos inseridos, assim como inteligência de sobra para tratar estes assuntos, peço-lhe encarecidamente que aborde este tema que considero premente e que está a transformar lentamente(?) a vivência saudável e natural que o ser humano tinha como adquirida, isto é, a origem biológica do homem+mulher como os dois sexos foram concebidos (por Deus, para os crentes) no início da humanidade e que prosperaram de acordo com a sua origem genética desde então até ao presente.

    Os intelectuais espanhóis, os de elevação de carácter e de espírito são, já estão a combater este drama que está a subverter miseràvelmente as sociedades a nível mundial com todas as armas ao seu dispôr, mas também na Alemanha, França e até na Noruega, imagine-se!, isto só atendendo aos poucos vídeos que me foi possível ver. Mas outros países já o estarão a fazer.

    Um grande beijinho e obrigada pela sua atenção.

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    • Cristina Miranda permalink
      4 Junho, 2018 10:46

      arranje-me links desses documentários para eu ver. Mande em mensagem privada para meu facebook

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    • Cristina Miranda permalink
      4 Junho, 2018 10:49

      cara Maria, entretanto veja minhas crónicas mais antigas sobre o tema. Julgo que são duas no total. O tema tem sido abordado por mim. Mas claro que sim, há interesse a voltar ao assunto sempre que se justificar. E esta semana passada houve de facto 1 episódio que me vai levar novamente a falar da ideologia de género.

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      • maria permalink
        5 Junho, 2018 17:04

        Cristina, sem me esquecer de ir ao seu face-book, que desconheço e irei fazê-lo, permito-me, antes que passe a oportunidade, deixar os títulos de (apenas) alguns vídeos de que lhe falei, para seu visionamento caso a Cristina tenha oportunidade de o fazer, mas também para quem mais se interessar pelo tema. Tema que reputo da máxima importância tendo em conta a intoxicação criminosa que tem vindo a ser levada a efeito no Ocidente sem que os povos das democracias tenham suficiente conhecimento e/ou capacidade de mobilização para enfrentar e combater com sucesso quem tem um poder imenso a nível mundial, com total apoio de/e por interpostos governantes democráticos comandando-os secretamente longe dos olhares do mundo e de cada um desses povos, para em simultâneo ir conseguindo levar a sua agenda criminosa a bom termo, como tem vindo a fazer impunemente desde há largos anos pondo em causa a paz social (e quiçá mundial) e o equilíbrio espiritual das respectivas populações.

        Eis os títulos de alguns excelentes vídeos, mas há muitos mais que merecem muito a pena ser vistos:
        “O Negócio da Idiologia do Género” – Conta tudo ex-funcionária da ONU.
        Ideologia de Genero: ex-funcionaria de la ONU desvela el ojectivo final.

        Este foi o primeiro que vi (e que me levou a outros mais) reparando que estava perante uma conferencista que expõe com clareza, objectividade e inteligência os perigos reais que correm as sociedades ocidentais em vista dos ataques sucessivos e intoleráveis a que estão a ser permanentemente sujeitas e é indubitável que a iniciativa terá de partir das populações sãs de cada país para que uma loucura destas, que continua a varrer o Globo com consequências inimagináveis, termine de vez. Este vídeo, pelo menos, é absolutamente imperdível.

        “Ideologia de genero destruyendo Alemania”. How the media manipula the truth.

        “Valerie Phillips destroys the trangender madness”.

        Valerie Philips: No liberty, no Equality, no Fraternity.

        Esta jornalista, V.Ph., trabalhava no Guardian, mas quando reparou que o jornal alinhava em tudo com a agenda “I.do G.” e ela discordava nalguns pontos escrevendo artigos sobre os mesmos, o jornal censurou-os o que a levou a abandonar o jornal e a partir daí a combater abertamente a “I. do G”.

        Um beijinho Cristina e obrigada pela atenção.
        Maria

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      • Cristina Miranda permalink
        5 Junho, 2018 21:03

        vou ver, sem dúvida

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      • Cristina Miranda permalink
        5 Junho, 2018 21:12

        vou ver, sem dúvida. Fique aqui com estes textos que escrevi sobre este tema: https://blasfemias.net/2017/09/19/os-generos-em-extincao/

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      • Cristina Miranda permalink
        5 Junho, 2018 21:17

        vou ver, sem dúvida. Fique aqui com estes textos que escrevi sobre este tema: https://blasfemias.net/2017/09/19/os-generos-em-extincao/ e este: https://blasfemias.net/2017/08/25/a-estupidez-da-igualdade-de-genero/

        Gostar

  21. maria permalink
    5 Junho, 2018 21:53

    Obrigadíssima Cristina, vou já ler todos os seus textos.
    Maria

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  1. Legislar para matar – PortugalGate

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