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O que é Portugal?

16 Outubro, 2018

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A mais recente tertúlia da Oficina da Liberdade foi rica em conteúdo e permitiu transformar diversas amizades facebookianas em agradáveis e sãos encontros entre gente que se estima e respeita intelectualmente. Neste particular, lembrou o espírito da primeira edição destes eventos na já longínqua data de 20 de Abril de 2017.

Aproveito, todavia, para fazer uma breve sinopse dos comentários e crónicas que alguns dos participantes tiveram já oportunidade de partilhar aqui.

Gastão Taveira
O OE discute como distribuir umas franjas da despesa, normalmente as que aumentam. São essas que são objecto de discussão entre os partidos. Não há respeito por quem alimenta a máquina. Os contribuintes são esmifrados. Muitos já não querem saber de como é feita a distribuição, mas apenas de quanto vão ter de pagar.

Luiz Rocha
Começámos por pagar impostos para custear as funções de soberania (bons tempos!), depois houve que financiar as políticas desenvolvimentistas (o Estado a meter-se na economia) e agora pesam sobretudo as funções sociais (a descarada “compra de votos”), cujo contínuo aumento monopoliza hoje as discussões de mercearia de cada orçamento.

José Meireles Graça
E conclui-se – eu concluo – que a direita democrática, com todas as suas capelas, não tem a mania da superioridade moral nem integra nas suas fileiras quem tenha como propósito político inventar mais maneiras de dependurar no Estado novas resmas de dependentes.

Rosário Coimbra
Lamentei que para o Camilo Lourenço a regionalização seja uma questão geográfica e não um modelo de governação.

Sirvo-me deste último comentário da Rosário para registar o entusiasmo com que o tema da regionalização foi tratado no encontro da passada sexta-feira no Porto e destacar a propósito uma passagem de um artigo de hoje no Jornal Económico de um dos faltosos a esta reunião, o Bruno Alves:

Por muito negativa que essa centralização seja (para os lisboetas e para todos os outros) não será um conjunto de decretos governamentais a eliminá-la. A descentralização que se prepara, e as “descentralizações” de que por aí se falam, não descentralizarão nada, nem o pretendem fazer. O seu único propósito e resultado é dar aos vários poderes locais – suportes dos (e suportados pelos) partidos do poder nacional – alguns meios adicionais de compra de votos, locais e nacionais, nas respectivas terras. O resto é apenas vã conversa para preencher aquilo a que por cá erroneamente se chama de “debate político”.

Com toda a certeza o Carlos Novais e o Carlos Guimarães Pinto não deixarão de partilhar também neste mesmo local as suas opiniões sobre o assunto. Um numa perspectiva mais municipalista-libertária, o outro num pendor mais liberal-descentralizador.

Enquanto aguardamos os seus contributos, deixo-lhes aqui como estímulo um áudio de onze segundos com a forma como Daniel Bessa nos caracterizou nessa noite o que é Portugal:

 

# Adenda | 17Out @ 19h10: Os textos do Carlos Novais e do Carlos Guimarães Pinto já estão disponíveis online aqui.

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2 comentários leave one →
  1. Arlindo da Costa permalink
    17 Outubro, 2018 01:30

    Portugal é a cabeça da Europa.

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  2. weltenbummler permalink
    17 Outubro, 2018 09:35

    antónio das mortes não mostra o mínimo respeito pelos contribuintes
    sempre viveu à sua custa

    continua o orçaMINTO das cativações

    Gostar

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