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É só substituir Opel por AutoEuropa

14 Dezembro, 2018

«O encerramento da fábrica da Opel de Azambuja, em 2006, deixou no desemprego mais de 1.100 trabalhadores e modificou a vida social e económica deste concelho ribatejano que, uma década depois, ainda lamenta a perda da unidade fabril.

Considerada a segunda maior fábrica de automóveis em Portugal, a Opel de Azambuja – pertencente à multinacional General Motors – fechou as suas portas a 21 de Dezembro de 2006, depois de 42 anos de laboração.

Os responsáveis pela fábrica de Azambuja justificaram o encerramento desta unidade com o facto de a produção de cada modelo Combo ficar mais cara em 500 euros face à da unidade espanhola de Saragoça.

O fecho desta unidade fabril deixou no desemprego mais de 1.100 trabalhadores, dos quais 233 eram residentes no concelho de Azambuja.

Segundo dados da Câmara Municipal local, laboravam também na fábrica trabalhadores residentes em concelhos como o do Cartaxo, Vila Franca de Xira, Alenquer, Santarém, Salvaterra de Magos, Almeirim, Cadaval, Benavente e Coruche.

Além destes cerca trabalhadores foram afectadas mais de 600 empresas que prestavam serviços à Opel em regime de ‘outsourcing’, como serviços de refeitório e limpeza e os funcionários de empresas subsidiárias, como as de logística.

Joaquim Ramos (PS), que em 2006 era presidente da Câmara Municipal de Azambuja, recorda à agência Lusa a “angústia” com que se viveram os primeiros anos depois do encerramento da fábrica.

“Era um ícone da região. Além de ser o maior empregador, tinha um leque salarial acima da média. Até para os dias de hoje”, refere.

O antigo autarca assegura que o executivo municipal de então “fez tudo o que estava ao seu alcance” para tentar “travar o encerramento da fábrica”, mas que tal não foi possível.

“Tive várias reuniões com a direcção da Opel e com o Governo. Depois de ser um facto consumado, os trabalhadores foram sempre acompanhados pelos serviços sociais da Câmara”, aponta.

Joaquim Ramos refere que cerca de quatro anos depois “a situação estava relativamente sanada”, mas ressalva que “será uma chaga que fica sempre em aberto”.

“A maior parte dos antigos trabalhadores teve de mudar de área e habituar-se a outro padrão de vida”, admite.

Esse foi o caso de Rui Mendonça, antigo supervisor da secção de montagem, que hoje é gerente de um alojamento rural na Serra da Estrela.

“Assim que a fábrica fechou decidi mudar de área. No entanto, nunca me irei esquecer, porque a Opel foi uma escola gigantesca. Ajudou-me a construir o meu futuro. Hoje, tanto eu como os meus familiares, não conseguimos comprar um automóvel que não seja Opel”, conta.

Já José Gonçalves, que trabalhava na linha de pintura, recorda o momento em que ali chegou o último carro para pintar: “Eu nunca mais me esqueço da imagem de ver homens, que tinham idade para serem meus pais, sentados na linha a chorar, ao pé de um carro que tinha um letreiro a dizer que seria o último”, diz emocionado.

Depois do fecho da fábrica, onde trabalhou cerca de 20 anos, José Gonçalves conta que nunca mais conseguiu estabilizar: “Foi uma machadada na minha vida profissional. Sinto que tinha um futuro pela frente”.

A mágoa é partilhada por Armando Martins, antigo chefe da secção de pintura, que lançou recentemente um livro sobre os últimos meses de funcionamento da fábrica e no qual deixa “duras críticas” à forma como foi gerido o processo pelas estruturas sindicais e pela Comissão de Trabalhadores.

“Creio que existiram exageros por parte dos sindicatos, que não foram flexíveis. A imagem que passava era de um constante braço de ferro entre os trabalhadores e a administração”, afirma o antigo trabalhador, que considera ter sido a postura do sindicato a acelerar o processo de encerramento.

No entanto, a ideia é totalmente rejeitada pelo sindicalista Navalha Garcia, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas, que acompanhou todo o processo. “Nós tínhamos um diálogo muito forte com a administração e conseguíamos acordos de ano a ano. Não estávamos num processo reivindicativo. Tínhamos era de contrariar a ideia da deslocalização. Fizemos tudo aquilo que estava ao nosso alcance”, assegura.

Uma década depois do encerramento da fábrica da Opel os efeitos “ainda são bastante visíveis”, pelo menos esse é o entendimento do presidente da Associação do Comércio, Indústria e Serviços do Município de Azambuja (ACISMA), Daniel Claro.

“Era a única âncora de desenvolvimento, atracção e afirmação do concelho. Actualmente é um concelho ligado à logística, mas estamos a falar de uma mão-de-obra flutuante e mal paga. Hoje muita gente passa na Azambuja, mas pouca gente cá vem. É um concelho economicamente desertificado”, resume.

Por seu turno, o actual presidente da Câmara Municipal, Luís de Sousa, refere que em termos sociais a autarquia já não nota tanto os efeitos do fecho da Opel, mas alerta que é um processo que está longe de estar concluído.

“O Estado está a dever à Câmara da Azambuja 950 mil euros. Andamos há muitos anos à espera e por isso iremos interpor uma acção judicial”, afirma.

Em 2008, a GMP pagou uma indemnização de 17,7 milhões de euros ao Estado português como compensação pelo encerramento da fábrica da Opel de Azambuja, uma vez que não cumpriu o contrato que tinha estabelecido de se manter em Portugal por mais tempo.

No entanto, dessa verba que o Estado recebeu da GMP ficou estabelecido que 908 mil euros seriam transferidos para as contas da autarquia, montante referente à isenção de impostos municipais de que a Opel beneficiou entre 1996 e 2006, nomeadamente com a derrama.

“É uma verba que faz muita falta ao município. Podíamos ter empregado esse dinheiro na Educação ou na reparação das estradas, por exemplo, e não ter sofrido tantas dificuldades financeiras”, observa.»

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40 comentários leave one →
  1. Miguel Santos permalink
    14 Dezembro, 2018 09:58

    O problema é que não é “só” substituir Opel por Autoeuropa. É preciso também substituir 1100 trabalhadores por 8300! Isto dentro do parque industrial porque há muitos outros fornecedores fora do parque que vão fechar ou despedir pessoas se a Autoeuropa se for embora.
    Os trabalhadores esquerdalhos não percebem que se a Autoeuropa fechar muitos vão ficar desempregados muito tempo e os que arranjarem emprego dificilmente será a ganhar o mesmo que ganhavam. E a dificuldade de arranjar emprego será não só porque desaparecem milhares de posto de trabalho também noutras empresas que eram fornecedoras da Autoeuropa mas também porque com a imagem dada nenhum investidor vai querer criar uma grande empresa na região nos próximos anos.

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    • António Maria permalink
      14 Dezembro, 2018 10:02

      Voltaríamos aos tempos da fome no distrito, mas desta vez 100 vezes pior.

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    • 15 Dezembro, 2018 00:57

      Mas quando uma empresa grande fecha portas não há só desvantagens.
      Começa a haver mais pessoal disponível para engrossar manifestações.

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    • 15 Dezembro, 2018 00:59

      E é bom não esquecer que a Auto-Europa teve a mãozinha do Cavaco Silva. Logo é para fechar.

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  2. António Maria permalink
    14 Dezembro, 2018 10:00

    “Et tout va bien Madame la Marquise”
    A saída da VW seria a maior machadada na economia desde o tempo do Sócrates.
    O senhor dos afectos mais o optimista irritante devem estar em pânico.
    Logo isto nas vésperas de eleições e da tão “esperada”(?) recondução do senhor de Belém.

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  3. António Queirós permalink
    14 Dezembro, 2018 10:04

    bem depreendo que a culpa é dos sacanas dos trabalhadores, que por quererem cenoura e meia, estão a dar cabo do país.
    canga nesses gajos todos e agora é meia cenoura.

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  4. António Queirós permalink
    14 Dezembro, 2018 10:06

    já agora, leio que foi por uns míseros 500€ de diferença entre espanha e portugal, e os espanhois sempre ganharam mais que nós,,,, mistério

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    • Zé Manel Tonto permalink
      14 Dezembro, 2018 10:38

      E os alemães também ganham mais.

      Fazem menos pausas para o café.

      Mistério…

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    • Os corruptos que se cuidem permalink
      14 Dezembro, 2018 12:18

      António Queirós, os espanhóis também têm outra cultura do trabalho. É bom não esquecer. E não esquecer também que, graças a isso, a maior parte das empresas multinacionais deslocou para lá a gestão centralizada dessas mesmas empresas que agora, embora existam em Portugal, respondem aos gestores espanhóis. Nos portugueses não se pode fiar ninguém.

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      • Velho do Restelo permalink
        14 Dezembro, 2018 14:09

        Sim é verdade, têm a “cultura da siesta”, e no que toca a “reivindicar” são de longe superiores aos tugas …

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  5. LTR permalink
    14 Dezembro, 2018 10:06

    Eles vão conseguir destruir a Autoeuropa. Há três dias a ministra anunciava na TV uma festa pública para comemoração (perdão – para anúncio) do grande sucesso das negociações comandadas pelo governo. Agora estão aflitos em contactos provavelmente tão graves que os negavam há algumas horas atrás.

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  6. António Queirós permalink
    14 Dezembro, 2018 10:07

    Helena Matos, está a ser tendenciosa, não é apanágio seu. tinha-a por mais coerente.

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  7. António Queirós permalink
    14 Dezembro, 2018 10:08

    os estivadores, merecem ou não ser tratados com algum respeito?
    se não, porrada neles que o pão está caro.

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  8. António Queirós permalink
    14 Dezembro, 2018 10:09

    e dia 21 vamos vestir um colete jeune, ou depois colam-se como anjos caídos do céu.

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  9. LTR permalink
    14 Dezembro, 2018 10:44

    O grande timoneiro vermelho disfarçado, dito “jurista”, também especialista em aviação na óptica dos helicópteros e do transporte de passageiros, florestas, proteção civil e demais assuntos de especialidade, experiente governante desde 1995, não está informado sobre a requisição civil:

    “De acordo com o Jornal Económico, António Costa mandou fazer uma análise jurídica da possibilidade de se vir a recorrer à figura prevista no decreto-lei 637/74, que “define os princípios a que se deve obedecer a requisição civil.”

    Estes senhores estão a entrar no ano psicótico-pateta.

    Ou os portugueses enlouqueceram, ou cegaram, ou estupidificaram, ou estão anestesiados pelos telemóveis, ou Costa vai levar uma monumental banhada nas legislativas. É ouvir os adjectivos que Cristas lhe aplicou ontem sem papinhas na língua, que era o que o PSD deveria estar a fazer impiedosamente em cima da matreira criatura.

    Engraçado é que quando ouvimos homens a referirem-se a contratos assinados diariamente durante anos, BE e PCP piam demasiado fininho e sem os tambores.

    Há dois dias no parlamento:

    Cristas: para quando as cirurgias resolvidas?
    Costa: agendadas até fim primeiro trimestre
    Cristas: como disse? agendadas?
    Costa: agendadas e executadas

    Hoje pela manhã na TV: a ministra da saúde não avança prazos! não sabe!

    Bem dizia o José Seguro naquele debate

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  10. Andre Miguel permalink
    14 Dezembro, 2018 11:00

    Não conseguindo minar a Auto-Europa por dentro, os sindicatos atacaram a sua cadeia logística: o Porto de Setúbal era o alvo certeiro. Se a fábrica fechar será devido a um crime de lesa pátria que não pode ficar impune.

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    • LTR permalink
      14 Dezembro, 2018 11:15

      Garanto-lhe que com Cavaco Silva na presidência isto nunca teria chegado a este ponto, que já é uma irreversível pedra no sapato que mais tarde ou mais cedo vai explodir-nos nas mãos. Ninguém confia nestes países. Aliás, isto é o paraíso para partidos que proliferam entre a miséria, que são aqueles com quem o PM foi para a cama.

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  11. LTR permalink
    14 Dezembro, 2018 11:07

    Então? Não passa na TVI do Banif?

    “Será verdade que um dos equipamentos mais caros — uma das duas prensas de peças da carroçaria — já foi desmontada e enviada para a Alemanha?”

    (é ler o resto de pôr os cabelos em pé no Corta-fitas)

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    • Os corruptos que se cuidem permalink
      14 Dezembro, 2018 12:20

      Não vá o diabo tecê-las e os comunas ocuparem a fábrica quando souberem o que originaram. As pessoas não aprenderam nada com a merda do PREC. Ou melhor, ninguém revisita a História, que é coisa que já nem se ensina.

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    • André Miguel permalink
      14 Dezembro, 2018 12:23

      Impressionante. O estouro deste país vai ser incrível, 2011 vai parecer uma brincadeira comparado com o que aí vem.

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  12. Vitor permalink
    14 Dezembro, 2018 11:39

    A corja social comunista já devia, há muito tempo, ter decretado a requisição civil quer no Porto de Setúbal quer na miserável e obscena greve ás cirurgias por parte dos enfermeiros chantagistas. Mas não o fez nem fará. Infelizmente o pateta que dirige o PSD não é melhor do que o Costa, há muito que o PSD devia ter pedido a requisição civil para pôr termo a estas duas greves obscenas e miseráveis. Onde é que se viu uma greve às cirurgias que, muito provavelmente, está a provocar a morte de doentes por falta de socorro e assistência?

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    • António Queirós permalink
      14 Dezembro, 2018 13:48

      o Vitor, sei que está a falar a sério, porque se fosse a brincar os enfermeiros, picavam-no, só porque sim…

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      • Velho do Restelo permalink
        14 Dezembro, 2018 14:17

        Ou então faziam como no hospital militar quando lá aparecia um PM ! Afiavam a agulha na parede antes da pica …

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  13. Os corruptos que se cuidem permalink
    14 Dezembro, 2018 12:55

    Alguém comente a doutrina Skolae que estão a impor na escola pública em Espanha!! Um comentador postou isto no Porta da Loja:

    https://www.abc.es/sociedad/abci-adoctrina-gobierno-navarra-ninos-menos-amor-y-mas-sexo-201810302330_noticia.html

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    • Andre Miguel permalink
      14 Dezembro, 2018 14:54

      Não surpreende. A eliminação de vínculos emocionais é um dos meios do marxismo para a domesticação da plebe (junto com a eliminação dos vínculos culturais e históricos). Está tudo no 1984.

      Leia o “12 Regras para a Vida” do Jordan Peterson, é o melhor antídoto para este cancro.

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  14. André Silva permalink
    14 Dezembro, 2018 13:28

    Comentário meu (perdoem) ontem numa notícia sobre este mesmo assunto no “Observador”:
    Com tanto lugar para se instalarem, nem percebo porque raio é que estes alemães ainda perdem tempo com isto, sinceramente.
    Dá Deus nozes a quem não tem dentes.

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  15. António Queirós permalink
    14 Dezembro, 2018 13:49

    impresionante.

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    • André Silva permalink
      14 Dezembro, 2018 14:27

      Impressionante é a quantidade de baboseiras que tu escreves em tão poucas palavras.

      É uma das desvantagens da democracia e da liberdade, mas enfim, temos todos de aguentar.

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      • António Queirós permalink
        14 Dezembro, 2018 14:42

        então o andré é comissário político, e logo do blasfémias,,,, fixe,
        o andré, faz parte do grupo selecto dos que nunca se engana e tem sempre razão.
        andré, não se acanhe, homem (?), babosseire por aqui ou por ali, sinta-se em casa..

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  16. Velho do Restelo permalink
    14 Dezembro, 2018 14:37

    Este debate demonstra bem que o problema não tem a ver com esquerda ou direita! Ambas estão infectadas de gente estúpida, rancorosa, sem uma ideia coerente para a resolução dos problemas! A coberto do anonimato tudo é possível, em particular, os xuxialistas podem muito bem vir para aqui “conspurcar” o debate com tiradas “radicais de direita” em vez de ir para o “jumento”, onde um pobre diabo tenta a todo o custo branquear a desastrosa governação do Costa e seus tontos ministros.
    Hoje a RTP dá grande destaque ao papel da Vitorina na pacificação do caso Setúbal !
    Um tal de Pedro Silva Carvalho (não sei quem é), dizia mesmo que “…a ministra esteve desde o 1º minuto ao lado dos trabalhadores…” !! Se bem me lembro, vi uma notícia quando a greve já ia lá para a 2ª semana, em que o líder sindical teria pedido a intervenção da Vitorina, e ele fez-lhe um manguito! Continuamos com “fake news” ?
    O mesmo fulano, dourou de tal modo a pílula, que até parecia que afinal a Vitorina era capaz de resolver todas as greves que abalam o país! Esqueceu-se talvez que em Setúbal o patrão é privado, e nas outras é o Centino !

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  17. Velho do Restelo permalink
    14 Dezembro, 2018 14:40

    Correcção ao comentário anterior : ” …e ela fez-lhe um manguito!”.

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  18. Velho do Restelo permalink
    14 Dezembro, 2018 14:54

    Se o porto de Setúbal é assim tão crítico para a economia nacional, como é possível que tenha na sua base o “cancro da precariedade”, e ninguém o detectou ? Não terá havido aqui uma falha da ACT ? O PCP e BE fizeram algo para o resolver em tempo útil ? Ou usaram estas pessoas como arma de arremesso em maré de discussão do OE ?
    Penso que o debate devia tentar esclarecer como é que estes podres aparecem, em vez de pretender mantê-los e viver à custa deles!
    A.Queirós, nem todos os comentários ou posts, merecem ser comentados!

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  19. colono permalink
    14 Dezembro, 2018 15:13

    Depois do ultimato da VW… o sindicato dos manobradores de gruas ( chamar-lhes de estivadores é um insulto ao velhos carregadores de sacos e caixotes ) AMOCHARAM!

    E a Ministra teve a lata de dizer: ” Não houve pressão nenhuma”

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  20. Velho do Restelo permalink
    14 Dezembro, 2018 15:35

    Também é notório que nas primeiras semanas da greve, as TV’s davam voz ao sindicalista e à entidade patronal. Agora aparece a Vitorina e o sindicalista, o que leva a crer que o tão propalado acordo pode muito bem ser mais uma ficção deste governo de artistas de circo!

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    • LTR permalink
      14 Dezembro, 2018 16:52

      Por que é que o Costa hoje estava com muito má cara?

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      • André Miguel permalink
        14 Dezembro, 2018 18:06

        Os sapos são cada vez maiores. Já começa a ficar indigesto.

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  21. colono permalink
    14 Dezembro, 2018 22:01

    Mais rápido do que o previsto…. a Casa começa a desmoronar-se ….

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  22. Velho do Restelo permalink
    14 Dezembro, 2018 22:19

    Como se a “Angustia dos Materiais” não bastasse, agora os eléctricos da carris também resolveram juntar-se aos postes da REN! Estava o discípulo do Costa a vangloriar-se dos “futuros” autocarros a gas natural que “irão” equipar a Carris, quando um velhinho mas “actual” eléctrico resolveu protestar pela falta de manutenção (penso eu de que), e virou-se de patas para o ar, ou melhor dizendo de rodas para o lado. A sorte do optimista irritante pode estar a mudar … não há bem que sempre dure nem mal que não acabe, mas por vezes é preciso fazer algo para ter a mudança !

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  23. A. R permalink
    14 Dezembro, 2018 23:11

    A comunalhada não destruir a Lisnave? a Setnave? A Sorefame? Se lhe tivessem dado corda no 25 de Abril isto seria a Costa do Marfim

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