As notícias mais patetinhas do mundo
22 Março, 2019
São aquelas em que os jornalistas noticiam o que acontece no seu local de trabalho. A explicação para a saída de Pedro Santos Guerreiro da direcção do Expresso parece um episódio do Ruca.
5 comentários
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Pois é…será que o Sol vai noticiar como deve ser e contar o que se passou? Duvido. No mundo pequeno do jornalismo caseiro todos precisam de todos. O Pedro Tadeu, coitado bem queria estar no Correio da Manhã que afinal logrou atingir o sonho daquele: ter sucesso no reporte de acontecimentos de famosos, dinheiro e crime. Anda a escrever crónicas que ninguém lê num sítio que ninguém frequenta, o DN.
Como é que faz um jornalista que tem de fazer pela vida quando perde um lugar num jornal falido? Procura outro lugar num jornal a falir. Ou numa agência de notícias do Estado ou assimilada.
O jornalismo nacional é um pouco o retrato desta tragédia.
O grupo Cofina lá vai, cantando e rindo. Todos os dias favorece a prostituição no jornal, com um encarte específico. Todos os dias passa os acontecimentos a “pente-fino” ou “aperta o cerco” a delinquentes que acompanha em directo e com informações recolhidas em segredo de justiça, através da colaboração da polícia. Todos os dias manipula factos e produz notícias falsas em primeiras páginas sensacionais. Mas ainda assim consegue ser o mais objectivo de todos.
A imprensa em Portugal, hoje, é menos fiável em termos de credibilidade do que acontecia no tempo da Censura de Salazar e Caetano.
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…mas arranjam sempre sítios para continuar a ganhar o deles e compreende-se: não sabem fazer outra coisa.
Porém, em conjunto e por tendência o que fazem é demasiado grave para se deixar passar em claro: conseguem mesmo ser um quarto poder e influenciar os demais.
O Sócrates e Cª já sabia disso e procurou apanhar a rede toda, através de colocação de amigos nos bancos. Primeiro a CGD e depois o BCP. O objectivo final era mesmo a alteração do Estado de Direito, através do controlo da rede de notícias dos principais media.
O Expresso não era preciso porque estava dentro da rede favorável, como sempre esteve. É um jornal de todas as situações, conformista, mesmo no início em Janeiro de 1973, em que apoiava os liberais que procuravam a abertura que o regime não permitia. Esses liberais tornaram-se na “situação”.
No PREC o jornal mantinha-se na tona não fazendo muitas ondas. Em Junho de 1975 Oriana Falacci entrevistou Cunhal que disse claramente que em Portugal não haveria democracia como a entendiam os europeus ocidentais.
Tal declaração devia ser a notícia principal do Expresso dessa semana ( a seguir a 6 de Junho de 1975, data da publicação no L´Europeo). Não foi e foi relegada para páginas interiores e em transcrição parcial da entrevista feita em França, segundo julgo e sem destaque especial dessa afirmação. O PCP desmentiu o teor da entrevista e o Expresso ficou na mesma não desmentiu o PCP claramente. Estávamos no Verão Quente e era preciso jogar à defesa…o que Marcelo Rebelo de Sousa sabe fazer, acima de tudo e estava lá no jornal. Se lhe perguntarem ainda vai dizer que estava de férias com os amigos…
Enfim.
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Oriana Falacci, uma jornalista muito boa, que também entrevistou os bárbaros do Irão (Pérsia). Oriana ficaria horrorizada, com o que se está a passar em toda a Europa, agora e ela, Oriana, preveu a cobardia da mesma Europa.
Cunhal, não existe coisa mais falsa, mentia para enganar o povo e para apoderar-se do poder em Portugal e só morto o devolver. O dinheiro que este partido fascista PCP já destruiu em Portugal. A probreza, pela qual só eles são responsáveis. Cunhal mereceu todos os dias que teve na prisão, esse idiota, incompetente. Ele é pior do que qualquer cobra.
Defender um modelo, que faliu claramente, como o burro do Cunhal & Lda. o continuam a fazer, é à maneira de cretinos.
Cunhal foi sempre malvado, teimoso, um idiota. E ele foi professor de história do Mário (burro) Soares.
Eles merecem o inferno.
Muito bom, muito interessante, (senhor) José. Por favor, escreva mais.
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@José
Eles não sabem fazer outra coisa?
Claro que sabem.
Eles é que não o querem. São arrogantes e gostam de mentir para subir a carreira para cima.
Se não houver lugar para jornalista, ele que vá arrancar batatas ou cavar. Faz muito bem ao carácter. Muito bem.
Eles preferem beijar o cu a alguém, e tudo em nome do progresso (falso), do que aprender a trabalhar com honestidade.
No centro de Europa andam à procura de pessoal para a colheita do espargo.
Trabalho nunca falta. Só que eles gostam de mentir e ser jornalista, é como ser um soldado. Receber ordens e ter poder sobre os outros. Pensam eles.
Mas eles fazem todas as contas sem a verdade. A verdade vence e vai vencer tudo. Tudo! Nem um vai escapar. A verdade não é ateia. Este pormenor decisivo é muita vez esquecido.
Ninguém os obriga a fazer outra coisa. O problema é este. Mentirosos nunca deviam poder ser jornalistas.
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Tal como previsto nem uma notícia sequer sobre o assunto, no Sol ou no Expresso de fim de semana. Silêncio total. O Expresso deve andar num vespeiro…
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