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Lamento mas a Direita nunca governou em Portugal

3 Maio, 2019

Os liberais não querem ser conotados de direita. Definem-se apenas como “não-socialistas” (como se isso definisse alguma coisa). Isto porque segundo eles, a direita foi a responsável de todos os males de que fomos vítimas ao encabeçar lutas erradas que deu espaço a que o país fosse tomado pelas esquerdas. E que lutas foram estas? A luta contra toxicodependência; contra o casamento homossexual; contra a migração massiva a que chamam de homofobia. Ou seja, culpam a direita de “entregar de bandeja a superioridade moral à esquerda e que assim, perdeu uma geração de jovens com instintos liberais para o Bloco de Esquerda” (retirado do discurso do Líder do IL). Mas que superioridade moral é essa do BE? A sério que pensam isto?

Acontece que a direita nunca governou em Portugal.   Quem governou este país desde 74 foi, em alternância, ora os socialistas, ora os sociais-democratas. Direita? Nem vê-la. Pior, nunca existiu uma Direita digna desse nome neste país.

Os factos são inegáveis: foi o socialismo e a social democracia que fizeram deste país um  “pedinte” roto e corrupto a viver acima das suas possibilidades, completamente nas mãos dos credores, sem dinheiro para a saúde, educação, segurança e  justiça.

O problema dos que não se assumem claramente, é depois não serem coisa nenhuma bem definida, induzindo em erro as pessoas – um misto confuso de ideologias – mas nas entrelinhas deixarem claro o que são sem a coragem de porém, o dizer preto no branco: uma espécie de “bloco de esquerda” nas liberdades individuais e no progressismo, mas liberais “não-socialistas” na economia.

Colocarem-se do lado dos radicais de esquerda nas “liberdades individuais” é um erro crasso. Porque esses radicais não lutam pela liberdade individual. Lutam pela IMPOSIÇÃO da liberdade de uns, contra a liberdade de outros. E isso não é lutar por liberdade. É a impor  uma ditadura de minorias.

Sou assumidamente de Direita com muito orgulho, porque é à Direita que está o respeito  real por todas as liberdade sem atropelar as liberdades dos outros; é à Direita que se constrói um país com ordem social, valores, ética, respeito , defesa de todos, sem qualquer supremacia. É com uma Direita que se constrói uma sociedade justa onde:  todos procuram produzir e ninguém trabalha para quem não quer trabalhar; há regras rigorosas para a gestão pública, não há perdão para criminosos do erário público, nem para maus gestores públicos;  há responsabilização criminal contra governantes que lesam a pátria,  não há famílias nem “boys” no Estado; não há descentralização para contratação de mais “boys” e famílias mas sim mais poder autárquico com mais responsabilidade, limites, controlo, rigor e penalizações, um poder central mínimo com um poder regional máximo; iniciativa privada por todo o lado que se justifique, mercado  totalmente livre sem burocracias, sem taxas para tudo e mais alguma coisa; liberdade de escolha na saúde e educação; impostos reduzidos e geridos ao cêntimo com total transparência e responsabilidade , todos  investidos na sociedade em prol de uma maior qualidade de vida para todos sem excepção; há respeito e orgulho pela nossa cultura e História.  Isto é a DIREITA. A verdadeira e única Direita.

É à direita que está a viragem. É à direita que está a nata do país, constituída por gente essencialmente  da sociedade civil, com ampla experiência no mercado de trabalho FORA da política,  capaz de com firmeza, recuperar economicamente e socialmente valores perdidos. Gente sem vícios políticos,  habituada à luta árdua do dia a dia que não se esconde por trás da TEORIA parva da ideologia de género  nem outras patranhas inventadas para desconstruir a sociedade e criar fragmentações, com medo de ser insultado, nem engole os embustes “progressistas”. Gente que sabe reflectir e  não se deixa manipular pelo “establishment”. Gente de carácter.

A verdadeira Direita é efectivamente “durona” porque faz o que tem de ser feito, diz o que tem de ser dito de forma firme e assertiva, sem medos  nem tabus. Transpira confiança porque não se esconde nem foge dos temas problemáticos – enfrenta-os. Não se importa dos rótulos porque sabe que quem os usa tem medo do sucesso dos seus ideais. 

A verdadeira Direita é tudo aquilo que os pais e avós, noutros tempos, ensinavam a ser na educação que transmitiam.  E essa Direita ainda não governou em Portugal.

Há quem lhe chame agora de “direita musculada”. Eu não diria melhor.

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46 comentários leave one →
  1. 3 Maio, 2019 12:48

    Republicou isto em O Pica-Miolos and commented:

    Esquerda e Direita são lados diferentes da mesma moeda.

    Existem dois movimentos politicos/ideológicos desde há muitas décadas:
    – O Socialista\Globalista\Marxista\Maçónico\Nova Ordem Mundial (UE, ONU e todos os paises ocidentais subjugados).
    – O Nacionalista\Conservador\Pro-Família\Pro-Vida\Cristão (Hungria, Itália, Croacia, USA, Brasil).

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  2. Castrol permalink
    3 Maio, 2019 13:53

    Na mouche!!

    Parabéns pelo excelente artigo.

    Mas então em quem votar? Quem melhor representa a Direita?

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  3. Ana Maria permalink
    3 Maio, 2019 14:43

    👏👏👏
    Revejo-me nessa direita.
    Quantos seremos ? 😩

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  4. Carlos Rocha permalink
    3 Maio, 2019 16:22

    A questão principal é que se fala de conceitos sem os definir, ou pior, dando-lhes um significado adulterado, embarcando na deturpação de valores promovida pelos socialistas. Direita e esquerda são conceitos relativos. O que é direita em Portugal pode ser esquerda noutros países. Socialismo ou Capitalismo são as verdadeiras alternativas. Deixem de ter complexos e assumam os valores superiores economicamente e moralmente do Capitalismo sobre o Socialismo. Todos os partidos PCP, BE, PS, PSD, CDS são socialistas. Todos pugnam pela intervenção do estado na economia e por uma politica de redistribuição. Os graus de intervenção e redistribuição é que variam. Vivemos em socialismo democrático em que o objetivo final de uma sociedade sem classes vai fazendo o seu caminho.

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    • Anónimo permalink
      8 Maio, 2019 19:53

      O CDS-PP é neo liberal em termos económicos e conservador nas questões das liberdade individuais.

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  5. Augusto Falcao permalink
    3 Maio, 2019 17:19

    Olá Cristina; o meu comentário vai ser apenas em jeito de desabafo. Sou homem, tenho 42 anos, sou casado, da união com a minha mulher tenho um filho de 3 anos; sou trabalhador por conta de outrem no sector privado na área da protecção socorro e socorro, e também perdi 9 anos e não mais o quê, que como Helena FMATOS hoje falou.
    Nasci em 1976, e já tive a troika por três vezes no meu País desde que nasci; a primeira vez não me recordo pois tinha apenas 1 ano, mas a segunda lembro-me; passei fome porque o meu Pai perdeu o trabalho; a terceira não passei fome, mas tive que resgatar bancos porque alguém ainda hoje se acha no direito de usar chinelos da PRADA
    Sou da geração que contestou a PGA, viu a carga da GNR na Ponte 25 de Abril e policias contra policias;sou da geração que nasceu na liberdade, e aprendeu que a liberdade deve ser mantida a todo o custo;sou da geração que aprendeu que a liberdade nada mais é que um conceito jurídico vertido na CRP; sou da geração que aprendeu que a liberdade reside no pensamento e em podermos expressar esse pensamento e que todas as opiniões são válidas por muito asquerosas e pré históricas que nos pareçam; sou da geração em que a minha professora de filosofia me obrigou a ler “A alegoria da Caverna” texto esse que aplicado ao mundo de hoje nos diz que o mundo não é preto e branco, tal como os ideólogos das extremas nos querem fazer crer, dizendo de forma velada, tal Salazar dizia “quem não concorda comigo está contra mim”; o mundo não pode ser várias cavernas, onde defensores das ideologias doutrinam os seus rebanhos, tal como a Igreja da Idade Média, e condenam os não crentes a autos de fé.
    Este País onde hoje vivo, extremado em doutrinas de esquerda que não admitem que outras correntes de pensamento se expressem não é o meu País; quero um País onde possa andar na rua e ser livre de olhar para uma mulher e sorrir com um pensamento, e perdoem-me a expressar “de homem” sem ser recriminado por tal; quero voltar a ter um País onde ser homem ou mulher heterossexual não seja quase algo raro e poder dizer “que mulher em vez de ouvir perguntar : és normal ou gostas de mulheres?”; quero viver num País onde possa ter a liberdade de escolher se quero cuidar da minha familiar como homem de casa, ou onde a minha mulher possa decidir deixar de se psicóloga para ser mãe. Quero ser livre de escolher se voto num qualquer partido de esquerda ou de direito ou de centro ou assim assim, somente porque posso. Quero que o meu filho cresça num País igualitário e paritário no género, com leis iguais para todos, porque somos todos seres humanos iguais, e não porque uns têm uma “plilinha” e outros têm “um pipi”. Quero voltar a respirar liberdade neste meu Pais, em que todos nós, Portugueses, podemos dizer e discutir ideias sem sermos recriminados pelas mesmas ideias. É isso que quero Cristina; e se um dia tivermos que racionar a liberdade porque é um bem demasiado precioso, tal como disse Lenin, para podermos recuperar este equilibro nesta sociedade desequilibrada de hoje, então que venha esse racionamento, porque a cada dia que passa mais desiludido estou.Termino com um agradecimento a si Cristina, por falar por pessoas como eu, essa massa silenciosa, que a cada dia que passa mais desiludida está. Que nunca lhe doa a voz ou os dedos Cristina, para continuar a denunciar as alarvidades que aqui denuncia. Bem haja.

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    • Cristina Miranda permalink
      3 Maio, 2019 17:48

      Que grande testemunho. Revejo-me totalmente nele e se me permite, vou partilhar no meu mural do Facebook. Autoriza?

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      • Augusto Falcao permalink
        3 Maio, 2019 18:16

        Ola Cristina; antes de mais nada, sinto-me quase que babado, perdoe-me a expressão pelas suas palavras; sim pode; apenas lhe pedia que ocultasse a minha identidade. E mais uma vez obrigado por tudo.

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      • Cristina Miranda permalink
        3 Maio, 2019 20:24

        Ok. Fique tranquilo.

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    • 5 Maio, 2019 14:43

      Lenine gostaria muito de me racionar a liberdade. E aos mi, cento e cinquenta milhões que morreram nos campos da GULAG também.

      Tinham liberdade racionada.

      Vá lá mas é para a Caracas ver como se racionar liberdade e comida. Deixe os liberais em paz.

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      • 5 Maio, 2019 14:44

        Ao milhão, cento e cinquenta mil… Este é o número que queria escrever, mas estava a lutar contra um Maldito Descorrector Ortográfico do Inferno.

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      • Cristina Miranda permalink
        5 Maio, 2019 15:45

        Censura? Já não se pode chamar a atenção a quem, no meu ponto de vista, diz coisas com as quais não concordo?

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      • 6 Maio, 2019 23:48

        Oh Franxisquinho a MTV era liberal ou alinhava por Stalin ? E a Playboy ou a Penthouse ?
        Por falar em “Gulags” Franxisquinho você por acaso já leu o ultimo livro de Solzhenitsyn, ou por exemplo de onde vem o neo-“conservadorismo” de que você faz parte e é um grande lambe cús e ainda continua a dizer que (eles) é que são os “grandes aliados” do ocidente ?

        E já agora a corporação mormom de que faz parte também é liberal ? Ou isso do liberalismo é só para ser enfiado à maneira da taqiyya, porque na verdade você é tão “liberal” como um fundamentalista islâmico da Arabia Saudita.

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  6. Vitor Duarte permalink
    3 Maio, 2019 21:51

    Muito bom

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  7. licas permalink
    5 Maio, 2019 18:16

    Cristina Miranda PERMALINK
    5 Maio, 2019 15:45

    C. Miranda crie um Partido Político com programa VOX
    e verificará quão deserto ficará de aderentes. Vá…
    Experimente. Ou julga que os nostálgicos do Estado Novo
    são assim tão abundantes ???

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    • Cristina Miranda permalink
      6 Maio, 2019 10:01

      Oh meu caro, mas eu lá tenho dúvidas q entre um partido q quer por ordem no Estado reduzindo drasticamente seu tamanho, dando apoios APENAS a quem realmente precisa e com contrapartida de fazer trabalhos comunitários enquanto usufrui dos subsídios e manter o Estado actual de parasitagem à conta do OE, a malta de HOJE prefere o segundo? Mas acha q sou assim tão lorpa? Tenho olhos na cara pra ver q só quando o ESTADO rebentar e puser todos os parasitas q dependem dele a ganir, é q Portugal está preparado para uma mudança.

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  8. 5 Maio, 2019 19:21

    Não precisamos da direita dos nossos pais ou avós, precisamos de uma direita moderna progressista que seja pró-mercado e não pró capital. Ver aqui porquê:https://marques-mendes.blogspot.com/2019/05/por-uma-direita-moderna-1-nao-ao.html

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    • Cristina Miranda permalink
      6 Maio, 2019 09:55

      Negativo. Precisamos da direita dos nossos pais e avós para recuperar a essência de uma sociedade com valores, com ética. É disso q fala o texto. Não faça saladas com o q eu não disse. Não houve progressão social. Houve regressão. Tenho 3 filhos. Desde a primeira q nasceu em 1986 até ao último nascido em 2006, a sociedade degradou-se de tal maneira q é impossível educar nossos filhos sem q eles se contaminem por esta “era de progressismo” q não é mais do q uma anarquia social com Inversão completa dos valores. O errado é certo, o certo é errado. A sociedade do politicamente correcto, dos snowflakes, do parasitismo, da desculpabilizacao, da inércia.

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      • 6 Maio, 2019 16:46

        Exacto. E até porque só por absoluta ignorância de quem tem a cabeça formatada pela esquerda se pode dizer que o Estado Novo teve capitalismo monopolista de Estado.
        Foi uma economia liberal, como nunca mais houve.

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  9. licas permalink
    6 Maio, 2019 11:24

    Cristina Miranda PERMALINK
    6 Maio, 2019 09:55

    Depressão e fanatismo. Foi a “esquerda” que nos governou de 1926 a 1974, não foi?

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    • Cristina Miranda permalink
      6 Maio, 2019 12:55

      Meu caro, sobre isso falarei aqui mais adiante também noutro texto. Sabe, o problema não é a História. É a forma como ela depois nos é ensinada.

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      • licas permalink
        6 Maio, 2019 15:42

        Cristina Miranda PERMALINK
        6 Maio, 2019 12:55
        Precisamente. . .
        E neste aspecto o Salazarismo foi previdente. Na ausência
        de estarmos precavidos, imparciais e objectivos a missão
        do Secretariado Nacional de Informação doutrinou a população
        no mito do Patriotismo vesgo do Portugal do Minho a Timor e
        na imprescritabilidade do Salazar. E começava logo na
        Mocidade Portuguesa (idade do puto, 7 anos). Depois
        como ele bolsava, quem não é o por mim é contra mim,
        e por conseguinte antipatriota, vá de providenciar uma
        cela no Tarrafal ou Caxias. E lá chias, chias.
        Não atinge que ele é réu em Direitos Humanos de milhares
        de mortes: só na Guerra Colonial foram à volta de 10000
        pelo menos.

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      • Cristina Miranda permalink
        6 Maio, 2019 16:25

        Acalme-se. Guarde isso pra quando ler o meu artigo. Se ainda não o leu como pode tirar conclusões?

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    • Luis permalink
      6 Maio, 2019 16:53

      Oh seu palerma, o Estado Novo foi o único período da História moderna de Portugal em que o país cresceu e abateu dívida. Não fosse esse crescimento e hoje seríamos uma Albânia, provavelmente nem teríamos sido incluídos na UE, ou alternativamente, o Franco teria invadido Portugal para não ter uma Cuba à porta. Vá ver os números da economia e não atire areia para os olhos pois aqui não lida com parvos.

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      • licas permalink
        6 Maio, 2019 17:08

        O Estado Novo foi único : Polícia Política, Censura Prévia das publicações,
        Proibição de Partidos Políticos, Medo generalizado de emitir opiniões
        em público, Doutrinação Política desde a Primária.

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      • Daniel Ferreira permalink
        6 Maio, 2019 18:02

        Eu tb pensava q “prender políticos” e “censura” tinham sido coisas más… Mas depois vejo que os “políticos” é só um eufemismo para ladrão profissional e censura…. há mais censura hoje num mês do que houve durante 40 anos. Não há nem nunca houve (((corrente política))) mais assassina, quer seja de Histórias, pessoas, cultura ou tradições, do que estes que governam o País, UE e ONU e no entanto parece que ninguém sabe disso. Sabe quantas TONELADAS de livros é preciso tirar do mercado para esta zombificação??

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      • Os corruptos que se cuidem permalink
        7 Maio, 2019 10:50

        Ó Licas, quantos morreram após a descolonização destrambelhada e, essa sim, criminosa? Já foste ver os números?! Morreram portugueses e não só em África? E aqueles que eram para ser lançados aos tubarões pelo pançudo Soares que morreu rico que nem um paxá? Esses não contavam como portugueses? Vai-te catar, Licas! A malta já não vai em lérias mal contadas e manipuladoras. O Rosas e os outros patifes bem tentam, mas há mais livros para ler sem ser os deles.

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  10. André Silva permalink
    6 Maio, 2019 12:26

    GRANDE, ENORME CRISTINA, a dizer uma vez mais o que tem de ser dito e que mais não é do que a VERDADE (essa hoje quase desconhecida).

    Da minha parte, apenas posso dizer: MUITO OBRIGADO.

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  11. Luis permalink
    6 Maio, 2019 16:50

    O Sá Carneiro tanto quanto sei classificou o PSD de social-democrata, algo que na Europa do Norte era já visto como Centro ou Centro-esquerda. O PP, por exemplo, sempre foi muito mais à Direita que o PSD. O CDS teve uma longa fase populista, antecedeu os movimentos populistas que nasceram com a crise financeira na Europa. Em boa verdade, a estrutura de um grande partido conservador em Portugal que lute pelo poder não existe. E nisso somos um caso singular na Europa Ocidental nas últimas décadas. O PSD sempre teve fortes tendências estatistas e queda para o socialismo. O CDS por sua vez nunca vingou, não consegue autarquias e não chega aos 15 ou 20%. Além disso o cenário em Portugal é muito difícil pois o eleitorado não muda, as pessoas tendem a votar sempre nos mesmos partidos, e a faixa dos indecisos oscila entre o PS e o PSD. A única grande excepção a este cenário foi o BE, partido que teve logo nos primeiros anos uma exposição mediática extraordinária, quando tinha apenas 1 ou 2% das intenções de voto já era tratado como uma grande partido. Em suma, se quisermos contruir um partido de Direita conservador como o PP espanhol ou os Tories temos de começar quase do zero e entender que projecto demorará um longo período de tempo a vingar. Além disso, importa sublinhar que o nosso capital não gosta de liberalismo, prefere um Estado grande que faça regulamentações que os protejam da concorrência ou que lhes estenda a mão com subsídios e apoios quando as coisas corram mal. Basta ver quem é o dono do Público, jornal com uma linha editorial fortemente de Esquerda. Quem fez as fortunas em Portugal nos últimos 200 anos foi o Estado, com o monopólio dos tabacos, o condicionamento industrial, as privatizações e as PPPs, etc.

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  12. licas permalink
    6 Maio, 2019 17:29

    Luis PERMALINK
    6 Maio, 2019 16:50

    … e não se esqueça do Monopólio do fabrico dos fósforos . . .
    E as licenças de isqueiro, “of course”… obrigatórias.

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  13. Daniel Ferreira permalink
    6 Maio, 2019 18:04

    Por amor da Santa, não caiam na esparrela de falar nos neologismos da escumalha…

    Não é populismo, é PATRIOTISMO e se há povo que sempre fala com orgulho no seu terreno é o PORTUGUÊS

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  14. Daniel Ferreira permalink
    6 Maio, 2019 18:24

    Enquanto não perceberem o quão VITAL para os planos da escumalha foi terem removido a CRUZ DE CRISTO das escolas, não há grande hipótese de reverter o que quer q seja…
    “If you know neither the enemy nor yourself, you will succumb in every battle.”

    Foram séculos em que milhões de Homens portugueses lutaram e/ou deram a VIDA para defender aquele que sempre foi o maior tesouro da nossa cultura, o Amor de MÃE.
    Num país paupérrimo, mulheres bravíssimas fizeram das tripas, coração e educaram tão bem os seus filhos que Portugal sempre foi um País onde morou a Paz.
    Tão importante que até faz parte do nosso Hino:


    (…)
    Saudai o Sol que desponta
    Sobre um ridente porvir;
    Seja o eco de uma afronta
    O sinal do ressurgir.
    Raios dessa aurora forte
    São como beijos de Mãe,
    Que nos guardam, nos sustêm,
    Contra as injúrias da sorte.

    Às armas, às armas!
    Sobre a terra, sobre o mar,
    Às armas, às armas!
    Pela Pátria lutar
    Contra os canhões marchar, marchar!

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  15. Augusto Falcao permalink
    6 Maio, 2019 19:02

    Boa tarde; de todos os comentários que li, não vi ninguém a pedir o regresso de um Salazar, PIDE DGS, mocidade portuguesa ou ate da licença de isqueiros; e não sou dessa época; mas sou daqueles que teve família em Peniche ( e não de férias) e tive um Pai no Ultramar; vir para aqui dizer que temos uma nostalgia do Estado Novo, é tentar reduzir todo o que aqui escrevemos e debatemos a sermos um bando de nostálgicos do Salazar; isso tem um nome : doutrinação e não é muito diferente daquela que Salazar fazia;a liberdade é é isso mesmo; aceitarmos que há pessoas que têm vontades e opiniões diferentes, meso que essas opiniões nos pareça barbaras;e eu ainda não vi ninguém a pedir o regresso do Salazar; alguns de nós terão nostalgia disso? Sim, acredito que sim; mas a liberdade não é também isso,poder ter saudades do Estado Novo sem ser apelidado ou rotulado logo de alguma coisa?

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    • licas permalink
      6 Maio, 2019 19:18

      Augusto Falcao PERMALINK
      6 Maio, 2019 19:02
      No texto “alguns de nós terão nostalgia disso: Sim”.
      Não rotulei ninguém excepto disso mesmo: nostálgico”
      E quanto a isto sirva-se à vontade. Empanturre-se…

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    • Os corruptos que se cuidem permalink
      7 Maio, 2019 10:57

      Augusto Falcão, tente ler os “Discursos e Notas Políticas de Salazar” (infelizmente, só bem escondido nos alfarrabistas mas ainda em bibliotecas) e “Como se Ergue um Estado”, também dele. Para começar, vai ficar maravilhado com o português. Depois, vai perceber o que foi um Estadista a sério. Por fim, perceberá porque é que é uma pena que não seja possível cloná-lo. Antes disso, dê um salto a uma história como deve ser e leia o período da I República e o estado em que o país estava quando Salazar é convidado para ministro das Finanças. Leia, leia, não pare de ler, por favor. Mas não leia Irene Flunser Pimentel nem o Rosas. Esses estão entre os principais obreiros da nossa escravidão mental. Esses são os que nunca nos dariam a ler a “Alegoria da Caverna” ou arranjariam maneira de a deturpar. É o que fazem com o Estado Novo.

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  16. licas permalink
    6 Maio, 2019 19:08

    Coitado . . .

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    • EdeCarvalho permalink
      6 Maio, 2019 19:57

      No comentário anterior, por certo inclui a 1 república.
      Carbonária, Formiga branca, fecho de periódicos, Sidónio e nem todos podiam votar.
      Ah e fomos a guerra.
      Porque truncar a a História para doutrinar?

      Resolvamos os problemas de agora.
      EdeCarvalho

      Tenho 75 anos
      Subscrevo o comentário do Sr Augusto Falcao

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      • Luis permalink
        6 Maio, 2019 20:32

        Muito bem dito. Na Primeira República houve não só uma regressão da liberdade como também a economia entrou em recessão. Foi uma experiência falhada que demonstrou que o problema não estava no tipo de Regime em si, a Monarquia Constitucional.

        Mas já agora importa dizer que de certa forma os interesses de um certo país nunca foram defendidos. Curiosamente os únicos períodos onde houve uma certa defesa foram os primeiros séculos da nação e o Estado Novo. Falo do país que trabalha, o país proprietário, o país do profissional liberal, de quem paga impostos. Este país foi espoliado pela Inquisição, perseguido pelo Marquês de Pombal, roubado na guerra civil, privado da industrialização no século XIX, obrigado a emigrar maciçamente para o Brasil.

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      • Luis permalink
        6 Maio, 2019 20:33

        Ninguém representa o português proprietário, o português consumidor, o português que paga impostos, o português que trabalha por conta própria, o português empregador. Que raio de democracia é esta? Oiçam a forma como o Rivera, o Casado e o Abascal falaram na campanha em Espanha e comparem com a Assunção Cristas e o Rui Rio.

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      • Os corruptos que se cuidem permalink
        7 Maio, 2019 11:15

        Por favor vão ler a história da I República: 44 governos em 16 anos. Miséria total, perseguição e carnificina de inimigos políticos, Formiga Branca, escolas prometidas nunca construídas (Salazar construiu 17 mil escolas primárias, todos os liceus distritais, todas as universidades e institutos técnicos e têm a lata de dizer que queria que o povo fosse iletrado!), voto para as mulheres prometido e imediatamente retirado assim que a primeira cabeça de casal se apresenta a votar, ida de Portugal à I Guerra Mundial para nada, chacina de milhares de soldados portugueses para defender nada (há quem diga que era para as grandes potências não nos atacarem o império colonial – seria? então, afinal, ficava bem na fotografia defender ou não? só quando o defende Salazar é mau? desenmerdem-se, definam-se!). Por fim: Portugal na total bancarrota. Ninguém nos emprestava já dinheiro. A Sociedade das Nações faz uma proposta de deitarmos meia língua de fora a ganir e querem ficar-nos com meio império colonial. E é aí que alguém se lembra de ir buscar um jovem professor universitário de Finanças Públicas que ensinava em Coimbra e tinha doutrina publicada. Um filho de camponeses que havia sido aluno brilhante. Um homem do Povo. Põe condições, as únicas que nos poderão tirar da miséria horrível em que estávamos. É ler a sequência. Basta ir à wikipedia para se ter uma ideia da I República. O que Salazar conseguiu fazer deixou o mundo a olhar para nós pela positiva. Ninguém dava nada por Portugal. Na SDN, riam-se e achavam que não íamos conseguir. Os abutres vigiavam o cadáver moribundo para se apossarem do que era nosso além-mar. Carmona diz a Salazar: em 3 anos conseguimos endireitar as finanças sem dinheiro para tapar a bancarrota? Salazar responde: 3 anos é muito tempo. O Povo deixa de acreditar em nós e nos sacrifícios. Tem de ser tudo conseguido num ano. Lá fora riram-se: nem em 10 anos, quanto mais em 3 ou em 1. Salazar fez o milagre. Sem pedirmos nada a ninguém, reerguemo-nos e construímos um país. Demorou 40 anos? Pudera! Com a trampa deixada pela I República, a I Guerra Mundial em que morreram milhares de homens que ficaram a fazer falta ao país, depois a guerra civil de Espanha na década de 30, a II Guerra Mundial na década de 40, e queriam o quê? Foi um verdadeiro milagre o conseguido! Comparem com a mendicidade de hoje, com o país de mão estendida e sem valores nem para defender os seus, que ardem como tochas no país interior, por causa de vendidos que mataram a Pátria!

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    • Augusto FAlcao permalink
      6 Maio, 2019 20:48

      Boa noite mais uma vez. Licas a sua argumentação é deveras brilhante. Reduzir o meu comentário a um “empanturre-se e ” coitado” é deveras genial e de um poder argumentativo genial. Fiquei sem palavras para rebater o seu argumento. Boa noite para si

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  17. Luis permalink
    6 Maio, 2019 20:36

    Vejam só o que se passa na Andaluzia.

    https://elpais.com/politica/2019/04/09/actualidad/1554826902_619603.html

    O novo Governo de Direita vai baixar impostos e reformar o Governo Regional.

    Comparem esta posição com a do PSD e do CDS que tiveram uma oportunidade única de reformar o Estado e cortar despesa estrutural e acabaram subindo os impostos. Onde está a Direita em Portugal? Onde?

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  18. Luis permalink
    6 Maio, 2019 20:40

    Oh licas em que mundo vive. Diz você que não há censura…

    https://elpais.com/sociedad/2019/05/06/actualidad/1557159493_308513.html

    A nova ditadura chama-se ditadura do politicamente correcto.

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  19. CASTANHEIRA permalink
    6 Maio, 2019 22:36

    “[Society] is a partnership in all science, a partnership in all art, a partnership in every virtue and in all perfection. As the ends of such a partnership cannot be obtained in many generations, it becomes a partnership not only between those who are living, but between those who are living, those who are dead, and those who are to be born.”
    Edmund Burke (1729-97)

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  20. Arlindo da Costa permalink
    8 Maio, 2019 03:37

    É verdade Drª Cristina, exceptuando o V governo provisório do social-fascista Vasco Gonçalves, a Direita nunca governou em Portugal.

    Nem mesmo durante Estado Novo, cujo nome só por si consubstancia ideias revolucionárias e mui perigosas surgidas no 28 de Maio de 1926.

    Todos estamos à espera que a direita «musculada» saia do fitness e da clandestinidade.

    Para bem do nosso querido Portugal. Que Deus nos oiça.

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  21. 8 Maio, 2019 10:39

    Republicou isto em Palhota-da-Malamala.

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