mas, afinal, o que querem os “críticos” de cristas?
O CDS nunca teve um verdadeiro programa, nem uma ideologia vincada que o distinguisse do PSD, ou até mesmo, em certos momentos, do PS. O CDS é um partido que, depois do fim da primeira AD, se circunscreveu a uma quase inexistência – o célebre reduto do «táxi» – e, excepcionalmente, no fim do cavaquismo, com Monteiro e Portas, ou melhor, com Portas e O Independente, conseguiu voltar a ter alguma expressão eleitoral, até chegar a um governo que provavelmente lhe terá sido fatal. Ideologicamente, após o ciclo de Freitas do Amaral, cuja grande preocupação era dizer que o partido não era de direita e que estava “rigorosamente ao centro”, ainda se animou fugazmente com Lucas Pires, onde se inclinou para um certo liberalismo europeísta, tendo logo avançado para um conservadorismo requentado e salazarento com Adriano Moreira, posicionamento orgulhosamente herdado por Manuel Monteiro. Com Paulo Portas ensaiou-se uma rábula de retorno à “democracia-cristã” e a um conservadorismo que nunca foi genuíno. Quando chegou ao governo, o partido de Paulo Portas limitou-se a cumprir o programa da troika, com mais ou menos espasmos, como é natural em partidos que se preocupam com votos e eleições.
Tudo isto – que é a história sucinta (como tinha de ser) do CDS – fez dele uma agremiação de amigos e não propriamente um partido político com espessura sociológica. Basta pensar na ausência de uma verdadeira implantação autárquica, ou nos dirigentes das estruturas locais que as dominam, para vantagem própria e de uma muito pequena corte pessoal (estude-se, por exemplo, o caso do governo do partido no Porto nos últimos 25 anos), para percebermos o fenómeno. É um partido que chega, na melhor das hipóteses, a 8%, 9% do eleitorado em legislativas, se tiver um líder mediático e fossão, como Paulo Portas era, e que ambiciona ter votos suficientes para ter 116 deputados juntamente com o PSD. E por aqui se fica.
Nessa medida é quase ininteligível o que pretendem, agora, os «críticos» da Doutora Cristas. Queixam-se de que o CDS não tem “ideologia” e “mensagem”? Mas qual “ideologia” e qual “mensagem”? E quando é que as teve, se alguma vez as teve? Reclamam da excessiva “jovialidade” e falta de peso e perfil conservador da líder? Será que já se esqueceram do «Paulinho das Feiras»? Do Manuel Monteiro das campanhas do mar e da agricultura? Custou-lhes ver a patetice do CDS alinhar com o Bloco e o PC (e, já agora, com o PSD) na estória dos «direitos dos professores»? São capazes de ter razão, mas, por pior que tenha sido a patetice, nada que se compare, por exemplo, com a «demissão irrevogável» em pleno ajustamento de um país sob intervenção externa. E que tenham a seguinte certeza nas suas esclarecidas cabecinhas: o CDS só existe se tiver um líder que “passe bem” na televisão e nas feiras. Portas era exímio nisso e Monteiro não lhe ficava a uma distância abissal. Cristas tentou reproduzir o fenómeno e nada garante que não consiga (ou que consiga) duas mãos de deputados nas próximas legislativas. Por conseguinte, as críticos da Doutora Cristas, antes de de isolarem num convento para meditarem sobre as grandes questões da política e da humanidade, que procurem alguém que cumpra esses requisitos teatrais, à garupa de quem possam continuar a manter os seus pequenos poderes. O resto é pura ficção.

Penso que o CDS perdeu uma oportunidade (única?) para se tornar relevante. Tivesse ousado em abandonar o conservadorismo beato e partir para uma matriz mais liberal, e talvez estivesse nesta altura a somar apoios à direita. Claro que nunca com Cristas.
Adolfo Mesquita Nunes teria sido o “ponta de lança” desta (r)evolução. Não foi.
Será que no futuro vamos vê-lo noutro partido? Acho que sim.
Para o CDS o futuro acabou, nem de táxi…nem de Uber.
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O Adolfo Mesquita continua militante do cds. O Nuno Melo foi para o seu exílio dourado… Nestas circunstâncias, não é necessário que o CDS se afunde.
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Mal por mal, deixem estar a Cristas … pelo menos não joga(?) no LBGT****
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Aquilo que as pessoas fazem para lá da porta do quarto não me diz respeito. E espero continuar a pensar assim.
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Os resultados das eleições europeias têm nome:
O triunfo dos porcos.
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O Paulo Portas descuidou-se e mostrou a palma da mão. Não tem calos.
Para derrubar a escumalha da Esquerda temos que nos calejar.
A Esquerda está bem agarrada à mama.
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Click to access programa-1993-.pdf
Não é lá muito curial criticar o cds (ainda por cima face ao PPD/PSD) por ser um partido sem programa. Mais complicado será encontrar o programa do PPD/PSD por aqui: https://www.psd.pt/
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“o CDS só existe se tiver um líder que “passe bem” na televisão e nas feiras.”
Portas “só ficava bem” porque veio do jornalismo e nasceu numa das famílias da “urbanidade”, por isso os outros jornalistas tratavam-no com cuidado. Viesse ele de Boliqueime ou Mem Martins e a conversa seria outra.
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Nada disso Luke, o Portas “só ficava bem” porque pertence ao lobby gay!
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Por falar em alterações climáticas, já viram algum fulano do PAN a plantar uma árvore?
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A Esquerdaria berra e berra das alterações climáticas.
É Bloco de Esquerda, é PAN, é Guterres, é a Esquerda soft tipo PSD e CDS é o parvalhão bacoco do Marcelo……………..
É uma espécie de reza ao Criador. Só pode.
E o que faz essa gente para Portugal proteger a sua Natureza?
Povoar os campos, florestar, cultivar as terras, regar?
Alem de não fazerem nada ainda impedem o caminho.
Não deixam fazer barragens. Querem acabar com algumas.
É uma chatice para se fazer um poço ou abrir um furo. Taxas, taxinhas e multas.
O Estado socialista obriga os “demónios” privados a limpar os terrenos e ele deixa tudo em modo de arder.
Os portugueses mais lutadores vão trabalhar para o estrangeiro.
Em Portugal vão ficando os velhos, os Estado-dependentes, os comunas e os xuxas.
Bonito serviço, Sr 25 de Abril !!!!!
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Fui brevemente líder da Juventude Centrista em Passos de Ferreira no início dos anos 90. Não era natural da cidade e tinha na realidade chegado apenas à um ano. Mas era muito activo politicamente e depressa me juntei às estruturas locais do partido. Freitas do Amaral era o líder do partido na altura. E o PSD era (penso que ainda é) dono de Paços de Ferreira.
Saí da liderança local da JC e entreguei o cartão do partido menos de um ano depois de ter ganho as eleições. Arrependido do tempo que perdi e desiludido com a falta de orientação ideológica já naquela altura. E precisamente pelo que o Rui escreveu aqui. Já em 1992 o CDS era apenas e somente um clube de amigos.
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O PS é uma família de amigos e o PSD um baronato de invejosos.
A escolha não está fácil …
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Pelas declarações que ontem o MCThomaz fez na Fundação Luso-Americana sobre “populismos” (sendo ele o político mais populista e popularucho incontrolavelmente desatinado), o futuro da “direita”, “centro-direita” e “extrema-direita” em Portugal, certamente o P”S” sente-se mais almofadado e agradecido para vencer de caras as Legislativas. Que papá tão oportuno, atento e carinhoso têm os “socialistas”…
Só falta neste ano eleitoral, o MCThomaz ir à Madeira a pretexto de qualquer coisa, apoiar o Cafôfo e zurzir no Albuquerque.
O P”S” vai apoiar o MCThomaz nas eleições presidenciais. Vence-as com uns 90%. Não votarei nesse acto eleitoral.
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Eu votei uma vez no CDS, quando era o “partido dos contribuintes”.
Depois, no Governo, votaram a favor de todos os enormes aumentos de impostos, e cortes na despesa, que é bonito, está quieto.
Na eleição seguinte votei em branco.
Nas seguintes nem perdi tempo com isso.
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A Sra de Cristas com o seu ressabiar todo …e sem qualquer direcção …estendeu-se ao comprido completamente …com um queque na mão!!
Esperavam o quê… e se ela não mudar vai cair da cadeira…pensavam eles que tinham um Portas de saias? Não ela vai sair pela porta!
Pedro Mota que começou a andar de BMW …Nuno Melo muitos tiros deu nos pés!!
Os queques não conseguiram digerir o arroz de Atum…
O partido sempre Muleta só tem conversa da treta!
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