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A indústria do aborto

21 Junho, 2019

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Começo por contar a minha história. Eu faço parte do grupo de meninas que ainda adolescentes recebem a notícia que estão grávidas. Apesar de já casada, engravidar aos 18 anos não estava nos meus planos. A notícia caiu como uma bomba: e agora? estou a estudar, sou ainda “criança”, não tenho vida organizada, o dinheiro é escasso e tenho planos que este bebé vai “destruir”. O pânico instalou-se. A raiva também. E sentada na casa de banho a olhar aterrada para o resultado do teste só queria que alguém me confirmasse que estava a ver mal. Mas a realidade não era essa.

Naquele tempo não havia recurso ao aborto e sobre contracepção a informação era pouca e os apoios também além de nem sequer existir a pílula do dia seguinte. A pergunta que se impõe é: se o aborto fosse legal, teria recorrido a essa prática? A resposta não é simples pois depende de inúmeros factores mas recordando os sentimentos que tomaram conta de mim, talvez.

Sem outra alternativa, segui em frente. Enquanto não o sentia, tentei abstrair-me daquela realidade e escondê-la na escola o mais que podia. Mas assim que os movimentos fetais começaram, mudei. De repente era como se tivesse pela primeira vez consciência que tinha um ser dentro de mim por quem era responsável. E se até àquele momento só queria que aquela gravidez não existisse, nesse instante passei a ter medo de o perder de tal forma que me tornei obsessivamente preocupada. O medo agora era que nascesse mal formado ou morresse. Tal e qual. Comprava todo tipo de literatura sobre bebés, sobre alimentação na gestação, sobre cuidados a ter na gravidez! Quando nasceu tive a certeza que era a coisa mais importante que tivera até ali.

Se fosse consumado o aborto teria perdido uma mulher extraordinária que preenche a minha vida de amor, entreajuda, amizade, cumplicidade e o Mundo teria ficado mais pobre sem uma grande profissional que contribui brilhantemente para a sociedade numa empresa estrangeira com o seu “know-how” em computação de imagem digital. Ou seja, uma perda imensa para todos.

O aborto foi-nos vendido como um direito em nome da liberdade de escolha mas na realidade não passa de um negócio de biliões à conta da mulher. Isto porque não lhes é dado de facto escolha quando chegam desesperadas e fragilizadas às clínicas de abortos. Na verdade, assim que o profissional as recebe, o único objectivo é levar aquela mulher, cheia de dúvidas, cheia de medos, a decidir pelo aborto. Sempre. Ora, quantas dessas mulheres, se fossem mesmo elucidadas sem fugir uma vírgula à verdade sobre o que é realmente o aborto, quais as suas consequências e alternativas, desistiriam do o fazer? Arrisco dizer: quase todas. Por isso não interessa à indústria que vive deste chorudo negócio.

Num documentário que se tornou filme, “Blood Money”, é revelado o lado obscuro deste negócio nojento com depoimentos, entre outros, de Carol Everett, uma ex-proprietária de um clínica de abortos onde se fala na venda de fetos, na manipulação psicológica da mulher para abortar como sendo a única alternativa ao seu problema. A NAF (Nacional Abortion Federation) é o maior grupo comercial de fornecedores de “produtos” de abortos nos EUA onde 50% dos seus membros e lideranças pertencem ao Planned Parenthood – A Federação de Paternidade Planeada da América que inicialmente era um centro de informações e consulta sobre sexualidade e contracepção para mulheres, criada pela feminista Margaret Sanger em 1916 e hoje é responsável por metade dos abortos legais feitos nos Estados Unidos. Com uma câmara OCULTA foi possível ouvir de viva voz esses médicos infanticidas falar das suas práticas como se de um produto qualquer se tratasse com risos pelo meio. Isto não se inventa.

Uma sociedade que promove a morte, seja de bebés seja de pessoas adultas, não é progressista é regressista, é voltar ao estado selvagem isto apesar de nem na vida animal se registar tamanha barbaridade.

Temos uma crise profunda de valores humanos que urge resolver porque não se pode ser humanista e depois matar por egoísmo outros seres indefesos, sem qualquer necessidade que o justifique, como por exemplo  pelo trauma de uma violação ou de um incesto (apesar destes poderem ser evitados com a pílula do dia seguinte), de uma má formação congénita ou perigo da mulher. Quando decidimos matar uma criança no ventre materno, não estamos a tomar uma decisão só nossa, decidimos pela vida que vive dentro de nós. E chamem-lhe o que quiserem com termos “bonitos” como “interrupção voluntária de gravidez” para aliviar consciências, mas isso será sempre matar um ser vivo.

Ter a capacidade de gerar vida é uma bênção que a muitas mães é negado pela natureza, mas por deturpação passou a ser um “problema” quando devia ser o contrário. É aqui que o trabalho da sociedade tem de começar: ensinar em casa e nas escolas a respeitar, valorizar e amar a vida e ajudar a aceitar uma gravidez não planeada como algo nobre e louvável e não o contrário; criar apoios às famílias e jovens mães; tornar as pílulas (inclusive do dia seguinte) acessíveis a todas as mulheres.

Acontece que na escola pública, hoje ensina-se o aborto como alternativa contraceptiva como se pode ler nos Guiões de Educação Género e Cidadania para o Secundário.Não se ensina realmente a prevenir muito menos a ultrapassar uma gravidez não planeada. E o resultado depois é ter jovens frustradas com vários abortos no currículo. Isto não é progresso.

Por outro lado temos políticos que se estão borrifando para a natalidade e que ao invés de a estimular e apoiar fortemente as famílias com pacotes legislativos como na Hungria, incentivam o aborto para depois ir “importar ” imigração ilegal a troco de dinheiro à UE alegando forte declínio demográfico. Isto são factos.

O filme “Unplanned” que estreou recentemente e tornou-se um êxito de bilheteira, demonstra tudo o que acabo de escrever e por isso aconselho que o vejam para depois reflectirem seriamente sobre este tema.

Veja mais aqui:

Reportagem “Blood Money”

Filmagem com câmara oculta na NAF

Trailer do filme “Unplanned”

66 comentários leave one →
  1. 21 Junho, 2019 12:19

    Casada, engravidar pela primeira vez na vida e pensar em abortar e esconder por vergonha?
    E o pai, não é gente?

    Eu, menina e mais que solteira, e sem ajuda de ninguém, contei ao pai e nem por um segundo que fosse tive a mínima dúvida acerca de um filho que tinha sido gerado e estava dentro de mim.
    E segui em frente sozinha quando todos quiseram e até pagavam para abortar.

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  2. 21 Junho, 2019 12:21

    Nunca entenderei como é possível alguém esconder uma gravidez como se a vida de uma criança fosse uma vergonha para a sociedade.

    Nunca na vida. Acho que é algo contra-natura.

    Abortar sem dizer a quem o fez, só se for por nem saber quem é o pai e essa sim, pode ser uma coisa um tanto badalhoca, ainda que o filho não seja vergonha nenhuma.

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  3. 21 Junho, 2019 12:26

    O meu pimpolho uma vez contou-me que a namorada estava com dúvidas se tinha engravidado. Nenhum dos dois ainda trabalhava e estavam a fazer doc.

    A primeira coisa que ele disse é que nunca admitiria que lhe matassem um filho. E se ela o fizesse ele nunca mais na vida a queria sequer ver à frente.

    Lembro-me que a coisa aconteceu aquando do referendo e contei isto à Cristas e conversámos sobre o assunto, quando ela ainda nem estava na militância política.

    Porque eu ajudaria sempre a tomar conta. E ele, sendo homem, teve instinto paternal

    Ser-se pai ou mãe não é coisa de caridade. Essa treta da adopção ser igual a biológico é outra mentira.
    Ninguém tem filhos por filantropia social.

    Tem-se por se ser bicho e ter instinto de vida e natural desejo biológico e genético de se perpetuar.

    Quem o não tem é avariado.

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  4. Expatriado permalink
    21 Junho, 2019 12:59

    Parabéns, jovem Cristina, por um texto que devia, em gente normal, dar muito que reflectir e pensar profundamente.
    Dizem @s anormais que a gravidez é uma doença e, como tal, deve ser “tratada” com a morte do “problema”. Não há maior mostra de egoísmo desumano.

    Pergunto: qual a especialidade médica dos médicos que fazem os abortos? Serão obstetras? Honestamente não sei.

    Noto que no meio de tanta greve no SNS ainda não vi nenhuma greve aos abortos. Porquê?

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  5. 21 Junho, 2019 13:06

    Sim. O texto é bom.

    Nem li tudo porque parei ali no ser menina aos 18 anos e casada na maioridade, com vergonha de ter engravidado do marido e dúvidas antes de sentir mexer.

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  6. 21 Junho, 2019 13:09

    Engravidar do marido, pela primeira vez na vida e sentir isto, para mim não tem explicação:

    «A pergunta que se impõe é: se o aborto fosse legal, teria recorrido a essa prática? A resposta não é simples pois depende de inúmeros factores mas recordando os sentimentos que tomaram conta de mim, acredito que sim.»

    Nem contava ao marido que ia ser pai. Abortava por causa das tais coisas de ainda estar a estudar e ser menina, apesar de ter sido adulta para livremente casar.

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    • Cristina Miranda permalink
      21 Junho, 2019 14:20

      Quando ainda somos crianças não temos maturidade pra nada. Casei aos 17 e não vou explicar agora aqui porquê mas sim, numa “criança” é assustador. E não, não escondi. Foi a primeira pessoa q procurei ao sair da casa de banho com o teste na mão a pedir pra me dizer se estava a ver bem. Quando engravidei já era vítima de violência doméstica. Pedi divórcio com 21 anos.

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      • 21 Junho, 2019 18:26

        Ok. Para o caso, sempre que se entra na exposição da intimidade as coisas perdem o norte.

        Nisto tudo, penso eu que apenas se tem de considerar a inversão dos valores da pedagogia do aborto nas escolas e fazerem dos médicos abotoadeiras no SNS, a par de igualdade de obstetras de grávida que queira ter o filho.

        Como a eutanásia é que está na calha, a inversão de tudo já vai muito mais longe. O Juramento de Hipócrates passou ao de hipócritas.

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  7. 21 Junho, 2019 13:10

    Peço desculpa, não é nada de pessoal, nem podia ser porque não conheço a CM de lado nenhum.

    Como deu um testemunho pessoal, para me manifestar tenho de comentar algo que, sendo pessoal e da vida privada, foi tornado público pela própria, como exemplo moral.

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  8. 21 Junho, 2019 13:18

    A igualdade de género e o feminismo são a maior patranha porque um homem e uma mulher são diferentes.

    E a diferença nada tem a ver com oportunidades de carreiras e outras tretas que dizem ser de influência social.

    A diferença está aqui espelhada.

    Uma mulher pode engravidar e deitar essa vida fora sem que o pai alguma vez precise sequer de saber ou opinar, ou impedir.

    Se quiser ter o filho- tem-no e ai do pai que o fez que não assuma a paternidade, obrigatória por lei.

    Se não quiser ter filhos, o desgraçado não pode fazer nada e tem de acatar ou ser obrigado a repudiar a parceira.

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  9. 21 Junho, 2019 13:21

    Pai a bem, pai à força, pai corno, estéril por solidariedade.

    Mulher- mãe se quiser, não mãe se não quiser, abortadeira se mandar no “hospedeiro não desejado” como dizia uma maluka que por aí andava

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  10. Velho do Restelo permalink
    21 Junho, 2019 13:41

    Então meninas … isto já parece um confessionário 🙂

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    • 21 Junho, 2019 13:58

      Nunca usei essa estratégia moralista nem fiz do Cocanha um confessionário.

      Acho mesmo que nunca tinha contado publicamente como tive um filho.

      Mas ao ler este tipo de coisas moralistas com paleio de mulher e depois vitimização hipócrita, não aguentei.

      Não suporto moralismos nem chantagens emocionais.

      Por isso é que também já nem aguento esta treta agora do betolas do traficante de carne humana e o choradinho que vai de cana quando andou a salvar vidas no mar.

      E vejo muito homem a deixar-se levar por paleio de “confessionário de meninas” e a fazê-lo também.

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    • Jornaleco permalink
      21 Junho, 2019 15:21

      @Velhote ignorante e profundamente malvado

      Cale-se, que é melhor.
      Eu já lhe avisei. Agradeça aos macacos, que nós nunca-nos vamos cruzar.

      Eu depois dava-lhe, o que merece. A sua maldade é também grande.

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  11. Daniel Ferreira permalink
    21 Junho, 2019 14:15

    legalizam o Assassinato bebés Cristãos e chamam-lhe aborto, querem legalizar o assassinato de idosos e chamam-lhe eutanásia e querem legalizar a castração química de CRIANÇAS assassinando gerações futuras e chamam-lhe (((direitos transexuais))).

    Jacobinos, a matar cristãos como imperativo divino desde sempre

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  12. Luís Lavoura permalink
    21 Junho, 2019 14:23

    A história da Cristina é muito interessante mas, em si mesma, não tem qualquer significado político.
    Também há muita gente que, digamos, se casa e meses (ou poucos anos) depois se arrepende e se divorcia. O que se conclui daí? Que o casamento é um erro? Que as pessoas deviam ser dissuadidas de se casarem? Que o casamento deveria ser proibido por lei?
    É normal as pessoas arrependerem-se ou mudarem de ideias. A Cristina mudou de ideias e está satisfeita por ter mudado; ainda bem. Mas daí não se deduz que a ideia que a Cristina em tempos teve esteja irrevogavelmente errada.

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    • Cristina Miranda permalink
      21 Junho, 2019 14:58

      Não percebeu nadinha do texto. É uma pena. Havia um contexto q foi totalmente TRUCIDADO por este comentário. Mas pronto. Nada de novo.

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    • Jornaleco permalink
      21 Junho, 2019 15:18

      @ Lavoura, eu digo-o de outra maneira: você é um cretino, e a maldade em pessoa.

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    • Velho do Restelo permalink
      21 Junho, 2019 18:31

      Olhe que tem, ninguém se expõe assim só porque é giro revelar a sua intimidade !
      Eu até tentei fazer um comentário que salientava alguns aspectos interessantes para o debate, mas talvez por ser muito longo … ou pouco conveniente para os fins em questão … foi bloqueado ! No problem ! Em vez de debate só vejo “miminhos” 🙂

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      • Cristina Miranda permalink
        21 Junho, 2019 19:40

        Bloqueado? Por mim não foi de CERTEZA.

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      • Velho do Restelo permalink
        22 Junho, 2019 09:13

        (assim sendo, faço mais uma tentativa, e as minhas desculpas …)

        Não me parece muito sensata a exposição de temas tão pessoais. Mas cada um é como é e certamente terá os seus motivos, e quanto a isso nada a opor.
        Mas já que a Cristina se dispôs a apresentar o seu caso, seria uma desconsideração não tirar dele algumas ilações :
        » A primeira é que o “objectivo” é dinâmico! Ou seja não é estável ao longo do tempo.
        
        No início o pânico levava para uma solução drástica, mas passado algum tempo as circunstâncias alteram-se e o objectivo passa a ser outro.
        » A segunda é que para essa mudança de objectivo contribuem muitos factores :
        Questões hormonais, contexto familiar, o vencer do pânico inicial …
        
        » O contributo da zazie mostra também que não somos todos iguais! Cada um pode ou não reagir de modo diferente perante a mesma situação, ainda que as circunstâncias sejam semelhantes.
        » A denúncia do aproveitamento económico deste drama é de louvar.
        A solução passa por levar as interessadas a recorrer a serviços de apoio (isentos de interesses) antes de contactar as ditas empresas.
        
        Perante isto, parece-me inadequada qualquer tentativa de “generalização” ou de arrogância em se assumir como a “medida padrão” fazendo crer que quem não for como eu é anormal (ex. zazie)!
        
        Depois há o exagero do Daniel, que muito à semelhança da malta do outro lado, gosta de “acrescentar” e “distorcer” para compor o discurso !
        » Legalizar o aborto consiste em o “despenalizar”, não obriga ninguém a abortar!
        » Do mesmo modo na eutanásia!
        » Quanto à castração de crianças tomei conhecimento agora! Vou esperar para ver …
        » Não creio que o termo “Cristãos” esteja expresso na lei, pelo que só pode ser mais um exagero do Daniel!
        

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      • 22 Junho, 2019 11:18

        É pá, v. devia deixar-se de habilidades de html pq não tem idade para isso.

        E devia aprender a ler português para evitar escrever baboseiras acerca do que os outros escreveram.

        Em parte alguma eu disse que quem não foi como eu é anormal.

        O que posso é dizer que nunca entenderei a que título alguém pode achar que ir ter um filho é uma vergonha social e precisa de o esconder.
        E ainda por cima, se essa pessoa é casada. Estar grávida do marido, em parte alguma do mundo ou em momento algum das civilizações foi vergonha pública.
        Ponto final nesta primeira questão que eu comentei.

        A outra que disse e essa sim, continuo a dizer e a pensar é que nenhuma pessoa saudável e fértil prescinde de ser mãe (homem acredito que seja diferente, pois não gera dentro do corpo) sem que seja avariada.

        E isso nem se aplicava ao que a CM escreveu nem ao seu exemplo, porque em parte alguma defendeu que teria sido melhor não ter filhos, ou que escolher a maternidade ou a esterilidade ou a carreira são coisas equivalentes e sem que venham a dar problemas psicológicos mais tarde,

        Ou seja- o Ocidente está avariado. Está doente por vender a morte, a solidão, o aborto, a eutanásia, para si e deixar-se invadir pelos que ainda estão saudáveis e têm superior instinto de vida.

        E os saudáveis com instinto de vida ocupam sempre o lugar os que fazem de mortos.

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      • 22 Junho, 2019 11:23

        Ah, e outra coisa- os nossos casos não têm a menor semelhança.

        E acho que começaram na diferença natural entre as pessoas, como v. disse.

        Só que essa diferença não se manifesta na tal ideia de abortar e ter vergonha e pensar que se fosse dentro da lei até fazia, mas fora da lei tenho medo. Na primeira vez na vida que soube que estava a gerar um filho.

        Essa diferença há-de existir muito antes. O meu lema desde a pré-adolescência já estava gravado na mochila de escola- “Je fais ma loi”.

        Foi uma continuação dele. E nunca deixei de a fazer nem alguém conseguiu que eu não mandasse e fizesse sempre o queria.

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      • 22 Junho, 2019 11:29

        E outra coisa- muito antes de se procurar leis e responsabilidades e ajudas estatais seria preferível entender-se que a principal ajuda e dever deve vir da família.

        E família, em todas as civilizações que não se espatifaram por imbecilidade jacobina, sempre foi a próxima, a começar pelo pai e pela mãe.

        Se uma rapariga jovem não é protegida pela família de sangue, é entregue a qualquer um.
        E isso nem mesmo no Islão existe em absoluto. Existe parcialmente, Mas mesmo aí o pai defende a filha se a outra a quem passou se portar mal.

        Quando isto falha mais uma vez há coisa avariada e contra-natural e essa é que deve ser a que se considera responsável. Porque o Estado não é paizinho de ninguém, nem mesmo quando vende esse marketing.

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      • 22 Junho, 2019 11:42

        Legalizar o aborto não consiste nada em o “despenalizar” e ponto final e não obriga a abortar, como legalizar a morte de pessoas por médicos, não obriga a que estas se queiram matar.

        Esse paleio é mongo.

        Legalizar o aborto obriga a colocar limites em toda a parte. De outro contrário legitimava-se também o infanticídio ou podia-se matar uma criança com o mesmo tempo de gestação com que se consegue que ela nasça prematura.

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      • 22 Junho, 2019 11:47

        Legalizar o aborto, dada a necessidade de não legalizar o homicídio, obriga então a que seja a “Ciência” a determinar a bondade ou maldade do acto e atribuir a sua prática a profissionais de saúde que existem para salvar vida e não tiraram o curso de carrascos.

        Politicamente é esta a questão. Os jacobinos obrigam os que juraram salvar vidas a serem carrascos dentro da mesmíssima prática médica por ordem do Estado e sob tutela do Estado e dentro da Lei que toma o lugar da Moral.

        Ora aqui é que entra a inversão de tudo e aquilo que se pode dizer é apenas isto- legalizar um acto que é imoral é como retirar a tabuleta que diz – Não- e Mau, e colocar no seu lugar a tabuleta que diz Sim e Bem, porque a Lei diz.

        Consegue entender?

        Consegue entender o que é a Lei a tomar o lugar da Moral, invertendo os valores morais que lhe são anteriores e autónomos e das civilizações?

        Chama-se a isso Revolução e Jacobinismo!

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      • 24 Junho, 2019 09:23

        @zazie infelizmente esta sociedade ocidental está em decadência desde o inicio do liberalismo, e posteriormente do marxismo, ambos que conseguiram fragilizar as bases da moralidade ocidental, o cristianismo.

        A questão do aborto é menos complexa do que a querem tornar.

        Com a decadência iniciada no liberalismo\marxismo, a vida humana foi racionalizada e reduzida a simples caracteristicas biológicas. O seu valor passou a ser equiparável a qualquer outro objecto inanimado ou não. Igualmente, valor de uma vida jovem passou a ter outro valor diferente, assim como uma vida adulta, assim como uma vida do sexo masculino ou do sexo feminino. Foi tudo racionalizado.
        Como tal, a determinação do que faz sentido ou não viver passou lentamente a ser aceite, e hoje, não só se fala de aborto já como facto do ocidente, como já começa também a entrar a eutanásia no mesmo registo, e igualmente do infanticídio (aborto pós-nascimento), pois não passam de questões racionais para quem está à frente na governação e legislação dos países.

        No mesmo seguimento, poderemos esperar dentro de 10, 20 anos, a racionalização de gestação de crianças para extrair orgãos humanos para transplante ou até mesmo para prolongar a vida de adultos que têm mais capacidade financeira. Outro exemplo será a determinação de quem pode ou não engravidar, tornando a estilização obrigatória, racionalizando esse procedimento com as mais variadas razões (evitar pobreza, evitar criminalidade, evitar a destruição do ambiente, etc).

        Anteriormente ao liberalismo e marxismo, tínhamos a moralidade cristã, em que o valor da vida era divino, pois era considerada milagre a sua existência.
        À excepção de mortes cometidas em defesa da própria vida ou em guerra, que mesmo ambas, obrigavam à confissão e pedido de perdão, qualquer outro acto que causasse a morte a outrem era o pior crime possível de cometer, que justificaria a pena mais pesada, e assim sendo, quem criava, cuidava e mantinha a vida de outros, era visto como honorável e de bem.

        Hoje temos literalmente o mundo ao contrário, resultado de mais de 8 décadas de acções de diversas instituições e homens de poder que têm somente o objectivo de reduzir a população mundial, para que as elites tenham cada vez mais poder.

        A solução para evitar o colapso da civilização ocidental sempre existiu, é simples e merece toda a nossa dedicação: é reconhecer que a civilização ocidental é, em verdade, a civilização ocidental cristã, recuperar os valores que a permitiram construir e manter, exercendo-os e defendendo-os com todas as nossas forças.

        P.S.: falo como homem que teve, há sensivelmente 20 anos um filho abortado, sem outra hipótese colocada, e que, hoje sei que tanto a minha vida como a da minha companheira da altura (e recentemente falámos disso), teriam sido, com todas as certezas – melhores – além de que podíamos termos colocado mais uma vida no mundo.

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  13. 21 Junho, 2019 14:50

    Republicou isto em O Pica-Miolos and commented:

    “Começo por contar a minha história. Eu faço parte do grupo de meninas que ainda adolescentes recebem a notícia que estão grávidas. (…) De repente era como se tivesse pela primeira vez consciência que tinha um ser dentro de mim por quem era responsável.” Ler mais

    Coincidências, apenas há momentos, comentava com um amigo, que a loucura feminina que vemos hoje em massa, aparentava estar relacionada com a idade de maternidade, cada vez mais tardia.

    Que, a rápida mudança (ver gráfico do PORDATA https://www.pordata.pt/Portugal/Idade+m%C3%A9dia+da+m%C3%A3e+ao+nascimento+do+primeiro+filho-805) do aumento da idade da primeira maternidade, e da facilidade de recorrer ao aborto (agora legalizado e comparticipado pelos contribuintes, assim como a baixa médica da prática desse), afastou um factor de desenvolvimento de carácter das mulheres que as deixa presas num ciclo vicioso mental de que não conseguem sair, mantendo a incapacidade de lidar com dificuldades e as viciando no fugir às responsabilidades e atribuição das mesmas a terceiros.

    O processo de aceitação consciente da maternidade, cedo na vida, constrói grandes mulheres.
    A Cristina Miranda é uma dessas mulheres.

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    • 21 Junho, 2019 15:36

      Hedonismo!!

      Foi sempre a intenção da esquerda fascista transformar a mulher numa puta, num objecto sem alma. Umas poucas cobram dinheiro, como nas fábricas, e outras, a vasta maioria, fazem-o por outras razões. O resultado é o mesmo.

      O filho da puta do Lenine tinha a intenção, de não só partilhar a propriedade, os bens, mas também a mulher. Ele queria que todos fodessem com todos. Está documentado. Não sabe? Só que esse cabrão não conseguiu. A pessoas não quiseram tanta maldade.

      Não há ninguém que despreza a mulher mais, do que o ateísmo, a esquerda fascista e os bárbaros muçulmanos. Porcos sobre porcos.

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      • 21 Junho, 2019 16:38

        Não, é mais simples que isso.

        A democracia ocidental foi corrompida pelo Grande Estado Social ao este lentamente ter-se substituído ao marido/pai (que é a principal fonte de rendimentos de uma família), e que sucedeu após o homem ocidental, confiante que essa responsabilidade seria tomada conscientemente, ter alargada o direito à eleição dos seus representantes à mulher.

        No fundo, a culpa é da politica praticada por homens corruptos (no passado e até hoje), e de mulheres que, tendo a consciência disso, permitiram e se aproveitaram para obter recursos sem responsabilidades associadas. A esquerda, pelo socialismo, aproveitou-se dessa fraqueza feminina, e o resultado está à vista por todo o ocidente, em todas as áreas da sociedade.

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  14. 21 Junho, 2019 15:02

    Compreendo o que a CM diz: no estado inicial, na primeira gravidez, pode não se ter a noção do que significa.

    Depois do primeiro filho, e do segundo, etc., já se tem a percepção que o embrião é de facto um bebé em potencial, único e irrepetível. Não adianta pensar que se podem ter mais bebés, porque nunca mais será “aquele” bebé.

    Penso que as mulheres que abortaram (que tiveram outros filhos e pensam nos assuntos da vida) carregam com essa mágoa pela vida fora. Mesmo que não admitam (muitas vezes nem a si próprias).

    Acho um crime convencer uma mulher a abortar. Com seis semanas de gestação já se pode ouvir o coração. Muitas mulheres não seguiriam com o aborto se ouvissem o batimento cardíaco.

    O testemunho da Abby Johnston é brutal.

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    • 21 Junho, 2019 18:31

      Errado- o primeiro é a primeira vez que pode até ser a única.

      Não faço julgamentos de quem aborta, faço julgamentos de quem legaliza e obriga médicos a praticá-lo e transforma o acto em pedagogia escolar.

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      • Paulo Salaberth permalink
        25 Junho, 2019 14:46

        ‘Não faço julgamentos de quem aborta,’
        🙂

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  15. Jornaleco permalink
    21 Junho, 2019 15:48

    Não houve um referendo no passado, que decidiu contra a matança a sangue frio da vida mais bela ainda não nascida? Houve. Os pormenores agora são secundários.

    E o que é os assassinos da esquerda fascista, esses grandes porcos, não aguentaram? Ter perdido o dito referendo. Nenhum respeito.

    O que é que os mesmos porcos fizeram e o que prova claramente, que eles, igual aos porcos muçulmanos, nunca irão respeitar os valores e as decisões dos outros cidadãos, aquelas dos justos e honestos?

    Continuaram a luta dos porcos. Oito anos mais tarde, não foi?, obrigaram a mais um referendo, sobre a mesma causa: matar a sangue frio a vida mais bela ainda não nascida. Qual aborto? Isso não existe. O que existe é a matança bem planeada da vida mais bela ainda não nascida. Assim, e só assim, é que se define na ciência exacta.

    E esta vez, ganharam por pouco. ASSASSINOS!!

    E não foi no tempo desse cabrão e filho da puta do António Guterres, esse nabo, esse asno com boas notas, dizem, e só com esterco no coração e na cabeça? Salvo erro, foi essa besta, maçónica, estúpida, malvada, profundamente burra, que vai pagar muito caro, no futuro.

    Eles só mortos saem do poder. Democracia? Com asnos malvados, que negam que a maldade existe? Sonhem para a frente.

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  16. Expatriado permalink
    21 Junho, 2019 17:10

    Parabéns, jovem Cristina, por um texto que devia, em gente normal, dar muito que reflectir e pensar profundamente.
    Dizem @s anormais que a gravidez é uma doença e, como tal, deve ser “tratada” com a morte do “problema”. Não há maior mostra de egoísmo desumano.

    Pergunto: qual a especialidade médica dos médicos que fazem os abortos? Serão obstetras? Honestamente não sei.

    Noto que no meio de tanta greve no SNS ainda não vi nenhuma greve aos abortos. Porquê?

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  17. Ana Vasconcelos permalink
    21 Junho, 2019 17:42

    O mais engraçado é que muitos dos defensores do aborto, são vegan, não comem nem ovos, para não matar os animais….

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    • Os corruptos que se cuidem permalink
      21 Junho, 2019 19:18

      E acrescento-lhe aqui mais: não aprovam que se esterilize uma gata ou cadela prenhas para evitar nascimentos não havendo a quem dar os animais. São defensores dos direitos dos animais (animal rights) e da vida animal à outrance, por – dizem – ser o primeiro direito fundamental dos animais. É por isso que não podem ser abatidos para se comer, porque infringe o seu direito à vida.
      Ironia das ironias, se a “ninhada”, salvo seja, for humana, parece que já não tem como primeiro direito fundamental o direito à vida. Tenho uma sobrinha maluca que anda nessas vidas e nunca aceitou debater o assunto. Não tem argumentos… mas eu estou em crer que sei porque é: quanto ais pessoas existirem mais animais são comidos. Estes loucos acham que diminuindo (ou acabando) com a população humana voltamos todos ao paraíso na terra, da convivência entre as espécies.

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      • 21 Junho, 2019 21:08

        Esses são os psicopatas da actualidade.
        Ainda há pouco tive essa conversa com um empregado de supermercado.

        E quem disse que eles eram loucos e identificou bem a tara vegan e sua extensão até de modas dos anos 60 ou heresias medievais foi ele.

        O rapaz não era nenhum parvo e entende perfeitamente a ligação entre lobbies de marcas de produtos vegan (a tal tara do sem gluten e sem lactose) com nutricionistas, PAN e demais extensões no negócio dos direitos dos animais/ambientalismo/”nutricionismo-saudável” com sacralidade da bicharada..

        As “brand” de que fala o mujah, comentador do portadaloja

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  18. Mister Lógico permalink
    21 Junho, 2019 18:00

    Esta não é a minha direita, defendo os direitos dos outros concorde ou não.
    O referendo disse que nos estamos a borrifar para este assunto, os políticos decidiram e está feito. É um assunto demasiado pessoal para extrapolar experiências.

    Estamos a discutir o financiamento? É demasiado baixo.

    Existem várias direitas, existe quem apoie a ilegalidade do aborto e quem apoie a a legalidade do aborto dentro da direita.
    A tua opinião não reflecte um grupo, é individual.

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    • 21 Junho, 2019 21:13

      ò lógico- e se for infanticídio, se os políticos concordarem, acata também por ser democrata?

      Qual o limite? quem o decide?

      Dizem que quem legitima é a Ciência.

      Entende o que isso significa, atirar para uma avaliação “científica” os limites dos valores milenares da humanidade?

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      • Mister logico permalink
        22 Junho, 2019 06:56

        Porque parar no infanticídio? Se é para argumentar por falácias, a bola de neve pode ir até à morte indiscriminada.

        O limite decidimos nós, como sociedade não tivemos problemas com o aborto e provavelmente não vamos ter com a eutanásia. Se decidissem matar quem defende o aborto já era capaz de voltar a votar num referendo.

        Existem muitas histórias comoventes de casos em que o aborto teria sido a escolha mais humana. São tão válidas como as histórias de quem não quer que seja legal.
        A definição científica apenas serve para definir que masturbação masculina não é infanticídio. Se não houver uma linha, bolas de neve….

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      • 22 Junho, 2019 12:05

        E deve ser um tolinho mija-nos-finados, para vir lgoo com comparações jacobinas da masturbação ser pecado e coisas assim.

        É um tolinho que acredita nos progressistas.
        E depois fala assim, como os toinhhos marxistas da destruição de toda a Tradição, por acto de Poder.

        E afirma como os jacobinos que se dizem democratas- se já se votou isto, está votado, está decidido, vamos em frente que para a frente é que é a linha da História e das conquistas iluminadas do Progresso.

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    • 21 Junho, 2019 21:17

      Qual o papel do ser vivo?

      Não conta?

      O Peter Singer acha que conta, por comparação com um macaco ou até ratinho de laboratório e tanto embrião, feto ou pessoa com deficiência cerebral são menos e aguentar-lhes a vida é coisa de fazer as contas e ver quais os mais úteis.

      Ele prefere que se gaste com defesa de chimpanzés. E isto é de onde sai o lobbie a que v. chama “decisão democrática dos políticos”.

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    • 22 Junho, 2019 11:57

      Decidimos nós, quem?

      Quem é que decidiu cá as 10 semanas e noutros países a alargou às 12 ou já vai nas 14?

      E quem é universitário das bio-éticas darwinistas que já vende mesmo o infanticídio por comparação com os sencientes?

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    • 22 Junho, 2019 12:00

      V. devia mudar o Nick de Mister Lógico, para Mister Mongo.

      Se vai nas muitas histórias comoventes para passar carta branca ao partido do Poder que leva a votos um referendo, é um absoluto imbecil.

      Não é de esquerda nem de direita- é tolo.

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  19. Rão Arques permalink
    21 Junho, 2019 18:36

    Brevemente na televisão:
    E se fosse com o Passos Coelho?

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  20. 21 Junho, 2019 19:17

    O problema na argumentação que eu vejo com os grupos anti-aborto ou pro-vida e que mina a consistência da sua argumentação moral. É normalmente a aceitação da prática de aborto em situações que consideram “excepcionais”, o que significa que na verdade o valor da vida do feto não é um valor sagrado em si mesmo, mas antes também algo que está dependente das condições morais que foi gerado. E isso mina completamente a argumentação da sacralidade da vida humana.

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  21. 21 Junho, 2019 19:33

    O problema na argumentação que eu vejo com os grupos anti-aborto ou pro-vida e que mina a consistência da sua argumentação moral. É normalmente a aceitação da prática de aborto em situações que consideram “excepcionais”, o que significa que na verdade o valor da vida do feto não é um valor sagrado em si mesmo, mas antes também algo que está dependente das condições consideradas morais em que foi gerado. E isso mina completamente a argumentação da sacralidade da vida humana.

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    • Cristina Miranda permalink
      21 Junho, 2019 19:39

      Não. Porque o trauma pode fazer correr riscos à mulher e criança.

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      • 21 Junho, 2019 21:20

        E mata-se alguém porque pode vir a ter trauma?

        Esse foi o argumento de uma sujeita do “Natureza das Dúvidas” a propósito daquela criança que acabou por nascer de uma mulher em coma.

        Ela achava que a equipa médica é que devia ter decidido e não o pai, porque a criança mais tarde pode ficar traumatizada.

        (Nota: é mais outra que diz que “felizmente não teve filhos” e que é muito feliz por isso)

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      • 21 Junho, 2019 21:24

        Essa para mim é que é a rábula dos Monty Python.. A velha que aparece fatigada por ter estado horas a enterrar o gato, porque o coitado ainda ia acabar por morrer.

        «Mrs Conclusion: Hello, Mrs Premise.

        Mrs Premise: Hello, Mrs Conclusion.

        Mrs Conclusion: Busy day?

        Mrs Premise: Busy! I’ve just spent four hours burying the cat.

        Mrs Conclusion: Four hours to bury a cat?

        Mrs Premise: Yes! It wouldn’t keep still, wriggling about howling its head off.

        Mrs Conclusion: Oh – it wasn’t dead then?

        Mrs Premise: Well, no, no, but it’s not at all a well cat so as we were going away for a fortnight’s holiday, I thought I’d better bury it just to be on the safe side.

        Mrs Conclusion: Quite right. You don’t want to come hack from Sorento to a dead cat. It’d be so anticlimactic. Yes, kill it now, that’s what I say.

        Mrs Premise: Yes.

        Mrs Conclusion: We’re going to have our budgie put down.

        Mrs Premise: Really? Is it very old?

        Mrs Conclusion: No. We just don’t like it. We’re going to take it to the vet tomorrow.»

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  22. Velho do Restelo permalink
    22 Junho, 2019 09:19

    (Cristina, desculpe a repetição, mas em cima saiu com uma formatação marada).

    Não me parece muito sensata a exposição de temas tão pessoais. Mas cada um é como é e certamente terá os seus motivos, e quanto a isso nada a opor.
    Mas já que a Cristina se dispôs a apresentar o seu caso, seria uma desconsideração não tirar dele algumas ilações :
    A primeira é que o “objectivo” é dinâmico! Ou seja não é estável ao longo do tempo.

    No início o pânico levava para uma solução drástica, mas passado algum tempo as circunstâncias alteram-se e o objectivo passa a ser outro.
    A segunda é que para essa mudança de objectivo contribuem muitos factores :
    Questões hormonais, contexto familiar, o vencer do pânico inicial …

    O contributo da zazie mostra também que não somos todos iguais! Cada um pode ou não reagir de modo diferente perante a mesma situação, ainda que as circunstâncias sejam semelhantes.
    A denúncia do aproveitamento económico deste drama é de louvar.
    A solução passa por levar as interessadas a recorrer a serviços de apoio (isentos de interesses) antes de contactar as ditas empresas.

    Perante isto, parece-me inadequada qualquer tentativa de “generalização” ou de arrogância em se assumir como a “medida padrão” fazendo crer que quem não for como eu é anormal (ex. zazie)!

    Depois há o exagero do Daniel, que muito à semelhança da malta do outro lado, gosta de “acrescentar” e “distorcer” para compor o discurso !
    Legalizar o aborto consiste em o “despenalizar”, não obriga ninguém a abortar!
    Do mesmo modo na eutanásia!
    Quanto à castração de crianças tomei conhecimento agora! Vou esperar para ver …
    Não creio que o termo “Cristãos” esteja expresso na lei, pelo que só pode ser mais um exagero do Daniel!

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    • 22 Junho, 2019 12:09

      Já lhe respondi lá em cima- meta o meu contributo onde lhe faz mais falta, já que nem ler sabe.

      Releia aqui e seguintes

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    • 22 Junho, 2019 12:12

      E acabo repetindo a questão principal, da forma que a vejo. Se sabe contra-argumentar ao que vou dizer, força!

      « o Ocidente está avariado. Está doente por vender a morte, a solidão, o aborto, a eutanásia, para si e deixar-se invadir pelos que ainda estão saudáveis e têm superior instinto de vida.

      E os saudáveis com instinto de vida ocupam sempre o lugar dos que fazem de mortos..

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      • Velho do Restelo permalink
        22 Junho, 2019 13:06

        Zazie, se tem lido alguns dos meus comentários, já devia ter percebido que tive bons professores de português, mas errar acontece aos melhores .

        A crítica que lhe fiz refere-se ao final do seu comentário de 21 Jun 12:26 que termina com :

        “…Tem-se por se ser bicho e ter instinto de vida e natural desejo biológico e genético de se perpetuar.

        Quem o não tem é avariado.” (fim de citação).

        Quanto aos problemas na formatação, garanto que não usei qualquer macro ou directiva HTML(deliberadamente). Usei sim o símbolo “«”, que já havia usado sem problemas, mas hoje deu bronca.

        Mas como tive alguns problemas a publicar, posso ter recuperado o texto navegando para trás, e ao copiar trazer HTML escondido …

        Uma pequena sugestão : não seja tão agressiva, só lhe faz mal à saúde 🙂

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      • 22 Junho, 2019 13:44

        E que tem isso de posição de soberba.

        Penso assim. E sem ter nada a ver com o texto da CM

        As pessoas têm filhos por terem instinto natural de vida

        Prove-me o contrário.

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      • 22 Junho, 2019 13:49

        E, quanto mais novo se é, maior esse instinto, particularmente nas mulheres.

        Pelo que, ao contrário do que outro escreveu, não é depois de já ter filhos para proteger e defender que passa a ter maior instinto se engravidar.

        Aí é que pode mesmo haver situações difíceis de resolver e daí a contracepção e até a pílula do dia seguinte

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      • 22 Junho, 2019 13:50

        Por acaso, a agressividade é um bom instinto e faz bem à saúde

        “:OP

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      • 22 Junho, 2019 13:51

        E eu até escrevi tudo bem disposta.

        Estou-me a rir. Não estou a mal contra si ou alguém.

        Sou lógica e racional, ao contrário do outro mister mongo jacobino que por aí apareceu.

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  23. Carlos Reis permalink
    22 Junho, 2019 19:10

    Com tanto instinto natural de vida a zazie só gerou uma? Virou morgado da Natália?

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  24. mape permalink
    22 Junho, 2019 23:16

    Cristina, costumo concordar com tudo o que escreve, mas aqui não. As mulheres são donas e senhoras do seu corpo e devem ter o direito de abortar se não quiserem a criança.

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    • Cristina Miranda permalink
      23 Junho, 2019 08:59

      Opiniões não se discutem. Respeitam-se. Não temos de estar sempre de acordo com toda a gente. É isso q torna as discussões interessantes. Porém lembro-lhe que o corpo q recebe outra vida é seu, mas essa vida gerada, não. E repare q salvaguardei situações extremas mas mesmo assim ressalvei q com a pílula do dia seguinte, nem sequer faz sentido pra esses casos! É abominável matar pequenos seres humanos, nossos, por mero egoísmo. É preciso ter consciência disso. E a frase correcta não é “direito a abortar” mas sim “direito a matar” porque é disso que se trata. Curiosamente, hoje vem-se pra rua defender a matança livre de crianças no ventre materno, mas proíbe-se q se faça o mesmo nos animais. É de bradar aos céus.

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  25. Francisco G. Noné permalink
    25 Junho, 2019 22:57

    Estou inteirissimamente de acordo consigo, Cristina: o aborto é 1000 vezes pior do que a pena de morte. Já viu que os mesmos politicamente corretos que defendem o aborto, como você diz e muitíssimo bem, o “direito de matar”-ainda por cima um ser humano totalmente inocente!-, depois vêm bater no peito e jurar que defendem o direito à vida por serem contra a pena de morte de assassinos….Óh suprema hipocrisia, suprema incoerência! Então, em que ficamos?
    Se somos a favor do direito à vida- e para mim a vida começa no exato momento da fecundação, não é ás x semanas -óh suprema conveniência!-, então teremos de ser convictamente anti-aborto!
    Não apenas por razões religiosas, mas, sobretudo, pela nossa própria consciência, pois devemos fazer sempre a nós próprios a seguinte pergunta: terá a grávida o legítimo direito de dispor duma vida que não lhe pertence, embora seja responsável por ela? E se a grávida fosse a nossa própria mãe e o bébé fossemos nós próprios quando estávamos na barriga dela?
    Dá que pensar, não acham?

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