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Sobre o “marxismo cultural” – 3.ª e última parte

6 Setembro, 2020

Falemos então, com todas as aspas devidas, de “marxismo cultural” (3), no Observador.

6 comentários leave one →
  1. Bst permalink
    6 Setembro, 2020 17:30

    Sergio Barrreto da Costa parece esquecer-se que doz tempos de De Gaulle até hoje ha algumas pequenas diferenças – não sendo a menir delas de que era De Gaulle e não Costa e mortáguas quem estava no governo.
    E as universidades, mesmo a de Nanterre eram outras – desde logo, com gente que tinha feito um ensino secundário sem politicamente correctos.
    Não me interessam os epítetos. Chame-lhe cerco ou ataque ou levantamento relativista. É preciso ripostar. Sem medo de não agradar à esquerda.

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    • lucklucky permalink
      6 Setembro, 2020 19:04

      Precisamente Bst.
      O autor parece não ter em consideração o fim da religião católica/protestante para efeitos práticos no Ocidente algo que em 68 ainda não tinha ocorrido. Além de que a organização do estado era de raiz conservadora-social.

      O autor também não percebe que ao contrário do passado boa parte das forças policias principalmente boa parte da estrutura administrativas estão do lado Marxista. Veja-se por exemplo como a polícia nada fez contra o bloqueio dos jornais não de esquerda britânicos ontem, como nada fizeram contra muita violência e privilégios da esquerda nos últimos meses. As manifestações raciais ao arrepio das regras do COVID nada aconteceu mas a punição para mudar de concelho foi seguida à risca, a não ser para o PCP…aí já foi possível.

      Regra para se lembrarem:
      Se a esquerda fizer violência a polícia não intervém, mas já intervirá se aparecer uma contra manifestação.

      O autor ainda hoje não percebe que o que travou 1968 foi a rua e a ameaça de violência tal como o que travou o PREC foi a violência e mais ainda a ameaça de muito mais violência.
      Mas no mundo da direita “sofisticada” preocupada com as opiniões da esquerda ainda não perceberam sequer o impacto que a violência de baixo grau e a ameaça de violência de grau superior tem na democracia hoje.
      O autor deve ainda pensar que se o PSD e CDS tivessem maioria absoluta poderiam governar com um programa de direita. Ainda não percebeu que a RTP, o Expresso, o Publico, a TVI, a SIC não deixariam.

      ” E sobre Marcuse poderá ser dito algo semelhante. Afinal, não foi ele duramente criticado por diversos comunistas aquando da publicação de “Marxismo Soviético”, um livro profundamente crítico do regime de Moscovo?”

      Ainda se confunde todo o Marxismo com o regime de Moscovo? O Comunismo Soviético é só uma das hidras do Marxismo. Trotsky também estava contra o regime de Moscovo deixou de ser Marxista?

      “O historiador Tony Judt, que não gostava do exercício, descrevia-o como uma construção intelectual levada a cabo por admiradores de Marx, que consistia em cortar o pensamento do mestre em pedacinhos, aproveitar tudo o que fosse útil às causas do momento, e ignorar tudo o que se mostrasse inconveniente. ”

      Até parece que o pensamento de Marx é coerente. Libertação com uma Estrutura Totalitária sem separação de poderes e checks and balances?

      Foucault apoiou os Ayatollah’s porquê?
      Depois chorou quando estes começaram a assassinar esquerdistas. mas nunca abjurou. O que é perda de alguns no combate contra o capitalismo.

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  2. lucklucky permalink
    6 Setembro, 2020 23:27

    https://www.theglobeandmail.com/canada/article-is-it-time-to-decolonize-your-lawn/

    Some environmentalists, First Nations leaders and even hobby gardeners are calling for a different approach to how we view and treat the ubiquitous urban green space. It is, they argue, a lasting symbol of how settlers appropriated Indigenous land and culture. And the rigid Western ideal we have imposed continues to hurt the planet and, in turn, all of us. The lawn, some go as far to say, needs to be decolonized.

    “What is a lawn but a statement of control over nature?” asks John Douglas Belshaw, a Canadian history professor at Thompson Rivers University in Kamloops, B.C.

    “That’s a huge part of settler culture. You see that river there? We can dam that. We can organize that water, we can make that water work for us. It’s essentially the same mindset. I can reorganize this landscape, flatten it, plant lawn, find a non-indigenous species of plant, of grass, and completely extract anything that’s not homogenous, that doesn’t fit with this green pattern and control it … A backyard with a big lawn is like a classroom for colonialism and environmental hostility.”

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  3. 7 Setembro, 2020 01:16

    Tanta conversa, tanta erudição e depois não diz o essencial:
    1. O Marxismo Cultural foi inventado pelo grande capital, depois da G.Guerra do século XX. Foi inventado por quem ganhou a guerra. Pelos campeões da democracia.
    2. Com o objetivo de dotar as democracias de inspiração anglo-saxónica de políticas internas que favorecessem a pilhagem das riquezas desses países democráticos.
    3. Só são consideradas Democracias, os países que aceitam sem contestar as leis da OMC (antes do GATT), as leis das bolsas, os currículos escolares das universidades Norte Americanas, etc. que ensinam os países a comprar aonde é mas barato (no estrangeiro), abandonando a produção de bens essenciais dentro do seu território, equilibrando a balança de pagamentos com venda de riquezas nacionais, muitas vezes com valor estratégico (empresas monopólio de energia, de comunicação, empresas extrativas, agrícolas, pescas, etc.)
    4. Só são consideradas democracias, os países que implementarem políticas que defendam os direitos do homem e suas extensões como o direito à saúde, habitação, educação, à Justiça desde que haja separação de poderes…. Políticas de esquerda.

    E os países que forem considerados não democráticos cai-lhes o céu encima. São condenados a bloqueios económicos, que fazem com que uma simples dor de dentes se transforme num drama, pois desaparecem do mercado as anestesias de dentista, normalmente importadas de países da confraria anglo-saxónica…

    Aqueles que aqui em Portugal combatem o Marxismo Cultural, fazem-no porque não têm receio de um dia ser-lhes recusada a extração de um molar por se terem esgotado as anestesias a nível nacional. Não têm receio de que o seu país se transforme numa não-democracia.

    Os outros defendem-no, porque detestam não serem capazes de resolver rapidamente uma forte dor de dentes. Sabem que numa democracia anglo-saxónica, como a nossa, nunca faltará anestesia nos dentistas…

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    • lucklucky permalink
      7 Setembro, 2020 02:43

      O texto não tem lógica alguma apanho esta só para exemplo.

      ” separação de poderes…. Políticas de esquerda.”

      Políticas de Esquerda não têm Separação de Poderes.
      Políticas de Esquerda é a Revolução Francesa. Messianismo. Totalitarismo.
      Já Políticas de Direita é mais a Revolução Americana.

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      • 7 Setembro, 2020 09:24

        Luky, o senhor inverte o sentido do conceito de esquerda. A governação de esquerda num país democrático não tem nada a ver com a governação de um país aonde existe uma convulsão revolucionária que implica não existência de estruturas do estado e privadas, consolidadas.
        Num estado de revolução anda tudo à batatada e reina a lei do mais forte.
        A separação de poderes só existe nas democracias consolidadas e é o garante do seu bom funcionamento.
        Tanto as práticas de direita como as de esquerda podem sem implementadas num território aonde vigora o regime de democracia parlamentar.
        Numa democracia parlamentar com a direita a governar é dada importância ao papel dos empresários, das forças de segurança, e é passado para segundo plano a importância da ação social (desempregados, doentes, pobres que se lixem…), baixando impostos das empresas para que aumentem seus lucros.
        Numa democracia parlamentar com a esquerda a governar é dado ênfase a tudo o que é social (SNS, desemprego, pobreza) lançando impostos sobre as forças produtivas, as que geram riqueza, que passam a ter menos lucros, sendo o dinheiro dos impostos canalizados para a solução de questões sociais. Os ricos que paguem a crise.
        A esquerda e a direita são isto.

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