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Palhaços pobres

1 Dezembro, 2021

A história da carochinha é a seguinte: no ano passado sacrificamos Novembro para salvar o Natal de 2020. Não nos portamos bem nessa altura e Janeiro foi terrível. No primeiro trimestre de 2021 contivemo-nos entre Janeiro e Março para salvar a Páscoa. Depois, para não perdermos as férias de Verão, tivemos de ser conscienciosos até Agosto. Posteriormente repreenderam-nos por termos sido demasiado irresponsáveis durante o tempo quente e agora neste Inverno estamos perante o drama terrível da ómicron, apesar de sermos os melhores do mundo em taxa de inoculações. Enfim: quando é a maior parte das pessoas percebe que está a ser gozada à grande, tratada como pacóvios imbecis e carneiros acéfalos que seguem qualquer cantilena sádica e manipuladora dos políticos?

No momento em que a União Europeia fechava as fronteiras aos países da África Austral, Marcelo viajava para Angola e um par de dias antes de serem anunciadas as novas medidas restritivas o Presidente da República esteve numa festa, em local fechado apinhado de gente sem máscara aos pulos e a cantar. O leitor não sente que quem está no poder está a fazer de si um palhaço, ainda por cima pobre?

Quanto às vacinas, elas eram absolutamente fantásticas, mas afinal precisam de vários reforços e o Reino Unido vai até alargar a inoculação de todos os adultos para uma periodicidade de 3 em 3 meses. Por outro lado, vários países querem vacinar as crianças que não adoecem de covid com uma vacina que além de não lhes ser útil não impede a transmissão a adultos que supostamente já estariam protegidos contra a covid. O leitor tem noção da inversão de valores e da total falta de ética em usar crianças para disfarçar a cobardia e hipocondria dos adultos?

Na Alemanha uma pessoa em sofrimento atroz que queira ser eutanasiada é obrigada pelas autoridades locais a apresentar previamente um certificado cov19 comprovativo de que não tem o vírus. Na Nova Zelândia a respectiva primeira-ministra numa conferência de imprensa anunciou que a partir deste momento as pessoas teriam o luxo (nas palavras dela, luxo) de poder voltar a usar as casas de banho em casa de amigos. Está a ver a alucinação e tragicomédia em que o querem envolver?

Cá a palermice e irresponsabilidade também imperam. Paulo Portas farta-se de chamar negacionistas a todos os que têm opinião e angulo de análise diferente dele e teve em directo na televisão o desplante obsceno de dizer que “felizmente houve medo” na sociedade que induziu as pessoas numa procura acrescida pelas vacinas. O ex vice primeiro-ministro, parolamente visto como um comentador informado, é também useiro e vezeiro na propagação da mentira do conceito retorcido da “pandemia de não-vacinados”. E até gente tida por liberal como Adolfo Mesquita Nunes acrescenta elaborando teses mirabolantes sobre os certificados darem liberdade às pessoas. O leitor já reparou como se passa facilmente de uma sociedade com indivíduos naturalmente livres para uma sociedade em que são os organismos do estado a conceder a seu critério permissões de liberdade condicionada?

E, evidentemente, com a aquiescência do hipocondríaco de Cascais, António Costa e o Governo decretaram por antecipação uma situação de calamidade que não existe e determinou que essa calamidade inexistente se prolongará até Março de 2022. A generalidade dos comentadores entende ser isto o regular funcionamento das instituições e parece que não há nenhum partido político que se digne levar a questão ao tribunal constitucional.

Vai ficar tudo mal!

Em vídeo, aqui:

17 comentários leave one →
  1. carlos rosa permalink
    1 Dezembro, 2021 20:34

    Vi na TV; qualquer coisa mais ou menos assim. Alguém(cientista?) respondeu a outra, penso que jornalista que as medidas que estavam a aplicar à África do Sul iam prejudicar seriamente este país. Até disse que o vírus está por todo o Mundo.
    E eu estou completamente de acordo com ela. O vírus está espalhado e não se mata com carabina. Passa facilmente na peneira dos cientistas do Sistema.
    Percebem ou não?
    Outra coisa. Uma jornalixa da TV portuguesa descuidou-se e disse que a Suécia era dos países em melhores condições no que toca ao Covid. Disse a verdade, mas não sei se não vai sofrer represálias dos donos disto tudo e da RTP, claro.
    Porque, se bem se lembram, o governo da Suécia não foi burro a defender-se do vírus.
    Atuou de outra maneira.
    Nós portugueses temos este azar de estar afetados por um vírus maior cujo nome tem as mesmas letras do Covid, também começa por Co, mas que termina por sta.
    Raios o partam!

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    • chipamanine permalink
      2 Dezembro, 2021 10:44

      Verdade. O virus nunca esteve na China e as variantes nunca estiveram nem na Inglaterra nem na India e menos em Manaus/Brasil. Porque os isolaram e não houve estardalhaço? Não foram prejudicados?
      Até na fase critica tuguesa (Janeiro 2021) Portugal foi isolado até do resto da Europa ou já não se lembram?

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  2. castanheira permalink
    1 Dezembro, 2021 22:29

    Os súbditos têm o cerebro bem lavadinho pelo jornalixo televisivo;
    Os que mandam , têm as mãos untadas, o que lhes tolda o raciocínio;
    Quando já não puderem sustentar o delírio, e as asneiras estiverem ao sol , irão arranjar um bode expiatório, nem que sejam as crianças inocentes ( lembram-se que há quem as quer inocular com suposta vacina , experimental ,ineficaz , danosa etc)

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  3. Expatriado permalink
    1 Dezembro, 2021 22:54

    Citação.

    “ O homem Massa

    “Foi em 1956 que o filósofo judeu alemão Günther Anders, pseudônimo de Günther Siegmund Stern, também jornalista e ensaísta alemão de origem judaica, escreveu essa reflexão premonitória:

    ′′ Para sufocar antecipadamente qualquer revolta, não deve ser feito de forma violenta. Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. Basta criar um condicionamento coletivo tão poderoso que a própria ideia de revolta já nem virá à mente dos homens. O ideal seria formatar os indivíduos desde o nascimento limitando suas habilidades biológicas inatas…
    Em seguida, o acondicionamento continuará reduzindo drásticamente o nível e a qualidade da educação, reduzindo-a para uma forma de inserção profissional. Um indivíduo inculto tem apenas um horizonte de pensamento limitado e quanto mais seu pensamento está limitado a preocupações materiais, medíocres, menos ele pode se revoltar. É necessário que o acesso ao conhecimento se torne cada vez mais difícil e elitista….. que o fosso se cave entre o povo e a ciência, que a informação dirigida ao público em geral seja anestesiada de conteúdo subversivo. Especialmente sem filosofia. Mais uma vez, há que usar persuasão e não violência direta: transmitir-se-á maciçamente, através da televisão, entretenimento imbecil, bajulando sempre o emocional, o instintivo.
    Vamos ocupar as mentes com o que é fútil e lúdico. É bom com conversa fiada e música incessante, evitar que a mente se interrogue, pense, reflita.
    Vamos colocar a sexualidade na primeira fila dos interesses humanos. Como anestesia social, não há nada melhor. Geralmente, vamos banir a seriedade da existência, virar escárnio tudo o que tem um valor elevado, manter uma constante apologia à leveza; de modo que a euforia da publicidade, do consumo se tornem o padrão da felicidade humana e o modelo da liberdade.
    Assim, o condicionamento produzirá tal integração, que o único medo (que será necessário manter) será o de ser excluído do sistema e, portanto, de não poder mais acessar as condições materiais necessárias para a felicidade. O homem em massa, assim produzido, deve ser tratado como o que é: um produto, um bezerro, e deve ser vigiado como deve ser um rebanho. Tudo o que permite adormecer sua lucidez, sua mente crítica é socialmente boa, o que arriscaria despertá-la deve ser combatido, ridicularizado, sufocado…
    Qualquer doutrina que ponha em causa o sistema deve ser designada como subversiva e terrorista e, em seguida, aqueles que a apoiam devem ser tratados como tal ′′

    Günther Anders – ′′ A obsolescência do homem ′′ 1956

    12 de Julho de 1902, Breslávia, Polónia + 17 de Dezembro de 1992, Viena, Áustria “

    Assim se enformam os hominedeos socialisticus…

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  4. jose valeriano permalink
    1 Dezembro, 2021 23:01

    Pois é mas não viram aquela URSA von der Leyen dona disto tudo que disse hoje que a PICADA teria que ser OBRIGATORIA.
    Esta Sra era para ter vergonha pois foi eleita entre os seus pares e não pelo povo pois não foi a votos para impor seja aquilo que for.
    Executivo da BAYER: As injeções de MRNA são terapia genética comercializada como VACINA para ganhar a confiança do PUBLICO 26/11/21.
    Esta foi a frase do executivo da Bayer daqui tirem as suas conclusões.
    Estamos encurralados por meia dúzia de indivíduos que mandam nisto e parece que estamos anestesiados sem reação para por um fim nisto.

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    • Francisco Miguel Colaço permalink
      3 Dezembro, 2021 17:06

      É muito simples.

      A Pfizer pediu moratória até 2076 para libertar os resultados dos testes clínicos. Eu vacinar-me-ei nessa data.

      Na verdade, estou à espera que a Sputnik V esteja disponível. Como os testes clínicos foram entregues (e será provavelmente aprovada pela EMA a 21 de Dezembro), não é mRNA, mas um adenovírus, como a J&J, e é de toma única, eu prefiro-a.

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  5. lucklucky permalink
    2 Dezembro, 2021 07:50

    Esqueceu-se de colocar que sem jornalistas coniventes não há

    “qualquer cantilena sádica e manipuladora dos políticos?”

    Os políticos não estão nisto sozinhos.

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  6. marão permalink
    2 Dezembro, 2021 08:46

    Tudo isto fora o resto, para salvar Costa e o seu salvador.

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  7. Weltenbummler permalink
    2 Dezembro, 2021 09:08

    o socialismo foi a maior calamidade que nos aconteceu
    sem aumento da riqueza, mas aumento de proibições
    tudo é possível com esta CRP

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    • Francisco Miguel Colaço permalink
      3 Dezembro, 2021 17:08

      E se não for possível, far-se-á, diga o que diga a Constituição.

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  8. Rogério Monteiro permalink
    2 Dezembro, 2021 10:31

    Sempre fui apologista da integração de Portugal na comunidade Europeia, pois para alem da livre circulação tinha a garantia de que serviria como freio de qualquer tentativa tirânica da nossa liberdade. Afinal Bruxelas toca a mesma musica dos tiranos do PS.
    Começo a pensar que o melhor é sairmos do controle destes burocratas.

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    • The Mole permalink
      2 Dezembro, 2021 12:30

      Muita gente foi bem enganada com a entrada na C.E.E.( e reconheço que fui um deles) pois nada estava dito que a entrada na C.E.E. levaria a uma integração na U.E – que não é apenas uma evolução; é outra coisa já com cariz socialisto-totalitário.

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  9. jose valeriano permalink
    2 Dezembro, 2021 18:47

    Vejam o que se passa na Alemanha que querem tornar a picada obrigatória.
    Não vejo neste momento interesse em pertencer-mos a CEE uma vez que a mesma Alemanha HITLERIANA está a vir ao de cimo.
    A Europa neste momento com a Alemanha e a França vão encurralar o resto dos Países numa DITADURA imposta pelos 2.
    Que cobardia o resto dos Países e seus GOVERNANTES se rebaixarem os POVOS a estes 2 NAZISTAS.
    A Alemanha provavelmente nunca deixou de ser Nazista e com isso foi corroendo o resto da Europa.

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    • The Mole permalink
      2 Dezembro, 2021 18:56

      Tem razão. A ironia é que a C.E.E. – e não a U.E. – foi criada supostamente para evitar este género de ditadura comuno-nazi…

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      • Francisco Miguel Colaço permalink
        3 Dezembro, 2021 17:24

        Por dentro se transmutam.

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    • Francisco Miguel Colaço permalink
      3 Dezembro, 2021 17:28

      A Alemanha apenas foi Nazi durante um breve período. O Nazismo não estaja nem numca esteve na psique do povo alemão, havendo sido uma reacção à extrema pobreza que as condições do Pós-Primeira-Guerra o colocaram.

      Cada império está a seis refeições de cair. A liberdade cai quando o povo se vê à beira da miséria.

      Não culpe a Alemanha, ou o povo alemão, pelo que lhe foi imposto, e pelo que hoje começa a ser imposto. A Covid tem costas muito largas, para poder empobrecer um povo à sujeição, até que ele abdique da liberdade por mais uns dias de sobrevivência.

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