o ópio das intelectuais
Tenho pouca – ou nenhuma – consideração pela universidade francesa, sobretudo pela de Paris e, nesta especificamente, pelas suas secções de Ciências Humanas e Sociais, que, no século XX, principalmente na segunda metade, se dedicaram devotadamente à produção de ideologia marxista e soviética, que Raymond Aron denunciaria n’ O Ópio dos Intelectuais.
Todavia, até para o disparate deveria haver limites, mesmo se proclamado por uma senhora professora da Sorbonne (Paris IV), de Economia Portuguesa (pobres alunos!), que escreve, hoje, no Diário de Notícias, a pretexto da Frente Nacional, coisas que deveriam envergonhar qualquer caloiro, que passo a citar: «Acresce dizer que, apesar de ter vindo a ser encapotado por evidentes motivos eleitoralistas, o liberalismo, ou melhor, o ultraliberalismo, é a doença congénita da extrema-direita francesa. Que ela o preconize no âmbito de fronteiras fechadas, não muda nada ao seu culto da empresa (pequena e média), ao seu horror ao Estado Social, à sua aversão a um sistema fiscal equitativo. E a saída do euro, para restaurar a soberania nacional, não a impede de venerar a redução do défice e o desendividamento rápido do país, da mesma forma que a vociferação contra o estatuto do Banco Central Europeu não a inibe de defender a independência do Banco de França em relação ao poder político».
É triste constatar que a Universidade de Paris continua, em pleno século XXI, a produzir ideologia em vez de conhecimento.
Não tem nada de novo simplesmente acontecia na Praça Tahir
Lembram-se da Praça Tahir? Dos festejos pela queda de Mubarak? Das alegrias com a Primavera árabe? E de Lara Logan lembram-se também?
Que soneira
Como seria de prever, qualquer pessoa que tenha feito algo na vida quotidiana – como pendurar um quadro ou desentupir o sifão da pia da cozinha – só consegue ver nos debates com o doutor Nóvoa a vacuidade de alguém cujo lero-lero não serve para mais que enfadar convivas com azar na distribuição de lugares à mesa. Não que os outros candidatos sejam particularmente bons: o doutor Nóvoa é que é fraquinho ao ponto de tornar os outros em pessoas originalmente frescas quando dialogam sobre assuntos como o corte juliana da couve-roxa.
A sensação de ouvir Sampaio da Nóvoa é parecida com a que uma pessoa pragmática tinha ao ouvir Agostinho da Silva deambular sobre o nada. Ao menos, Agostinho da Silva, ao deixar-se levar por vacuidades genéricas das que encaixam bem numa imagem para o Facebook, fazia-o com uma pronúncia e severidade que permitia a aura de velho chefe índio dos que falavam por enigmas, algo que evidencia uma sabedoria superior para o simplório ou, mais objectivamente, uma demência não diagnosticada para todos os outros.
Mesmo assim, não é a Marisa Matias. Até porque, muitas vezes, nem a Marisa Matias é a Marisa Matias.
Desde a viagem do Presidente Carmona a África
que não se via visita tão prazenteira. Deus guarde o sr ministro e o senhor Jerónimo mantenha o dr Mário Nogueira em bom recato. Assim dá gosto ter ministros, governo e fazer reportagens. Os pais indignados desapareceram, as crianças têm vergonha de falar perantes pessoas tão importantes, os professores sorridentes agradecem…
marcello em alta
Ao longo do dia de hoje, a TSF foi-nos alegrando com uma reportagem noticiosa sobre a visita de S. Ex.ª o Ministro da Educação e respectiva comitiva, a uma escola secundária da Baixa da Banheira, na Moita. Durante a reportagem, escutaram-se professores embevecidos e petizes intimidados perante tão ilustre visitante («então, agora já ninguém diz nada?»), pedidos que mais pareciam preces de clemência («quereis um ginásio, não quereis?»), aclamações e vivas diversos e multifacetados, ao que o Senhor Ministro respondia em tom eufórico e cordato, certamente satisfeito com o impacto da sua pessoa naquelas alminhas simultaneamente tão puras e tão simples. Não há dúvida que Marcello, o homem e o seu estilo, está novamente em alta. Marcello Caetano, claro.
Ainda a propósito das não notícias
A doideira
O que mais assombra nos candidatos presidenciais é a sua manifesta ignorância acerca dos poderes presidenciais. Eles não estão a candidatar-se a PR mas sim a caudilhos.
As não notícias
E a culpa é de quem?
Umas boas almas tomaram-se de enlevos pelo candidato Nóvoa. Era mais que óbvio que o senhor não resistiria a 10 minutos fora daquele ambiente redondo dos colóquios e conversas similares do estilo somos todos tão inteligentes, tão sensíveis, tão superiores… No debate com Henrique Neto foi o desastre que se viu e agora a culpa é do José Rodrigues Santos que não lhe fez as perguntas fofuchas adequadas àquele estar. Deixem-se de palermices está bem?
os que lhes vai nas cabeças
Diz-se, por aí, que Paulo Portas, nesta sua renovada hora da despedida, terá recomendado aos seus eventuais sucessores que passem a prestar mais atenção aos problemas das pessoas e a resolvê-los, em vez de andarem a perder tempo com grandes teorias políticas.
Curiosamente, é isso mesmo que o PS de António Costa tem feito no governo: os reformados e pensionistas queixam-se de terem visto as suas pensões reduzidas e Costa já anunciou que as reporá; os funcionários públicos reclamam dos cortes salariais e Costa já disse que tudo voltará a ser como dantes; os depositantes madeirenses e açorianos do BANIF recearam pelos seus depósitos e Costa imediatamente lhos garantiu; os contribuintes não gostam de pagar a sobretaxa do IRS e Costa já prometeu reduzi-la, primeiro, e extingui-la, logo a seguir; o Bloco e o PC são contra a privatização da TAP e dos transportes públicos e Costa já anunciou a reversão dos respectivos processos; os empresários da restauração abominam o IVA que pagam e Costa já lhes jurou que o baixará.
Acontece que, no caso de Costa, bem ou mal, o que ele tem vindo a fazer corresponde a um pensamento: Costa é socialista e, como socialista que é, acredita na virtude do investimento público, no efeito multiplicador do consumo instigado pela despesa do estado e, subjacente a isso, que a austeridade foi uma causa e não uma consequência, uma política e não o resultado de políticas anteriores, e que foi ela a responsável pela situação lamentável em que se encontra a economia do país. Deste modo, bastará inverter as suas medidas mais emblemáticas para que tudo fique como dantes.
Para responder a isto há duas possibilidades: ou se opta por fazer o mesmo, ou ainda pior, “resolvendo” imediatamente os problemas das pessoas, ou se faz diferente por se acreditar em ideias distintas, e explica-se porquê às ditas pessoas. A esse propósito deveriam os candidatos ao lugar do dr. Portas, antes de qualquer proclamação voluntarista e ao invés do que ele terá sugerido, começar por nos dizer em que é que acreditam, se é que acreditam nalguma coisa, e que ideias transportam nas suas privilegiadas cabecinhas. E, no caso das questões acima elencadas a propósito do dr. Costa, o que eles têm de explicar também é o que é que andaram a fazer no governo nos últimos quatro anos. Eles e o dr. Portas, naturalmente.
O pior é quando lhes dá para a prosa poética!!!
DN, António Costa Em 1974, Sérgio Godinho, cantou que “a sede de uma espera só se estanca na torrente”. Depois destes brutais anos de austeridade, temos de gerir com inteligência a torrente, transformando a sua força em energia e progressivamente ir alargando as margens, aplacando a velocidade a que corre o caudal, permitindo navegação tranquila e com rumo certo.
A esquerda festiva adora estes dizeres. O candidato Nóvoa por assim dizer é um falar poético ambulante. A inspiração já chegou a António Costa. Ao menos o Lello cantava!!!
O bebé do ano (reprise)
Já em tempos referi o logro que é “o bebé do ano”. Ora aparece um bebé do ano por grupo de média; ora o bebé do ano mais a jeito nasceu às 6h47 e, não sendo uma notícia séria, qualquer um serve, desde que seja bebé e tenha aparência de ter nascido há menos de 3 meses; ora um hospital telefona para uma das televisões a dizer que tiveram um bebé a nascer precisamente às 0h00, que até empurraram a cabeça do ser um bocadinho para garantir que não brotava para um mundo onde se determina o bebé do ano antes de o ano ser oficialmente declarado como novo, daí terem a certeza absoluta da criação imediata de utilidade para aquele humano, que daí será sempre a descer.
A minha sugestão para hospitais mais pequenos conseguirem o bebé do ano de 2017 é telefonarem para as televisões às 0h03, afirmando que nasceu exactamente à meia-noite e sublinhando que, caso não o noticiem como “o” bebé do ano, o assassinarão para que noticiem, então, o primeiro aborto pós-natal do ano. Chega de paninhos quentes.
A milícia trauliteira no jeito do costume
PCP: Mensagem de Cavaco é um ‘conjunto de mistificações’
BE afirma que a novidade da mensagem de Ano Novo de Cavaco Silva é ser a última
Quotas para a liberdade não-opressora que se auto-oprime, a burra
Têm aparecido artigos nos media que tentam analisar, no fundo, se existem diferenças entre os sexos motivadas pelo condicionamento que a sociedade gera em crianças, crianças estas bafejadas pela sorte de serem paridas numa sociedade tão desprovida de carências sérias – como fome e guerra – que se pode permitir o luxo de pensar em questões pseudo-filosóficas sobre a igualdade ou desigualdade dos sexos.

A saia tapa a ausência de pénis da menina, uma noção freudiana paradoxalmente levada ao extremo na versão masculina que dispensa vestuário para tapar o inexistente pénis.
No artigo da Maria João Marques – com quem concordo – discute-se se os brinquedos dados às crianças condicionam o papel que a sociedade espera delas, oprimindo-as com estereótipos e essas tretas do mundo moderno que ditam que uma árvore não tem que ser uma árvore, pois pode bem ser um helicóptero; ou ainda, que uma mulher não tem que ser mulher, pois pode preferir ser um figo seco. Bem, no caso das meninas, parece-me evidente que um bebé de plástico que chora, absorve líquidos e faz uma espécie de xixi aguado por um tubo sem válvula parecida com a maravilha das diferenciadas válvulas que dotam os humanos não plásticos, é um atentado aos meninos, quer venham ou não a pegar de empurrão no futuro condicionado, que são torturados desde a nascença com a constante lembrança da sua carência irreversível de útero. Porém, no caso de brinquedos associados à culinária e tarefas na cozinha, acho que é importantíssimo que sejam apenas presenteados a crianças do sexo feminino, algo que explicarei mencionando o segundo artigo que pretendo referir, o do Luís Aguiar-Conraria – com quem muito simpatizo, assinale-se.
No artigo do Luís mencionam-se quotas e se estas não poderão ser uma forma de assegurar que os grunhos, satisfeitos com a noção freudiana de que todos querem ter um pénis, sejam de que sexo forem – e eles já o têm -, não possam exercer poderio e vigor no mundo político e empresarial pelo concubinato das expectativas sociais que têm por base o candidato que consegue projectar mais longe a urina, invertendo a catenária inversa da trajectória de poder para uma representação mais bela, como a curva de uma clitoria. Em defesa das quotas, exijo, então, que brinquedos de cozinha sejam oferecidos apenas a meninas, contrariando o que anteriormente disse acerca da concordância com o texto da Maria João Marques: Gordon Ramsey, Jamie Oliver, Joël Robuchon, Alain Ducasse, Rick Stein, Anthony Bourdain, Ferran Adrià, Wolfgang Puck, Heston Blumenthal… É um excesso brutalmente musculado de pénis na cozinha. Verdade, ainda há uma Nigella Lawson mas, desde que Julia Child e Filipa Vacondeus deixaram os nossos ecrãs televisivos, a culinária tornou-se num mundo demasiado condimentado com testosterona. É, pois, fundamental trazer as mulheres para a cozinha, destruindo esta quase total hegemonia masculina. Daí que, ao abrigo da ridícula ideia de quotas anti-opressoras, dê por mim como ferrenho defensor da brinquedos de cozinha só para meninas como defesa da igualdade.
Ou, parafraseando um grande artista português, isto é como os interruptores: ora para cima, ora para baixo.
Dotava a tua epiderme com amostras da minha saliva
Parece que o terrível problema do piropo é ser usado por indivíduos pouco imaginativos, incapazes de substituírem um “lambia-te toda” por um mais agradável “preencherias os meus serões na província com infusões de camomila e leituras de Proust”. Habitualmente, o farsante a quem se atribuem maiores culpas nesta matéria de indelicadeza com os rituais pré-reprodutores da espécie costuma ser o técnico de estruturas civis, vulgarmente conhecido por trolha. Os alvos tendem a ser, e também eles estereotipados, as técnicas de burocracia empresarial, vulgarmente conhecidas por secretárias, cada uma destas referida habitualmente por “secretária do senhor doutor”, um indivíduo que, sobre a profissão, a única coisa que sabe é que não é a de médico, engenheiro ou arquitecto. Vá, um antropólogo da junta de freguesia, digamos. São sempre filhas de alguém, claro, que até as MILF são filhas de alguém, pelo menos para já, que a ciência e o progresso estão a tentar resolver esse problema abismal da reprodução com canseira; e são sempre estereotipadas porque as outras, as inteligentes, essas sabem bem como reagir e até como calar um típico azeiteiro.
Porém, o problema decorrente de culparmos o trolha é a crítica implícita à especialização do indivíduo. Após 12 anos de investimento na educação do ser, seguida de cursos de formação do IEFP e, finalmente, concluída – após estágio – com pós-especializações em reboco delgado e sistemas acril-siloxânico, tudo que a besta consegue dizer é “lambia-te toda”. Andamos a falhar na formação do indivíduo inserido numa sociedade inclusiva e pan-sexual. Creio, por exemplo, ser importante trazermos Proust para a formação dos trolhas. Um pouco de Hegel, muito Gramsci e Sartre em doses q.b., que a visão ampla do mundo é fundamental para um técnico de estruturas moderno, conhecedor de Žižek e igualmente farfalhudo na substituição de lugares comuns (“lambia-te toda”) por provocações mais adequadas ao mundo ocidental, como (parafraseando): “se tivesse que arranjar um motivo para te amar é porque não te amo”, possivelmente adulterado para “se tivesse que arranjar um motivo para te lamber toda então não vale o esforço”.
O outro problema com o piropo insultante que termina em condenação com a recém-aprovada lei coisa é que o trolha continua a não ter formação legal para saber que pode vir a ser condenado por um “lambia-te toda” irreflectido, saído no calor do momento entre porradas de maceta em escopro que penetra, firme e hirto, em rocha seca e dura. Até porque a cadência de um “lambia-te toda” entre o ping-ping-ping na pedra não está tão longe assim do shuffle de uma locomotiva a vapor das que inspirou Robert Johnson a vender a alma ao diabo por destreza nas 6-cordas, quem sabe se por falta de uns “lambia-te toda” a pontuar cada passagem fugidia pela terceira menor numa pentatónica perfeita. Como a ignorância não permite que um tipo se esquive à lei – excepto se formos ex-governantes, ex-governadores e ex-gestores de património – o trolha está lixado à partida e nem sabe. Devia era ir colher algodão sob a força do chicote, que é para aprender.
Para que a sociedade avance, precisamos de denúncias. Pessoas corajosas que se dirijam à esquadra mais próxima e apresentem queixa: “senhor guarda, ele disse que me lambia toda”. Também é preciso combater as respostas iniciais de policias não treinados, eventualmente na linha de “mas lambeu-a?” e acenar sempre com um “podia ser a sua filha”, esperando que o polícia não ruborize ao recordar-se de ter deixado por apagar o histórico do browser após a sessão nocturna do YouPorn no computador da família. Mas, para que a sociedade avance, precisamos também de formação específica mesmo nos cursos específicos – como o de trolha – para que saibam exactamente aquilo que pode ser dito às pessoas que acreditam terem o direito divino de não se sentirem ofendidas. Até porque, convenhamos, muitos “lambia-te toda” são meros excessos de linguagem e não promessas: o que, vai-se a ver, pode ser ainda mais ofensivo para as visadas ofendidas.
nada mais para legar
Portugal deve alguma coisa a Paulo Portas, e mesmo os seus detractores não enjeitarão agradecer-lhe O Independente, reconhecer-lhe a mestria de ter transformado um cadáver putrefacto – o CDS – num partido de governo e de ter entregue um partido à direita, o que sucedeu pela primeira vez após o 25 de Abril. É muito, é quase imenso para um político que se reforma apenas com 53 anos de idade.
Mas, apesar de tudo isto, Paulo Portas não deixa um projecto político, nem foi capaz de o criar. O CDS é «o partido do Paulo» e, apesar do brilhantismo do «Paulo» ou, se calhar, por causa dele, o CDS não tem alma própria, nem existência real, o que é bem visível na quase inexistência autárquica do partido. Se alguém estiver interessado em encontrar no CDS, não digo um programa político ou uma ideologia, duas ou três ideias avulsas que o caracterizem politicamente, não será fácil achá-las. E se procurar por dirigentes que tenham contribuído para definir o CDS (ou parte dele) achará, nos últimos anos, apenas dois nomes: António Pires de Lima e Adolfo Mesquita Nunes. Infelizmente, ambos já anunciaram que se vão afastar do partido e da política.
O problema da demissão de Paulo Portas não está, assim, em encontrar-lhe um sucessor. Nomes e candidatos não faltarão. Mas no facto do carisma de Portas não se transmitir «mortis causa» e do CDS não ter mais nada para legar.
Presidenciais 2016: um critério de escolha
Dentre os candidatos já confirmados, seleccione aqueles que já fizeram algo pelo País, que já criaram riqueza q.b., em suma, que deram um contributo visível para o PIB. Pouquíssimos passarão por este crivo. Um Presidente com tal perfil será pessoa prudente e sensata e, da sua eleição, não advirá grande risco para o País. Os restantes (a grande maioria), têm o péssimo hábito de parasitarem o esforço alheio, de viverem dos impostos pagos por outrém. Elimine-os.
Presidenciais 2016
Já tivemos. Não gostámos. Chamava-se imprensa nacionalizada
Alexandra Lucas Coelho sobre o PÚBLICO: «Projectos como este jornal podem, devem, actualizar a publicidade para o digital, mas por mais cortes que façam, sacrificando trabalhadores, diversidade e profundidade, têm pouca hipótese de sobreviver com vendas e publicidade. A mudança histórica, então, seria deixarem de ser pensados como um negócio — propício ao prejuízo, a cada ano decepcionante para accionistas e desestabilizador para trabalhadores que vão perdendo condições — e serem tomados como responsabilidade social. Colectivos decisivos para a democracia, para uma sociedade mais complexa, livre e justa…».
2015 num parágrafo ou três
O acontecimento mais relevante de 2015 foi o esgotamento da retórica catastrofista do ultra-liberalismo. Sem a coisa pegar, as aivecas do regime lá perderam as eleições, revolvendo e revirando o discurso que originaria o regresso ao estado natural das coisas: governa quem o PS decide que tem que governar, ora no Governo, ora na Presidência, ora no Constitucional. Após o período de choque decorrente de anos à espera da inevitável Grande Vitória eleitoral que poria o país no rumo do crescimento factorial induzido pelo multiplicador mágico via consumo oriundo de expansão salarial SCUT, nada, puf, pífia votação e humilhação que poria Costa a engolir em seco o azedume do cravo, que “é vosso” arrancado ao vaso diariamente regado por António José Seguro. Deu-se um jeito ao resultado, fingindo que as esganiçadas eram um partido e simulando que há diálogo possível com comunistas e, sem rede nem fralda, lá foi Costa, acompanhado de Centeno, rumo ao picadeiro com serrim em abundância para entorpecer a visão de portugueses fartos de trapezistas.
Alguns dias depois da formação do Governo mais Governo de sempre, além e aquém dos escombros do Muro de Berlim que Costa, com angélicas asas derrubou por sopro de querubim chalado, já a vil direita sustentava o Governo em ruptura consigo próprio, que esganiçadas e comunistas não estão nisto pelo sabor, só como levedura para inchar massa governativa de ar suficiente para a fofura das coisas simpáticas.
O acontecimento relevante de 2015 foi a formação do Bloco Central sem Bloco Central, com todas as vantagens que isso acarreta: quando o Bloco Central falhar, o que não deverá demorar muito, não foi o Bloco Central, foi a liberdade e expressividade dogmática das esquerdas unidas, complementares na sua divisão do sudário de um fragilizado Portugal que, invariavelmente, não ata nem desata no início da que será a terceira década perdida consecutiva.
Fantástico
A dra Maria de Belém manifestou-se nestes termos acerca da hiperactividade.
A dra Maria de Belém acha que Marcelo Rebelo de Sousa é hiperactivo e como tal
é o contrário da discrição,
está sempre a mostrar-se,
está sempre a aparecer,
está sempre em entrevista,
a hiperatividade é, ela própria, um sinal de potencial instabilidade
para quem vai exercer o cargo de Presidente da República
um hiperativo não consegue estar sossegado.
Um hiperativo está sempre à procura de momentos para aparecer, para intervir e para dizer ‘estou aqui'”
Fantasticamente nem uma palavrinha se ouviu na Pátria acerca destes considerandos da dra Maria de Belém. nem os pais dos hiperactivos protestaram. Os hiperactivos calaram-se. Os especialistas em hiperactividade fizeram-se desentendidos… Fantástico não é?
Essa lei é boa, boa, boa. Mesmo boa, como o milho
Como acabar com o piropo, mudar comportamentos e ser altamente educador da classe baixa que importuna pessoas do sexo feminino da classe alta o suficiente para conseguir que se ande a legislar tretas? A minha sugestão é usar-se, como foi feito, leis e proibições que funcionam, por exemplo, a proibição de circular na auto-estrada a mais de 120 km/h.
Desde que colocaram as placas de velocidade proibida acima de 120 km/h, os comportamentos mudaram e as mentalidades mudaram. Agora ninguém circula em excesso de velocidade. É por isso que acho que a proibição do piropo vai ser um sucesso e teremos óptimos números já na operação Páscoa da GNR contra o piropo ilegal.
Se tivesse lançado um piropo isso sim era razão para ser despedido
agora “adulterar pesagens de sucata” a favor de um amigo não só não dá direito a despedimento com justa causa como até se recebe uma indemnização. De 80 mil euros!
Não, não foi o sistema, o ministro ou o Darth Vader, foram pessoas
O SNS pode ter falta de médicos. O SNS pode ter carências de organização, pode originar horários esquisitos ou pode nem permitir uma formação adequada a internos em lufa-lufa de preenchimento de equipas de urgência. O SNS pode ter médicos a mais. O SNS pode ter médicos a menos. O SNS pode ser estar subdimensionado, pode estar sobredimensionado, pode ter péssimos profissionais, pode ter excelentes profissionais, pode resolver problemas de forma extremamente eficaz como também pode criar problemas onde eles não existem. Nada disso está em discussão e trazer questões salariais para um problema organizacional é, nesta altura, um atentado à família que perdeu um ente querido, para não falar do próprio, que pagou com a vida as discussões oportunistas subsequentes. O rapaz de 29 anos morreu na urgência do S. José porque foi transferido para um hospital que não providenciou a assistência que necessitava. Daí decorrem duas possibilidades:
- O chefe da equipa de urgência aceitou a transferência após consultar com o director de serviço de neurocirurgia (ou seu substituto), que assentiu a transferência, tornando o neurocirurgião no agente responsável pela não assistência ao doente;
- O chefe da equipa de urgência aceitou a transferência sem consultar com o director de serviço de neurocirurgia (ou seu substituto), tornando-o no responsável pela não assistência ao doente.
De recordar que a subsequente transferência do doente para instituição que pudesse receber, após o erro de terem aceite a transferência, seria sempre solução – que optaram por não tomar – com probabilidade de sucesso igual ou superior à de o deixarem a morrer à espera de segunda-feira. O terceiro caso possível, o de o doente ter lá ido parar sem passar pelas decisões do chefe da equipa de urgência e do director de serviço de neurocirurgia (ou seu substituto) seria resolvido prontamente transferindo o doente para unidade hospitalar pronta para o receber.
Tudo o resto são cantigas de quem tem lata suficiente para ocultar uma péssima decisão com consequências catastróficas para o doente sob uma capa de palermice que só tem cabimento num país capaz de encontrar em António Costa um primeiro-ministro.
Confissão de um filho de ferroviário com mais de 40 anos
Como filho de um ferroviário, tive, durante os anos 80 e início dos 90, as seguintes benesses:
- Desconto de 75% do preço de qualquer bilhete em Portugal;
- 4000 km anuais a serem usados em fracções de 50 km em 1ª classe;
- Cartão com desconto de 50% em qualquer bilhete regular nas redes europeias;
- 4 vouchers anuais por rede estrangeira, permitindo, cada um, viagens com qualquer destino por 24 horas (classe económica).
Em 1993, sem qualquer custo de viagem, passei o mês de Julho numa viagem que partiu do Porto e passou por Paris, Bruxelas, Amsterdão, Luxemburgo, Colónia e Copenhaga. Também tinha vouchers para a British Railways e Schweizerische Bundesbahnen que acabei por não usar.
São José
Tema do meu artigo de hoje no Observador: Porque não havia equipa de neurocirurgia em São José? Porque são interrompidos tratamentos rigorosos nos feriados? Porque o SNS se organizou em função não dos doentes mas sim das corporações do sector
Também sobre esrte caso no Observador escreveu S. José ou a irresponsabilidade
O Natal nas cadeias
Francisca Van Dunen foi passar o Natal à cadeia de Tires onde falou das más condições dos presos e da necessidade de as melhorar. Mas se as condições nas cadeias são assim tão más não fará mais sentido encurtar as penas em vez de melhorar as condições da cadeia (coisa que poderá vir a acontecer ou não)? Por outro lado, é bonito que a Ministra passe a noite na cadeia, mas não seria mais lógico deixar mais presos ir passar o Natal a casa?
Lembrei-me disto a propósito do barão da droga que foi preso na noite de Natal. Uns jantam com a ministra, outros vão no Natal a casa e outros ficam com a noite de Natal estragada. Como se escolhe uns e outros é mais ou menos arbitrário. Para uns caridade cristã e benevolência natalícia, para outros a prisão preventiva.
E o alegado?
“Barão da droga” do Porto fica em prisão preventiva
Se ele tivesse colocado uma bomba era um alegado terrorista. Isto agora no pós-atentados em Paris do senhor Hollande. Antes seria combatente, activista, alegado bombista, insurgente e combatente pela liberdade.
E fica em preventiva para quê? Para se investigar? A isto junta-se o julgamento na praça pública. Este homem Vítor de seu nome está condenado antes de ser julgado.
Por fim ninguém protesta por tendo sido o “Barão da droga” detido na noite de Natal só agora ter sido ouvido?
O que aconteceu ao Banif?
Porque é que um banco com rácio de capital de 8,5% e com captais próprios de cerca de 600 milhões de euros necessita de um processo de resolução com perdas da ordem dos 2 a 3 mil milhões de euros?
Há duas respostas possíveis:
- Não há de facto uma perda de 2 a 3 mil milhões de euros porque esse valor pode ser recuperado através da venda dos activos que passam para o fundo de resolução.
- A perda existe de facto porque as contas do banco empolavam o valor dos activos, e isso tem vindo a acontecer desde 2012.
Der gefallene Engel
Hoje, António Costa devia ter ido à vidinha; após o golpe palaciano de fingir ter um governo com apoio parlamentar de esquerda, coisa que comprovadamente não tem, devia meter a viola no saco e resumir-se à insignificância que os eleitores lhe atribuíram. Pode ser uma brilhante estratégia a médio/longo prazo, mas não quero saber: governar esperando – e, tristemente, tendo – o apoio de uma direita vilipendiada por 4 anos, a arcar com as culpas de tudo, desde a morte do jovem na urgência do São José à prisão de um homem que, aos 58 anos, ainda depende da mamã e “de um amigo” para financiar as férias em Paris enquanto um totó lhe escreve a borrada inconsequentemente fútil a que chamou livro, é legitimar a afirmação, que volto a sublinhar, de o governo socialista ser ilegítimo. É um governo que governa contra si próprio com apoio da oposição. Podíamos descer mais baixo? Talvez possamos, mas não com o meu voto.
Bancos são fixes, os governos é que não são
Uma vantagem de não ser economista é não criar expectativas sobre a função que os bancos devem desempenhar. Para mim – e para a grande maioria das pessoas – um banco é uma instituição que serve o propósito de armazenar com relativa segurança – mas maior que o colchão – as minhas poupanças, com um custo pelo serviço na forma de comissões. Sei que os bancos não podem, simplesmente, ser meros detentores de passivos deste tipo: precisam de activos em forma de crédito concedido. Mais uma vez, a minha visão simplista diz-me que o banco assume um risco calculado quando me empresta dinheiro: no meu caso pessoal, não me emprestaram pouco, emprestaram perto de 140 meses dos rendimentos do agregado após a colecta de impostos, ou seja, 10 anos dos rendimentos da família sem despesas como alimentação e vestuário. Vivo bem com isto: compenso o risco que os bancos assumiram em juros pagos mensalmente e de uma forma decrescente – primeiro pago o risco, só depois começo a pagar o que devo. Todas as partes envolvidas nesse contrato estão de acordo, respeite-se.
Daí que discorde deste artigo do Luís Aguiar-Conraria que diz, logo à cabeça, que “a principal actividade dos bancos é emprestar dinheiro, transformando passivos líquidos (depósitos bancários) em activos ilíquidos (empréstimos)”. A minha discordância vem do significado de dinheiro. Sendo o dinheiro um instrumento político que, a bel-prazer de governantes, tem valor que depende não só do mercado em que se insere mas também da vontade de um conjunto restrito de homens falíveis, a principal actividade dos bancos para os seus clientes passa a ser garantir que os passivos líquidos sejam preservados da melhor maneira possível em dissonância com a vontade governativa de os desvalorizar ao longo do tempo. Daí que um banco comercial, seja ele qual for, tem o seu objectivo minado à partida quando se insere num âmbito político que consiste na necessidade de financiar a loucura dos falíveis que, por doença ou mera vontade de aclamação pela plebe, rebentam com o mercado livre do país extravasando, em muito, aquilo que se pode considerar a gestão da causa pública.
Banca: falência versus resolução
Há quem defenda que não deve ser aplicado aos bancos um processo de resolução mas que estes devem falir como qualquer empresa.
Um processo de falência de uma empresa não é assim tão diferente do processo de resolução bancaria aplicado ao BES (ou mesmo o Banif). Num processo de falência determinados credores têm prioridade sobre outros (por exemplo, trabalhadores têm direitos específicos que lhes dão prioridade sobre alguém que emprestou dinheiro à empresa). Num processo de falência os accionistas da empresa perdem tudo. Num processo de resolução bancária ocorrem coisas semelhantes. Os depositantes têm prioridade sobre os restantes credores. Os accionistas perdem tudo, ou pelo menos as perdas para os restantes stakeholders só podem ocorrer depois de os accionistas perderem tudo. Numa falência de empresa, tal como no processo de resolução de um banco, considera-se que os accionistas não são donos dos activos mas sim do saldo entre activos e obrigações da empresa, e em caso de falência este saldo é negativo. Logo, os accionistas não têm nada a receber e podem ser afastados do processo.
Um banco é uma empresa que reúne 4 características que obrigam a que a sua falência seja tratada de forma especial:
- Os activos e os passívos são aproximadamente da mesma ordem de grandeza, sendo o activo cerca de 10% superior ao passivo.
- Os passivos implicam obrigações de curto prazo (essencialmente depósitos e obrigações).
- Os activos são ilíquidos (o que implica que os depósitos não podem ser satisfeitos de imediato todos em simultâneo).
- Existe uma certeza sobre o valor dos passivos mas uma incerteza elevada sobre o valor dos activos (sujeitos ao ciclo económico) que torna margem de 10% perigosa.
Não é possível pagar depósitos simplesmente fechando o banco e distribuindo o dinheiro que lá está. Seria necessário liquidar activos (que são sobretudo empréstimos de longo prazo aos clientes) no curto prazo para pagar de imediato aos depositantes, num momento em que a margem de 10% evaporou. Como isto é impossível, é essencial que o banco continue a funcionar normalmente. Para isso é necessário que o banco seja recapitalizado restabelecendo os rácios mínimos de capital. É na forma como essa recapitalização deve ser feita (com o dinheiro de quem?) que se deve centrar a discussão e não se se deve fazer. Um sistema bancário funcional tem que ter um mecanismo de resolução bancária que assegure a continuidade da actividade após uma falência e esse mecanismo deve ser um custo da actividade bancária (como um seguro).
A violação sem surpresa
Quando vi a fotografia de Augusto Santos Silva e a legenda “ministro viola”, ainda tive esperança que se tratasse de algo que não esperaríamos que violasse, como uma broa, ou um relógio de cuco; mas não, infelizmente, não se tratou de algo inesperado e sim da violação da lei, para não-surpresa de toda a gente.

Quando nos capacitaremos de que isto só é notícia se o violador de algo for um indivíduo da reles direita?
a diferença
Por que é que a Alemanha é um país mais evoluído e próspero do que Portugal e a Espanha?
Certamente que haverá vários motivos. Mas, entre eles, a estabilidade governativa, garantida pelo artigo 67º (moção de censura construtiva) da Constituição Federal, será dos mais importantes.
E, quando não é possível recorrer a esse expediente, como sucedeu no decurso das últimas eleições legislativas, os alemães têm juízinho e sentido de responsabilidade, de tal modo que os dois rivais históricos da política alemã – CDU/CSU e SPD – fizeram uma coligação e estão juntos no governo do país.
Por cá e, ao que parece, pela nossa vizinha Espanha, os responsáveis socialistas abrem as portas do governo aos partidos da extrema-esquerda.
Com os inevitáveis resultados que começam a saltar à vista e que só poderão piorar no futuro próximo.
É tudo tão lindo!
Este editorial do Público, assinado pelo doutor “Direcção Editorial”, um corajoso jornalista capaz de meter o dedo na ferida – em concreto na ferida que consiste em manter o jornal Público em funcionamento chamando-lhe, insultuosamente, de “jornal” -, é uma obra de arte à estupidez humana decorrente de quase um mês de governo Costa. Tenho esperança, lá para o Carnaval, que o português que ainda considera o Público um jornal esteja tão habituado à maravilha da governação “a TAP é nossa, que palavra dada é palavra honrada” que acabe mesmo por acreditar e enaltecer as paspalhices plantadas nos jornais-amigos pela manada com o objectivo de tornar Portugal no oásis venezuelano da Europa.
“Ei, pá, se não colectarmos já ao ’tuga que trabalha 2250000000 moedinhas, depois vai ser muito mais” é a narrativa dos arrumadores actualmente no governo. Como o PCP e o Bloco engolem a pílula, não faço ideia. O Bloco é fácil, admito: basta terem prometido um sarau cultural em Lisboa com um pintor transsexual que rola nu numa tela impregnada de guache com um pincel agrafado ao escroto. O PCP é que não percebo. Mas, enfim, é como as coisas são: ao menos a TAP será nossa e o Vasconcelos poderá voltar a filmar a Soraia Chaves, que é o que a gente precisa, desde que lhe pague a ousadia, claro está.
onde anda o apv?
O governo de António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa prepara-se para vender o BANIF por uns míseros 150 milhões de euros aos espanhóis do Santander e obrigar os contribuintes portugueses a suportarem os prejuízos do banco em 1,7 mil milhões de euros, que acrescem aos 700 milhões que o estado já lá tinha enfiado. Ou seja, o banco custará 2,25 milhões aos contribuintes e será vendido apenas por 150 milhões aos espanhóis do Santander. Um belo negócio!
Ora, aceitando-se, até, que os contribuintes tenham que pagar o pato – no fim de contas é para isso que servimos -, não se entende por que motivo não há-de o dito pato continuar no sector público do estado, e passar a ser gerido por gestores públicos virtuosos nomeados pelos Dr. Costa e Dr. Galamba, que certamente encontrariam nas fileiras da JS gente competentíssima para tratar do assunto. No fim de contas, não é isto mesmo que Costa quer impor na TAP? Receber dinheiro fresco dos novos accionistas, mas deixar a maioria do capital social e as correspondentes resposabilidades de gestão nas mãos do estado? Afinal, por onde anda o António-Pedro Vasconcelos quando mais precisamos dele? A filmar as curvas da Soraia?

dos outros
Passos Coelho procurou colmatar os prejuízos do BES, por um lado, remetendo-os para os seus accionistas e, por outro, tentando vender o que restava. Quando percebeu que as propostas de venda que tinha em cima da mesa não davam para o que precisava, adiou-a à espera de melhores dias. Fê-lo em plena campanha eleitoral (tótó!…), sob a acusação de que falhara a operação de saneamento do banco e que os contribuintes iriam ser chamados a responsabilizarem-se por boa parte da mesma.
Agora admiremos o novo e expedito método de resolução de falências bancárias introduzido pelo governo Costa, Bloco e PCP: vende-se o BANIF à primeira proposta disposta a passar um cheque e avisa-se logo os contribuintes que vão ter de entrar com o resto, que é, aliás, muito. Costa é um homem expedito, que não gosta de perder tempo. Até porque tempo é dinheiro. Dos outros.
o mundo ao contrário
Passos Coelho, chefe do governo de direita mais conservador e amigo do grande capital de que há memória, entregou os prejuízos do BES aos seus accionistas, ou seja, àqueles que tinham a responsabilidade de garantir que o banco tivesse lucros. Já Costa, Jerónimo e Catarina, que chefiam o governo de esquerda mais amigo do povo desde o de Vasco Gonçalves, preparam-se para salvar os accionistas do BANIF com o dinheiro de quem nada tinha a ver com o banco, isto é, os contribuintes. O mundo está muito estranho.
outro governo é preciso
Precisamos de um governo patriótico e de esquerda. Já não há pachorra para governos da direita que acabam sempre a proteger os interesses da banca e dos banqueiros com o dinheiro do povo! Só um governo de maioria absoluta do PCTP/MRPP, facção Arnaldo Matos, nos poderá salvar das garras do grande capital financeiro. O PC e o Bloco já se venderam. Não lhes bastava terem-se ido enfiar debaixo da sotaina dos padres.
