40 anos depois o PCP ganhou
Ou como escreve o Rui Ramos é A gargalhada de Álvaro Cunhal
Catarina Martins deve ser PM
Descontando a coligação Portugal à Frente, que tendo vencido as eleições está impossibilitada de governar pela alegada existência de um desejo de concretização de um eventual entendimento de um potencial acordo de qualquer forma ou tipo entre os ditos derrotados das eleições, o Partido Socialista foi o vencedor de 4 de Outubro.
Ora, na qualidade de vencedor das eleições frentistas, o Partido Socialista não pode assumir um papel unificador do frentismo popular porque, mantendo o algoritmo base, esse papel cabe, naturalmente, ao segundo classificado das forças frentistas: ao partido que tem o segundo maior número de deputados na Frente Popular e que pode garantir a maioria parlamentar contra a direita nojenta, caso o PS não alinhe com esta. Aliás, não existe melhor forma do Bloco assegurar que não é o próximo Sampaio da Nóvoa, o caracol que Costa pisa quando já não precisa de quem arraste visgo anti-cavaquista pela escadaria central.
Após um mês – mais coisa menos coisa – de tentativas de acordo goradas, é óbvio que só há uma solução governativa para Portugal escolhida pelos portugueses: a Frente Popular liderada por Catarina Martins, o segundo classificado das eleições considerando apenas os partidos legítimos pela verdadeira vontade popular. Só 38,36% dos portugueses rejeitaram nas urnas esta solução, votando na direita calceteira, ou seja, uma grande maioria de 61,64% votou, efectivamente, para que Catarina Martins lidere o processo de nos livrar da austeridade para sempre.
Catarina Martins pode negociar à sua esquerda (PS) e à sua direita (PCP) e formar um verdadeiro Bloco Central da Esquerda (BCE). Está na altura de Costa perceber que perdeu as eleições e lutar contra isso é fútil. Costa deve aceitar a pasta honorífica de vice-PM do governo liderado por Catarina Martins e participar, em verdadeira união, na construção de uma alternativa de esquerda, que o país bem precisa.
A presidente da junta governativa
Cataarina Martins já anunciou hoje mais alguma medida?
1 de Novembro de 2015
Quem não honra os que lhe faleceram não respeita a vida que lhe foi concedida.
Saiam de casa, visitem os cemitérios das vossas comunidades, não as virtuais onde encontram uma causa paupérrima para a fátua indignação, as reais, as de lá de fora, onde as flores têm cheiro e a cera derrete à volta da luz que significa memória. Este país perdeu a memória. Este país rejeita a lembrança.
Hoje, porque é Domingo, é feriado, para o ano não será. Infelizmente.
Meu caro professor Marcelo,
Disse sinais para o centro?
como financiar o socialismo?
Almas angustiadas perguntam-se como irá o futuro governo Costa/César/BE/PCP financiar o aumento da despesa pública que resultará das medidas entretanto já anunciadas. Nada mais fácil, como se poderá ver:
1º Aumentar os impostos sobre os lucros dos bancos que, ao fim de tantos anos a darem prejuízos, parece que os voltaram a ter;
2º Aumentar os impostos sobre os hospitais privados, que têm obtido lucros de «milhões»;
3º Aumentar os impostos sobre todas as empresas que deem lucros;
4º Aumentar os impostos sobre as pessoas com rendimentos que o Bloco e o PC considerem elevados;
5º Criar um imposto especial (cobrado apenas uma vez) sobre os depósitos bancários acima de um milhão de euros;
6º Criar um imposto especial sobre as grandes empresas estrangeiras a operar em Portugal;
7º Depois destas medidas, aguardar o aumento de emprego, a retoma do consumo interno e o crescimento da economia para aumentar a receita fiscal, como nos prometeu o sábio prof. Centeno.
programa do governo de esquerda
- Impedir a entrada em funções do governo de direita.
- Indigitar um governo minoritário do PS, com 32,31% dos votos.
- Não garantir mais do que a viabilização do primeiro orçamento de estado.
- Negociar, a par e passo, as medidas que «sejam boas para o nosso povo e para os trabalhadores», mas só essas.
- Manter intactos os programas do Bloco e do Partido Comunista, principalmente sobre o Euro, o Tratado Orçamental, a necessidade de renegociar a dívida, a NATO, as privatizações, a banca, etc..
- Garantir a sobrevivência política de António Costa por mais uns meses.
- Permitir o acesso aos boys do PS, do PCP e do Bloco ao aparelho do estado central.
O passado e o presente são o que hoje construímos
Ao longo da vida, se abençoados pela efêmera sorte que nos permite vivenciar a vulnerabilidade do amor, alcançaremos doces memórias de partilhadas carícias, continuamente revividas em cúmplice aquiescência de solitário e meigo pretérito mútuo. Alguns amores têm a dádiva de nos marcarem para a vida, como a Nini do Paulo de Carvalho. Nini dançava só para ele, numa dança sem fim, que olhava, bisando-o em verso, tamanha contemplação de vivacidade tão mais real quanto consistentemente idealizada anos a fio. É assim o amor, vívido no durante e cândido no pós-presente, indelével pertença integral na existência do que individualmente somos.
Outros amores, em retrospectiva, apesar da intensidade afectiva momentânea, independentemente da voracidade de físicas manifestações da fugaz paixão, deixam-nos um ocre sentimento de repulsa, um desgosto por repugnância de tal forma indelével que nos incentiva à repulsa física pela mera associação semântica à desmedida aberração. Não me surpreende que a jornalista Fernanda Câncio tente usar todos os meios à disposição para remover referências a uma relação que enjeita, que repele, que repudia. Transcender uma relação incapaz de nos ocorrer recordações de doce ternura em tempo presente é um acto de dignidade para com nós próprios. Não devemos criticar esta decisão de alguém que, seja por mau juízo, seja por vicissitudes do destino, cresceu para o brio libertador de tão vexatório amor.
Por assim dizer uma perda de tempo só possível graças ao apoio do PR
Era só para lembrar…
Nova T-shirt na Grande Loja Blasfema
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“Manso é a tua tia”, uma mensagem de amor fraterno entre esquerdas unidas, um código de guerra único numa luta contra os direitolas de todos os partidos ilegítimos, uma afirmação de presença perante a grande maioria dos eleitores, bem enganados no boletim de voto por uma coligação iníqua e inconstitucionalmente desumana.
Compre já. Todos os lucros reverterão para a manutenção possível do partido Livre.
Vai-se a ver e temos de acelerar o aquecimento global porque o frio é uma forma de discriminação
Agora surgem alguns relatos curiosos sobre os refugiados que começam a chegar, neste caso, à Suécia. Segundo conta o Guardian, 14 pessoas recusam-se a sair de um autocarro que os levou até à vila de Limedsforsen. E estão lá há três dias por causa do frio e do isolamento da povoação sueca.
Estes catorze refugiados pertencem a um grupo de 60 sírios e iraquianos que chegaram a Limedsforsen, junto à fronteira com a Noruega, onde vão ser instalados enquanto os seus pedidos de asilo serão avaliados.
Este grupo recusa-se a deixar o autocarro queixando-se que esta vila se encontra a dezenas de quilómetros da cidade mais próxima, com muitos a exigirem que os levem para uma cidade grande ou, inclusive, para a Alemanha. O frio que se faz sentir nesta zona é também um alvo das críticas destas pessoas.
a mentira tem perna curta
Durante quatro anos, ouvimos o PS dizer que a austeridade não era uma inevitabilidade e que havia alternativas às políticas do governo PSD/CDS. Agora que o PS começa a ter a convicção de que regressará, em breve, ao poder, a única preocupação que parece ter é a de arranjar bons pretextos para manter aquelas medidas em vigor, apesar dos acordos que está a negociar com a extrema-esquerda para conseguir o seu apoio parlamentar. Como é evidente, isto dará fatalmente mau resultado. Porque o PS sempre omitiu aos portugueses aquilo que agora será obrigado a assumir: que Portugal não é um país auto-suficiente, isto é, que não produz o necessário para obter receita que pague a despesa do estado, por um lado, e, por outro, que para além do défice primário do estado existe ainda um pesadíssimo passivo para pagar. Assim, quem estiver no governo terá, em primeiro lugar, que satisfazer as expectativas dos nossos credores e financiadores, se quiser que as máquinas de multibanco continuem a dar notas. Se preferir a solução grega, em meia dúzia de semanas chegará lá, sem ter de fazer muito esforço. Ora, é isto mesmo que o Bloco e o Partido Comunista jamais aceitarão e que transformará esta espúria coligação num casamento fúnebre. Em poucas palavras, o dilema de um futuro governo do PS pode colocar-se assim: dará o governo preferência às expectativas dos financiadores de Portugal ou às exigências do Partido Comunista e do Bloco? Costa e César que decidam: a responsabilidade do que vier a acontecer será inteiramente deles.
Aprendam que ainda vão a tempo
Isto não são modos de fazer uma notícia:
Bárbara Vara constituída arguida na Operação Marquês
Não interessa nada que tenha sido constituída arguida. Isto vai levar a um julgamento na praça pública. Mesmo que seja considerada inocente a Bárbara já é culpada. Logo deve escrever-se assim
Bárbara Vara, filha do dinâmico empresário e político progressista Armando Vara, tem mantido conversações com pessoas ligadas à justiça. “Que estratégias adoptar no combate ao empobrecimento” são alguns dos temas que a jovem imbuída da tenacidade do seu pai nas questões sociais tem abordado nestes encontros.
Entretanto Jerónimo de Sousa mantém encontros com as personalidades de esquerda do Governo para os sensibilizar para a necessidade de se alterar o quadro legislativo no sentido de se determinar o arresto imediatos dos bens das pessoas envolvidas em manobras reaccionárias.
Portugal 2015
Então o grupo Cofina não pode falar do Sócrates, esse grande calhau? Todos os jornais podem publicar o que lhes apetecer do processo do Sócrates excepto jornais e órgãos de informação que pertençam e este grupo em específico? Mas não há direito à informação, liberdade de expressão e o rais’que’parta? Mas estes bichos têm sequer ideia das consequências da limitação da liberdade de imprensa? Andam sempre com a trampa de Abril naquelas bocas e agora tratam isto com a maior das normalidades, como se se tratasse de uma mera questão estética? Censurar Disciplinar o Correio da Manhã pasquim não faz mal porque metem gajas pessoas com identificação de género do tipo feminino nuas desprovidas de vestuário adequado na capa?
É esta trampa realidade que querem para Portugal a República Popular Una, Indivisível e Ultramarina de Portugal?
Desde já me disponibilizo para publicar todo e qualquer texto proibido ao Correio da Manhã coisas devidamente autorizadas pela Comissão de Esquerda Revolucionária que sejam vedadas consideradas relevantes por censura decoro.
ADENDA: Este post não faz sentido se visto em leitores de feeds que retirem a tag span do texto formatado. Se leu e não fez sentido, leia o post no site através do link https://blasfemias.net/2015/10/29/portugal-2015/.
De ora avante as notícias serão assim
O sr. engenheiro José Sócrates tem continuado a deslocar-se ao tribunal para tratar assuntos do seu interesse.
O sr. dr. António Costa interrompeu a sua agenda intensa para declarar aos jornalistas que o esperavam à saída de uma cerimónia de inauguração de mais um centro de memória da luta anti-homofobia na I República que espera que rapidamente o sr. engenheiro José Sócrates possa retormar o papel que dele se espera no processo de modernização do país.
Quanto à responsável pela articulação do Governo com as inter-comissões populares, Catarina Martins, as suas declarações vão no sentido de chamar a atenção para a necessidade da justiça incidir sobre os grupos que entravam a dinâmica de mudança do país e não perder-seem investigações que apenas nos distraem do ciclo do empobrecimento a que a austeriade conduziu o país.
onde anda francisco assis?
Aí há umas duas semanas, Francisco Assis deu uma notável entrevista sobre o PS e a estratégia de Costa de formação de governo à esquerda. Nessa entrevista, Assis disse, preto no branco, que se Costa insistisse num acordo com PCP e Bloco de Esquerda, ver-se-ia obrigado a tomar uma atitude. Agora que a parelha CC (Costa e César) anunciou que o acordo está fechado e o programa do governo das esquerdas será apresentado em breve, onde está Francisco Assis? E que espera ele para se pronunciar?
Nada temas, José. Nada abalará a nossa fé.
Sócrates interpõe providência cautelar para impedir notícias sobre Operação Marquês.
Não, José, não! Lembra-te que és inocente! Lembra-te que o país precisa saber o que te fizeram, como te torturam, como te aplicaram a lei dos homens, como vilipendiaram um homem adulto que governou um país mas perdeu – acontece a qualquer um – a conta dos milhões impagáveis que deve a um amigo altruísta. Não podes impedir as falsidades de serem publicadas! Depois que irás contrariar nas sessões públicas de esclarecimento sobre a “política e a justiça”? O segredo de justiça é obra do Demo, já sabemos, para quê privar os teus seguidores das inverdades processuais que só abonam ao teu martírio, o martírio que é o de um povo? Entendo que ainda não estejas preparado para a tua crucificação – nunca ninguém está, sugiro algum jejum no deserto – mas livra-nós do Mal, José. Carrega a tua cruz como carregaste o destino do país, ombros para cima, queixo para o horizonte. Seremos muitos, depois, José, quanto te ergueres, como Lázaro e as tatuagens da prisão. Deixa-os gritar “Barrabás”. Tu és a Luz. Tu és a Salvação! Tu és quem acabou com a idolatria por falsos ídolos. Tu és Charlie e a Fernanda também. Deixa-os falar, publicar, escrever. Só assim será teu o reino das sopeiras.
Pena Vasco Gonçalves já ter morrido
Costa pensa em independentes à esquerda do PS para o seu eventual Governo
Ps. No Conselho Mundial da Paz/Conselho português para a Paz e Cooperação têm uma data deles e ainda há a possibilidade de ir buscar o professor Boaventura que até canta.
«não rezará a história»
A jornalista do Público Áurea Sampaio garante-nos que, do governo apresentado hoje por Pedro Passos Coelho, «não rezará a História». Pois não. Mas do próximo rezará, certamente. A História e nós.
mas onde é que eu já vi isto?
«Em vez de falar de um compromisso com as metas definidas, mostra “um compromisso de uma trajetória orçamental” – ou seja, de redução gradual do défice. E juntou na mesma frase isto: “…e de defesa da recuperação dos rendimentos das pessoas e moderação fiscal”», afirmou Carlos César, a nova eminência parda do PS.
Mas não foi isto mesmo que o primeiro Syriza, o de Varoufakis, andou por Bruxelas a tentar negociar, até fecharem os bancos gregos?
Tempos difíceis para a liberdade
A liberdade de expressão em França sempre conheceu alguns problemas graves. Mas agora atingiu-se um novo e intolerável nível de repressão.
Usar um t-shirt dizendo «Long live Palestine, boycott Israel» implica o risco de se ser condenado criminalmente ao pagamento de multa ou mesmo risco de prisão. Doze militantes que em 2009 usaram tais t-shirts num supermercado na cidade francesa de Mulhouse, viram agora confirmadas pelo Court of Cassation as suas condenações, baseadas em «the French republic’s law on Freedom of the Press, which prescribes imprisonment or a fine of up to $50,000 for parties that “provoke discrimination, hatred or violence toward a person or group of people on grounds of their origin, their belonging or their not belonging to an ethnic group, a nation, a race or a certain religion.» A sério? Um t-shirt a apelar a boicote é sinal de discriminação, ódio ou violência? E um livro seria equivalente a bomba? Um filme seria um missil? A liberdade é cada vez mais atacada onde menos (ou nem por issso…) se espera. (via Glenn Greenwald) Ler mais…
Crítica de teatro: “Transumância no Ródão”
Ainda não tive oportunidade de aqui comentar o bizarro fenómeno de transumância na rota Lisboa-Tribunal ocorrido no passado fim-de-semana em Vila Velha de Ródão. O rebanho socratista, devidamente ampliado por um selecionado grupo de apóstolos locais sem grande pudor, amor próprio e dois dedos de testa, deslocou-se à Casa de Artes e Cultura do Tejo para ouvir o pastor a pregar que Bem-aventurados são os pobres de espírito, porque deles será a servidão ao aparelho do Estado.
Numa patética dissimulação em conferência alegadamente subordinada a “política e justiça”, a eucaristia, integralmente transmitida por pelo menos uma das televisões, a mesma a que Costa deu primazia para questionar aquando da estrondosa derrota do dia 4 e que o virá a consagrar o primeiro-ministro que mais insultos acervará, insultos estes bem tímidos em relação aos que já merece, centrou-se na figura magnânima do espectacularmente chanfrado Sócrates.
A panca de Sócrates não é recente, daí ter sido seleccionado para este papel: enxaguado, penteado, vestido, cútis impermeabilizada, empandeirado para a ribalta televisiva, fabricado com resumos em português do ‘Kant for dummies’, inclusivamente emparelhado – com consistentes esforços da alegada ex– para a reafirmação através de exercícios de negação comovente e dramaticamente bufos – e, em última instância, vítima dele próprio, como uma estrela rock de idade prematura com acesso facilitado a drogas letais. Ninguém espera que a árvore das patacas engula a maior parte das moedas.
Segundo o estrondoso pensador incapaz de citar o nome de um único filósofo – sim, eu vi a monstruosidade, podem criticar o que quiserem, também me aproximo de vítimas estripadas de acidentes de trânsito, se o conhecimento deste facto também vos der prazer para embirrar -, a justiça é de uma injustiça tremenda para pessoas como ele, que devem estar acima da justiça injusta para todos os outros. Sócrates até pode ver-se como Luaty Beirão, Gandhi, Mandela ou, inclusivamente, como o Liberace da estapafúrdia erotização na gestão da causa pública: nós aplaudimos a audácia e a degradação que daí decorre; não pode é fingir que está preocupado com a Justiça, com maiúscula, porque, como péssimo actor, não faz corresponder qualquer narrativa supra-pessoal a algo que não passa de escárnio pela própria Justiça através de ridículas tentativas de obtenção de inocência, como se esta pudesse ser conquistada da mesma forma desonrada como se obtêm votos em eleições.
De qualquer das formas, mesmo sendo um exercício tão fútil como prenhe de vaidade, nós, o público, agradecemos a permanente penitência decorrente desta digressão de auto-comiseração. Não é suficiente como castigo mas vai preenchendo a míngua até que o dia do Juízo Final chegue, com toda a profusão libertadora de socratinagem que nos trará.
E se forem dois problemas?
PS jura (ao PCP e BE): 4 anos sem cortar salários nem subir IRS “Se houver um problema, tem que se ajudar a meta do défice”
Leia a deliberação da ERC sobre o canal Hot e descobrirá que o porno em português é cluster.
Interpretação das frases mais polémicas de Cavaco
1.
É aos Deputados que compete decidir, em consciência e tendo em conta os superiores interesses de Portugal, se o Governo deve ou não assumir em plenitude as funções que lhe cabem.
Isto quer dizer que é aos deputados que compete decidir, em consciência e tendo em conta os superiores interesses de Portugal, se o Governo deve ou não assumir em plenitude as funções que lhe cabem.
2.
É tanto mais incompreensível que as forças partidárias europeístas não tenham chegado a um entendimento quando, num passado recente, votaram conjuntamente, na Assembleia da República, a aprovação do Tratado de Lisboa, do Tratado Orçamental e do Mecanismo Europeu de Estabilidade, enquanto os demais partidos votaram sempre contra.
Cavaco acha incompreensível que PS e PSD não se tenham entendido apesar de terem tantas coisas em comum.
3.
Aliás, é significativo que não tenham sido apresentadas, por essas forças políticas, garantias de uma solução alternativa estável, duradoura e credível.
Cavaco diz que PS-BE-PCP não apresentaram garantias de uma solução alternativa estável, duradoura e credível e atribui a isso um significado.
4.
Em 40 anos de democracia, nunca os governos de Portugal dependeram do apoio de forças políticas antieuropeístas, isto é, de forças políticas que, nos programas eleitorais com que se apresentaram ao povo português, defendem a revogação do Tratado de Lisboa, do Tratado Orçamental, da União Bancária e do Pacto de Estabilidade e Crescimento, assim como o desmantelamento da União Económica e Monetária e a saída de Portugal do Euro, para além da dissolução da NATO, organização de que Portugal é membro fundador.
Cavaco diz que, em 40 anos, nunca nenhum governo esteve dependente de forças políticas com ideias tão contrárias às ideias desse governo ou ao que esse governo terá que fazer.
5.
Se o Governo formado pela coligação vencedora pode não assegurar inteiramente a estabilidade política de que o País precisa, considero serem muito mais graves as consequências financeiras, económicas e sociais de uma alternativa claramente inconsistente sugerida por outras forças políticas.
Esta parte quer dizer que um governo CDS-PSD não dá estabilidade mas um putativo PS-BE-PCP dá ainda menos por ser inconsistente (e a inconsistência tem consequências).
NATO à portuguesa
João Soares: “PCP e BE podem ajudar na reforma que a NATO precisa”
Ao logo da entrevista João Soares também revê o seu passado e a dado momento declara esta coisa espantosa: “Essa de eu ser conotado com a UNITA é uma ideia completamente abstrusa mas que, infelizmente passou para a opinião pública. Pela simples razão de que tive um grande acidente, em território da UNITA, Angola.”
tomás taveira, um visionário
A ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, uma sublime instituição da nossa república, paga com o dinheiro dos nossos impostos e por onde passaram vultos maiores do regime e da pátria, como Carlos Magno (o nosso, não o outro), Azeredo Lopes e Estrela Serrano (os próprios e inimitáveis), acabou de notificar a Hot TV para cumprir as percentagens de filmes de produção nacional que a lei impõe e que estão, no caso daquela emissora, «aquém das previsões legais». Ora, se por um lado é tranquilizador sabermos que, algures num edifício público, pago com os tributos do povo, competentes e zelosos funcionários cuidam de proteger o porno nacional, esmiuçando cada minuto de emissão daquele canal, por outro preocupa-nos a insensibilidade da indústria caseira, que não investe suficientemente neste importante produto cultural. A manter-se o panorama subdesenvolvido do porno português, a Hot TV, coitada!, arrisca mesmo a apanhar multa pesada.
Razão tinha, há uns anos, o arq. Tomás Taveira, um visionário. Infelizmente, poucos lhe seguiram os passos.
Passou-se
Cavaco é politicamente tolo. A ultima comunicação é um verdadeiro desastre.
Já no discurso de 6 de Outubro tinha passado das marcas ao alavancar em normas do regime, assuntos que dele não fazem parte. A UE, a NATO, o Euro e a Lusofonia não constituem nenhum pilar fundador ou essencial à liberdade e vida democrática do país. Pode-se entender serem relevantes. Pode-se entender ser arriscado colocá-los em causa no actual momento, Mas isso são ponderações e decisões politicas que cabe a quem decide: o povo. Nada impede que qualquer partido defenda a revisão desses tratados, a sua modificação, a sua extinção ou a simples saída. Ainda assim Portugal continuaria a existir, a CRP não seria tocada, nem a democracia nem a liberdade colocada em causa. A pertença a tais organizações e a vigência desses tratados são certamente relevantes. Mas sempre se mantem a liberdade de a eles continuar a pertencer, ou não. O PR pode também ter a sua opinião sobre os mesmos, mas não pode impedir ou colocar como critério de pertença a um governo quem deles discorde. Tal como não poderia impedir quem, explicitamente contra a forma obrigatória de regime constitucional se diga ou disse-se monárquico e viesse a ser democraticamente membro do governo. Não lhe cabe esse papel, Tal é perrogativa do povo e dos seus representantes. A todo o tempo.
É absoluta mentira e abuso de Cavaco dizer que colocar em questão o Tratado de Lisboa, o Tratado Orçamental, a União Bancária, o Pacto de Estabilidade e Crescimento, a União Económica e Monetária e a pertença ao Euro seja «alterar radicalmente os fundamentos do nosso regime democrático». O regime não se fez nos ultimos anos, nem dele constam tais requisitos. Pelo contrário. Impedir que tais tratados e realidades sejam colocados em causa, como se de dogmas ou realidades auto-evidentes se tratassem é que é, da parte do PR, abalar «os fundamentos do regime democrático».
Aliás a propria assinatura daquelas realidades, ela mesma já deveria ter abalado tal regime, dado que quem os assinou e votou na AR não dispunha de mandato do soberano para tal.
É de uma tristeza e mesmo indigência absoluta ver o PR de Portugal portar-se como um agente comissionista da UE.
Qualquer um pode duvidar da sensatez de colocar em questão aqueles tratados, ou achar que tal seria mesmo um desastre. Mas tambem qualquer um pode, ao invez, defender a sua revogaçao ou a sua renogociação. Mas ao PR, que certamente sempre pode expressar o que pensa, não pode contudo usar do seu poder para a limitar ou mesmo impedir. Não lhe cabe fazer distrinça entre os chamados «europeístas» e «anti-europeístas» (seja isso o que for). Isso é com a AR. Cabe aos partidos e aos deputados eleitos essa ponderação, não cabendo em caso algum ao PR impedi-la ou condicioná-la. Acresce ainda que nem sequer se sabe se tais assuntos estão em cima da mesa de qualquer negociação ou sequer se serão levantados, pelo que a atitude do PR carece de todo o bom senso e passa apenas como pretexto ilegítimo para impor uma solução, intervindo abusivamente num plano que não é o seu mas sim o da AR.
portugueses de segunda
Todos conhecemos os crimes do fascismo e do nazismo, como conhecemos também, muito bem, os do comunismo. Não há, a este respeito, qualquer hipótese de dúvida ou de negação. Mas há algumas diferenças substanciais que não podem ser ignoradas. Primeiro, que os crimes do fascismo e do nazismo, com excepção de alguns – poucos – regimes latino-americanos que duraram mais algum tempo, terminaram – felizmente . com o fim da 2ª Guerra Mundial, em 1945, ao passo que os crimes do comunismo expandiram-se por um enorme número de países europeus, africanos, asiáticos e americanos, cujos regimes, em parte, se extinguiram em 1989, mas outros – infelizmente, muitos ainda – por aí continuam, como Cuba, China, Coreia do Norte, Angola (o MPLA ainda se reclama um partido marxista-leninista, ou já não?).. Mas há outra diferença muito importante, que não convém escamotear: é que enquanto os partidos europeus originários na extrema-direita, como a Frente Nacional, rejeitam a herança fascista e nazi, ao ponto de expulsarem quem a defenda (no caso da FN, o próprio fundador, o que não foi coisa pouca) alguém terá ouvido já o Partido Comunista Português a renegar a União Soviética e os crimes de Lenine, Estaline, Mao, Fidel de Castro, etc.? Não, pelo contrário, quando lhes falam no assunto dizem que a história de URSS não está bem contada, que, como disse uma senhora deputada do PCP, nunca estudara o estalinismo, logo, não podia condená-lo, ou mesmo que a Coreia do Norte era uma democracia, como proclamou esse extraordinário ex-líder parlamentar do PCP, agora autarca em Loures, o senhor Bernardino Soares. Ou seja e em conclusão: ao contrário do novo mantra nacional, imposto por António Costa e ao qual até já o ecletético Professor Marcelo aderiu, em termos políticos há, efectivamente há, portugueses de primeira e de segunda, e quem defende regimes assassinos qualifica-se imediatamente nesse último grupo. E mais: do mesmo modo que a Constituição proíbe as organizações políticas fascistas, também o acesso ao poder de gente que defende os regimes comunistas não deveria ser permitido, a não ser que se considere que os crimes destes foram melhores que os dos outros. Por muito que possa custar aceitar, Cavaco Silva tem razão.
O racista e o desequilibrado
Alguém sabe qual o critério que leva a que os judeus sejam atacados por desequilibrados e os demais cidadãos por racistas?
“Ninguém põe em causa a NATO” na Frente de Esquerda
Centenas de pessoas manifestam-se em Lisboa contra a NATO. Duarte Alves (JCP) e Ilda Figueiredo explicam.

Ó camarada Jerónimo está um bocadinho esquecido
Então o camarada Jerónimo não se lembra do que disseram aí no partido em 1974 antes de montarem as barricadas da inventona do 28 de Setembro?
O personagem trágico da legislatura
Mário Centeno será o personagem trágico desta legislatura. Não havendo outro está condenado a ser o próximo ministro das finanças. Nestes meses, e sobretudo neste período de negociações, já se revelou. Tem mostrado que é uma inexistência e fará tudo o que o PS pedir. “Oh Mário, dá aí um jeito no Excel para ver se podemos prometer isto”. Será um Teixeira dos Santos, nunca um Vitor Gaspar. E a partir daqui o seu destino está traçado. Estará entalado entre a Comissão Europeia, o tratado orçamental, as promessas do PS, as exigências do Bloco de Esquerda e a realidade económica. Sem capacidade própria para se impor a nada nem ninguém, não tem graus de liberdade, já tem os orçamentos feitos. Só vai mesmo poder escolher, se chegarmos a esse ponto, a que jornalista manda o email a anunciar a nova vinda do FMI.
Previsão do futuro próximo
A minha previsão sobre o que vai acontecer a seguir:
- Passos vai constituir um governo de circunstância, com deputados e, eventualmente, alguma figura do PSD já na reforma. É apenas uma formalidade.
- Costa já queimou os barcos e só lhe resta mesmo levar o plano até ao fim. PS votará a favor da moção de rejeição e esta terá os 116 votos necessários. O governo de Passos vai cair.
- Cavaco, depois de 1 ou 2 semanas de reuniões com a sociedade civil e os partidos, acabará por indigitar Costa. Tentará, nesse período, mostrar os limites dos acordos que o PS tem com BE e PCP.
- Governo Costa não terá figuras importantes do BE ou do PCP e estes farão questão de referir que não estão no governo.
- Haverá uma moção de rejeição ao governo Costa que não será aprovada. Terá 107 votos da PáF a favor, 1 voto do PAN contra, 86 votos contra do PS. BE e CDU vão abster-se.
- Acordo do Costa com o PCP será minimalista e assentará em reivindicações laborais. Coisas que reforçam os sindicatos do PCP. Paralisam a economia mas não custam dinheiro de forma directa ao orçamento. Código laboral, empresas de transportes, professores, função pública.
- Acordo de Costa com o BE custará dinheiro ao orçamento. Aumentos de salários à função pública, pensões etc. E impostos aos contribuintes. E colocará pressão sobre o orçamento.
- Não se saberá ao certo se os acordos incluem a aprovação do orçamento. Pelo menos no caso do PCP, que se reservará o direito de aprovar ou não quando chegar o momento.
- Passos irá à sua vida, não está para aturar malucos. Pode esperar até às presidenciais, para marcar posição e assegurar a eleição do Marcelo, mas no fim vai embora.
- O orçamento passará com 86 votos a favor do PS, 107 contra da PáF. O voto do PAN é o mais difícil de prever, mas acho que votarão contra. Para o orçamento passar BE e CDU terão que votar a favor. E acho que vão votar.
- Orçamento será um contorcionismo baseado no programa do PS: adiam umas promessas, abandonam outras, sobem uns impostos, fingem que baixam outros mas compensam noutro lado. Tudo para pagar as exigências do BE.
- Os impostos que vão aumentar são aqueles que não afectam directamente a maior parte dos eleitores: IRC, escalões mais elevados do IRS, imposto sucessórios, impostos sobre capitais.
- Será um orçamento expansionista dentro das limitações impostas por Bruxelas. Haverá derrapagens ao longo do ano e alguns conflitos com Bruxelas. No fim um défice mais elevado será imposto a Bruxelas, com várias desculpas.
- Haverá um período de vários meses em que o PS dirá que a situação orçamental é pior que esperavam e isso justificará as várias quebras de promessas.
- Numa primeira fase a economia não mostrará grandes sinais de abrandamento, Crescimento em 2016 vai manter-se nos 1,5%. Mas terá alguns aspectos diferentes. Economia vai virar-se mais para o consumo interno. Diversas empresas exportadoras vão abandonar planos de investimento, mas o efeito no curto prazo não será visível.
- Medidas no mercado laboral, impostas pelo PCP, vão abrandar a contratação, apesar do crescimento. Desemprego interromperá a queda, ou pelo menos abrandará muito a queda.
- Haverá uma revanche em sectores como a administração pública, ensino e cultura. Mais benesses para todos. No ensino, o PS estará de braço dado com o Mário Nogueira.
- A situação económica ao longo de 2016 será favorável para o PS ganhar eleições a qualquer momento. Ou em Junho ou em Dezembro. Não haverá condições para uma coligação PSD-CDS e o PS tem hipóteses de ficar à frente do PSD com um discurso “acabamos com a austeridade, a direita quer voltar à austeridade”.
- Marcelo ganhará as presidenciais. Mas não será tão fácil como parecia à partida. Esquerda estará em força com um discurso “Marcelo quer dissolver o Parlamento com maioria de esquerda”.
- Após as presidenciais e depois de ter o orçamento aprovado, o PS começará a aproximar-se do PSD. Promoverá todos os candidatos à liderança do PSD dispostos a esquecer o golpe contra o vencedor das eleições. Haverá pessoas no PSD interessadas nisso. Ao mesmo tempo, o PS culpará o PSD pela instabilidade e exigirá a aprovação pelo PSD das medidas mais importantes.
- Taxas de juro só mostrarão sinais preocupantes daqui a um ano ou dois. Por enquanto investidores vão manter-se cautelosos mas participante.
- Haverá imensos avisos das mais diversas instituições internacionais, os quais serão ignorados.
- Costa só cairá depois da próxima recessão, que, atendendo à evolução do ciclo económico, pode demorar pelo menos mais 2 anos.
- PCP não aprovará o 2º orçamento do PS. 2º orçamento será um momento crítico, se não houver eleições antes. É possível que Costa sobreviva com abstenção do PSD.
- Se de facto durar até à próxima recessão haverá 4ª bancarrota.
- Caso haja eleições em 2016 o PS ganha com maioria relativa e quererá fazer coligação com o PSD.
- No 1º ano o BE vai desgastar o governo com propostas impossíveis que serão apresentadas implicitamente como condição para aprovação do orçamento de 2017.






