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ERC que….

29 Setembro, 2008

Azeredo Lopes tenta dar algumas explicações e simultaneamente criticar os seus críticos, num texto que se revela especialmente penoso. No entanto, parece adiantar quais seriam os já famosos «motivos prosaicos» de que falava Estrela Serrano para a dilação de 9 (versão Estrela Serrano) ou 7 (versão AL), meses entre o despacho da CADA e a entrega do dossier. Alegadamente tal terá ficado a dever-se a que  «Ocorreram, porém, atrasos na obtenção da assinatura das actas de todos os membros do Conselho Regulador, bem como de várias declarações de voto que estavam anunciadas mas demoraram a ser entregues.». Constato portanto que a divulgação das razões do atraso se sobrepuseram (muito rapidamente devo notar…), aos alegados «outros valores que poderão ficar em causa com essa revelação».

E afinal quais seriam os ditos «outros valores que poderiam ficar em causa» com a revelação das razões do atraso? A aparente incompetência funcional de elementos da ERC? O reconhecimento público da sua incapacidade para se organizarem e assinarem umas actas e fazerem umas declarações de voto durante 7 ou 9 meses? Era isso? Mas eram tais «factos» de valor superior à suspeita de dilação motivada por razões de oportunidade política? E o que levou ao certo a que em pouco mais de 24 horas «a divulgação das razões do atraso vieram a revelar-se mais importantes»? 

E já agora, estará Azeredo Lopes simplesmente a dizer que afinal a «culpa» é dos que votaram contra que demoram a entregar as tais declarações de voto? E estes membros, serão afinal os únicos que não escrevem em jornais a explicarem-se? (no pressuposto que os vários depoimentos dos últimos dias de Estrela Serrano e Azeredo Lopes sejam pessoais e não aprovados pelo Conselho Regulador)?

E que tinha isso (actas e declarações de voto), a ver com o dossier entregue na CADA e por esta mandado divulgar a 23 de Janeiro? Aparentemente nada, pois que a CADA não os recebeu nem sobre eles se pronunciou. Pelo que podiam e deviam ter sido em devido tempo entregues aos jornalistas que o solicitaram.

A ERC ou é uma manta de confusão ou aprecia criar nuvens de fumo. 

19 comentários leave one →
  1. JoaoMiranda permalink*
    29 Setembro, 2008 10:06

    Fica ainda a suspeita de que Azeredo Lopes revelou as tais razões prosaicas, ignorando os tais valores mais altos, à revelia dos restantes membros da ERC.

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  2. Anónimo permalink
    29 Setembro, 2008 10:20

    A ERC parece arrastar-se penosamente pelo meio do lixo.

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  3. Gabriel Silva permalink*
    29 Setembro, 2008 10:25

    à revelia dos restantes membros parece que andam todos.
    Gostava de assistir a uma reunião, deve ser um espectáculo.

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  4. Anónimo permalink
    29 Setembro, 2008 10:59

    E tudo especialista em criar confusões com uam coisa de treta.

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  5. José permalink
    29 Setembro, 2008 11:23

    Este estenderete de razões avulsas, devia, só por si, levar os cinco conselheiros a uma atitude digna e que ainda pudesse preservar o módico de honra profissional devido a qualquer instituição: demitirem-se, já!

    Não o fazendo, estão a dar o espectáculo do descrédito pessoal e institucional.

    Ficam sem qualquer margem de manobra para afirmar um mínimo de respeitabilidade em deliberações futuras, porque cairam já no ridículo que é aquilo que mata as instituições.

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  6. 29 Setembro, 2008 11:23

    Lodo. Pantano. Miséria. Nepotisnmo.

    Tudo à beira do Orçamento de Estado, e dos que ainda trabalham e pagam impostos.

    Óbviamente, EXTINGA-SE a ERC, que só serve para fazer mesuras aos Governos.

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  7. José permalink
    29 Setembro, 2008 11:30

    São gozados ( até na escrita do português, como aconteceu com o mail reproduzido aqui, enviado pela conselheira Estrela); desrespeitados porque não se deram ao respeito, mesmo interno ( insultos e ameaças, foi o que se mencionou a propósito de reuniões); desacreditados ( porque não apresentam razões plausíveis e aceites pela generalidade, em relação aos atrasos e confusões) e principalmente, acusados de parcialidade e falta de isenção, defeitos graves e inadmissíveis numa instituição do género.

    Inacreditavelmente, as críticas que menos suportam são as menos importantes. Ou seja, as que não contendem com a falta de isenção.

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  8. 29 Setembro, 2008 11:31

    A Zazie que me perdoe se estiver enganada, mas, tenho para mim, que ela e a Senhora Estrela são uma e a mesma pessoa. Afinal, esta última, mete a primeira… e já não há quem a cale.

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  9. 29 Setembro, 2008 11:41

    «Desde logo, nem o jornalista, ao contrário do que tem sido afirmado, se queixou à CADA, nem o atraso foi de nove meses, mas de menos de sete, cabendo aos jornalistas do Expresso fazer no futuro melhor as contas.» (Azeredo Lopes, DN)

    Ah, bom. 7 meses é outra coisa. Quase nada, de facto.

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  10. 29 Setembro, 2008 11:43

    «Posso aliás provar, no que me toca (e sem prejuízo da integral responsabilidade que assumo pelo atraso), que procurei imprimir a celeridade máxima ao processo, quer na forma como se solicitou à CADA que, se possível, decidisse depressa (como decidiu), porque da sua decisão estava pendente um pedido de acesso a documentos feito por um jornalista; como, depois, pelo teor despacho que apus ao pedido de acesso ao dossier que, por último, foi recebido na ERC.»

    A CADA que decida depressa que, depois, só seguro isto 7 meses! É preciso ter lata!

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  11. Anónimo permalink
    29 Setembro, 2008 11:46

    “Não será notícia uma pressão de Sócrates sobre a imprensa com uma frase que parece saída de «O Padrinho?»”
    Joaquim Vieira no Público

    Assumir que o país é mafioso já é um grande passo em frente, o reconhecimento da doença.
    Agora só falta fazer o que os americanos fizeram há décadas.
    Na altura, a ideia era que aquilo levava o país por um caminho não desejado.
    A nós só nos falta saber quais são os desejos.

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  12. 29 Setembro, 2008 12:42

    Gabriel,

    deixa lá. Roma arde, never mind the bollocks.

    Né?

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  13. Atento permalink
    29 Setembro, 2008 13:56

    Gabriel Silva chama “penoso” ao texto do Sr. Azeredo Lopes. É brandura demasiada.
    O texto é vergonhoso e tão lamentável que, depois de o escrever e mandar publicar, o único gesto digno que restava ao seu autor era demitir-se das funções que exerce e para as quais não tem estaleca.
    Descontada a passagem em que, sobre Estrela Serrano, alude ao seu “carácter decisivo na decisão” (!), a “correcção” seguinte é a de que a demora no cumprimento da determinação da CADA não foi de “nove meses, mas de menos de sete” (que adiante fixa mesmo em sete…), tudo porque houve dificuldade (!) em conseguir algumas assinaturas de declarações de voto.
    Como assim? Então os ilustres conselheiros não frequentam o local de trabalho, como é seu dever, tornando-se difícil apanhá-los? Ou só vão à 24 de Julho no dia de reunião semanal (e nem sempre…), contra o respectivo subsídio de deslocação? Mas o vencimento (pago por todos nós) “pinga” pontualmente, é claro, na conta bancária de cada um…
    Tenha vergonha na cara, sr. presidente da ERC, e demita-se! É o mínimo que pode fazer pelo seu futuro.

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  14. José permalink
    29 Setembro, 2008 14:34

    Perante estas dúvidas legítimas sobre o modo de funcionamento da ERC, importa saber como funciona a entidade; quantos processos tem; quanto pessoal tem; que assessores tem; qual o regime de trabalho e assiduidade dos seus conselheitos, nomeadamente se estes estão autorizados a trabalhar em casa, se acumulam com outras funções e quais e ainda o regime de periodicidade das suas reuniões, para deliberação.

    Por fim, quanto ganham por isso tudo.

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  15. Informado permalink
    29 Setembro, 2008 15:29

    E o José acha que alguém lhe vai tirar essas dúvidas?
    Claro que não.
    Mas eu digo, quanto a cada uma:
    – funciona a óleos pesados;
    – todos os processos (mais de meia dúzia, calcule!) estão em instrução (alguns desde o ínicio da dita entidade);
    – o pessoal é um assunto tão pessoal que se julga impessoal;
    – os assessores enchem dois andares do prédio, mas o inspector Poirot ainda não conseguiu saber qual a ocupação de cada um;
    – o regime de trabalho de cada conselheiro é não ter trabalho, nem dentro nem fora, podendo acumular com jardinagem no ensino superior;
    – as reuniões são como as bruxas, que las hay, las hay, só que nunca se sabe quando nem se alguém aprece;
    – o vencimento da cada génio ronda o de um secretário de Estado, com despesas de representação, deslocação (motorista às ordens), ajudas de custo no interior, ilhas e estrangeiro, etc., isto é, um balúrdio que sai dos nossos (!) bolsos.
    Nota: – Não estou a brincar. Chega-lhe, José?

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  16. José permalink
    29 Setembro, 2008 15:46

    Ora bem…um Secretário de Estado, custa ao Orçamento, uma média, sei lá, de uns 5000 euros líquidos por mês. Por baixo.
    Contando, com as despesas de representação ( mas representação de quê, santo deus?! Desta infinita vergonha?!), o motorista às orfens ( às ordens de quê?! Para as reuniões? Que reuniões?!); as ajudas de custo no interior( ajudas de custa, para quê? Para comer e dormir? Mas então, não é para isso que ganham o que ganham. É que para transportes não é preciso, porque têm motorista).

    Então quanto dá isto tudo, para esta infinda pouca-vergonha?

    7 mil euros por mês chegarão? Líquidos e sem exclusividade?

    Será mesmo assim, caro informado?

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  17. José permalink
    29 Setembro, 2008 17:02

    Caro Informado:

    É verdade que isto é um puro exercício de má-língua, mas nem tanto assim porque a senhora conselheira, professora doutora que não gosta de alguns blogs, vem aqui ler estas coisas.

    Assim, só gostaria de saber, por si ou pela senhora conselheira, uma única coisa que me aflige:

    Quantas vezes, cada um dos senhores conselheiros já foi ao estrangeiro a expensas das ajudas de custo em causa e por que razão especial?

    É verdade que como exercício de má língua, é uma pergunta nada inocente, mas como dizia o outro:
    se o Jaime Gama, porque é que outros não podem gamar também ( nesse aspecto específico de sacar ajudas ao Estado para viagens perfeitamente legais, entenda-se)?

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  18. Informado permalink
    29 Setembro, 2008 17:23

    Ora, aí está, caro José.
    Você disse tudo. Como é costume, aliás.

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  19. Celan permalink
    29 Setembro, 2008 21:07

    José:

    Quanto ao “pessoal” da ERC posso elucidar: É “pessoal” da Faculdade de Direito da Universidade Católica. Uns são ex alunos, outros ex -assistentes de Azeredo Lopes, que é/foi professor de Direito Internacional Público na referida faculdade, desconhecendo eu quais os conhecimentos/habilitações que possui para ocupar o cargo que ocupa….

    PS. A titulo de exemplo cf. a identidade do Director Executivo.

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