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A equação fundamental do cainesianismo

17 Agosto, 2011

Para se calcular o PIB usa-se a seguinte equação:

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PIB=Consumo + Investimento + Despesa Pública + (Exportações – Importações)

.

Perante esta equação, como é que o cainesiano aumenta o PIB? Fácil. Aumenta-se o consumo ou a despesa pública. Esta lógica de interpretar esta equação como uma relação de causalidade é seguida pelo ÎNE e pela generalidade dos políticos. É a essência dos comentários trimestrais aos números do PIB e do galambismo em geral.

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Vamos aplicar esta ideia a uma outra situação. Imagine-se que uma dada barragem colecta toda a água da chuva de uma dada bacia hidrográfica. A quantidade de água da chuva pode ser calculada pela equação seguinte:

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quantidade de água da chuva=variação de volume da albufeira + quantidade de água evaporada + caudal que passa nas comportas * tempo

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Ora, como é que se consegue aumentar a quantidade de chuva? Simples. Abre-se mais as comportas de forma a aumentar a terceira parcela. Abre-se mais as comportas, passa a chover mais.

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54 comentários leave one →
  1. 17 Agosto, 2011 09:46

    LOL

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  2. 17 Agosto, 2011 09:47

    E não esquecer a que é que os cainesianos chama investimento: “abrir buracos e tapar buracos”

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  3. 17 Agosto, 2011 09:54

    Tal como a economia virtual, também há uma “análise” económica do mesmo teor. Quem andou essa equação, foram aqueles que se contentaram com as maravilhas do crescimento à custa da política do betão e os que, hoje, consideram que poupar é retirar mais dinheiro aos mesmos (aliás, este devem ser o delírio do velho Marx, que vê confirmada a sua teoria da auto-destruição do capitalismo). Ninguém defende o aumento da “despesa”, mas sim a manutenção de níveis de investimento. Sem ele, não há produção de riqueza, a única forma de pagar o que se deve. Sem ele, não há aumento da oferta de emprego que, tal como se aprendeu em 1929, é condição essencial para ultrapassar a crise (hoje a situação é mais complexa, porque, devido à tecnologia, crescimento económico não é suficiente para aumentar a oferta de emprego).

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  4. trill permalink
    17 Agosto, 2011 09:55

    pois… só aí falha o facto da sociedade não ser propriamente uma barragem… Mas a Merkel vai meter isto nos eixos. http://psicanalises.blogspot.com/

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  5. 17 Agosto, 2011 10:20

    O João Miranda engana-se, apesar de perceber a óptica subjacente ao post.

    A medição do PIB na óptica da despesa visa contabilizar todas as transacções finais de bens de consumo e de investimento efectuadas por privados, públicos e estrangeiros. São essas transacções finais que determinam o Valor Acrescentado produzido pela economia num determinado período. Coeteris paribus, se os privados consumirem mais, vão-se gerar mais transacções, logo, mais valor acrescentado. Se decidirem investir em equipamento ou imóveis, o mesmo sucede. Esta óptica ignora de onde vieram os recursos que permitiram essas transacções. São apenas a constatação do facto de que o Valor Acrescentado Total é originado por transacções finais num determinado espaço e tempo. Se as rubricas da despesa pública ou privada sobem isso reflecte um aumento, por essa via, das transacções numa economia. Mas só numa análise coeteris paribus. Na realidade, os recursos aplicados para consumo por “estímulo governamental” podem obrigar a que outras rubricas da equação tenham de descer.

    A ideia por detrás do post do João Miranda é a de que a equação traduz o destino dado à riqueza gerada pela Economia. Mas não é essa a filosofia que está realmente por detrás desta forma de “medição”.

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  6. 17 Agosto, 2011 10:27

    LOL. Clueless.

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  7. Francisco Colaço permalink
    17 Agosto, 2011 10:33

    Tarzan,
    .
    A despesa pública foi feita sempre com o dinheiro dos outros (dívida). O problema é que no PIB dever-se-ia subtrair os juros da dívida, que na verdade não fazem parte de produto nenhum, e nem aí os políticos, no seu afã e desidério de reeleição, teriam mais consciência.
    .
    Quem ganhou com isto tudo foi a Mota-Engil. E o BES, Millenium e outras financeiras. À conta da chamada Nação— a parcela de idiotas que está abestada com o «desenvolvimento», mau grade pague vinte euros por cada euro que chega a ver «desenvolvido».

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  8. Francisco Colaço permalink
    17 Agosto, 2011 10:43

    ccz,
    .
    Depois da governação socialista, o único investimento que há a fazer no país é tapar buracos e arrepelar desvios. Pelo que parece, alguns rivalizam mesmo com uma estátua que havia na cidade de Rodes.
    .
    Ainda falam no Constâncio. Quando é que mandam responder o Almerindo Marques e a sua equipa em tribunal por terem renegociado, em condições favoráveis para os próprios, que iam trabalhar no privado, as dívidas às SCUT? E o Jorge Coelho, que foi trabalhar para a Mota-Engil depois de lhes ter arranjado mil milhões de euros de contratos?
    .
    Fosse eu primeiro-ministro, adjudicaria dez juízes probos para fazerem o julgamento de tais casos. Não se pode andar a pedir o último euro de uma família onde entram dois ordenados mínimos em casa (nestes casos por IVA, IMI, taxas várias e crescentes, multas intrincadas, …) para aumentar o nível de vida de ex-governantes muito bem governados. É imoral. É criminoso. Até agora, é também impune.
    .
    Isto não pode ser.
    .
    Não há alguma petição para levar essas aventesmas à justiça?

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  9. Francisco Colaço permalink
    17 Agosto, 2011 10:49

    João Miranda,
    .
    Percebeu a sua falácia, não percebeu? Foi-lhe até agora ou está a tentar enganar burros? Aqui ninguém parece ter dado por ela, pelo que parece que os burros foram enganados. Resta saber se o autor foi enganado.
    .
    Até hoje, ainda tinha uma réstea de respeito pelos economistas. Mas se conseguem engolir essa falácia, afinal percebo porque é que Portugal está como está.
    .
    Absequências não são consequências.

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  10. 17 Agosto, 2011 10:55

    Essa comparação da barragem até parece coisa de helenafmatos .
    É que as nascentes dos rios funcionam mesmo sem chuva.
    Quanto ao Keynes, diz a Wiki que o homem acha que “os governos devem gastar o dinheiro que não têm para salvarem o capitalismo”.
    Depois fiquei a saber que o homem foi funcionário público e diretor do Banco da Inglaterra.
    Tá tudo esplicado sem x.

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  11. Grit permalink
    17 Agosto, 2011 11:02

    Se abrir mais as comportas aumenta a terceira parcela mas diminui a primeira (variação de volume) em igual valor, ficando com a mesma quantidade de chuva…

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  12. trill permalink
    17 Agosto, 2011 11:04

    Colaço:

    o Miranda não é economista, o Miranda é “investigador em biotecnologia”….

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  13. trill permalink
    17 Agosto, 2011 11:06

    “Fosse eu primeiro-ministro, adjudicaria dez juízes probos para fazerem o julgamento de tais casos. Não se pode andar a pedir o último euro de uma família onde entram dois ordenados mínimos em casa (nestes casos por IVA, IMI, taxas várias e crescentes, multas intrincadas, …) para aumentar o nível de vida de ex-governantes muito bem governados. É imoral. É criminoso. Até agora, é também impune.”

    Nunca um governo composto por portugueses abrirá esse precedente. A ministra da justiça bem pode pregar aos peixes… Temos de esperar pela Frau Merkel e suas muchachas alemãs.

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  14. Francisco Colaço permalink
    17 Agosto, 2011 11:08

    Trill,
    .
    Dá-me na mesma! Eu sou engenheiro mecânico, no «activo», e até mesmo eu percebo a diferença entre uma soma e um balanço.

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  15. trill permalink
    17 Agosto, 2011 11:09

    Faru Merkel, Frau Merkel!

    Estamos ansiosamente à sua espera, no que me diz respeito, à espera especialmente das muchachas. Não demore Frau Merkel, por favor não demore! Entre e instale-se que a casa é sua, mas, pela sua alminha muy valiosa, não esqueça as muchachas.

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  16. trill permalink
    17 Agosto, 2011 11:10

    é, mas o Miranda tem uma visão mais “focada”…

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  17. Francisco Colaço permalink
    17 Agosto, 2011 11:11

    Será que podemos pedir ao Mitt Romney para chefiar o governo português?
    .
    Ou em alternativa ao Rui Rio? Pelo que parece, as mafias que se acostavam à Câmara Municipal do Porto andam bastante descontentes.

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  18. 17 Agosto, 2011 11:13

    Os neo-Keynsianos têm a solução: inventa-se uma invasão de marcianos e responda-se à ameaça com aumento da despesa. A resposta à ameaça permite criar empregos. LOL!!! É de génio. Mais sofisticado do que mandar uns abrir buracos e outros fechá-los, tudo pago pelo erário público. De uma certa forma, os municípios já fazem isso.

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  19. trill permalink
    17 Agosto, 2011 11:20

    mas agora nas escolas super i ores de in-ducação já discutem economia? Se fizerem com a economia o que fizeram com o ensino até podemos dispensar a Frau Merkel…

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  20. 17 Agosto, 2011 11:24

    Piscoiso
    “As nascentes dos rios funcionam mesmo sem chuva…”
    Pois…

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  21. neoteuton permalink
    17 Agosto, 2011 11:29

    “Os neo-Keynsianos têm a solução: inventa-se uma invasão de marcianos e responda-se à ameaça com aumento da despesa. A resposta à ameaça permite criar empregos. LOL!!! É de génio”

    E tamto ( genial). Os marcianos-mais bem terricolas em veç de armas sofisticadas e tecnologia ponta paresce ser tiveram que fazer mais bem um uso dos propios avioes do inemigo. Que marcianos tao extranhos, nao quadra com as peliculas de terrícolas a defenderem o seu territorio dos marcianos barbudos invasores…

    O pior depois da primeira escaramuça foi a guerra total. E que nao se gastou dinheirito lá para destruir e depois reconstruir o destruido.

    Tanto dinheirito se gastou (segundo se dizem) que ainda ficam por ai as contas a dever e pagar as faturas das construóes e reconstrueos feitas…BOm, algum (entretanto) iluminado pelos acontecers tivo a feliz idea em criar empresas privadas para guarda e seguridade e apoio do propio do propio e exercito e “marines”.^Porque eles só nao bastavam. Porque foi uma guerra em que um, exercito propio precisare de “externalizar” gastos e complementar com mercenarios. (Vamos que andamos indo as guerras ti´picas na idade media, vease a última guerra do Sudao ou da Libia do Gadafi)

    Que inventos, e que engenharia keynsiana….e que custos, e que divida que se triplicou e a dia de hoxe anda numca melhor “SUPERDISPARADA E SUPERDESCONTROLADA”.

    enfin. Peanuts.

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  22. 17 Agosto, 2011 11:35

    Diria mais alguma coisa:
    Aumenta-se o consumo e a despesa pública com um custo (défice) de 6% ou 7% do PIB e, como efeito, obtemos um “crescimento” de 1 ou 2ª do PIB…
    Magnifico. Gasta-se 7 para obter 2.
    O problema é quando quem nos emprestou os 7 (que não tínhamos) resolve pedir de volta…
    http://notaslivres.blogspot.com/2011/08/o-mundo-desenvolvido-tera-um-futuro.html
    A verdade é que por esta via já não vamos lá.
    As dívidas mundiais excedem as poupanças e a soma dos défices (nos países desenvolvidos) já não encontra sustentação na soma dos excedentes mundiais (nos países emergentes). E aí, temos um problema…
    O dinheiro escasseia, os seus custos (juros) aumentam, todos brigam e ninguém tem razão…
    A equação é muito simples. Mas parece que ninguém a quer ver.
    Nos países desenvolvidos o crescimento já era… Logo, emprego, nível de vida, segurança, estado social… tudo isso estará em causa, se não for convenientemente ajustado – em baixa…
    Quando metem este factor (crescimento<0) nas equações do futuro das economias (hoje desenvolvidas)?

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  23. trill permalink
    17 Agosto, 2011 11:35

    ouça lá, neoteuton:

    Na sua terra os meus blogues estão bloqueados, são subversivos. Vc tem é uma gd lata mas não engana o indígena.

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  24. trill permalink
    17 Agosto, 2011 11:37

    vc umas vezes aparece aqui como “certo” outras como não sei quê mas o seu discurso não engana. Tenha cuidado que ainda vêm aí os cruzados…

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  25. Tiradentes permalink
    17 Agosto, 2011 11:57

    Pois…por isso é que há cada vez mais nascentes ….nos desertos.
    Funcionam funcionam……

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  26. 17 Agosto, 2011 12:18

    ACORDEM

    Stop Coddling the Super-Rich
    By WARREN E. BUFFETT
    Published: August 14, 2011

    OUR leaders have asked for “shared sacrifice.” But when they did the asking, they spared me. I checked with my mega-rich friends to learn what pain they were expecting. They, too, were left untouched.

    While the poor and middle class fight for us in Afghanistan, and while most Americans struggle to make ends meet, we mega-rich continue to get our extraordinary tax breaks. Some of us are investment managers who earn billions from our daily labors but are allowed to classify our income as “carried interest,” thereby getting a bargain 15 percent tax rate. Others own stock index futures for 10 minutes and have 60 percent of their gain taxed at 15 percent, as if they’d been long-term investors.

    These and other blessings are showered upon us by legislators in Washington who feel compelled to protect us, much as if we were spotted owls or some other endangered species. It’s nice to have friends in high places.

    Last year my federal tax bill — the income tax I paid, as well as payroll taxes paid by me and on my behalf — was $6,938,744. That sounds like a lot of money. But what I paid was only 17.4 percent of my taxable income — and that’s actually a lower percentage than was paid by any of the other 20 people in our office. Their tax burdens ranged from 33 percent to 41 percent and averaged 36 percent.

    If you make money with money, as some of my super-rich friends do, your percentage may be a bit lower than mine. But if you earn money from a job, your percentage will surely exceed mine — most likely by a lot.

    To understand why, you need to examine the sources of government revenue. Last year about 80 percent of these revenues came from personal income taxes and payroll taxes. The mega-rich pay income taxes at a rate of 15 percent on most of their earnings but pay practically nothing in payroll taxes. It’s a different story for the middle class: typically, they fall into the 15 percent and 25 percent income tax brackets, and then are hit with heavy payroll taxes to boot.

    Back in the 1980s and 1990s, tax rates for the rich were far higher, and my percentage rate was in the middle of the pack. According to a theory I sometimes hear, I should have thrown a fit and refused to invest because of the elevated tax rates on capital gains and dividends.

    I didn’t refuse, nor did others. I have worked with investors for 60 years and I have yet to see anyone — not even when capital gains rates were 39.9 percent in 1976-77 — shy away from a sensible investment because of the tax rate on the potential gain. People invest to make money, and potential taxes have never scared them off. And to those who argue that higher rates hurt job creation, I would note that a net of nearly 40 million jobs were added between 1980 and 2000. You know what’s happened since then: lower tax rates and far lower job creation.

    Since 1992, the I.R.S. has compiled data from the returns of the 400 Americans reporting the largest income. In 1992, the top 400 had aggregate taxable income of $16.9 billion and paid federal taxes of 29.2 percent on that sum. In 2008, the aggregate income of the highest 400 had soared to $90.9 billion — a staggering $227.4 million on average — but the rate paid had fallen to 21.5 percent.

    The taxes I refer to here include only federal income tax, but you can be sure that any payroll tax for the 400 was inconsequential compared to income. In fact, 88 of the 400 in 2008 reported no wages at all, though every one of them reported capital gains. Some of my brethren may shun work but they all like to invest. (I can relate to that.)

    I know well many of the mega-rich and, by and large, they are very decent people. They love America and appreciate the opportunity this country has given them. Many have joined the Giving Pledge, promising to give most of their wealth to philanthropy. Most wouldn’t mind being told to pay more in taxes as well, particularly when so many of their fellow citizens are truly suffering.

    Twelve members of Congress will soon take on the crucial job of rearranging our country’s finances. They’ve been instructed to devise a plan that reduces the 10-year deficit by at least $1.5 trillion. It’s vital, however, that they achieve far more than that. Americans are rapidly losing faith in the ability of Congress to deal with our country’s fiscal problems. Only action that is immediate, real and very substantial will prevent that doubt from morphing into hopelessness. That feeling can create its own reality.

    Job one for the 12 is to pare down some future promises that even a rich America can’t fulfill. Big money must be saved here. The 12 should then turn to the issue of revenues. I would leave rates for 99.7 percent of taxpayers unchanged and continue the current 2-percentage-point reduction in the employee contribution to the payroll tax. This cut helps the poor and the middle class, who need every break they can get.

    But for those making more than $1 million — there were 236,883 such households in 2009 — I would raise rates immediately on taxable income in excess of $1 million, including, of course, dividends and capital gains. And for those who make $10 million or more — there were 8,274 in 2009 — I would suggest an additional increase in rate.

    My friends and I have been coddled long enough by a billionaire-friendly Congress. It’s time for our government to get serious about shared sacrifice.

    Warren E. Buffett is the chairman and chief executive of Berkshire Hathaway.

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  27. 17 Agosto, 2011 12:21

    ACORDEM
    Nouriel Roubini: “Karl Marx had it right, at some point capitalism can self-destroy itself, because you cannot keep on shifting income from labour to capital without not having an excesse capacity and a lack of agregate demand.”

    http://online.wsj.com/video/nouriel-roubini-karl-marx-was-right/68EE8F89-EC24-42F8-9B9D-47B510E473B0.html

    There is a paradox and a Catch22. If you’re not hiring workers, there is not enough labour income, there is no consumer confidence, there is not enough consumption, there is not enought final demand. In the last years we’ve had it even worse. We’ve had massive redistribution from labour to capital, from wages to profits, the inequality of income and wealth has increased. This redistribution makes excess capacity and the lack of agregate demand even worse. Karl Marx had it right, at some point capitalism can self-destroy itself, because you cannot keep on shifting income from labour to capital without not having an excesse capacity and a lack of agregate demand. And that’s what happening. We thought that markets work, and they are not working. What is individually rational, every firm has to survive and thrive in slashing labour costs even more, ignores that my labour costs are someone else income and consumption. That’s why it’s a self-destructive process. You cannot resolve this problem with liquidity. When there is too much debt, either you grow out of it or you save out of it. But If everyone spends less and saves more in the private and public sector you have the Keynesian paradox of thrift. And you can have a depression.

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  28. Joaquim Amado Lopes permalink
    17 Agosto, 2011 12:42

    João Miranda,
    A analogia da barragem é interessante mas falha num pormenor: se se abrirem mais as comportas, aumenta o caudal que passa pelas comportas mas à custa da diminuição do volume da albufeira. O resultado é nulo.

    O aumento do PIB só é bom se não acontecer à custa do aumento da dívida. Mas, como o conhecimento de Economia do português médio é cada vez mais “socretino”, os “galambas” de serviço podem elogiar ou criticar um indicador de cada vez, fazendo de conta de que os outros não interessam (até serem positivos ou negativos, dependendo do interesse do momento).

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  29. certo permalink
    17 Agosto, 2011 12:57

    Fantástico, este homem é inteligente, sabe a vida dos números, a base e a substância deles, aplicada ao PIB, à Riqueza de um país, suas Finanças e Economia, como ao caudal de um rio e barragem.
    Tanto que sabe usar as ideias, brincar com elas, enquanto os mais nem ao sério mais triste acertam duas de enfiada.
    E era o que se precisava, nestes dias, quando até Marx parece cumprir a maior das profecias, que o capitalismo autofágico se agarrou de vez ao rabo, segundo o judeu Nouriel Roubini.
    Assim de homens de saber inteligente, sobre a média, capazes de ler o rumo da realidade por si mesmos, sem cartilhas de sebentas já desatualizadas.
    Isto, hoje, como ontem, na opinião do povo, que esta manhã se ouvia na TSF, de São Pedro do Sul a Foz Côa, que o que se precisava, hoje, era de um Salazar, se não de uma dúzia deles, de homens inteligentes, honestos, sérios, que mais que prometer coisas e loisas realizassem na prática o que aereamente apregoam.
    Que em lugar de protegerem sempre os amigalhaços das famílias do poder, cuidassem de repartir os proveitos com os prejuízos, sem distinção de privilegiados.
    E eu tenho que esta incapacidade de ação, de solução dos problemas, como uma questão de herança, de amarra interna dos partidos do poder, estreitados entre vénias de corrução, negociatas de casos do Direito e da Justiça em que o Estado sai sempre a perder, António Marinho Pinto, a par da desonestidade institucionalizada, se deve mais à incompetência, fruto de uma inteligência assim condicionada, banal, corruta, medíocre, da cambada de políticos jubilados, que governam e peroram na Assembleia a deputados.
    E nós precisávamos de homens e mulheres de contas e humor fino, capazes de ler a vida, o presente, social, politica e economicamente, de forma honesta, liberta das malhas mafiosas que nos minam.

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  30. certo permalink
    17 Agosto, 2011 13:07

    hei, lá, trill
    ‘vc umas vezes aparece aqui como “certo”’

    certo é certo, honesto que baste para não se servir de enganos nem máscaras, certo?
    por lo tanto, no me tome por ninguno que no sea yo mismo, como pura y simplemente yo.

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  31. observador permalink
    17 Agosto, 2011 13:26

    Ou então aumenta-se o tamanho da barragem, pondo-a cada vez mais alta e larga, para poder reter mais água, até um dia ….. cair.
    esta é a solução do mui amigo do mercado e anti coisas públicas USA …

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  32. Portela Menos 1 permalink
    17 Agosto, 2011 13:45

    (…) Essa comparação da barragem até parece coisa de helenafmatos (…)
    resultado de historiadores e biologos darem lições de economia; leram o Friedman e consideram-se PhD.

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  33. 17 Agosto, 2011 14:04

    Só para esclarecer a questão do crescimento económico em Portugal antes do carro vem a roda. Alguém consegue explicar-me como é que Portugal cresce sem escala? O tecido empresarial em Portugal está nas PME’s. Estas PME’s não têm escala. Com corte de desepsa ou sem corte de despesa nada muda nas PME’s.
    A título de exemplo. A “Grande” empresa onde eu trabalho sempre teve um serviço pago a peso de ouro na Holanda.
    A administração perdeu a cabeça e quis reduzir custos no curto prazo neste sector (sem olhar a preparação e custo/benefício).
    O serviço que a empresa Holandesa prestava passou para uma empresa Portuguesa (com 3 pessoas) e uma outra parcela para a empresa mãe.
    Resultado: O serviço piorou, Portugal não conseguiu absorver este serviço (que é um serviço de cáca) e o serviço não gera valor acrescentado.
    Ao quarto mês regressámos ao serviço na Holanda. Com que preços? Não sei.

    R.

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  34. 17 Agosto, 2011 14:06

    Um pequeno aparte.
    Esta troca de “serviços” gerou um director, uma assessora, 2 engenheiros, um iPhone, sete televisores LCD e umas tantas migalhitas…

    Tenho dito.

    R.

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  35. 17 Agosto, 2011 14:42

    tratam do pib, da economia, como se fosse um mecanismo perfeito, um fenómeno natural com comportamentos mecanico, uma máquina, um relógio. mas nessas perfeição não consideram que no pib e na economia existe um elemento que não é mecânico, não é perfeito: o ser humano.

    falham porque numa teoria perfeita e mecânica consideram o ser humano como um elemento mecânico e perfeito. não é, tem vontade própria, desejos, necessidades que uma máquina não tem.

    A teoria perfeita não funciona porque no equilíbrio mecânico entre a oferta e a procura, eu não tenho nenhum computador na cabeça que me diga na procura qual é exatamente o melhor automóvel que posso comprar com 20 mil euros ou que me diga que existe um automóvel de 25 mil euros que é a melhor escolha porque poupará mais de 5 mil euros em combustível ou reparações. No lado da oferta também não existe uma concorrência perfeita porque as grandes empresas têm acesso a informações e favores que distorcem o mercado.

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  36. Dédé permalink
    17 Agosto, 2011 14:52

    Miranda, quem o manda sapateiro…

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  37. 17 Agosto, 2011 15:58

    Isto é muito bonito, mas não passa de conversa para boi dormir.
    Em última análise ou se é bom ou mau gestor. Ponto final. Ou acrescentamos valor e criamos riqueza ou falimos. Mais simples impossível. Andar a discutir se será Keynes ou Smith que têm razão não leva a lado algum e só desvia a atenção do que realmente importa.

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  38. certo permalink
    17 Agosto, 2011 16:25

    “Simples. Abre-se mais as comportas”
    Na formulação do PIB equaciona-se o consumo, o investimento, a despesa pública, a par do caudal das exportações e importações.
    E então, se o investimento é custoso, dá trabalho e as exportações e importações oscilam ao sabor dos rumos da China, como já antes da América e demais países, só há que se abrir o saco à despesa pública, junto ao consumo, para automatiocamente se ver o PIB a crescer.
    Fácil, como à vista das comportas da barragem abertas logo a chuva ‘se põe a chover’.

    O que têm feito os partidos do poder, PS e PSD, com a clientela de amigos, aliados à banca e justiça, num ver-se-avias, deitados a sacar quanto mais podem, como se não fossem morrer.
    No que são bem sucedidos, sabido como, à keinesiana, grega e americana, Portugal é hoje tal um buraco dos antigos.
    Pena é que os pobres, com o grosso dos contribuintes, resmungões, se cortem, distantes e ignaros da visão da elite, formada na arte do roubo e expropriação.

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  39. certo permalink
    17 Agosto, 2011 16:31

    Kual smith, André Miguel,
    nós somos keinesianos, todos,
    desde o 25 de Novembro, com
    Eanes, Soares, Cavaco e mais
    governantes após Salazar.

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  40. Jorge E. Deus permalink
    17 Agosto, 2011 16:45

    A solução para a crise é muito simples. Basta imprimir mais €€€€, distribuir por todos nós (100 mil a cada um de nós) e já estava. Dinamizávamos a economia, aumentava o consumo, pagávamos mais impostos e o Estado pagava o que devia.
    No entanto, se cada um de nós tivesse uma máquina de fazer euros, o que não seria!!!!

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  41. Arlindo da Costa permalink
    17 Agosto, 2011 17:15

    SE os «liberais» tugas começarem a empresariar e a criar postos de trabalho, talvez este país da pôrra tenha solução.
    A solução é trabalhar, produzir, usufruir e IMPOSTOS BAIXOS, baixos mesmos!
    Metade dos «técnicos superiores» do Estado deviam convidados a sair e que fossem criar empresas produtivas.
    A economia portuguesa é muito fraquinha para poder sustentar a fidalguia que anda encostada no Estado Social, inclusivé aqueles que vêm para aqui pavonear-se de «liberais», mas não passam duns amanuenses.
    Mas como é que se pode produzir se este actual governo estatista e «sucialista», quer aumentar impostos e destruir a economia?
    Gostava duma resposta a esta «equação».

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  42. SRG permalink
    17 Agosto, 2011 18:46

    Nos meus tempos de estudante, a contabilidade tinha duas equações centrais que nos explicava de uma forma sintética o deve e o haver.
    Tudo o que entrava era o débito, e o que saia era o crédito.
    Ora em Portugal, e já desde há cerca de 37 anos, entra mais do que o que sai.
    Resultado : todos os dias continuamos a dever cada vez mais e, alguém, terá que pagar a factura, certo ou errado ?
    Caro João Miranda, como vê não é necessário fazer muitas equações para chegar ao resultado final.
    Estamos sem cheta e carregados de dívidas, e não é muito difícil perceber quem tem que pagar a factura.
    SRG

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  43. PMP permalink
    17 Agosto, 2011 19:03

    Keynes também explicou que o estimulo público à economia só poderia funcionar mantendo uma balança comercial/corrente equilibrada.
    .
    Em Portugal , a partir de 1993 a balança corrente passou a ser fortemente deficitária, devido entre outros factores à eliminação da desvalorização da moeda.
    .
    Numa economia com balança corrente equilibrada ou com câmbios flutuantes a teoria Keynesiana é correcta a 100%.
    Podem analisar a relação divida/deficit publico e PIB no R.U desde 1932 para verificar este facto.

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  44. Arlindo da Costa permalink
    17 Agosto, 2011 19:06

    Na liberal e capitalista América, Warren Buffet, a terceira maior fortuna do Mundo, declarou que os super-milionários são muito mimados pelos governos e que deviam pagar mais impostos.
    Aliás, o Obama (assim como o Berlusconni!) vãi pôr as grandes fortunas a pagar mais para o todo nacional.
    Aqui em Portugal, o novo governo (que não é mais do que uma comissão de gestão dos interesses dos banqueiros e dos grandes empresários) tributa a classe média e castiga os pobres.
    E ainda o Alex das mercearias dizia que o Sócrates andava cheio de «truques».
    Truques, e truques baixos, é o que o Alex das mercearias utiliza para não pagar impostos (nos dividendos e não só!) e para pagar salários baixos e de exploração aos seus trabalhadores.
    Quanto ao imposto extraordinário castiga-se o trabalho (dependente e independente), os pequenos senhorios e empresários, e isenta-se o grande capital (depósitos, dividendos) e lucros dos bancos e das sociedades.
    É isto EQUIDADE FISCAL, Sr. Cavaco???????????????????????????????????

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  45. CAL permalink
    17 Agosto, 2011 19:20

    “Mas como é que se pode produzir se este actual governo estatista e «sucialista», quer aumentar impostos e destruir a economia?” Este…!? PSD E PS fazem o mesmo jogo. Temos o exemplo do BPN, a turma do PSD desviou o dinheiro, o PS sacramentou, o povo pagou. O Sócrates não é santo, mas tem gente que é anjinho.

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  46. Leme permalink
    17 Agosto, 2011 19:24

    Equation??? How?

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  47. Ricciardi permalink
    17 Agosto, 2011 19:40

    Joao Miranda, em 1929, ao que parece a formula de keynes resultou. Isto significa que, em determindas situações aquela teoria pode ser a solução.
    .
    Neste sentido, não devemos colocar de lado a teoria de forma radical. Pode ter que engolir no futuro o que acabou de afirmar, como no passado já se demonstrou.
    .
    O que o JM tem a fazer é simplesmente provar porque é que as medidas de keynes, na crise actual, não são opção valida.
    .
    Eu tambem acho que não são, mas por motivos adeologicos. Não acredito que os politicos, neste formato politico, saibam investir com critérios racionais. Se tivesse a garantia de que os investimentos do estado seguiam regras basicas de rentabilidade – custo/beneficio – payback etc, os ‘gastos’ de investimento do estado seriam uma bela forma de atenuar os efeitos da crise.
    .
    Aproveitando o seu exemplo da barragem, julgo que investimentos nessa area, seriam muito bons para o país, mesmo nas condições actuais (haja financiamento). Diminuiriamos a dependencia energética, as importações que são uma grande parte do nosso defcie externo. Pelo contrario, o TGV seria um mau investimento, uma vez que não alteraria qualquer rubrica que gere riqueza ao país e não diminuiria os custos do país.
    .
    Portanto, quando fala em investimentos do estado é preciso ser rigoroso, porque falta de rigor já temos tido nós anos a fio nos governos sucessivos.

    Rb

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  48. Miguel permalink
    17 Agosto, 2011 19:45

    Em regra, adoro a ironia do João Miranda e a forma como nos faz olhar para as coisas. E este post também faz isso. Mas a analogia não é a mais feliz, porque a abertura das comportas interfere com a variação do nivel da albufeira. O que não acontece de forma tão directa na expressão do PIB. Fora isso, bingo!

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  49. lucklucky permalink
    17 Agosto, 2011 20:01

    “Joao Miranda, em 1929, ao que parece a formula de keynes resultou.”
    .
    Esta é uma brincadeira espero. É só olhar para década de 30.

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  50. Portela Menos 1 permalink
    17 Agosto, 2011 20:09

    e quando é que abrem as comportas a este ?
    .
    http://www.dnoticias.pt/actualidade/madeira/278466-alberto-joao-jardim-recusa-se-a-falar-e-ameaca-jornalista-do-diario

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  51. Arlindo da Costa permalink
    17 Agosto, 2011 21:00

    A fórmula keinesyana tanto resultou que o mundo viu a ascenção dos fascismos e dos comunismos, desembocando todos na II Guerra Mundial.
    Agora, a Europa vai ser uma «Jugoslávia» em ponto grande.
    Quem poder comprar uma bazuka, que não se faça rogado!…

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  52. Francisco Colaço permalink
    17 Agosto, 2011 21:09

    Arlindo da Costa,
    .
    Os truques do Sócrates gastaram-nos oitenta mil milhões de euros. Escrevo em extenso para ter mais impacte.
    .
    E quatro PEC, um POC na cabeça de cada português. E a despesa não diminuiu. É claro que me vai dizer que eventualmente iria diminuir, mas teve seis anos para que diminuísse e essa eventualidade nunca se veio a verificar.

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  53. Arlindo da Costa permalink
    18 Agosto, 2011 01:48

    Amigo Francisco Colaço:

    Sócrates foi vítima duma conspiração institucional, capitaneada por «altas instâncias» e interesses financeiros estrangeiros.
    Em 1580, Filipe de Espanha, não tinha ao seu serviço tanto traidor e tanto «miguel de vasconcellos», bem acantonados no «miolo» do Estado.
    Os mesmos que o «deitaram abaixo» são aqueles que actualmente estão vendendo Portugal a retalho.
    Não tenho dúvidas que os actuais vendilhões de Portugal serão um dia arrestados a um tribunal, nem que seja o tribunal da História!

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  54. Joaquim Amado Lopes permalink
    19 Agosto, 2011 15:30

    Arlindo da Costa,
    Recomendo-lhe vivamente que volte a tomar os comprimidos. É que os seus desvarios estão completamente fora de controlo e ser-lhe-á muito dificíl escrever comentários em blogs se estiver a usar um colete de forças.

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