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Baixas em baixa

16 Novembro, 2011

O poder local democrático votou o espaço público a um completo abandono. Falhou redondamente e deixou os cidadãos à mercê das estratégias comerciais dos shoppings.
Ontem, no Correio da Manhã

26 comentários leave one →
  1. trill permalink
    16 Novembro, 2011 18:43

    “Falhou redondamente e deixou os cidadãos à mercê das estratégias comerciais dos shoppings.”

    Desde há muito. Aliás os shopings pagaram os teatros e bibliotecas que ficam nos seu arredores, n é assim? Mais milhão menos milhão no orçamento da construção do shopping gigante, ninguém dá conta e aquilo entra na contabilidade do construção do shopping. Os dinheiros propriamente para o teatro ou para a bib lá serão aplicados algures… Digo eu… que nada sei. psicanalises.blogspot

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  2. 16 Novembro, 2011 19:08

    O poder democrático das autarquias contnuará sempre, o que falhou, e vai falhar, é o sistema ultra capitalista dos shoppings

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  3. lucklucky permalink
    16 Novembro, 2011 19:10

    Que raio tem que ver os shoppings com o assunto?
    É o mesmo que escrever que os buracos da estrada servem os Todo terreno. A falta de estacionamento serve as Motas.

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  4. Pi-Erre permalink
    16 Novembro, 2011 19:22

    ” Falhou redondamente e deixou os cidadãos à mercê das estratégias comerciais dos shoppings.”
    .
    Ainda bem!…

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  5. Zebedeu Flautista permalink
    16 Novembro, 2011 19:29

    Lucklucky – “Que raio tem que ver os shoppings com o assunto?”
    .
    Tem tudo. Se não fossem licenciados e até incentivados a crescerem como cogumelos todo esse espaço comercial estava onde agora se passa o descrito pelo Paulo Morais financiando directamente e indirectamente a conservação e reabilitação do espaço envolvente.
    .
    Assim como está quanto pior as condições do espaço publico mais até beneficiam as catedrais do consumo.
    .
    Claro que está no seu direito de achar que condicionar a construção anárquica é fascismo económico e limitações a liberdade individual mas dizer que não tem nada a ver é ridículo.

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  6. 16 Novembro, 2011 20:11

    Faltam ruas com cobertura. Nestes dias de chuva, andar de loja em loja sem apanhar uma molha, só num shopping.
    Um dia destes assisti a um episódio curioso no Via Catarina, um shopping em zona central.
    Chovia copiosamente.
    Como é sabido, os shoppings têm restrições aos utilizadores, escritas num papel à entrada.
    A discussão era por causa de duas senhoras que estavam em infracção no interior do shopping.
    Vendiam umas coisinhas para pôr na lapela, num peditório não sei de quê e os peditórios não são ali permitidos.
    Desculpavam-se as pedintes com o facto de estar a chover na rua.
    Ofereceram-lhes um guarda-chuva.

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  7. Carlos Dias permalink
    16 Novembro, 2011 20:17

    Se não fossem os Centros Comerciais onde é os portugueses podiam andar em escadas rolantes – esse maravilhoso passatempo dos fins de semana e horas livres.

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  8. Pi-Erre permalink
    16 Novembro, 2011 20:23

    Está visto que o Zebedeu Flautista prefere ir à feira da Malveira tocar flauta.

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  9. Arlindo da Costa permalink
    16 Novembro, 2011 21:08

    Eu cá por mim mandava encerrar as bodegas do Tio Alexandre e do Belarmino e todos esses shopings onde as coisas são mais caras 6 ou sete vezes do que no comércio tradicional!

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  10. IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    16 Novembro, 2011 21:21

    Os shoopings são em Portugal o equivalente ao red light distritc em Amesterdão…não faltará muito para vermos lojistas a masturbarem-se nas montras para atraírem clientela ….
    http://bulimunda.wordpress.com/2011/11/16/a-repugnancia-pela-maioria-cada-vez-mais-sejam-elas-quais-forem-leonard-cohen-closing-time-sem-duvida-alguma/

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  11. IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    16 Novembro, 2011 21:23

    Ou agimos já ou seguimos o caminho que eles deviam ter…
    http://zebedeudor.blogspot.com/2011/11/o-que-se-devia-fazer-troika.html

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  12. Pinto permalink
    16 Novembro, 2011 21:23

    Que saudades deste pragmatismo (para mim o melhor texto escrito pelo Paulo Morais, quando ainda não era tão dado a estes lugares-comuns):
    .
    (…) O verdadeiro centro cívico e cultural das cidades transferiu-se para os shoppings. Nos centros comerciais, o acesso é fácil e o estacionamento gratuito. A limpeza é regra, circula-se confortavelmente e em segurança. Há acessos para pessoas com mobilidade reduzida e carrinhos de bebé. Os pequenos problemas , como a necessidade dum espaço para mudar fraldas ou levar miúdos à casa de banho, estão acautelados.
    Em contrapartida, o espaço público das nossas cidades é caracterizado por passeios esburacados, ruas que destroem suspensões de automóveis e os ossos de quem utiliza autocarros. Faltam espaços de encontro, convívio e lazer, os jardins de proximidade desapareceram, parque infantis, nem vê-los!
    (…)
    Os representantes do comércio tradicional limitam-se a reclamar contra os centros comerciais. Atiram ao alvo errado. Mais do que tentar impedir o sucesso dos centros comerciais, deveriam era copiar a receita desse êxito. E queixar-se, em primeiro lugar, das câmaras municipais que se revelam incompetentes na gestão do espaço público.


    https://blasfemias.net/2009/05/02/vida-das-cidades-mortas/

    (o texto serve de resposta que nem uma luva a Zebedeu Flautistas, jose.gcmonteiros e outros moralistas de trazer por casa)

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  13. IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    16 Novembro, 2011 21:24

    Este conhecia-nos bem por isso esteve cá mais de 40 anos….

    António de Oliveira Salazar
    “O português é eivado de individualismo e toda a regulamentação da sua actividade privada lhe é molesta. Penso que tem de refazer neste ponto a sua educação e que o seu modo de ser não se ajusta às necessidades dos
    E este descreve-nos ainda melhor…
    José Luís Peixoto

    “Vivemos num individualismo muito cru. As pessoas são levadas a acreditar que a promoção do conforto físico e das aparências é o que mais conta. Existe uma desvalorização do conforto afectivo e moral. Existe a ideia errada de que podemos ser felizes sozinhos ou, pior ainda, contra os outro

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  14. Pinto permalink
    16 Novembro, 2011 21:30

    Nos fins-de-semana chuvoso tenho ido ao IKEA de Alfragide. Não vou comprar nada; vou apenas para deixar o meu filho a brincar no recinto que têm à entrada para as crianças (quem conhece, reconhece facilmente a invulgar qualidade do espaço).
    Pois, podia levar a criança ao teatro ou ao museu como certamente o farão os moralistas aqui do sítio. Mas como não sou mentiroso prefiro levá-lo ao único local onde ele pode brincar em segurança e higiene que espetá-lo a ver televisão o dia todo.

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  15. Pinto permalink
    16 Novembro, 2011 21:32

    IFIGENIO OBSTRUZO, foi escrito por Salazar? Pensei que fosse pelo Jerónimo ou o Louçã.

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  16. IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    16 Novembro, 2011 21:37

    POIS AINDA VÃO DIZER QUE O HOMEM FOI COMUNA UM INFILTRADO…Mas disse mais…
    A felicidade é um estado de satisfação da alma, expressão de harmonia total entre as nossas aspirações e as realidades da vida. E por isso julgo mais simples atingir a felicidade pela renúncia do que pela procura e satisfação de necessidades sempre mais numerosas e intensas. A busca da felicidade exige, com efeito, supomos nós, um contínuo estado de insatisfação.

    António de Oliveira Salazar, in ‘Férias com Salazar’

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  17. Eleitor permalink
    16 Novembro, 2011 21:41

    Arlindo:
    Olhe que essa dos preços serem mais altos nos centros comerciais não corresponde à verdade. Os trabalhos comparativos demonstram, exactamente, o contrário.

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  18. Euro2cent permalink
    16 Novembro, 2011 22:55

    (Desculpe, mas o vizinho de blogue tem a porta trancada)
    .
    SI NON E VERO, E BENE TROVATO
    .
    “””
    A lenda acerca dos subsídios dos deputados
    16 Novembro, 2011 – 14:12
    Com a velocidade peculiar que os disparates contêm, anda a circular por aí a lenda de que os deputados não perderão os seus subsídios de Natal e Férias. A coisa baseia-se numa leitura apressada e ligeira do Orçamento da AR.
    “””
    .
    (Tradução: a mulher de Cesar tem fama de puta)

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  19. Zebedeu Flautista permalink
    16 Novembro, 2011 22:57

    Essa teve piada Pi-Erre 🙂
    .
    Nem tanto ao mar nem tanto à terra mas olhe que não gosto de ir a centros comerciais. O sistema de iluminação dá me dor de cabeça e sinto-me muito pequenino por causa dos tectos muito altos. Mas às vezes lá sou arrastado por obrigação familiar ou se quiser ir ao cinema.

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  20. lucklucky permalink
    17 Novembro, 2011 09:29

    Como era de esperar saltaram ao ar os aristocratas soci@listas . O shopping é isto e aquilo… são os mesmo que noutras circunstâncias nos berram aos ouvidos que é preciso poupar energia que o custo de vida deve baixar etc etc…

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  21. Pi-Erre permalink
    17 Novembro, 2011 10:50

    “Eu cá por mim mandava encerrar as bodegas do Tio Alexandre e do Belarmino …”
    .
    Ó Arlindo, tás com saudades da taberna do galego, não?

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  22. afédoshomens permalink
    17 Novembro, 2011 11:52

    até parece que nem existe actualidade…
    o laranjinha ladrão-mor parece que nem está na bófia…Digo,está a tomar café com carlos alexandre.

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  23. 17 Novembro, 2011 13:23

    Off topic, ou talvez não se pensarmos bem:
    Hoje é o Dia Mundial da Filosofia:
    http://duvida-metodica.blogspot.com/2011/11/esperamos-que-esta-imagem-descreva.html

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  24. Romão permalink
    17 Novembro, 2011 13:42

    Os centros comercias são como as televisões: só liga ou vai lá quem quer. De resto, os imbecis capazes de passar um Domingo na excursão sem sacos merecem os centros comerciais.

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  25. 9sfora permalink
    18 Novembro, 2011 02:10

    São mesno perturbantes alguns destes erros de casting do Blásfémias.

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  26. observador permalink
    18 Novembro, 2011 02:51

    Então!? Mercado dix….. e você obedece.

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