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Melhores resultados? Cortando despesa

13 Junho, 2013

O Paulo Guinote chama a atenção para os resultados dos TIMSS de 2011 para dizer que modelos de educação como o sueco têm piores resultados que Portugal.

Assim sendo, traçando os resultados dos TIMSS de países com melhores resultados que Portugal (advanced benchmark) em relação à despesa com educação, chegamos à conclusão que os melhores resultados são obtidos nos países onde a despesa é menor.

Timms2011-vs-despesa

Tem razão, o modelo sueco está “em declínio“. É avançar então com a redução da despesa na educação. Sugiro que se copie Singapura.

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47 comentários leave one →
  1. 13 Junho, 2013 10:52

    Há 17 países com melhores resultados que Portugal.
    No seu “estudo” aparecem apenas 14.
    Mais do que advanced benchmark, estamos perante um selective benchamrk.

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    • vitorcunha permalink*
      13 Junho, 2013 10:57

      Diga-me a despesa com educação na Irlanda do Norte, Inglaterra e Taipé.

      Outro que não sabe.

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  2. 13 Junho, 2013 10:58

    Para além de que nunca a despesa com educação em Portugal foi da ordem dos 5,8 % como o seu gráfico sugere.
    De facto, segundo o PORDATA, terá sido de 5% em 2010 e de 4,6% em 2011.

    O vc começa a ser conhecido pelo seu difícil relacionamento com os números… ou com a verdade.

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    • vitorcunha permalink*
      13 Junho, 2013 11:01

      Aqui.

      Espero que tenha razão: espero que se gaste bem menos que isso.

      42.

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      • vitorcunha permalink*
        13 Junho, 2013 11:07

        Você quer fazer a festa da educação e da arquitectura e não a pagar. É professor ou arquitecto?

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      • A. Santos permalink
        13 Junho, 2013 11:10

        Vitor Cunha:
        O país é pobre, os gastos com a Educação são um desperdício.
        Tem é que garantir dinheiro é para as PPP (com TIR entre 11% e 17%) e para os hospitais e clínicas privadas, através da ADSE (que era para acabar, não era?).
        Ambas tão criticados pelos liberalóides da treta.
        Agora caladinhos que nem ratos.
        Tome juizinho na tola, seu tontinho.

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      • 13 Junho, 2013 11:33

        O seu link leva-nos à CIA, onde nos informam que Portugal tem 24% de obesos em 2008.
        Gostava de ter números desde a data em que este Governo anda a cortar nas gorduras.

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      • vitorcunha permalink*
        13 Junho, 2013 11:34

        Sabe que o Obama leu esse comentário ainda antes de o publicar?

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  3. tric permalink
    13 Junho, 2013 11:01

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  4. tric permalink
    13 Junho, 2013 11:06

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    • Carlos permalink
      14 Junho, 2013 02:42

      Um marxista a falar de economia? .. E para previsões económicas, consultar ‘Peter Schiff’. O difícil não é prever o que acontecerá a nível económico, mas a nível político, pois é onde toda a imprevisibilidade está concentrada.

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  5. 13 Junho, 2013 11:11

    é bom ler o OE retificativo, estão lá 900 milhões para os Swaps , para quatro empresas. Escusam de falar em despesa, quando estes modelos de Swaps, BPNs e outros não mudarem. Até podem despedir os funcionários todos que tudo se vai manter!

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  6. vitorcunha permalink*
    13 Junho, 2013 11:15

    Eu não quero nada. Não sou eu quem está de greve.

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  7. tric permalink
    13 Junho, 2013 11:17

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  8. Eleutério Viegas permalink
    13 Junho, 2013 11:17

    Estes tipos que querem que se gaste dinheiro, gastem o deles!!!!

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  9. Carlos Duarte permalink
    13 Junho, 2013 11:38

    Caro Vitor Cunha,

    Desculpe, mas a sua conclusão é errada (obviamente).

    A conclusão correcta é que os resultados do TIMMS têm pouca ou nenhuma correlação com o investimento (em % do PIB, gostava de saber em termos absolutos) mas tudo a ver com a localização (cultura?) do país.

    Ou seja, se quisermos, melhorar os resultados temos que nos mudar algures para os lados da China…

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    • vitorcunha permalink*
      13 Junho, 2013 11:39

      Talvez haja correlação com o número de greves.

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    • Estou a ver... permalink
      13 Junho, 2013 13:42

      Xangai?!
      Por que é que na restante china os resultados não são os mesmos?!
      E nos restantes países da Ásia?!
      Será do investimento?!

      Precisa-se treinador de bancada na minha escola!
      Função: lançar uns bitaites acerca da sua organização e funcionamento!
      Dá-se remuneração acima da média.

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      • vitorcunha permalink*
        13 Junho, 2013 14:02

        Treinador de bancada? Tipo comentador de blog?

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  10. YHWH permalink
    13 Junho, 2013 11:50

    VC não faz a menor ideia do que é o sistema (micro) educativo de Singapura.

    Eu vivi alguns anos entre a Malásia e Singapura, e posso dizer-lhe que o sistema educativo de Singapura quando extrapolado para um país com dimensões e massa escolar «reais» (Malásia) simplesmente afunda-se e perde drasticamente eficiência.

    A Malásia aprendeu isso a custas próprias, experimentando que o «óptimo» de um micro-sistema pode corresponder ao «péssimo» num sistema densamente massificado, como sucede nos países «reais».

    E não é difícil, mesmo para um não-especialista em sistema educativos, compreender porquê…

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    • vitorcunha permalink*
      13 Junho, 2013 11:53

      Pode ser Coreia do Sul, então. Altamente centralizada e sem “coitadinho do minino”.

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  11. Fernando permalink
    13 Junho, 2013 11:50

    O problema da Suécia é a imigração de pessoas que não querem, minimamente, estudar e aprender, mas apenas viver à custa de quem estudou e aprendou (e assim paga, através de impostos, a sua vida regalada de “dolce fare niente”) e queimar os seus bens por não terem bens análogos.

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  12. josé silva permalink
    13 Junho, 2013 12:34

    Meus caros,(em especial para um)
    Eu suponho que no primeiro ano da universidade, um professor, devem ter-lhes explicado que que não se deve confundir correlação com causa-efeito; Porém, no resto do curricula, todos ignoram essa premissa…
    Por isso a ignorância não é exclusivamente sua! É de classe!

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  13. josé silva permalink
    13 Junho, 2013 12:49

    Habitualmente, não discuto os dados!
    Não li o autor que motivou o post, nem vou ler. Mas, neste existe a intenção de estabelecer uma correlação entre dados (TIMMs, ou lá o que é, com os o “Investimento / gastos” em educação (fosse o que fosse).
    E depois discute-se como se houvesse uma relação de causa efeito bem determinada e definitiva, e como sabe … é só uma correlação!

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    • 13 Junho, 2013 13:36

      a analise multivariada é mais difícil , usar variáveis de controlo tb e tal . ai ai os “cientistas sociais ” e lógica não ideológica 🙂

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    • vitorcunha permalink*
      13 Junho, 2013 14:05

      Se não há causalidade entre investimento e resultados, não há motivo para não cortar no investimento.

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      • 13 Junho, 2013 15:35

        Lá isso é verdade , aliás , para uma boa aula basta um bom professor , um caderninho e um lápis 🙂 por mais investimento que façam , se falta o bom prof. falta tudo.

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      • 13 Junho, 2013 15:39

        e alunos que queiram aprender , claro ..

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      • Henrique Figueiredo permalink
        13 Junho, 2013 15:45

        O problema é que o caderninho, lápis e borracha tem que vir do Estado. Preferencialmente de Lisboa. Concorrência. Isso é mau. Pode obrigar a esforço acima da média.

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  14. Ray permalink
    13 Junho, 2013 13:23

    Não percebo como algúem ainda liga a este fascistazito aspirante a ditador. Porque ou não saber ler ou não compreende o que lê e ouve, Ou será que Paulo Guinote escreve e fala em Chinês?. Para que se perceba o que um ignorante não consegue perceber, aqui está: http://www.youtube.com/watch?v=gB_C_gyqoK0

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  15. Henrique Figueiredo permalink
    13 Junho, 2013 15:36

    Tenho pena contrariar artigos de jornal, com artigos académicos. É arrojado, eu sei.

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  16. Henrique Figueiredo permalink
    13 Junho, 2013 15:37

    (em contrariar*). Perdoem-me a gralha. Sou vítima do sistema de ensino português.

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  17. jose silva permalink
    13 Junho, 2013 16:31

    Volto a remeter para a minha primeira intervenção.
    A não causalidade, quando muito diz que não há causalidade!

    Concluir a partir daí que não há razão para não reduzir o investimento, é tão válida como o contrário.

    Mas a sua escolha por uma acção apenas diz algo sobre a sua escolha, não sobre os dados… Tal como os outros, que escolhem o outro caminho.

    A partir desse momento estaríamos a discutir teologia, bruxaria, tarot, leitura na folhas de chá… E eu aí sou ignorante e descrente!

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    • vitorcunha permalink*
      13 Junho, 2013 16:34

      José,

      Se o argumento é usado para justificar mais investimento, tudo o que está a dizer é que o argumento não pode ser usado. Não é diferente do que o que eu disse.

      Agora, eu tenho um argumento a favor de menos despesa: não há dinheiro.

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      • jose silva permalink
        13 Junho, 2013 17:40

        Vítor,

        Eu não concluí, por mais, nem por menos investimento. O que eu afirmei, resume-se a – não são válidas a conclusões que li aqui invocando o gráfico!

        Quando não há dinheiro, não há palhaços. (ponto)
        Agora, estabelecer uma correlação entre a existência de palhaços e a qualidade (!!!) da gargalhadas, considerando vários circos, é o que (eu) acho abusivo.

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  18. 13 Junho, 2013 21:59

    “…chegamos à conclusão que os melhores resultados são obtidos nos países onde a despesa é menor”
    – Reduza-se então a zero, as despesas, e aguardemos pelos “melhores resultados” que de certeza vão rebentar com a escala.

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    • vitorcunha permalink*
      13 Junho, 2013 22:21

      Ainda bem que percebeu o ponto do post: se gastar mais não é sinónimo de melhores resultados, gastar menos não é sinónimo de “ai valha-me nosso senhor laico que estão a assassinar a escola pública”.

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  19. Des permalink
    13 Junho, 2013 23:39

    Este comentário é uma antologia dos erros mais comuns dos estudos deste tipo.
    Por um lado associa os custos de todo o sistema ao desempenho do alunos da 4ª classe (tem a certeza que, ao nível do financiamento do 1º ciclo, o quadro é este? ) . Mais subtil, e comum, infelizmente, é o segundo erro. Medir a qualidade e eficiência de um sistema nacional de ensino pelo desempenho relativo em comparações internacionais parece um procedimento intuitivo e sensato, o problema é que isto assume a irrelevância de diferença culturais (ou até biológicas para quem quiser colidir com o politicamente correto) entre os países e sobre este campo existe um contrafatual demolidor: os dados registados com emigrantes.
    Por exemplo, acreditar neste quadro os resultados em leitura dos alunos de ascendência asiática a estudar nos EUA são melhores que os resultados evidenciados por qualquer país Oriental tabelado em cima (encontrei isto num blogue qualquer e nunca confirmei estas informações). Aliás, pelo que vou ouvindo de alguns professores de Matemática, acredito que a ordenada de Portugal estaria razoavelmente mais alta caso o Timms tivesse sido aplicado apenas a sino-descendentes (ainda que tivessem frequentado exclusivamente a escola Portuguesa)
    Por outro lado, o desempenho dos luso-descendentes lá fora não parece ser grande coisa mesmo comparado com outros emigrantes. Veja-se, por exemplo
    Que um bloguer com tempo livre e vontade de provocar se entregue este exercício, no meu entender, disparatado não é nada que me incomode; bem pior é ver instituições como o Banco de Portugal ou OCDE ( veja-se a serie «Teachers matters»), já para não falar dos bolseiros em «Economia da Educação», a gastar recursos, promover conferências e prescrever recomendações tomando como base uma mistificação.

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    • vitorcunha permalink*
      13 Junho, 2013 23:42

      Meu querido amigo julgador: este post é uma resposta a outro post. Não quer fazer copy-paste e publicar lá? Pela equidade et al.

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      • Zacarias permalink
        14 Junho, 2013 16:05

        Se é só uma resposta podia ter ido dá-la lá, escusava de gastar a sua parvoíce toda aqui.

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      • vitorcunha permalink*
        14 Junho, 2013 16:14

        Desculpe o incómodo que lhe causei ao escrever num blog onde sou autor. Como podemos remediar isso? Não, a sério, como podemos?

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  20. Zacarias permalink
    14 Junho, 2013 16:17

    suponho que queria dizer escrevinhador… Remediar o quê, a parvoíce? Talvez seja irreversível, nem bons professores poderiam.

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