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Calma, a hipertensão mata

4 Dezembro, 2013
Não é preciso perdermos a compostura, Paulo Guinote.

Não é preciso perdermos a compostura, Paulo Guinote.

O Paulo Guinote pode chamar xenófobo a quem quiser. Até simpatizo com o jeito marialva com que funcionários públicos “mandam catar” os contribuintes que os suportam, uma espécie de direito adquirido pela verdadeira especialidade em escalas lineares de gráficos adquirida a ensinar História a miúdos de 10 anos. A perspectiva dos professores é sempre interessante e deve ser tida em linha de conta; no entanto, o meu artigo tão incompreendido não passa de uma pequena reflexão sobre os efeitos da emigração nos resultados do PISA, algo que esses xenófobos da OCDE parecem também permitir.

27 comentários leave one →
  1. 4 Dezembro, 2013 12:31

    Ao contrário da Suécia, os resultados do PISA em Portugal têm melhorado muito. A pergunta a fazer é se essa melhoria é devido aos imigrantes? A pergunta até não é tão absurda assim pois já aconteceu alguns dos melhores alunos do país serem filhos de imigrantes. aqui há uns anos a melhor aluna de português em portugal, por exemplo, era uma miúda filha de romenos…

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    • vitorcunha permalink*
      4 Dezembro, 2013 12:36

      Não acho que seja uma pergunta absurda. Arrisca-se é a que o considerem xenófobo. O top 3 de imigrantes na Suécia é composto por finlandeses, iraquianos e polacos. Fingir que finlandeses procuram na Suécia o mesmo que procuram iraquianos é que tem que ser, senão o politicamente correcto cai-lhe em cima.

      Na escola aqui da zona a melhor aluna do ano passado era ucraniana.

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  2. 321pimba! permalink
    4 Dezembro, 2013 12:38

    Irra, e ainda bem que os meus impostos não são desperdiçados em mal-criados mimados e birrentos!

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  3. Fincapé permalink
    4 Dezembro, 2013 12:43

    Ai, ai, ai. Estou mesmo a ver que, se o professor Paulo Guinote souber como o Vítor adquire os seus rendimentos, vamos ter aqui uma guerra para concluir quem suporta quem.
    E às vezes há cada surpresa. 😉

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    • vitorcunha permalink*
      4 Dezembro, 2013 12:44

      Isso quer dizer exactamente o quê, caro comentador diário?

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      • Fincapé permalink
        4 Dezembro, 2013 13:01

        Pronto, Vítor. Se acha que dispensar quinze minutos diários ao seu blogue é uma coisa excessiva eu prometo controlar-me.
        ————–
        Quanto à sua pergunta, você dá a resposta no post: “Até simpatizo com o jeito marialva com que funcionários públicos “mandam catar” os contribuintes que os suportam.”
        Ora, múltiplas vezes “expliquei” no blogue, principalmente aos mais liberais que são os que menos entendem o funcionamento da economia, que:
        1. Qualquer funcionário, em qualquer empresa ou no Estado, é pago pelos serviços que presta. Ou seja, o professor Paulo Guinote presta um serviço pelo qual é pago. Não se trata de qualquer esmola, como parece advir de muitas observações liberais que, aliás, me parece acontecer apenas neste recanto ainda demasiado impulsivo e pouco racional.
        2. Se alguém presta um serviço, por exemplo barbeiro, e os seus clientes forem, também por exemplo, todos funcionários públicos, como avalia os rendimentos do barbeiro?
        Gostava que entendesse as minhas observações, porque a sua resposta me pareceu zangada, digamos. 😉

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      • vitorcunha permalink*
        4 Dezembro, 2013 13:08

        Não costumo frequentar barbeiros que se queixam de quem lhes contrata os serviços; não poderia ter uma resposta satisfatória à questão, Fincapé.

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      • Fincapé permalink
        4 Dezembro, 2013 13:19

        Às vezes queixam, quando o cliente não se coloca na melhor posição. Mas tem de concordar que, independentemente da profissão, ninguém perde a qualidade de cidadão, com direito a criticar o que constata estar mal no funcionamento do Estado. Mas eu pensava que iria corrigir o exemplo barbeiro, trocando-o pelos empresários, advogados e outros que executam serviços para o Estado e não se ficam pelas críticas. Por vezes, vão um pouco mais longe. 😉

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      • vitorcunha permalink*
        4 Dezembro, 2013 13:21

        Exacto: ninguém perde a qualidade de cidadão, com direito a criticar o que *considera* estar mal no funcionamento *do que entender*. Isso é mais fácil com respostas mais, digamos, humildes.

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      • Fincapé permalink
        4 Dezembro, 2013 13:58

        Boa, Vítor. Daqui para a frente vamos todos passar a criticar o que estiver mal no funcionamento do governo, a gestão que faz dos serviços que presta, se é ou não capaz de governar sem privilegiar amizades e sem mentir…
        O general Garcia Leandro disse no último Prós e Contras que tínhamos governantes incapazes de gerir o Estado. Podemos começar por aí, não acha?
        Não percebi a da humildade. Se se refere a uma ironia deixada acima, sinto-me feliz. Deu resultado.
        (Está a ver que deixo alguns erros, faltas de palavras e raciocínios incompletos para não demorar muito. A maioria das vezes nem releio, só para não incomodar os anfitriões.) 😉

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  4. pimenta-que-jah-teve-outros-nicks permalink
    4 Dezembro, 2013 12:44

    Caro Vitor Cunha,

    Eu zurzo insistentemente no Guinote e ele em uma fixação mórbida em saber quem eu sou.

    Assim, de repente, ele já suspeitou que eu sou mais de uma dúzia de gajos e parece-me que, nesse rol, o Vitor Cunha foi um dos bafejados.

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    • vitorcunha permalink*
      4 Dezembro, 2013 12:50

      Isso parece uma tarefa causadora de stress. A hipertensão das pessoas preocupa-me muito.

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  5. Trinta e três permalink
    4 Dezembro, 2013 13:29

    vitorcunha:
    Porque também fiz um comentário a esse texto, no pressuposto de que se fazia uma relação direta entre maus resultados e imigração, chamo a sua atenção para o facto de essa conclusão decorrer do modo como apresentou os dados. Porque, se alguém me disser que os hipotéticos maus resultados num exame de português, em que participem muitos jovens vindos da China, Inglaterra, Alemanha, etc., mostram que se está a ensinar mal a LÍNGUA MATERNA, claro que tenho que lhe contrapor que, quando muito, mostra que se está a avaliar mal o processo de ensino que apenas pode revelar que se está a ensinar mal o português como LÍNGUA ESTRANGEIRA. Os simplismos, tal como as generalizações, prestam-se sempre a interpretações duvidosas.

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    • vitorcunha permalink*
      4 Dezembro, 2013 13:42

      A ÚNICA coisa que diz o post é que sobre imigração ninguém quer falar. Vão criticar cheque-escola, vão enaltecer a educação portuguesa mas, sobre imigração, ninguém vai falar. Mais nada. Se calhar até foi a imigração para a Suécia que gerou resultados melhores que os que teriam sem os imigrantes.

      Um idiota é, por sistema, um tipo que lê o que não está escrito. Sempre tive jeito para os fazer sair da casca, modéstia à parte.

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      • Trinta e três permalink
        4 Dezembro, 2013 13:53

        Imodéstia sua. Tenho visto, isso sim, grande jeito para escrever textos com com várias interpretações possíveis. Aliás, “competência” que está de acordo com os resultados avaliados no domínio do português (piores do que a matemática).

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      • Fincapé permalink
        4 Dezembro, 2013 14:01

        “Sempre tive jeito para os fazer sair da casca, modéstia à parte.”
        Hum! Esta foi a propósito de humildade? 🙂

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      • zeca marreca de braga permalink
        4 Dezembro, 2013 16:04

        No comments:

        “Um idiota é, por sistema, um tipo que lê o que não está escrito. Sempre tive jeito para os fazer sair da casca, modéstia à parte.”

        https://blasfemias.net/2013/11/22/o-triunfo-da-bondade/#comment-1486569

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      • zeca marreca de braga permalink
        4 Dezembro, 2013 16:47

        Mas há mais:

        “Um idiota é, por sistema, um tipo que lê o que não está escrito”

        https://blasfemias.net/2013/11/24/narrativas-austeritarias-em-fasciculos/#comment-1487933

        “Sempre tive jeito para os fazer sair da casca, modéstia à parte.”

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  6. vitorcunha permalink*
    4 Dezembro, 2013 14:25

    Giro que acredite no “tira de um bolso, mete no outro”. Espero que não seja professor de matemática.
    De resto, concordo consigo: não seria excelente poder pagar apenas para os que realmente querem, afastando todos os que não querem também pagar desses serviços? É um desperdício que pense que paga IRS para pessoas como eu, que também preferiam que não pagasse, caso o fizesse. A universalidade do sistema tem destas coisas. Bem-vindo ao lado dos perigosos neoliberais.

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  7. Silva permalink
    4 Dezembro, 2013 14:53

    É muito estranho o comportamento da sociedade politica e sindical incentivar os trabalhadores no caso do estaleiro naval de Viana do Castelo, para uma luta inglória.

    Digo isto porque até hoje no despedimento coletivo do Casino Estoril, com milhões de lucro, considerado um processo urgente em tribunal, ninguém faz nada para ajudar os trabalhadores.

    3 providências cautelares que não deram em nada.
    12 meses para notificar 12 pessoas.
    8 meses para o perito dar um parecer ao tribunal.
    Substitui-se o juiz.

    Neste caso para que serve o advogado?

    Perante esta evidência, aonde está a classe politica, os sindicatos para onde parte do nosso salário foi descontado com a promessa de uma defesa justa.

    Nada em 4 anos com o processo a arrastar em tribunal, temos a nosso favor nem direitos, ou justiça e o mesmo vai acontecer aos trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo.

    Já não acredito em nada… tenho muita pena que os trabalhadores de Viana venham a passar pela mesma situação que eu de uma revolta pela podridão do País.

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  8. RCAS permalink
    4 Dezembro, 2013 15:02

    E não saímos disto… por um lado os fundamentalistas do que o que é publico é que é bom, pelo outro lado os fundamentalistas ultra liberais estilo Tea Party versão Portuga Vitor Cunha, que o que é bom é o primado do privado!
    Veja-se bem a minha santa ingenuidade ao pensar que quer no público, quer no privado, nem tudo é bom nem tudo é mau!
    A minha ingenuidade aumenta, ao pensar que a nossa preocupação máxima, devia ser procurarmos em consenso lutar pela eficácia e eficiência quer num lado quer no outro!
    A filosofia do cheque de ensino, já mostrou na prática, dos EUA à Europa do Norte passando pela América do Sul, demonstrando a criação de guetos no sistema escolar e da segregação socio-educacional destas medidas.
    Nota-se já a forte pressão do lobby específico dos privadas, que apoiaram muito activamente alguns dos actuais governantes, e que está há mais de dois anos ansiosamente à espera disto.
    E rápido antes que venham eleições… e pensar que no Memorando estava a diminuição de verbas para o ensino privado…
    Como é bom, ir para além da Tróika!!!

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  9. RCAS permalink
    4 Dezembro, 2013 16:18

    Maria de Lurdes Rodrigues PISA 2012: boas notícias e sinais de preocupação:

    ‘O relatório do PISA tem boas notícias sobre Portugal. Não só a qualidade das aprendizagens em matemática, língua portuguesa e ciências tem vindo a melhorar de forma consolidada, em termos médios, como os estudantes portugueses revelam ter conhecimentos e competências semelhantes aos que têm os estudantes de países como o Reino Unido, a França e a Itália. Os resultados revelam ainda que tem vindo a aumentar o número de muito bons alunos e a diminuir o número de estudantes com piores resultados, resultados esses consistentes com os de outras avaliações internacionais, nomeadamente o TIMMS. Por absurdo, só não são consistentes com os resultados dos exames nacionais!

    O nosso país é apontado como exemplo de que é possível, simultaneamente e em pouco tempo, recuperar do insucesso escolar e melhorar a qualidade do ensino. O relatório refere como muito positivo o esforço que temos vindo a fazer para superar as nossas desvantagens económicas, sociais e demográficas, salientando que as políticas educativas sobre a organização e funcionamento das escolas, bem como sobre os programas e conteúdos de ensino têm tido impactos positivos na qualidade das aprendizagens.

    Porém, uma análise pormenorizada dos resultados revela que as melhorias ocorreram sobretudo entre 2003 e 2009. Daí para cá, ou seja, entre 2009 e 2012, os resultados mantêm-se, registando-se uma estagnação, sobretudo em ciências. Podemos e devemos perguntar-nos porquê. O que deixámos de fazer? Ou o que fizemos de errado?

    Em primeiro lugar, os programas de ensino da matemática que estavam em vigor foram substituídos por outros, à pressa e contra os pareceres das associações de professores. Segundo, o Governo terminou com todos os programas de apoio à melhoria da qualidade do ensino e das aprendizagens, como o Plano de Ação para a Matemática e os planos de recuperação, entre outros, sem os ter substituído por outros. Há pois más razões para olhar com preocupação para o relatório do PISA 2012.’

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  10. 4 Dezembro, 2013 17:01

    Vitinho,

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  11. Tio Patinhas permalink
    4 Dezembro, 2013 17:20

    Paulo Guinote apanhado com as calças na mão quando afirma que

    «O problema é que temos esta malta a botar opinião e até há quem ache que aquilo é uma análise qualquer quando se trata de outra coisa, bem mais complicada.»

    É que o o Presidente da Associação de Professores Alemães comentando os resultados do PISA disse sensivelmente a mesma coisa que o Vitor Cunha. Atribuiu a descida nos resultados da Alemanha ao aumento do número de imigrantes. É ler aqui a tradução:

    http://islamversuseurope.blogspot.pt/2013/12/muslims-drag-down-german-educational.html

    Não demora muito e vamos ter aqui os seguidores esquerdistas do PG a dizerem que o Presidente dos Professores Alemães é nazi etc etc. e que não podia ter dito o que disse.

    E em França passa-se o mesmo:

    http://islamversuseurope.blogspot.pt/2013/12/muslims-drag-down-french-educational.html

    O comentário de Marine Le Pen aos resultados do PISA

    http://www.frontnational.com/2013/12/rapport-pisa-lechec-dun-systeme/

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  12. 4 Dezembro, 2013 19:02

    Resumindo o que penso do vitorcunha: é idiota chapado.
    Não carece de demonstração alheia.
    Antes ensinar (com muito orguoho) História a putos de 10 anos que são bem mais inteligentes e pensam de forma menos bafienta.
    🙂

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  13. jmvale permalink
    4 Dezembro, 2013 19:36

    Sim Paulo, fuja daqui! Evite estes especialistas porque se continuar a travar argumentos com eles nem nas AEC o querem.

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