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A ler

8 Abril, 2014

Pedro Feytor Pinto: «se a Catalunha e o País Basco, e a seguir a Galiza, se separarem e entrarem numa república confederativa ibérica, vão querer meter-nos ao barulho. E, se calhar, até há gente que acha que essa é uma solução para Portugal»

24 comentários leave one →
  1. Deus perdoa, eu nao!'s avatar
    Deus perdoa, eu nao! permalink
    8 Abril, 2014 15:29

    Se o Chipre turco e o Chipre grego vivem bem separados porque é que nós temos que ser chamados ao barulho?

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  2. AL's avatar
    8 Abril, 2014 16:21

    O que escreve o antigo Ministro Francês sobre os balhuros feitos no hemiciclo emquanto falava o 1º Ministro de França:
    «Je regarde Vals (sic) à l’Assemblée: qu’un premier ministre, de droite ou de gauche, peu importe, ne puisse pas parler devant des adultes, des parlementaires, sans que ces gens vocifèrent comme des malades mentaux, c’est consternant», a-t-il écrit sur son compte Facebook. «Comment demander à nos enfants de se conduire convenablement dans une classe si les députés se conduisent comme des abrutis devant tous les français?».

    Traduzindo: Os deputados que vociferam durante as intervenções dos outros deputados e durante a intervenção do 1º Ministro parecem doentes mentais, como é possível pedir aos alunos que respeitem os professores com o exemplo e a mentalidade embrutecida dos deputados.

    Lá como cá, uma vergonha, uma inutilidade estes parlamentares.

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    • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
      Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      8 Abril, 2014 16:56

      Concordo: tantos balhuros não se aguentam

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    • Atento's avatar
      Atento permalink
      8 Abril, 2014 16:59

      E a campainha, que parece estar a anunciar o (fim do) intervalo numa qualquer escola secundária, tocando durante minutos (dizem-me que durante 3[!] minutos).

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  3. Atento's avatar
    Atento permalink
    8 Abril, 2014 16:56

    Se calhar é uma solução….
    Provavelmente a questão coloca-se/colocar-se-á numa proposta de um novo iberismo ou continauremos com as palhaçadas a que vaos assistindo, como por exemplo esta, de quatro meses de férias (http://www.jornaldenegocios.pt/economia/justica/detalhe/face_oculta_leitura_de_acordao_marcada_para_5_de_setembro.html).
    Se o novo iberismo trouxer uma constituição mais leve e ágil, menos governos/mais estabilidade governativa, “0” revisões constitucionais, melhor saúde, melhor educação, mais disciplina(!), mais ordem(!), menos libertinagem.
    Já estou à espera de reacções. Venham elas.

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  4. Amelia Sebastião's avatar
    Amelia Sebastião permalink
    8 Abril, 2014 16:59

    Ora por cá há gente que não só acha como acredita nessa solução. E até já iniciou um movimento politico nesse sentido (Espanha e Portugal como uma unidade politica e não só)…

    http://movimentopartidoiberico.com/home.php

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  5. Bento 2014's avatar
    Bento 2014 permalink
    8 Abril, 2014 17:26

    Venha daí essa Ibéria.

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    • fado alexandrino's avatar
      8 Abril, 2014 17:36

      Já devia ter sido em 1639, mas ainda se vai a tempo.
      Comecemos por uniformizar a hora.

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      • Atento's avatar
        Atento permalink
        8 Abril, 2014 17:41

        E já agora, no interim, mandem para cá Olivença.

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      • fado alexandrino's avatar
        8 Abril, 2014 18:51

        Acho sempre boa ideia perguntar às pessoas o que pretendem.
        É democrático que a vontade da maioria prevaleça.
        Prognostico antes da pergunta que dizem não.

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        8 Abril, 2014 19:26

        Pode ser democrático mas não é livre.
        A maioira pode votar para chutar o fado alexandrino.
        Isso não torna o chuto legítimo.

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      • fado alexandrino's avatar
        8 Abril, 2014 22:13

        É um risco, o risco da democracia.
        Mas repare estamos aqui a falar de opinião, é sempre livre.
        Já não é livre é eu querer que a minha opinião seja imposta aos outros.
        Só a posso “impor” se uma maioria qualificada me apoiar.
        Assim funciona a democracia.
        Gosto.

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      • Chico's avatar
        Chico permalink
        9 Abril, 2014 03:10

        Pelo que vejo, isto aqui está cheio de potenciais traidores.

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  6. Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
    Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    8 Abril, 2014 17:29

    Li a curiosa entrevista de onde a Helena Ramos retirou a frase no Portadaloja. Pedro Feytor Pinto para quem não sabe ou não se lembra, foi um dos “liberais” do consulado de Marcello Caetano, e foi o homem que negociou a entrega do poder do ex Presidente do Conselho para o MFA, quando aquele estava acuado no Quartel do Carmo na tarde do 25 de Abril de 1974.
    Apesar de ser para mim óbvio que no referendo pela independência da Catalunha o SIM vai ganhar, já não é tão óbvio o modo como a “história” vai acabar. Por isso também não é óbvio que o País Basco faça um referendo com o mesmo objectivo, como também não é óbvio que a maioria dos habitantes do País Basco queira sair da Espanha. E digo habitantes e não digo Bascos, porque depois da Guerra Civil, Franco enviou para lá muitos milhares de espanhóis de outras regiões, à semelhança do que Estaline fez com a Crimeia com os resultados que se conhecem.
    Mas dando de barato que se faziam referendos nas regiões referidas por Feytor Pinto, e que o resultado fosse pela independência face à Espanha, e o Rei e o governo de Madrid as caucionassem, coisa em que eu não acredito, não estou a ver como é que essas regiões depois de se separarem da Espanha, se uniriam numa “república confederativa ibérica” com Portugal “metido ao barulho”.
    Apesar de me contar entre os que pensam que o 1º de Dezembro de 1640 foi um erro histórico, também acredito que “de Espanha, não vem nem bom vento nem bom casamento”.
    Para acabar, também acredito que o que se vier a passar em Espanha em matéria de secessões, vai ter muito a ver com o que resultar do referendo que se vai realizar na Escócia para o mesmo efeito, e a maneira como a União Europeia vai reagir a isso.

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  7. Ricardo Monteiro's avatar
    Ricardo Monteiro permalink
    8 Abril, 2014 17:36

    “Vossa Excelência deseja sair por aquela porta, ou por essa janela?”

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  8. Vivendi's avatar
    Vivendi permalink
    8 Abril, 2014 17:37

    Municipalismo é o caminho a seguir em Portugal (e está enquadrado na história – foros).

    Em Espanha o avanço da autonomia já passa necessariamente pela criação de novas nações.

    Abaixo o centralismo tanto de Lisboa, de Madrid e de Bruxelas!

    Viva as comunidades autónomas a decidirem sobre os seus próprios problemas sem querer interferir nos problemas dos outros.

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  9. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    8 Abril, 2014 17:38

    Pedro Feytor Pinto está nitidamente a estragar o ‘neo-1640’ de Paulo Portas….
    Coisa que não se faz a 1 mês do fim do protectorado (ou da picada).

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  10. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    8 Abril, 2014 19:30

    “Abaixo o centralismo tanto de Lisboa, de Madrid e de Bruxelas!”

    A maior parte dos protestam contra o centralismo é só para se sentarem à mesa do dito.

    Julga que alguém quer regionalisação para cobrar impostos à própria população e ser gerir sem fazer dívida?
    Claro que não. A regionalisação é para receber dinheiro que o centralismo cobra.

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    • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
      Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      8 Abril, 2014 20:46

      Quando descobrirem quanto é que têm de pagar para manter as estrururas da regionalização, até choram.

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        8 Abril, 2014 20:46

        …estruturas…

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  11. Vivendi's avatar
    Vivendi permalink
    8 Abril, 2014 20:20

    A maior parte dos protestam contra o centralismo é só para se sentarem à mesa do dito.
    Julga que alguém quer regionalização para cobrar impostos à própria população e ser gerir sem fazer dívida?
    Claro que não. A regionalização é para receber dinheiro que o centralismo cobra.

    Caro Lucklucky,

    Defendo no caso português o municipalismo e não o regionalismo. E uma administração municipal enquadrada no seguinte:

    – no direito natural e na ordem espontânea;
    – na cultura local em conformidade com o direito natural e na ordem espontânea;
    – na descentralização tributária, jurídica e administrativa;

    Ninguém quer novas capitais administrativas mas sim que cada município possa desenvolver a sua própria competitividade e prosperidade.

    Reitero de novo que o municipalismo é um modelo experimentado pela história de Portugal (foros).

    A mais avançada ciência económica garante também que os pequenos modelos administrativos são as estruturas que possibilitam uma maior prosperidade económica e o livre acesso ao mercado.

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    • lucklucky's avatar
      lucklucky permalink
      9 Abril, 2014 01:48

      Totalmente de acordo. Mas tal coisa só muitos poucos querem. E ninguém ligado à política.

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    • Duarte de Aviz's avatar
      Duarte de Aviz permalink
      10 Abril, 2014 00:06

      Como ideia parece interessante e por princípio concordo. Passemos entâo à chatice dos detalhes. Quantos municípios naturais é que imagina que emergiriam? 100, 300 ou 3000? Em relação ao nível de impostos pagos hoje, acha que esses ficariam iguais, aumentariam ou iriam diminuir? A mesma pergunta em relação às espectativas das populações em relação aos serviços públicos? E finalmente, tomemos por exemplo a Bairrada, que provavelmente poderemos classificar como uma região coerente quer geográfica, geologic e mesmo socialmente falando . Quantos municípios naturais caberiam na Bairrada? (Actualmente inclui – parte de Águeda, Oliveira do Bairro, Anadia, Mealhada, Cantanhede, parte de Vagos (acho eu) e parte de Coimbra?

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  12. Juromenha's avatar
    Juromenha permalink
    8 Abril, 2014 23:29

    Revisitando a década de trinta “ali ao lado” – mas em tom delirantemente róseo…

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